Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural - CRAR

CRAR reúne analistas de todo o estado para balanço de 2026 e definição das diretrizes do CAR para 2027

A Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), promoveu a sua Reunião de Trabalho e Planejamento para o ano de 2027, reunindo o corpo técnico de analistas de todas as regiões paulistas. O encontro teve como propósito central promover um debate sobre a gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado, avaliando a evolução dos trabalhos ao longo de 2026 e alinhando as diretrizes estratégicas que nortearão o setor em 2027. A iniciativa reforça o papel da coordenadoria, instituída para especializar a análise de processos complexos e transformar a adequação ambiental em segurança jurídica e desenvolvimento produtivo no campo.

Durante o balanço das atividades de 2026, foram apresentados números que consolidam São Paulo na vanguarda nacional da regularização ambiental. Dos quase 448 mil cadastros ativos no sistema estadual (SICAR-SP), cerca de 89,6% já passaram pela esteira de análise — um índice expressivamente superior à média nacional, que gira em torno de 29,8%. Somente no primeiro semestre deste ano, o trabalho minucioso de auditoria humana realizado pelas equipes técnicas resultou em aproximadamente 15 mil cadastros analisados (Entre análises dinamizadas e por equipes CRAR e/ou CATI) , caminhando de forma consistente para atingir a meta anual de 26 mil análises por equipe e 500 termos de compromisso firmados.

No campo da modernização tecnológica, o ano de 2026 também marcou entregas estruturantes que mudaram a rotina de interação com o produtor rural. Entre os principais avanços celebrados na reunião estão a implantação do aplicativo Mobile CAR e do módulo CAR On-line, ferramentas inéditas que permitem ao proprietário acompanhar processos e realizar retificações de maneira desburocratizada. Além disso, a reformulação do site do SICAR-SP, do site da própria CRAR, o fortalecimento do canal de atendimento FaleCAR e a conclusão do módulo de “Fatores de Perturbação” — voltado ao mapeamento ágil de áreas atingidas por queimadas ou degradação — deram novo fôlego à governança digital da Secretaria.

Apesar dos índices positivos, a reunião dedicou uma parte substancial da pauta para discutir, com transparência, os gargalos enfrentados pelos analistas na rotina de campo e de escritório. Um dos principais desafios identificados na conversão definitiva dos cadastros é o alto volume de pendências que dependem de ação externa: o avanço das validações finais esbarra na necessidade de resposta dos produtores rurais às mais de 247 mil notificações de retificação já emitidas pelo Estado. Os profissionais também debateram a complexidade técnica na avaliação dos Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADAs), a necessidade de padronização de procedimentos nas vistorias in loco e a otimização do tempo médio de análise frente às demandas judiciais e dos órgãos de controle.

Para superar esses entraves e dar um salto de eficiência, os analistas formularam e discutiram as propostas estratégicas para o exercício de 2027. A meta estipulada para o próximo ciclo prevê a ampliação da capacidade operacional para 30 mil análises de cadastros por equipe e a assinatura de 1.000 Termos de Compromisso no âmbito do Programa de Regularização Ambiental (PRA). No eixo de tecnologia e suporte à decisão, o plano para o primeiro semestre de 2027 inclui o desenvolvimento de novos painéis gerenciais, mapas interativos e relatórios automatizados, além da implantação de novos  módulos do CAR On-line voltado para setores específicos.

Outro ponto de destaque nas projeções para o fim de 2027 é a estruturação de funcionalidades para a gestão de ativos florestais e a evolução dos componentes ligados à Cota de Reserva Ambiental (CRA), alinhando o sistema paulista às exigências do Código Florestal para compensação de Reserva Legal. Ao encerrar os trabalhos, ficou evidente que a integração entre o conhecimento técnico dos analistas regionais e o investimento contínuo em geotecnologia é o caminho mais seguro para destravar o passivo ambiental paulista, garantindo que a conservação caminhe lado a lado com a competitividade do agronegócio de São Paulo, a segurança jurídica e governança do Governo do Estado com a Regularização Ambiental Rural.

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