Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

Instituto de Zootecnia destaca protagonismo paulista nos 60 anos da zootecnia no Brasil 

Instituto de Zootecnia destaca protagonismo paulista nos 60 anos da zootecnia no Brasil 

Com atuação histórica na pecuária brasileira, Instituto amplia pesquisas voltadas aos desafios ambientais e tecnológicos do setor 

Com 120 anos de atuação em pesquisas na área, o Instituto de Zootecnia (IZ–APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comemora os 60 anos da profissão de zootecnista no Brasil. Celebrada em 13 de maio, a data foi criada em 1966 em homenagem à aula inaugural do primeiro curso superior de Zootecnia no Brasil, na cidade de Uruguaiana- RS. 

“Quando a profissão foi criada no Brasil, nós já estávamos trabalhando há 60 anos com os desafios da zootecnia”, comenta o coordenador do IZ, Enilson Geraldo Ribeiro. “Atualmente somos 22 zootecnistas na instituição, atuando em diferentes setores e linhas de pesquisas atendendo às demandas da sociedade”. 

De acordo com Enilson, além de produzir alimentos de boa qualidade, hoje os zootecnistas do Instituto têm um grande desafio pela frente: o de criar suínos para a doação de órgãos para humanos. O Instituto, por meio de parceria com a empresa XenoBrasil e a Universidade de São Paulo (USP), está desenvolvendo o projeto “Produção de suínos geneticamente modificados”, que tem o objetivo de, futuramente, atender a pessoas que necessitam de transplantes. 

O projeto, que recentemente teve o nascimento do primeiro clone suíno, tem atuação da zootecnista Simone Raymundo de Oliveira, pesquisadora do IZ. “Estamos adequando os manejos produtivo para esta finalidade. O manejo sanitário, nutricional e ambiental são minuciosamente estudados pela equipe para garantir o sucesso da gestação e crescimento destes animais”, diz a especialista. 

Enilson relata a importância dos zootecnistas dentro do Instituto. “Temos a preocupação de reduzir os custos de produção para que os alimentos sejam acessíveis à toda população, mas também queremos garantir a qualidade do produto e a saúde do consumidor, o bem-estar dos animais e a sustentabilidade social, econômica e ambiental. Nossos zootecnistas atuam em várias pesquisas envolvendo estes temas”.

Entre os exemplos de atuação, está o renomado programa de melhoramento das raças Nelore e Caracu, através do qual o IZ continua disponibilizando aos produtores genética de alta qualidade, através de leilões periódicos de touros e matrizes e venda de sêmen e embriões. O material genético é fruto do processo de seleção constante, envolvendo características de crescimento, reprodução, eficiência alimentar, características de carcaça e emissão de gases.

Foco sustentável

Conforme aponta o gestor, diante da crise climática e necessidade da produção sustentável, várias pesquisas buscam diminuir os impactos ambientais, econômicos e sociais da pecuária. Sistemas como ILPF, que visa melhoria na conservação do solo, bem-estar animal e eficiência produtiva, e o AQUAPEC, que une a piscicultura de recirculação e a aquaponia em sistemas integrados de produção agropecuária, propõem novas alternativas para produção animal. Outra iniciativa nesse sentido, o Centro de Pecuária Sustentável do IZ, em São José do Rio Preto, atua no desenvolvimento de tecnologias para sistemas pecuários de baixa emissão de carbono, com ações voltadas à mensuração e mitigação de Gases de Efeito Estufa. “Em breve teremos o lançamento de novas cultivares forrageiras com foco em sistemas de produção animal mais sustentáveis e menos dependentes de insumos externos”, comenta o coordenador. 

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