Adriana Verdi participou do painel sobre tecnologia, inteligência de dados e inovação no agro ao lado de lideranças do setor, pesquisadores e executivos
A importância da pesquisa científica, da inovação tecnológica e da produção de conhecimento para enfrentar os desafios das mudanças climáticas esteve no centro dos debates do Planeta Mulheres Sustentáveis, realizado nesta segunda-feira (8) no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista. Entre os destaques da programação esteve a participação de Adriana Verdi, vice-diretora da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O painel “Tecnologia, Inteligência de Dados e Inovação no Agro para Mitigação Climática” reuniu especialistas de diferentes áreas do conhecimento para discutir como ciência, tecnologia e governança podem contribuir para a construção de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis. Ao lado de Adriana estiveram Erika Mota Santana, presidente do Instituto Inteligência Solidária; Bruno Wanderley de Freitas, economista sênior e sócio da DATAGRO; Ana Mendes, diretora de Operações da AgroSmart; Areadne Zorzetto, diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences para a América Latina; Gustavo Melles, especialista em inteligência artificial aplicada aos negócios; e Silmara Calestini Montemor, pesquisadora em Direito Ambiental Internacional.
Durante sua apresentação, Adriana destacou que a inovação no agronegócio vai muito além das soluções digitais e envolve uma ampla gama de tecnologias desenvolvidas para responder aos desafios ambientais e produtivos do setor. “Quando falamos em inovação, o senso comum costuma associá-la apenas ao universo digital. Mas existem tecnologias e inovações fundamentais sendo desenvolvidas em áreas como sustentabilidade, mitigação das mudanças climáticas, insumos biológicos e produção de variedades mais resilientes. Essas soluções têm gerado benefícios concretos para a sociedade e ajudado a resolver desafios reais do agronegócio”, afirmou.
A especialista também ressaltou o papel estratégico dos institutos de pesquisa na conexão entre conhecimento científico, iniciativa privada e políticas públicas: “O painel foi uma oportunidade para mostrar o trabalho desenvolvido pelos institutos de pesquisa e destacar a importância da articulação entre pesquisa pública, iniciativa privada e governos. Discutimos a relevância da produção de dados, da geração de conhecimento e de pesquisas voltadas à mitigação dos impactos das mudanças climáticas, considerando os aspectos ambientais, econômicos e sociais da sustentabilidade.”.
Segundo Adriana Verdi, um dos principais desafios atuais é garantir que os avanços científicos cheguem efetivamente aos produtores rurais e às cadeias produtivas. “A governança tem um papel fundamental para que essas tecnologias e inovações alcancem o campo, as cadeias produtivas e os territórios. É por meio dessa articulação que conseguimos transformar conhecimento em soluções práticas e gerar impacto positivo para a sociedade.” Ao considerar esta necessidade de articular interesses de diversos agentes envolvidos em projetos coletivos voltados ao desenvolvimento de inovação aberta, Verdi ressaltou o papel das fundações de apoio, sobretudo da FUNDEPAG.
O Planeta Mulheres Sustentáveis se consolidou como um importante espaço de diálogo sobre desenvolvimento sustentável, inovação e protagonismo feminino, promovendo a troca de experiências e a construção de conexões entre os diferentes atores envolvidos na transformação dos setores produtivos brasileiros. A participação de Adriana Verdi reforçou a relevância da ciência, da pesquisa aplicada e da APTA como pilares fundamentais para a adaptação do agronegócio paulista às mudanças climáticas.