Produção de cacau: dentre as atividades do bolsista, está a implantação de experimentos com cacaueiro (crédito: RR Valle/Ceplac)
Centro de Ciência para o Desenvolvimento liderado pelo Ital recebe candidaturas até 5 de julho para bolsa de pós-doutorado na UFSCar
Doutores em Produção Vegetal, Agronomia ou Ciências Florestais, com título obtido nos últimos cinco anos, podem se candidatar até 5 de julho para bolsa de pós-doutorado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ligada ao projeto Cacau 360° – Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em SP, Centro de Ciência para o Desenvolvimento liderado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O selecionado deverá iniciar suas atividades em agosto no Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar, onde atuará por 24 meses com valor mensal de R$ 12.570 financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O trabalho abrange a implantação de experimentos com cacaueiro cultivado a pleno sol e em sistemas agroflorestais, com análise do impacto de diferentes práticas de manejo e do desempenho de variedades clonais.
“O bolsista também precisará conduzir avaliações ecofisiológicas, de produtividade de consorte e cacaueiro e fitossanitárias, além de estabelecer a linha de base de sequestro de carbono dos sistemas e ajudar na análise da qualidade físico-química das amêndoas fermentadas e secas de cacau”, detalha o supervisor do pós-doutorado, Anderson Ferreira da Cunha, docente da UFSCar e pesquisador principal do Cacau 360°.
Para se candidatarem, os interessados devem ter experiência comprovada em fitotecnia, sistemas agroflorestais, ecofisiologia do cacaueiro e coleta, organização e interpretação de dados, incluindo indicadores de produtividade, rendimento agronômico e cálculos de eficiência.
Também é requisito a habilidade com planejamento e execução de experimentos de campo e casa de vegetação, dinâmica e monitoramento de sistemas agroflorestais com cacaueiro e/ou cultivo a pleno sol e avaliação do efeito de variáveis climáticas sobre o crescimento e a produção agrícola.
No edital publicado no site da Fapesp, estão detalhados ainda diferenciais desejáveis assim como a documentação necessária para participar do processo seletivo.
Sobre o Cacau 360°
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em São Paulo (Cacau 360°) reúne 91 profissionais de pesquisa e extensão para fomentar o cultivo de cacau, a produção de chocolate e o desenvolvimento de ingredientes inovadores no estado com foco em produtividade, qualidade e aproveitamento integral do fruto. Aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp), tem como sede o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuam em parceria com nove instituições e duas empresas e contam com oito apoiadores.
Também representam a Secretaria no projeto o Instituto Agronômico (IAC-Apta), o Instituto Biológico (IB-Apta), a Apta Regional e a Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Completam as parcerias a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a BioinFood, startup sediada no Ital, a Gencau e a Harald.
Apoiam o Cacau 360° a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), o FoodTech Hub Latam, a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos (Abiam), a Associação para o Desenvolvimento da Indústria de Produção de Alimentos (Adipa), a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp) e a Prefeitura Municipal de Campinas.
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