Espaço reuniu 90 produtores paulistas, impulsionou negócios e apresentou a diversidade do agro paulista aos visitantes da feira
O Pavilhão das Rotas de São Paulo se mostrou mais uma vez um sucesso durante a Agrishow 2026. Espaço dedicado para exposição e venda de produtores paulistas na maior feira do agronegócio da América Latina registrou R$3,5 milhões em vendas neste ano, um aumento de 40% em relação a 2025.
A edição de 2026 contou com a participação de 90 produtores de diversas regiões e cadeias produtivas do estado, incluindo queijos, cachaças, cafés, vinhos, mel, doce de leite, geleias, linguiças, macadâmia e azeites. O espaço recebeu cerca de 25 mil visitantes durante os cinco dias da feira, reforçando o interesse do público pela produção artesanal paulista e pelos produtos com identidade regional e valor agregado.
Neste ano, o tradicional pavilhão com produtores paulistas teve como foco as Rotas de São Paulo, iniciativa intersecretarial do Governo de São Paulo, que integra produção agropecuária, turismo rural e valorização regional em diferentes cadeias produtivas do estado. Mais do que um espaço de exposição e vendas, o Pavilhão apresentou ao público o resultado de políticas públicas que acompanham os produtores em diferentes etapas, desde assistência técnica, regularização e acesso ao crédito até a ampliação de mercado e promoção comercial.
Todos os produtores participantes possuem o Selo do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP), que garante a regularização e a comercialização segura de produtos artesanais em todo o território paulista, reforçando a autenticidade e a qualidade da produção estadual. Atualmente, apenas no SISP Artesanal, São Paulo já conta com aproximadamente 300 produtores registrados, das mais diversas cadeias. Hoje, SP registra um novo produtor no SISP a cada 3 dias.
“Todos os produtos expostos carregam histórias do campo, das famílias produtoras e da tradição do agro paulista. O que vimos na Agrishow foi o resultado de um trabalho integrado do Governo de São Paulo, que apoia esses produtores desde a assistência técnica e regularização até a comercialização e a abertura de novos mercados, permitindo que produtos de qualidade cheguem cada vez mais longe”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
Adriana Verdi, vice-diretora da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), celebrou os resultados, e destacou que o Pavilhão se consolida a cada ano como uma grande vitrine para a produção paulista de diversos segmentos. “O Pavilhão é um espaço de valorização da produção artesanal paulista, caracterizado pela diversidade de sabores do nosso agro, e este ano, apresentou ao público a riqueza e a qualidade dos produtos artesanais. O desempenho alcançado foi extremamente expressivo, evidenciando o crescente interesse por produtos de origem, com identidade e valor agregado”, disse Adriana.
Produtores comemoram visibilidade e novos negócios na feira
O impacto da participação no Pavilhão foi percebido por Francieli Silveira, produtora da Queijaria Monte Alegre, em Adamantina, integrante das Rotas do Queijo de São Paulo. Ela destacou a importância das políticas públicas da SAA para o fortalecimento da produção artesanal e para a ampliação das oportunidades de mercado.
“A Secretaria tem nos dado todo o suporte necessário, desde a certificação pelo SISP até programas importantes para o nosso desenvolvimento. Esse apoio garante assistência aos produtores e abre oportunidades para levarmos nossos produtos a eventos como a Agrishow”, destacou Francieli.
O apoio da SAA aos produtores começa muito antes da participação na feira e acompanha diferentes etapas do desenvolvimento da atividade rural. É o caso de Marcelo Fukunaga, agricultor familiar de Sete Barras, no Vale do Ribeira, expositor presente em várias edições da Agrishow.
Produtor de palmito pupunha, mandioca, citros e banana, Marcelo e sua família foram beneficiados por políticas públicas da Secretaria, como o acesso ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), além da participação da Cooperativa da Agricultura Familiar de Sete Barras (Coopafasb) na Cadeia Produtiva Local (CPL) das frutas nativas da Mata Atlântica e no programa Microbacias II.
“É uma oportunidade de mostrar a qualidade dos nossos produtos em uma feira de alcance internacional, além de trocar experiências e acessar novos mercados”, afirmou Marcelo.
Além de produtores que estão frequentemente na Agrishow, o impacto positivo do pavilhão foi visto também em quem participou pela primeira vez, como Sueny Ioshimi. Fundadora da Luvita Chocolate, de Ribeirão Preto e que usa cacau paulista na produção, destacou a importância da feira para a valorização do produtor artesanal.
“Foi uma oportunidade importante para apresentar o meu produto, compartilhar nossa história e mostrar o valor do chocolate artesanal produzido com cuidado, presença e propósito. Esses espaços são fundamentais para fortalecer pequenos negócios, ampliar conexões e dar visibilidade ao trabalho artesanal de qualidade”, ressaltou Sueny.





