Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

Análise sensorial do Ital direciona o desenvolvimento de produtos inovadores como cupulate e cookie com farinha de cacto

Análise sensorial do Ital direciona o desenvolvimento de produtos inovadores como cupulate e cookie com farinha de cacto

Legenda – Testes com consumidores são feitos em cabines com condições ambientais controladas (crédito: Antonio Carriero/Ital)

Pesquisas exploram percepções dos sentidos humanos para assegurar a aceitação de alimentos, bebidas, ingredientes e suplementos alimentares saudáveis e economicamente viáveis

Cupulate, farinha de cacto substituindo parte da farinha de trigo em cookie, panetone mais duradouro, nutritivo e sem conservantes e suplemento de ferro em pó solúvel em água saborosos para os consumidores. Esses são alguns exemplos de produtos bem sucedidos que passaram por testes sensoriais avançados no Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos (CCQA) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), sediado em Campinas e vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Aliás, produtos saudáveis, sustentáveis e inovadores são constantemente demandados pelas indústrias de alimentos, bebidas, ingredientes e embalagens preocupadas em suprir necessidades e desejos dos consumidores e da sociedade de forma economicamente viável. Além de contribuir para o avanço de desafios específicos do setor produtivo, a equipe do Laboratório de Referência em Análises Físicas e Sensoriais (Lafise) do CCQA possibilita maior independência e variedade da agroindústria brasileira ao atuar em projetos de pesquisa interinstitucionais focados em enriquecimento e suplementação nutricional, clean label e novos ingredientes a partir de matérias-primas nacionais.

“Empresas do setor têm direcionado seus esforços para tornar acessível à população, mais atenta e consciente, produtos diferenciados que agreguem nutrição, experiências sensoriais marcantes e práticas de produção transparentes. Temos atuado como um eixo de inovação ao oferecer análises sensoriais e estatísticas essenciais que permitem transformar tendências de consumo em soluções viáveis, além de conduzido projetos multidisciplinares que favorecem a diversidade e competitividade da produção brasileira”, ressalta a pesquisadora Rita de Cássia Ormenese, diretora do Lafise.

Em 18 cabines com condições ambientais controladas, sistema computadorizado e software específico de última geração para coleta e análise estatística de dados, pesquisadores, analistas e técnicos realizam estudos para investigar as percepções e preferências dos consumidores, tendo mais de duas mil pessoas cadastradas em seu Banco de Dados de Consumidores e um painel de avaliadores selecionados e treinados para testes discriminativos e descritivos. Os métodos de análise sensorial atendem diferentes áreas como desenvolvimento de produtos, marketing, controle de qualidade e em estudos de vida útil.

A equipe do Lafise atua ainda em planejamento experimental, análises estatísticas (cluster, mapa de preferência interno e componentes principais, entre outras) e capacitação do setor, como o curso presencial Técnicas de Análise Sensorial em Alimentos, que será oferecido em 4 e 5 de março, e o inédito workshop on-line Análise Sensorial na Prática: Histórias e Estratégias que Inspiram, programado para 9 de outubro – acompanhe a abertura de inscrições desse e outros eventos no site do Ital.

Mais nutrientes e melhor aceitação do consumidor

Se fermentado com microrganismos selecionados, o panetone pode ter maior tempo de vida útil, mantendo a maciez e com sabor e aroma mais atraentes, segundo pesquisa desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), envolvendo as pesquisadoras Aline Garcia, do CCQA, e Elizabeth Nabeshima, do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) do Ital.

Junto às pesquisadoras Maria Teresa Bertoldo Pacheco e Rita Ormenese, do CCQA, Aline e Elizabeth também contribuíram com o desenvolvimento de outro produto de panificação com formulação diferenciada em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Católica do Porto, de Portugal: cookie funcional enriquecido com farinha de xique-xique, espécie de cacto do semiárido considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (Panc). Os cookies desenvolvidos com 50% de farinha de xique-xique foram bem aceitos pelos consumidores e apresentaram mais minerais, proteínas, fibras e amido resistente em relação aos que contêm somente farinha de trigo.

A pesquisadora Aline Garcia participou ainda da busca por uma maior aceitação dos consumidores ao “chocolate” obtido a partir do cupuaçu, produto agrícola atraente para o mercado externo. Na pesquisa feita em conjunto com a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram constatadas mais características sensoriais positivas em barras de cupulate com maior porcentagem de polpa, fator importante para a formação de compostos aromáticos.

Outro empenho do corpo técnico do Ital levou ao desenvolvimento de suplemento de ferro em pó saborizado solúvel em água como alternativa a pílulas, gotas e xaropes, visando o bom funcionamento do organismo de mulheres com deficiência desse mineral. Esse novo produto, mais aceito pelas consumidoras no sabor tangerina, foi fruto da dissertação de mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos do Ital de autoria da bioquímica Heidy Lorena Ferrari Audiverth, com orientação e co-orientação das pesquisadoras Maria Teresa e Rita, respectivamente. O bem-sucedido trabalho foi publicado no renomado Journal of Sensory Studies.

Sobre o Ital

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é uma instituição líder em ciência aplicada na América Latina. Desde 1963, desempenha um papel central na inovação das áreas de ingredientes, alimentos, bebidas e embalagens.

Com sede em Campinas/SP, o Ital oferece suporte ao setor produtivo por meio de pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e processos, análises laboratoriais, assistência técnica especializada, capacitação profissional e difusão do conhecimento.

Certificado na ISO 9001 com parte dos ensaios acreditados na ISO/IEC 17025, o Instituto é credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e congrega dezenas de laboratórios e plantas-piloto distribuídos em centros especializados em carnes, laticínios, bactérias lácticas, cereais, confeitos, chocolates, frutas, hortaliças, ciência e qualidade de alimentos, além de sistemas de embalagem.

Para mais informações, visite o site oficial: www.ital.agricultura.sp.gov.br

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Jaqueline Harumi – MTb 59.960/SP

Núcleo de Comunicação Científica do Ital

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