De acordo com o sistema GEDAVE, cerca de 55% de todo o rebanho já foi declarado
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), informa aos produtores que vai até 14 junho a Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre. Devem ser atualizados, além dos bovinos, os rebanhos de bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.
A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e a inviabilidade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), além da possibilidade de sanções administrativas.
Desde o dia 11 de maio, quando teve início a Campanha, já foram declarados ao todo, 55% dos rebanhos, considerando todas as espécies. Até o momento, a espécie com maior percentual de declarações é a de bovinos, que já soma 61.94% dos animais declarados.
A declaração pode ser feita diretamente no sistema GEDAVE. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária. Os endereços estão disponíveis em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/.
FUNDESA-PEC
A partir desta campanha, proprietários de bovinos e bubalinos passaram, além de declararem seus rebanhos, a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal Para a Pecuária (Fundesa-PEC), o seguro paulista para a Febre Aftosa.
O Fundesa-PEC está sendo abastecido por contribuições dos produtores, calculadas com base no número de animais declarados no rebanho. Para 2026, o valor da contribuição é de R$ 1,076 por animal e até o presente momento, já foram recolhidos R$ 6.465.312,68 (seis milhões, quatrocentos e sessenta cinco mil, trezentos e doze reais e sessenta e oito centavos).
Em caso de ocorrência de um foco de Febre Aftosa, a Defesa Agropecuária precisa atuar rapidamente para conter o problema. Em situações desse tipo, pode ser necessário o abate sanitário de animais para impedir a disseminação da doença. Nesses casos, o fundo entra em ação para garantir a indenização ao produtor.
A existência do fundo permite uma resposta mais rápida diante de emergências sanitárias e fortalece o sistema de sanidade animal do Estado.