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Agricultura e Abastecimento

Rede Social do Café celebra 20 anos e lança portal para ampliar integração do setor

Rede Social do Café celebra 20 anos e lança portal para ampliar integração do setor

Espaço de referência para o compartilhamento de conhecimento e fortalecimento das conexões entre integrantes do ecossistema cafeeiro.

A Rede Social do Café, criada em 2006 e desde então coordenada pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), celebra 20 anos com o lançamento de seu novo portal (www.redesocialdocafe.com.br). A plataforma marca uma etapa de modernização e ampliação da capacidade de integração da iniciativa, que desde sua origem tem como missão fortalecer conexões entre organizações do setor, ampliar a circulação do conhecimento e contribuir para um ecossistema cafeeiro mais integrado, colaborativo e inovador. O lançamento integra as comemorações dos 139 anos do IAC e simboliza o início de um novo ciclo de consolidação da Rede Social do Café, que faz o monitoramento e a curadoria de toda informação sobre cafeicultura disponível na internet, organiza esse conhecimento e transfere ao setor.

O novo portal foi oficialmente apresentado em 30 de junho, durante as comemorações do aniversário do IAC, em Campinas, quando foi assinado um protocolo com um novo parceiro. “Essa assinatura representa o início de uma nova etapa da Rede, marcada também pela aproximação da iniciativa privada que passa a contribuir para essa construção coletiva em torno do fortalecimento do ecossistema cafeeiro”, destacou o coordenador da Rede, Sérgio Parreiras Pereira, pesquisador do IAC. Ele ressaltou ainda o compromisso histórico do Instituto com a geração, integração e difusão do conhecimento para a cafeicultura brasileira.

A plataforma foi desenvolvida para responder às atuais demandas da comunicação digital e preparada para acompanhar os desafios e oportunidades das próximas décadas. Trata-se de um novo ambiente que traz um importante salto tecnológico para a iniciativa.  “Mais do que uma atualização tecnológica, essa nova etapa reafirma o compromisso histórico da Rede: fortalecer conexões, valorizar a ciência e promover a construção colaborativa do conhecimento em benefício da cafeicultura brasileira”, afirma o pesquisador do IAC, da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo Pereira, diariamente a equipe monitora os acessos para conhecer seus usuários: a origem, o perfil e o impacto causado pelas informações junto a esse público. Referência na cafeicultura brasileira, a Rede reúne cerca de 95 mil publicações até o momento. O acervo não é apenas volumoso, mas também relevante e especializado, tornando-se uma referência para pesquisadores, produtores e instituições. São conteúdos que compõem um dos mais relevantes acervos digitais de informação, comunicação e memória da cafeicultura contemporânea. “Esse repositório histórico permanece preservado na plataforma original do Peabirus, enquanto o novo portal inaugura uma nova fase da Rede Social do Café”, explica o coordenador.

Preservando sua identidade, autonomia editorial e caráter técnico, a Rede inicia um novo ciclo reafirmando o compromisso que a acompanha desde sua criação: conectar pessoas, instituições e conhecimento em benefício da cafeicultura. 

Para viabilizar suas ações ao longo desses 20 anos, recursos obtidos via agências de fomento foram o principal modelo de sustentação dessa iniciativa. A partir dessa nova fase, a proposta passa a incorporar também organizações da iniciativa privada que compartilham esse propósito e pretendem contribuir para o desenvolvimento da Rede. 

Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um ambiente permanente de circulação de informações, aproximando pesquisadores, extensionistas, produtores, cooperativas, empresas e organizações — muito antes das atuais discussões sobre redes colaborativas e transformação digital no agro. Sua origem conta com uma parceria entre o Consórcio Pesquisa Café e o Conselho Nacional do Café (CNC).

Para Pereira, os grandes desafios da cafeicultura não serão enfrentados isoladamente. Exigirão conexões cada vez mais fortes entre pessoas, instituições e conhecimento, além de colaboração, confiança e inteligência construída coletivamente.  

“Essa Rede é baseada na convergência de propósitos e no compromisso compartilhado com a circulação qualificada da informação, com a valorização do conhecimento e com o fortalecimento das relações entre ciência, produção, mercado e sociedade. Sua ação é direcionada para a aproximação de competências e a ampliação de oportunidades de colaboração em benefício de todo o setor”, considera o cientista.

Evolução de duas décadas

Poucas iniciativas conseguiram registrar de forma tão contínua e abrangente a evolução recente da cafeicultura quanto a Rede Social do Café. Ao longo de 20 anos, tornou-se uma referência para pesquisadores, profissionais, instituições e demais elos da cadeia produtiva. Essa trajetória também despertou o interesse acadêmico: estudos científicos já evidenciam o impacto da Rede na circulação do conhecimento e na aproximação entre pesquisa, extensão e produção.

Pereira ressalta que a proposta da Rede Social do Café nasceu quando o potencial da internet como ferramenta de comunicação e integração ainda era pouco explorado por grande parte das instituições públicas e do setor agropecuário brasileiro. “Essa iniciativa pioneira começou a conectar pessoas e organizações ligadas ao café. O que nasceu de forma simples transformou-se em uma das mais longevas e relevantes experiências de comunicação digital voltadas à agricultura”, diz o pesquisador. 

Ao longo dessas duas décadas, a Rede Social do Café se consolidou como um ambiente permanente de informação, comunicação, relacionamento e construção colaborativa do conhecimento para o setor. “Muito antes das atuais discussões sobre inteligência coletiva, redes colaborativas e transformação digital no agro, já promovíamos diariamente a conexão entre profissionais do segmento. Assim temos contribuído para aproximar a geração do conhecimento de sua aplicação prática no campo”, afirma.

Por Carla Gomes (MTb 28156), jornalista científica e assessora de comunicação IAC

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