Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

2ª Colheita do Cacaual Urbano no Instituto Biológico reforça potencial da cultura em São Paulo

2ª Colheita do Cacaual Urbano no Instituto Biológico reforça potencial da cultura em São Paulo

Evento, realizado na segunda-feira (24), reuniu 47 colaboradores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo; frutos colhidos foram destinados ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), onde serão processados para a produção de chocolate

O Instituto Biológico (IB-APTA/SAA) realizou, na última segunda-feira (24), a 2.ª Colheita do Cacaual Urbano, instalado na sua sede, em São Paulo. O evento marcou mais uma etapa do Projeto Cacau SP, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e liderado pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em conjunto com instituições de pesquisa e parceiros para fortalecer e ampliar a cadeia produtiva do cacau no território paulista.

Mais do que acompanhar a produção dos cacaueiros, a iniciativa teve como objetivo aproximar a ciência da sociedade. Para a coordenadora do Instituto Biológico, Ana Eugênia de Carvalho Campos, as vitrines tecnológicas cumprem um papel importante ao mostrar, na prática, o trabalho desenvolvido pela pesquisa científica. “O nosso intuito é promover uma aproximação com a sociedade e mostrar o que a ciência faz. No caso do Projeto Cacau SP, queremos também mostrar que São Paulo está plantando cacau, que o estado pode se tornar um importante produtor no país e como a cultura pode gerar riqueza, trabalho e oportunidades no campo”, destaca.

Desde 2014, ano que marca o início do Projeto, a produção de cacau em São Paulo vem ganhando força com a implantação da cultura no noroeste paulista, especialmente na região de São José do Rio Preto, e na revitalização das plantações no Vale do Ribeira e no litoral. A expansão da cultura é acompanhada por diferentes instituições da SAA vinculadas à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), entre as quais o Instituto Agronômico (IAC), o Instituto Biológico, o Instituto de Tecnologia de Alimentos e a APTA Regional, que, ao lado da CATI, integram o Cacau SP.

No Instituto Biológico, o trabalho desenvolvido está diretamente relacionado à missão institucional de promover a sanidade agropecuária. Pesquisadores e técnicos acompanham o desenvolvimento das plantas, com atenção especial à observação e identificação de possíveis doenças e ao surgimento de problemas fitossanitários na cultura. “Aqui, estamos observando o aparecimento de doenças e os desafios fitossanitários da cultura. A CATI tem investigado como tem sido a produção e o desenvolvimento das plantas nas condições ambientais de São Paulo”, explica Ana Eugênia.

A implantação da vitrine tecnológica de cacau no Instituto Biológico conta, desde o início, com o apoio da CATI e dos técnicos envolvidos no Projeto Cacau SP. Segundo Lucas Volpato, engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de São Paulo (ligada à CATI Regional Santos) e integrante do Grupo Técnico de Cacau da CATI, a parceria na condução do cacaual urbano contribui para o manejo da cultura, incluindo orientações sobre poda, condução das plantas e outros cuidados necessários ao desenvolvimento da cultura nas condições da capital paulista.

“Participar e acompanhar tecnicamente essa segunda colheita é uma grande satisfação para todo o Grupo Técnico de Cacau da CATI e para os pesquisadores envolvidos, pois ela é um símbolo do avanço da cultura no estado compartilhado com a sociedade urbana, que pode ter contato com a produção agrícola paulista e saber exatamente de onde vem o alimento que consomem, especialmente o chocolate, que é uma unanimidade entre as pessoas de todas as idades”, salienta Volpato.

Envolvimento das novas gerações e envolvimento da sociedade civil impulsionam o desenvolvimento do cacaual no IB

As mudas que deram origem ao cacaual foram plantadas em 2022, por 84 crianças que participaram  do início do projeto e tem a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento delas e a evolução do espaço. Os pequenos “padrinhos” e “madrinhas” das mudas são da região da Vila Mariana, bairro que abriga a sede do Instituto Biológico que, em dezembro de 2026, completará 99 anos de pesquisas e serviços prestados com excelência.

O cacau é uma cultura que agrega valor, gerando renda, emprego e oportunidades. “Quando mostramos esse processo à sociedade com resultados concretos de desenvolvimento e produção, desde o desenvolvimento da planta até a transformação do fruto, também mostramos a importância da ciência e da atuação conjunta das instituições para o desenvolvimento de novas cadeias produtivas”,  finaliza Ana Eugênia.

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