Com um dos maiores estandes da feira, o espaço do Governo de São Paulo foi estruturado para apresentar, de forma integrada, políticas públicas, inovação tecnológica e ações de desenvolvimento sustentável do setor. Contamos ainda com o Pavilhão dos Artesanais, com 90 produtores paulistas que integram as rotas do café, cachaça, vinho e queijo, além de outras cadeias produtivas.

Confira os destaques das áreas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento:
SUBSECRETARIA DE ABASTECIMENTO
Agrishow 2026: Subsecretaria de Abastecimento leva ações de segurança alimentar e valorização do agro paulista à feira
A Subsecretaria de Abastecimento da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apresenta, na Agrishow 2026, um conjunto de programas voltados à segurança alimentar, capacitação e conexão entre produção rural e consumo, com destaque para iniciativas já em operação no estado.
Cozinhalimento
O Projeto Estadual Cozinhalimento será um dos principais destaques, com a presença da carreta do Cozinhalimento, modelo itinerante que leva cursos e capacitação diretamente aos municípios.

O programa já soma 277 cozinhas implantadas no estado. Ao todo, mais de 38 mil pessoas já foram capacitadas, sendo 36 mil nas unidades fixas e mais de 2 mil pela carreta itinerante. A iniciativa atua na formação de multiplicadores, com foco em alimentação saudável, aproveitamento integral dos alimentos e geração de renda. Como novidade, será lançado o curso de pães caseiros, que passa a integrar a grade de capacitações.
Saiba mais em: https://agricultura.sp.gov.br/segurancaalimentar/cozinhalimento
Confira a programação da Carreta:
27/04 (Segunda-Feira):
- 10:00h às 11:00h: Visitação da carreta e degustação de granola de frutas vermelhas (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Frutas vermelhas)
- 12:00h às 13:00h: Visitação da carreta e degustação de mandioca frita em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Mandioca)
- 14:30h às 15:30h: Visitação da carreta e degustação de assado de milho (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Milho)
- 16:30h às 17:30h: Visitação da carreta e degustação de brownie de café em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Café)
28/04 (Terça-Feira):
- 10:00h às 11:00h: Visitação da carreta e degustação de granola de frutas vermelhas. (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Frutas vermelhas)
- 12:00h às 13:00h: Visitação da carreta e degustação de risoto de shitake em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Cogumelos)
- 14:30h às 15:30h: Visitação da carreta e degustação de mandioca frita em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Mandioca)
- 16:30h às 17:30h: Visitação da carreta e degustação de brownie de café em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Café)
29/04 (Quarta-Feira):
- 10:00h às 11:00h: Visitação da carreta e degustação de granola de frutas vermelhas (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Frutas vermelhas)
- 14:30h às 15:30h: Visitação da carreta e degustação de mandioca frita em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Mandioca)
- 14:30h às 15:30h: Visitação da carreta e degustação de assado de milho (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Milho)
- 16:30h às 17:30h: Visitação da carreta e degustação de brownie de café em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Café)
30/04 (Quinta-Feira):
- 10:00h às 11:00h: Visitação da carreta e degustação de granola de frutas vermelhas (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Frutas vermelhas)
- 12:00h às 13:00h: Visitação da carreta e degustação de risoto de shitake em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Cogumelos)
- 14:30h às 15:30h: Visitação da carreta e degustação de mandioca frita em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Mandioca)
- 16:30h às 17:30h: Visitação da carreta e degustação de brownie de café em parceria com a APTA Regional (Divulgação do livro Agro SP na Mesa – Café)
Agro SP na Mesa
A coleção “Agro SP na Mesa” será apresentada ao público com materiais que reúnem informações nutricionais e receitas a partir de produtos do agro paulista. Desenvolvido por nutricionistas, o conteúdo aborda cadeias como café, leite, carnes, grãos, pescados e hortifrúti, com acesso gratuito.

Na Agrishow, será lançada uma nova edição dedicada às frutas vermelhas.
Acesse as publicações: https://agricultura.sp.gov.br/segurancaalimentar/publicacoes/
Selo Agro
O Selo Agro SP também integra as ações apresentadas na feira. A iniciativa reconhece produtos e agroindústrias que atendem critérios de qualidade, procedência e boas práticas produtivas, funcionando como instrumento de diferenciação no mercado.
O programa contempla categorias como produtos artesanais, cafés premiados e propriedades certificadas livres de brucelose e tuberculose, ampliando a visibilidade e a confiança nos produtos paulistas.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL – CATI
Agrishow 2026: CATI projeta inovação e sustentabilidade para o agronegócio paulista na Agrishow 2026
A CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral) reafirma seu papel como o braço de assistência técnica e extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo durante a Agrishow 2026. No estande institucional, o público encontra um ecossistema focado na sustentabilidade econômica e ambiental, unindo tecnologias como realidade virtual ao atendimento especializado de seus extensionistas.

Integra SP Agro
Fruto de parceria com a Rede ILPF, o programa visa expandir os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) em São Paulo até 2030. O foco é a recuperação de pastagens degradadas e a melhoria da saúde do solo. Na feira, o público pode vivenciar uma experiência imersiva com óculos de realidade virtual, comparando áreas degradadas com fazendas que utilizam o sistema ILPF.
Os sistemas integrados são uma estratégia de produção que combina diferentes atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área, de forma sucessiva, alternada ou conjunta. Atualmente, 110 propriedades em todo o Estado participam do projeto da CATI.
A adoção de sistemas integrados otimiza o uso do espaço e dos recursos naturais. A presença de árvores no sistema, além da renda, proporciona conforto térmico ao gado e proteção ao solo, enquanto a palhada da lavoura melhora a qualidade das pastagens. Tudo isso contribui para a resiliência e eficiência da atividade.
Não apenas o ganho econômico pela diversificação de receitas, o modelo se destaca como uma das principais ferramentas para a agricultura de baixa emissão de carbono. Ao recuperar pastagens degradadas através da integração, o produtor eleva a capacidade do solo de reter água e estocar nutrientes. A adoção de sistemas integrados representa um salto em sustentabilidade. Não só aumentam a rentabilidade por hectare das propriedades rurais, como também auxiliam na mitigação dos gases de efeito estufa.
Na feira, junto do Integra SP Agro, dois outros projetos destacam-se por caminharem juntos aos sistemas integrados em São Paulo: Solo + Fértil e Milho + SP.
Solo + Fértil e Milho+SP
O projeto Solo + Fértil foca em elevar a produtividade paulista, com a promoção e adoção de práticas de análise e correção de solo para pequenos e médios produtores. Já o programa Milho+SP, iniciativa voltada para a produtividade da região Noroeste, busca elevar a produção estadual para 11 milhões de toneladas de grãos até 2030, integrando práticas econômicas e sustentáveis.
CATI Leite
Baseado na metodologia “Balde Cheio” da Embrapa, o projeto oferece acompanhamento técnico gratuito com foco na gestão da propriedade e manejo intensivo de pastagens. Atualmente, o CATI Leite atende mais de 250 propriedades paulistas, com o uso de tecnologias simples e recursos locais para garantir rentabilidade às famílias rurais.
Agente transformador de vidas, o projeto proporciona produtividade e sustentabilidade da atividade leiteira na propriedade, com mais de 50 vitrines tecnológicas espalhadas pelo Estado, além de ser um excelente instrumento de extensão rural.
Através do registro minucioso de dados e do acompanhamento constante dos extensionistas, o produtor passa a enxergar sua propriedade como uma empresa rural. Mas a iniciativa não apenas melhora os índices zootécnicos. Ela também promove a sucessão familiar e a dignidade no campo, e a atividade leiteira como um negócio viável e competitivo.
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
Com investimento de R$4,2 milhões no ciclo atual, o PAA fortalece a agricultura familiar ao garantir o escoamento da produção diretamente para redes de assistência social. O programa cumpre o papel de unir a eficiência produtiva ao combate à insegurança alimentar.
A iniciativa cria um ciclo virtuoso ao remunerar o produtor com preços justos, permitindo o reinvestimento na própria terra. Simultaneamente, garante que alimentos frescos e nutritivos cheguem às mesas de milhares de famílias vulneráveis em todo o estado.
Desde a implementação, em 2021, o programa já entregou mais de 640 mil cestas. Devem ser entregues, neste ciclo, 48 mil cestas, em 63 cidades paulistas. Isso representa cerca de 480 toneladas de alimentos variados que compõe cestas de 10 quilos de hortifrútis cada.
Cacau SP
O potencial paulista para o cultivo sustentável do cacau, seja em plantios solteiros ou consorciados com seringueira e banana, desponta no Cacau SP. Os visitantes podem conferir os avanços da cadeia produtiva e subprodutos como o chocolate.
Além da assistência técnica, a iniciativa fomenta a industrialização local, ao agregar valor pela produção de chocolates finos. Essa verticalização fortalece a economia regional e consolida São Paulo como novo polo cacaueiro.
Nascido como um piloto em São José do Rio Preto, em 2014, o Cacau SP, hoje, envolve diversos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, e conta com parceiros da iniciativa privada. Mais de dez anos de seu início, o projeto segue chamando a atenção dos produtores rurais e está presente em diversas regiões paulistas, incluindo o Vale do Ribeira.
Frutas Vermelhas SP
O projeto difunde variedades de amora, mirtilo e framboesa adaptadas a climas quentes como opção viável para agregação de valor. Com unidades demonstrativas em 10 regionais, a CATI apresenta essas culturas como opções rentáveis de diversificação de renda.
A iniciativa surgiu para consolidar e expandir o cultivo destas espécies que, antes, ficavam muito restritas a regiões de altitude e clima frio. O projeto foi desenhado para testar cultivares que suportam o clima mais quente de outras regiões paulistas, oferecer uma alternativa de alto valor agregado para o pequeno produtor e criar unidades demonstrativas para que os agricultores pudessem aprender o manejo correto antes de investir na cultura.
Deu tão certo que, hoje, o projeto é um dos pilares da CATI para a diversificação da fruticultura paulista.
CATI Sementes e Mudas
A CATI produz e comercializa sementes e mudas, bem como gera e adapta tecnologia de outros insumos estratégicos, em ações de extensão rural voltadas ao atendimento e fortalecimento dos produtores, com foco na agricultura familiar.
Em sua tradicional participação na Agrishow, os visitantes poderão adquirir mudas e conhecer as sementes produzidas com garantia de qualidade, tratamento natural com terra diatomácea e preços acessíveis. E, com o objetivo de aproximar ainda mais o público da realidade das ações realizadas pelos seus laboratórios (referências em todo o país), a equipe da CATI Sementes e Mudas mostrará como funcionam os trabalhos de análise de sementes e micropropagação.
Propaga SP
Visitantes poderão conhecer o sistema ecopot, que utiliza embalagens biodegradáveis de papel especial e substrato orgânico para a produção de mudas florestais e frutíferas, substituindo o uso de plástico no processo.
Revitalização das Cadeias da Mandioca e da Batata-doce
Em parceria com o IAC-APTA e a APTA Regional, o projeto foca na limpeza fitossanitária de materiais de propagação. O objetivo é fornecer manivas e ramas livres de vírus e bactérias.
Através de matrizeiros e campos de demonstração, a CATI transfere tecnologia para que o produtor tenha acesso a materiais genéticos de ponta. Isso garante lavouras mais sadias e um aumento expressivo na produtividade tanto para o mercado de mesa quanto para a indústria.
Semeia SP
Pilar da produção de grãos e cereais, o programa visa à comercialização anual de 1.200 toneladas de sementes com alta qualidade genética. O destaque fica para o pioneirismo na produção de milho orgânico e na vasta coleção de adubação verde oferecida ao agricultor familiar.
DEFESA AGROPECUÁRIA
Defesa Agropecuária do Estado de SP apresenta conjunto de ações focados na sanidade da produção agropecuária
Durante a Agrishow 2026, a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) apresenta ao público, um panorama das ações que contribuem para a sanidade animal e vegetal do Estado e da saúde pública da população paulista. Apresentará tecnologias que apoiam o monitoramento de ocorrências, orientações acerca da identificação e notificação de presença de doenças e pragas como o Greening/HLB e o Amaranthus palmeri (caruru gigante), o monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos e de avistamento de Javali e seus híbridos, contará com a presença de seus técnicos para o atendimento ao público.

Também estarão presentes estabelecimentos artesanais de produtos derivados de leite (queijarias) e de carne (charcutaria) registrados no Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP).
SP no Combate ao Greening
A Defesa Agropecuária atua com ações sanitárias, fiscalização e orientação técnica em todo o Estado, além de seguir na linha de frente no combate a doenças como o Greening/HLB e o Cancro Cítrico, doenças que comprometem a produção de citros do Estado de São Paulo. A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais e a proibição do plantio de murta, estabelecida pela Resolução SAA nº 24 no Estado de São Paulo.
A proteção sanitária do parque citrícola do Estado é relevante para que possamos assegurar as exportações dos produtos. Cerca de 98% (2,17 Bilhões de Kg) do suco de laranja exportado pelo Brasil é produzido em São Paulo, o que representou em 2025, um valor de US$2,93 bilhões. Além disso, as ações de Defesa garantiram a exportação de 123.070,34 toneladas de Lima Ácida e Limão Siciliano, gerando uma receita na casa dos 115 bilhões. A Defesa Agropecuária conta também com um canal direto para denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados para auxiliar no controle das doenças.
Monitoramento de Ocorrências de Javali
Desde 2021, a Defesa Agropecuária realiza o levantamento da ocorrência do Javali no Estado de São Paulo.
Para isso, conta com ações de vigilância ativa onde produtores são entrevistados pelos servidores da Defesa Agropecuária acerca do avistamento da espécie e com a colaboração espontânea dos produtores que informam avistamentos e prejuízos provocados pelo animal. Baseado nessas informações é produzido um mapa de distribuição do avistamento do animal pelo Estado, o que serve de base para o desenvolvimento de políticas públicas para o controle dessa praga e monitoramento sanitário do animal para avaliar o risco quanto a ocorrência de zoonoses, doença transmitida dos animais para o ser humano, transmitidas pelo Javali e ou doenças de impacto econômico para a produção comercial
Controle da Raiva dos Herbívoros
A raiva, doença incurável e letal, causa prejuízos aos produtores, pela morte de animais, além da espoliação pelo morcego hematófago transmissor. A ocorrência da doença é um fator de depreciação do nosso produto para o mercado internacional. Por ser uma zoonose, representa sérios riscos à saúde pública. A Defesa Agropecuária executa o cadastramento de abrigos naturais e artificiais de morcegos hematófagos, em especial o Desmodus rotundus, principal transmissor da doença, em todo o Estado, além de possuir uma equipe de servidores devidamente capacitados e equipados, para realizar o controle da espécie e para atender notificações de suspeitas da ocorrência de raiva nos herbívoros.
SP no combate ao Caruru-Gigante (Amarantus palmeri)
A Defesa Agropecuária identificou em 3 de fevereiro, o primeiro foco da praga quarentenária Amaranthus palmeri (caruru palmeri ou caruru gigante) em município pertencente ao Departamento Regional de São José do Rio Preto. Desde fevereiro de 2023, após a publicação de nota técnica do MAPA, que informava a detecção da praga quarentenária presente (PQP), Amaranthus palmeri no Estado do Mato Grosso do Sul (MS), a Defesa Agropecuária intensificou suas ações de monitoramento na divisa com o Estado vizinho para impedir a entrada da praga em território paulista. Desde então, levantamentos fitossanitários nas áreas de plantio de soja, milho e algodão são realizados anualmente pelos técnicos da Defesa Agropecuária, como atividade rotineira de vigilância ativa que consiste na busca sistemática, planejada e proativa da praga, onde os técnicos visitam as áreas de produção, realizam levantamentos, coletam amostras e inspecionam plantios, mesmo na ausência de notificações ou suspeitas. A notificação precoce da suspeita da presença da praga na lavoura é de suma importância para as ações de controle realizadas pela Defesa Agropecuária para evitar a disseminação dessa praga que pode causar prejuízos de 79% na soja, 91% no milho e 77% no algodão.
APTA – PESQUISA E PRODUÇÃO DE CIÊNCIA PARA O AGRO
A APTA, órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, estará presente na Agrishow 2026 com sete institutos de pesquisa. Confira:

INSTITUTO DE ECONOMIA AGRÍCOLA
Rotas Rurais e Projeto Brotar: IEA apresenta soluções tecnológicas para o campo na Agrishow
O Instituto de Economia Agrícola estará presente nesta Agrishow apresentando as diferentes plataformas, serviços e pesquisas que desenvolve para melhorar a vida de quem está no campo. Entre eles, estão a calculadora do valor venal da terra rural, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) e a previsão de safras do estado de São Paulo, entre outros. Além disso, o IEA destaca dois programas nesta edição da feira: Rotas Rurais e Brotar.
O programa Rotas Rurais, executado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA), permitiu a criação de endereçamento rural digital personalizado para milhares de propriedades, utilizando a tecnologia do Google Maps que localiza com precisão a entrada de cada propriedade ou estabelecimento rural. Em qualquer lugar que o proprietário se encontre, é possível gerar um código exato da localização, que pode ser compartilhado com qualquer pessoa. As informações podem ser utilizadas em aplicativos de navegação como Waze e Google Maps. O trabalho, liderado originalmente por pesquisadores do IEA e pela equipe de Parcerias para Desenvolvedores do Google na América Latina, facilitou serviços essenciais que antes eram dificultados pela falta de localização precisa, como:
· Entregas de insumos e mercadorias;
· Acesso de serviços de emergência (ambulâncias e polícia);
· Logística de escoamento da produção.
O cadastro das propriedades gera uma série de efeitos positivos para os trabalhadores do campo, do acesso à saúde ao aumento da segurança. O projeto envolveu o mapeamento de aproximadamente 60 mil quilômetros de estradas rurais e cerca de 350 mil propriedades rurais distribuídas em todos os 645 municípios de São Paulo. Foi desenvolvido um aplicativo para que produtores rurais cadastrem seus endereços, e os dados coletados são compatíveis com sistemas de informações geográficas (SIG) e aplicativos de navegação como Google Maps e Waze.
Outro programa do Instituto de Economia Agrícola presente na Agrishow é o Brotar. O Projeto Brotar está percorrendo 371 municípios do interior do estado de São Paulo para realização do censo rural. O objetivo é mapear as condições de saneamento básico em áreas rurais e remotas, a fim de viabilizar a universalização dos serviços, integrando o campo e a cidade no acesso a direitos fundamentais. O Projeto Brotar é uma iniciativa da Sabesp e da FUNDEPAG (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio), instituição parceira na execução técnica do levantamento, além do Laboratório de Informações Estratégicas Agroambientais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da APTA – órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Para traçar um panorama preciso, equipes identificadas estão visitando propriedades rurais, pequenos núcleos e comunidades tradicionais. A pesquisa coleta dados sobre as características dos domicílios, as formas atuais de abastecimento de
água, o sistema de esgotamento sanitário e o perfil geográfico de cada região. A expectativa é que o diagnóstico oriente planos de ação que tragam benefícios diretos à saúde pública e à economia local. Entre os principais impactos esperados estão:
· Saúde: Redução de doenças de veiculação hídrica.
· Meio Ambiente: Proteção de solos, rios e mananciais.
· Economia: Valorização da agricultura familiar e fortalecimento das cadeias produtivas regionais.
INSTITUTO BIOLÓGICO
O Instituto Biológico (IB-APTA) participa da Agrishow apresentando ao público soluções inovadoras que conectam ciência e produção no campo.
Durante o evento, os visitantes poderão conhecer, de forma prática e interativa, diferentes tecnologias desenvolvidas pelo Instituto. Entre os destaques estão os ácaros predadores e joaninhas utilizados no controle biológico de pragas, além de microrganismos, como fungos e bactérias, empregados no controle de insetos e doenças agrícolas, evidenciando o avanço dos bioinsumos na agropecuária.
O estande também apresentará aplicações na área de sanidade animal, com a exposição de imunobiológicos e antígenos, demonstrando a atuação do Instituto no desenvolvimento de soluções voltadas à saúde animal e à segurança da produção.
Além da exposição dos materiais, pesquisadores e técnicos do IB estarão disponíveis para dialogar com produtores, empresas e demais visitantes, abordando temas como transferência de tecnologia, uso de bioinsumos e estratégias sustentáveis de manejo no campo.
A participação do Instituto Biológico na Agrishow reforça seu papel na geração de conhecimento aplicado e na transformação de microrganismos em soluções concretas para o setor produtivo, contribuindo para uma agropecuária mais sustentável, eficiente e baseada em ciência.
Reconhecida como uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, a Agrishow é um importante espaço para a difusão de inovações que impulsionam o desenvolvimento do agronegócio.
APTA Regional
Campo, pesquisa e sabor: APTA Regional e Cosali destacam o protagonismo do produtor rural com a gastronomia
Programação na Carreta Cozinhalimento conecta tecnologia, produção rural e alimentação, com degustações, receitas ao vivo e apresentação de pesquisas aplicadas ao campo
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), com atuação da APTA Regional, e da COSALI (Diretoria de Segurança Alimentar), leva à Agrishow 2026 uma agenda que traduz, na prática, o caminho da ciência até o prato do consumidor. Entre os dias 27 e 30 de abril, a Carreta Cozinhalimento será o espaço onde pesquisa, produção rural e gastronomia se encontram, com preparo de receitas ao vivo, degustações e apresentação de tecnologias desenvolvidas no campo paulista.
A proposta evidencia como políticas públicas, pesquisa científica e assistência técnica se integram para apoiar o produtor rural, gerar renda e ampliar a oferta de alimentos de qualidade à população. A programação ocorre diariamente em quatro horários (10h, 12h, 14h30 e 16h30), com receitas preparadas pela COSALI em parceria com a CATI e a APTA Regional, incluindo granola de frutas vermelhas, mandioca frita, assado de milho, brownie de café e risoto de shiitake.
No estande da APTA, a APTA Regional apresenta tecnologias e produtos que refletem a diversidade e a inovação do agro paulista, com destaque para cogumelos, mandioca, café, arroz biodinâmico e a bananicultura de alta resistência, com a cultivar VTP Hayashi. A iniciativa reforça o papel da pesquisa e da extensão rural na agregação de valor à produção e no incentivo ao consumo de alimentos regionais.
“Os experimentos no campo e nos laboratórios são pensados para levar ao produtor rural soluções concretas, que aumentem produtividade, sustentabilidade e renda. Na Agrishow, mostramos esse resultado de forma direta ao público”, afirma o pesquisador Daniel Gomes, coordenador da APTA Regional.
Além das degustações, o público poderá conhecer a coleção de livros “Agro SP na Mesa”, que reúne informações técnicas, curiosidades e receitas, ampliando a experiência educativa e fortalecendo a conexão entre ciência e alimentação.
COGUMELOS GANHAM ESPAÇO NA ALIMENTAÇÃO E NA INDÚSTRIA
A APTA Regional destaca o avanço da cadeia fungícola no Estado de São Paulo, que hoje lidera a produção nacional de cogumelos, com mais de mil produtores. As pesquisas conduzidas desde 2008, especialmente na unidade de Monte Alegre do Sul, contribuíram para a expansão do consumo de cogumelos frescos, ampliando seu valor gastronômico e nutricional.
Ricos em proteínas, fibras, vitaminas e minerais, os cogumelos também apresentam propriedades funcionais e potencial de aplicação nas indústrias farmacêutica e nutracêutica. A produção ainda se destaca pelo aproveitamento de resíduos agrícolas, como palhada e bagaço de cana, transformados em alimentos de alto valor agregado.
Outro destaque é a pesquisa em rizicultura biodinâmica desenvolvida em Pindamonhangaba, que avalia o cultivo de arroz em sistemas de várzea e sequeiro com uso de preparados naturais, óleos essenciais e hidrolatos. O projeto envolve agricultores familiares do Vale do Paraíba, com capacitações e oficinas práticas, promovendo sustentabilidade e redução do uso de insumos químicos.
MANDIOCA VIRA SOLUÇÃO PARA EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS
A mandioca, tradicional na alimentação brasileira, ganha nova aplicação como matéria-prima para embalagens biodegradáveis. A partir do amido, são produzidos materiais flexíveis e rígidos que podem substituir plásticos de uso único, com decomposição entre três e seis meses.
A tecnologia representa avanço em economia circular e sustentabilidade, com potencial de aplicação em alimentos, produtos químicos e até insumos agrícolas, reduzindo impactos ambientais.
GASTRONOMIA COMO PONTE ENTRE CAMPO E CONSUMIDOR
A programação da Carreta Cozinhalimento consolida a gastronomia como ferramenta de valorização do agro paulista, aproximando o consumidor da origem dos alimentos e evidenciando o impacto da pesquisa no dia a dia da população.
Ao integrar ciência, produção e alimentação, a Secretaria de Agricultura reforça seu papel estratégico na promoção da segurança alimentar, no apoio ao produtor rural e na construção de cadeias produtivas mais sustentáveis e eficientes.
Saiba mais sobre a APTA REGIONAL em: https://agricultura.sp.gov.br/apta-regional/
Assessoria de Imprensa
Lisley Silvério (MTb. 26.194)
lsilverio@sp.gov.br | 19 998223533
Assessoria de Imprensa e Comunicação Científica – Apta Regional / Apta / SAA
Secretaria de Agricultura e Abastecimento
INSTITUTO AGRONÔMICO (IAC-APTA)
IAC apresenta novas variedades de cana e de amendoim na Agrishow 2026
Pacotes tecnológicos expostos incluem também feijão, café, mandioca, batata-doce, irrigação e EPI agrícola.
O Programa Cana IAC apresentará suas duas mais novas variedades de cana-de-açúcar —IAC07-2361 e IACCTC09-6166 — na Agrishow 2026. Outras dez cultivares de destaque nacional estarão plantadas no plot do Instituto, de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, interior paulista, no mesmo espaço onde funciona a Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana do Instituto Agronômico (IAC), da APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Durante o evento, o público também poderá saber mais sobre o Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), que tem produção estimada anual de 200 milhões de mudas de MPB, e a Tecnologia do Terceiro Eixo, adotada em 30% do setor e estratégica para reduzir a exposição da cana ao déficit hídrico.
“Será uma oportunidade para os visitantes interagirem com os nossos pesquisadores e técnicos e conhecerem os materiais mais recentes liberados pelo Programa Cana IAC e por vários outros programas de melhoramento genético do Instituto, a exemplo de grãos, café e horticultura, além de tecnologias de irrigação e de segurança na aplicação de agrotóxicos”, afirma Marcos Guimarães de Andrade Landell, líder do Programa Cana e coordenador do IAC.
As variedades IAC07-2361 e IACCTC09-6166 são indicadas para a região Centro-Sul do Brasil e ampliam as opções de diversificação dos produtores, contribuem para a competitividade e a resiliência da canavicultura e se destacam pela alta produtividade agroindustrial e características que facilitam os manejos ao longo dos ciclos produtivos.
A IAC07-2361 tem alta produtividade e rusticidade e raro florescimento. A variedades é uma excelente opção por sua adaptação na mecanização no plantio e na colheita, ótima população de colmos ao longo dos cortes e porte semiereto e boa resistência ao acamamento. Todas essas características garantem a qualidade da matéria-prima entregue à indústria.
A IACCTC09-6166 se destaca pela elevada produtividade e manutenção de população uniforme de colmos ao longo dos cortes, alta adaptabilidade a diferentes ambientes e Longo Período de Utilização Industrial (PUI), favorecendo a qualidade da matéria-prima. Tem ainda excelente adaptação às condições de cultivo mecanizado, porte semiereto e boa resistência ao acamamento.
Cultivares IAC de amendoim ocupam cerca de 70% dos campos paulistas desta oleaginosa
O público poderá conhecer a IAC OL7, a nova cultivar de amendoim que amplia as opções ao setor e se destaca pelo ciclo mais curto, com cerca de 130 dias, e maior potencial produtivo, alcançando 7 mil quilos por hectare de amendoim em casca. Seus grãos são considerados “alto oleicos” por terem de 70% a 80% de ácido oleico, além do padrão de grãos tipo exportação. Tem menor suscetibilidade às manchas foliares.
Também estarão expostas a mais plantada: a IAC OL3, que tem características semelhantes à IAC OL7. A IAC OL5 se destaca pela tolerância ao estresse hídrico, além de reunir essas desejáveis características agronômicas e industriais. Os visitantes poderão ver ainda a IAC 503, a segunda cultivar do IAC mais plantada, que alia resistência e rusticidade, tem ciclo longo e o mesmo teor de 70% a 80% de ácido oleico.
Feijão IAC Nelore pode ser armazenado por um ano
Com grão tolerante ao escurecimento, característica que agrada ao consumidor, que rejeita feijão escuro, e favorece a cadeia produtiva, que pode armazená-lo por cerca de 12 meses, sem perder venda. Assim é a cultivar IAC Nelore estará exposta na Agrishow. Seu caldo é espesso e tem alta qualidade, com excelente aceitação no mercado e aprovação pela indústria. Ela também tem potencial produtivo de 70 sacas por hectare e alta tolerância à antracnose por ser resistente a várias raças fisiológicas do patógeno que acometem o feijoeiro no Brasil.
“Nós o desenvolvemos em função da cultivar IAC 2051, que apesar de todas as qualidades, como produtividade, grão claro, escurecimento muito lento, ele apresenta suscetibilidade para a antracnose, doença fúngica que pode causar perdas de até 100% do feijoeiro. Por isso o Nelore foi desenvolvido para suprir essa suscetibilidade que o IAC 2051 tem para a antracnose”, explica Alisson Chiorato, pesquisador do IAC.
Raízes do agro: o público verá de perto as cultivares de mandioca IAC de mesa e para a indústria, que ocupam cerca de 80% do mercado nacional. As novas opções de batata-doce coloridas e com maior teor de betacaroteno também poderão ser vistas.
As equipes de pesquisadores e técnicos do IAC estarão à disposição do público.
Gestão da irrigação: técnicas para obter resultados com segurança hídrica e sustentabilidade
O uso eficiente da água na agricultura será apresentado ao público da Feira com conceitos de monitoramento, gestão e eficiência do uso desse recurso natural escasso. As estratégias de manejo da irrigação, considerando a dinâmica da integração entre planta, cultivares, ambiente onde está instalada a lavoura e sua disponibilidade hídrica são essenciais para a garantia de eficiência dessa técnica com vistas para a produtividade e o consumo hídrico pela planta.
Segundo a pesquisadora e vice-coodenadora do IAC, Regina Célia de Matos Pires, Pires, o monitoramento do clima é fundamental na tomada de decisão ao longo do ciclo da cultura e no entendimento dos resultados, assim como o monitoramento da água disponível no solo e a profundidade do sistema radicular das plantas.
“Isso é muito importante sobretudo quando se realiza a irrigação de salvamento – ao conhecer essa disponibilidade consigo fazer o balanço hídrico e adotar estratégias mais assertivas na irrigação e em especial na modalidade de salvamento da cana, por exemplo”, completa.
Além de medições clássicas, ao monitorar é possível recorrer às tecnologias atuais, como o uso de imagens obtidas por meio de câmeras, que podem facilitar muito o manejo e a tomada de decisão, em especial em grandes culturas. “Cada parâmetro monitorado aumenta a confiabilidade na tomada de decisão”, afirma.
QUEPIA completa 20 anos e tem parceria com dez fabricantes de vestimentas de proteção para aplicadores de agrotóxicos
“Atualmente, EPI que não passa pelos ensaios de qualidade não chega mais ao mercado. Isso significa que todos os trabalhadores hoje em dia estão mais seguros.”
A frase é do pesquisador do IAC, responsável pelo Programa IAC de Qualidade em Equipamento de Proteção Individual na Agricultura (QUEPIA), Hamilton Humberto Ramos. O Programa é uma iniciativa do Instituto Agronômico (IAC), implementada em 2006, para certificar a qualidade e eficácia de EPI na agricultura, especialmente vestimentas contra agrotóxicos. No QUEPIA são desenvolvidos novos materiais e testados os existentes a fim de garantir a segurança do trabalhador rural. Em parceria com a ABNT, também estabelece normas nacionais e internacionais relacionadas a EPI agrícola.
Os estudos são direcionados ao desenvolvimento de vestimenta de EPI com proteção e conforto térmico adequados a trabalhadores em pequenas propriedades e em situação de alta exposição.
“A qualidade não é restrita apenas para trabalhadores em pequenas propriedades, mas em geral para os diferentes cenários existentes na tecnologia de aplicação”, completa.
Segundo o pesquisador, os critérios de segurança e conforto são os estabelecidos na norma ISO 27065 e abrangem ensaios de resistência química e mecânica do EPI. “Além disso, avaliamos a qualidade da modelagem da vestimenta para que não haja impedimento de qualquer movimento, não se rasgue com movimentos comuns à operação ou mesmo permita a passagem de produto por possíveis aberturas ocasionadas pela forma como foi construída”, explica Ramos.
Os estudos asseguram que os materiais e vestimentas atendam plenamente aos critérios de segurança, mantendo sua eficácia mesmo após o número de lavagens indicado pelo fabricante e considerando os diferentes tipos de higienização aplicados.
“Além de ter qualidade, o EPI deve estar adequado ao nível de exposição que a aplicação proporciona — um costal e um tratorizado, por exemplo, possuem exposições diferentes —. Também devem ter tamanho adequado ao usuário e passar por manutenção para garantia da vida útil. Só utilizar EPI não garante a segurança”, comenta.
O projeto ainda busca por novos tecidos passíveis de serem usados na confecção de vestimentas de proteção em parceria com fabricantes de tecidos.
INSTITUTO DE ZOOTECNIA (IZ-APTA)
Agrishow 2026: Caravana Giro do Leite leva laboratório móvel e tecnologia para análise em tempo real da produção leiteira
Melhorar a qualidade do leite no Brasil é a missão da Caravana Giro do Leite, projeto itinerante do Instituto de Zootecnia (IZ–Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que estará presente na Agrishow 2026 com uma estrutura voltada à difusão de tecnologia e atendimento direto ao produtor.
Neste ano, a iniciativa leva à feira uma van adaptada como laboratório móvel, equipada com instrumentos portáteis capazes de realizar análises em tempo real da composição do leite, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e análise bromatológica. Durante o evento, produtores poderão levar amostras para avaliação gratuita e receber orientações técnicas sobre boas práticas e monitoramento da qualidade da produção.
Segundo o pesquisador Luiz Carlos Roma Junior, a presença do laboratório permite que os resultados sejam apresentados imediatamente ao produtor. “A partir dos resultados conseguimos conversar com o produtor e propor ajustes no manejo da fazenda para melhor qualidade do leite”, afirma.
A Caravana percorre o país participando de eventos técnicos, feiras agropecuárias e encontros com produtores, promovendo a troca de experiências e a disseminação de conhecimento para fortalecer a cadeia produtiva do leite. A iniciativa conta com apoio de empresas e parceiros do setor e atua na difusão de práticas voltadas à produtividade e sustentabilidade.
Genética e qualidade dos lácteos também entram na pauta da Agrishow
Além da Caravana, o Instituto de Zootecnia leva à Agrishow pesquisas e tecnologias voltadas ao melhoramento genético e à qualidade dos produtos lácteos.
O Laboratório de Genética e Biotecnologia do IZ apresenta ferramentas de avaliação genética que contribuem para a rentabilidade do produtor e a qualidade dos produtos. O pesquisador Aníbal Eugênio Vercesi Filho estará na feira explicando como essas tecnologias podem ser aplicadas na prática.
Entre os destaques está a genotipagem de animais para produção de leite A2, livre da beta-caseína A1, que pode causar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas. A tecnologia permite identificar a composição genética dos animais e orientar a formação de rebanhos com maior valor agregado.
O laboratório também é referência na detecção de fraudes em produtos lácteos, realizando análises que identificam a presença de leite bovino em produtos de búfalas, cabras e ovelhas. Em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, o IZ atua na certificação de pureza com o selo “100% Búfalo”, garantindo rastreabilidade e qualidade ao consumidor.
Outra frente recente é o desenvolvimento de metodologias genéticas para seleção de búfalos com maior rendimento de queijo, contribuindo para o aumento da produtividade na cadeia de lácteos.
Pesquisa e tecnologia aplicada à produção animal
Com atuação desde 1905, o Instituto de Zootecnia apresenta na Agrishow um conjunto de pesquisas voltadas à produção animal, sustentabilidade e segurança alimentar. Os trabalhos envolvem melhoramento genético de rebanhos, desenvolvimento de forrageiras adaptadas às mudanças climáticas, estudos em sistemas integrados de produção e iniciativas voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa.
O Instituto também atua em projetos como o NeuTroPec, voltado à pecuária de baixa emissão de carbono, e no desenvolvimento de tecnologias que aumentam a eficiência produtiva e a qualidade dos alimentos.
As ações incluem ainda pesquisas em saúde única, com foco na qualidade dos produtos de origem animal, rastreabilidade e segurança alimentar, além de iniciativas em parceria com universidades e empresas para desenvolvimento de novas soluções para o setor.
Na Agrishow, essas frentes são apresentadas de forma aplicada, conectando pesquisa, tecnologia e orientação direta ao produtor.
INSTITUTO DE PESCA (IP-APTA)
Agrishow 2026: Instituto de Pesca leva soluções para reaproveitamento de resíduos e integração produtiva na aquicultura
O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresenta na Agrishow 2026 um conjunto de tecnologias voltadas à sustentabilidade e ao aumento da produtividade na aquicultura, com foco na integração entre piscicultura, agricultura e pecuária.
Entre os destaques está o Programa Integração Piscicultura-Agricultura-Pecuária (IPAP), um grupo de trabalho multi-institucional que reúne institutos de pesquisa da APTA, CATI e Embrapa. A iniciativa atua no desenvolvimento de soluções para o aproveitamento de efluentes da piscicultura, transformando resíduos com potencial poluidor em biofertilizantes aplicáveis na agricultura e na pecuária.
Integração produtiva e reaproveitamento de resíduos entram na pauta
Também será apresentado o Aquaintegra, Centro de Ciência para o Desenvolvimento financiado pela FAPESP, que desenvolve tecnologias voltadas à produção sustentável e ao aumento da eficiência nas cadeias produtivas.
As soluções incluem modelos que permitem a transformação de resíduos da produção aquícola em biofertilizantes e bioinsumos, com aplicação prática em propriedades rurais. As tecnologias já operam em níveis de maturidade que permitem testes em condições próximas à realidade produtiva, funcionando como vitrines para adoção pelos produtores.
A proposta é reduzir impactos ambientais, otimizar o uso de recursos como água, energia e fertilizantes e ampliar a viabilidade econômica da produção, especialmente para pequenos produtores e arranjos produtivos locais.
Pesquisa aplicada e inovação na cadeia do pescado
Vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o Instituto de Pesca atua no desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas para a cadeia da pesca e da aquicultura, com foco em sustentabilidade, inovação e geração de valor.
Na Agrishow, as iniciativas serão apresentadas com foco na aplicação prática, conectando pesquisa, tecnologia e produção em modelos que podem ser incorporados ao dia a dia do produtor rural e aquícola.
APTAHub
A Ciência que alimenta o futuro: AptaHub conecta tradição e disrupção na Agrishow 2026
No agronegócio moderno, a competitividade não se mede mais apenas pela área plantada, mas pela inteligência aplicada em cada hectare. Com o setor atingindo um ponto de inflexão onde a IA, os biológicos e a rastreabilidade deixam de ser tendências para se tornarem pilares de sobrevivência e margem, a Agrishow 2026, sob o lema “A Força de Nossas Raízes”, serve como o palco perfeito para o encontro entre o legado do campo e a inovação de ponta.
É neste cenário de transformação que o AptaHub se posiciona como a engrenagem vital para o produtor que busca eficiência real. Se a força das nossas raízes está na terra, a garantia do nosso crescimento está na ciência. O Hub, braço de inovação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), não apenas apresenta soluções; ele viabiliza a transição de tecnologias robustas das bancadas dos institutos de pesquisa diretamente para a operação do produtor rural.
Onde a ideia vira produtividade: programação do ecossistema
Durante os cinco dias de evento, o AptaHub apresentará uma vitrine rotativa de startups e tecnologias prontas para o mercado. Confira a programação diária e as soluções em destaque:
| Data | Startups e Soluções em Destaque | Foco Tecnológico |
| 27 de Abril (Segunda) | AQUI9 e SeaCarbon | Aquicultura sustentável e eficiência em recursos hídricos |
| 28 de Abril (Terça) | Café Nosso Grão e Vaca Roxa | Segurança alimentar (café enriquecido) e IoT para monitoramento do gado |
| 29 de Abril (Quarta) | PROMETEUS e Aurica | Gestão de dados e IA para ESG |
| 30 de Abril (Quinta) | Íntegratech e Saberpack Sistemas de Embalagem | Automação por meio da IA e embalagens sustentáveis |
| 01 de Maio (Sexta) | Ethikabio e Data Overseas | Novos biomateriais sustentáveis e monitoramento de resíduos marítimos |
Transformando desafios em diferenciais competitivos
O portfólio presente no AptaHub foca em resolver gargalos críticos discutidos nesta edição da feira, como a redução de custos operacionais e a resiliência climática. Ao visitar o espaço, o produtor terá acesso direto a:
- Inteligência Artificial & Dados: Soluções da Data Overseas e PROMETEUS para encurtar o tempo entre a coleta de dados e a ação no campo.
- Biotecnologia e Novos Materiais: Inovações da Ethikabio e Café Nosso Grão que agregam valor e sustentabilidade ao produto final.
- Eficiência Produtiva: Gestão integrada de sistemas com a Íntegratech, monitoramento de precisão com a Aurica e a Vaca Roxa e plataforma integrada para monitoramento da água com a AQUI9.
Venha colher o futuro hoje
O amanhã do agronegócio não está sendo apenas planejado; ele já está sendo executado nos laboratórios e fazendas experimentais da rede APTA. O AptaHub convida produtores, investidores e entusiastas da tecnologia a visitarem nosso espaço na Agrishow 2026. Não se trata apenas de ver o que há de novo, mas de entender como a força das suas raízes pode ser potencializada pela ciência que não para de evoluir.
Contato para a imprensa
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Assessoria de Comunicação
imprensa.agricultura@sp.gov.br
(11)5067-0068/0069