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Agricultura e Abastecimento

Páscoa impulsiona consumo de peixes e pesquisa da APTA Regional revela como famílias escolhem o pescado

Páscoa impulsiona consumo de peixes e pesquisa da APTA Regional revela como famílias escolhem o pescado

Estudo inédito em São Paulo e Minas Gerais mostra preferências dos consumidores, desafios do varejo e oportunidades para a piscicultura brasileira

A tradição de consumir peixes durante a Páscoa segue forte no Brasil, mas entender “o que, como e por que” as famílias compram pescado é um desafio estratégico para toda a cadeia produtiva. Foi com esse objetivo que a APTA Regional de Presidente Prudente, em parceria com instituições de pesquisa e universidades, conduziu um estudo inédito sobre aquisição e alimentação domiciliar de pescados nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Em um período como a Páscoa, quando o consumo de pescado ganha destaque, a pesquisa reforça o papel da APTA Regional como referência na geração e difusão de conhecimento, conectando ciência, produção e consumo.

Divulgar esses resultados de forma ampla e acessível é fundamental para a cadeia produtiva. “Informação de qualidade fortalece o setor, orienta o consumidor e contribui para o desenvolvimento da piscicultura brasileira”, ressalta Ricardo Firetti, zootecnista, doutor em política científica e tecnológica, pesquisador da unidade de Presidente Prudente.

“A instituição visa, por meio da pesquisa científica, atender as demandas de consumo da população, que busca por uma cadeia produtiva mais sustentável e por alimentos mais saudáveis”, reforça Daniel.

Pesquisa ampla, presencial e regionalizada

A pesquisa, intitulada “Aquisição e alimentação domiciliar de pescados: mudanças institucionais, oferta de produtos da piscicultura e preferências de consumidores”, sob coordenação do pesquisador Ricardo Firetti, analisou de forma presencial o comportamento de consumo de famílias com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, além de mapear a oferta de produtos em supermercados, hipermercados e atacarejos.

Ao todo, foram 4.000 questionários aplicados presencialmente a consumidores e mais de 6.000 produtos catalogados em 180 pontos de venda, distribuídos por 30 cidades de São Paulo e Minas Gerais. Essas regiões concentram cerca de 55 milhões de pessoas, o que confere grande representatividade aos resultados.

“Um dos diferenciais do trabalho é justamente o fato de termos ido a campo. Não utilizamos levantamento pela internet. Conversamos diretamente com consumidores e observamos os produtos disponíveis nas gôndolas”, explica Ricardo Firetti, pesquisador responsável pelo estudo e zootecnista com doutorado em Política Científica e Tecnológica, da APTA Regional de Presidente Prudente.

O que o consumidor procura ao comprar peixe?

Os dados levantados permitiram traçar uma verdadeira radiografia da demanda por pescados, especialmente no primeiro semestre de 2025. Foram avaliadas preferências relacionadas à tipo de peixe, forma de apresentação (inteiro, filé, fresco ou congelado), origem (piscicultura, pesca industrial ou importação), preço, praticidade e confiança do consumidor.

Segundo Firetti, embora a oferta possa variar ao longo do tempo, o comportamento e as preferências do consumidor tendem a ser mais estáveis, o que torna os resultados extremamente úteis para orientar decisões do setor produtivo.

Piscicultura em foco e participação do setor produtivo

Um dos grandes destaques da pesquisa foi a forte participação do setor produtivo desde a fase de concepção do estudo. Associações como a Peixe BR, cooperativas, produtores e gestores de empresas dos diferentes elos da cadeia contribuíram na formulação das perguntas aplicadas aos consumidores.

“Buscamos responder dúvidas reais do setor. O estudo não foi apenas para a academia, mas para gerar informação prática, que ajude produtores e empresas a tomarem decisões mais alinhadas ao mercado”, afirma o pesquisador.

Além disso, o trabalho analisou como mudanças organizacionais e institucionais influenciaram a oferta e a distribuição de produtos da piscicultura no mercado brasileiro, por meio de entrevistas estruturadas com profissionais estrategicamente selecionados.

Impactos para produtores e para o consumo

Para o produtor, os resultados oferecem subsídios importantes para a formatação de novos produtos, adequação de embalagens, definição de estratégias regionais e identificação de nichos de mercado com maior potencial de crescimento.

“A cadeia produtiva alinhada às preferências do consumidor tende a comercializar maiores volumes, melhorar o acesso ao mercado e fortalecer economicamente o setor”, destaca Firetti.

No médio prazo, a expectativa é que os resultados também contribuam para o aumento do consumo per capita de peixes, especialmente entre famílias de menor renda, gerando impacto social positivo.

Ciência aplicada e financiamento público

O projeto teve vigência de 1º de abril de 2023 a 30 de setembro de 2025 e contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do CNPq. A equipe envolveu cerca de 40 profissionais, entre pesquisadores, bolsistas e agentes de coleta, formando um grupo multidisciplinar.

Entre os parceiros institucionais estão o Instituto de Economia Agrícola, a USP de Pirassununga, a Universidade Estadual de Maringá, a Unoeste e a Unesp de Presidente Prudente, além de consultores independentes.

SOBRE A APTA REGIONAL

Considerada o maior hub descentralizado de pesquisa agropecuária do Estado, a APTA Regional oferece soluções tecnológicas aplicadas, adaptadas às realidades edafoclimáticas locais e regionais, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas e para uma agricultura mais sustentável e competitiva. Com 18 unidades regionais de pesquisa no Estado de São Paulo, atua em áreas como agronomia, zootecnia, pesca continental, sanidade vegetal e animal, agregação de valor em produtos agropecuários, sistemas integrados de produção e segurança alimentar. Possui 11 Redes de Pesquisas, com estudos que unem pesquisadores de várias áreas, transformando conhecimento em desenvolvimento, valorizando o futuro. Acesse nosso site www.agricultura.sp.gov.br/apta-regional e acompanhe nossas pesquisas. A APTA Reginal, instituição de pesquisa científica e tecnológica é ligada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), e vinculadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

Lisley Silvério (MTb. 26.194)
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