Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

 Dia do Engenheiro de Pesca: homenagem destaca trajetória de pesquisadora do Instituto de Pesca

O Dia do Engenheiro de Pesca, que será celebrado no próximo domingo, 14 de dezembro, é uma oportunidade para reconhecer profissionais que contribuem de forma significativa para a pesca e a aquicultura no país. Neste contexto, a carreira de Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destaca-se como exemplo de dedicação científica e compromisso socioambiental.

Graduada em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1978, com mestrado em Oceanografia Biológica pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP) (1989) e doutorado em Oceanografia Biológica pelo mesmo instituto (2000), está como pesquisadora científica do IP desde 1987. Além de suas atividades de pesquisa, ela tem colaborado no Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto (PPGIP), orientando e coorientando alunos em nível de mestrado, onde ministra três disciplinas voltadas à sustentabilidade e à ciência pesqueira.

Paula também atua de forma expressiva em grupos de articulação e gestão da pesca no país, participando de diversos Grupos de Trabalho em colegiados e comissões de órgãos normativos, como o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Atualmente, integra o Plano de Recuperação do pintado na bacia do Alto Paraná, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e é membro do Plano de Ação e do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), ambos voltados à conservação e ao manejo dessa espécie e de outras espécies migradoras nativas.

Além dessas atividades, a pesquisadora compõe o Comitê de Gestão da Pesca (CPG Centro-Sul). Recentemente, participou dos workshops promovidos pelo MPA sobre repovoamento e gestão pesqueira nas bacias hidrográficas brasileiras, ocasião em que apresentou resultados sobre o monitoramento pesqueiro continental na bacia do rio Tietê, em São Paulo.

Homenagem à pesquisadora como Destaque IP 2025

Homenagem pelo trabalho no IP

No dia 5 de dezembro, a coordenadora do IP, Cristiane Neiva, homenageou a pesquisadora Paula, como Destaque IP 2025, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido na instituição. A celebração destacou sua trajetória de excelência, sua dedicação às pesquisas e à formação de novos profissionais, e o impacto positivo de suas ações para a sustentabilidade da pesca continental e para a valorização das comunidades pesqueiras.

A pesquisadora disse ter ficado muito grata, honrada e emocionada pela homenagem recebida por meio da coordenação do IP. “Quero dizer a todos que a recebo com muita humildade e carinho, e faço questão de repartir esse momento especial com todos os colegas, amigos e servidores desta casa, que fazem parte dessa homenagem. Meus agradecimentos sinceros às queridas gestoras Cristiane Neiva e Luciana Menezes. Muito obrigada!”

Paula também parabenizou todos os engenheiros de pesca pelo seu dia: “profissão na qual me formei como carreira das Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Ceará e, posteriormente, tive a oportunidade de trilhar em novos mares e rios”.

Por Andressa Claudino

Instituto de Pesca

O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.

Assessoria de imprensa IP

Seção de Comunicação Científica 

Gabriela Souza /Andressa Claudino

Cel.: (11) 94147-8525

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Encontrado em folhas de corda-de-viola, Monteironema caresi presta tributo a mestres da nematologia brasileira

Uma equipe de nematologistas brasileiros que inclui o pesquisador Cláudio Marcelo Gonçalves Oliveira, do Instituto Biológico (IB-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, descreveu um novo gênero e espécie de nematoide foliar, o Monteironema caresi, que parasita plantas do gênero Ipomoea, popularmente conhecidas como corda-de-viola. Ao nomear a nova espécie, os pesquisadores reconheceram a trajetória de duas grandes personalidades da Nematologia brasileira, os professores Ailton Rocha Monteiro e Juvenil Cares.

Uma descoberta nas folhas da corda-de-viola

A descoberta teve início quando o professor Robert Weingart Barreto encontrou no campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, plantas de corda-de-viola infectadas por um nematoide desconhecido. A espécie foi encontrada em folhas de Ipomoea cairica e I. syringifolia que apresentavam  sintomas indicativos da presença de nematoides foliares.

O material foi encaminhado ao laboratório de nematologia da UFV, onde se deu início à investigação taxonômica. Uma equipe de pesquisadores liderada pela professora Dalila Sêni Buonicontro, da UFV, em colaboração com Oliveira e que contou com a participação de cientistas de instituições nacionais e internacionais realizou uma caracterização detalhada do organismo por meio de análises morfológicas e moleculares. Os resultados mostraram que o nematoide não se enquadrava em nenhum dos gêneros conhecidos da família Anguinidae, grupo que inclui espécies parasitas de folhas, caules, sementes e flores. As análises moleculares confirmaram que se tratava de uma linhagem independente, justificando a criação de um novo gênero e uma nova espécie: a Monteironema caresi.

Importância científica e ecológica

De acordo com o pesquisador do IB, o achado, publicado recentemente no Russian Journal of Nematology, amplia o conhecimento sobre a biodiversidade de nematoides associados às plantas. “A descoberta ressalta o valor da taxonomia integrativa, que combina análises morfológicas e genéticas para delimitar espécies com maior precisão. Ela também demonstra como a rica biodiversidade brasileira ainda guarda formas de vida desconhecidas, inclusive em áreas amplamente estudadas, como Viçosa/MG”, diz Oliveira.

De acordo com o especialista, além do avanço taxonômico, o estudo contribui para o entendimento das relações entre nematoides e plantas hospedeiras, podendo inclusive apoiar estratégias de manejo de espécies invasoras como a própria corda-de-viola, que competem com culturas agrícolas em várias regiões tropicais. “Os próximos passos envolvem a condução de estudos em casa de vegetação para verificar se a nova espécie também parasita outras plantas e se o nematoide ocorre em outras áreas, além de Viçosa”, complementa o pesquisador do IB.

Homenagem a mestres da nematologia: um legado de ciência e formação

O nome Monteironema caresi é uma homenagem a dois professores, taxonomistas de nematoides, cuja trajetória marcou a história da Nematologia no Brasil: Ailton Rocha Monteiro, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) e Juvenil Enrique Cares, da Universidade de Brasília (UnB). A fusão dos nomes ‘Monteiro’ e ‘Cares’ deu origem ao epíteto, simbolizando o legado e a continuidade da pesquisa nematológica brasileira.

Mais do que uma nova espécie, o M. caresi representa, portanto, o elo entre gerações de pesquisadores brasileiros dedicados ao estudo dos nematoides. Para Oliveria, a homenagem aos mestres Monteiro e Cares celebra não apenas suas carreiras científicas, mas também a tradição de ensino, colaboração e curiosidade que inspira a nova geração de nematologistas no Brasil.

É a Ciência brasileira revelando o mundo microscópico e valorizando quem a faz!

Características do novo gênero

Os adultos de M. caresi medem de 0,4 a 0,9 milímetro e ocorrem em três formas distintas — fêmeas semi-obesas, fêmeas imaturas e machos delgados. Apresentam corpo fusiforme, cutícula finamente estriada e um estilete (estrutura usada para perfurar tecidos vegetais) curto e robusto. O sistemas digestivo e reprodutivo possuem combinações de características únicas, reforçando sua distinção em relação a outros gêneros da família. Diferentemente de muitos anguinídeos que provocam galhas ou deformações nas plantas, a nova espécie descrita causa manchas foliares — um tipo de sintoma menos frequente entre nematoides desse grupo, mas de grande interesse para estudos ecológicos e de fitopatologia.

Por Rose Ceretti e Gustavo Almeida

comunicacao@biologico.sp.gov.br

Evento ocorre nos dias 15 e 16 de dezembro e terá a 1ª Feira da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba

A Rede Sociobiodiversidade do Estado de São Paulo realiza, nos dias 15 e 16 de dezembro de 2025, o 2° Encontro da Rede Sociobiodiversidade SP e a 1ª Feira da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, no Departamento de Fitotecnia da Apta Regional de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. O evento acontece das 8h às 18h e contará com programação técnica, oficinas, plenárias, atividades práticas e espaços de comercialização de produtos da sociobiodiversidade local.

A participação da Apta na realização do encontro é natural, uma vez que integra a estrutura da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e é responsável por promover inovação com rigor científico, permitindo que os órgãos de extensão, sanidade e gestão construam e executem políticas públicas efetivas. Assim, a contribuição da Apta por meio de seus pesquisadores e servidores é intrínseca ao sucesso dessa parceria e à realização do evento.

A iniciativa é fruto do Termo de Cooperação Técnica Científico entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo com a Superintendência de gestão ambiental da USP, com apoio da da FAPESP e do Fundo Casa. O encontro integra as ações da Rede de Bioeconomia da Sociobiodiversidade, projeto que visa fortalecer cadeias de valor da flora e promover a transformação socioambiental no Estado.

Segundo o secretário-executivo de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim, o evento representa um passo importante para consolidar políticas públicas e fortalecer os territórios.

“A sociobiodiversidade é uma força estratégica para o desenvolvimento sustentável do Estado. Eventos como este aproximam agricultores, pesquisadores, organizações e poder público, criando pontes para ampliar renda, inovar e proteger nossos recursos naturais”, afirmou.

Amorim reforça ainda a importância da presença de produtores e empreendedores locais na Feira Agroflorestal: “Queremos dar visibilidade às iniciativas que já transformam o Vale do Paraíba. É um espaço para mostrar produtos, compartilhar experiências e fortalecer redes que fazem a diferença no dia a dia das comunidades rurais”.

PROGRAMAÇÃO

A programação inclui oficinas de mapeamento e seleção de cadeias produtivas, debates sobre políticas públicas, atividades práticas como fabricação de sabonetes artesanais e alimentação agroecológica, apresentações culturais e plenárias técnicas sobre sistemas agroflorestais.

A Feira Agroflorestal será aberta na tarde do dia 16, com exposição de produtos, visitação, atividades culturais e encerramento oficial no final da programação.

INSCRIÇÕES

As vagas são limitadas. A organização solicita que os interessados confirmem presença, informem se desejam levar produtos para comercialização e indiquem seu segmento de atuação dentro da sociobiodiversidade.

Inscrições pelo link: https://forms.gle/GrmzRqc6pbRcmpTeA

A confirmação será enviada posteriormente pela equipe do evento.

SERVIÇO

2° Encontro da Rede Sociobiodiversidade SP e 1ª Feira da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba

15 e 16 de dezembro de 2025

Das 8h às 18h

Departamento de Fitotecnia – Apta Regional de Pindamonhangaba

Estrada Municipal do Pinhão do Borba, 1326 – Pindamonhangaba – SP

Nesta quinta-feira (11), durante o lançamento oficial das Rotas da Cachaça de São Paulo, uma iniciativa intersecretarial do Governo do Estado para fomentar o turismo em alambiques paulistas, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) realizará a entrega dos troféus e certificados do II Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista 2025, premiando os melhores rótulos artesanais do estado nas categorias Branca, Armazenada, Envelhecida em Carvalho, Envelhecida em Madeiras Brasileiras e Blends.

O Estado de São Paulo é o maior produtor e exportador de cachaça no país. O fato de a premiação ocorrer simultaneamente ao anúncio das novas rotas agroturísticas simboliza a integração entre agricultura, gastronomia, pesquisa, história e turismo rural, colocando o destilado paulista em uma posição de destaque no calendário gastronômico do país.

Em seu segundo ano, o concurso de qualidade recebeu 130 amostras do Estado inteiro, 60% a mais do que na edição anterior. “Estabelecemos padrões técnicos e sensoriais que elevam a credibilidade da bebida, garantindo segurança e autenticidade para o consumidor. Mais do que premiar rótulos, o concurso incentiva boas práticas, fomenta a formalização e abre portas para novos mercados, consolidando São Paulo como referência nacional em qualidade e inovação na produção de cachaça”, afirma José Carlos de Faria Júnior, chefe da assessoria técnica da SAA.

Conheça os três melhores rótulos classificados em cada categoria: 

BRANCA

Pavão Prata – Pirassununga

Santa Capela Clássica – Santa Bárbara d’Oeste 

Sr. Brasil – Monte Alegre do Sul olhaa

ARMAZENADA

Almeida Valente Amburana – Artur Nogueira

Serra Vale – Carvalho –  São João da Boa Vista

Santa Capela Armazenada Amburana – Santa Bárbara d’Oeste 

ENVELHECIDA EM BARRIS DE MADEIRA BRASILEIRAS

Cachaça da Torre – Jequitibá Rosa – Amparo

Tonon Amburana – Dourado

Itupeva Umburana – Itupeva

ENVELHECIDAS EM BARRIS DE CARVALHO

Dom Tápparo Extra Premium 12 anos – Mirassol

Cachaça C Double Wood – Torrinha 

Giuseppe Benedetti Carvalho Americano – Amparo

BLEND

Dom Tápparo  Extra Premium Blend – Amburana e Carvalho Americano – Mirassol 

WIBA! Blend de Carvalhos  – Torre de Pedra

Cachaça C Triple Wood – Torrinha

Confira a lista completa de todas as cachaças premiadas 

Novas rotas agroturísticas

Serão 8 rotas e 2 destinos espalhados por 65 municípios, que indicam alambiques familiares e propriedades rurais, além de locais especializados, museus, pousadas temáticas e espaços culturais dedicados à cachaça. Os novos destinos se juntam às consolidadas Rotas do Café, do Vinho e do Queijo. 

“As Rotas da Cachaça de São Paulo representam muito mais do que um roteiro turístico: elas são um marco para a valorização da cadeia produtiva da cachaça. Ao integrar tradição, ciência e sustentabilidade, o projeto fortalece pequenos e grandes produtores, impulsiona a formalização e abre portas para novos mercados, inclusive internacionais. É uma iniciativa que transforma a cachaça em símbolo de identidade cultural e motor de desenvolvimento econômico, consolidando São Paulo como referência nacional e global na produção de destilados de excelência”, comenta o secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Guilherme Piai.

O evento contou ainda com o lançamento da linha de subvenção Alambique Legal, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), destinada a apoiar financeiramente produtores de cachaça em sua formalização sanitária e regulatória. A iniciativa é vinculada à linha Artesanal + Legal, lançada em dezembro de 2025, que totaliza R$3 milhões para o segmento de produtos artesanais. O objetivo é custear processos de registro, certificação e adequação produtiva, garantindo que os produtores atendam plenamente às exigências legais.

A criação da linha responde a uma demanda identificada na implantação da Rota da Cachaça: parte dos produtores inscritos não puderam participar por falta de regularização. Com o Alambique Legal, esses produtores passam a ter acesso aos recursos necessários para concluir sua legalização, ampliando inclusão produtiva, fortalecendo cadeias locais e assegurando condições para comercialização formal, integração às Rotas e participação em outras políticas públicas de valorização da produção de cachaça em São Paulo.

Organização setorial da cadeia da cachaça paulista

Nesse contexto de profissionalização, Laura Vicentini, produtora da primeira cachaça brasileira certificada em sustentabilidade e presidente da Câmara Setorial da Cachaça do Estado de São Paulo, destaca o crescimento do setor. Atualmente, São Paulo responde por cerca de 45% da produção nacional de cachaça, somando destilação em coluna, de processo industrial, e alambique, produzida nos moldes mais tradicionais. Desde que assumiu a presidência, em 2024, o número de produtores integrados à Câmara passou de 58 para 70, com crescimento médio anual de 20%.

Laura teve papel decisivo na concepção do Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista, promovido pela SAA. Ela destaca que a principal demanda dos produtores sempre foi a inclusão obrigatória da análise química, etapa que por décadas parecia distante da realidade dos pequenos alambiques. O concurso paulista foi o primeiro do país a oficializar esse procedimento, integrando avaliação técnica, científica e sensorial. A iniciativa teve impacto imediato em nível nacional e passou a inspirar outros concursos a adotarem a análise química como critério obrigatório.

Legenda: Laura Vicentini transformou sua fazenda em referência de sustentabilidade e economia circular

Para a presidente da Câmara, o momento é histórico: “A criação das Rotas da Cachaça e a consolidação do Concurso estruturaram e beneficiam o setor, elevaram o padrão técnico e abriram novas oportunidades para os produtores”, afirma Vicentini.

Ao integrar a premiação do concurso com o lançamento das Rotas da Cachaça de São Paulo, o Governo do Estado apresenta uma bebida que é patrimônio histórico, produto gastronômico e destino turístico do interior paulista.

Exposição permanente do Museu do Instituto Biológico tem entrada gratuita

As férias chegaram e uma das melhores programações gratuitas em São Paulo para toda a família é a visita ao Planeta Inseto, a exposição permanente do Museu do Instituto Biológico, na Vila Mariana. Único museu dedicado aos insetos no Brasil, o espaço oferece uma imersão divertida e educativa no universo desses pequenos seres essenciais para o equilíbrio ambiental.

Instalado em um charmoso casarão histórico da década de 1940, o Planeta Inseto reúne atrações interativas para todas as idades, incluindo o famoso Jardim dos Insetos, painéis sensoriais, insetos vivos, laboratório com lupas e a adorada corrida das baratas. O público também pode observar colmeias com câmeras internas, formigueiros reais, cupinzeiros e até acompanhar o ciclo do bicho-da-seda.

Pensada para acessibilidade e inclusão, a mostra conta com áudio-guia, mapa tátil, plataforma elevatória, painéis em braille e cenografias imersivas, garantindo que todos possam explorar, aprender e se encantar.

Localizado próximo ao Parque Ibirapuera, o museu permite um passeio completo em um único dia. A visita dura cerca de 1 hora e é indicada para crianças, estudantes e adultos curiosos pela natureza.

Serviço:

Planeta Inseto

Endereço: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana, São Paulo – SP

Visitação: terça a domingo, das 9h às 16h

Entrada gratuita

Informações: (11) 2613-9500 | planetainseto@biologico.sp.gov.br

Acessibilidade e estacionamento gratuito disponíveis

Não é permitido entrar com alimentos. Não há fraldário.

Para quem quer unir diversão, ciência e contato direto com o mundo dos insetos, o Planeta Inseto é a pedida ideal para estas férias.

SOBRE A APTA

A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA – SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA DA APTA/SAA:

Luíza Cardoso Costa – luiza.costa@sp.gov.br

Gustavo Steffen de Almeida – gsalmeida@sp.gov.br  

legenda: Equipamentos adquiridos pela CPL do Café de Caconde

Atendimento técnico alcançou 46% das cadeias do agronegócio contempladas no edital

O programa SP Produz divulgou nesta terça-feira (9) o resultado do edital de Fomento 2025, que disponibilizou R$ 35 milhões para apoiar Cadeias Produtivas Locais (CPLs) em todo o Estado. Ao todo, foram 46 CPLs aprovadas, que somam cerca de R$ 22 milhões em investimentos.

Por trás do bom desempenho das cadeias rurais está a atuação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), que mantém atendimento técnico permanente aos grupos produtivos. Neste edital, 56% das CPLs contempladas pertencem ao setor do agronegócio e, desse total, 46% receberam suporte direto da pasta, por meio do Painel de Estudos Aplicados em Arranjos Produtivos Locais Agroindustriais Rurais (PEA/SAA-SP), coordenado pela Assessoria de Relações Institucionais, Câmaras Setoriais e Temáticas.

A política estadual de Cadeias Produtivas Locais (CPLs), criada em 2009 e reformulada em 2024, ampliou o foco na qualificação técnica das organizações rurais, permitindo que grupos vocacionados recebessem suporte para estruturar suas cadeias, fortalecer governanças e acessar políticas públicas. Nesse processo, a SAA atua como elo entre a realidade produtiva das regiões e as exigências técnicas dos editais do programa SP Produz, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

O apoio inclui assessoria na elaboração, revisão e qualificação de projetos inscritos nos editais de Reconhecimento, que classificam as CPLs conforme o nível de maturidade, e de Fomento, responsável pela liberação de recursos financeiros. Além disso, as equipes da Secretaria mantêm acompanhamento contínuo das cadeias, apoiando a integração entre produtores, o desenvolvimento dos negócios e o aumento da competitividade no campo.

legenda: Gildo produz cogumelos há mais de 30 anos

Na fungicultura de Mogi das Cruzes, o produtor Gildo Takeo Saito, que atua no cultivo de cogumelos desde 1992 e hoje produz shimeji branco e shimeji cinza, destaca o papel da SAA no fortalecimento da cadeia produtiva local e na aprovação da CPL no edital.

“A Secretaria de Agricultura sempre foi uma grande parceira, especialmente por meio da Câmara Setorial da Fungicultura. Na construção da nossa CPL, o apoio e a orientação técnica, além das palavras de incentivo e motivação da equipe, foram fundamentais para o sucesso do projeto e para a aprovação no edital. Somos muito gratos a toda a equipe da SAA.”

Na região de Itatinga, o apicultor Joel Andrade, produtor de mel há mais de 20 anos e presidente da Associação de Apicultores do Polo Cuesta, também destaca o apoio técnico da Secretaria. A entidade é gestora do CPL de Apicultura do Polo Cuesta, reconhecido em 2024, que reúne cerca de 90 produtores da região, considerada a maior produtora de mel do Estado.

“A Secretaria de Agricultura participou junto com a gente na formação da proposta de trabalho em 2024, o que nos habilitou a ser reconhecidos como CPL. Esse apoio foi fundamental para organizar o projeto, fortalecer a união das associações e permitir que a cadeia avançasse de forma estruturada.”

SP ocupa o 2º lugar no ranking de maior exportador do agro

Nos onze primeiros meses de 2025, o agronegócio paulista manteve um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 21,07 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$26,35 bilhões e de importações que totalizaram US$5,28 bilhões. A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado de janeiro a novembro de 2025 foi de 40,6%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,6% do total no estado.

“O desempenho do agro paulista mostra que São Paulo está na direção certa. Investir em ciência, infraestrutura, desburocratização e competitividade. Assim, São Paulo alcança um superávit de US$ 21 bilhões porque tem produtores qualificados e políticas públicas que dão segurança e liberdade para produzir. Estamos com grandes expectativas com o fechamento da balança de 2025 e para o desempenho do agro paulista em 2026” completa o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 31,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$8,2 bilhões. Deste total, o açúcar representou 93,0% e o álcool etílico, etanol, 7,0%. O setor de carnes veio logo em seguida com 15,2% das vendas externas do setor, totalizando US$4 bilhões, com a carne bovina respondendo por 85,1%. Produtos florestais representaram 10,5% do volume exportado, com US$2,7 bilhões, com 56,2% de celulose e 35,1% de papel. Sucos responderam por 9,9% de participação, somando US$2,6 bilhões, dos quais 97,8% são referentes ao suco de laranja, e complexo soja teve participação de 8,6% do total exportado, registrando US$2,2 bilhões, 78,3% referentes a soja em grão e 16,1% de farelo de soja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75,5% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,2% de participação na pauta de exportações, somando US$1,6 bilhão, 76,7% referentes ao café verde e 19,5% de café solúvel.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+39,2%), carnes (+24,1%), complexo soja (+1,3%), e quedas nos grupos sucroalcooleiro (-29,6%), produtos florestais (-4,8%) e sucos (-4,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 24,4% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia vem em seguida com 14,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 11,8% de participação.

O tarifaço norte-americano foi iniciado em agosto, as exportações para o país apresentaram recuo: em agosto de 14,6%, setembro 32,7%, outubro 32,8% e em novembro a queda foi de 54,9%. Mesmo assim, os Estados Unidos continuam sendo os terceiros maiores compradores do agro de São Paulo. “Até julho vínhamos com um resultado bastante positivo nas exportações para os Estados Unidos. Agosto ainda manteve o desempenho, mas a partir de setembro houve uma desaceleração que se acentuou em novembro. Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, diz o diretor da Apta, Carlos Nabil.

A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada por Donald Trump no dia 20 de novembro. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina. Com isso, a expectativa é de melhora no fluxo de embarques, mesmo que demore alguns meses para que haja uma normalização de contratos e exportações.

PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 17% das exportações do setor no Brasil. Ocupa a 2ª posição no ranking, logo atrás do estado de Mato Grosso (17,3%).

Figura 1: Participações das exportações do agro por UF, janeiro a outubro de 2025.

“A projeção para 2026 depende muito do comportamento das principais cadeias produtivas. É algo que precisa ser analisado setor a setor, com base nas previsões específicas de cada safra.”, afirma Nabil.

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

SOBRE A APTA

A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA – SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA DA APTA/SAA:

Luíza Cardoso Costa – luiza.costa@sp.gov.br

A redução das emissões de metano entérico é um dos maiores desafios para a pecuária sustentável. Atento a essa demanda, o Instituto de Zootecnia (IZ–Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, desenvolveu e validou um sistema que simula as condições presentes no rúmen de bovinos para mensurar, de forma precisa e econômica, a produção de metano em condições controladas, sem a necessidade do uso de animais.

De acordo com o pesquisador do IZ Geraldo Balieiro Neto, o sistema permite comparar diferentes aditivos e dietas. “Avaliamos o sequestrador de hidrogênio desenvolvido pela MJ Nutrição Animal e este aditivo promoveu uma redução de até 40% nas emissões de metano em relação aos antimicrobianos tradicionalmente utilizados, como a virginiamicina e a monensina”, conta Balieiro. De acordo com ele, quando o produto foi associado a dietas com menor teor de fibra e fornecido aos animais, as reduções chegaram a 75%, evidenciando o potencial da tecnologia como estratégia eficiente para mitigar gases de efeito estufa na pecuária.

Para o especialista, a tecnologia validada permite mensurar de forma mais rápida, precisa e com menor custo os efeitos das dietas e aditivos sobre a fermentação ruminal, associando a produção de metano à formação de ácidos orgânicos, à digestibilidade dos nutrientes e ao desempenho animal. “Isso contribui diretamente para o desenvolvimento de estratégias eficazes de mitigação de gases de efeito estufa e para o avanço da pecuária de baixo carbono”, afirma.

Desenvolvido em parceria com a Embrapa Pecuária Sudeste, o sistema representa um importante avanço científico e tecnológico, consolidando o papel do IZ na geração de soluções voltadas à eficiência e à sustentabilidade da produção animal.

Sobre o sistema desenvolvido

O sistema de cultivo com fluxo contínuo utiliza o gás traçador SF₆ para mensurar a produção de metano em condições controladas. O equipamento e o protocolo operacional inovadores permitem a coleta contínua dos gases produzidos durante a fermentação ruminal, simulando o ambiente do rúmen com controle de pH, temperatura, agitação e fluxo de nutrientes.

Essa tecnologia possibilita a avaliação simultânea da fermentação, da emissão de metano, da produção de ácidos orgânicos e da digestibilidade dos alimentos testados, permitindo uma compreensão mais completa dos processos fermentativos e de seus impactos na eficiência alimentar.

Legenda: Marcos de Oliveira, beneficiário do Pró-Trator em sua propriedade em Gália(SP)

Programa que facilita acesso a máquinas e implementos recebeu R$140 milhões em aportes desde 2023

O Governo do Estado de São Paulo alcançou, neste início de dezembro, a marca de mil tratores adquiridos para a agricultura familiar por meio do Programa Pró-Trator, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). O programa oferece redução na taxa de juros para que pequenos e médios produtores possam adquirir máquinas e modernizar suas propriedades, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo custos no campo.

O investimento total destinado ao Pró-Trator já chega a mais de R$140 milhões, por meio da adesão dos produtores rurais e a demanda crescente por equipamentos que aumentam a produtividade no campo.

O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, afirmou que a marca de mil tratores representa um avanço significativo para o agro paulista. “Cada trator adquirido com apoio do governo de SP é mais um produtor com capacidade de preparar o solo, ampliar a lavoura e trabalhar com mais eficiência, reduzindo o esforço manual, aumentando a renda e prosperidade”, acrescenta.

Resultado no campo

Os primos Wellington Aragozo e Luiz Guilherme de Aragozo, produtores da região de Presidente Prudente, estão entre os agricultores beneficiados pelo Programa Pró-Trator. Com propriedades de 10 hectares cada, ambos enfrentavam um desafio que se tornou cada vez mais comum no campo, sobretudo entre agricultores familiares: a escassez de mão de obra. Segundo relatam, o acesso à linha de crédito permitiu renovar o maquinário, ampliar a autonomia e organizar melhor as rotinas de trabalho das duas famílias.

Wellington cultiva hortaliças, leite, silagem de milho e sorgo, já Luiz Guilherme trabalha com hortifruti, pecuária de leite e cana-de-açúcar. Nas duas propriedades, o impacto do financiamento foi imediato.

Legenda: Wellington Aragozo, beneficiário do Pró-Trator, em sua propriedade em Presidente Prudente, região oeste do estado.

Wellington conta que o trator adquirido transformou o dia a dia na lavoura. Para ele, o subsídio dos juros foi determinante para assumir o investimento sem comprometer o fluxo financeiro típico da agricultura familiar. O equipamento, equipado com concha, lâmina e outros acessórios, tornou o trabalho mais leve e eficiente, permitindo ampliar a área cultivada e melhorar o padrão da produção.

Luiz Guilherme reforça que a mecanização vem sendo essencial para manter a competitividade das pequenas propriedades. Segundo ele, o novo trator trouxe ganho de tempo nas operações de preparo de solo e manejo, resultando em colheitas mais organizadas e desempenho superior em relação aos anos anteriores.

Legenda: Luiz Guilherme destacou que a mecanização é fundamental para a produtividade do seu sítio de 10 hectares

“É uma facilidade muito grande e que faz toda a diferença para sair na frente com um maquinário bom”, afirma, destacando o impacto direto do programa na vida dos produtores paulistas.

Condições de acesso

O Pró-Trator foi recentemente reformulado e passou a contar com apoio das cooperativas de crédito conveniadas e oferecer condições especiais para produtores rurais adquirirem tratores nacionais de até 85 cavalos, com teto de financiamento subsidiado de até R$50 mil por beneficiário.

A subvenção do governo paulista cobre 50% da taxa SELIC vigente, limitada a até 8% ao ano, e com limite de R$50 mil por produtor, reduzindo significativamente o custo final da operação para o agricultor. Os financiamentos permitem ainda a aquisição de implementos compatíveis com o equipamento e seguem os prazos e garantias definidos pelas cooperativas de crédito, que ajustam o cronograma de pagamento conforme a capacidade financeira de cada produtor. As contratações permanecem abertas e podem ser realizadas nas Casas da Agricultura, onde as equipes técnicas orientam sobre documentação, elaboração do projeto e encaminhamento da proposta de financiamento.

Saiba mais em: https://agricultura.sp.gov.br/pro-trator-e-implementos

Recurso com juros a partir de 3% ao ano pode beneficiar mais de 100 produtores apenas na região de Atibaia e Jarinu

O Governo do Estado de São Paulo lançou, nesta sexta-feira (05), uma nova frente de apoio ao cultivo de morango, com a liberação de uma linha de crédito de R$3 milhões por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, voltada à modernização das estruturas produtivas para o cultivo da fruta. A iniciativa ainda permite investimento em estufas, túneis, sistemas de irrigação e mudas certificadas.

O crédito do FEAP contempla diferentes perfis de produtores. No caso de produtores pessoa física, a linha permite financiar até R$250 mil, enquanto produtores pessoa jurídica têm acesso a até R$500 mil. Associações e cooperativas podem solicitar até R$800 mil para implantação ou renovação de áreas de cultivo. Até 30% do valor contratado pode ser destinado ao custeio, permitindo a compra de insumos e o pagamento das despesas iniciais do ciclo produtivo. O prazo total de financiamento chega a 84 meses, com carência de até 12 meses, o que dá ao produtor tempo para estruturar o investimento antes de iniciar o reembolso.

O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, afirmou que o incentivo à fruticultura e mais especificamente ao cultivo do morango, desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento do interior. “Temos polos produtivos bem estruturados no estado, como é o caso de Atibaia e Jarinu. A fruticultura tem impacto transversal, porque além de ser um importante indutor do agroturismo na região, tem alta demanda por trabalhadores para a colheita, o que gera um ciclo de desenvolvimento que vai para além da porteira”, acrescenta.

O produtor Osvaldo Maziero, presidente da Associação dos Produtores de Morango e Hortifruti de Atibaia e Jarinu, avalia que a linha de crédito chega em um momento decisivo para o setor. Segundo ele, os produtores aguardavam há meses uma solução que aumentasse investimentos e atendesse às necessidades estruturais das propriedades. “É uma ajuda muito boa, que chega na hora certa, especialmente porque permite melhorar nossas estufas, ampliar irrigação e adquirir mudas certificadas, que é o que os produtores mais precisam para avançar no cultivo”, completou Maziero. 

Ele ainda lembrou que a cultura do morango tem demanda relevante por mão de obra e tem forte impacto econômico em polos tradicionais como Atibaia, Jarinu, Piedade e Monte Alegre do Sul. “O cultivo do morango tem muita demanda por mão de obra durante a colheita, o que movimenta muito a economia da região”. acrescentou.

Maziero também é figura central na tradicional Festa do Morango, evento que já soma mais de 40 edições e movimenta turismo e renda na região, mantendo viva uma das principais tradições agrícolas de Atibaia e Jarinu.

Laboratório da CATI reforça oferta de mudas e amplia produção de morango e banana

Para além do crédito, a Secretaria de Agricultura de SP também apoia a fruticultura por meio do Laboratório de Micropropagação da CATI, em Tietê. A unidade, que foi reformada recentemente, retomou a produção de mudas de banana das variedades Grande Naine, Prata-Anã e Maçã, após adaptar suas instalações, atualizar estufas e incorporar biorreatores de última geração que permitem ampliar a produção com menor custo de mão de obra. Segundo a chefe do serviço do laboratório, Laura Becker, a expectativa é alcançar até 120 mil mudas anuais.

Além das bananas, o laboratório mantém atuação consolidada na produção de mudas de matrizes de morango, iniciada em 2008 a partir de uma demanda da Associação dos Produtores de Morango e Hortifruti de Atibaia, Jarinu e Região. O processo envolve extração de meristemas, multiplicação in vitro e aclimatação ao longo de quase um ano até chegar aos viveiristas, que depois multiplicam as mudas e abastecem os produtores. Cada matriz pode gerar mais de 250 mudas, e as 15 mil matrizes produzidas este ano resultaram em cerca de 4 milhões de mudas de morango. O viveirista Denis Mingoti, de Jundiaí, destaca que o principal diferencial do material produzido pela CATI é a elevada sanidade, garantida pelo cultivo em ambiente controlado, o que dá maior segurança ao produtor.

Legenda: Matrizes de morangueiro em casa de vegetação do Laboratório de Micropropagação da CATI

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