Maria Rita Conde Simone desenvolvendo sua pesquisa
A preocupação com os impactos dos defensivos agrícolas sintéticos na saúde humana e no meio ambiente tem impulsionado a busca por alternativas mais sustentáveis. Entre elas estão os bioherbicidas, produtos de origem natural desenvolvidos para o controle de plantas daninhas. Nesse contexto, uma pesquisa de mestrado que está sendo desenvolvida no Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, avalia a segurança ambiental de um bioherbicida microbiano, investigando seus possíveis efeitos sobre organismos aquáticos.
O estudo é conduzido pela aluna do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca do IP (PPGIP) Maria Rita Conde Simone, no laboratório de Virologia, Biotecnologia e Cultivo Celular (LaViBaC) do Instituto, localizado na capital paulista, e avalia um herbicida natural desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), de Santa Catarina, à base do fungo Trichoderma koningiopsis. O projeto de pesquisa tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e a UFFS atua como instituição parceira do IP. O objetivo da pesquisa é identificar níveis seguros de uso do produto para sua futura comercialização, contribuindo para práticas agrícolas alinhadas aos princípios da economia circular.
Como a pesquisa está sendo realizada
Embora os herbicidas sejam aplicados diretamente nas lavouras, parte dessas substâncias pode alcançar rios, lagos e outros ambientes aquáticos por meio da chuva, da irrigação ou do escoamento do solo. Para verificar se o bioherbicida pode causar efeitos nesses ambientes, a pesquisa utiliza girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus), um organismo amplamente empregado em estudos de ecotoxicologia por responder de forma sensível a alterações na qualidade da água.
Os girinos são expostos a diferentes concentrações do produto diluído na água, simulando situações que podem ocorrer no ambiente natural após seu uso. Em seguida, são realizadas análises para verificar se o bioherbicida provoca alterações no metabolismo e na fisiologia dos animais.
Entre as avaliações realizadas estão a análise do fígado, órgão responsável por funções vitais, como a metabolização de substâncias, além de exames de sangue para verificar possíveis danos ao material genético. Também são observados indicadores do funcionamento do organismo, que ajudam a identificar possíveis alterações e sinais de estresse nos animais expostos. A pesquisa, que ainda está em desenvolvimento, contribui para avaliar a segurança do uso do bioherbicida, garantindo que alternativas de base natural possam ser utilizadas sem causar impactos negativos aos ecossistemas.
Vivência acadêmica no IP
De acordo com a mestranda do IP, a experiência acadêmica na instituição tem sido marcante. “Fazer a pós-graduação aqui no Instituto de Pesca está sendo maravilhoso. Eu tive muitas oportunidades, conheci diversos pesquisadores, fiz muitos amigos e aprendo sempre muito. E, claro, trabalhar com a minha orientadora, Cláudia Maris, é muito bom, nós nos apoiamos e estamos sempre evoluindo juntas na pesquisa. Então, o IP, para mim, se tornou uma segunda casa.”
Segundo a pesquisadora do Instituto e orientadora de Maria Rita, Cláudia Maris, “realizar este tipo de pesquisa é nossa contribuição para o desenvolvimento de bioinsumos microbianos seguros e um caminho para a Agricultura Limpa. Esta é uma das recomendações da Toxicologia do Século XXI. Ter a mestranda Maria Rita como discente e parceira neste trabalho é gratificante, pois enxergo nesta pós-graduanda maturidade, dedicação e um promissor futuro na pesquisa científica.”
Por Andressa Claudino
Instituto de Pesca
O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.
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Seção de Comunicação Científica
Gabriela Souza /Andressa Claudino
Cel.: (11) 94147-8525
ipcomunica@sp.gov.br
Um grupo formado por representantes de uma empresa francesa do setor agroindustrial realizou, nesta semana, uma série de visitas técnicas às unidades da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), com foco em pesquisa, inovação e nos desafios fitossanitários da agricultura brasileira. A missão contou com o apoio da Business France, braço comercial da Embaixada da França no Brasil, e articulação com o Consulado da França.
A agenda teve caráter técnico e exploratório e reuniu executivas da empresa francesa Incérès, especializada no desenvolvimento de bioinseticidas à base de óleos essenciais. O objetivo foi aprofundar o conhecimento sobre as principais culturas e pragas de interesse no Brasil, além de promover conexões com pesquisadores, instituições de pesquisa e atores do ecossistema de inovação do agro.
Segundo Inès Taurou, fundadora e diretora-presidente (CEO) da Incérès, o interesse da empresa pelo Brasil surgiu a partir de uma análise comparativa entre diferentes mercados. “Realizamos um estudo comparando tamanho de mercado e caminhos regulatórios em diferentes países. Após essa análise, ficou claro que o Brasil se destaca como um dos países mais rápidos e com melhor custo-benefício para o registro de biopesticidas”, afirma.
Ela explica que, embora a Europa seja o mercado mais conhecido pela empresa, o ambiente regulatório é bastante desafiador. “Na Europa, o processo de registro de um produto de biocontrole pode levar de cinco a oito anos. Para uma empresa jovem, isso é muito longo. Precisamos acessar mercados de forma mais ágil para garantir sustentabilidade no médio e longo prazo, e o Brasil aparece como um mercado estratégico”, destaca Inès.
Durante as visitas, o grupo esteve no Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico (IAC), em Jundiaí, para discutir o contexto produtivo e os programas de melhoramento genético em culturas como maracujá e uva; na APTA Regional de Piracicaba, com foco em cana-de-açúcar e soja; e participou de um encontro no Instituto Biológico (IB) e no espaço Planeta Inseto, reunindo pesquisadores da APTA e representantes do setor privado.
Para Judie Henry, diretora de Pesquisa, Desenvolvimento e Assuntos Regulatórios da Incérès, a receptividade das instituições brasileiras chamou a atenção do grupo. “Ao visitarmos os institutos de pesquisa no Brasil, percebemos uma grande abertura à inovação. Fomos muito bem recebidas e encontramos pesquisadores dispostos a compartilhar experiências e a discutir novas soluções. Existe um interesse real em testar inovação, não apenas no biocontrole, mas de forma mais ampla”, avalia.
A missão da empresa tem como principal objetivo compreender os problemas reais enfrentados no campo, identificar as principais pragas e avaliar oportunidades para o desenvolvimento futuro de soluções adaptadas à realidade da agricultura brasileira, sempre em parceria com instituições de pesquisa e atores locais.
Para Ana Eugênia de Carvalho Campos, coordenadora do Instituto Biológico, a visita reforça a relevância da cooperação internacional. “Para a APTA, é muito importante receber empresas brasileiras e estrangeiras com uma visão alinhada à nossa. Essa cooperação fortalece as pesquisas. Quando recebemos uma startup jovem, com apenas quatro anos, que já está próxima de registrar um produto na França e com um foco muito semelhante ao do Instituto Biológico, a troca de conhecimento é extremamente rica”, afirma.
A iniciativa reforça a importância da cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação no agro, aproximando pesquisadores brasileiros e empresas estrangeiras em torno de soluções sustentáveis para a produção agrícola.
SOBRE A APTA
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e APTA Regional.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA – SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA DA APTA/SAA
Luíza Cardoso Costa – luiza.costa@sp.gov.br
Gustavo Steffen de Almeida – gsalmeida@sp.gov.br
Legenda – Testes com consumidores são feitos em cabines com condições ambientais controladas (crédito: Antonio Carriero/Ital)
Pesquisas exploram percepções dos sentidos humanos para assegurar a aceitação de alimentos, bebidas, ingredientes e suplementos alimentares saudáveis e economicamente viáveis
Cupulate, farinha de cacto substituindo parte da farinha de trigo em cookie, panetone mais duradouro, nutritivo e sem conservantes e suplemento de ferro em pó solúvel em água saborosos para os consumidores. Esses são alguns exemplos de produtos bem sucedidos que passaram por testes sensoriais avançados no Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos (CCQA) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), sediado em Campinas e vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Aliás, produtos saudáveis, sustentáveis e inovadores são constantemente demandados pelas indústrias de alimentos, bebidas, ingredientes e embalagens preocupadas em suprir necessidades e desejos dos consumidores e da sociedade de forma economicamente viável. Além de contribuir para o avanço de desafios específicos do setor produtivo, a equipe do Laboratório de Referência em Análises Físicas e Sensoriais (Lafise) do CCQA possibilita maior independência e variedade da agroindústria brasileira ao atuar em projetos de pesquisa interinstitucionais focados em enriquecimento e suplementação nutricional, clean label e novos ingredientes a partir de matérias-primas nacionais.
“Empresas do setor têm direcionado seus esforços para tornar acessível à população, mais atenta e consciente, produtos diferenciados que agreguem nutrição, experiências sensoriais marcantes e práticas de produção transparentes. Temos atuado como um eixo de inovação ao oferecer análises sensoriais e estatísticas essenciais que permitem transformar tendências de consumo em soluções viáveis, além de conduzido projetos multidisciplinares que favorecem a diversidade e competitividade da produção brasileira”, ressalta a pesquisadora Rita de Cássia Ormenese, diretora do Lafise.
Em 18 cabines com condições ambientais controladas, sistema computadorizado e software específico de última geração para coleta e análise estatística de dados, pesquisadores, analistas e técnicos realizam estudos para investigar as percepções e preferências dos consumidores, tendo mais de duas mil pessoas cadastradas em seu Banco de Dados de Consumidores e um painel de avaliadores selecionados e treinados para testes discriminativos e descritivos. Os métodos de análise sensorial atendem diferentes áreas como desenvolvimento de produtos, marketing, controle de qualidade e em estudos de vida útil.
A equipe do Lafise atua ainda em planejamento experimental, análises estatísticas (cluster, mapa de preferência interno e componentes principais, entre outras) e capacitação do setor, como o curso presencial Técnicas de Análise Sensorial em Alimentos, que será oferecido em 4 e 5 de março, e o inédito workshop on-line Análise Sensorial na Prática: Histórias e Estratégias que Inspiram, programado para 9 de outubro – acompanhe a abertura de inscrições desse e outros eventos no site do Ital.
Mais nutrientes e melhor aceitação do consumidor
Se fermentado com microrganismos selecionados, o panetone pode ter maior tempo de vida útil, mantendo a maciez e com sabor e aroma mais atraentes, segundo pesquisa desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), envolvendo as pesquisadoras Aline Garcia, do CCQA, e Elizabeth Nabeshima, do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) do Ital.
Junto às pesquisadoras Maria Teresa Bertoldo Pacheco e Rita Ormenese, do CCQA, Aline e Elizabeth também contribuíram com o desenvolvimento de outro produto de panificação com formulação diferenciada em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Católica do Porto, de Portugal: cookie funcional enriquecido com farinha de xique-xique, espécie de cacto do semiárido considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (Panc). Os cookies desenvolvidos com 50% de farinha de xique-xique foram bem aceitos pelos consumidores e apresentaram mais minerais, proteínas, fibras e amido resistente em relação aos que contêm somente farinha de trigo.
A pesquisadora Aline Garcia participou ainda da busca por uma maior aceitação dos consumidores ao “chocolate” obtido a partir do cupuaçu, produto agrícola atraente para o mercado externo. Na pesquisa feita em conjunto com a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram constatadas mais características sensoriais positivas em barras de cupulate com maior porcentagem de polpa, fator importante para a formação de compostos aromáticos.
Outro empenho do corpo técnico do Ital levou ao desenvolvimento de suplemento de ferro em pó saborizado solúvel em água como alternativa a pílulas, gotas e xaropes, visando o bom funcionamento do organismo de mulheres com deficiência desse mineral. Esse novo produto, mais aceito pelas consumidoras no sabor tangerina, foi fruto da dissertação de mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos do Ital de autoria da bioquímica Heidy Lorena Ferrari Audiverth, com orientação e co-orientação das pesquisadoras Maria Teresa e Rita, respectivamente. O bem-sucedido trabalho foi publicado no renomado Journal of Sensory Studies.
Sobre o Ital
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é uma instituição líder em ciência aplicada na América Latina. Desde 1963, desempenha um papel central na inovação das áreas de ingredientes, alimentos, bebidas e embalagens.
Com sede em Campinas/SP, o Ital oferece suporte ao setor produtivo por meio de pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e processos, análises laboratoriais, assistência técnica especializada, capacitação profissional e difusão do conhecimento.
Certificado na ISO 9001 com parte dos ensaios acreditados na ISO/IEC 17025, o Instituto é credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e congrega dezenas de laboratórios e plantas-piloto distribuídos em centros especializados em carnes, laticínios, bactérias lácticas, cereais, confeitos, chocolates, frutas, hortaliças, ciência e qualidade de alimentos, além de sistemas de embalagem.
Para mais informações, visite o site oficial: www.ital.agricultura.sp.gov.br
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Jaqueline Harumi – MTb 59.960/SP
Núcleo de Comunicação Científica do Ital
(19) 3743-1757 | jaqueline.harumi@sp.gov.br
Em um cenário de estiagens cada vez mais intensas e frequentes, o solo assume papel estratégico na sustentabilidade da cultura da soja. Para aprofundar esse debate, a APTA Regional de Piracicaba, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realiza o Dia de Campo da Cultura da Soja, voltado a produtores, pesquisadores e profissionais da cadeia produtiva. O evento técnico-científico ocorrerá no dia 6 de fevereiro, das 08h às 12h, na sede da instituição, localizada na Rua Alberto Coral, 1500 – Vila Fátima, Piracicaba/SP.
O pesquisador científico André César Vitti, da APTA Regional de Piracicaba, apresentará resultados do projeto de pesquisa em andamento “Diferentes tipos de solos e seus efeitos comparativos na produtividade de grãos da cultura da soja”, desenvolvido por Leonardo José Vitti durante sua iniciação científica na unidade. Será mostrado como tipos de solos podem influenciar na produtividade da soja devido às suas características químicas e físicas, propiciando um manejo adequado para a cultura da soja. Com isso, obtém-se um maior aprofundamento do sistema radicular da soja, contribuindo para mitigar os efeitos da deficiência hídrica. Uma oportunidade estratégica para quem busca inovação, sustentabilidade e eficiência no manejo da soja.
A programação do evento inclui palestra técnica e atividade de campo e será coordenado por André César e organizado pela diretora da APTA Regional de Piracicaba, Mônica Sartori de Camargo, e por Leonardo, hoje mestrando do Instituto Agronômico (IAC-APTA).
Mônica explica que o dia de campo irá contribuir para que o produtor conheça melhor os diferentes tipos de solo e as propriedades físico-químicas que afetam o sistema solo-planta. “Principalmente, em relação à formação do sistema radicular da soja e à capacidade de mitigação da deficiência hídrica climática”, destaca.
“Ainda mostraremos outros fatores extremamente importantes e influentes no potencial produtivo da cultura da soja, que devem ser levados em conta nos planejamentos agronômicos e manejo da cultura. Já que em sua maioria são fundamentados no potencial produtivo do solo, exclusivamente do teor da argila do solo”, ressalta Mônica.
O Dia de Campo está vinculado ao projeto “Manejo da cultura da soja em áreas de rotação da cana”, desenvolvido desde 2022 em parceria com a Coplacana, e ao projeto de iniciação científica de Leonardo, orientado pelo pesquisador André César.
O evento conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

APTA Regional
A APTA Regional é uma Instituição de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (ICTESP), vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Com 18 Unidades Regionais de Pesquisa e Desenvolvimento, atua em áreas como agronomia, zootecnia, pesca continental, sanidade vegetal e animal, agregação de valor em produtos agropecuários, sistemas integrados de produção e segurança alimentar. Considerada o maior hub descentralizado de pesquisa agropecuária do Estado, a APTA Regional oferece soluções tecnológicas aplicadas, adaptadas às realidades locais e regionais, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas e para uma agricultura mais sustentável e competitiva.
Por
Lisley Silvério (MTb. 26.194)
Apta Regional /Apta/ SAA
Seção de Comunicação Científica
Assessora de Imprensa e Comunicação Institucional

Eles tiveram a maior nota já alcançada em todas as edições da competição estadual, com 91,10 pontos, o café foi classificado de extraordinário
Os produtores rurais, Ozico Pereira (72) e Pedrina Pereira (70), do município de Barra do Turvo, no interior paulista, fizeram história no 24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo. O casal de agricultores, que estão juntos há 50 anos, obteve a maior nota já alcançada em todas as edições da competição, com a incrível marca de 91,10 pontos (pts), na categoria cereja descascado.
Só para se ter uma ideia, até então, a maior pontuação já alcançada foi em 2022, com 90,3 pts. “O café gourmet é de 80 a 85 pontos, enquanto, o especial de 85 a 90 pts. Até então, não existia uma nota acima disso. De quatro anos para cá, agora, os cafés que atingem acima desta pontuação são classificados de extraordinário”, explicou o especialista agropecuário da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Rogério Sakai.
Para a produtora Pedrina Pereira, que vem da agricultura familiar e cresceu vendo o pai cultivando café, a simplicidade na produção pode resultar em uma safra bem valorizada. “As mudas de café foram plantadas e para roçar, eu utilizei a roçadeira, depois, realizei apenas duas capinadas. Não precisou de adubo, não precisou de nada”, explicou Pedrina Pereira.
Em uma área rural de 6 mil metros quadrados, com uma produção de cerca de 4 mil pés de área plantada de café. A safra da amostra vencedora foi cultivada, há cinco anos, em um sistema agroflorestal. “Nós sofremos muito para chegar até aqui, mas agora estamos colhendo os frutos. Ficamos muito felizes pela conquista deste prêmio”, celebrou Pedrina.
A participação do casal no concurso foi feita de forma experimental, apenas para conhecer o funcionamento da competição. “O prêmio foi uma surpresa, pois, eu nunca pensei que poderíamos ganhar e isso foi importante, porque com o reconhecimento, aumentaram os meus clientes e as vendas de café. Também foi uma honra representar o nosso município”, ressaltou Ozico Pereira.

A CATI possui um projeto em conjunto com a prefeitura de Barra do Turvo, desde 2012 para promover o cultivo do café arábica. “Desde então, nós temos dado apoio junto à prefeitura e aos produtores, nessa parceria, de incentivar a produção na região. Isso trouxe resultados como as premiações nos concursos de café dos anos anteriores e desse último ano”, destacou Rogério Sakai.
Para a presidente da Associação do Café e Cultura de Barra do Turvo, Juliana Cordeiro, o segredo do sucesso que fez do município ser uma referência nos últimos Concurso do Café é a dedicação exclusiva, principalmente, para uma variedade. “Como somos pequenos produtores, a primeira coisa em destaque é a quantidade. Então, nós conseguimos realmente dar uma atenção especial a esse tipo de café, colhendo ele somente em cereja e tendo um trabalho de secagem, tudo realmente com mais calma e isso resultou nesse café extraordinário”, frisou a presidente.
Confira mais detalhes:
Melhores cafés do Estado
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza há mais de 20 anos o Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo e na edição de 2025 premiou os 50 melhores cafés paulistas em várias categorias. O evento reúne cafeicultores de diversas regiões, pesquisadores, lideranças do setor, representantes de cooperativas e autoridades, reforçando o protagonismo paulista na produção de cafés de alta qualidade.
Saiba mais sobre o concurso e conheça os melhores cafés do Estado
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) participa, nos Estados Unidos, da etapa de St. Louis do “ARISE: Agri-Tech for Resilience, Innovation & Sustainable Ecosystems”, um programa internacional estruturado em três fases: Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. O objetivo é promover a cooperação entre ecossistemas de inovação e construir, de forma conjunta, um programa internacional de desenvolvimento tecnológico e fomento a startups no setor agroalimentar.
A iniciativa reúne representantes de instituições de pesquisa, governos, hubs de inovação, empresas, investidores e organizações de apoio ao empreendedorismo de países da América Latina, Estados Unidos e Reino Unido. O foco está na articulação entre ciência, inovação, políticas públicas e mercado, com ênfase em temas como inteligência artificial, biotecnologia, dados, sensores, sustentabilidade e sistemas alimentares resilientes.
A primeira etapa do programa foi realizada no Brasil, em São Paulo, e teve como objetivo inicial mapear competências, desafios e oportunidades nos diferentes países participantes. A etapa atual, em St. Louis, aprofunda essas discussões, promovendo encontros técnicos, visitas a ecossistemas de inovação e articulações institucionais. A etapa final ocorrerá em Cambridge, no Reino Unido, onde será consolidado o desenho do programa, com definição de modelos de cooperação, governança e ações concretas.
A APTA está representada no programa pelo diretor da instituição, Carlos Nabil, e pelo head de inovação, Sérgio Tutui. A participação da entidade ocorre tanto no âmbito da construção de um arranjo multilateral, envolvendo diferentes países e organizações, quanto no fortalecimento de relações bilaterais, com foco na criação de oportunidades específicas de cooperação entre institutos de pesquisa, startups e ambientes de inovação.
Além da articulação institucional, o programa abre espaço para a identificação de ações concretas, como intercâmbio de pesquisadores e startups, desenvolvimento de projetos conjuntos, acesso a infraestruturas de pesquisa e aproximação com investidores e empresas de base tecnológica. Essas conexões ampliam as possibilidades de inserção dos institutos paulistas em iniciativas internacionais e fortalecem a atuação da pesquisa pública em agendas globais estratégicas.
A participação da APTA no ARISE reforça o papel da pesquisa agropecuária paulista na construção de soluções colaborativas para os desafios da agricultura contemporânea, é o que afirma Tutui. “Essa é uma contribuição ativa para o desenvolvimento de parcerias internacionais, para a inovação tecnológica e para a consolidação de São Paulo como um polo relevante nos debates globais sobre ciência, tecnologia e sustentabilidade no agro”.

SOBRE A APTA
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA – SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA DA APTA/SAA:
Luíza Cardoso Costa – luiza.costa@sp.gov.br
Gustavo Steffen de Almeida – gsalmeida@sp.gov.br
Com foco na aptidão para corte, os primeiros animais do novo rebanho já estão sendo integrados à Fazenda Ataliba Leonel, unidade da CATI Sementes e Mudas
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) paulista lançou, recentemente, um programa que visa disponibilizar genética de ponta aos criadores de bovinos da raça Guzerá. Os primeiros animais serão selecionados em uma unidade da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) localizada no município de Manduri, a Fazenda do Estado Ataliba Leonel.
“O Guzerá é uma raça que fala por números. Mesmo com um efetivo menor que outras raças zebuínas, apresenta desempenho destacado em provas de ganho de peso, eficiência produtiva e consistência genética ao longo das gerações. Quando a SAA estrutura um programa como esse, ela transforma resultados técnicos em política pública, fazendo com que a genética comprovada chegue efetivamente à ponta, viabilizando que os produtores paulistas ganhem mais uma opção consistente para o melhoramento genético de seus rebanhos”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
Em parceria com a Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil (ACGB), os primeiros bovinos da raça chegaram à divisão produtiva da CATI Sementes e Mudas no final do ano de 2025. “Assim como acontece no trabalho com o Nelore Mocho, a demanda pelo melhoramento do Guzerá veio de criadores. Nosso foco será as características morfológicas e de rendimento para corte, sem perder a essência no leite, por ser uma raça com boa habilidade materna. O produtor merece um animal de qualidade”, explica o chefe da Divisão de Produção Ataliba Leonel, Braz Costa de Oliveira Junior.
O diretor da CATI, Ricardo Pereira, ressalta a importância estratégica dessa escolha para a pecuária estadual: “Optamos pelo Nelore e pelo Guzerá por serem zebuínos com presença expressiva no território paulista. Nosso objetivo é melhorar esse rebanho como um todo, democratizando e popularizando o uso de touros puros de origem. Queremos que os pequenos e médios produtores tenham acesso à mesma excelência genética dos grandes criadores”.
Ainda de acordo com Pereira, toda a rede da CATI está à disposição para orientar o setor. “Os produtores interessados podem procurar as Casas da Agricultura e nossos técnicos regionais. Estamos prontos para orientar sobre como escolher a melhor genética e como acessar esses materiais que a Secretaria disponibiliza”, destaca o diretor.
“Nosso propósito também é o de levar esse animal para uma pecuária sustentável, ser criado em ambientes com pastagens recuperadas, e em sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, complementa Oliveira Junior.
O Programa Guzerá SP se encontra em fase de arrebanhamento, para ampliação do pool genético e formação de uma base sólida de matrizes e reprodutores, antes de dar início à seleção propriamente dita.

Sobre a raça Guzerá
Um dos primeiros zebuínos a ter entrado no Brasil, seu nome se deve ao porto indiano de Guzerat, localizado na região oeste da Índia, de onde eram inicialmente embarcados.
Em seu país de origem é chamado de Kankrej e apresenta aptidão para leite e tração, já que, por ser um animal sagrado na cultura hindu, o consumo de sua carne é vetado. No Brasil, a raça seguiu um caminho diferente e é criada mais com finalidade de corte.
Com mais de 13 mil academias, Estado concentra 25% do mercado fitness nacional e se destaca como um dos maiores produtores de alimentos estratégicos para a nutrição esportiva
São Paulo é reconhecida como a capital brasileira do fitness, com a maior concentração de academias do País. O que muitos praticantes de atividade física nem sempre percebem é que, por trás de treinos intensos e dietas rigorosas, está um dos principais sistemas de produção agropecuária do Brasil. É no campo paulista, que grande parte dos alimentos que sustentam a rotina de quem busca desempenho, saúde e qualidade de vida são produzidos.
A força do mercado fitness no Estado acompanha esse cenário. São mais de 13 mil academias em funcionamento, cerca de 25% do total nacional, que atendem um público cada vez mais exigente. “São diversos os modelos de negócios de academias paulistanas, que acompanham as demandas de um dos mercados mais exigentes de todo o país”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Academias Brasil, Ailton Mendes.
Nesse contexto, o agronegócio paulista se consolida como protagonista ao liderar a produção de diversos alimentos essenciais à prática esportiva. Itens como carne de frango (1,9 milhão de toneladas), ovos (16,7 bilhões de unidades), amendoim (628 mil t) batata-doce (140 mil t), banana (970 mil t) e alface (220 mil t), por exemplo, estão entre as principais culturas do estado, segundo balanço do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
Para que os alunos possam chegar ao resultado esperado, seja no ganho de massa muscular ou na perda de peso, a ingestão de macronutrientes é tão essencial quanto os trabalhos de força. “Alimentos de fontes proteicas, como frango, ovos, leite e seus derivados devem estar sempre presentes na dieta de praticantes de atividade física, principalmente nas refeições pós-treino. Enquanto, os carboidratos, como arroz, batata-doce e mandioca, por exemplo, fornecem energia durante o exercício e ajudam na reposição energética no pós-treino. Portanto, devem ser consumidos antes e depois das atividades”, explicou a nutricionista da Diretoria de Segurança Alimentar da SAA, Sizele Rodrigues.
Apesar de serem necessários em doses mínimas, os micronutrientes não podem ficar de fora. “Não menos importantes, as vitaminas e minerais encontrados em grandes quantidades nas frutas, verduras e legumes, devem estar presentes na dieta de qualquer indivíduo, especialmente dos praticantes de atividade física, pois participam de diversas etapas metabólicas, favorecendo assim o bom funcionamento do organismo”, comenta Sizele.
O crescimento do consumo de alimentos high protein amplia a demanda por produtos com qualidade e segurança. Diante desse cenário, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), um dos sete institutos de pesquisa da Secretaria, atua, por exemplo, na aplicação de proteína do soro do leite (whey protein) em formulações que asseguram textura, sabor e aparência adequados.
São Paulo também é um dos principais produtores de café do País e o pesquisador do IEA, Celso Vegro, menciona os benefícios do uso na prática esportiva. “São largamente conhecidos os efeitos estimulantes da cafeína, por sua capacidade tanto de manter o estado de alerta como de reduzir a fadiga. Sua ação se dá a partir do bloqueio de neurotransmissores responsáveis pela sensação de sono. Recentemente, a cafeína passou a ser sistematicamente empregada também na melhora do desempenho físico humano em atividades aeróbicas”, reforçou o pesquisador.
Alimentos Fitness nas redes supermercadistas
O consumo de amendoim em pasta, muito popular, principalmente, nos Estados Unidos, vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro. O produto se expandiu nas lojas especializadas, tornando-se facilmente encontrado nas gôndolas das redes supermercadistas.
“O amendoim tem aumentado a participação no contexto fitness, pois é reconhecido como um aliado de alto valor nutricional, rico em proteínas, gorduras boas e energia, ideal para quem busca ganho de massa muscular e melhor desempenho nos treinos. O setor entrega esse amendoim de alta qualidade ao consumidor”, destacou o presidente da Câmara Setorial do Amendoim, José Rossato.
Durante a 3ª Semana Brasileira do Amendoim, realizada em setembro do ano passado, foram promovidas ações em estúdios de academia de Brasília e São Paulo para mostrar os benefícios nutricionais e evidenciar a qualidade certificada por meio do programa Pró-Amendoim, que conta com a parceria do Ital. Criado pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), há 25 anos, o selo Pró-Amendoim é a garantia da qualidade do produto oferecido ao consumidor.
“O amendoim, em suas várias formas (pasta, torrado, natural), pode ser um excelente parceiro na hora do seu exercício. Ele é versátil, energético e tem excelente custo-benefício. Consumindo esse produto tão conhecido da cultura alimentar brasileira, você une satisfação do paladar a bem estar físico”, destacou o presidente-executivo da Abicab, Jaime Recena.
Legenda: Curso Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos está entre os mais bem avaliados em 2025 (crédito: Antonio Carriero/Ital)
Índices de 96,6% e 96,9% foram obtidos a partir da avaliação de 439 clientes e 686 profissionais capacitados durante o ano
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, disponibilizou nesta quinta-feira (29) o resultado de sua Pesquisa de Satisfação de Cliente Externo 2025, que atingiu o índice de 96,6%, o maior registrado desde o início desse levantamento anual realizado desde 2014. A satisfação entre participantes dos 38 eventos do calendário 2025 também foi recorde, com índice de 96,9%.
A satisfação de clientes levou em consideração 439 formulários respondidos entre 15 de outubro e 23 de janeiro por representantes de empresas de diferentes portes que contrataram análises, ensaios, cursos e treinamentos fechados, serviços em planta-piloto e projetos, receberam consultoria e informação tecnológica ou adquiriram publicações. Já a satisfação com eventos levou em consideração a opinião de 686 participantes.
Dos clientes entrevistados, 69% mantêm relacionamento com o Ital há mais de três anos. Além disso, o Instituto foi contratado mais de cinco vezes em 2025 por 24,6% dos respondentes e entre duas e quatro vezes por outros 46,8%, demonstrando a confiança no trabalho realizado. Não à toa, credibilidade, segurança e prestígio público foram os principais destaques dentre os 19 itens avaliados. Entre os 13 itens que atingiram percentuais melhores do que os registrados na pesquisa de 2024, destacaram-se a predisposição ao atendimento e a disponibilidade para informações.
“Esses resultados são frutos da dedicação da equipe que compreende cada vez mais a importância do trabalho do Ital para sociedade e está em constante desenvolvimento para atendimento das demandas”, ressalta Cinthia Ronchesel Leite, responsável pela Gestão da Qualidade do Ital. “Por sermos instituição pública de pesquisa, estamos orgulhosos de oferecer soluções de alto impacto para o setor produtivo, o governo e a sociedade. Mais do que buscar a excelência, temos apostado cada vez mais no trabalho colaborativo e na criatividade para não deixarmos de inovar em nossos serviços e eventos”, complementa a coordenadora do Ital, Eloísa Garcia, lembrando que já está disponível o calendário de eventos 2026.
Sobre o Ital
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é uma instituição líder em ciência aplicada na América Latina. Desde 1963, desempenha um papel central na inovação das áreas de alimentos, bebidas, ingredientes e embalagem.
Com sede em Campinas/SP, o Ital oferece suporte ao setor produtivo por meio de pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e processos, análises laboratoriais, assistência técnica especializada, capacitação profissional e difusão do conhecimento.
Certificado na ISO 9001 com parte dos ensaios acreditados na ISO/IEC 17025, o Instituto é credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e congrega dezenas de laboratórios e plantas-piloto distribuídos em centros especializados em carnes, laticínios, bactérias lácticas, cereais, confeitos, chocolates, frutas, hortaliças, ciência e qualidade de alimentos, além de embalagens.
Para mais informações, visite o site oficial: www.ital.agricultura.sp.gov.br
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Jaqueline Harumi – MTb 59.960/SP
Núcleo de Comunicação Científica do Ital
(19) 3743-1757 | jaqueline.harumi@sp.gov.br
Pesquisadores atuando no projeto
O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve, há mais de uma década, pesquisas voltadas ao uso de tanques-rede de grande volume na piscicultura continental, com ênfase na qualidade da água e na produção de tilápias.
Os estudos são realizados desde 2017 pela Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental do IP, localizada em São José do Rio Preto (SP), em parceria com a empresa Fisher Piscicultura Água Vermelha. Os experimentos ocorrem em tanques-rede de grande volume instalados na área aquícola da empresa, no reservatório de Água Vermelha, enquanto as análises dos parâmetros ambientais e produtivos são realizadas na unidade do Instituto.
Cultivo em tanques-rede
Os tanques-rede de grande volume são estruturas flutuantes, geralmente confeccionadas com materiais resistentes, como duralumínio e telas de aço inox, utilizadas para o cultivo intensivo de peixes em escala comercial. Podem ser instalados em reservatórios de usinas hidrelétricas, lagos e outros corpos hídricos com grande volume e circulação de água.
Entre as principais vantagens do sistema destacam-se a alta produtividade, o melhor aproveitamento do fluxo natural da água, a facilidade de manejo e despesca, além da redução de impactos ambientais. O sistema também permite flexibilidade operacional e cultivo escalonado ao longo do ano.
A área monitorada pelo IP é composta por mais de 70 tanques-rede de 450 m³, povoados com aproximadamente 2,1 milhões de tilápias. As coletas de dados ocorrem mensalmente na área aquícola, em três pontos estratégicos: 300 metros a montante, no centro da área de cultivo, e 300 metros a jusante dos tanques-rede.
São avaliados parâmetros como temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH, turbidez, condutividade elétrica e transparência, além de nutrientes e compostos nitrogenados, como fósforo total, nitrito, nitrato e amônia, analisados em laboratório também no IP.
Os resultados indicaram que os valores de qualidade da água permaneceram dentro de faixas consideradas adequadas para a piscicultura (CONAMA nº 375/2005 e 413/2009), com variações naturais associadas às estações do ano e ao nível do reservatório. De modo geral, não são observadas diferenças expressivas entre os pontos de coleta, possivelmente devido à influência das correntes naturais do reservatório, que favorecem a dispersão e a renovação da água.
De acordo com a pesquisadora do IP e responsável pelo estudo, Daniela Castellani, “as pesquisas conduzidas pelo Instituto de Pesca reforçam o papel da ciência aplicada no fortalecimento da aquicultura nacional, promovendo inovação, sustentabilidade e competitividade no setor. Em 2026 será iniciado um novo projeto também com tanques-rede de grande volume no Reservatório de Itaipu, ampliando ainda mais a pesquisa nessa área”.
Instituto de Pesca
O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.
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