Mesmo transformadas ao longo do tempo, as cidades mantêm no nome as marcas da força do agro paulista
O estado de São Paulo possui municípios com nomes que remetem ao universo agrícola, como frutas, plantações e elementos ligados ao campo. Isso porque a formação e o desenvolvimento de muitas cidades paulistas passaram diretamente pela atividade agrícola, que impulsionou a ocupação do território e a economia regional ao longo da história do estado. Em alguns casos, a origem do nome está relacionada aos cultivos predominantes durante a criação de cidades. Em outros, a associação virou apenas uma curiosidade histórica.
A relação, porém, ajuda a retratar a força e a diversidade do agro paulista, considerado o mais diversificado em produção e exportação do país. Em 2025, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) paulista foi estimado em mais de R$174,6 bilhões, refletindo a presença de cadeias produtivas que vão da cana-de-açúcar e da laranja até frutas, café, amendoim, carnes e hortaliças.
Segundo a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a mudança do perfil produtivo dessas cidades ao longo do tempo mostra a capacidade de adaptação do agro paulista, que incorporou novas culturas, tecnologias e mercados sem perder sua ligação histórica com o campo.
“O fato de um município chamado ‘Cafelândia’ hoje produzir cana ou olericultura não é apenas uma curiosidade histórica, mas o resultado de décadas de assistência técnica e do trabalho de extensão rural, que ajudaram o produtor a diversificar seus cultivos e buscar maior rentabilidade. O nome da cidade preserva a memória, mas a atuação da extensão rural no campo garante que o agricultor continue sendo produtivo, independentemente da cultura que ele cultiva hoje”, observa Ricardo Pereira, diretor da CATI.
Bananal
Parece óbvio associar o nome do município de Bananal à banana ou mesmo a um bananal, termo utilizado para designar uma plantação de bananeiras. No entanto, o nome da cidade deriva da palavra indígena “Banani”, que significa rio sinuoso em tupi-guarani. No município, não existe plantio comercial de banana, pois as áreas de cultivo são muito pequenas. Lá, o que predomina é a produção de leite. Mesmo sem uma relação direta com a fruta em seu nome, o município está localizado no Vale do Paraíba, segunda maior região produtora de banana do estado de São Paulo.
Batatais
Existem algumas versões históricas para o significado do nome Batatais. A mais aceita é baseada em relatos da época colonial, que associam o nome à atividade agrícola exercida pelos índios caiapós, habitantes naturais da região. Segundo consta, os primeiros bandeirantes teriam encontrado extensas plantações de batata-doce durante a busca por ouro, o que teria dado origem ao nome Batatais. Hoje, não há mais produção relevante de batata-doce. Atualmente, predomina o cultivo de cana-de-açúcar, em cerca de 50 mil hectares de um município com área total de 83 mil hectares.
Cafelândia
O nome do município de Cafelândia origina-se da intensa produção cafeeira na região durante sua fundação, no início do século XX. A denominação significa literalmente “Terra do Café”. Cafelândia iniciou sua trajetória agrícola com a cultura do café arábica e, ainda hoje, mantém áreas dedicadas à produção cafeeira, embora em menor escala, com cerca de 220 hectares cultivados. Atualmente, a cultura da cana-de-açúcar ocupa a maior parte da atividade agrícola do município, seguida pela pecuária de corte, café e olericultura.
Canas
O município de Canas recebeu esse nome em referência à antiga Fazenda das Canas, área utilizada no assentamento de imigrantes italianos destinada ao cultivo de cana-de-açúcar no Vale do Paraíba. Embora a cultura tenha feito parte da origem econômica e histórica da cidade, deixando marcas até hoje, não há mais produção relevante. Atualmente, o município tem como principais atividades a produção de arroz e leite.
Jaboticabal
O nome de Jaboticabal tem origem na grande quantidade de jabuticabeiras existentes na região à época de sua ocupação, no início do século XIX. O termo “jaboticabal” é utilizado para designar um local com muitas árvores da fruta, assim como “canavial” se refere a áreas de cultivo de cana-de-açúcar. Hoje, existem jabuticabeiras principalmente em praças e quintais. Atualmente, as principais culturas agrícolas do município são a cana-de-açúcar e o amendoim.
Laranjal Paulista
O nome do município de Laranjal Paulista está ligado à rota de tropeiros que seguiam rumo a Sorocaba no início do século XVII. Durante as viagens, eles costumavam descansar às margens de um ribeirão cercado por laranjeiras, que passou a ser conhecido como ribeirão dos laranjais, originando o nome da cidade. Embora nunca tenha havido produção comercial expressiva da fruta no município, Laranjal Paulista está localizado na região sorocabana, atualmente líder na produção paulista de laranja destinada tanto ao consumo in natura quanto à indústria, com 76,8 milhões de caixas de 40,8 quilos.
Limeira
Uma das versões históricas associa o nome do município de Limeira à presença marcante de árvores cítricas, conhecidas como limeiras, que produzem limas, frutas semelhantes ao limão. Essas árvores cresciam no local onde tropeiros e bandeirantes faziam pouso no século XVIII. O município possui importância histórica e estratégica para a citricultura paulista e brasileira. Até a década de 1960, Limeira foi conhecida como “Capital da Laranja” e, atualmente, carrega o título de “Berço da Citricultura Nacional”.
Palmital
Palmital leva esse nome devido à abundância de palmeiras da espécie Euterpe edulis (palmiteiro) encontradas na região durante sua colonização, por volta de 1886. A área era conhecida pela presença do palmito-juçara, espécie típica da Mata Atlântica. Atualmente, o município não possui protagonismo na produção de palmito.
Pitangueiras
O município de Pitangueiras recebeu esse nome devido à grande quantidade de pitangueiras encontradas na região durante a época de sua fundação, entre 1858 e 1881. Hoje, não existem mais plantios relevantes da fruta na cidade, onde atualmente predomina o cultivo de cana-de-açúcar.
Vinhedo
O nome do município de Vinhedo tem origem na forte presença de plantações de uva na região durante o processo de colonização e desenvolvimento agrícola da cidade, a partir do século XVII. O termo “vinhedo” significa justamente uma área cultivada com videiras destinadas à produção de uvas. Atualmente, a produção da fruta no município é quase inexistente, embora a cidade esteja localizada na região de Campinas, segunda maior produtora de uva de mesa do estado de São Paulo, com 40,1 milhões de quilos.
O dia 18 de maio marca o Dia Nacional dos Museus no Brasil, data que destaca a importância desses espaços na preservação da memória, da cultura e da ciência. No Instituto Biológico (IB-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o público encontra a exposição permanente Planeta Inseto, considerada o único zoológico de insetos do Brasil.
O espaço possui autorização oficial para criação, manejo e exposição de insetos, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.
Voltada principalmente para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos, a exposição recebe visitantes de todas as idades e proporciona uma experiência educativa, interativa e divertida. Durante a visita, o público é acompanhado por monitores treinados e tem a oportunidade de manusear alguns insetos, como o bicho-pau e os besouros tenébrios, além de observar formigas em plena atividade e acompanhar as lagartas do bicho-da-seda produzindo seus fios.
Um dos grandes diferenciais do Planeta Inseto é sua proposta lúdica e imersiva. No Jardim dos Insetos, os visitantes encontram cenários com flores gigantes, animais virtuais e reprodução de sons de diferentes espécies, criando uma experiência sensorial que aproxima o público do fascinante universo dos insetos.
A proposta expográfica reforça o compromisso do Instituto Biológico em oferecer um espaço dinâmico de educação científica e ambiental. Mais do que apresentar curiosidades sobre os insetos, a exposição busca conscientizar a população sobre a importância desses organismos para o equilíbrio ambiental, a agricultura e a biodiversidade, consolidando o Instituto Biológico como referência em pesquisa, preservação ambiental e divulgação científica.
Serviço
Museu do Instituto Biológico – Planeta Inseto
Local: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 16h, sem necessidade de agendamento.
Mais informações: comunicacao@biologico.sp.gov.br



Cooperativas vêm ampliando a participação da agricultura familiar paulista nas compras públicas de alimentos. Pelo PPAIS, produtores organizados conseguem ampliar mercado, gerar renda no campo e fortalecer o abastecimento de instituições públicas.
Por meio de avanços no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), SP saiu de R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar em 2023 para R$ 53,8 milhões em 2025; apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o programa já soma R$ 36,8 milhões comercializados
Desde 2023, o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) movimentou mais de R$ 128 milhões em compras públicas de alimentos produzidos por agricultores familiares e cooperativas de todo o estado de São Paulo. O programa é um dos principais instrumentos de apoio financeiro à produção rural paulista, garantindo mercado para o agricultor familiar, que produz, comercializa e abastece equipamentos públicos por meio das compras institucionais.
Coordenado pela Fundação Itesp, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o PPAIS conecta a produção da agricultura familiar às compras públicas estaduais, garantindo mercado, previsibilidade de renda e fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Os alimentos adquiridos abastecem escolas, universidades, hospitais e unidades prisionais, promovendo segurança alimentar e incentivando a produção paulista.
Os números mostram o crescimento acelerado do programa nos últimos anos. Em 2023, o PPAIS movimentou R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar. Em 2024, o valor subiu para R$ 20,4 milhões. Já em 2025, o programa bateu recorde e alcançou R$ 53,8 milhões comercializados. Em 2026, apenas até abril, o volume já supera R$ 36,8 milhões, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando a participação de cooperativas e produtores rurais no abastecimento das instituições públicas estaduais.
Os número são resultado de uma série de mudanças promovidas pelo governo paulista, como o aumento do limite de venda por produtor e/ou cooperativa de R$52 mil anuais para R$104 mil anuais, do aumento do número de produtos adquiríveis pelo estado – com a inclusão, por exemplo, do café – e os mutirões de emissão da DCOMP (Declaração de Conformidade ao Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social), realizados pelo Itesp para habilitar produtores e cooperativas junto ao programa.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que os números reforçam o compromisso do governo paulista com a agricultura familiar e com entregas concretas. “São mais de R$ 128 milhões movimentados pelo PPAIS desde 2023, levando renda para milhares de produtores e fortalecendo cooperativas em todas as regiões do estado. O programa demonstra como políticas públicas bem estruturadas conseguem ampliar mercado, estimular a produção e gerar desenvolvimento no campo ao mesmo tempo que garantem segurança alimentar”, afirma o secretário.
Para o diretor executivo da Fundação Itesp, Lucas Bressanin, o crescimento do programa é resultado de planejamento e reorganização das ações voltadas à agricultura familiar. “Estruturamos o programa em 2023, identificamos gargalos e ampliamos o alcance junto aos produtores e cooperativas. Fortalecemos cadeias importantes, como leite e hortifruti, incluímos o café, trabalhamos para a adesão de mais produtores e os resultados vieram. O PPAIS aproxima o campo das políticas públicas e gera impacto direto na renda das famílias produtoras”, destaca.
Novas cadeias ganham destaque
Além do crescimento do hortifruti, tradicionalmente consolidado no programa, duas cadeias ganharam protagonismo na atual gestão: leite e café. Em 2025, o Governo de São Paulo passou a incluir o café torrado e moído nas compras do PPAIS, ampliando oportunidades para cooperativas da agricultura familiar e agregando valor à produção paulista.
Segundo o analista de desenvolvimento agrário e gestor do programa, Clóvis Etto, o fortalecimento das cadeias produtivas foi fundamental para o desempenho recorde. “O hortifruti já se consolidou em praticamente todas as regiões do estado. Agora, o foco é impulsionar cadeias estratégicas como leite e café, ampliando oportunidades para as cooperativas e agregando valor à produção da agricultura familiar”, afirma.
A inclusão do café entre os produtos adquiridos pelo programa abriu novas perspectivas para cooperativas paulistas. A Coopercuesta, da região da Cuesta Paulista, é uma das beneficiadas pela medida. “Produzimos entre 5 mil e 6 mil sacas de café por ano, mas apenas cerca de 20% chegavam ao mercado Fair Trade internacional. Com o PPAIS, nossa expectativa é ampliar significativamente o processamento e a comercialização no mercado interno, levando mais estabilidade, renda e desenvolvimento para os produtores da região”, afirma Luís Carlos Josepetti Bassetto, presidente da cooperativa.
A expectativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento é que o PPAIS mantenha o ritmo de crescimento ao longo do ano e alcance a marca de R$ 100 milhões em compras públicas apenas em 2026, ampliando as oportunidades de comercialização para agricultores familiares, fortalecendo cooperativas e garantindo o abastecimento de equipamentos públicos com alimentos produzidos no campo paulista.
Evento gratuito no Instituto Biológico permite ao público acompanhar de perto a colheita, o processamento e a degustação de cafés produzidos em São Paulo
Colher café no meio da cidade de São Paulo pode parecer improvável, mas é exatamente essa a proposta do tradicional Sabor da Colheita, que chega à sua 18ª edição no próximo sábado, 23 de maio, no cafezal urbano do Instituto Biológico (IB-APTA), na Vila Mariana. O evento, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, marca oficialmente o início da safra paulista de café e convida o público a vivenciar diferentes etapas da produção cafeeira sem sair da capital.
Realizado no maior cafezal urbano do mundo, o evento reúne atividades práticas, degustações, orientações técnicas e atrações voltadas à valorização da cafeicultura paulista. A programação começa às 8h e inclui oficinas de colheita no campo, demonstrações de beneficiamento, rodas de conversa e experiências sensoriais com cafés produzidos em diferentes regiões do estado.
Durante as oficinas práticas, os participantes poderão colher café diretamente nos pés cultivados no Instituto Biológico e acompanhar etapas iniciais do processamento até a secagem em terreiro suspenso. As atividades serão realizadas em grupos ao longo da manhã, com orientação técnica de especialistas da Secretaria de Agricultura.



O público também poderá degustar cafés regionais, incluindo amostras de produtores premiados no Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e que já soma 24 edições. O evento contará ainda com a participação de produtores de cafés paulistas reconhecidos com selo de Indicação Geográfica (IG), certificação que valoriza a origem, a qualidade e a identidade regional da produção.
Atualmente, São Paulo possui seis regiões cafeeiras com Indicação Geográfica reconhecida, reforçando a relevância do estado no cenário nacional da cafeicultura. Além da tradição histórica, o setor segue em crescimento. Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da CATI projeta aumento de 15,2% na safra paulista 2025/26, com previsão de produção de 5,13 milhões de sacas de café.
A programação também inclui estandes institucionais, conteúdos técnicos sobre cafezal regenerativo e uma roda de conversa com o pesquisador Celso Vegro, do IEA-APTA, sobre a história, a economia e os desafios da cafeicultura paulista.
O Sabor da Colheita reúne diferentes áreas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ligadas à pesquisa, assistência técnica, defesa agropecuária, desenvolvimento do agronegócio e segurança alimentar. Entre os participantes estão a CATI, a APTA, a Defesa Agropecuária, a Diretoria de Segurança Alimentar, a Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios e a Câmara Setorial do Café.
Serviço – 18º Sabor da Colheita
Data: sábado, 23 de maio de 2026
Horário: a partir das 8h
Local: Instituto Biológico de São Paulo – Cafezal Urbano
Endereço: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia
Diretora do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), a engenheira de alimentos Sílvia Tondella Dantas atua há 43 anos no setor
Com 43 anos de carreira como pesquisadora científica do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a engenheira de alimentos Sílvia Tondella Dantas foi reconhecida como profissional do ano pela Embanews, mídia líder no setor de embalagens no Brasil, após pesquisas internas ao longo de 2025. Esse é o segundo reconhecimento recebido por pesquisador do Ital em 33 anos de premiação.
“Minha jornada como pesquisadora do Ital sempre foi movida pela paixão pelas embalagens, inclusive coleciono embalagens que admiro: o pessoal de casa até reclama que falta espaço para guardar. Esse prêmio para mim é uma honraria que coroa a dedicação prazerosa que tenho na minha vida profissional”, discursou a atual diretora do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Ital ao receber o Troféu Roberto Hiraishi – Melhores do Ano, que considera ser um marco emocionante na sua trajetória.
Entregue durante o 33º Prêmio Brasileiro de Embalagem Embanews, o Troféu Roberto Hiraishi destaca profissionais e empresas que mais contribuíram para o desenvolvimento da indústria de embalagem, atuando direta ou indiretamente em sua cadeia produtiva. Apesar de seu nome ser o destaque, Sílvia Dantas frisou que a conquista não é individual.
“Compartilho essa distinção com toda a equipe do Cetea, cujo trabalho incansável é a verdadeira base desse reconhecimento. Esse esforço coletivo desse time colabora significativamente para o avanço tecnológico das embalagens no Brasil, garantindo proteção e qualidade para essa cadeia produtiva”, disse, reforçando que a homenagem renova seu “compromisso de incentivo a soluções inovadoras que unam ciência e excelência técnica”.
Carreira dedicada à embalagem
Mestre em ciência de alimentos e doutora em tecnologia de alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) tendo como foco desenvolvimento de novos materiais, indústria metal-mecânica e alimentação, Sílvia Dantas pesquisa e desenvolve embalagens desde o início de sua carreira no Ital, com ênfase em desempenho físico-mecânico, interações com produtos, aspectos regulatórios e segurança de alimentos, assim como em avaliação de Sistemas de Gestão da Qualidade pela norma ISO/IEC 17025.
A pesquisadora é diretora do Cetea há quase oito anos, tendo participado da aprovação de projetos estratégicos como o CCD Circula em 2022 e o Centro Avançado de Pesquisa em Economia Circular de Embalagens (Capece) em 2024. Sílvia também foi diretora e vice-presidente da Associação Internacional dos Institutos de Pesquisa em Embalagem (Iapri) e é membro do Conselho Editorial do periódico científico Packaging Technology & Science, da Editora Wiley.
Primeiro reconhecimento
A primeira pesquisadora do Ital a receber o Troféu Roberto Hiraishi foi a também engenheira de alimentos Eloísa Garcia, em 2009. À época completava quase 15 anos de atuação especializada em embalagem no Instituto, era gerente técnica dos grupos de Embalagens Plásticas e de Meio Ambiente do Cetea e coordenava pesquisas em estudos de Avaliação do Ciclo de Vida de produtos e embalagens.
Onze anos após ser premiada, Eloísa se tornou a primeira mulher a liderar o Instituto, cargo que ocupa até hoje, além de ser pesquisadora responsável pelo CCD Circula. À frente do Ital, foi reconhecida pela Forbes em 2021 como uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro e pelo Grupo Mídia em 2025 entre os 100 Mais Influentes do Agronegócio na categoria Tecnologia e Inovação.
Sobre o ITAL
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é uma instituição líder em ciência aplicada na América Latina. Desde 1963, desempenha um papel central na inovação das áreas de ingredientes, alimentos, bebidas e embalagens.
Com sede em Campinas/SP, o Ital oferece suporte ao setor produtivo por meio de pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e processos, análises laboratoriais, assistência técnica especializada, capacitação profissional e difusão do conhecimento.
Certificado na ISO 9001 com parte dos ensaios acreditados na ISO/IEC 17025, o Instituto é credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e congrega dezenas de laboratórios e plantas-piloto distribuídos em centros especializados em carnes, laticínios, bactérias lácticas, cereais, confeitos, chocolates, frutas, hortaliças, ciência e qualidade de alimentos, além de sistemas de embalagem.
Para outras informações, visite o site www.ital.agricultura.sp.gov.br
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Jaqueline Harumi – MTb 59.960/SP
Seção de Comunicação Científica do Ital
(19) 3743-1757 | jaqueline.harumi@sp.gov.br
Espaço reuniu 90 produtores paulistas, impulsionou negócios e apresentou a diversidade do agro paulista aos visitantes da feira
O Pavilhão das Rotas de São Paulo se mostrou mais uma vez um sucesso durante a Agrishow 2026. Espaço dedicado para exposição e venda de produtores paulistas na maior feira do agronegócio da América Latina registrou R$3,5 milhões em vendas neste ano, um aumento de 40% em relação a 2025.
A edição de 2026 contou com a participação de 90 produtores de diversas regiões e cadeias produtivas do estado, incluindo queijos, cachaças, cafés, vinhos, mel, doce de leite, geleias, linguiças, macadâmia e azeites. O espaço recebeu cerca de 25 mil visitantes durante os cinco dias da feira, reforçando o interesse do público pela produção artesanal paulista e pelos produtos com identidade regional e valor agregado.
Neste ano, o tradicional pavilhão com produtores paulistas teve como foco as Rotas de São Paulo, iniciativa intersecretarial do Governo de São Paulo, que integra produção agropecuária, turismo rural e valorização regional em diferentes cadeias produtivas do estado. Mais do que um espaço de exposição e vendas, o Pavilhão apresentou ao público o resultado de políticas públicas que acompanham os produtores em diferentes etapas, desde assistência técnica, regularização e acesso ao crédito até a ampliação de mercado e promoção comercial.
Todos os produtores participantes possuem o Selo do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP), que garante a regularização e a comercialização segura de produtos artesanais em todo o território paulista, reforçando a autenticidade e a qualidade da produção estadual. Atualmente, apenas no SISP Artesanal, São Paulo já conta com aproximadamente 300 produtores registrados, das mais diversas cadeias. Hoje, SP registra um novo produtor no SISP a cada 3 dias.
“Todos os produtos expostos carregam histórias do campo, das famílias produtoras e da tradição do agro paulista. O que vimos na Agrishow foi o resultado de um trabalho integrado do Governo de São Paulo, que apoia esses produtores desde a assistência técnica e regularização até a comercialização e a abertura de novos mercados, permitindo que produtos de qualidade cheguem cada vez mais longe”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
Adriana Verdi, vice-diretora da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), celebrou os resultados, e destacou que o Pavilhão se consolida a cada ano como uma grande vitrine para a produção paulista de diversos segmentos. “O Pavilhão é um espaço de valorização da produção artesanal paulista, caracterizado pela diversidade de sabores do nosso agro, e este ano, apresentou ao público a riqueza e a qualidade dos produtos artesanais. O desempenho alcançado foi extremamente expressivo, evidenciando o crescente interesse por produtos de origem, com identidade e valor agregado”, disse Adriana.
Produtores comemoram visibilidade e novos negócios na feira
O impacto da participação no Pavilhão foi percebido por Francieli Silveira, produtora da Queijaria Monte Alegre, em Adamantina, integrante das Rotas do Queijo de São Paulo. Ela destacou a importância das políticas públicas da SAA para o fortalecimento da produção artesanal e para a ampliação das oportunidades de mercado.
“A Secretaria tem nos dado todo o suporte necessário, desde a certificação pelo SISP até programas importantes para o nosso desenvolvimento. Esse apoio garante assistência aos produtores e abre oportunidades para levarmos nossos produtos a eventos como a Agrishow”, destacou Francieli.
O apoio da SAA aos produtores começa muito antes da participação na feira e acompanha diferentes etapas do desenvolvimento da atividade rural. É o caso de Marcelo Fukunaga, agricultor familiar de Sete Barras, no Vale do Ribeira, expositor presente em várias edições da Agrishow.
Produtor de palmito pupunha, mandioca, citros e banana, Marcelo e sua família foram beneficiados por políticas públicas da Secretaria, como o acesso ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), além da participação da Cooperativa da Agricultura Familiar de Sete Barras (Coopafasb) na Cadeia Produtiva Local (CPL) das frutas nativas da Mata Atlântica e no programa Microbacias II.
“É uma oportunidade de mostrar a qualidade dos nossos produtos em uma feira de alcance internacional, além de trocar experiências e acessar novos mercados”, afirmou Marcelo.
Além de produtores que estão frequentemente na Agrishow, o impacto positivo do pavilhão foi visto também em quem participou pela primeira vez, como Sueny Ioshimi. Fundadora da Luvita Chocolate, de Ribeirão Preto e que usa cacau paulista na produção, destacou a importância da feira para a valorização do produtor artesanal.
“Foi uma oportunidade importante para apresentar o meu produto, compartilhar nossa história e mostrar o valor do chocolate artesanal produzido com cuidado, presença e propósito. Esses espaços são fundamentais para fortalecer pequenos negócios, ampliar conexões e dar visibilidade ao trabalho artesanal de qualidade”, ressaltou Sueny.






São Paulo dobrou o número de Indicações Geográficas do agro, passando de 7 para 14 certificações nos últimos três anos, fortalecendo produtores e valorizando a produção paulista.
São Paulo já reúne 14 produtos com Indicação Geográfica (IG) em diversas regiões do estado
Do café cultivado nas montanhas paulistas à banana produzida no Vale do Ribeira, cada região carrega tecnologia, sabores, tradições e formas de produção que fazem seus produtos serem únicos. As Indicações Geográficas surgem justamente para certificação de processos e produtos construídos no campo ao longo do tempo. O reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) certifica a ligação entre o produto e seu território de origem, agregando valor à produção e fortalecendo agricultores e associações. O impacto econômico é direto para o produtor rural e por consequência no desenvolvimento regional.
Com base em estudos nacionais e internacionais, o INPI estima que produtos com Indicação Geográfica registram valorização média entre 20% e 50% após a certificação, ampliando renda, competitividade e acesso a novos mercados. Em São Paulo, o aumento dessas certificações tem ampliado o reconhecimento de diferentes cadeias produtivas e reforçado a força do agronegócio paulista.
O estado de São Paulo conta com 14 Indicações Geográficas (IGs) atualmente, sendo 10 delas dedicadas ao setor agropecuário em diferentes regiões e cadeias produtivas. O agro paulista mantém um crescimento constante, solidificando sua relevância no cenário nacional. As Indicações Geográficas (IGs) são um reflexo desse avanço, obtidas em diversas cadeias produtivas regionais com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) na divulgação, certificação sanitária e delimitação geográfica dos produtos em processo de registro.
O avanço das Indicações Geográficas em São Paulo ganhou força nos últimos três anos e reflete a consolidação de uma política pública voltada à valorização da produção regional. Em 2023, quando foi realizada a primeira Assembleia Geral do Fórum Paulista de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, o estado contava com apenas 7 IGs reconhecidas pelo INPI. Hoje, esse número dobrou, chegando a 14 certificações em diferentes cadeias produtivas e setores da economia paulista.
O crescimento foi impulsionado pela estruturação do processo na Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da implantação do Grupo Técnico, (Resolução da SAA-SP 74/2024) que estão presentes todas as competências (Pesquisa, Extensão Rural, Defesa Agropecuária, Codeagro e Câmaras Setoriais) que tem como objetivo apoiar, articular, planejar, propor soluções, coordenar e orientar a participação articulação para os produtores e associações, para organizar e acelerar os processos de reconhecimento, como a declaração de delimitação territorial, um documento obrigatório no processo.
“As Indicações Geográficas representam um importante instrumento de valorização da produção rural paulista. Elas reconhecem a qualidade, a tradição e a identidade das nossas regiões produtoras, fortalecendo toda a cadeia produtiva. A Secretaria de Agricultura tem atuado diretamente nesse processo, oferecendo apoio técnico, científico e de orientação aos produtores e associações que buscam esse reconhecimento. O crescimento das IGs em São Paulo demonstra a diversificação e força do agronegócio paulista”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

São Paulo já reúne 10 Indicações Geográficas agropecuárias reconhecidas pelo INPI, consolidando diferentes regiões produtoras e valorizando produtos que carregam identidade, tradição e a qualidade do agro paulista.
A SAA mobiliza toda competência de suas diretorias, com suporte técnico e científico, que são essenciais para aprovação do processo, atuando por meio da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Diretoria de Defesa Agropecuária, Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios e Câmaras Setoriais.
A APTA, por meio da expertise de pesquisadores de institutos, têm desempenhado um papel fundamental na orientação de produtores e associações e no fomento à diferenciação de produtos. É o caso das indicações geográficas da região do Vale do Ribeira, em que está localizada a unidade da Apta Regional de Pariquera-Açu. A instituição participou ativamente com seus pesquisadores no Comitê Gestor, dos processos de Indicação Geográfica do palmito pupunha e da banana, bem como são membros do Comitê Gestor do IG
A CATI também tem participação significativa no processo de assistência para as associações ao solicitarem o pedido das IGs, fortalecido pela Comissão de Indicação Geográfica da CATI. Este grupo atua como um braço consultivo da diretoria, orientando tecnicamente produtores e associações em todas as etapas do pedido. Além disso, a comissão é a responsável por analisar os pedidos de Instrumento Oficial de Delimitação (IOD), um documento obrigatório para produtos agropecuários localizados em São Paulo.“Além dessa valorização do produto, uma IG pode também dar visibilidade a determinada região ou grupo de produtores/prestadores de serviços, protegendo valores e tradições sociais e culturais”, destacou Vivaldo Viganó, líder da Comissão de Indicação Geográfica da CATI.
São Paulo está no caminho para conseguir mais Indicações Geográficas no futuro. O estado possui mais cinco pedidos de IGs do setor agropecuário que já estão sendo analisados pelo INPI: o da batata-doce em Presidente Prudente,o café e a cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista, o vinho de Jundiaí, o café da Cuesta Paulista. Além disso, a CATI recebeu mais um processo que está sendo analisado, da jabuticaba na região de Casa Branca.
Como solicitar a Indicação Geográfica?
A secretaria disponibiliza um manual orientativo para produtores e associações que queiram dar início ao pedido de Indicação Geográfica. O documento consiste em um manual técnico-orientativo de caráter administrativo, elaborado para padronizar os procedimentos relacionados à análise e tramitação de solicitações de Indicação Geográfica (IG).
Acesse aqui: https://agricultura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/manual-IG-1.pdf
Tradição reconhecida
No campo, a Indicação Geográfica representa a valorização da produção, fortalecimento das associações e novas perspectivas para os agricultores. As duas certificações mais recentes obtidas pelo agro paulista foram as do Mel do Vale do Paraíba e da Banana do Vale do Ribeira, produtos que passaram a ter oficialmente rastreabilidade da produção e o seu território.
No Vale do Paraíba, a conquista da Indicação Geográfica do mel foi comemorada pelos produtores como um marco para a valorização da cadeia produtiva da região. A presidente da Câmara Setorial do Mel e produtora Vanilda Santos, da fazenda Monte Benedicti, em Taubaté, destaca que a certificação representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos anos pelos apicultores locais. “Mais que uma certificação, é uma conquista coletiva que reflete o esforço de toda a cadeia produtiva e consolida o mel da nossa região como um patrimônio de qualidade, tradição e orgulho para todos os produtores”, destacou.
No Vale do Ribeira, a conquista da Indicação Geográfica da banana também foi recebida como um reconhecimento histórico para os produtores da região. Para Augusto Aranha, presidente da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR), a certificação fortalece especialmente a agricultura familiar e reforça a identidade produtiva do território. “Mais do que um selo, esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ele reafirma o compromisso do Vale com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Esse selo sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”.
Com atuação histórica na pecuária brasileira, Instituto amplia pesquisas voltadas aos desafios ambientais e tecnológicos do setor
Com 120 anos de atuação em pesquisas na área, o Instituto de Zootecnia (IZ–APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comemora os 60 anos da profissão de zootecnista no Brasil. Celebrada em 13 de maio, a data foi criada em 1966 em homenagem à aula inaugural do primeiro curso superior de Zootecnia no Brasil, na cidade de Uruguaiana- RS.
“Quando a profissão foi criada no Brasil, nós já estávamos trabalhando há 60 anos com os desafios da zootecnia”, comenta o coordenador do IZ, Enilson Geraldo Ribeiro. “Atualmente somos 22 zootecnistas na instituição, atuando em diferentes setores e linhas de pesquisas atendendo às demandas da sociedade”.
De acordo com Enilson, além de produzir alimentos de boa qualidade, hoje os zootecnistas do Instituto têm um grande desafio pela frente: o de criar suínos para a doação de órgãos para humanos. O Instituto, por meio de parceria com a empresa XenoBrasil e a Universidade de São Paulo (USP), está desenvolvendo o projeto “Produção de suínos geneticamente modificados”, que tem o objetivo de, futuramente, atender a pessoas que necessitam de transplantes.
O projeto, que recentemente teve o nascimento do primeiro clone suíno, tem atuação da zootecnista Simone Raymundo de Oliveira, pesquisadora do IZ. “Estamos adequando os manejos produtivo para esta finalidade. O manejo sanitário, nutricional e ambiental são minuciosamente estudados pela equipe para garantir o sucesso da gestação e crescimento destes animais”, diz a especialista.
Enilson relata a importância dos zootecnistas dentro do Instituto. “Temos a preocupação de reduzir os custos de produção para que os alimentos sejam acessíveis à toda população, mas também queremos garantir a qualidade do produto e a saúde do consumidor, o bem-estar dos animais e a sustentabilidade social, econômica e ambiental. Nossos zootecnistas atuam em várias pesquisas envolvendo estes temas”.
Entre os exemplos de atuação, está o renomado programa de melhoramento das raças Nelore e Caracu, através do qual o IZ continua disponibilizando aos produtores genética de alta qualidade, através de leilões periódicos de touros e matrizes e venda de sêmen e embriões. O material genético é fruto do processo de seleção constante, envolvendo características de crescimento, reprodução, eficiência alimentar, características de carcaça e emissão de gases.
Foco sustentável
Conforme aponta o gestor, diante da crise climática e necessidade da produção sustentável, várias pesquisas buscam diminuir os impactos ambientais, econômicos e sociais da pecuária. Sistemas como ILPF, que visa melhoria na conservação do solo, bem-estar animal e eficiência produtiva, e o AQUAPEC, que une a piscicultura de recirculação e a aquaponia em sistemas integrados de produção agropecuária, propõem novas alternativas para produção animal. Outra iniciativa nesse sentido, o Centro de Pecuária Sustentável do IZ, em São José do Rio Preto, atua no desenvolvimento de tecnologias para sistemas pecuários de baixa emissão de carbono, com ações voltadas à mensuração e mitigação de Gases de Efeito Estufa. “Em breve teremos o lançamento de novas cultivares forrageiras com foco em sistemas de produção animal mais sustentáveis e menos dependentes de insumos externos”, comenta o coordenador.
Evento reúne produtores, pesquisadores e empresas da cadeia produtiva da banana em Pariquera-Açu
O Vale do Ribeira, principal polo produtor de banana do Brasil, recebe nesta semana a Feibanana 2026, maior feira da cadeia produtiva da fruta no país e uma das mais importantes da América Latina. A abertura do evento, realizada nesta terça-feira (12/05), em Pariquera-Açu, contou com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho. A feira segue até o dia 14 de maio.
A Região Administrativa de Registro movimenta cerca de R$ 1,6 bilhão em Valor da Produção Agropecuária (VPA) com a banana, consolidando a região como referência nacional na cultura. Neste cenário, a Feibanana se tornou um espaço estratégico para fortalecimento do setor, apresentação de tecnologias e aproximação entre produtores, instituições de pesquisa e mercado.
Durante a abertura do evento, o secretário Geraldo Melo Filho destacou a importância da cadeia produtiva para o agro paulista e reforçou o compromisso do Governo de São Paulo com o desenvolvimento da bananicultura regional.
“Estamos no maior evento da cadeia produtiva da banana do Brasil e no lugar certo para isso: o Vale do Ribeira, principal polo produtor do país. Cerca de 30% da banana produzida no Brasil é paulista, e aproximadamente 80% da produção do estado está concentrada aqui na região. Na prática, isso significa que 1/4 das bananas produzidas no país sai do Vale do Ribeira. Esses números mostram a força da nossa bananicultura e, principalmente, a importância dos produtores rurais, que movimentam a economia regional e ajudam a consolidar São Paulo como referência nacional na cultura”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
A edição de 2026 também foi marcada pela celebração da recente conquista da Indicação Geográfica (IG) da Banana do Vale do Ribeira, reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em abril deste ano. A entrega do reconhecimento ocorreu durante a programação da feira, reforçando a importância histórica e econômica da cultura para a região.
Legenda: Entrega da Indicação Geográfica da Banana do Vale do Ribeira durante a Feibanana 2026 reforça a força da bananicultura paulista e o protagonismo dos produtores da região.
A certificação reconhece a tradição, a qualidade e as características únicas da banana produzida no Vale do Ribeira, agregando valor ao produto e fortalecendo a identidade regional. A Secretaria de Agricultura teve atuação direta no processo de obtenção da IG, por meio do apoio técnico da CATI e dos institutos de pesquisa da APTA, além da articulação entre produtores, associações e instituições parceiras. O trabalho incluiu levantamentos históricos, territoriais e técnicos, emissão do documento oficial de delimitação da área geográfica e acompanhamento do processo junto ao INPI.
Durante a Feibanana 2026, os órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura também apresentaram pesquisas, tecnologias, políticas públicas e serviços voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva da banana.
Entre os destaques está o Dia de Campo da APTA REGIONAL, realizado nas áreas experimentais de Pariquera-Açu, com apresentação de pesquisas voltadas ao aumento da produtividade, manejo fitossanitário, sustentabilidade do cultivo e desenvolvimento de novas cultivares adaptadas às condições do Vale do Ribeira.
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) realiza atendimentos gratuitos aos produtores rurais, com orientações sobre manejo da cultura, linhas de crédito rural, regularização ambiental e políticas públicas estaduais. A programação inclui ainda palestra sobre adequação ambiental de imóveis rurais, informações sobre linhas de crédito e programas de compras públicas.
Já a Fundação ITESP promove, durante a feira, a primeira audiência de regularização fundiária do Vale do Ribeira, reunindo prefeitos, lideranças locais, associações e cooperativas para discutir ações voltadas à segurança jurídica no campo e ao fortalecimento da agricultura familiar.
A Defesa Agropecuária também participa do evento com orientações técnicas e distribuição de materiais informativos aos produtores e visitantes da feira.
Impulsionadas pelo avanço do setor de carnes, soja e produtos florestais, exportações do setor apresentam reação em abril e sinalizam melhora no cenário
Nos quatro primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista apresentou desempenho expressivo no comércio exterior, registrando superávit de US$ 6,45 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 8,47 bilhões, frente a importações de US$ 2,02 bilhão. No período, o setor respondeu por 39% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 7,1% do total estadual.
“O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
O mês de abril de 2026 registrou exportações de US$ 2,40 bilhões. O diretor da APTA, Carlos Nabil, afirma que este resultado é 10,4% superior ao observado no mesmo mês do ano anterior: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”.
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS PELO AGRO DE SP
O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,8% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,85 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,1% e o álcool etílico, etanol, 5,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,7% das vendas externas do setor, totalizando US$1,42 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,9%. Produtos florestais representaram 13,5% do volume exportado, com US$1,14 bilhão, com 66,3% de celulose e 27,9% de papel. O complexo soja, teve participação de 12,8% do total exportado, registrando US$1,08 bilhão, 85,3% referentes à soja em grão e 9,1% de farelo de soja.E Sucos responderam por 7,9% de participação, somando US$671,82 milhões, dos quais 96,5% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,9% das exportações do agronegócio paulista. E na sexta posição fica o café, com 6,6% de participação na pauta de exportações, somando US$556,52 milhões, 68,4% referentes ao café verde e 27,5% de café solúvel.
Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+18,7%), carnes (+16,8%), complexo soja (+9,2%) e quedas nos grupos de sucos (-39,7%), sucroalcooleiro (-14,8%) e café (-14,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.
PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA
A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia vem em seguida com 15,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 10,3% de participação.
PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL
No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 15,5% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

Figura 1: Participações das exportações do agro por UF, de janeiro a abril de 2026.
Fonte: elaborado pelo IEA-APTA a partir dos dados do COMEXSTAT do MDIC.
A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Veja o vídeo do Diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, comentando o resultado da balança nos quatro primeiros meses de 2026: https://youtu.be/cTMdj2iFifM
SOBRE A APTA
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e APTA Regional.