Durante três dias, o X SIMCOPE – Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado reuniu em Santos (SP) pesquisadores, profissionais, estudantes, empresas, representantes do setor produtivo e de órgãos públicos para discutir temas estratégicos relacionados à qualidade, inovação, segurança alimentar e sustentabilidade da cadeia produtiva do pescado. Realizado pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento consolidou-se mais uma vez como referência nacional na área. O simpósio é o principal evento brasileiro dedicado exclusivamente à atualização e discussão sobre qualidade do pescado.
Ao longo da programação, aproximadamente 90 participantes acompanharam palestras, painéis temáticos, minicursos, apresentações científicas e atividades voltadas ao fortalecimento da integração entre ciência, setor produtivo e sociedade.
O primeiro dia foi marcado pela abertura oficial do evento, com a presença de Adauto Oliveira, superintendente federal do MPA em São Paulo; Carlos Nabil, diretor da APTA; Ieda Blanco, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade de Organismos Aquáticos (Defesa Agropecuária); Camila Kanashiro, diretora de Segurança Alimentar (COSALI); Roberto Imai, presidente do COMPESCA/FIESP; Cristiane Neiva, coordenadora do Instituto de Pesca; Ariane Pasuld, coordenadora do Mesa Brasil (SESC-Santos), Juliana Galvão, coordenadora do GETEP – ESALQ/USP; André Medeiros, coordenador da campanha nacional Semana do Pescado, e ilustres palestrantes.
A programação incluiu o “Workshop Pescado e Alimentação”, com a proposta de ampliar o debate sobre estratégias que estimulem o consumo de pescado no país. A atividade reuniu especialistas de diferentes áreas do conhecimento para discutir saúde, segurança e soberania alimentar, cadeias curtas e políticas públicas relacionadas ao setor. As temáticas ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) receberam atenção especial nesta edição do simpósio, reforçando a importância do pescado como alimento estratégico para o desenvolvimento sustentável e fortalecimento de territórios.
No segundo dia, os participantes acompanharam minicursos e painéis técnicos dedicados à qualidade e valorização do pescado. Entre os destaques ocorreram discussões relacionadas à qualidade na cadeia produtiva “da água ao prato”, com a abordagem da saúde única e do aproveitamento integral, visando à sustentabilidade do agronegócio do pescado.
Além das atividades técnicas, o simpósio contou com apresentações de trabalhos científicos desenvolvidos por pesquisadores e estudantes de diferentes instituições. Ao todo, foram apresentados 36 trabalhos científicos, abordando temas como Aproveitamento integral do pescado, coprodutos e consumo responsável, Segurança alimentar na cadeia produtiva do pescado, Inovação em ciência e tecnologia do pescado, Marketing, comercialização e sistema de distribuição, dentre outros. O trabalho premiado por mérito científico foi “Histórico do monitoramento oficial de contaminações por biotoxinas em cultivos de moluscos bivalves no litoral paulista”, de autoria de Ieda Blanco, médica-veterinária da Defesa Agropecuária, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista.
O terceiro e último dia direcionou os debates para tendências e perspectivas futuras da indústria do pescado. Especialistas apresentaram inovações, desafios e oportunidades para os setores de pesca e aquicultura, discutindo caminhos para ampliar a competitividade com sustentabilidade e transparência para o fortalecimento do setor no Brasil. O painel dedicado ao futuro da indústria do pescado trouxe reflexões sobre soluções para demandas atuais e perspectivas para os próximos anos.
Para a pesquisadora do IP Érika Furlan, coordenadora geral do SIMCOPE, o evento foi executado com sucesso, já que cumpriu o seu papel na transferência do conhecimento com qualidade e de forma acessível. “Isso só foi possível graças à equipe organizadora, aos parceiros comprometidos com quem trabalhamos, como GETEP- ESALQ/USP; Lex Experts; Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo; Embrapa e Universo Seafood Brasil, bem como, aos patrocinadores de peso que tivemos nesta edição, sem os quais não conseguiríamos viabilizar estes três dias intensos de desenvolvimento profissional e pessoal dos atores do setor”, ressaltou Erika, que também registrou agradecimentos à Itaipu Binacional, CVale e ao SINDIPI.
Com duas décadas de história, o SIMCOPE consolidou-se como espaço de construção coletiva de conhecimento e fortalecimento das conexões entre pesquisa científica, setor produtivo, poder público e sociedade. A décima edição reforçou a importância da ciência e da inovação como ferramentas essenciais para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado, criação de políticas públicas e fomento ao consumo de pescado no Brasil.
Por Gabriela Souza
Instituto de Pesca
O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.
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Participantes acompanharam passo a passo da colheita do grão em evento que marca o início da safra em São Paulo
Neste sábado (23), o Instituto Biológico (IB-APTA) foi palco da 18° Edição do Sabor da Colheita. Realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) no maior cafezal urbano do mundo, na capital paulista, o evento marca o início da safra paulista de café, oferecendo aos visitantes a oportunidade de vivenciar de perto o ciclo de produção cafeeira.
O evento reuniu atividades práticas, degustações, orientações técnicas e atrações voltadas à valorização da cafeicultura paulista, além dos participantes poderem colher café diretamente dos pés cultivados dentro do instituto e conhecer todas as etapas de produção da bebida.
“É um evento que integra diferentes áreas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, como os Institutos de Pesquisa e a CATI, aos produtores rurais e ao público participante. Ao promover esse encontro em torno da colheita do café, aproximamos o campo da cidade e valorizamos a produção paulista”, destaca Diógenes Kassaoka, secretário executivo da Agricultura e Abastecimento.

Além disso, o Sabor da Colheita serviu como vitrine para a excelência da cafeicultura paulista, incluindo a apresentação de cafés premiados no Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, e a participação de produtores de reconhecidos com selo de Indicação Geográfica (IG) no estado.
“Por meio deste evento, mostramos como a ciência está presente em nosso dia a dia, inclusive na xícara de café que consumimos. O cafezal funciona como uma vitrine tecnológica e este é um momento em que conseguimos transmitir conhecimento de forma acessível e menos técnica ao público”, observa Ana Eugênia Campos, coordenadora do Instituto Biológico.

SAA no Sabor da Colheita
O Sabor da Colheita contou com estandes das diretorias e institutos vinculados à SAA, trazendo informações e orientações sobre o café paulista. O Instituto Agronômico (IAC-APTA) levou instruções técnicas essenciais sobre manejo e inovação na cafeicultura. Já o Instituto Biológico (IB-APTA) apresentou os impactos positivos e os resultados de seu projeto de cafezal regenerativo baseado em práticas sustentáveis.
“Proporcionamos aos visitantes a oportunidade de conhecer o processo de produção do café regenerativo, que estamos implantando no Cafezal Urbano. Também mostramos a importância do manejo adequado para a obtenção de um café de qualidade”, explica Harumi Ojo, pesquisadora do Instituto Biológico e responsável técnica pelo Cafezal Urbano.
Ainda, o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) forneceu dados e análises econômicas cruciais para o setor cafeeiro paulista. A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) levou suporte técnico sobre a condução dos cafeeiros e realizou a comercialização de mudas de café, frutíferas e nativas.
A Defesa Agropecuária trouxe sobre certificação de mudas, saudabilidade do café paulista e a importância das abelhas na polinização dos cafezais, e a APTA REGIONAL destacou as características e o potencial de mercado do café Robusta paulista em novas bebidas e produtos.
Por fim, os participantes ainda puderam acompanhar uma roda de conversa com o pesquisador científico do IEA-APTA, Celso Vegro e o pesquisador da APTA REGIONAL, Fernando Nakayama, sobre a cultura e ciência do café.
Força do café paulista
A 18ª Edição da Colheita reforça a relevância da cafeicultura em São Paulo, um dos maiores estados produtores do Brasil. O café está entre as cinco maiores culturas no Valor de Produção Agropecuária Paulista (VPA), que atingiu R$10,4 bilhões em 2025, com expectativa de crescimento. Segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), é projetado aumento de 15,2% na safra paulista 2025/26, com previsão de produção de 5,13 milhões de sacas de café.
Além disso, São Paulo possui seis regiões com Indicação Geográfica (IG) reconhecidas no setor cafeeiro, agregando valor à produção, fortalecendo a cadeia de agricultores e associações, e impactando diretamente a economia e o desenvolvimento regional.
Acesse o álbum completo do evento: https://www.flickr.com/photos/agriculturasp/albums/72177720333835054/
Antoniane Arantes mostra a importância do silício no evento científico realizado em Itapeva
Participação em rede internacional e em simpósio científlco reforça ações da CATI voltadas à conservação do solo e da água e ao fortalecimento da agricultura paulista frente às mudanças climáticas
A CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral), órgão responsável pelas ações de assistência técnica e extensão rural na Secretaria de Agricultura e Abastecimento, amplia sua atuação internacional ao integrar a Rede Ibero-Americana sobre o Uso de Silício na Mitigação de Múltiplos Estresses (SiAgro-Red), iniciativa vinculada ao Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (Cyted), criado por governos ibero-americanos (como Brasil, Portugal e Chile) para promover a cooperação em ciência, tecnologia e inovação entre eles.
Segundo o engenheiro agrícola Antoniane Arantes, líder do Grupo Técnico de Conservação do Solo e da Água da CATI e integrante da Rede SiAgro-Red, a participação da instituição fortalece as ações desenvolvidas junto aos agricultores paulistas, especialmente em projetos como Solo + Fértil e naqueles voltados à conservação do solo e da água, sustentabilidade produtiva e adaptação da agricultura às mudanças climáticas.
“O principal objetivo da rede SiAgro é reunir e difundir conhecimentos científicos já existentes e em desenvolvimento sobre o uso do silício na agricultura, levando essas informações aos produtores rurais de forma acessível e aplicada. Trata-se de uma iniciativa voltada à disseminação de Boas Práticas, fortalecendo diretamente as ações que a CATI já realiza junto aos agricultores paulistas”, destaca.

E no dia 13 de maio, o tema ganhou destaque durante o XXIII Simpósio de Ciências Aplicadas do Fait (Centro Universitário Unigrupo – Faef), realizado em Itapeva, município ligado à área de atuação da CATI Regional sediada no município. Na ocasião, Arantes ministrou a palestra “Produção agrícola frente às mudanças climáticas”, abordando os impactos climáticos na agricultura, estratégias de adaptação e práticas de manejo conservacionista do solo e da água.
Sobre o uso de sílicio na agricultura, Arantes destacou: “O silício é um elemento benéfico que ajuda as plantas a resistirem melhor aos diversos estresses do ambiente, como altas ou baixas temperaturas, déficit hídrico, toxicidade por metais pesados, salinidade e o desbalanço nutricional, por exemplo. Os produtores rurais podem utilizá-lo de duas formas práticas, seja aplicando-o no solo, para absorção pelas raízes, ou pulverizando-o diretamente nas folhas. Uma vez absorvido, o silício melhora a eficiência da fotossíntese, regula o uso da água e otimiza o aproveitamento de nutrientes, além de proteger as células contra danos internos.
Na prática, essa aplicação mantém o potencial de crescimento e incremento da biomassa das culturas agrícolas, devendo ser utilizado sempre de forma preventiva para fortalecer a cultura agrícola, antes que ocorram eventos de estresse intenso”.
Sobre o Cyted e a Rede SiAgro
Criado em 1984, o Cyted reúne países ibero-americanos em ações colaborativas de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. Ao longo de sua trajetória, o programa já mobilizou mais de 28 mil pesquisadores, empreendedores e especialistas em áreas estratégicas do conhecimento, promovendo a integração científica e tecnológica da região.
Na área agroalimentar, o programa atua no desenvolvimento de tecnologias voltadas à segurança alimentar, sustentabilidade produtiva e agregação de valor aos sistemas agrícolas. Atualmente, o Cyted conta com oito redes ativas no setor, entre elas a SiAgro-Red, da qual a CATI faz parte.
A Rede SiAgro reúne 17 instituições de nove países ibero-americanos e tem como objetivo fortalecer o conhecimento sobre o uso do silício na mitigação de múltiplos estresses agrícolas, promovendo maior sustentabilidade nos sistemas agroalimentares, bem como nas interações com o setor agropecuário e na difusão de seu uso no meio rural. Na CATI, os trabalhos relacionados ao tema são conduzidos pelo engenheiro agrônomo Guilherme Felisberto, responsável pela Casa da Agricultura de São Miguel Arcanjo, ligada à CATI Regional Itapetininga, e responsável pelo grupo da instituição na rede SiAgro. Recentemente, Felisberto publicou artigo científico na revista BMC Plant Biology, demonstrando o potencial do silício na mitigação do estresse oxidativo causado pela deficiência de zinco em culturas de soja e arroz, disponível clicando aqui.
Felisberto destaca ainda que “a participação em redes internacionais amplia as oportunidades de desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade nacional e fortalece projetos estratégicos da CATI. A pandemia de covid-19 e os conflitos internacionais evidenciaram a vulnerabilidade do Brasil em relação à dependência de insumos importados; por isso, precisamos valorizar mais os recursos e o conhecimento que temos aqui. Além disso, fazer parte do SiAgro fortalece iniciativas da CATI e pode abrir novas perspectivas para políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à segurança alimentar”.

Guilherme Felisberto, da Casa da Agricultura de São Miguel Arcanjo, responsável do grupo da CATI na Rede SiAgro
As ações da CATI em conservação do solo e da água vêm sendo ampliadas em todo o estado de São Paulo, por meio de assistência técnica, capacitação de produtores e de incentivo à adoção de práticas conservacionistas, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade do solo, aumento da produtividade agrícola, redução da erosão e uso mais eficiente dos recursos hídricos, promovendo maior resiliência das propriedades rurais frente aos desafios climáticos.
“Com a integração entre pesquisa, inovação e extensão rural, a CATI reafirma seu papel estratégico no apoio aos agricultores paulistas e no desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, produtiva e preparada para os desafios do futuro”, declara Arantes.
Para conhecer o SiAgro-Red, acesse: Cyted
Autor: Cleusa Pinheiro – Jornalista (MTb 28.487) – Serviço de Comunicação Rural/CATI – cleusa.pinheiro@sp.gov.br
Propriedade de dois hectares na região rural de Bauru comercializa para oito empresas da região
Secretaria de Agricultura visitou beneficiária de linha de crédito exclusiva para produtoras rurais paulistas
A visita à propriedade da produtora rural Lucinda Golin Flores marcou a agenda da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo durante a Caravana 3D na região de Bauru. Ao lado do secretário Geraldo Melo Filho, a produtora apresentou os resultados obtidos após acessar a linha FEAP Mulher, programa estadual de crédito rural voltado exclusivamente às mulheres do agro paulista.
Com financiamento de R$22 mil, Lucinda implantou um sistema de energia fotovoltaica que permite o funcionamento da estrutura de irrigação em produção de hortaliças da propriedade. O investimento permitiu reduzir em 80% a conta de luz e aumentar a rentabilidade da atividade desenvolvida pela família.
“Esse crédito do FEAP Mulher ajudou muito a gente aqui na propriedade. Com a instalação das placas solares, conseguimos reduzir bastante a conta de luz. Hoje sobra um dinheiro que antes ia para os custos e que agora a gente já consegue pensar em investir de novo na produção, aumentar a horta e melhorar ainda mais o nosso trabalho.”

Atualmente, a produtora Lucinda Flores se dedica à produção de alface crespa para abastecer empresas da cidade de Bauru.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a visita à propriedade reforça a qualidade dos produtores paulistas. “Quando a gente chega numa propriedade como essa, entende de verdade a força do agro paulista. Aqui tem trabalho de família, tem dedicação e tem gente que acorda cedo todos os dias para produzir alimento e fazer a região crescer. E quando o Estado consegue levar crédito de forma simples e acessível, o produtor consegue investir, melhorar a produção e ter mais tranquilidade para continuar no campo”, destacou.
FEAP Mulher
Criada para ampliar o acesso das mulheres ao crédito rural, a linha FEAP Mulher já soma R$52 milhões em investimentos desde 2024. A modalidade oferece financiamento de até R$ 30 mil, com juros de 3% ao ano.
Desde o início da atual gestão, cerca de 43% do volume total de recursos operacionalizados pelo FEAP foram destinados a propriedades lideradas por mulheres, reforçando o protagonismo feminino no agro paulista.
Investimentos para o setor agro na região
Desde 2023, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento vem realizando investimentos na Região Administrativa de Bauru, por meio de programas voltados ao fortalecimento da produção rural, infraestrutura no campo, crédito rural, segurança alimentar e regularização ambiental.
Somente por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que oferece crédito a juros acessíveis aos produtores paulistas, foram operacionalizados R$ 23,33 milhões em financiamentos na região, distribuídos em 1.232 contratos em 39 municípios.
Pelo programa Patrulha Rural, o Governo de São Paulo destinou R$14 milhões para aquisição de 37 maquinários em 18 municípios da região. Em Bauru, também foi entregue um caminhão-pipa com investimento de R$492 mil.
Na área de segurança alimentar, o programa Cozinhalimento contemplou 25 municípios da região, com repasses de R$1,65 milhão. Bauru recebeu uma unidade inaugurada em 2024, com investimento de R$60 mil.
A região também avança na agenda ambiental. Atualmente, a Região Administrativa contabiliza mais de 22,1 mil cadastros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), sendo mais de 10 mil já validados.
Caravana 3D
O Governo de São Paulo anunciou, durante a Caravana 3D em Bauru, um pacote de R$753 milhões em investimentos para a região, contemplando saúde, infraestrutura, educação, segurança pública, saneamento e mobilidade. Na saúde, os aportes somam R$ 67,9 milhões, com destaque para a pedra fundamental do AME de Jaú, ampliação do Hospital das Clínicas de Botucatu, investimentos no Hospital Nossa Senhora da Piedade, em Lençois Paulista, e novos recursos da Tabela SUS Paulista para hospitais regionais. Também foram anunciados R$30 milhões para modernização do HC de Bauru. Na educação, os investimentos chegam a R$29,3 milhões em reformas, ampliações, obras e aquisição de equipamentos para escolas da região. Já na segurança pública, houve a entrega de 25 viaturas, além da inauguração da nova Central de Polícia Judiciária de Bauru e do núcleo integrado de perícias criminalísticas e médico-legais.
Na infraestrutura, o Governo firmou 40 convênios para obras em 38 municípios, totalizando R$75,1 milhões, além de autorizar a implantação do atracadouro da eclusa de Bariri, com investimento de R$65,5 milhões. A Sabesp também anunciou R$318 milhões em obras de saneamento entre 2026 e 2029 para 16 municípios da região. A agenda inclui ainda a entrega da duplicação de 22,3 quilômetros da Rodovia SP-333, em Guarantã, com investimento de R$145 milhões, e a visita ao futuro Centro TEA Paulista de Bauru, com aporte de R$12 milhões. A Caravana 3D, iniciativa do Governo de SP voltada aos pilares de desenvolvimento, dignidade e diálogo, já percorreu diversas regiões do estado promovendo investimentos e fortalecendo a articulação com os municípios.
Durante a semana, especialistas internacionais da instituição financeira, gestores públicos e diferentes players do setor produtivo e do mercado dialogaram para o refinamento da iniciativa
Entre os dias 18 e 21 de maio, a sede da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em Campinas, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, sediou a Missão do Banco Mundial para o projeto Agro Paulista Mais Verde. O encontro técnico e consultivo representa uma etapa crucial de articulação para o desenho e a futura implementação da iniciativa. O propósito central é transformar a paisagem do agronegócio paulista, com foco na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento socioeconômico, transformando a vida de quem trabalha e vive no campo.
A agenda de quatro dias foi estruturada como um espaço de escuta ativa e diálogo. Os debates reuniram especialistas internacionais da instituição financeira, gestores públicos e diferentes players do setor produtivo e do mercado para analisar e projetar os mecanismos operacionais do projeto. O foco é estabelecer bases sólidas para uma transição sustentável, que preserve os recursos naturais e potencialize a competitividade e a resiliência do produtor rural em todo o estado de São Paulo.
Para Diógenes Kassaoka, secretário executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a missão consolida o compromisso da Pasta em atrair investimentos globais que conversem diretamente com a realidade do agronegócio paulista. “Ter o Banco Mundial como principal parceiro na validação e construção do Agro Paulista Mais Verde nos dá a segurança de que estamos construindo uma política pública robusta”, fala o secretário.
No mesmo sentido, Alexandre Grassi, coordenador de extensão rural da CATI, representando o diretor Ricardo Pereira durante a missão, acredita que o contato direto e presencial com o Banco Mundial é uma oportunidade estratégica de unir a referência global em desenvolvimento sustentável à força técnica da CATI. “É um momento de alinhar visões, refinar metodologias de extensão rural e, principalmente, pensar em como potencializar o impacto das nossas políticas públicas na ponta, junto ao produtor rural”, comenta.
Durante as sessões de trabalho, os participantes se debruçam sobre análises prévias de viabilidade, metodologias de fomento a práticas de menor impacto de carbono e estratégias de fortalecimento da extensão rural, da conectividade no campo e do acesso ao mercado, entre outros pontos. Além de debater indicadores e estruturas de governança, as discussões buscam caminhos práticos para que a inovação tecnológica no campo resulte em melhoria real na qualidade de vida dos produtores rurais.
“Estamos aqui apoiando o Estado na avaliação final do desenho do projeto, após muitas discussões internas, externas, com consultas públicas ao setor privado, comunidade, potenciais beneficiários e parceiros. O próximo passo é preparar as documentações para as aprovações internas, tanto dentro do Banco quanto no Estado e junto ao Governo Federal. O trabalho continua: de preparação e elaboração dos materiais do projeto, como os editais; as agendas de engajamento, de mobilização dos beneficiários. Uma vez que todos esses trâmites aconteçam, o projeto estará mais pronto para estar em contato com os beneficiários e para começar os investimentos”, explica a economista Barbara Farinelli, representante do Banco Mundial.
Os direcionamentos resultantes do trabalho ao longo da semana nortearão as próximas fases do projeto.
O Dia Mundial das Abelhas, celebrado em 20 de maio e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), chama a atenção para o declínio das populações desses importantes polinizadores em todo o mundo. Fundamentais para a produção de alimentos e para o equilíbrio dos ecossistemas, as abelhas desempenham papel essencial na manutenção da biodiversidade e da vida no planeta.
Quando ocorre a morte de abelhas, é fundamental investigar as possíveis causas. Nesse contexto, o Instituto Biológico (IB-APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realiza análises laboratoriais em abelhas mortas por meio da Divisão de P&D em Proteção Ambiental, em atendimento às demandas da Defesa Agropecuária, dentro do Programa Saúde das Abelhas.
As análises têm como objetivo identificar a presença de resíduos de pesticidas, contribuindo para verificar se as mortes estão relacionadas à aplicação desses produtos. Esses estudos são fundamentais para apoiar ações de fiscalização, orientar o uso responsável de defensivos agrícolas e fortalecer iniciativas de preservação ambiental e proteção dos polinizadores.
Além disso, o Serviço Laboratorial Regional de Pesquisa em Sanidade Apícola, vinculado à Divisão de P&D em Sanidade Animal, desenvolve ações de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico voltada à criação de abelhas Apis mellifera africanizadas.
Entre as atribuições do laboratório, estão a realização de pesquisas relacionadas à saúde das abelhas, análises em patologia apícola e meliponícola, tanto pelos métodos tradicionais quanto moleculares, além do desenvolvimento de tecnologias voltadas à criação de abelhas africanizadas. O serviço também atua na produção de abelhas para pesquisa e preservação, na capacitação de profissionais ligados ao Sistema Oficial de Saúde Animal e na prestação de serviços especializados, como treinamento para produção de rainhas, alveolagem de cera e fornecimento de abelhas rainhas fecundadas e virgens.

Experiência educativa
Para quem deseja conhecer mais sobre o universo das abelhas, uma ótima opção é visitar gratuitamente a exposição Planeta Inseto, localizada no Museu do Instituto Biológico, em São Paulo. No espaço “Recanto das Abelhas”, os visitantes podem observar 11 colônias de espécies nativas, como Jataí, Iraí, Mandaçaia e Uruçu-Amarela.
O ambiente conta ainda com uma sala equipada com câmeras que permitem acompanhar, ao vivo, a organização das colmeias, proporcionando uma experiência educativa e interativa sobre a importância desses insetos para a natureza e para a produção de alimentos.
A experiência é uma oportunidade para aprender mais sobre as abelhas e refletir sobre a importância de sua preservação para o futuro do planeta.
O Museu do Instituto Biológico está localizado na Av. Dr. Dante Pazzanese, 64, na Vila Mariana, em São Paulo/SP. A visitação acontece de terça a domingo, das 9h às 16h, sem necessidade de agendamento.
Mesmo transformadas ao longo do tempo, as cidades mantêm no nome as marcas da força do agro paulista
O estado de São Paulo possui municípios com nomes que remetem ao universo agrícola, como frutas, plantações e elementos ligados ao campo. Isso porque a formação e o desenvolvimento de muitas cidades paulistas passaram diretamente pela atividade agrícola, que impulsionou a ocupação do território e a economia regional ao longo da história do estado. Em alguns casos, a origem do nome está relacionada aos cultivos predominantes durante a criação de cidades. Em outros, a associação virou apenas uma curiosidade histórica.
A relação, porém, ajuda a retratar a força e a diversidade do agro paulista, considerado o mais diversificado em produção e exportação do país. Em 2025, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) paulista foi estimado em mais de R$174,6 bilhões, refletindo a presença de cadeias produtivas que vão da cana-de-açúcar e da laranja até frutas, café, amendoim, carnes e hortaliças.
Segundo a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a mudança do perfil produtivo dessas cidades ao longo do tempo mostra a capacidade de adaptação do agro paulista, que incorporou novas culturas, tecnologias e mercados sem perder sua ligação histórica com o campo.
“O fato de um município chamado ‘Cafelândia’ hoje produzir cana ou olericultura não é apenas uma curiosidade histórica, mas o resultado de décadas de assistência técnica e do trabalho de extensão rural, que ajudaram o produtor a diversificar seus cultivos e buscar maior rentabilidade. O nome da cidade preserva a memória, mas a atuação da extensão rural no campo garante que o agricultor continue sendo produtivo, independentemente da cultura que ele cultiva hoje”, observa Ricardo Pereira, diretor da CATI.
Bananal
Parece óbvio associar o nome do município de Bananal à banana ou mesmo a um bananal, termo utilizado para designar uma plantação de bananeiras. No entanto, o nome da cidade deriva da palavra indígena “Banani”, que significa rio sinuoso em tupi-guarani. No município, não existe plantio comercial de banana, pois as áreas de cultivo são muito pequenas. Lá, o que predomina é a produção de leite. Mesmo sem uma relação direta com a fruta em seu nome, o município está localizado no Vale do Paraíba, segunda maior região produtora de banana do estado de São Paulo.
Batatais
Existem algumas versões históricas para o significado do nome Batatais. A mais aceita é baseada em relatos da época colonial, que associam o nome à atividade agrícola exercida pelos índios caiapós, habitantes naturais da região. Segundo consta, os primeiros bandeirantes teriam encontrado extensas plantações de batata-doce durante a busca por ouro, o que teria dado origem ao nome Batatais. Hoje, não há mais produção relevante de batata-doce. Atualmente, predomina o cultivo de cana-de-açúcar, em cerca de 50 mil hectares de um município com área total de 83 mil hectares.
Cafelândia
O nome do município de Cafelândia origina-se da intensa produção cafeeira na região durante sua fundação, no início do século XX. A denominação significa literalmente “Terra do Café”. Cafelândia iniciou sua trajetória agrícola com a cultura do café arábica e, ainda hoje, mantém áreas dedicadas à produção cafeeira, embora em menor escala, com cerca de 220 hectares cultivados. Atualmente, a cultura da cana-de-açúcar ocupa a maior parte da atividade agrícola do município, seguida pela pecuária de corte, café e olericultura.
Canas
O município de Canas recebeu esse nome em referência à antiga Fazenda das Canas, área utilizada no assentamento de imigrantes italianos destinada ao cultivo de cana-de-açúcar no Vale do Paraíba. Embora a cultura tenha feito parte da origem econômica e histórica da cidade, deixando marcas até hoje, não há mais produção relevante. Atualmente, o município tem como principais atividades a produção de arroz e leite.
Jaboticabal
O nome de Jaboticabal tem origem na grande quantidade de jabuticabeiras existentes na região à época de sua ocupação, no início do século XIX. O termo “jaboticabal” é utilizado para designar um local com muitas árvores da fruta, assim como “canavial” se refere a áreas de cultivo de cana-de-açúcar. Hoje, existem jabuticabeiras principalmente em praças e quintais. Atualmente, as principais culturas agrícolas do município são a cana-de-açúcar e o amendoim.
Laranjal Paulista
O nome do município de Laranjal Paulista está ligado à rota de tropeiros que seguiam rumo a Sorocaba no início do século XVII. Durante as viagens, eles costumavam descansar às margens de um ribeirão cercado por laranjeiras, que passou a ser conhecido como ribeirão dos laranjais, originando o nome da cidade. Embora nunca tenha havido produção comercial expressiva da fruta no município, Laranjal Paulista está localizado na região sorocabana, atualmente líder na produção paulista de laranja destinada tanto ao consumo in natura quanto à indústria, com 76,8 milhões de caixas de 40,8 quilos.
Limeira
Uma das versões históricas associa o nome do município de Limeira à presença marcante de árvores cítricas, conhecidas como limeiras, que produzem limas, frutas semelhantes ao limão. Essas árvores cresciam no local onde tropeiros e bandeirantes faziam pouso no século XVIII. O município possui importância histórica e estratégica para a citricultura paulista e brasileira. Até a década de 1960, Limeira foi conhecida como “Capital da Laranja” e, atualmente, carrega o título de “Berço da Citricultura Nacional”.
Palmital
Palmital leva esse nome devido à abundância de palmeiras da espécie Euterpe edulis (palmiteiro) encontradas na região durante sua colonização, por volta de 1886. A área era conhecida pela presença do palmito-juçara, espécie típica da Mata Atlântica. Atualmente, o município não possui protagonismo na produção de palmito.
Pitangueiras
O município de Pitangueiras recebeu esse nome devido à grande quantidade de pitangueiras encontradas na região durante a época de sua fundação, entre 1858 e 1881. Hoje, não existem mais plantios relevantes da fruta na cidade, onde atualmente predomina o cultivo de cana-de-açúcar.
Vinhedo
O nome do município de Vinhedo tem origem na forte presença de plantações de uva na região durante o processo de colonização e desenvolvimento agrícola da cidade, a partir do século XVII. O termo “vinhedo” significa justamente uma área cultivada com videiras destinadas à produção de uvas. Atualmente, a produção da fruta no município é quase inexistente, embora a cidade esteja localizada na região de Campinas, segunda maior produtora de uva de mesa do estado de São Paulo, com 40,1 milhões de quilos.
O dia 18 de maio marca o Dia Nacional dos Museus no Brasil, data que destaca a importância desses espaços na preservação da memória, da cultura e da ciência. No Instituto Biológico (IB-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o público encontra a exposição permanente Planeta Inseto, considerada o único zoológico de insetos do Brasil.
O espaço possui autorização oficial para criação, manejo e exposição de insetos, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.
Voltada principalmente para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos, a exposição recebe visitantes de todas as idades e proporciona uma experiência educativa, interativa e divertida. Durante a visita, o público é acompanhado por monitores treinados e tem a oportunidade de manusear alguns insetos, como o bicho-pau e os besouros tenébrios, além de observar formigas em plena atividade e acompanhar as lagartas do bicho-da-seda produzindo seus fios.
Um dos grandes diferenciais do Planeta Inseto é sua proposta lúdica e imersiva. No Jardim dos Insetos, os visitantes encontram cenários com flores gigantes, animais virtuais e reprodução de sons de diferentes espécies, criando uma experiência sensorial que aproxima o público do fascinante universo dos insetos.
A proposta expográfica reforça o compromisso do Instituto Biológico em oferecer um espaço dinâmico de educação científica e ambiental. Mais do que apresentar curiosidades sobre os insetos, a exposição busca conscientizar a população sobre a importância desses organismos para o equilíbrio ambiental, a agricultura e a biodiversidade, consolidando o Instituto Biológico como referência em pesquisa, preservação ambiental e divulgação científica.
Serviço
Museu do Instituto Biológico – Planeta Inseto
Local: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 16h, sem necessidade de agendamento.
Mais informações: comunicacao@biologico.sp.gov.br



Cooperativas vêm ampliando a participação da agricultura familiar paulista nas compras públicas de alimentos. Pelo PPAIS, produtores organizados conseguem ampliar mercado, gerar renda no campo e fortalecer o abastecimento de instituições públicas.
Por meio de avanços no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), SP saiu de R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar em 2023 para R$ 53,8 milhões em 2025; apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o programa já soma R$ 36,8 milhões comercializados
Desde 2023, o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) movimentou mais de R$ 128 milhões em compras públicas de alimentos produzidos por agricultores familiares e cooperativas de todo o estado de São Paulo. O programa é um dos principais instrumentos de apoio financeiro à produção rural paulista, garantindo mercado para o agricultor familiar, que produz, comercializa e abastece equipamentos públicos por meio das compras institucionais.
Coordenado pela Fundação Itesp, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o PPAIS conecta a produção da agricultura familiar às compras públicas estaduais, garantindo mercado, previsibilidade de renda e fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Os alimentos adquiridos abastecem escolas, universidades, hospitais e unidades prisionais, promovendo segurança alimentar e incentivando a produção paulista.
Os números mostram o crescimento acelerado do programa nos últimos anos. Em 2023, o PPAIS movimentou R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar. Em 2024, o valor subiu para R$ 20,4 milhões. Já em 2025, o programa bateu recorde e alcançou R$ 53,8 milhões comercializados. Em 2026, apenas até abril, o volume já supera R$ 36,8 milhões, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando a participação de cooperativas e produtores rurais no abastecimento das instituições públicas estaduais.
Os número são resultado de uma série de mudanças promovidas pelo governo paulista, como o aumento do limite de venda por produtor e/ou cooperativa de R$52 mil anuais para R$104 mil anuais, do aumento do número de produtos adquiríveis pelo estado – com a inclusão, por exemplo, do café – e os mutirões de emissão da DCOMP (Declaração de Conformidade ao Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social), realizados pelo Itesp para habilitar produtores e cooperativas junto ao programa.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que os números reforçam o compromisso do governo paulista com a agricultura familiar e com entregas concretas. “São mais de R$ 128 milhões movimentados pelo PPAIS desde 2023, levando renda para milhares de produtores e fortalecendo cooperativas em todas as regiões do estado. O programa demonstra como políticas públicas bem estruturadas conseguem ampliar mercado, estimular a produção e gerar desenvolvimento no campo ao mesmo tempo que garantem segurança alimentar”, afirma o secretário.
Para o diretor executivo da Fundação Itesp, Lucas Bressanin, o crescimento do programa é resultado de planejamento e reorganização das ações voltadas à agricultura familiar. “Estruturamos o programa em 2023, identificamos gargalos e ampliamos o alcance junto aos produtores e cooperativas. Fortalecemos cadeias importantes, como leite e hortifruti, incluímos o café, trabalhamos para a adesão de mais produtores e os resultados vieram. O PPAIS aproxima o campo das políticas públicas e gera impacto direto na renda das famílias produtoras”, destaca.
Novas cadeias ganham destaque
Além do crescimento do hortifruti, tradicionalmente consolidado no programa, duas cadeias ganharam protagonismo na atual gestão: leite e café. Em 2025, o Governo de São Paulo passou a incluir o café torrado e moído nas compras do PPAIS, ampliando oportunidades para cooperativas da agricultura familiar e agregando valor à produção paulista.
Segundo o analista de desenvolvimento agrário e gestor do programa, Clóvis Etto, o fortalecimento das cadeias produtivas foi fundamental para o desempenho recorde. “O hortifruti já se consolidou em praticamente todas as regiões do estado. Agora, o foco é impulsionar cadeias estratégicas como leite e café, ampliando oportunidades para as cooperativas e agregando valor à produção da agricultura familiar”, afirma.
A inclusão do café entre os produtos adquiridos pelo programa abriu novas perspectivas para cooperativas paulistas. A Coopercuesta, da região da Cuesta Paulista, é uma das beneficiadas pela medida. “Produzimos entre 5 mil e 6 mil sacas de café por ano, mas apenas cerca de 20% chegavam ao mercado Fair Trade internacional. Com o PPAIS, nossa expectativa é ampliar significativamente o processamento e a comercialização no mercado interno, levando mais estabilidade, renda e desenvolvimento para os produtores da região”, afirma Luís Carlos Josepetti Bassetto, presidente da cooperativa.
A expectativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento é que o PPAIS mantenha o ritmo de crescimento ao longo do ano e alcance a marca de R$ 100 milhões em compras públicas apenas em 2026, ampliando as oportunidades de comercialização para agricultores familiares, fortalecendo cooperativas e garantindo o abastecimento de equipamentos públicos com alimentos produzidos no campo paulista.
Evento gratuito no Instituto Biológico permite ao público acompanhar de perto a colheita, o processamento e a degustação de cafés produzidos em São Paulo
Colher café no meio da cidade de São Paulo pode parecer improvável, mas é exatamente essa a proposta do tradicional Sabor da Colheita, que chega à sua 18ª edição no próximo sábado, 23 de maio, no cafezal urbano do Instituto Biológico (IB-APTA), na Vila Mariana. O evento, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, marca oficialmente o início da safra paulista de café e convida o público a vivenciar diferentes etapas da produção cafeeira sem sair da capital.
Realizado no maior cafezal urbano do mundo, o evento reúne atividades práticas, degustações, orientações técnicas e atrações voltadas à valorização da cafeicultura paulista. A programação começa às 8h e inclui oficinas de colheita no campo, demonstrações de beneficiamento, rodas de conversa e experiências sensoriais com cafés produzidos em diferentes regiões do estado.
Durante as oficinas práticas, os participantes poderão colher café diretamente nos pés cultivados no Instituto Biológico e acompanhar etapas iniciais do processamento até a secagem em terreiro suspenso. As atividades serão realizadas em grupos ao longo da manhã, com orientação técnica de especialistas da Secretaria de Agricultura.



O público também poderá degustar cafés regionais, incluindo amostras de produtores premiados no Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e que já soma 24 edições. O evento contará ainda com a participação de produtores de cafés paulistas reconhecidos com selo de Indicação Geográfica (IG), certificação que valoriza a origem, a qualidade e a identidade regional da produção.
Atualmente, São Paulo possui seis regiões cafeeiras com Indicação Geográfica reconhecida, reforçando a relevância do estado no cenário nacional da cafeicultura. Além da tradição histórica, o setor segue em crescimento. Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da CATI projeta aumento de 15,2% na safra paulista 2025/26, com previsão de produção de 5,13 milhões de sacas de café.
A programação também inclui estandes institucionais, conteúdos técnicos sobre cafezal regenerativo e uma roda de conversa com o pesquisador Celso Vegro, do IEA-APTA, sobre a história, a economia e os desafios da cafeicultura paulista.
O Sabor da Colheita reúne diferentes áreas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ligadas à pesquisa, assistência técnica, defesa agropecuária, desenvolvimento do agronegócio e segurança alimentar. Entre os participantes estão a CATI, a APTA, a Defesa Agropecuária, a Diretoria de Segurança Alimentar, a Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios e a Câmara Setorial do Café.
Serviço – 18º Sabor da Colheita
Data: sábado, 23 de maio de 2026
Horário: a partir das 8h
Local: Instituto Biológico de São Paulo – Cafezal Urbano
Endereço: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia