Arranjo inédito entre Governo de SP, Cietec, Wylinka e Impact Hub celebra três anos conectando o patrimônio dos institutos de pesquisa diretamente ao mercado, com 35 deep techs aceleradas e mais de 200 conexões comerciais.
A ciência brasileira sempre foi o motor silencioso que transformou o agronegócio nacional em uma potência global. No entanto, um desafio histórico persistia: como pegar o patrimônio científico acumulado por décadas nos laboratórios e conectá-lo diretamente com a energia ágil do ecossistema de startups e do mercado? A resposta para essa pergunta consolidou-se nos últimos três anos através do AptaHub, que acaba de lançar seu Relatório de Impacto, reunindo dados de dezembro de 2022 a novembro de 2025.
Idealizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o AptaHub nasceu de um arranjo inédito de governança colaborativa. A iniciativa une as forças públicas à expertise de três das principais Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de inovação do país: Cietec, Wylinka e Impact Hub São Paulo. O resultado é uma plataforma viva desenhada para fazer a pesquisa saltar das bancadas direto para as mãos do produtor rural e para as prateleiras do varejo.
“O AptaHub cria pontes entre ciência e mercado, e isso abre portas para projetos super relevantes. É um espaço que incentiva que a pesquisa ganhe vida e se transforme em soluções reais”, destaca Izabela Alvim, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos).
A Força da rede em números
Em três anos de atuação, o AptaHub provou que a inovação cresce de verdade quando é cultivada intencionalmente. Aprovado pela capilaridade institucional de sete institutos de pesquisa icônicos do estado — IAC, IB, IEA, IP, ITAL, IZ e APTA Regional —, o hub consolidou uma comunidade robusta:
288 membros ativos: Uma engrenagem única formada por pesquisadores, empreendedores e mentores.
Capilaridade no solo paulista: 6 ambientes de inovação e 1 escritório estratégico operando em polos fundamentais. A comunidade divide-se entre o AptaHub Campinas Itapura/IAC (64 membros), Campinas Taquaral/ITAL (57), São Paulo/IB (56), Ribeirão Preto/IZ (48), Santos/IP (47) e Campinas Gramado/IB (16).
Uma Jornada Contínua: formação, aceleração e conexão Comercial
Para solucionar gargalos históricos do setor, como o gap entre pesquisa e mercado, programas genéricos e a falta de rastreabilidade de conexões, o AptaHub estruturou metodologias e programas específicos que acompanham toda a jornada da inovação:
Ciência empreendedora: Através do AptaHub Impulsiona, 83 pesquisadores foram capacitados e transformados em cientistas empreendedores orientados ao impacto real. O ecossistema conta ainda com o programa Multiplicadores, voltado para os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ICTs.
Impulso deeptech: O programa AptaHub Acelera impulsionou 35 startups científicas e tecnológicas, divididas em verticais estratégicas para o futuro do planeta: 18 soluções biotecnológicas, 10 agrodigitais e 7 voltadas ao clima (climatechs). Para isso, foram injetadas mais de 90 horas de mentorias individuais, conectando mais de 60 startups a cientistas da APTA.
Maturidade comercial: O AptaHub Conecta aproximou o ecossistema das grandes corporações, gerando 211 conexões qualificadas, com a participação de 121 startups e 34 pesquisadores em 39 desafios de inovação abertos pelo mercado.
Impacto na prática: Histórias de sucesso
Para além das estatísticas, o relatório traduz como o ecossistema ganha vida por meio da sustentabilidade, economia circular e resiliência climática:
Economia circular em Ribeirão Preto: A sinergia entre a startup AQUi9 e cientistas do Instituto de Zootecnia (IZ) resultou na aprovação de um projeto PIPE/FAPESP (julho de 2025) para transformar efluentes de piscicultura em fertilizantes líquidos de alta eficiência.
Soluções para grandes cadeias: A conexão de comunidade levou a startup Quality in Lab a firmar um contrato (agosto de 2025) com a Italac, prestando consultoria especializada em normas internacionais (ISO 17025) para os laboratórios de qualidade de uma das maiores indústrias de laticínios do país.
Resiliência climática via consórcio: As startups Agropixel, IDEGeo, Prometeus e Sea Carbon uniram-se a pesquisadores do IZ e do IAC. A união viabilizou um projeto robusto do CCD/FAPESP (setembro de 2025) focado em monitorar e recuperar pastagens degradadas em São Paulo utilizando Inteligência Artificial e drones.
O AptaHub consolida-se, assim, como uma vitrine de credibilidade científica sem paralelos no ecossistema brasileiro. Para startups, encurta o caminho jurídico e operacional até o capital intelectual de ponta. Para corporações, garante acesso antecipado a tecnologias validadas em laboratórios de referência. E para a sociedade, firma-se como a prova viva de que a ciência pública, quando orquestrada com eficiência e colaboração, gera riqueza sustentável, emprego e inovação soberana para o Brasil.
Confira o Relatório de Impacto do AptaHub na íntegra.
Informações para a Imprensa & parcerias estratégicas: Deborah Rebello | deborah@cietec.org.br Tiago Dias | tiago.dias@cietec.org.br Cietec | (11) 3039-830
Com o objetivo de conhecer a realidade dos pomares paulistas, a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa aos produtores de citros que o relatório Cancro/Greening deve ser entregue até o dia 15 de julho. O resultado das inspeções deve ser preenchido no sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e deve conter o resultado das vistorias trimestrais para cancro cítrico e HLB/Greening realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026 em todas as plantas cítricas da propriedade.
A entrega dos relatórios com dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária tenha informações precisas sobre a dispersão e incidência de doenças, possibilitando um melhor direcionamento das ações de defesa fitossanitária e de politicas públicas.
De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB), a eliminação de plantas sintomáticas deve ser realizada e os critérios passaram a ser definidos pelos estados. O monitoramento e controle do Psilídeo, inseto vetor do HLB/Greening, no entanto, é obrigatório em todos os pomares, independente da idade.
No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores independente da idade das plantas e o atraso ou a não entrega sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.
Cancro cítrico
O Cancro Cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri que ataca todas as variedades e espécies de citros, provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, quando em alta incidência, provoca desfolha e queda de frutos.
Desde 2017, com a publicação da Resolução do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA) nº 4, de 22 de março, o estado de São Paulo encontra-se reconhecido como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. Este procedimento possibilita a adoção de medidas fitossanitárias com o objetivo de reduzir o potencial de inóculo da praga e manter um nível apropriado de proteção contra a doença, viabilizando a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno como no mercado internacional.
HLB (Greening)
O HLB/Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo Psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inóculo para contaminação de outras plantas. O HLB/Greening é hoje a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.
Novos procedimentos
Publicada no dia 28 de maio, a Resolução SAA nº 32 de 2026 instituiu novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle do HLB/Greening. A publicação que revoga a Resolução SAA nº 88/2021, traz como nova medida, o monitoramento quinzenal (15 em 15 dias) do Psilídio (Diaphorina citri), inseto vetor da doença em pomares de qualquer idade e o controle para que não haja por completo o ciclo ovo-adulto.
A Resolução traz ainda a proposta de regionalização do Estado entre municípios de maior ou de menor incidência da doença. A partir de agora, os municípios paulistas serão divididos entre localidades com baixa ou alta incidência do HLB/Greening. Municípios com incidência de até 10% de pomares contaminados serão considerados baixo e acima disso, alta incidência.
Ainda, a publicação flexibiliza a erradicação de plantas doentes, pois a partir desta Resolução, produtores que possuem árvores adultas doentes e que cujas áreas de produção estejam em municípios com alta incidência, não necessitam mais realizar a erradicação compulsória. Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três (3) anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades.
Outra atualização instituída trata do transporte interestadual, já que passa a ser obrigatório o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros Estados, objetivando a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença. A exceção da etapa de escovação fica unicamente para a Tangerina Ponkan.
Por Felipe Nunes
Resultados revelaram também aumento expressivo da produtividade agrícola.
Por Carla Gomes (MTb 28156) – jornalista científica e assessora de comunicação do IAC
O Instituto Agronômico (IAC) completa 139 anos com mais uma conquista científica voltada à inovação no setor sucroenergético. O IAC obteve a patente de uma ferramenta biotecnológica capaz de aumentar a produção de biomassa vegetal e modificar sua composição, tornando-a mais adequada aos processos industriais de conversão em biocombustíveis avançados. A tecnologia — intitulada “Cassete de superexpressão do gene SHINE para produção de plantas com aumento de biomassa e alteração da mesma, seus usos e métodos” — é resultado de cerca de duas décadas de pesquisas conduzidas pelo Laboratório de Biotecnologia da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana do IAC, em Ribeirão Preto, interior paulista. Fundado em 27 de junho de 1887 por D. Pedro II, o IAC celebra 139 anos de existência este mês. A cerimônia comemorativa será realizada no próximo dia 30, às 15h, em Campinas.
Os resultados da pesquisa mostraram que é possível aumentar a produção de biomassa e, ao mesmo tempo, torná-la mais acessível aos processos industriais de conversão. “Essa combinação é particularmente interessante para a produção de etanol celulósico, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), bioquímicos e outros produtos da bioeconomia”, destaca a pesquisadora do IAC e inventora da patente, Silvana Aparecida Creste Dias de Souza.
Essa patente fortalece a estratégia institucional do IAC de transformar resultados científicos em tecnologias aplicáveis aos setores produtivos, contribuindo para a competitividade da agricultura brasileira e para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono baseada em recursos renováveis.
Segundo a cientista, essa invenção tem foco na compreensão dos mecanismos genéticos envolvidos na formação da parede celular da cana-de-açúcar e no desenvolvimento de estratégias capazes de aumentar o aproveitamento da biomassa para a produção de energia renovável. “A tecnologia utiliza a superexpressão do gene SHINE, um fator de transcrição que regula processos relacionados ao crescimento vegetal e à composição da parede celular”, comenta a pesquisadora do IAC, da APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Os estudos demonstraram que a expressão desse gene promove simultaneamente aumento da produção de biomassa, redução dos teores de lignina e maior eficiência da sacarificação, etapa responsável pela conversão da biomassa em açúcares fermentáveis. “Essas características são particularmente relevantes para a produção de etanol de segunda geração (2G), obtido a partir da fração lignocelulósica da cana, como bagaço e palha. Diferentemente do etanol convencional, produzido a partir dos açúcares presentes no caldo da cana, o etanol 2G depende da quebra da parede celular vegetal para liberar os açúcares estruturais presentes na celulose e hemicelulose”, explica.
Tecnologia patenteada reduz a lignina, aumenta a disponibilidade da biomassa e contribui para elevar a eficiência da conversão da matéria-prima em biocombustíveis
Silvana Creste relata que um dos principais desafios desse processo é justamente a presença da lignina, componente que confere rigidez à planta e dificulta o acesso das enzimas à celulose e hemicelulose durante o processamento industrial. A hemicelulose é um componente da parede celular, junto com a celulose e a lignina. “Nosso objetivo foi desenvolver uma tecnologia capaz de atuar simultaneamente em dois gargalos importantes da produção de etanol de segunda geração: aumentar a disponibilidade de biomassa e melhorar sua conversão em açúcares fermentáveis. Os resultados demonstraram que o gene SHINE possui grande potencial para aplicações em culturas energéticas”, afirma a pesquisadora do Instituto Agronômico.
Nos últimos anos, eventos transgênicos desenvolvidos com a tecnologia SHINE foram avaliados em campo em duas variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas pelo Instituto Agronômico: a IACSP01-5503 e a IACSP02-1064. Conduzidos ao longo de dois ciclos agrícolas, os experimentos demonstraram ganhos consistentes na produção de biomassa seca por hectare, acompanhados por aumento da produção de açúcar por hectare. “Esses dados indicam que a tecnologia não apenas favorece o aproveitamento da biomassa para etanol celulósico, mas também pode contribuir para o aumento da produção de açúcar e de energia por unidade de área cultivada”, afirma.
Além do potencial para a indústria de biocombustíveis, a tecnologia também poderá ser incorporada futuramente a novas plataformas de melhoramento e engenharia genética de plantas, combinando-se a outras características agronômicas de interesse, como resistência a pragas, tolerância a herbicidas e adaptação a condições ambientais adversas.
A ferramenta surgiu a partir de estudos de genômica funcional voltados à identificação de genes capazes de alterar características estruturais da planta sem comprometer seu desenvolvimento. Embora a tecnologia tenha sido originalmente concebida para aumentar a eficiência da produção de etanol de segunda geração, os resultados obtidos em avaliações de campo mostraram o aumento expressivo da produtividade agrícola — um benefício adicional de grande relevância para o setor sucroenergético.
Além da pesquisadora do IAC, a equipe de inventores reúne também Alexandre Palma Boer Martins, Michael dos Santos Brito, Paula Macedo Nóbile e Natália Gonçalves Takahashi. O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Superávit do agro paulista registra US$ 8,37 bilhões de janeiro a maio de 2026
Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 8,37 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 10,85 bilhões, frente a importações de US$ 2,48 bilhões. No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações do Estado de São Paulo, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a capacidade do setor de manter e ampliar sua participação nos mercados internacionais mesmo em um ambiente menos favorável para os preços agrícolas. “Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado, que de fato não está acontecendo praticamente para nenhuma cadeia. Esse é um diferencial do agro paulista. Mesmo diante da redução das cotações internacionais de importantes commodities, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões. É um resultado que reflete produtividade, tecnologia e a capacidade dos produtores paulistas de seguir atendendo mercados cada vez mais exigentes.”
Apesar da redução de 3,2% no valor exportado, em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado cresceu 5,2%, aponta o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. “Isso mostra que o agronegócio paulista continua vendendo mais produtos ao exterior. O principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como açúcar e suco de laranja”, afirma.
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS PELO AGRO DE SP
O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$2,3 bilhões. Deste total, o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico, etanol, 4,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,0% das vendas externas do setor, totalizando US$1,8 bilhão, com a carne bovina respondendo por 83,5%. O complexo soja teve participação de 14,3% do total exportado, registrando US$1,05 bilhão, 84,3% referentes à soja em grão e 10,7% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 13,0% do valor exportado, com US$1,4 bilhão, com 65,1% de celulose e 28,8% de papel. Os sucos responderam por 7,5% de participação, somando US$813,2 milhões, dos quais 96,3% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,1% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 6,4% de participação na pauta de exportações, somando US$689,2 milhões, 67,9% referentes ao café verde e 27,4% de café solúvel.
As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%), além de quedas nos grupos de sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%).
Para José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, impulsionados por uma demanda internacional aquecida por celulose.
PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA
A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,8% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece em seguida, com 14,7% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,2%.
PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL
No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,4% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).
CENÁRIO FUTURO
O diretor da entidade acredita que o comércio exterior segue cercado de incertezas, influenciado por fatores como preços internacionais, custos logísticos e cenário geopolítico, mas que ainda assim, há expectativa de fortalecimento das exportações de açúcar ao longo do segundo semestre: “A restrição das exportações indianas pode abrir oportunidades adicionais para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia”, completa.
SOBRE A APTA
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.
Informações para imprensa:
Luíza Cardoso Costa
luiza.costa@sp.gov.br
Referência nacional na implementação do Código Florestal, São Paulo transforma a regularização ambiental em ferramenta de desenvolvimento para o campo
Em meio à Mata Atlântica do Vale do Ribeira, a propriedade da família de Agnaldo José de Oliveira carrega cerca de um século de história. Localizado no entorno do Parque Estadual Intervales, em Sete Barras, o Sítio Boa Vista passou por uma transformação nos últimos anos: o antigo monocultivo de banana prata deu espaço a um sistema agroflorestal que hoje reúne palmito juçara, espécies nativas de madeira, frutas e raízes cultivadas em meio à floresta.
Agricultor e integrante da Cooperativa Agropecuária de Produtos Sustentáveis do Guapiruvu (Cooperagua), Agnaldo representa a terceira geração da família na propriedade que pertenceu ao avô materno. A mudança no modelo produtivo começou no início dos anos 2000, impulsionada pelo desgaste do solo, pela instabilidade financeira e pela necessidade de adaptação das famílias da região após a criação do parque estadual, em 1995.
“Repensamos o modelo de produção e vimos que ter uma diversidade de culturas em meio à floresta poderia, por exemplo, impedir o avanço de pragas na nossa propriedade, promovendo o equilíbrio ambiental”, conta o produtor.
Hoje, nos oito hectares da propriedade, cinco são destinados ao manejo agroflorestal e três compõem a reserva legal. Além da banana, a família produz majoritariamente palmito juçara — espécie antes ameaçada de extinção na região — além de cedro, ipê, canela, jaca, fruta-do-conde, mandioca, cará e outras culturas.
“A regularização ambiental, há cerca de 10 anos, contribuiu para fortalecer nossos negócios e ampliar o acesso às políticas públicas. Também foi fundamental para avançarmos no manejo florestal sustentável, garantindo autorização para o manejo e corte da juçara”, observa Agnaldo.


A experiência do produtor é um exemplo do trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), para orientar produtores rurais sobre regularização ambiental, manejo sustentável e uso produtivo de áreas de preservação e vegetação nativa.
A iniciativa é conduzida pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), que oferece apoio técnico sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Programas de Regularização Ambiental (PRA), Sistemas Agroflorestais (SAFs), coleta de produtos florestais e plantio comercial de espécies nativas.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, a regularização ambiental deixou de ser apenas uma obrigação legal e passou a representar uma oportunidade para o produtor rural. “Quando o produtor recebe orientação técnica e segurança para investir, a preservação deixa de ser vista como obstáculo e passa a integrar a estratégia de desenvolvimento da propriedade rural”, destaca o secretário.
São Paulo lidera regularização ambiental no Brasil
O Estado de São Paulo já superou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, liderando a implementação do Código Florestal Brasileiro. Desse total, mais de 54 mil cadastros possuem passivo ambiental identificado, abrangendo uma área de 111.922 hectares. Desse total, o estado já contabiliza mais de 1.200 projetos de recomposição ( PRADAs ) validados em andamento, ou seja, são mais de 21.500 hectares em processo de recomposição ambiental entre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais.
Produção de ovos orgânicos alia expansão e responsabilidade ambiental
Em Avaré, a regularização ambiental também faz parte da estratégia de crescimento da Fazenda Raiar Orgânicos, que se dedica à produção de ovos orgânicos em larga escala. A propriedade, adquirida em 2020, está localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Botucatu e possui 163 hectares. O projeto prevê capacidade para até 700 mil aves. Atualmente, a operação conta com cerca de 375 mil animais e produção anual aproximada de 72 milhões de ovos orgânicos.
Após a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) pelos técnicos da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), realizada no início deste ano, foi constatada a necessidade de recomposição de 5 hectares da propriedade, localizada em uma região de transição entre Cerrado e Mata Atlântica, para complementação da área de Reserva Legal.
Com a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), formalizada por meio da assinatura do Termo de Compromisso e da elaboração do PRADA, teve início a recuperação da área. Até o momento, foram plantadas cerca de 5 mil mudas nativas de 60 espécies diferentes em 4 hectares. A etapa final prevê o plantio de outras 1.600 mudas em 1 hectare, concluindo a recomposição prevista no projeto.
Para Mayara Cristian Rodrigues, analista ambiental da Raiar Orgânicos, a regularização ambiental fortalece não apenas a conformidade legal da empresa, mas também sua credibilidade no mercado. “A regularização ambiental mostra que produzir alimentos e conservar recursos naturais não são objetivos opostos. A sustentabilidade ambiental é parte fundamental da construção de um negócio resiliente, eficiente e preparado para o futuro”, completa.
Impulsionada pela busca por produtos de maior valor agregado, a bubalinocultura está em forte expansão no Brasil, com destaque principalmente para a região Norte e o estado de São Paulo. De olho neste crescimento, o Instituto de Zootecnia (IZ–APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está abrindo nova disciplina em seu Programa de Pós-graduação, com foco específico na atividade.
Ministrada pelos pesquisadores do IZ Anibal Eugênio Vercesi Filho e Nélcio Antonio Tonizza de Carvalho e envolvendo aulas teóricas e práticas de campo, a nova disciplina trará conteúdos fundamentais sobre a produção de búfalos, seu contexto agropecuário no país, o manejo e os sistemas de produção e comercialização de produtos. As inscrições estarão disponíveis para os estudantes do Programa a partir do segundo semestre de 2026. “Nosso objetivo é fornecer conhecimento técnico e visão estratégica para inovação tecnológica e fortalecimento da bubalinocultura”, enfatiza Vercesi.
De acordo com Carvalho, o conteúdo oferecido irá abranger aspectos históricos, biológicos, produtivos e socioeconômicos. “Vamos dar ênfase a importância zootécnica, manejo nutricional e sanitário, reprodução e produção de leite e carne”, relata.
A disciplina também envolverá conceitos de instalações e infraestrutura, comportamento, adaptação ambiental e bem-estar animal, e contará com apoio da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB).
Pós-graduação do IZ
Criado em 2009, o Programa de Pós-graduação em Produção Animal Sustentável do IZ conta com nota 5 na avaliação oficial da CAPES e possui 3 linhas de pesquisa: Recursos Genéticos, Melhoramento e Reprodução Animal; Intensificação e Sustentabilidade de Sistemas de Produção; Segurança Alimentar, Ambiência e Bem-Estar Animal. Para conhecer cada uma delas e se inteirar da abertura de novos processos seletivos, acesse a página do Programa.
O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, acaba de divulgar a publicação do Projeto de Monitoramento e Caracterização Socioeconômica da Atividade Pesqueira no Rio Doce e no Litoral do Espírito Santo. A publicação reúne os resultados obtidos entre 2021 e 2024 e apresenta um amplo panorama da pesca e da aquicultura na região afetada pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), que ocorreu em novembro de 2015.
O trabalho foi desenvolvido sob a coordenação geral do pesquisador do IP Antonio Olinto Ávila da Silva, em parceria com o professor Maurício Hostim, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e teve como objetivo avaliar a evolução dos impactos do desastre sobre a atividade pesqueira, abrangendo tanto a pesca extrativa quanto a aquicultura. A área de estudo contemplou ambientes continentais ao longo da bacia do rio Doce, nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além dos ambientes estuarino e marinho do litoral capixaba.
Monitoramento em ampla escala
Ao longo do período de monitoramento, foram registradas 2.741 unidades produtivas, entre pescadores e embarcações, além de 24.897 viagens de pesca e descargas que totalizaram 15.891 toneladas de pescado. Paralelamente, as ações de caracterização socioeconômica resultaram na realização de 3.279 entrevistas com pescadores e pescadoras artesanais, 935 entrevistas voltadas à caracterização das embarcações e no mapeamento de 1.108 infraestruturas ligadas à cadeia produtiva da pesca e da aquicultura.
A pesquisa abrangeu 42 municípios, sendo 29 em Minas Gerais e 13 no Espírito Santo. O monitoramento da atividade pesqueira foi realizado em 32 municípios do ambiente continental e em 11 municípios do ambiente marinho, com destaque para Linhares (ES), que recebeu ambos os monitoramentos devido à sua localização estratégica na foz do rio Doce.
Os dados levantados permitiram caracterizar a atividade pesqueira em diferentes ambientes, incluindo rios, lagoas, estuários e áreas marinhas. O estudo também registrou informações sobre infraestrutura pesqueira, embarcações, aparelhos de pesca utilizados, principais espécies capturadas, volume e valor das descargas de pescado, além do perfil socioeconômico das comunidades pesqueiras.
Contribuições para o setor pesqueiro
Entre os resultados observados no ambiente continental, o levantamento identificou 1.965 unidades produtivas, das quais 31% dos pescadores cadastrados e 16% das embarcações declararam-se inativos. Em grande parte dos casos, a principal justificativa apontada para a interrupção das atividades esteve relacionada às consequências do rompimento da barragem. No caso do monitoramento marinho e estuarino, no período de estudo, foram identificadas 776 unidades produtivas, sendo 87% artesanais e 13% industriais. No total foram registradas 17.270 viagens com um volume descarregado de 15.752 toneladas de pescado.
A análise dos dados permitiu traçar um panorama atual da atividade pesqueira na região e gerar informações estratégicas para subsidiar políticas públicas, ações de recuperação ambiental e iniciativas de apoio às comunidades que dependem da pesca e da aquicultura como fonte de renda e subsistência.
De acordo com a pesquisadora do IP e uma das autoras do relatório, Paula Maria Gênova de Castro Campanha, “este produto mostra o perfil e a atividade dos pescadores na região do Rio Doce, afetada pelo desastre de Mariana, e no litoral do Espírito Santo. O monitoramento representa a base de dados indispensável para a formulação de políticas públicas apropriadas para o setor”.
Também pesquisadora do Instituto, Maria Letizia Petesse ressalta que “os desafios na atividade pesqueira, tanto na parte continental quanto marinha, são muito grandes e precisam ser acompanhados de forma constante para compreender as transformações na atividade ao longo do tempo”.
Para acessar a publicação completa, clique aqui.
Por Andressa Claudino
Instituto de Pesca
O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.
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Gabriela Souza /Andressa Claudino
Cel.: (11) 94147-8525
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Não declaração pode acarretar sanções administrativas e suspensão na movimentação
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), informa aos produtores que chega ao fim, no próximo domingo, dia 14 junho, a Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre. Devem ser atualizados, além dos bovinos, os rebanhos de bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.
A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e a inviabilidade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), além da possibilidade de sanções administrativas.
A declaração pode ser feita diretamente no sistema GEDAVE. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária. Os endereços estão disponíveis em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/.
“Agradecemos a todos os produtores que já realizaram sua declaração e que já quitaram suas contribuições ao FUNDESA-PEC. Estamos hoje com 83% dos bovídeos já declarados, porém, apenas 65% das propriedades já atualizaram seus saldos. Chamamos atenção para as pequenas propriedades para que não percam os prazos, pois essas informações são essenciais para sabermos as reais condições dos rebanhos paulistas e assim, continuar garantindo a sanidade animal dos rebanhos paulistas”, comenta, Erika Mello, médica-veterinária e diretora da Defesa Agropecuária.
FUNDESA-PEC
A partir desta campanha, proprietários de bovinos e bubalinos passaram, além de declararem seus rebanhos, a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal Para a Pecuária (Fundesa-PEC), o seguro paulista para a Febre Aftosa.
O Fundesa-PEC está sendo abastecido por contribuições dos produtores, calculadas com base no número de animais declarados no rebanho. Para 2026, o valor da contribuição é de R$ 1,076 por animal e até o presente momento, já foram recolhidos R$ 9.813.684,20 (nove milhões, oitocentos e treze mil, seiscentos e oitenta e quatro reais e vinte centavos).
Em caso de ocorrência de um foco de Febre Aftosa, a Defesa Agropecuária precisa atuar rapidamente para conter o problema. Em situações desse tipo, pode ser necessário o abate sanitário de animais para impedir a disseminação da doença. Nesses casos, o fundo entra em ação para garantir a indenização ao produtor.
A existência do fundo permite uma resposta mais rápida diante de emergências sanitárias e fortalece o sistema de sanidade animal do Estado.
Por Felipe Nunes
Adriana Verdi participou do painel sobre tecnologia, inteligência de dados e inovação no agro ao lado de lideranças do setor, pesquisadores e executivos
A importância da pesquisa científica, da inovação tecnológica e da produção de conhecimento para enfrentar os desafios das mudanças climáticas esteve no centro dos debates do Planeta Mulheres Sustentáveis, realizado nesta segunda-feira (8) no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista. Entre os destaques da programação esteve a participação de Adriana Verdi, vice-diretora da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O painel “Tecnologia, Inteligência de Dados e Inovação no Agro para Mitigação Climática” reuniu especialistas de diferentes áreas do conhecimento para discutir como ciência, tecnologia e governança podem contribuir para a construção de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis. Ao lado de Adriana estiveram Erika Mota Santana, presidente do Instituto Inteligência Solidária; Bruno Wanderley de Freitas, economista sênior e sócio da DATAGRO; Ana Mendes, diretora de Operações da AgroSmart; Areadne Zorzetto, diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences para a América Latina; Gustavo Melles, especialista em inteligência artificial aplicada aos negócios; e Silmara Calestini Montemor, pesquisadora em Direito Ambiental Internacional.
Durante sua apresentação, Adriana destacou que a inovação no agronegócio vai muito além das soluções digitais e envolve uma ampla gama de tecnologias desenvolvidas para responder aos desafios ambientais e produtivos do setor. “Quando falamos em inovação, o senso comum costuma associá-la apenas ao universo digital. Mas existem tecnologias e inovações fundamentais sendo desenvolvidas em áreas como sustentabilidade, mitigação das mudanças climáticas, insumos biológicos e produção de variedades mais resilientes. Essas soluções têm gerado benefícios concretos para a sociedade e ajudado a resolver desafios reais do agronegócio”, afirmou.
A especialista também ressaltou o papel estratégico dos institutos de pesquisa na conexão entre conhecimento científico, iniciativa privada e políticas públicas: “O painel foi uma oportunidade para mostrar o trabalho desenvolvido pelos institutos de pesquisa e destacar a importância da articulação entre pesquisa pública, iniciativa privada e governos. Discutimos a relevância da produção de dados, da geração de conhecimento e de pesquisas voltadas à mitigação dos impactos das mudanças climáticas, considerando os aspectos ambientais, econômicos e sociais da sustentabilidade.”.
Segundo Adriana Verdi, um dos principais desafios atuais é garantir que os avanços científicos cheguem efetivamente aos produtores rurais e às cadeias produtivas. “A governança tem um papel fundamental para que essas tecnologias e inovações alcancem o campo, as cadeias produtivas e os territórios. É por meio dessa articulação que conseguimos transformar conhecimento em soluções práticas e gerar impacto positivo para a sociedade.” Ao considerar esta necessidade de articular interesses de diversos agentes envolvidos em projetos coletivos voltados ao desenvolvimento de inovação aberta, Verdi ressaltou o papel das fundações de apoio, sobretudo da FUNDEPAG.
O Planeta Mulheres Sustentáveis se consolidou como um importante espaço de diálogo sobre desenvolvimento sustentável, inovação e protagonismo feminino, promovendo a troca de experiências e a construção de conexões entre os diferentes atores envolvidos na transformação dos setores produtivos brasileiros. A participação de Adriana Verdi reforçou a relevância da ciência, da pesquisa aplicada e da APTA como pilares fundamentais para a adaptação do agronegócio paulista às mudanças climáticas.
Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente convida a sociedade a refletir sobre a importância da preservação dos recursos naturais e da adoção de práticas sustentáveis. O Instituto Biológico (IB-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, atua diretamente nesse compromisso por meio de pesquisas científicas, desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, educação ambiental e preservação da biodiversidade.
Por meio dos Laboratórios da Divisão de P&D em Proteção Ambiental, o Instituto desenvolve pesquisas voltadas à compreensão dos impactos das ações de controle de pragas e doenças sobre o agroecossistema, buscando soluções que conciliem produção agropecuária, segurança ambiental e saúde única.
Entre as atividades desenvolvidas estão estudos sobre comportamento, persistência e efeitos ecotoxicológicos de pesticidas, medicamentos veterinários, fertilizantes e outros insumos agrícolas; avaliação dos impactos ambientais causados por contaminantes; monitoramento da exposição ambiental e ocupacional a pesticidas; e desenvolvimento de bioindicadores para avaliação da qualidade ambiental, além da validação de metodologias analíticas para identificação de resíduos em solo, água, alimentos, plantas e outros compartimentos ambientais.
A Divisão também atua em pesquisas sobre resistência e mecanismos de ação de substâncias naturais e sintéticas, desenvolvimento de tecnologias de biorremediação, estudos toxicológicos e avaliação de resíduos agrícolas, urbanos e industriais, contribuindo para o estabelecimento de práticas mais seguras e sustentáveis para o setor agropecuário.
Entre as iniciativas institucionais destacam-se ainda pesquisas sobre manejo sustentável de culturas agrícolas, preservação de polinizadores, controle biológico, agricultura regenerativa e monitoramento ambiental. Essas ações auxiliam produtores rurais e a sociedade na adoção de práticas que reduzem impactos ambientais e promovem o equilíbrio dos ecossistemas.
Além da pesquisa científica, o Instituto também promove atividades educativas e de conscientização, aproximando crianças, jovens e adultos da ciência e da conservação ambiental por meio de iniciativas como o Museu do Instituto Biológico e o Planeta Inseto.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o Instituto Biológico reforça a importância da união entre ciência, inovação e sustentabilidade para enfrentar os desafios ambientais e construir um futuro mais equilibrado para as próximas gerações.