Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

Sanidade – Servidores recebem treinamento para inserção de drones em ações de fiscalização

Aconteceu de 3 a 5 de março, na sede da Defesa Agropecuária em Campinas, treinamento realizado pela Coordenadoria de Inteligência e Trânsito (COINT) com o objetivo de capacitar cerca de 50 servidores que contarão com o auxílio de drones para a realização das atividades de fiscalização nas áreas animal e vegetal. A atividade foi conduzida pelas médicas-veterinárias Erika Mello e Sabrina Latorre, coordenadora da COINT e chefe da Divisão de Inteligência, respectivamente.

“O uso dos drones passa a ser mais uma ferramenta para auxiliar as ações de fiscalização tanto na área animal, como na vegetal. A atuação dos drones podem surtir resultados que não alcançaríamos sem eles, seja pela dificuldade de acesso ao local fiscalizado ou ainda por incapacidade de cobrir uma área mais extensa ou de posicionamento mais adequado para a produção de provas de fiscalização. Essas dificuldades podem ser contornadas com essa nova aquisição, que aumentará a precisão e a segurança de nossos servidores durante as atividades”, destacou a coordenadora da COINT.

A atividade abordou a legislação vigente para os voos de drones, o cadastro dos servidores no sistema SARPAS do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável por aprovar as solicitações de voo das aeronaves remotamente pilotadas, boas práticas e prevenção de acidentes, dentre outros temas. Na parte prática, os servidores dividiram-se em duplas para realizarem voos coletivos seguindo as orientações repassadas durante o módulo teórico.

Inicialmente, os servidores contarão com 15 aparelhos que serão distribuídos dentre os 16 Departamentos Regionais e a sede, conforme a demanda.

Cerca de 50 servidores foram capacitados para as atividades com drones

Na área da Defesa Agropecuária, o uso desta tecnologia auxilia os fiscais nas ações envolvendo fertilizantes (inspeção de plantas industriais, amostragem de fertilizantes a granel); agrotóxicos (auxílio nas buscas por agrotóxicos ilegais em grandes propriedades ou empresas); sementes e mudas (fiscalização em campos de sementes, localização de áreas de plantios e de viveiros); área animal (levantamentos de rebanhos, identificação de locais com rebanhos ou áreas com criatórios de animais, como, por exemplo, criadores de frangos); orgânicos (inspeção em propriedades, levantamento de insumos proibidos, auditoria em propriedades certificadas); aviação agrícola (inspeção em pátios de descontaminação, verificação de ação da deriva em denúncias); sanidade vegetal (utilização em levantamentos e monitoramentos de pragas dos vegetais), trânsito (monitoramento aéreo da região próxima ao local da fiscalização volante) e inteligência (levantamento de dados sobre movimentação animal), entre outras.

“O treinamento foi muito proveitoso e nossos fiscais se dedicaram muito a aprender o conteúdo ensinado. Foi motivo de orgulho vê-los já pilotando após a parte teórica do treinamento e participando ativamente, trazendo suas dúvidas e experiências. Estamos otimistas com o início da utilização desta inovação na Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo e acreditamos que, em breve, já poderemos começar a ver os frutos dos primeiros voos de nossos drones. O agronegócio paulista só tem a ganhar com um trabalho mais moderno da Defesa”, destaca Erika.

Por Felipe Nunes

Carnes e Produtos Florestais seguem puxando o saldo positivo das exportações

Nos dois primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$2,79 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$3,76 bilhões e de importações que totalizaram US$0,97 bilhão. A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro bimestre de 2026 foi de 40,2%, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,5% do total no estado.

“O resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter um desempenho sólido nas exportações mesmo em um cenário global desafiador. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 28% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,05 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,7% e o álcool etílico, etanol, 5,3%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$623 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%. Produtos florestais representaram 15,3% do volume exportado, com US$576,34 milhões, com 67,8% de celulose e 26,9% de papel. Sucos responderam por 9% de participação, somando US$337,70 milhões, dos quais 96,8% são referentes ao suco de laranja, e o café, com 7,4% de participação na pauta de exportações, somando US$279,17 milhões, 72,9% referentes ao café verde e 24,0% de café solúvel. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,3% das exportações do agronegócio paulista. E na oitava posição, o complexo soja, que teve participação de 3,2% do total exportado, registrando US$120,48 milhões, 57,9% referentes à soja em grão e 24,1% de farelo de soja.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+16,5%), carnes (+9,8%) e quedas nos grupos de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%), café (-5,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 20,5% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja. A União Europeia vem em seguida com 16,9% de participação, e os Estados Unidos somaram 9,7% de participação.

PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL 

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 16,6% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%).

Figura 1: Participações das exportações do agro por UF, primeiro bimestre de 2026.

Fonte: elaborado pelo IEA-APTA a partir dos dados do COMEXSTAT do MDIC.

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

SOBRE A APTA

A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.

Levantamento da Secretaria Estadual de Agricultura considera o total de pessoas físicas beneficiadas pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista entre 2023 e 2025; dados incluem linha exclusiva de crédito voltada às produtoras rurais do governo paulista.

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo confirmam o avanço da participação feminina nas políticas públicas de crédito rural. Entre 2023 e 2025, as mulheres representaram 43,2% das pessoas físicas que acessaram financiamento por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), fundo vinculado à secretaria estadual, voltado à modernização das propriedades, ao aumento da qualidade produtiva e da renda no campo.

Tal resultado adquire ainda mais relevância no atual contexto global, em que o acesso ao crédito e à infraestrutura produtiva figuram entre os principais desafios enfrentados pelas mulheres do campo. Em 2026, a Organização das Nações Unidas, por meio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), declarou o Ano Internacional da Mulher Agricultora. A iniciativa busca ampliar o reconhecimento das mulheres na produção de alimentos e estimular políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades no meio rural.

Em São Paulo, além do acesso ao crédito, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento atua junto às produtoras por meio da assistência técnica e extensão rural, da pesquisa científica e da defesa agropecuária, oferecendo suporte para aumento da produtividade, melhoria da gestão das propriedades e geração de renda no campo.

“O fortalecimento da presença feminina no agro passa por instrumentos concretos de apoio às produtoras rurais. Em São Paulo, o crédito rural tem sido uma ferramenta importante para ampliar oportunidades, incentivar investimentos nas propriedades e estimular o desenvolvimento econômico das famílias rurais”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

FEAP Mulher: inclusão produtiva no campo

Entre as iniciativas voltadas exclusivamente às produtoras está o FEAP Mulher Agro SP, linha de crédito destinada a apoiar investimentos nas propriedades rurais lideradas por mulheres. O objetivo é disponibilizar recursos financeiros para atender às necessidades das atividades agropecuárias desenvolvidas pelas produtoras e incentivar a formalização da atividade rural com o apoio técnico da Secretaria de Agricultura.

Desde 2023, a linha já disponibilizou R$ 27 milhões em financiamentos, beneficiando mais de mil produtoras rurais em diferentes regiões do estado. Os recursos podem ser utilizados para investimentos voltados à melhoria da infraestrutura produtiva e tecnológica das propriedades, além de ações de custeio associadas definidas em projeto técnico.

A linha permite financiamentos de até R$ 30 mil por produtora, com prazo de pagamento de até 84 meses, incluindo carência de até 12 meses, e taxa efetiva de juros de 2% ao ano. Os projetos são elaborados por técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) ou da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), que também acompanham a execução das atividades nas propriedades.

Para o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves, o crédito rural também representa um importante ponto de partida para ampliar o acesso das produtoras a outros serviços do governo de São Paulo. “O crédito muitas vezes representa o primeiro contato mais estruturado entre o produtor e a assistência técnica. A partir da elaboração do projeto e do acompanhamento da aplicação dos recursos, os técnicos passam a atuar de forma mais próxima nas propriedades, orientando melhorias na produção, na gestão e na adoção de boas práticas. Isso gera mais produtividade, mais renda e contribui para o desenvolvimento regional”, afirma.

Impacto na vida das produtoras rurais

É o caso da produtora Fernanda Torres da Silva, do município de Cerqueira César. Ela atua há cerca de dez anos na bovinocultura leiteira, no Sítio São Pedro, propriedade de 18 hectares, onde conduz a produção com sua família.

Em 2024, Fernanda acessou a linha do FEAP Mulher Agro SP para investir na modernização da atividade leiteira. Com um financiamento de R$ 25 mil, ela adquiriu uma ordenha mecânica, o que transformou significamente a rotina de trabalho na propriedade. “Quando dei entrada na documentação para o crédito do FEAP Mulher e deu certo, me ajudou muito. Me ajudou bastante. Antes de adquirir essa ordenha, eu tinha um transferidor pequeno que era uma vaca por vez. Eu gastava quase três horas para tirar o leite de 20 vacas. Agora, com esse modelo de ordenha, a gente não gasta uma hora. Tem mais tempo para fazer outras coisas na propriedade”, relata a produtora.

Fernanda em sua rotina na produção de leite, em Cerqueira César (SP) / Foto por Sergio Andrade

A operação de crédito foi estruturada com o apoio da engenheira agrônoma Naiara Aparecida da Luz, chefe da Casa da Agricultura de Cerqueira César, da CATI, responsável pelo atendimento técnico à produtora. “O FEAP Mulher é uma política pública que a gente consegue ver na prática. Consegue ver que aumenta a produção, melhora a qualidade de vida, melhora o trabalho da mulher no campo. E quando a mulher é valorizada e se sente segura no que ela trabalha, com certeza vai trazer sustentabilidade e maior desempenho econômico para toda a família”, afirma.

A chefe da Casa da Agricultura de Cerqueira César, Naiara Aparecida, acompanhada pelo secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, e o chefe da CATI Regional de Avaré, Euvaldo Neves. Foto por Sérgio Andrade.

Para Fernanda, o incentivo também representa um estímulo para que outras mulheres invistam em suas atividades e ampliem sua participação no agro.“Elas têm que, sim, entrar na frente, investir e falar: ‘não, eu vou fazer, eu posso fazer e eu consigo fazer’. O FEAP Mulher está aí para isso. Dá para você ir lá, adquirir e realizar o sonho que você tem vontade de fazer”, diz.

Como acessar

As produtoras interessadas em acessar a linha de financiamento podem procurar a Casa da Agricultura do seu município ou uma unidade do ITESP, onde contam com orientação técnica para elaboração do projeto e encaminhamento da proposta de crédito.

CONHEÇA MAIS DETALHES:

legenda: Publicação dá sequência aos trabalhos realizados desde a confirmação do foco em 3 de fevereiro (Créditos: Gilberto Marques)

Normativa detalha a execução do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do caruru-gigante, instituído pela Resolução SAA nº 07, de 19 de fevereiro de 2026

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária (Defesa), publicou a Portaria Defesa Agropecuária nº 06, de 04 de março de 2026, que institui o Plano Operacional do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante. A normativa estabelece protocolos técnicos padronizados para monitoramento, contenção e eliminação da planta invasora, considerada uma das principais ameaças fitossanitárias para lavouras de grãos.

“O plano é estratégico para proteger a produção de soja, milho e algodão no Estado, evitando perdas que podem chegar a até R$ 13 bilhões com a quebra de produtividade que essa erva daninha pode causar”, comenta Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária

O plano operacional detalha a forma de atuação da Defesa Agropecuária em todo o território paulista, organizando os procedimentos de identificação de suspeitas, confirmação laboratorial, delimitação de áreas afetadas, interdição quando necessária e execução de medidas obrigatórias de erradicação da praga. A coordenação das ações ficará a cargo do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, com execução descentralizada pelos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária no Estado.

Entre as medidas previstas estão a definição técnica de áreas de contenção no entorno de focos identificados, restrições ao trânsito de máquinas e materiais com potencial de disseminação, limpeza técnica de equipamentos agrícolas e acompanhamento periódico das áreas sob monitoramento. O plano também estabelece protocolos de fiscalização, rastreabilidade das ocorrências e registro georreferenciado das áreas afetadas, permitindo maior controle das ações em campo.

“Vamos capacitar as equipes da Defesa Agropecuária em todo o Estado para que a operacionalização do plano comece de forma rápida e padronizada, garantindo resposta ágil e eficiente no combate ao caruru-gigante”, destaca Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

A normativa também reforça a obrigatoriedade de comunicação imediata à Defesa Agropecuária em caso de suspeita ou identificação da planta. A comunicação pode ser feita pelo produtor rural, ocupante da área ou profissional das Ciências Agrárias que identifique a ocorrência, permitindo que as equipes técnicas realizem vistoria e adotem as medidas cabíveis.

Praga quarentenária

O caruru-gigante é uma espécie invasora com elevado potencial de competição com culturas agrícolas, podendo causar perdas expressivas de produtividade quando não controlada de forma adequada. Por isso, o plano estadual estabelece medidas de prevenção e mitigação relacionadas às principais vias de disseminação, como contaminação de sementes, trânsito de máquinas e implementos agrícolas e movimentação de solo ou cargas.

A íntegra da portaria pode ser consultada no Diário Oficial do Estado:

https://doe.sp.gov.br/executivo/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento/portaria-defesa-agropecuaria-06-de-04-de-marco-de-2026-202603051115312141681929

Evento apresentou tecnologias para o campo em meio ao crescimento de 26% do Valor de Produção Agrícola do milho e ao avanço da integração lavoura-pecuária para recuperação de pastagens

Produtores rurais, técnicos e pesquisadores participaram nesta quinta-feira (5) do Dia de Campo realizado na Divisão de Produção Ataliba Leonel, em Manduri, unidade da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Promovido pela CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral, o evento apresentou tecnologias voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade e redução de custos na produção agropecuária.

Durante a abertura do evento, o secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Geraldo Melo Filho, destacou o papel da Secretaria na aproximação entre tecnologia e produtor rural.

“O grande desafio da Secretaria é fazer as coisas continuarem funcionando e, cada vez mais, melhorar aquilo que já vem sendo construído. Temos uma estrutura muito diversa, com pesquisa, assistência técnica, defesa agropecuária e políticas de crédito. Tudo isso precisa trabalhar junto para que as soluções cheguem ao produtor.”

Ele ressaltou ainda que o foco das ações da Secretaria é apoiar diretamente quem está na ponta da produção.

“Nosso trabalho é para que o produtor tenha condições de produzir melhor, gerar renda e garantir qualidade de vida para sua família. Quando o Estado consegue levar tecnologia e assistência técnica, o resultado aparece no campo.”

Com cerca de 3.400 hectares, a Fazenda Ataliba Leonel é uma das principais unidades produtivas do Governo do Estado, sendo aproximadamente 1.400 hectares destinados à produção agrícola e difusão tecnológica para produtores e técnicos.

Culturas de verão: soja, milho e manejo integrado de pragas

Uma das estações foi dedicada às culturas de verão, com destaque para soja e milho, duas importantes culturas agrícolas do Estado.

Técnicos da CATI apresentaram práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) na soja, estratégia baseada no monitoramento das lavouras e na utilização combinada de diferentes métodos de controle, incluindo técnicas biológicas, culturais e químicas.

O sistema permite reduzir aplicações desnecessárias de defensivos agrícolas, diminuir custos de produção e preservar organismos benéficos que contribuem para o equilíbrio biológico das lavouras.

Também foram apresentados os trabalhos da Secretaria na produção de sementes públicas, por meio do Programa Sementes e Mudas.

A Fazenda Ataliba Leonel é uma das principais unidades responsáveis pela produção de variedades adaptadas às condições do Estado, como os milhos AL Avaré e AL Piratininga, além de milho orgânico.

Essas variedades são desenvolvidas para oferecer rusticidade e alto desempenho agronômico, permitindo que produtores tenham acesso a sementes de qualidade a custo acessível.

O milho tem ganhado importância crescente na agricultura paulista. Segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), o Valor da Produção Agropecuária (VPA) da cultura registrou crescimento de cerca de 26% no Estado, superando R$ 4 bilhões.

Melhoramento genético fortalece pecuária de corte

Outra estação técnica apresentou o trabalho de melhoramento genético do Nelore Mocho, desenvolvido em parceria entre CATI e Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA).

O programa busca selecionar animais com maior desempenho produtivo, priorizando características como ganho de peso, fertilidade e qualidade de carcaça. A linhagem Nelore Mocho se destaca pela ausência natural de chifres, característica que facilita o manejo e reduz riscos de ferimentos no rebanho.

Além de manter a rusticidade e a adaptação ao clima tropical, características tradicionais da raça Nelore, o programa busca ampliar o acesso dos produtores a genética de qualidade para sistemas de produção mais eficientes.

Sistemas integrados ampliam competitividade e sustentabilidade

A última estação apresentou sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), modelo produtivo que combina diferentes atividades agrícolas em uma mesma área.

O sistema permite integrar lavouras, pastagens e árvores de forma consorciada ou em rotação, promovendo maior eficiência no uso do solo e diversificação da renda na propriedade.

Entre os principais benefícios estão o aumento da produtividade por hectare, a recuperação de áreas degradadas, melhoria da fertilidade do solo, maior resiliência climática das propriedades e redução de impactos ambientais.

A difusão desses sistemas faz parte de iniciativas da Secretaria como o programa Integra SP, voltado à capacitação de técnicos e produtores para adoção de sistemas integrados de produção.

Outro exige apresentado foi o fortalecimento da irrigação no Estado por meio do Irriga+SP, programa que busca ampliar áreas irrigadas e aumentar a estabilidade produtiva das lavouras e garantindo segurança no abastecimento e segurança alimentar no estado.

Plantio do ipê-verde

Após a solenidade de abertura, o secretário realizou o plantio simbólico de um ipê-verde na área destinada ao registro das visitas institucionais à unidade. O local reúne árvores plantadas por secretários de Agricultura que já passaram pela Divisão de Produção Ataliba Leonel, formando um espaço que simboliza a continuidade das políticas públicas e o compromisso da Secretaria com o desenvolvimento do agro paulista.

O Instituto Biológico (IB-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, concluiu uma nova etapa de renovação do maior cafezal urbano do mundo, localizado na sede da instituição, na capital paulista. O espaço recebeu cerca de 900 novas mudas das variedades Obatã Amarela, IAC RN 125 e IAC SH3, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC).

Com a ampliação, o cafezal passa a reunir cerca de 3 mil plantas de diferentes variedades utilizadas em pesquisas voltadas à agricultura regenerativa, manejo sustentável do solo e controle biológico de pragas.

De acordo com a pesquisadora responsável pelo projeto, Harumi Hojo, a renovação marca a etapa final da modernização do plantio e amplia as possibilidades de estudo na área. “Estamos concluindo a última etapa da renovação do cafezal do Instituto, com novas variedades que permitem avaliar como diferentes cultivares se comportam em manejo sustentável e nas condições ambientais da capital”, explica.

Entre as características das novas cultivares, a IAC RN 125 é resistente a nematoides e à ferrugem do cafeeiro, sendo indicada para sistemas de agricultura orgânica, enquanto a IAC SH3 apresenta tolerância ao déficit hídrico.

O cafezal também funciona como área de estudo sobre biodiversidade e controle natural de pragas. As pesquisas acompanham, por exemplo, o aumento da diversidade de abelhas e abelhas sem ferrão na área, além da presença de inimigos naturais do bicho-mineiro, uma das principais pragas do cafeeiro.

Criado em 1927 após a crise provocada pela broca-do-café, o Instituto Biológico mantém uma tradição de pesquisas voltadas ao controle biológico e à sanidade agrícola. O cafezal histórico da instituição, implantado na década de 1950, hoje funciona como um modelo experimental de produção com práticas regenerativas, incluindo uso de matéria orgânica no solo, adubação verde e incentivo à biodiversidade.

Como visitar

O Instituto Biológico fica localizado na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, na Vila Mariana – São Paulo/SP.

As visitas ao cafezal são gratuitas e devem ser agendadas via formulário disponível no Instagram @cafezalurbanoib.

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No Centro-Sul, essa diretriz busca elevar para patamares entre 140 e 150 toneladas, por hectare, no primeiro corte, e aumentar a produção de etanol.

Por Carla Gomes (MTB 28156), jornalista científica e assessora de comunicação IAC

No Centro-Sul do Brasil, os dois primeiros meses deste ano tiveram melhor distribuição de chuvas, proporcionando bom vigor vegetativo aos canaviais, após o último trimestre de 2025 com baixa precipitação, de acordo com a análise feita por Marcos Landell, diretor do Instituto Agronômico (IAC-APTA) e líder do Programa Cana IAC. Nessas condições, o pesquisador recomenda ajustes no modelo produtivo a fim de sustentar ganhos estruturais no setor. Para ele, a janela de plantio é um dos pilares nessa estratégia. A orientação é priorizar os plantios no período de março a maio nesse contexto da região. Essa diretriz busca elevar o desempenho do primeiro corte para patamares entre 130 e 145 toneladas por hectare. Nesta mesma medida podem ocorrer perdas de até 40 toneladas como impacto do plantio fora do calendário adequado.

Outro objetivo é reduzir a queda de produtividade entre cortes para 10%, adotando a Tecnologia do Terceiro Eixo, que diminui a exposição da cana-de-açúcar ao déficit hídrico, ampliando a sua produtividade.  De acordo com essa tecnologia do Programa IAC, a recomendação é colher os canaviais de primeiro e segundo cortes de maneira antecipada, nos meses de primeiro trimestre de safra, já que o sistema radicular da planta se aprofunda ao longo dos cortes. Assim, a colheita desses primeiros ciclos nos meses de abril a junho proporciona maior conforto aos canaviais por submetê-los a uma menor deficiência hídrica.

Atualmente, do primeiro para o segundo a perda varia de 16% a 18%. “Em um cenário de 140 toneladas no primeiro corte, o segundo poderia ficar em torno de 126 toneladas e o terceiro permanecer acima de 110 toneladas, alterando o padrão histórico da lavoura”, explica.

A manutenção da estabilidade ao longo dos ciclos pode reduzir a necessidade de reforma anual do canavial para cerca de 10% da área total. Atualmente, esse índice varia de 15% a 18%. Esse ajuste reduziria a pressão sobre o plantio e viabilizaria melhor organização operacional nas unidades de produção.

A importância da escolha de variedades

Fazer a correta escolha das variedades a serem plantadas de acordo com o ambiente de produção, considerando as condições de solo e clima da região é fundamental, segundo Marcos Landell. O acerto nessa escolha impacta diretamente o aumento da população de colmos e da produtividade. “O padrão histórico de 60 mil a 70 mil colmos por hectare precisa evoluir para 90 mil a 130 mil”, assegura. Com esse avanço, a média dos cinco cortes deve superar 100 toneladas por hectare.  “A expectativa é que em 2026 a produtividade na canavicultura seja semelhante à obtida no ano passado ou até um pouco superior”, comenta.

A qualidade da muda, somada ao potencial biológico da variedade e ao manejo que potencializa o ambiente, é determinante para alcançar elevadas produtividades.  

A adoção dessas recomendações impacta diretamente a eficiência agroindustrial ao proporcionar ganhos consistentes de toneladas de cana por hectare (TCH). Atualmente, cada hectare no estado de São Paulo produz em torno de 6.800 litros de etanol por hectare. A meta é, em médio prazo, elevar esse resultado para 9 mil litros. “Para alcançar essa marca, recomendamos os manejos de época de planto, de nutrição e de proteção com variedades de elevadas populações de colmo, associando ainda a utilização de irrigação em 15% das áreas de produção”, orienta Landell.

Essas e outras recomendações do Programa Cana IAC são divulgadas junto ao setor durante as diversas participações da equipe do IAC em eventos realizados em 11 estados do Brasil.

“O objetivo central do Programa Cana IAC é desenvolver pacotes tecnológicos que vão muito além da criação de novas variedades. Eles englobam estratégias integradas capazes de elevar a produtividade para patamares de três dígitos e mantê-la nesse nível”, comenta o pesquisador do IAC, da APTA e Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Legenda foto: Gisele Camargo, Ricardo Pereira e Valdecir Luccas durante apresentação de expertises das instituições no Ital em novembro (crédito: Antonio Carriero/Ital)

Projeto sediado no Ital e na Unicamp, em Campinas-SP, envolve 91 profissionais de onze instituições

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, anunciou nesta terça-feira (3) os 18 temas prioritários do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em SP (Cacau 360°). O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp), será liderado pelo Ital e executado em parceria com outras dez instituições brasileiras de pesquisa e extensão, nos próximos cinco anos.

Com sede no Ital e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o CCD Cacau 360° tem como missão fomentar o cultivo de cacau, a produção de chocolate e o desenvolvimento de ingredientes inovadores em SP com foco em produtividade, qualidade e aproveitamento integral do fruto.

Para ampliar a produtividade da cacauicultura paulista, a Plataforma I – Sistemas produtivos de cacau em áreas não tradicionais terá como prioridades a comparação de sistemas agroflorestais (SAFs) com sistemas a pleno sol, incluindo sistemas de irrigação, controle biológico de pragas, mecanização e uso de inteligência artificial. Inicialmente estão envolvidos 26 profissionais, sob coordenação do pesquisador Charleston Gonçalves, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), e do docente Anderson Ferreira da Cunha, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Quanto à qualidade do cacau produzido, a Plataforma II – Desenvolvimento de sistemas fermentativos priorizará a avaliação da influência genética, influência edafoclimática e de safra, sistemas de fermentação natural e induzida, isolamento de micro-organismos e uso como “startes” e protocolos de fermentação. Para conduzir esses trabalhos, estão previstos 20 profissionais sob coordenação da docente Priscilla Efraim, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.

A sustentabilidade será foco da Plataforma III – Bioprocessos para o aproveitamento integral do cacau pós-colheita, também liderada pela Unicamp através da docente Gabriela Alves Macedo. A equipe a princípio composta por 19 profissionais terá como prioridades pesquisar processos biotecnológicos (fermentativos e enzimáticos), obtenção de novos ingredientes e novos materiais para embalagem a partir de resíduos e coprodutos, e estudos de funcionalidade de ingredientes com testes pré-clínicos.

Os aspectos de saúde serão abordados pela Plataforma IV – Produtos alimentícios contendo compostos bioativos e funcionais, coordenada pela pesquisadora Gisele Camargo, diretora de Programação de Pesquisa e vice-coordenadora do Ital, além de gestora executiva do Cacau 360°. Serão 26 profissionais dedicados ao desenvolvimento de novos alimentos com viés de funcionalidade e saudabilidade, com estudos de estabilidade e vida útil dos produtos e avaliação da bioacessibilidade.

Por fim, a Plataforma V – Métricas de gestão de risco para controle de contaminantes químicos, sob coordenação do pesquisador Marcelo Morgano, vice-diretor do Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos (CCQA) do Ital, terá como prioridade a avaliação toxicológica do cacau e de produtos derivados. Com nove profissionais previstos para a equipe, o foco será contaminantes orgânicos e inorgânicos, abrangendo micotoxinas, bactérias patogênicas, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), metais pesados e acrilamida.

“É um projeto que congrega o ideal da Secretaria de Agricultura de SP, que é juntar as competências para fazer algo melhor para a sociedade, para a economia, para nosso estado e para o Brasil”, ressaltou a coordenadora do Ital, Eloísa Garcia, durante encontro on-line que oficializou o início do CCD Cacau 360°. “Eu me sinto bastante honrado em coordenar um projeto tão estratégico e dessa magnitude ao lado de pessoas e lideranças tão qualificadas”, frisou o pesquisador responsável pelo projeto e do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) do Ital, Valdecir Luccas, lembrando que mais 32 bolsistas devem ser agregados à equipe.

“O essencial é a união dos esforços, dos saberes, dos conhecimentos, para trazer uma nova oportunidade para nossos agricultores e para nossos consumidores – a população paulista e até do mundo – de terem acesso a produtos de cacau de qualidade com ciência, com compromisso e, o mais importante, com todo nosso amor envolvido nesse projeto”, destacou Ricardo Pereira, diretor da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati), que coordena o Cacau SP, programa da Secretaria de Agricultura que inspirou o Cacau 360°.

Sobre o Cacau 360°

O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em São Paulo (Cacau 360°) reúne 91 profissionais de pesquisa e extensão para fomentar o cultivo de cacau, a produção de chocolate e o desenvolvimento de ingredientes inovadores no estado com foco em produtividade, qualidade e aproveitamento integral do fruto. Aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp), tem como sede o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuam em parceria com nove instituições e duas empresas e contam com oito apoiadores.

Também representam a Secretaria no projeto o Instituto Agronômico (IAC-APTA), o Instituto Biológico (IB-APTA), a Apta Regional e a Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Completam as parcerias a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a BioinFood, startup sediada no Ital, a Gencau e a Harald.

Apoiam o Cacau 360° a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), o FoodTech Hub Latam, a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos (Abiam), a Associação para o Desenvolvimento da Indústria de Produção de Alimentos (Adipa), a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp) e a Prefeitura Municipal de Campinas.

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Mantendo a tradição, instituição recebe a população em festas e atividades com temáticas relacionadas à agricultura e à ciência

Em 2026 o Instituto Biológico (IB-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, segue convidando a população a participar dos eventos que já são tradição em sua sede na Vila Mariana, na capital paulista. Sempre unindo a divulgação da ciência e tecnologia aplicadas ao agro com muita interatividade e atividades culturais e lúdicas que contemplam todas as idades.

Confira um pouco do que te espera!

Nos dias 28 e 29 de março, está prevista a Festa do Cacau, que ocorre em parceria com a Associação de Moradores da Vila Mariana. A Festa, em sua 5ª edição, tem como objetivo divulgar as tecnologias implementadas pelos institutos de pesquisa da APTA e outros órgãos da Secretaria de Agricultura, com foco no Programa Cacau-SP. Além disso, todo ano são incluídas atrações musicais e culturais diversas para animar o público.

Em 23 de maio, mais um evento tradicional pede passagem: o Sabor da Colheita. Essa é a oportunidade para o paulistano (e quem mais se interessar!) aprender e vivenciar de perto como é feita a colheita do grão que dá origem à bebida mais amada dos brasileiros: o café. A ação, que marca simbolicamente o início do período da colheita no estado, ocorre no maior cafezal urbano do mundo, patrimônio do Instituto.

Em junho o cheirinho de pipoca, amendoim torrado e milho cozido chega com tudo! É hora da esperada Festa Junina do IB, o Arraiá da Vila, que ocorre nos dias 27 e 28, também em parceria com a Associação de Moradores de Vila Mariana. Além de saborear essas e outras delícias típicas do período e de curtir as atrações musicais e opções de lazer disponíveis, os participantes entrarão em contato com as iniciativas da instituição que ajudam a garantir que todos esses produtos cheguem às nossas mesas dia após dia.

Entrando no segundo semestre, o IB se une aos demais institutos de pesquisa do agro paulista na 5ª edição do APTA Portas Abertas. O evento é uma chance incrível para a população de diversas cidades do estado, incluindo a capital, conhecer um pouco da história e do conhecimento científico produzido pelas sete instituições de pesquisa ligadas à Secretaria de Agricultura de SP. Referência em áreas como sanidade animal e vegetal, controle de pragas e proteção ambiental, o IB irá receber o público na sede e também em unidades do interior.

Já perto do fim do ano, a Festa das Crianças é outra bastante aguardada. Nos dias 24 e 25 de outubro, os pequenos serão as estrelas desse evento que, além de trazer arte, cultura e diversão em um dos espaços ao ar livre mais bonitos de São Paulo, busca despertar nos meninos e meninas a curiosidade pela ciência e a agricultura. Novamente, o apoio será da Associação de Moradores da Vila Mariana.

Presente na vida das pessoas

Para a vice-coordenadora do IB, Nayte Vitiello, ao abrir as portas para a comunidade, o Instituto cumpre sua função pública, aproximando a ciência da população. “Eventos como a Festa das Crianças e o APTA Portas Abertas despertam o interesse de estudantes e jovens pela ciência, incentivando futuras carreiras nas áreas agropecuárias e ambientais. Já a Festa do Cacau, a Festa Junina e o Sabor da Colheita destacam a produção agrícola, a segurança dos alimentos e a importância dos bioinsumos, conectando pesquisa e campo”, comenta.

De acordo com a gestora, essas ações ampliam a visibilidade da instituição, reforçam parcerias e consolidam a imagem do Instituto como referência em pesquisa, inovação e serviço à sociedade. “Mais do que celebrações, são oportunidades de mostrar que a ciência está presente no dia a dia das pessoas e é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Estado e do país”, finaliza Nayte.

O Instituto Biológico fica localizado na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, na Vila Mariana – São Paulo/SP.

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Por Gustavo Steffen e Rose Ceretti

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Entre os produtos do agro paulista exportados ao país asiático, o destaque foi o setor de carnes, que somou US$ 2 bilhões em embarques.

Principal destino comercial do agronegócio paulista, a China tem uma participação de 24% nas exportações, em geral. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), em 2025, foram mais de US$6,8 bilhões nas transações financeiras, com um crescimento no valor que chega a 16,7%, em comparativo ao ano anterior. 

Na balança comercial, o mercado chinês ficou à frente de países da União Europeia (US$4,1 bilhões); os Estados Unidos (US$3,5 bilhões) e a Índia (US$904,4 milhões). Para o secretário da SAA, Geraldo Melo Filho, o país asiático lidera o ranking dos que mais importam os produtos agrícolas de São Paulo, porém, o setor vem diversificando cada vez mais os acordos bilaterais. 


                                                            Fonte: ComexStat, 2025

“Os dados reforçam não apenas o peso da China como parceira comercial, mas também a forte inserção do agro paulista no mercado internacional. Quando analisamos os principais produtos da nossa pauta de exportação, ela aparece como o principal destino em todos eles. O desafio agora é continuar abrindo novos mercados para consolidar relações comerciais e ampliar ainda mais a presença do agro paulista no cenário global”, ressaltou Geraldo Melo Filho.

Principais produtos exportados

Dos produtos agrícolas de São Paulo enviados ao mercado chinês, o mais rentável, em 2025, ficou com o setor de carne (US$2 bilhões), com um aumento financeiro de 24,6%. Enquanto, os complexos de soja (US$1,6 bilhão), e sucroalcooleiro (US$1,2 bilhão), segundo e terceiro colocados, tiveram uma elevação, no período,  de 12% e 24%, respectivamente. “Os quatro principais produtos da nossa pauta de exportação, a China lidera o setor sucroalcooleiro, 18%, o setor de carnes, 29,8%, o complexo soja, 22,8% e nos produtos florestais 17%, ou seja, é um parceiro muito estratégico para o agro paulista”, reforçou o diretor da Diretoria de Pesquisa do Agronegócios (APTA) da SAA, Carlos Nabil.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, destaca o resultado positivo, perante as adversidades enfrentadas pela cadeia produtiva. “Mesmo com um cenário mais desafiador, marcado por questões geopolíticas e pela menor produção de carne em vários países. a carne bovina brasileira, hoje, chega a 177 países, o que ajuda a sustentar o ritmo dos embarques e a presença do produto nos principais mercados”, afirmou Roberto Perosa.


Enquanto, o pesquisador do IEA, Celso Vegro, reforça principalmente a entrada de café no mercado chinês (5,6 mil toneladas). “Apesar de ser uma nação consumidora de chá, as exportações da bebida brasileira já colocaram a China, em 2025, entre os 10 maiores clientes do produto. Em breve, o país se consolidará como um dos principais clientes nos próximos anos, devido ao aumento do consumo per capita que saiu de 4 a 5 xícaras em 2020 para 16 a 22 xícaras em 2025”, ressaltou o pesquisador, Celso Vegro.

Para o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, (Cecafé), Marcos Matos, o país asiático é um mercado estratégico, com expressivo potencial de crescimento no consumo de café. “A bebida vem conquistando cada vez mais espaço, inicialmente, entre os jovens, mas também, em outras faixas etárias atualmente, englobando chineses adeptos a um estilo de vida urbano e interessados em novidades, sendo associada a conveniência, socialização e status”, frisou o diretor do Cecafé.

Vale destacar que um dos principais motivos do crescimento do café paulista no mercado chinês, deve-se à expansão acelerada da cafeteria chinesa Luckin Coffee. Fundada em Pequim, em 2017, a empresa cresceu expressivamente no último ano, ao saltar de 8 mil lojas no início de 2023, para 20 mil, atualmente, em toda a China, conta Fernando Maximiliano, analista de mercado de café da StoneX.

E os exportadores brasileiros conseguiram aproveitar esta oportunidade de negócio. “Hoje, 50% de todo o café que a Luckin Coffee compra é só do Brasil. O resto é dividido com outros países”, diz o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos. 

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