Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

Inspeção – São Paulo torna-se o Estado com o maior número de Selos Arte concedidos a produtores artesanais

564 selos correspondem a 31 estabelecimentos aptos a comercializarem seus produtos em todo o país

São Paulo atingiu esta semana, a marca de Estado com o maior número de Selos Arte concedidos a estabelecimentos artesanais produtores de alimentos de origem animal. O número – 564 – representa e acompanha a crescente escalada no registro de estabelecimentos artesanais no Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). 564 produtos estão hoje divididos entre 298 estabelecimentos registrados no SISP e outros 266 registrados em Serviços de Inspeção Municipais (SIM’s).

“Agora que atingimos a primeira posição dentre os Estados com Selos ARTE emitidos, queremos, além de nos consolidar nessa posição, que os produtores artesanais com SISP nos submetam ainda mais pedidos de Selo ARTE para que continuemos cada vez mais a levar o sabor e a qualidade de nossos produtos artesanais para todo o Brasi”, celebra João Gustavo Loureiro, médico-veterinário e responsável pela Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (CIPOAV).

Os índices referentes à concessão de Selos Arte atualizados são divulgados publicamente no site do Cadastro Nacional de Produtos Artesanais (CNPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e podem ser acessados em https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/producao-animal/selo-arte-selo-queijo-artesanal/cadastro-nacional-de-produtos-artesanais-cnpa.

O Selo Arte é uma chancela do Governo Federal que autoriza a venda entre os estados, de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel e embutidos. A medida beneficia os produtores que se inserem na categoria de estabelecimentos artesanais.

Como artesanal entende-se o processo utilizado na elaboração, em pequena escala, de produtos comestíveis de origem animal com características tradicionais ou regionais próprias.

legenda: Cadastro Nacional de Produtos Artesanais (CNPA) divulgou índices na última semana

São Paulo possui hoje 299 estabelecimentos artesanais registrados no SISP e aptos a solicitarem o Selo Arte para seus produtos. Ao todo, são 130 estabelecimentos na cadeia de carne, 114 na de leite, 20 estabelecimentos na cadeia de ovos, 27 na de mel e outros 13 registrados para a manipulação/comércio de pescados.

A demanda pelo registro de estabelecimentos artesanais cresceu exponencialmente em São Paulo desde 2023 a partir da aprovação da Resolução SAA nº 63, que aprovou e simplificou os procedimentos de registro, reforma, ampliação e alteração cadastral de estabelecimentos registrados sob a forma de artesanal junto à Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (CIPOAV).

Após a aprovação da Resolução que aconteceu no mês de setembro de 2023, a CIPOAV registrou naquele mesmo ano, 47 estabelecimentos. Em 2024 o número dobrou e atingiu a marca de 106 estabelecimentos registrados. Em 2025, foram 115 estabelecimentos registrados e em 2026, já tiveram registros concedidos pelo CIPOAV, 51 estabelecimentos artesanais que produzem e comercializam produtos de origem animal em formato artesanal.

“Até 2023, tínhamos uma média de 2,2 registros de artesanal a cada ano e hoje o SISP registra um estabelecimento artesanal em média a cada 3,15 dias, ou seja, adequando os cálculos, hoje é feito em 4 dias o que era feito em um ano”, comenta o coordenador da CIPOAV.

Para proceder ao registro de estabelecimento sob a forma artesanal junto ao SISP, o interessado deve se dirigir até a unidade regional da Defesa Agropecuária da região. Os endereços estão disponíveis no site https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/.

Por Felipe Nunes

Conhecido como limão caviar, fruto valorizado pela alta gastronomia ganha versão brasileira desenvolvida por pesquisadores paulistas

Você já imaginou um limão que não tem gomos como os tradicionais e guarda o suco em pequenas “pérolas” que estouram na boca? Essa é a principal característica do limão caviar, uma fruta exótica originária da Austrália que vem conquistando espaço na alta gastronomia e despertando o interesse de produtores rurais. Valorizado por chefs e restaurantes, o fruto pode alcançar preços entre R$ 400 e R$ 1.200 o quilo.

“Ao contrário de outros citros, o caviar não possui suco, por isso sua destinação à alta gastronomia para finalização de receitas. Sua polpa tem pequenas vesículas que se parecem com o caviar e quando consumidas estouram na boca e liberam um sabor levemente ácido. As cores da casca e da polpa podem variar em tonalidades entre marrom, amarelo, rosa, verde e avermelhado”, explica a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Marinês Bastianel.

O ingrediente que conquistou os chefs, já faz parte do menu do sushi chef Allan Beckmann, do restaurante Satori Omakase. Para ele, o limão caviar vai muito além de um ingrediente exótico e se tornou uma ferramenta criativa para a construção de experiências gastronômicas.

“A textura dele, quase lúdica, dialoga naturalmente com preparos que valorizam pureza, contraste e precisão. Como no omakase, que ele pode ser mais do que um acabamento bonito, torna-se um elemento de linguagem. Ao lado de um peixe branco, de uma vieira ou de um niguiri cuidadosamente montado, ele realça o sabor sem encobrir a identidade do ingrediente principal.”

Segundo Allan, o limão caviar amplia o repertório técnico e sensorial dos chefs, permitindo finalizações mais refinadas e composições contemporâneas. O crescente interesse de restaurantes pelo fruto reflete uma gastronomia cada vez mais conectada à experiência do cliente e à busca por ingredientes capazes de unir sabor, textura e apresentação.

Da alta gastronomia para o campo

De olho no potencial desse mercado, o Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), selecionou a primeira variedade de limão caviar registrada no País. Chamada Faustrime, a cultivar foi registrada em 2023 e segue como a única variedade desse tipo presente no Registro Nacional de Cultivares (RNC). A expectativa é que ela chegue ao mercado ainda este ano.

Trata-se de um material que atende a nichos de mercado e, por conta desse perfil, abre novas oportunidades aos citricultores brasileiros, já que a variedade do IAC tem potencial para a produção nacional do fruto. Sua comercialização tem foco nas capitais brasileiras. No exterior, é consumido na União Europeia, Estados Unidos e Japão.

Ele também é chamado Finger lime, como é conhecido fora do Brasil. A tradução é lima de dedo, por conta do formato alongado. A variedade Faustrime pertence à espécie Microcitrus australasica, mesma família das frutas cítricas tradicionais, como laranjas, limões e tangerinas. O Siciliano e o Tahiti pertencem ao gênero Citrus.

Por trás da seleção da variedade Faustrime está um patrimônio genético único. O Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis, mantém o maior Banco de Germoplasma de citros do mundo, com cerca de 1.700 materiais genéticos trazidos de diferentes países. É essa diversidade que permite aos pesquisadores desenvolver e selecionar novas variedades, como o limão caviar, fruta originária da Austrália. Apesar do nome, ele pertence a uma espécie diferente dos limões mais conhecidos pelos consumidores, como o Siciliano e o Tahiti, embora faça parte da mesma família das frutas cítricas. 

Este tipo de limão tem produção precoce e pode ser colhido a partir do segundo ano de plantio, mas a maior produtividade é obtida a partir de quatro anos do ciclo. “As características das árvores são bem diferentes de outros citros e apresentam muitos espinhos nos pés, o que exige maior cuidado do produtor durante a colheita. A plantas possuem, ao longo do ano, múltiplas floradas resultando nos frutos”, relata a pesquisadora.

Ganhos para a saúde dos citros

Mundialmente, cientistas vêm trabalhando com Microcitrus nos Programas de Melhoramento Genético, principalmente de porta-enxertos, porque o limão caviar tem mostrado uma tolerância maior ao Greening, doença que afeta a citricultura.

“Vimos vários estudos em países que estão produzindo novas combinações de porta-enxerto que tenham tolerância ao HBL (greening). Nesse caso, o ideal é adotar um sistema que combine porta-enxerto e a copa da planta tolerantes à doença”, acrescenta Bastianel.

Além da pesquisa desenvolvida pelo instituto, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento também atua para garantir a conformidade fitossanitária da cultura. Por meio da Defesa Agropecuária, são realizados os procedimentos relacionados à certificação fitossanitária e ao controle do trânsito vegetal, contribuindo para a segurança da produção e para o acesso dos produtores aos mercados nacional e internacional.

Instituto oferece ainda identificação de vacas produtoras desse tipo de leite, associado a melhor digestibilidade; pureza de laticínios de búfala é outra frente de ação

O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é referência nacional na certificação de leite A2. O instituto atende algumas das principais marcas brasileiras do segmento, entre elas Letti, Xandô e Fazenda Bela Vista, empresas que estão entre as principais do mercado nacional. A instituição garante que o leite A2 que chega às gôndolas do mercado tenha sido submetido a análises laboratoriais que comprovam suas características.

O instituto garante segurança ao consumidor, agrega credibilidade aos produtos e contribui para o fortalecimento e a expansão desse nicho no país. “A maior parte dos produtos comercializados com essa certificação no país é validada pelo trabalho desenvolvido aqui. Por meio do trabalho do IZ, realizamos análises que comprovam que o leite é efetivamente do tipo A2, para algumas das principais empresas do setor”, comenta o pesquisador Aníbal Vercesi Filho, diretor técnico da Divisão de Genética e Biotecnologia do instituto que é referência em estudos na área.

Benefícios da ingestão e importância da certificação

O leite A2 tem despertado interesse de consumidores por não conter a proteína beta-caseína A1, diferente do leite convencional, que normalmente apresenta uma combinação desta e outras proteínas. Estudos comprovam que pessoas com sensibilidade à proteína A1 apresentam melhor digestibilidade e menos desconfortos gastrintestinais ao consumir leite A2, preservando as características nutricionais do produto.

Com o consumo do leite A2 ganhando relevância em virtude de sua maior digestibilidade para pessoas sensíveis a proteínas presentes no leite mais comum, a certificação dos produtos realizada pelo IZ torna-se parte essencial do processo, ao garantir que o consumidor esteja consumindo de fato o que procura. 

“A indústria envia periodicamente amostras dos produtos para análise. No caso do leite, por exemplo, é enviada uma amostra identificada com lote, data de fabricação e todas as informações necessárias para rastreabilidade”, explica Vercesi.

Uma vez que o tipo de leite produzido depende do perfil genético da vaca, o pesquisador conta que o IZ oferece também a certificação dos animais produtores de leite A2. “É possível, por exemplo, analisar o material genético de um animal para verificar se ele possui características associadas à produção de leite A2.”

Leite A2 fomentando políticas públicas

A atuação com o tema começou aos poucos no IZ, mas ganhou corpo e hoje vem atingindo grandes feitos, tendo conquistado a confiança do setor privado e inspirado também políticas públicas. “Um caso muito interessante é o de Novo Horizonte, que implantou um programa de distribuição de leite A2 para creches, hospitais e outras instituições públicas”, comenta o pesquisador. Atendendo crianças, pacientes em tratamento e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, a política pública estruturada pelo município conta com acompanhamento técnico e monitoramento dos resultados. “Atualmente são distribuídos cerca de 10 mil litros de leite A2”, contabiliza Vercesi, acrescentando que cidades vizinhas já começam a se inspirar pelo programa.

Laticínios de búfalas

Além de todo trabalho com o leite A2, outro número chama atenção no IZ.  O instituto participa de 100% das certificações de produtos bubalinos no Brasil. “Isso inclui principalmente produtos lácteos, mas também temos tecnologia para certificar carne de búfalo quando necessário”, detalha o especialista. De acordo com ele, se um produto é comercializado como sendo de búfalo, o Instituto consegue comprovar cientificamente essa informação, garantindo que não haja fraudes, como misturas de matérias-primas de outra origem, por exemplo. O Instituto participa ainda da certificação de novos produtos para entrarem no mercado, como o lançamento recente de leite em pó de búfala.

Também no caso das búfalas, a genética pode ser usada para identificar animais com aspectos produtivos desejados, trazendo mais ganhos ao produtor. “Existe um exame genético que identifica animais com potencial para produzir leite com características mais adequadas para a fabricação de queijos, o que pode refletir em um rendimento até 10% maior”, menciona Vercesi. 

Para o pesquisador, sem todo o trabalho de validação realizado pelo IZ o mercado dependeria exclusivamente de certificações privadas, dificultando o acesso ao mercado por parte dos produtores. O Instituto surge como uma alternativa pública, técnica e reconhecida pelo setor. “Nosso papel é gerar conhecimento, desenvolver tecnologia e oferecer ferramentas de certificação que dão segurança ao consumidor e agregam valor aos produtos”, finaliza Vercesi.

Instituto de Zootecnia

O Instituto de Zootecnia (IZ) é vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo responsável por coordenar a pesquisa científica agropecuária paulista. Com atuação voltada ao desenvolvimento de tecnologias para a produção animal, o instituto realiza pesquisas em áreas como genética e melhoramento animal, biotecnologia, nutrição, manejo de pastagens, qualidade do leite, reprodução e sustentabilidade, contribuindo para o aumento da produtividade, da competitividade e da inovação na pecuária brasileira.

Arranjo inédito entre Governo de SP, Cietec, Wylinka e Impact Hub celebra três anos  conectando o patrimônio dos institutos de pesquisa diretamente ao mercado, com 35  deep techs aceleradas e mais de 200 conexões comerciais.

A ciência brasileira sempre foi o motor silencioso que transformou o  agronegócio nacional em uma potência global. No entanto, um desafio histórico  persistia: como pegar o patrimônio científico acumulado por décadas nos laboratórios  e conectá-lo diretamente com a energia ágil do ecossistema de startups e do mercado?  A resposta para essa pergunta consolidou-se nos últimos três anos através do AptaHub, que acaba de lançar seu Relatório de Impacto, reunindo dados de dezembro de 2022 a  novembro de 2025.

Idealizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA)  e pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o AptaHub nasceu de um arranjo  inédito de governança colaborativa. A iniciativa une as forças públicas à expertise de três  das principais Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de inovação do país: Cietec,  Wylinka e Impact Hub São Paulo. O resultado é uma plataforma viva desenhada para  fazer a pesquisa saltar das bancadas direto para as mãos do produtor rural e para as  prateleiras do varejo.

“O AptaHub cria pontes entre ciência e mercado, e isso abre portas para projetos super  relevantes. É um espaço que incentiva que a pesquisa ganhe vida e se transforme em  soluções reais”, destaca Izabela Alvim, pesquisadora do Centro de Tecnologia de  Cereais e Chocolate do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos).

A Força da rede em números

Em três anos de atuação, o AptaHub provou que a inovação cresce de verdade quando  é cultivada intencionalmente. Aprovado pela capilaridade institucional de sete  institutos de pesquisa icônicos do estado — IAC, IB, IEA, IP, ITAL, IZ e APTA Regional —, o hub consolidou uma comunidade robusta:

288 membros ativos: Uma engrenagem única formada por pesquisadores,  empreendedores e mentores.

Capilaridade no solo paulista: 6 ambientes de inovação e 1 escritório estratégico  operando em polos fundamentais. A comunidade divide-se entre o AptaHub Campinas  Itapura/IAC (64 membros), Campinas Taquaral/ITAL (57), São Paulo/IB (56), Ribeirão  Preto/IZ (48), Santos/IP (47) e Campinas Gramado/IB (16).

Uma Jornada Contínua: formação, aceleração e conexão Comercial

Para solucionar gargalos históricos do setor, como o gap entre pesquisa e mercado,  programas genéricos e a falta de rastreabilidade de conexões, o AptaHub estruturou  metodologias e programas específicos que acompanham toda a jornada da inovação:

Ciência empreendedora: Através do AptaHub Impulsiona, 83 pesquisadores foram  capacitados e transformados em cientistas empreendedores orientados ao impacto  real. O ecossistema conta ainda com o programa Multiplicadores, voltado para os  Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ICTs.

Impulso deeptech: O programa AptaHub Acelera impulsionou 35 startups científicas  e tecnológicas, divididas em verticais estratégicas para o futuro do planeta: 18 soluções  biotecnológicas, 10 agrodigitais e 7 voltadas ao clima (climatechs). Para isso, foram  injetadas mais de 90 horas de mentorias individuais, conectando mais de 60 startups a  cientistas da APTA.

Maturidade comercial: O AptaHub Conecta aproximou o ecossistema das grandes  corporações, gerando 211 conexões qualificadas, com a participação de 121 startups  e 34 pesquisadores em 39 desafios de inovação abertos pelo mercado.

Impacto na prática: Histórias de sucesso

Para além das estatísticas, o relatório traduz como o ecossistema ganha vida por meio  da sustentabilidade, economia circular e resiliência climática:

Economia circular em Ribeirão Preto: A sinergia entre a startup AQUi9 e cientistas do  Instituto de Zootecnia (IZ) resultou na aprovação de um projeto PIPE/FAPESP (julho de  2025) para transformar efluentes de piscicultura em fertilizantes líquidos de alta  eficiência.

Soluções para grandes cadeias: A conexão de comunidade levou a startup Quality in  Lab a firmar um contrato (agosto de 2025) com a Italac, prestando consultoria  especializada em normas internacionais (ISO 17025) para os laboratórios de qualidade  de uma das maiores indústrias de laticínios do país.

Resiliência climática via consórcio: As startups Agropixel, IDEGeo, Prometeus e Sea  Carbon uniram-se a pesquisadores do IZ e do IAC. A união viabilizou um projeto robusto  do CCD/FAPESP (setembro de 2025) focado em monitorar e recuperar pastagens  degradadas em São Paulo utilizando Inteligência Artificial e drones.

O AptaHub consolida-se, assim, como uma vitrine de credibilidade científica sem  paralelos no ecossistema brasileiro. Para startups, encurta o caminho jurídico e  operacional até o capital intelectual de ponta. Para corporações, garante acesso  antecipado a tecnologias validadas em laboratórios de referência. E para a sociedade,  firma-se como a prova viva de que a ciência pública, quando orquestrada com eficiência  e colaboração, gera riqueza sustentável, emprego e inovação soberana para o Brasil.

Confira o Relatório de Impacto do AptaHub na íntegra.

Informações para a Imprensa & parcerias estratégicas: Deborah Rebello | deborah@cietec.org.br Tiago Dias | tiago.dias@cietec.org.br Cietec | (11) 3039-830

Com o objetivo de conhecer a realidade dos pomares paulistas, a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa aos produtores de citros que o relatório Cancro/Greening deve ser entregue até o dia 15 de julho. O resultado das inspeções deve ser preenchido no sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e deve conter o resultado das vistorias trimestrais para cancro cítrico e HLB/Greening realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026 em todas as plantas cítricas da propriedade.

A entrega dos relatórios com dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária tenha informações precisas sobre a dispersão e incidência de doenças, possibilitando um melhor direcionamento das ações de defesa fitossanitária e de politicas públicas.

De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB), a eliminação de plantas sintomáticas deve ser realizada e os critérios passaram a ser definidos pelos estados. O monitoramento e controle do Psilídeo, inseto vetor do HLB/Greening, no entanto, é obrigatório em todos os pomares, independente da idade.

No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores independente da idade das plantas e o atraso ou a não entrega sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

Cancro cítrico

O Cancro Cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri que ataca todas as variedades e espécies de citros, provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, quando em alta incidência, provoca desfolha e queda de frutos.

Desde 2017, com a publicação da Resolução do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA) nº 4, de 22 de março, o estado de São Paulo encontra-se reconhecido como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. Este procedimento possibilita a adoção de medidas fitossanitárias com o objetivo de reduzir o potencial de inóculo da praga e manter um nível apropriado de proteção contra a doença, viabilizando a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno como no mercado internacional.

HLB (Greening)

O HLB/Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo Psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inóculo para contaminação de outras plantas. O HLB/Greening é hoje a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.

Novos procedimentos

Publicada no dia 28 de maio, a Resolução SAA nº 32 de 2026 instituiu novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle do HLB/Greening. A publicação que revoga a Resolução SAA nº 88/2021, traz como nova medida, o monitoramento quinzenal (15 em 15 dias) do Psilídio (Diaphorina citri), inseto vetor da doença em pomares de qualquer idade e o controle para que não haja por completo o ciclo ovo-adulto. 

A Resolução traz ainda a proposta de regionalização do Estado entre municípios de maior ou de menor incidência da doença. A partir de agora, os municípios paulistas serão divididos entre localidades com baixa ou alta incidência do HLB/Greening. Municípios com incidência de até 10% de pomares contaminados serão considerados baixo e acima disso, alta incidência.

Ainda, a publicação flexibiliza a erradicação de plantas doentes, pois a partir desta Resolução, produtores que possuem árvores adultas doentes e que cujas áreas de produção estejam em municípios com alta incidência, não necessitam mais realizar a erradicação compulsória. Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três (3) anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades. 

Outra atualização instituída trata do transporte interestadual, já que passa a ser obrigatório o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros Estados, objetivando a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença. A exceção da etapa de escovação fica unicamente para a Tangerina Ponkan.

Por Felipe Nunes

Resultados revelaram também aumento expressivo da produtividade agrícola.

Por Carla Gomes (MTb 28156) – jornalista científica e assessora de comunicação do IAC

O Instituto Agronômico (IAC) completa 139 anos com mais uma conquista científica voltada à inovação no setor sucroenergético. O IAC obteve a patente de uma ferramenta biotecnológica capaz de aumentar a produção de biomassa vegetal e modificar sua composição, tornando-a mais adequada aos processos industriais de conversão em biocombustíveis avançados. A tecnologia — intitulada “Cassete de superexpressão do gene SHINE para produção de plantas com aumento de biomassa e alteração da mesma, seus usos e métodos” — é resultado de cerca de duas décadas de pesquisas conduzidas pelo Laboratório de Biotecnologia da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana do IAC, em Ribeirão Preto, interior paulista. Fundado em 27 de junho de 1887 por D. Pedro II, o IAC celebra 139 anos de existência este mês. A cerimônia comemorativa será realizada no próximo dia 30, às 15h, em Campinas.

Os resultados da pesquisa mostraram que é possível aumentar a produção de biomassa e, ao mesmo tempo, torná-la mais acessível aos processos industriais de conversão. “Essa combinação é particularmente interessante para a produção de etanol celulósico, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), bioquímicos e outros produtos da bioeconomia”, destaca a pesquisadora do IAC e inventora da patente, Silvana Aparecida Creste Dias de Souza.

 Essa patente fortalece a estratégia institucional do IAC de transformar resultados científicos em tecnologias aplicáveis aos setores produtivos, contribuindo para a competitividade da agricultura brasileira e para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono baseada em recursos renováveis.

Segundo a cientista, essa invenção tem foco na compreensão dos mecanismos genéticos envolvidos na formação da parede celular da cana-de-açúcar e no desenvolvimento de estratégias capazes de aumentar o aproveitamento da biomassa para a produção de energia renovável. “A tecnologia utiliza a superexpressão do gene SHINE, um fator de transcrição que regula processos relacionados ao crescimento vegetal e à composição da parede celular”, comenta a pesquisadora do IAC, da APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Os estudos demonstraram que a expressão desse gene promove simultaneamente aumento da produção de biomassa, redução dos teores de lignina e maior eficiência da sacarificação, etapa responsável pela conversão da biomassa em açúcares fermentáveis. “Essas características são particularmente relevantes para a produção de etanol de segunda geração (2G), obtido a partir da fração lignocelulósica da cana, como bagaço e palha. Diferentemente do etanol convencional, produzido a partir dos açúcares presentes no caldo da cana, o etanol 2G depende da quebra da parede celular vegetal para liberar os açúcares estruturais presentes na celulose e hemicelulose”, explica.

Tecnologia patenteada reduz a lignina, aumenta a disponibilidade da biomassa e contribui para elevar a eficiência da conversão da matéria-prima em biocombustíveis

Silvana Creste relata que um dos principais desafios desse processo é justamente a presença da lignina, componente que confere rigidez à planta e dificulta o acesso das enzimas à celulose e hemicelulose durante o processamento industrial. A hemicelulose é um componente da parede celular, junto com a celulose e a lignina. “Nosso objetivo foi desenvolver uma tecnologia capaz de atuar simultaneamente em dois gargalos importantes da produção de etanol de segunda geração: aumentar a disponibilidade de biomassa e melhorar sua conversão em açúcares fermentáveis. Os resultados demonstraram que o gene SHINE possui grande potencial para aplicações em culturas energéticas”, afirma a pesquisadora do Instituto Agronômico.

Nos últimos anos, eventos transgênicos desenvolvidos com a tecnologia SHINE foram avaliados em campo em duas variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas pelo Instituto Agronômico: a IACSP01-5503 e a IACSP02-1064. Conduzidos ao longo de dois ciclos agrícolas, os experimentos demonstraram ganhos consistentes na produção de biomassa seca por hectare, acompanhados por aumento da produção de açúcar por hectare. “Esses dados indicam que a tecnologia não apenas favorece o aproveitamento da biomassa para etanol celulósico, mas também pode contribuir para o aumento da produção de açúcar e de energia por unidade de área cultivada”, afirma.

Além do potencial para a indústria de biocombustíveis, a tecnologia também poderá ser incorporada futuramente a novas plataformas de melhoramento e engenharia genética de plantas, combinando-se a outras características agronômicas de interesse, como resistência a pragas, tolerância a herbicidas e adaptação a condições ambientais adversas.

A ferramenta surgiu a partir de estudos de genômica funcional voltados à identificação de genes capazes de alterar características estruturais da planta sem comprometer seu desenvolvimento. Embora a tecnologia tenha sido originalmente concebida para aumentar a eficiência da produção de etanol de segunda geração, os resultados obtidos em avaliações de campo mostraram o aumento expressivo da produtividade agrícola — um benefício adicional de grande relevância para o setor sucroenergético.

Além da pesquisadora do IAC, a equipe de inventores reúne também Alexandre Palma Boer Martins, Michael dos Santos Brito, Paula Macedo Nóbile e Natália Gonçalves Takahashi. O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Superávit do agro paulista registra US$ 8,37 bilhões de janeiro a maio de 2026

Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 8,37 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 10,85 bilhões, frente a importações de US$ 2,48 bilhões. No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações do Estado de São Paulo, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a capacidade do setor de manter e ampliar sua participação nos mercados internacionais mesmo em um ambiente menos favorável para os preços agrícolas. “Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado, que de fato não está acontecendo praticamente para nenhuma cadeia. Esse é um diferencial do agro paulista. Mesmo diante da redução das cotações internacionais de importantes commodities, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões. É um resultado que reflete produtividade, tecnologia e a capacidade dos produtores paulistas de seguir atendendo mercados cada vez mais exigentes.”

Apesar da redução de 3,2% no valor exportado, em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado cresceu 5,2%, aponta o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. “Isso mostra que o agronegócio paulista continua vendendo mais produtos ao exterior. O principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como açúcar e suco de laranja”, afirma.

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS PELO AGRO DE SP
O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$2,3 bilhões. Deste total, o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico, etanol, 4,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,0% das vendas externas do setor, totalizando US$1,8 bilhão, com a carne bovina respondendo por 83,5%. O complexo soja teve participação de 14,3% do total exportado, registrando US$1,05 bilhão, 84,3% referentes à soja em grão e 10,7% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 13,0% do valor exportado, com US$1,4 bilhão, com 65,1% de celulose e 28,8% de papel. Os sucos responderam por 7,5% de participação, somando US$813,2 milhões, dos quais 96,3% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,1% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 6,4% de participação na pauta de exportações, somando US$689,2 milhões, 67,9% referentes ao café verde e 27,4% de café solúvel.
As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%), além de quedas nos grupos de sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%).

Para José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, impulsionados por uma demanda internacional aquecida por celulose.

PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA
A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,8% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece em seguida, com 14,7% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,2%.

PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL
No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,4% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

CENÁRIO FUTURO
O diretor da entidade acredita que o comércio exterior segue cercado de incertezas, influenciado por fatores como preços internacionais, custos logísticos e cenário geopolítico, mas que ainda assim, há expectativa de fortalecimento das exportações de açúcar ao longo do segundo semestre: “A restrição das exportações indianas pode abrir oportunidades adicionais para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia”, completa.

SOBRE A APTA
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.

Informações para imprensa:
Luíza Cardoso Costa
luiza.costa@sp.gov.br

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, acaba de divulgar a publicação do Projeto de Monitoramento e Caracterização Socioeconômica da Atividade Pesqueira no Rio Doce e no Litoral do Espírito Santo. A publicação reúne os resultados obtidos entre 2021 e 2024 e apresenta um amplo panorama da pesca e da aquicultura na região afetada pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), que ocorreu em novembro de 2015.

O trabalho foi desenvolvido sob a coordenação geral do pesquisador do IP Antonio Olinto Ávila da Silva, em parceria com o professor Maurício Hostim, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e teve como objetivo avaliar a evolução dos impactos do desastre sobre a atividade pesqueira, abrangendo tanto a pesca extrativa quanto a aquicultura. A área de estudo contemplou ambientes continentais ao longo da bacia do rio Doce, nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além dos ambientes estuarino e marinho do litoral capixaba.

Monitoramento em ampla escala

Ao longo do período de monitoramento, foram registradas 2.741 unidades produtivas, entre pescadores e embarcações, além de 24.897 viagens de pesca e descargas que totalizaram 15.891 toneladas de pescado. Paralelamente, as ações de caracterização socioeconômica resultaram na realização de 3.279 entrevistas com pescadores e pescadoras artesanais, 935 entrevistas voltadas à caracterização das embarcações e no mapeamento de 1.108 infraestruturas ligadas à cadeia produtiva da pesca e da aquicultura.

A pesquisa abrangeu 42 municípios, sendo 29 em Minas Gerais e 13 no Espírito Santo. O monitoramento da atividade pesqueira foi realizado em 32 municípios do ambiente continental e em 11 municípios do ambiente marinho, com destaque para Linhares (ES), que recebeu ambos os monitoramentos devido à sua localização estratégica na foz do rio Doce.

Os dados levantados permitiram caracterizar a atividade pesqueira em diferentes ambientes, incluindo rios, lagoas, estuários e áreas marinhas. O estudo também registrou informações sobre infraestrutura pesqueira, embarcações, aparelhos de pesca utilizados, principais espécies capturadas, volume e valor das descargas de pescado, além do perfil socioeconômico das comunidades pesqueiras.

Contribuições para o setor pesqueiro

Entre os resultados observados no ambiente continental, o levantamento identificou 1.965 unidades produtivas, das quais 31% dos pescadores cadastrados e 16% das embarcações declararam-se inativos. Em grande parte dos casos, a principal justificativa apontada para a interrupção das atividades esteve relacionada às consequências do rompimento da barragem. No caso do monitoramento marinho e estuarino, no período de estudo, foram identificadas 776 unidades produtivas, sendo 87% artesanais e 13% industriais. No total foram registradas 17.270 viagens com um volume descarregado de 15.752 toneladas de pescado.

A análise dos dados permitiu traçar um panorama atual da atividade pesqueira na região e gerar informações estratégicas para subsidiar políticas públicas, ações de recuperação ambiental e iniciativas de apoio às comunidades que dependem da pesca e da aquicultura como fonte de renda e subsistência.

De acordo com a pesquisadora do IP e uma das autoras do relatório, Paula Maria Gênova de Castro Campanha, “este produto mostra o perfil e a atividade dos pescadores na região do Rio Doce, afetada pelo desastre de Mariana, e no litoral do Espírito Santo. O monitoramento representa a base de dados indispensável para a formulação de políticas públicas apropriadas para o setor”.

Também pesquisadora do Instituto, Maria Letizia Petesse ressalta que “os desafios na atividade pesqueira, tanto na parte continental quanto marinha, são muito grandes e precisam ser acompanhados de forma constante para compreender as transformações na atividade ao longo do tempo”.

Para acessar a publicação completa, clique aqui.

Por Andressa Claudino

Instituto de Pesca

O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.

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Não declaração pode acarretar sanções administrativas e suspensão na movimentação

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), informa aos produtores que chega ao fim, no próximo domingo, dia 14 junho, a Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre. Devem ser atualizados, além dos bovinos, os rebanhos de bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.

A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e a inviabilidade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), além da possibilidade de sanções administrativas.

A declaração pode ser feita diretamente no sistema GEDAVE. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária. Os endereços estão disponíveis em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/.

“Agradecemos a todos os produtores que já realizaram sua declaração e que já quitaram suas contribuições ao FUNDESA-PEC. Estamos hoje com 83% dos bovídeos já declarados, porém, apenas 65% das propriedades já atualizaram seus saldos. Chamamos atenção para as pequenas propriedades para que não percam os prazos, pois essas informações são essenciais para sabermos as reais condições dos rebanhos paulistas e assim, continuar garantindo a sanidade animal dos rebanhos paulistas”, comenta, Erika Mello, médica-veterinária e diretora da Defesa Agropecuária.

FUNDESA-PEC

A partir desta campanha, proprietários de bovinos e bubalinos passaram, além de declararem seus rebanhos, a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal Para a Pecuária (Fundesa-PEC), o seguro paulista para a Febre Aftosa.

O Fundesa-PEC está sendo abastecido por contribuições dos produtores, calculadas com base no número de animais declarados no rebanho. Para 2026, o valor da contribuição é de R$ 1,076 por animal e até o presente momento, já foram recolhidos R$ 9.813.684,20 (nove milhões, oitocentos e treze mil, seiscentos e oitenta e quatro reais e vinte centavos).

Em caso de ocorrência de um foco de Febre Aftosa, a Defesa Agropecuária precisa atuar rapidamente para conter o problema. Em situações desse tipo, pode ser necessário o abate sanitário de animais para impedir a disseminação da doença. Nesses casos, o fundo entra em ação para garantir a indenização ao produtor.

A existência do fundo permite uma resposta mais rápida diante de emergências sanitárias e fortalece o sistema de sanidade animal do Estado.

Por Felipe Nunes

Pela primeira vez incluído no ranking do Valor da Produção Agropecuária (VPA), o eucalipto já figura entre os produtos de maior relevância econômica do campo paulista 

O cultivo de eucalipto vive um momento de expansão em São Paulo. Com crescimento da produção e da geração de riqueza no campo, a cultura fortalece uma cadeia produtiva estratégica que abastece a indústria, impulsiona as exportações e contribui para o desenvolvimento regional. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) apontam aumento de 14% na produção paulista da cultura. O desempenho também se refletiu no Valor da Produção Agropecuária (VPA), que alcançou R$ 2,9 bilhões, resultado superior ao registrado no ano anterior.

O cultivo do eucalipto abastece diferentes segmentos da economia, sendo destinado à fabricação de papel e celulose, à geração de energia por biomassa e carvão vegetal e ao fornecimento de matéria-prima para a construção civil e a indústria moveleira. A cultura também é utilizada na produção de óleos essenciais e se destaca pela rápida capacidade de crescimento e renovação.

Principal espécie da silvicultura paulista, o eucalipto ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado. São pouco mais de 1 milhão de hectares cultivados, o que coloca São Paulo como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A produção atingiu 23,9 milhões de metros cúbicos, volume 14,6% superior ao registrado no ciclo anterior.

As regiões que mais se destacam no cultivo são sudoeste paulista, centro-oeste e no Vale do Paranapanema, áreas que apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e relativa disponibilidade de terras, em cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema, importantes pólos da silvicultura no estado.

O crescimento da produção também impulsiona a balança comercial do agronegócio paulista, com os produtos florestais ocupando a terceira maior participação nas exportações de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, este setor alcançou US$1,14 bilhão em valor exportado, representando 13,6% do total de produtos exportados, com celulose respondendo por 66,3% e papel por 27,9% desta participação.

O setor também celebrou o incremento nos números da produção do eucalipto paulista. Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, associação que representa os produtores florestais no estado, enfatizou a importância da planta para todo o grupo e sua capacidade de movimentar a totalidade do ramo.

“A indústria florestal paulista possui uma base produtiva consolidada, sustentável e altamente tecnificada, e majoritariamente de eucalipto. O crescimento observado no VPA e na produção reflete não apenas a competitividade do setor, mas também sua capacidade de agregar valor, gerar empregos, movimentar exportações e fornecer matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais. São Paulo reúne produtividade, indústria e logística, o que mantém o setor florestal entre os segmentos estratégicos do agro paulista”, disse Fernanda.

Além da produção e exportação: eucalipto é aliado no desenvolvimento do agro paulista

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento contribui para o crescimento e desenvolvimento da produção do eucalipto, sobretudo com trabalhos de pesquisa realizados pela APTA REGIONAL, principalmente na relação entre o sistema ILPF (Integração Pecuária, Lavoura e Floresta), no aumento da produtividade, sustentabilidade e rentabilidade, nas unidades de Brotas, Itapetininga e Tietê.

Esses sistemas funcionam integrando o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas, criação de gado, agricultura regenerativa, como a recuperação de áreas biodegradadas, e o bem estar animal, no qual o eucalipto aparece como aliado do conforto térmico animal, reduzindo impactos do calor e favorecendo melhores condições fisiológicas e produtivas dos rebanhos Nelore.

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