Produção de cacau: dentre as atividades do bolsista, está a implantação de experimentos com cacaueiro (crédito: RR Valle/Ceplac)
Centro de Ciência para o Desenvolvimento liderado pelo Ital recebe candidaturas até 5 de julho para bolsa de pós-doutorado na UFSCar
Doutores em Produção Vegetal, Agronomia ou Ciências Florestais, com título obtido nos últimos cinco anos, podem se candidatar até 5 de julho para bolsa de pós-doutorado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ligada ao projeto Cacau 360° – Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em SP, Centro de Ciência para o Desenvolvimento liderado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O selecionado deverá iniciar suas atividades em agosto no Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar, onde atuará por 24 meses com valor mensal de R$ 12.570 financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O trabalho abrange a implantação de experimentos com cacaueiro cultivado a pleno sol e em sistemas agroflorestais, com análise do impacto de diferentes práticas de manejo e do desempenho de variedades clonais.
“O bolsista também precisará conduzir avaliações ecofisiológicas, de produtividade de consorte e cacaueiro e fitossanitárias, além de estabelecer a linha de base de sequestro de carbono dos sistemas e ajudar na análise da qualidade físico-química das amêndoas fermentadas e secas de cacau”, detalha o supervisor do pós-doutorado, Anderson Ferreira da Cunha, docente da UFSCar e pesquisador principal do Cacau 360°.
Para se candidatarem, os interessados devem ter experiência comprovada em fitotecnia, sistemas agroflorestais, ecofisiologia do cacaueiro e coleta, organização e interpretação de dados, incluindo indicadores de produtividade, rendimento agronômico e cálculos de eficiência.
Também é requisito a habilidade com planejamento e execução de experimentos de campo e casa de vegetação, dinâmica e monitoramento de sistemas agroflorestais com cacaueiro e/ou cultivo a pleno sol e avaliação do efeito de variáveis climáticas sobre o crescimento e a produção agrícola.
No edital publicado no site da Fapesp, estão detalhados ainda diferenciais desejáveis assim como a documentação necessária para participar do processo seletivo.
Sobre o Cacau 360°
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em São Paulo (Cacau 360°) reúne 91 profissionais de pesquisa e extensão para fomentar o cultivo de cacau, a produção de chocolate e o desenvolvimento de ingredientes inovadores no estado com foco em produtividade, qualidade e aproveitamento integral do fruto. Aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp), tem como sede o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuam em parceria com nove instituições e duas empresas e contam com oito apoiadores.
Também representam a Secretaria no projeto o Instituto Agronômico (IAC-Apta), o Instituto Biológico (IB-Apta), a Apta Regional e a Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Completam as parcerias a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a BioinFood, startup sediada no Ital, a Gencau e a Harald.
Apoiam o Cacau 360° a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), o FoodTech Hub Latam, a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos (Abiam), a Associação para o Desenvolvimento da Indústria de Produção de Alimentos (Adipa), a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp) e a Prefeitura Municipal de Campinas.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Jaqueline Harumi – MTb 59.960/SP
Seção de Comunicação Científica do Ital
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O Planeta Inseto, exposição permanente do Museu do Instituto Biológico (IB-APTA), será transferido temporariamente para o espaço Márcia Rebouças, no próprio Instituto, entre 1º e 31 de julho, período em que seu espaço original passará por reforma. Com isso, o público continua tendo acesso gratuito a toda a experiência durante as obras, sem interrupção.
Na montagem especial do espaço Márcia Rebouças, os visitantes encontram os mesmos temas do museu em um formato repensado: ambiente mais amplo para circulação, recursos audiovisuais e novas atividades educativas. A ideia é aproveitar a transição para oferecer uma visita ainda mais dinâmica enquanto o espaço principal é renovado.
A reforma contempla melhorias de infraestrutura, pintura e atualização da área expositiva. “Quando retornarmos, teremos um ambiente totalmente renovado e com todos os insetos novamente em exposição. A intervenção era necessária para modernizar o espaço e tornar a experiência mais agradável para quem nos visita”, afirma Harumi Hojo, pesquisadora do Instituto Biológico e responsável pelo Planeta Inseto.
A reabertura do espaço original está prevista para o início de agosto, já com as novidades concluídas, entre elas, um novo Baratódromo, uma das atrações mais populares da exposição, onde o público acompanha divertidas corridas de baratas.
O funcionamento permanece o mesmo durante toda a transição: de terça a domingo, das 9h às 16h, com entrada e estacionamento gratuitos. A continuidade da visitação reforça o compromisso do Instituto Biológico, da APTA e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo com a educação científica acessível ao público.
SERVIÇO
Período do espaço temporário: 1º a 31 de julho de 2026
Local: Espaço Márcia Rebouças (Instituto Biológico)
Endereço: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana – São Paulo (SP)
Horário: terça-feira a domingo, das 9h às 16h
Entrada e estacionamento gratuitos
Tecnologia em realidade virtual apresenta processos de abate e reforça divulgação da nova regulamentação para estabelecimentos de pequeno porte em São Paulo
Os visitantes da Feicorte 2026 tiveram a oportunidade de conhecer de perto os processos e exigências envolvidos na produção segura de alimentos de origem animal. Pela primeira vez, a Defesa Agropecuária, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, levou ao evento uma experiência imersiva em realidade virtual que transporta o público para o interior de um frigorífico por meio de imagens em 360 graus.
Utilizando óculos de realidade virtual, produtores rurais, estudantes, profissionais do setor e demais visitantes puderam percorrer virtualmente as instalações de um estabelecimento de abate, conhecendo as estruturas, os procedimentos operacionais e os cuidados higiênico-sanitários necessários para garantir a qualidade e a segurança da carne que chega à mesa dos consumidores.
A iniciativa também serviu para apresentar ao público a Resolução SAA nº 24/2026, publicada neste ano pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que regulamenta o registro de abatedouros frigoríficos de pequeno porte no Estado de São Paulo. A medida representa um importante avanço para o Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP), ao estabelecer critérios que conciliam a simplificação estrutural com a manutenção dos rigorosos padrões sanitários exigidos pela legislação.
“Aproveitamos a Feicorte para divulgar essa nova possibilidade para os produtores paulistas e, ao mesmo tempo, proporcionar uma experiência que normalmente não estaria acessível ao público. A tecnologia permite que as pessoas conheçam o funcionamento de um frigorífico e entendam os cuidados necessários para garantir a segurança dos alimentos”, explica a diretora da Defesa Agropecuária, Erika Ramos Mello.
Segundo ela, a ação superou as expectativas e despertou o interesse dos visitantes tanto pela inovação tecnológica quanto pelo conteúdo apresentado. “Recebemos muitas pessoas que desconheciam a nova resolução e ficaram surpresas ao saber que agora existe um caminho mais adequado para a regularização de estabelecimentos de pequeno porte. Nossa principal missão aqui foi justamente ampliar essa divulgação, e acreditamos que o objetivo está sendo alcançado”, afirma.
No vídeo exibido durante a experiência, o coordenador de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal da Defesa, João Gustavo, apresenta as etapas do processo de abate e explica como os requisitos aplicados a grandes frigoríficos podem ser adaptados à realidade dos pequenos empreendimentos, sem comprometer a segurança sanitária.
Além da experiência imersiva, a Defesa Agropecuária também utilizou o espaço da feira para orientar produtores sobre diversos temas relacionados à sanidade animal e vegetal, como a vacinação contra brucelose, a vigilância para febre aftosa e os procedimentos necessários para regularização de atividades agropecuárias.
“A Feicorte é uma oportunidade importante de aproximação com o setor produtivo. Nossos técnicos estão em contato direto com criadores, expositores e agroindústrias, esclarecendo dúvidas, promovendo educação sanitária e orientando aqueles que desejam se regularizar. É um momento valioso de troca de informações e construção de parcerias”, destaca Erika.
Palestra técnica e Dia de Campo em área demonstrativa reforçaram benefícios da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta para recuperação de áreas, conservação do solo e diversificação da renda no Oeste Paulista
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo promoveu na quinta-feira (25), durante a Feicorte 2026, uma ação voltada à difusão do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), tecnologia que alia produção agropecuária, sustentabilidade e recuperação ambiental. A iniciativa reuniu produtores rurais, estudantes, técnicos e visitantes da feira em uma programação que incluiu palestra na Arena Feicorte e Dia de Campo na área demonstrativa instalada no evento.
O painel “ILPF no Pontal Paulista: produzir mais, recuperar áreas e gerar novas oportunidades no campo” foi conduzido pelo engenheiro agrônomo da CATI Regional Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes, e pelo assessor da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Vivaldo Neto. Durante a apresentação, os especialistas abordaram os benefícios da integração dos sistemas produtivos, os desafios para sua implantação e as políticas públicas disponíveis para apoiar os produtores, incluindo o FEAP PSA (Pagamento por Serviços Ambientais).

Legenda: Atividades começaram com painel na área principal da feira.
Na sequência, os participantes visitaram a área demonstrativa de dois mil metros quadrados, onde puderam conhecer na prática diferentes estratégias de integração entre lavouras, pecuária e florestas. O espaço reúne cultivares de aveia branca, aveia preta, milho, sorgo e feijão-guandu, além de um entorno composto por eucaliptos. O local também apresenta técnicas de conservação do solo, evidenciando as diferenças entre áreas protegidas por cobertura vegetal e áreas expostas.
Segundo Marco Aurélio Fernandes, o sistema representa uma importante alternativa para o Oeste Paulista, região caracterizada por solos arenosos e mais suscetíveis à degradação. “A integração permite utilizar a propriedade de forma mais eficiente ao longo do ano, conciliando produtividade, sustentabilidade e viabilidade econômica. Além disso, contribui para a recuperação do solo e para a permanência do produtor no campo com mais segurança e planejamento”, afirmou.
O engenheiro agrônomo destacou ainda que a CATI disponibiliza assistência técnica especializada para apoiar os produtores desde o planejamento da propriedade até a implementação das melhores estratégias de integração. “Nossos extensionistas atuam diretamente nas propriedades, orientando os agricultores e facilitando o acesso às políticas públicas que ajudam a viabilizar os investimentos necessários para implantação dos sistemas produtivos”, explicou.
O produtor de leite, Elídio de Matos, de Presidente Prudente, utiliza sistemas integrados há cerca de oito anos e relatou os avanços obtidos ao longo desse período, com acompanhamento técnico da CATI. “Os investimentos são constantes, mas os resultados aparecem na melhoria da produção e da gestão da propriedade. O mais importante é que iniciativas como essa permitem que o produtor conheça novas tecnologias e veja na prática aquilo que pode aplicar no seu dia a dia”, disse.
Já o produtor Levi de Araújo, de Mirante do Paranapanema, destacou a relevância das ações demonstrativas para a realidade das pequenas e médias propriedades da região. Atualmente, sua família desenvolve um sistema de integração lavoura-pecuária e planeja avançar para a inclusão do componente florestal. “Nossa região tem solos com baixa fertilidade e alto risco de degradação. O ILPF mostra um caminho para melhorar a qualidade do solo, diversificar a produção e tornar a propriedade mais sustentável econômica e ambientalmente”, afirmou o produtor, que recebe suporte técnico do ITESP.
A zootecnista Fabiana Ferreira da Costa Gouvêa assume o cargo de diretora da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) responsável pela extensão rural junto a pequenos e médios produtores agropecuários paulistas. Sua nomeação foi publicada na edição desta quinta-feira (25/06) do Diário Oficial do Estado (DOE).
Fabiana nasceu em 27 de setembro de 1979, em Jaboticabal, onde cresceu, constituiu família e iniciou uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento do setor agropecuário paulista. É graduada em zootecnia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde também concluiu um mestrado, visando fortalecer sua formação técnica e científica voltada à produção animal, ao desenvolvimento sustentável e à extensão rural. Casada e mãe de três filhas, sempre conciliou a dedicação à família com uma sólida carreira no serviço público estadual.
Sua trajetória profissional teve início na Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), em Ribeirão Preto, como servidora concursada. Pouco tempo depois, ingressou na CATI para atuar diretamente junto a produtores rurais da região de Jaboticabal. Por meio desse trabalho de assistência técnica agropecuária, começou a se destacar pelo diálogo, pela liderança e pelo fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.
Ao longo de sua carreira, exerceu funções técnicas e de gestão, destacando-se como chefe de Divisão da CATI Regional Jaboticabal, cargo em que liderou equipes, coordenou projetos estratégicos e fortaleceu a parceria entre Estado e municípios. Também teve atuação em iniciativas estaduais, como as coordenações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Município Agro – Ranking Paulista, além da participação em câmaras temáticas e grupos técnicos relacionados à sustentabilidade no campo, segurança alimentar e ao fortalecimento da agricultura paulista. Em 2025, foi convidada para integrar a Assessoria de Relações Institucionais, Câmaras Setoriais e Temáticas da SAA-SP, ampliando seu trabalho na formulação e articulação de políticas públicas para o setor agropecuário.
Em seu novo cargo, Fabiana colaborará com o fortalecimento da agricultura paulista, pela valorização dos servidores, pelo desenvolvimento dos municípios e apoio aos produtores rurais.
“Minha trajetória é marcada pela convicção de que a assistência técnica e a extensão rural são instrumentos essenciais para transformar a realidade do campo e melhorar a qualidade de vida das famílias rurais paulistas”, resume a nova diretora da CATI, que pautará seu trabalho pelo compromisso, ética, diálogo, inovação e busca constante por resultados que promovam o desenvolvimento agropecuário sustentável do Estado de São Paulo.
Autor: Juan Piva – Jornalista (MTb 67.378/SP) – Serviço de Comunicação Rural/CATI – juan.piva@sp.gov.br
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no primeiro semestre acaba na próxima terça, dia 30 de junho. A campanha subsequente referente ao segundo semestre de 2026 tem início na quarta-feira, dia 1º de julho com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 31 de dezembro.
Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/credenciados/.
A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.
A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.
Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.
O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.
É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.
Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.
Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.
Por Felipe Nunes
Iniciativa da Secretaria de Agricultura leva à feira oficinas gratuitas que aproximam consumidores dos alimentos produzidos no campo e incentivam a agregação de valor à produção rural.
A carreta do programa Cozinhalimento, iniciativa da Diretoria de Segurança Alimentar da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo voltada à capacitação e à geração de renda, é uma das atrações da Feicorte 2026, em Presidente Prudente. Pela primeira vez, as oficinas da unidade móvel estão sendo conduzidas em parceria com produtores artesanais da região, que compartilham conhecimentos, técnicas e produtos típicos do Oeste Paulista em aulas-show gratuitas.
A proposta é aproximar o público dos alimentos produzidos no estado e valorizar o trabalho de pequenos empreendedores rurais. Ao longo da programação, que é gratuita, produtores convidados apresentam técnicas e receitas utilizando ingredientes regionais, enquanto a equipe do Cozinhalimento demonstra preparações desenvolvidas nos cursos oferecidos pelo programa.
“A ideia é valorizar os produtos artesanais paulistas e, ao mesmo tempo, divulgar os cursos do Cozinhalimento, tanto os realizados nas cozinhas fixas quanto na carreta. É uma forma de mostrar como esses ingredientes podem ser incorporados às receitas e incentivar novas oportunidades de geração de renda”, explica Anna Borges, da equipe técnica do programa.
A programação começou na terça-feira (23/06) com uma aula-show sobre escabeche de batata-doce, conduzida pela produtora Mara Danega, de Presidente Prudente. A escolha do ingrediente destaca uma das culturas relevantes para a produção agrícola da região, reconhecida pelo cultivo da batata-doce e pela agregação de valor aos produtos derivados. A receita foi harmonizada com pães preparados pela equipe do Cozinhalimento.
Na quarta-feira (24), a produtora de queijos artesanais, Francieli Simionato Silveira, de Adamantina, apresentou ao público o processo de fabricação da mussarela artesanal, demonstrando a confecção do tradicional “nozinho”, que também foi utilizado em uma focaccia servida na degustação.
Com nove anos de atuação, a queijaria familiar possui a certificação do Sistema de Inspeção de São Paulo (SISP) Artesanal e o Selo Agro SP, políticas públicas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que certificam e valorizam a qualidade, a origem e a tradição da produção artesanal paulista. Para Francieli, iniciativas como a promovida na Feicorte contribuem para ampliar o conhecimento do consumidor sobre esses alimentos.
“É uma oportunidade de valorizar o que é produzido na nossa região e mostrar as diferenças de um produto artesanal. Muitas pessoas ainda não conhecem esse universo e ações como essa permitem apresentar esse trabalho para novos públicos, levando mais informação e aproximando os consumidores dos produtores”, afirma.
As atividades seguem até quinta-feira (25), com uma oficina de mini-hambúrguer, que será conduzida pela equipe do Cozinhalimento.
Além das aulas-show, a carreta do Cozinhalimento apresenta ao público os cursos oferecidos pelo programa, que abrangem temas como pães caseiros, aproveitamento integral dos alimentos, salgados de festa, bolos e saladas de pote, marmitas congeladas e técnicas de conservação. A carreta já capacitou mais de 2,6 mil pessoas em 2026 e deve alcançar um total de 50 cidades até o fim do ano.
O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem desenvolvido soluções para transformar a sanidade na piscicultura brasileira, com o fortalecimento da prevenção de doenças e redução do uso de antibióticos. As ações fazem parte do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD Sanidade), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
De acordo com o anuário da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), a tilápia (Oreochromis niloticus) é hoje uma das espécies mais cultivadas no mundo e lidera a produção brasileira, representando mais de 68% dos peixes de cultivo. No Estado de São Paulo, a produção ultrapassou 88 mil toneladas em 2025.
No entanto, o crescimento acelerado do setor traz desafios sanitários constantes. Doenças causadas por bactérias como a Francisella orientalis e vírus Megalocytivirus pagrus1 (subtipo ISKNV) estão entre os maiores desafios, provocando taxas de mortalidade e perdas significativas para os produtores.
Tradicionalmente, o controle dessas doenças depende do uso de antibióticos e manejo sanitário adequados. Mas o uso frequente desses medicamentos tem se restringido devido ao surgimento de resistência a antibióticos: quando bactérias desenvolvem mecanismos para sobreviver a medicamentos que antes eram eficazes. Isso compromete a eficácia de tratamentos e representa um dos principais desafios globais em saúde única, que conecta a saúde humana, animal e ambiental.
Para enfrentar este cenário, o projeto CCD Sanidade atua em três abordagens preventivas: desenvolvimento de vacinas, diagnóstico rápido e seleção genética de peixes mais resistentes.
Entre as estratégias em desenvolvimento estão vacinas inativadas e vacinas de DNA, que estimulam o sistema imunológico dos peixes a reconhecer e combater as doenças. Essas tecnologias podem ser aplicadas por injeção ou pela alimentação, ampliando seu potencial de aplicação.
Outra frente importante é a seleção genética de peixes com maior capacidade natural de sobreviver a infecções. Paralelamente, o projeto também investe no desenvolvimento de kits de diagnóstico rápido, capazes de detectar precocemente a presença de F. orientalis e ISKNV em campo.
Para o pesquisador do IP Leonardo Tachibana, a solução não está em tratar mais, mas em prevenir melhor. “Precisamos reduzir a dependência de antibióticos e oferecer alternativas sustentáveis ao produtor”, afirma.
As ações do CCD Sanidade não beneficiam apenas os produtores. Ao integrar diagnóstico, tratamento e melhoramento genético, o projeto contribui para uma piscicultura mais sustentável e segura fortalecendo a conexão entre ciência, mercado e o produtor.
SOBRE O CCD
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD Sanidade) tem como instituição Sede o Instituto de Pesca e como parceiros a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA-USP), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), Instituto Biológico (IB-APTA), Instituto Butantan e a empresa Loccus Ltda. O projeto colaborativo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e orientado a desenvolver soluções para problemas específicos de interesse social ou econômico do Estado de São Paulo.
Por Elionio Galvão Frota
Instituto de Pesca
O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.
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Estado reforça trajetória de regularização fundiária que já alcança mais de 276 mil hectares e amplia segurança jurídica no campo e na cidade
Nesta segunda-feira (23), em Pirapozinho, o Governo do Estado de São Paulo reafirma o avanço da política de regularização fundiária ao realizar a entrega de títulos rurais e autorizações de regularização urbana no Oeste Paulista, consolidando uma trajetória contínua de ampliação da segurança jurídica no campo e nas cidades.
Na ocasião, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza a entrega de mais de 400 títulos de regularização fundiária rural a produtores de 75 assentamentos localizados nos municípios de Caiuá, Presidente Prudente, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema, Euclides da Cunha Paulista, Rosana e Marabá Paulista.
Com a nova entrega, o Estado ultrapassa a marca de 6,3 mil títulos rurais emitidos desde 2023, em um processo que consolida a regularização fundiária como uma das principais políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural em São Paulo. No mesmo período, mais de 276 mil hectares foram regularizados, ampliando o acesso a crédito, incentivando investimentos produtivos e fortalecendo a permanência das famílias no campo.
“Chegar a marca de 6,3 mil títulos rurais emitidos desde 2023 é resultado de um trabalho contínuo que tem levado segurança jurídica e oportunidades para milhares de famílias paulistas. A regularização fundiária é um instrumento fundamental para promover desenvolvimento, ampliar o acesso a políticas públicas e fortalecer a produção rural em todas as regiões do Estado”, comenta o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
A evolução dos resultados também evidencia o alcance territorial da política fundiária. Mais de 50% dos lotes de assentamentos do Estado já foram regularizados, índice que ultrapassa 75% no Pontal do Paranapanema, uma das regiões mais emblemáticas da reforma agrária no país. O avanço reflete um trabalho contínuo que não se limita aos assentamentos, abrangendo também pequenas, médias e grandes propriedades rurais, comunidades tradicionais como quilombolas e áreas públicas em diferentes esferas, em conformidade com a legislação vigente.
No campo urbano, será assinada a autorização para a emissão de 1.036 títulos de regularização fundiária em 16 municípios paulistas: Itaberá, Tarabai, Marabá Paulista, Euclides da Cunha Paulista, Mirante do Paranapanema, Luiziânia, Queiroz, Itapetininga, Nhandeara, Cajati, Pariquera-Açu, Registro, Sete Barras, Iguape, Itirapuã e Fartura. A medida amplia a segurança jurídica para famílias urbanas e fortalece a política estadual de regularização.
A ação é coordenada pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) e integra uma estratégia mais ampla de desenvolvimento econômico e social nas regiões contempladas. A titulação garante propriedade definitiva, facilita o acesso a crédito e estimula investimentos, promovendo estabilidade e geração de oportunidades no meio rural.
Além das entregas de regularização fundiária, a agenda do Governo do Estado reúne outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) realiza a entrega de 203 unidades habitacionais, e o município de Paulicéia recebe o descerramento da placa da Creche Escola Jardim Primavera, ampliando a rede de atendimento à primeira infância no Oeste Paulista.
Evento reuniu agricultores, técnicos e interessados em conhecer experiências de sucesso com cacau em sistemas integrados, mostrando que inovação, sustentabilidade e agregação de valor já são realidade no noroeste paulista
SP tem cacau! E com amêndoas de qualidade, produzidas em sistemas integrados. Mais do que apresentar uma nova cultura agrícola, o Dia de Campo sobre o Projeto Cacau SP e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), organizado pela CATI Regional São José do Rio Preto, Rede ILPF e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou entusiasmo, levou conhecimento e novas perspectivas para os participantes.
O evento reuniu mais de 50 pessoas de municípios ligados às Regionais da CATI de Jaboticabal, Jales, Votuporanga, Mogi Mirim e São José do Rio Preto, para conhecer de perto experiências que estão transformando propriedades rurais e criando novas oportunidades de renda no interior paulista. A programação passou pelos municípios de Mendonça e Adolfo, onde os visitantes puderam acompanhar os resultados do Projeto Cacau SP (em sistema integrado), iniciativa que vem demonstrando a consolidação do cultivo do cacau em áreas consideradas não tradicionais. Além da produção agrícola, o grupo conheceu histórias de empreendedorismo, agregação de valor e desenvolvimento rural sustentável.
Em Mendonça, a visita teve como destaque a propriedade do produtor Diego Persegil e família, que, além de cultivar cacau em sistema integrado com banana, produz chocolates artesanais com amêndoas cultivadas em solo paulista. Sua trajetória se tornou referência regional por unir inovação, geração de renda e valorização da produção local. “O Projeto Cacau SP mudou completamente a minha visão sobre a propriedade e sobre o futuro da minha família. O que começou como uma aposta se transformou em uma atividade que gera renda para todos, com abertura de novos nichos de mercado, e sustentabilidade ambiental. Hoje, produzimos nosso próprio chocolate e mostramos que é possível inovar no campo e ter qualidade de vida”, destaca Diego, que, mesmo participando de um curso complementar de pós-graduação em outro país, fez questão de participar on-linedo Dia de Campo.
“O caso do Rancho do Cacau, que se tornou uma vitrine tecnológica do Projeto Cacau SP, demonstra o potencial da cacauicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor às propriedades rurais paulistas. Ao longo dos últimos anos, a família conquistou avanços importantes, desde a implantação e consolidação do cultivo até a produção própria de chocolate, ampliando as oportunidades de mercado e a geração de renda. Outro aspecto que merece destaque é o comprometimento da nova geração com a atividade. O Diego tem se dedicado intensamente aos estudos sobre manejo, tecnologia e processamento, buscando aprimorar tanto o sistema de produção no campo quanto a qualidade dos chocolates elaborados pela família, principalmente pela sua mãe Jucileide e sua avó Geraci. Esse processo contínuo de capacitação e inovação é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva do cacau em São Paulo e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, destacou Eusébio Persegil, engenheiro agrônomo da CATI Regional São José do Rio Preto, que acompanha tecnicamente o projeto.
Na sequência, em Adolfo, o grupo visitou a vitrine tecnológica instalada na Fazenda Fartura e conheceu a produção integrada de cacau e seringueira do plantio à pós-colheita. A programação foi encerrada na Casa da Agricultura do município, onde está instalada uma minifábrica de chocolate utilizada para capacitações e demonstrações práticas.

“A Vitrine Tecnológica da Fazenda Fartura é um exemplo concreto de como o sistema integrado de produção de cacau e seringueira pode gerar conhecimento e oportunidades para os produtores e interessados de todas as regiões paulistas. Ao longo dos anos, a área foi estruturada para demonstrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo até a pós-colheita, permitindo que os visitantes conheçam na prática as tecnologias e os manejos recomendados. Esse trabalho é complementado pela minifábrica de chocolate instalada na Casa da Agricultura de Adolfo, que se tornou uma importante ferramenta para capacitações e demonstrações sobre a produção de chocolate artesanal desenvolvidas em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)”, explica o engenheiro agrônomo Fioravante Stucchi Neto, da CATI Regional São José do Rio Preto e membro do Grupo Técnico de Cacau, frisando que tanto a implantação da estrutura física desses espaços quanto o manejo das culturas e o atendimento aos produtores contam com a dedicação e o comprometimento do técnico agrícola Eloísio Capoia, cuja atuação – há mais de 40 anos na CATI e na Casa da Agricultura de Adolfo.
Segundo o engenheiro agrônomo Oracy Schuindt Júnior, chefe da CATI Regional Jaboticabal, a visita ampliou a visão dos produtores sobre as possibilidades de diversificação da produção. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Ver o cacau produzindo em condições semelhantes às nossas e conhecer toda a cadeia, desde o plantio até a fabricação do chocolate, dá mais segurança para quem está pensando em investir na cultura. Os produtores voltam para casa motivados e com novas ideias para aplicar em suas propriedades; e nós, técnicos mais capacitados para apoiar aqueles que já adotaram a cultura e os que desejam iniciar”.
Sistemas integrados mostram resultados promissores
Durante o evento, foram apresentados dados de monitoramento dos sistemas de Integração Lavoura-Floresta (ILF), modelo que combina o cultivo do cacau com banana e árvores de Corymbia, usada como quebra-vento no Rancho do Cacau. A técnica da Rede ILPF, Estella Mantovani, destacou os resultados iniciais observados na região. “Os indicadores que estamos acompanhando mostram que os sistemas integrados podem oferecer benefícios econômicos e ambientais importantes”.
“Em uma área implantada em 2023, observamos que a renda gerada pela banana no ano agrícola 2024/25 foi suficiente para cobrir os custos de implantação do cacau e remunerar a mão de obra familiar. Além disso, o sistema agregou valor à propriedade por meio de atividades ligadas ao turismo e à educação ambiental. São resultados muito promissores para uma cultura ainda em fase inicial na região”, informou, ressaltando que o projeto Integração Lavoura-Floresta desenvolvido no Rancho do Cacau, em Mendonça, é acompanhado pela CATI, Rede ILPF e Embrapa. Segundo ela, embora sejam necessários estudos de longo prazo para consolidar os dados, os resultados demonstram o potencial da integração para diversificar a produção, aumentar a rentabilidade e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.
O engenheiro agrônomo Fernando Miqueletti, chefe da CATI Regional São José do Rio Preto e integrante do grupo técnico do Projeto Cacau SP, ressaltou o papel da iniciativa na expansão da cultura pelo território paulista.

“O Projeto Cacau SP tem mostrado que o estado possui condições para desenvolver uma cadeia produtiva competitiva, sustentável e inovadora. Nosso trabalho vai muito além do plantio. Atuamos desde a implantação das áreas até a pós-colheita e a produção de chocolate, permitindo que os agricultores agreguem valor e tenham acesso a novas oportunidades de mercado”, salientou, afirmando que o Dia de Campo fez parte do calendário de eventos mensais (palestras, reuniões, visitas técnicas etc.), que o Grupo Técnico de Cacau realiza para levar conhecimento e sensibilizar agricultores, empresas e interessados. Para ele, o interesse crescente dos produtores demonstra que o cacau já deixou de ser apenas uma alternativa experimental. “Estamos vendo agricultores enxergar o cacau como uma oportunidade real de diversificação e geração de renda. Isso fortalece o desenvolvimento regional e cria novas perspectivas para a agricultura paulista.”
Sobre o Dia de Campo, Miqueletti avaliou positivamente os resultados e destacou o avanço da cultura em regiões onde, até pouco tempo atrás, o cultivo era considerado improvável. “O sucesso desse evento demonstra a força da assistência técnica, da pesquisa e da inovação quando trabalham de forma integrada. Estamos acompanhando o crescimento do cacau em regiões não tradicionais do estado, com resultados cada vez mais consistentes. Isso mostra a capacidade do agricultor paulista de incorporar novas tecnologias e construir sistemas produtivos mais resilientes e rentáveis”, ressaltou Miqueletti.
Segundo os integrantes do Grupo Técnico de Cacau que ministraram palestras no evento – Andrey Vetorelli, Eusébio Persegil e Fioravante Stucchi Neto –, o trabalho desenvolvido pelo Projeto Cacau SP representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento rural paulista. “O cacau está se consolidando como mais uma alternativa para diversificação das propriedades, geração de renda e agregação de valor. Ver produtores compartilhando experiências de sucesso e motivando novos agricultores é a prova de que estamos no caminho certo, mas sempre com olhar atento, pois o cultivo do cacau, como ocorre em qualquer outra cultura agrícola, envolve inúmeras variáveis e não é uma ciência exata, mas sim fruto de acompanhamento técnico-científico constante”, acrescentando: “O avanço e a consolidação do cacau em regiões consideradas não tradicionais confirmam o potencial da cultura como uma nova oportunidade para o agro paulista, fortalecendo a agricultura, especialmente a familiar, agregando valor à produção e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”.
Ao final do encontro, produtores e técnicos foram unânimes em destacar o aprendizado adquirido e o entusiasmo gerado pela atividade. Para muitos participantes, o Dia de Campo representou o primeiro passo para a implantação de novas áreas, reforçando o potencial da cultura como uma nova fronteira agrícola para São Paulo.
Compartilhando desse pensamento, Márcio Tonelli, que viajou de Campinas para participar do Dia de Campo, mostrou grande interesse em iniciar na produção de cacau. “Temos uma propriedade familiar entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu (cidades ligadas à CATI Regional Mogi Mirim) e estamos avaliando alternativas de cultivo que possam gerar renda para a família; e, de tudo que vimos, o cacau se mostrou uma opção muito promissora nessa região, pois vimos que outros produtores já tradicionais no cultivo de citros e café, por exemplo, estão se mostrando muito interessados em começar a plantar cacau. O que mais nos chamou atenção neste Dia de Campo foi o aprendizado sobre toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a produção de chocolate artesanal de qualidade. Também foi muito inspirador conhecer de perto o trabalho da CATI e do Governo do Estado no Projeto Cacau SP, incentivando a produção local, o turismo rural e novas oportunidades econômicas para produtores que buscam diversificar suas atividades. Saímos daqui maravilhados com tudo o que vimos, ouvimos e vivenciamos”.
Por Cleusa Pinheiro – Jornalista (MTb 28.487) – Serviço de Comunicação Rural/CATI – cleusa.pinheiro@sp.gov.br