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Agricultura e Abastecimento

Não é só o interior: Grande São Paulo e Baixada Santista produzem mais de R$ 1 bilhão por ano

Não é só o interior: Grande São Paulo e Baixada Santista produzem mais de R$ 1 bilhão por ano

Região Metropolitana e Baixada Santista somam R$ 1,08 bilhão em Valor de Produção Agropecuária e abastecem a capital e o litoral

Quando se fala em agropecuária paulista, o mapa mental vai direto para o interior. Mas duas das regiões mais urbanizadas do Estado, a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista, somaram R$ 1,08 bilhão em Valor de Produção Agropecuária em 2025. São territórios marcados pela ocupação urbana, mas que mantêm produção agropecuária relevante e próxima dos centros que abastecem.

A maior fatia vem da Grande São Paulo, com R$ 937,43 milhões. A alface lidera, com R$ 281,52 milhões e quase 70 mil toneladas colhidas, seguida pelo caqui, com R$ 212,5 milhões, e pelo ovo de galinha, com R$ 123,3 milhões. Repolho e cenoura completam os cinco principais produtos. São 5.700 unidades de produção distribuídas pela região, concentradas sobretudo em Mogi das Cruzes, Salesópolis e Guararema, o eixo que forma o Cinturão Verde e responde por boa parte das hortaliças que chegam à capital e ao litoral.

Na Baixada Santista, o perfil é quase o oposto: em vez de diversidade, especialização. A Região Administrativa de Santos registrou R$ 141,68 milhões, dos quais R$ 137,97 milhões vêm exclusivamente da banana, cerca de 97% de tudo o que a região produz, com 3.154.962 caixas de 21 kg colhidas na encosta da Serra do Mar. O cultivo aparece em 82,35% das unidades de produção de São Vicente, em 80% das de Cubatão e Mongaguá, em 72,73% das de Santos e em 70,39% das de Peruíbe. A região também colhe maracujá, mandioca de mesa e batata-doce, produz ovos de galinha e mantém atividade expressiva de piscicultura.

O acompanhamento técnico desses produtores chega pela rede da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), presente nas duas regiões. Só a unidade regional de Mogi das Cruzes realizou 4.549 atendimentos em 2025, cerca de 80% deles voltados à olericultura, além de prestar assistência a mais de 100 famílias em transição agroecológica e apoiar a aprovação de oito cadeias produtivas locais pelo programa SP Produz, com mais de R$ 1,5 milhão em investimentos.

“O agro paulista não tem um único formato. Ele está no interior, mas também no cinturão verde metropolitano e na encosta da Serra do Mar, com produtores que abastecem milhões de pessoas a poucos quilômetros de distância. Olhar para essas regiões é reconhecer a diversidade que dá força à produção do Estado e garantir que esses agricultores tenham a mesma assistência técnica de quem produz em qualquer outro lugar de São Paulo”, afirma a diretora da CATI, Fabiana Gouvea.

É esse trabalho de campo que sustenta um agro pouco visível, mas que percorre a menor distância possível entre quem planta e quem consome. Entre a serra e o mar, ou entre bairros e avenidas, a produção segue existindo onde poucos esperam encontrá-la.

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