Com o objetivo de assegurar e garantir a exportação de Lima Ácida Tahiti para a União Europeia, engenheiros agrônomos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), acompanharam entre os dias 22 de junho e 06 de julho, auditores fiscais do bloco de países que importa o fruto. Durante a missão que auditou Unidades de Produção e Consolidação (packings houses), a equipe esteve nas três principais regionais exportadoras do Estado de São Paulo. “A ação aconteceu como uma auditoria do serviço oficial e vem para reforçar a necessidade do serviço de excelência da Defesa Agropecuária para manter o mercado atual, e consequentemente gerar renda, ajudando principalmente os pequenos e médios produtores”, comenta Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal. Durante a permanência em São Paulo da Divisão Geral de Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia (Due Diligence da DG Sante), os auditores estiveram em unidades de produção que exportam o fruto nas regiões de Mogi Mirim, Catanduva e Jaboticabal, principais produtores da fruta, além de visitar pontos de saída das frutas em Bauru e Guarulhos. Nas ocasiões, os auditores conheceram de perto o processo de produção nas propriedades e o beneficiamento dentro dos packings houses. Das pragas que são restritas para exportação de frutos do Brasil, um dos objetos da auditoria da União Europeia foi a bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico, cujo requisito fitossanitário restringe a entrada de frutos sintomáticos nos países do bloco. Para Cristina Abi Rached lost, engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Exportação de Produtos Vegetais (PEEPVE), a visita dos auditores trouxe maior clareza quanto aos pontos de melhoria que devem ser vistoriados pela CDA nas ações de prevenção e controle das pragas que acometem os frutos. “Um ponto positivo que podemos destacar e que foi perceptível durante a auditoria foi a de que o sistema do Estado de São Paulo é padronizado e que há espaço para melhorias”, relata. Já para Marlon Peres, diretor do Centro de Defesa Sanitária Vegetal, a auditoria é um auxilio para a padronização de procedimentos e para um melhor direcionamento de ações para o atendimento ao protocolo exigido pelo mercado europeu. “Neste quesito acredito que todos os envolvidos no processo de produção, certificação e fiscalização se esforçaram para um bem comum”, parabeniza. Até maio deste ano, o Estado de São Paulo exportou 44 mil toneladas de citros, número que correspondeu a quase US$ 39 milhões. O próximo passo é a preparação do relatório prévio, que deve sair nos meses seguintes. Por Felipe Nunes