Instalação de equipamentos aconteceu durante seminário na divisão regional de Ourinhos
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), através do seu Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária (PEVF), realizou esta semana, entre os dias 20 e 22 de outubro, o “II Seminário do Vazio Sanitário da Soja”. A atividade, que aconteceu na divisão regional de Ourinhos, reuniu engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários de 16 Departamentos regionais e deu início a uma nova etapa de trabalho para o controle da Ferrugem Asiática da Soja.
Além de capacitar servidores a respeito das ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), desde a caracterização do patógeno e da doença, até as ações realizadas em âmbito estadual, o seminário foi a oportunidade para a instalação dos três primeiros coletores de esporos, equipamento que irá auxiliar produtores a identificar a presença de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi causador da doença nas lavouras.
“Ao todo, nesta primeira etapa, serão instalados 21 coletores nas principais regiões produtoras do Estado, mas no decorrer dos anos, o objetivo é aumentar o número de equipamentos expandindo o monitoramento para todo o Estado. A medida visa beneficiar sojicultores a partir de medidas de manejo e redução de custos, uma vez que os coletores possibilita identificar a presença do fungo antes do aparecimento dos primeiros sintomas da doença na lavoura”, comenta Jucileia Irian dos Santos Wagatsuma, engenheira agrônoma e responsável pelo PEVF.

Ainda durante o seminário, os servidores tiveram uma aula com Claudine Dinali Santos Seixas, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que abordou a identificação, condições favoráveis e o manejo da doença. A aula contou com módulo prático laboratorial que permitiu que os participantes observassem e identificassem sinais da doença.
Outro tema discutido durante o seminário foi o cadastro anual obrigatório das áreas produtoras e quais medidas podem ser adotadas para que o percentual de propriedades ultrapasse os 43% alcançados durante a safra 25/26.
De acordo com a Resolução SAA 87/2024, o cadastro das áreas produtoras de soja é obrigatório e deve ser realizado até 15 dias após o término do calendário de semeadura. O cadastro é rápido e pode ser feito através do aparelho celular em https://survey123.arcgis.com/share/a4a0273a2862425b9eaec8f703fa2f87?portalUrl=https://geo.cati.sp.gov.br/portal ou em uma das unidades da Defesa Agropecuária. Os endereços estão disponíveis em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/.
“A partir de todas essas medidas, além de economia, prevemos maior planejamento para o sojicultor que a partir do menor uso de produtos defensivos, passa a contribuir cada vez mais para uma produção mais sustentável”, destaca Jucileia.
