Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

São Paulo lidera a produção nacional de atemoia e fruta-do-conde com destaque para as regiões de Itapeva e Sorocaba 

São Paulo lidera a produção nacional de atemoia e fruta-do-conde com destaque para as regiões de Itapeva e Sorocaba 

Levantamento revela o panorama dessas frutas no estado, apontando renovação de pomares e os principais polos produtores

O Estado de São Paulo se consolidou como um dos principais produtores de atemoia e fruta-do-conde do Brasil. Ambas as frutas fazem parte da família das Anonáceas, da qual outras igualmente conhecidas fazem parte, como a graviola. Apesar de frequentemente confundidas, possuem dinâmicas de mercado distintas. Um diagnóstico detalhado foi elaborado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo. O levantamento, que analisou o desempenho das Regiões Administrativas (RAs) paulistas entre 2021 e 2025, revela que os principais polos produtores são Itapeva e Sorocaba. 

Os dados traçam um mapa estratégico para o setor, revelando uma forte expansão no cultivo de atemoia e um movimento de reestruturação e renovação nos pomares de fruta-do-conde. A atemoia vive um momento de expressivo crescimento em São Paulo. Entre 2021 e 2025, o número de novas plantas de atemoia registrou alta de 12,9%. O grande destaque em ritmo de novos plantios foi a RA de Campinas, com um salto de 157,2% no período. Contudo, em volume absoluto de novos pés, a liderança isolada pertence à RA de Itapeva, responsável por 19 mil pés novos (61,5% do total do estado). Os pés em produção de atemoia também cresceram a uma taxa de 7,8% no estado. A produção total atingiu 7 mil toneladas em 2025, distribuída por 11 Regiões Administrativas. O mercado é concentrado por duas grandes potências regionais. A RA de Sorocaba é a principal produtora do estado, com 63,7 mil pés em produção (32,1% do total). A de Itapeva é a segunda maior força, com 40,6 mil pés em produção (20,5%). Juntas, Sorocaba e Itapeva responderam por 4,2 mil toneladas, equivalente a 59,8% de toda a atemoia paulista em 2025. 

Diferente da atemoia, a fruta-do-conde registrou uma retração recente, com taxa de crescimento negativo de 2,4% nos pés em produção e uma safra de 1,8 mil toneladas em 2025 (frente aos anos de pico em 2022 e 2023, que registraram 3,2 mil t e 3,1 mil t, respectivamente). Apesar da queda de 7% na taxa de crescimento geral da produção, o setor dá sinais claros de rejuvenescimento concentrado. O estado registrou o plantio de 13,7 mil pés novos de fruta-do-conde. A RA de Itapeva lidera a renovação dos pomares, plantando regularmente pés novos e concentrando 65,5% do total estadual em 2025, seguida por Campinas (24,0%). Itapeva também se consolidou como a principal região produtora do estado em 2025, registrando 306 toneladas da fruta. O parque produtivo ativo da fruta-do-conde (61,4 mil pés) está majoritariamente concentrado (74,6%) em cinco RAs: Sorocaba, Campinas, São José do Rio Preto, São Paulo e Itapeva. 

O estudo ressalta o papel estratégico desses cultivos para o desenvolvimento regional: “A fruta-do-conde e a atemoia têm importância econômica e social nas regiões onde são produzidas e contribuem para a ocupação de mão de obra e na renda dos que a produzem. Vale ressaltar que o estado de São Paulo possui uma diversidade de frutas frescas e estas culturas integram esse rol. Por isso, incentivar sua produção, comercialização e exportação fortalece a fruticultura paulista, bem como subsidiar esses segmentos com informações relevantes e atuais sobre número de pés e produção.” 

Para o artigo completo, acesse: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/TerTexto.php?codTexto=16348 

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