Francisco Matturro, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, participou nesta manhã (04/08), na Vinícola Bramasole, em Indaiatuba (SP), da reunião da Câmara Setorial da Uva e do Vinho. No encontro, foi eleita a nova presidente da Câmara, Célia Carbonari, da Vinícola Santa Maria. Foram discutidos ainda temas ligados à cadeia da vitivinicultura, como produção e desenvolvimento de novas cultivares, e outros assuntos gerais. O secretário Francisco Matturro, em sua fala, afirmou que sempre fica muito contente quando observa as cadeias produtivas se organizando. “Temos 42 câmaras setoriais ativas, funcionando. Reativamos algumas com trabalho do Alberto Amorim e do Jose Carlos de Faria”, disse ele. Francisco Matturro reiterou que na Secretaria se trabalha muito e que dispõe de verdadeiros tesouros no interior de São Paulo. “Foram perguntar na Secretaria sobre sericicultura, o manejo do bicho da seda, e informamos que temos 10 especialistas nessa cultura, alguns com cursos no exterior”, expôs. Ele relatou que o governo estadual fez o maior investimento em pesquisa com verba do Tesouro. Foram alocados R$ 102 milhões para este trabalho. Matturro informou ainda que a secretaria está fazendo um balanço do que tem sido feito, como questões ligadas ao Código Florestal. “Já foram processadas, pelo Cadastro Ambiental Rural, o CAR, 100% das propriedades e 68% delas, analisadas. E até o final de agosto, serão 100%”, relatou. O secretário também conversou com os presentes sobre a necessidade de proteger o vinho nacional e servir a bebida brasileira sempre que houver oportunidade. Ele disse que há vários eventos sociais que ocorrem no País que deveriam servir apenas o produto nacional, mas não o fazem. “É preciso ficar atento ao marketing”, aconselhou ele. A presidente da Associação Paulista dos Produtores de Uva, Vinhos e Derivados – Vitis Paulista-, Ariane Sgariani, destacou que é importante a realização de reuniões como essa com as pessoas que estão envolvidas na cadeia de produção. “A entidade fundada no dia 24 de junho em São Roque, já tem quase 20 associados em fase de registro”, comemorou ela. Ariane entregou um programa de desenvolvimento estratégico da cadeia da vitivinicultura no Estado para o secretário com algumas demandas do setor. O diretor regional da CATI, em Campinas, Rodrigo Baccan, fez uma apresentação sobre as ações e a proposta da sua regional de parcerias com adegas e cooperativas, para entender os gargalos e propor melhoria de qualidade no produto final, e também como a Coordenadoria pode ajudar na produção de mudas. “A ideia é fazer um levantamento censitário de quantos pés de uva já foram plantados na área da regional e também suas respectivas variedades. Precisamos tratar também sobre a produção de mudas, por meio do Departamento de Mudas de Videiras da CATI. Queremos conversar ainda com os participantes da cadeia para trocarmos informações”, disse. A presidente eleita da Câmara Setorial da Uva e do Vinho, Célia Carbonari, substitui Fabio Ferracini e sua gestão tem como objetivo dar continuidade às ações da agenda do vinho paulista e também fazer um levantamento de informações em conjunto com a CATI, APTA e a Vitis Paulista.