Evento, que contou com o apoio da CATI, teve palestra sobre cafeicultura familiar conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior; CATI Sementes e Mudas também teve um espaço aberto à visitação
A cidade de São José dos Campos sediou, no dia 18 de junho, o evento CAFÉS SP – Ciência e Tecnologia em Debate, iniciativa promovida pela APTA REGIONAL em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica (PIT). O encontro reuniu pesquisadores, extensionistas, produtores rurais, representantes da indústria, estudantes e profissionais da cadeia produtiva para discutir os desafios e as perspectivas da cafeicultura paulista.
Realizado como uma prévia das comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, o evento teve como tema central “O Legado e o Futuro”, promovendo uma ampla reflexão sobre a trajetória histórica da cultura cafeeira no Estado de São Paulo e os avanços científicos e tecnológicos que vêm impulsionando o setor.
Ao longo do dia, especialistas de instituições de pesquisa, extensão rural e representantes do mercado apresentaram informações estratégicas sobre produção, qualidade, consumo, inovação e desenvolvimento regional. A programação destacou desde a chegada do café ao Vale do Paraíba, região que marcou a chamada “Época de Ouro” da cafeicultura paulista, até as novas oportunidades associadas aos cafés Canephora, incluindo as variedades Robusta e Conilon.
Para o coordenador da APTA REGIONAL, pesquisador Daniel Gomes, o evento reforçou a importância da integração entre pesquisa, inovação e setor produtivo para o fortalecimento da cafeicultura paulista.
“Reunimos especialistas de diferentes instituições para discutir o passado, o presente e o futuro do café em São Paulo. O CAFÉS SP demonstrou como a ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais para ampliar a competitividade do setor, agregar valor à produção e criar novas oportunidades para os produtores paulistas”, destacou.
Entre os destaques da programação esteve a palestra do pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Julio Mistro, que apresentou as contribuições do programa de melhoramento genético responsável pelo desenvolvimento de variedades de café amplamente cultivadas no Brasil. O pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro, abordou o cenário atual do mercado cafeeiro e a crescente valorização dos cafés Canephora.
A programação também contou com a participação da diretora de Marketing e Comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Monica Pinto, que apresentou tendências de consumo e perspectivas para o mercado brasileiro.
Representando a APTA REGIONAL, o pesquisador científico Fernando Nakayama apresentou os avanços do programa Canephora.SP, iniciativa voltada ao desenvolvimento da cadeia dos cafés Robusta e Conilon no Estado de São Paulo. A pesquisadora Adriana Novais Martins abordou a competição de variedades de cafés Arábica, enquanto Raquel Nakazato destacou o potencial da Rota do Café para o fortalecimento do turismo rural e do desenvolvimento regional.
A programação incluiu ainda apresentações sobre cafeicultura familiar, conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior, da CATI, metodologias de avaliação da qualidade de cafés, ministrada por Aline Lafise, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), e uma palestra sobre a valorização dos Robustas Finos, conduzida por Camila Arcanjo, representante do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).

Além das palestras, os participantes tiveram a oportunidade de participar de momentos de networking durante os intervalos tecnológicos e de uma sessão prática de prova e degustação de cafés especiais, que encerrou a programação.
O evento contou com a realização da APTA REGIONAL e do Agropolo Vale, por meio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, e teve apoio do Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), CATI, CATI Sementes e Mudas, Coordenadoria das Câmaras Setoriais e Temáticas, Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).
Com ampla participação do público e debates qualificados, o CAFÉS SP consolidou-se como um importante espaço de integração entre pesquisa, inovação, mercado e produtores, reforçando o papel estratégico da ciência para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura paulista.