CATI recebeu 395 amostras produzidas por cafeicultores de 80 municípios paulistas
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) recebeu 395 amostras de cafés, em cinco categorias, para o 25.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O número de inscritos é recorde nos últimos cinco anos. Depois de classificadas, as amostras de grãos de arábica e canephora foram encaminhadas ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), em Campinas (SP), onde já estão sendo avaliadas pela Comissão Classificadora e Julgadora do certame.
De 5 a 9 de outubro, as 387 amostras classificadas passam pela torra com seis mestres e, na sequência, seguem para a etapa de provas, quando 10 provadores profissionais as avaliam sensorialmente.
O concurso elegerá os melhores cafés nas categorias natural, cereja descascado, fermentado e orgânico, para cafés arábica, e na categoria natural, para cafés canephora. Estão concorrendo cafeicultores de 80 municípios paulistas. As provas estão sendo realizadas no Ital e a cerimônia de premiação está prevista para novembro.
Números impressionam
“Neste ano, produtores de todo o estado enfrentaram muitas adversidades climáticas. Mesmo assim, superamos os números de inscritos e municípios participantes em 2026. Isso demonstra a força da cafeicultura paulista, que, cada vez mais, produz cafés de excelente qualidade”, afirma a diretora da CATI, Fabiana Gouvêa.
Participam da organização do certame, além da CATI, a Câmara Setorial de Café; a Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro); a Defesa Agropecuária; a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), por meio de seus institutos APTA REGIONAL, Ital e Instituto Agronômico (IAC-APTA); a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag); além de sindicatos e associações do setor.
Em 2025, a Comissão Classificadora e Julgadora contabilizou 391 amostras recebidas; dessas, 376 foram selecionadas para provas. Naquele ano, o número de municípios participantes foi 77.

Cultivada principalmente no outono e inverno, a aveia-preta é uma alternativa para formação de palhada, cobertura do solo e alimentação animal
Cultura de ciclo relativamente curto, que vai muito além da produção de grãos, a aveia-preta é utilizada, na agricultura, como planta de cobertura, na formação de palhada e também como opção de forragem para os animais, especialmente durante o período de outono e inverno, quando outras pastagens apresentam menor desenvolvimento.
A CATI Sementes e Mudas, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, produz e comercializa sementes de aveia-preta da cultivar Embrapa 29 (Garoa), oferecendo aos produtores uma alternativa adaptada às condições de cultivo do estado de São Paulo. A cultura pode integrar sistemas de produção que buscam proteger o solo, melhorar suas condições físicas e contribuir para o manejo das áreas agrícolas.
“Entre os principais objetivos do cultivo está a formação de cobertura vegetal sobre o solo. A palhada deixada pela aveia ajuda a protegê-lo contra o impacto direto das chuvas e a erosão, além de contribuir para a conservação da umidade. Quando utilizada em sistemas de plantio direto ou em rotação de culturas, também participa da ciclagem de nutrientes e da melhoria da qualidade do solo, além de controlar plantas invasoras e aumentar a produtividade das culturas subsequentes como milho e soja”, explica o engenheiro agrônomo Ricardo Manfredini Requejo, chefe da Divisão de Sementes de Taubaté.
Para o produtor que utiliza a aveia como forragem, a cultura representa ainda uma alternativa para ampliar a oferta de alimento aos animais durante o inverno. Seu desenvolvimento vegetativo permite o aproveitamento da massa produzida antes da formação das sementes, conforme o sistema de produção e o manejo adotado na propriedade.
No estado de São Paulo, a aveia-preta é tradicionalmente cultivada durante o período mais frio e seco do ano. A época de semeadura varia de acordo com a região, condições de solo, disponibilidade de água e objetivo do cultivo, mas, de maneira geral, o plantio ocorre no outono, aproveitando as condições de umidade do solo após o início das chuvas, de acordo com Ricardo.
O agrônomo recomenda ao produtor que, antes da implantação da cultura, considere as características da área, faça o preparo ou manejo adequado do solo e utilize sementes de boa qualidade e procedência. A definição da quantidade de sementes e do manejo deve levar em conta a finalidade da lavoura e as recomendações técnicas para a cultivar e a região. Mais orientações podem ser obtidas com os técnicos da CATI nas Casas da Agricultura, unidades regionais ou unidades da CATI Sementes e Mudas.
“A aveia-preta é uma cultura muito interessante para o produtor porque pode cumprir diferentes funções dentro da propriedade. Ela pode ser utilizada para cobertura e proteção do solo, produção de palhada e também como forragem. O importante é que o agricultor defina previamente qual é o objetivo do cultivo e faça o planejamento da implantação e do manejo de acordo com as condições da sua propriedade e da região”, enfatiza.
No município de Socorro, no interior paulista, o produtor Adriano Mossoró, do Sítio Mosso, no bairro Jaboticabal, cultiva quatro hectares de aveia-preta, com sementes adquiridas da CATI Sementes e Mudas. O desenvolvimento da lavoura tem chamado atenção do agricultor.

Adriano compartilha a evolução das plantas e comemora o resultado com o técnico da CATI, Rodrigo Binotti, chefe da Casa da Agricultura de Socorro, que acompanha a propriedade. “Que coisa linda! Está dando as flores dela agora, na altura do meu peito”, orgulha-se o agricultor.

A qualidade da aveia também agradou aos produtores Luiz Batista Bustos e Antônio Carlos Neli, do Sítio Ouro Verde, em Tremembé (SP). Assentados, eles cultivaram aveia-branca e aveia-preta para produção de silagem e obtiveram resultados considerados muito positivos, uma alternativa para a produção de volumoso de qualidade para a alimentação dos animais.

Os relatos mostram, na prática, o potencial de desenvolvimento da cultura quando implantada e manejada de acordo com as condições da propriedade.
Para o agricultor paulista, a aveia-preta, mais do que uma cultura de inverno, é uma ferramenta de manejo e conservação do solo, produção de biomassa e diversificação do sistema produtivo. Com planejamento e orientação técnica, pode integrar diferentes estratégias de produção e contribuir para o aproveitamento das áreas agrícolas ao longo do ano.
Serviço
A CATI Sementes e Mudas produz e comercializa sementes de aveia-preta Embrapa 29 (Garoa). Produtores interessados podem buscar informações sobre disponibilidade, aquisição e recomendações de cultivo junto às unidades da CATI.
Publicação disponível no site CATI tem como público-alvo moradores de comunidades tradicionais e agricultores familiares paulistas
Foi lançado nesta quarta-feira (24) um e-book gratuito que visa facilitar o acesso de comunidades tradicionais e agricultores familiares às principais políticas públicas voltadas à valorização da sociobiodiversidade paulista. Fruto de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Universidade de São Paulo (USP), a publicação foi desenvolvida no âmbito de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que possui duração de 36 meses e teve início em 5 de junho de 2024.

Denominada “Manual de acesso às políticas públicas para a sociobiodiversidade no Estado de São Paulo”, a obra foi lançada em auditório da USP, na Capital. Representando a SAA, estiveram presentes o chefe de Divisão da Casa da Agricultura de São Paulo, Lucas Volpato, e o técnico da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), Guaraci Belo de Oliveira. Pelo lado da universidade, compuseram a mesa a pró-reitora de Pesquisa e Inovação, Maria Helena Palucci Marziale; o pró-reitor adjunto de Cultura e Extensão Universitária, Iran José Oliveira da Silva; o assessor da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA), Eduardo Tomasevicius Filho; a professora e beneficiária do projeto financiado pela Fapesp, Fernanda Brando; e, de modo on-line, a superintendente de Gestão Ambiental, Patrícia Iglecias, responsável pelo Termo de Cooperação Técnica Científica entre a USP e a SAA que viabilizou a criação do e-book.
A cerimônia foi conduzida por Fernanda, autora do projeto de pesquisa “As cadeias de valor da sociobiodiversidade da flora do Estado de São Paulo como instrumento para a transformação socioambiental”, que foi contemplado pelo edital “Transformação 2023 – promovendo transições para sustentabilidade”, do Programa Biota. Segundo ela, que também escreveu o manual, ele funciona como um guia de orientação, onde o leitor encontra informações sobre quem pode acessar cada política pública, quais são os requisitos necessários, quais instituições são responsáveis por sua execução e onde buscar atendimento ou esclarecimentos. Ainda de acordo com a pesquisadora, os autores tinham como objetivo transformar informações frequentemente dispersas em um instrumento de consulta simples e útil para quem vive e trabalha nos territórios rurais.
Nesse sentido, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) teve papel determinante, pois ela é a porta de entrada para as políticas públicas na área rural do estado. Durante sua fala, Volpato lembrou que as Casas da Agricultura estão em quase todos os municípios paulistas e possuem técnicos capacitados para atender o produtor rural e para auxiliá-lo no acesso a essas políticas. “Assim que for impressa, a publicação pode ser compartilhada por nossos extensionistas rurais em comunidades sem acesso à internet, em especial, com indígenas, quilombolas, moradores de territórios extrativistas e agricultores familiares”, destacou a bióloga da CATI Regional Mogi das Cruzes, Andrea Mayumi Chin Sendoda, que é coautora do manual.
Antes desse guia, a SGA da USP atuou em conjunto com a CATI para lançar o Documento Técnico 133 – Guia da aptidão agrícola para o reúso da água em regiões hidrográficas. “Nosso trabalho prova que a união da Academia com o Estado pode resultar em boas obras para a sociedade”, ressaltou Fernanda.
Para acessar o Manual de acesso às políticas públicas para a sociobiodiversidade, clique aqui

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) recebeu, na manhã de hoje (23), representantes da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) do Espírito Santo e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para trocar experiências sobre a execução de programas de desenvolvimento rural no estado de São Paulo. Na ocasião, a comitiva ainda foi informada sobre as diretrizes do Agro Paulista Mais Verde, projeto que será executado pela CATI por meio de financiamento do Banco Mundial.
“O Espírito Santo teve uma carta consulta aprovada em 2025 pelo Banco Mundial, no valor de 148,5 milhões de dólares – com 20% de contrapartida do estado –, para execução de trabalhos na área de desenvolvimento rural nos próximos seis anos. A partir daí, a instituição financeira tem nos estimulado a conhecer projetos exitosos no Brasil, como o de São Paulo, que já está na terceira fase de experiências dessa natureza e é um bom case para nós”, explicou o coordenador de Projetos da Seag, Wellington Alvim da Cunha.
Segundo ele, as informações coletadas na reunião servirão de base para construção do projeto capixaba. “Como estamos na fase de planejamento, essa troca de experiências é muito importante. Aqui, pudemos conhecer melhor a CATI e seus desafios para execução do projeto – Agro Paulista Mais Verde – no estado de São Paulo”, ressaltou o líder da comitiva.
O engenheiro agrônomo da CATI, João Brunelli Júnior, classificou o encontro como muito positivo. “A comitiva vê nossos projetos com o Banco Mundial como cases de sucesso. Então, compartilhamos um pouco da nossa experiência, procurando atender à proposta que o próprio Banco estimula, de troca de informações, para que facilite a implantação e traga mais segurança para quem está inciando um novo projeto”, afirmou Brunelli Júnior, que recepcionou os visitantes.

Projeto da CATI, que nasceu como horta escolar para crianças do Centro de Convivência Infantil, tornou-se oficialmente um Centro de Educação Ambiental de Campinas, reconhecido por promover sustentabilidade, saúde, incentivo à alimentação saudável, cidadania, conexão com a natureza e respeito à vida
Em um dia marcado por emoção, reencontros e celebração da vida, o Centro de Educação Ambiental (CEA) Fazendinha Feliz, da CATI, comemorou seus 15 anos de existência reunindo crianças, jovens, servidores, parceiros, educadores e representantes de diversas instituições que ajudaram a construir a trajetória de um projeto que ultrapassou os limites de uma horta para se tornar uma referência em educação ambiental e alimentação saudável.
A programação contou com palestras, apresentações musicais, visita de alunos da Educação Infantil de Campinas, Feira Agroecológica, plantio de mudas e homenagens. “O aniversário da Fazendinha foi um momento de congraçamento, de recordar histórias e homenagear os jovens que, em 2011, na época em que eram crianças vinculadas ao Centro de Convivência Infantil (CCI), os quais foram a razão da criação do projeto e se tornaram seus cofundadores. Foi uma alegria celebrar essa trajetória com todos que contribuíram e contribuem para transformar, dia após dia, esse sonho em realidade”, destacou o engenheiro agrônomo da CATI, Osmar Mosca Diz, um dos idealizadores e responsável pelo projeto.




Presente na abertura do evento, o subsecretário de Agricultura de São Paulo, Luiz Henrique Barrochelo, destacou a relevância do projeto e o apoio ao seu desenvolvimento, enaltecendo a trajetória do espaço que começou como um projeto de horta escolar voltada às crianças do CCI e que, ao longo dos anos, transformou-se nesse importante espaço de educação ambiental da cidade de Campinas.
Também participaram da abertura, Antoniane Arantes, representando a diretora da CATI, Fabiana Gouvêa, e a diretora da Defesa Agropecuária, Érica Melo, que, na ocasião, mostrou grande alegria, por receber a notícia de que serão acrescentadas ações ligadas às questões sanitárias e de fitossanidade às atividades cotidianas.
Em sua fala, Arantes destacou a importância da iniciativa para a instituição e para a sociedade. “Em nome da direção da CATI, parabenizamos esse projeto que é uma referência, valorizando o rural e sua conexão com o meio ambiente, e demonstrando que a educação ambiental pode transformar vidas, promover hábitos saudáveis e fortalecer valores humanos essenciais. Que a comemoração desses 15 anos seja um marco de felicidade distribuído a muitos outros espaços paulistas. Parabéns Osmar e equipe, pela perseverança, esforço e competência na condução desse projeto de sucesso”.
De horta escolar a Centro de Educação Ambiental
Criada com o objetivo de aproximar as crianças do CCI da terra, dos alimentos e dos ciclos da natureza, a Fazendinha Feliz nasceu como uma horta escolar voltada à promoção da educação alimentar e ambiental por meio do cultivo de hortaliças, frutas e plantas orgânicas.
Ao longo dos anos, o espaço ampliou sua atuação e passou a desenvolver atividades relacionadas à educação ambiental, Agroecologia, compostagem, conservação da biodiversidade, promoção da alimentação saudável e formação de educadores e multiplicadores dos saberes compartilhados. Entre os destaques está o meliponário educacional, consolidado no Parque das Abelhas, que contribui para sensibilizar visitantes ˗ crianças, jovens e adultos ˗ sobre a importância dos polinizadores para os ecossistemas, a produção de alimentos e a biodiversidade.
Outro destaque, segundo Osmar, foi a implantação da coleção de PANC no projeto. “Nestes 15 anos, a Fazendinha Feliz consolidou importantes iniciativas voltadas à educação ambiental e à valorização da biodiversidade. Um dos marcos desse trabalho foi a implantação, em 2012, da primeira coleção de Plantas Alimentícias Não Convencionais, as PANC, da CATI. Essa coleção pioneira não apenas ampliou o conhecimento sobre essas espécies, mas também serviu de base para a criação do Horto de Plantas Medicinais e PANC da CATI, que hoje funciona como uma extensão do Projeto Fazendinha Feliz, fortalecendo as ações de pesquisa, educação e difusão de práticas sustentáveis para produtores, estudantes e toda a comunidade.”




Segundo Osmar, atualmente, a Fazendinha Feliz representa uma importante conquista institucional e um espaço permanente de aprendizagem. “Ter este ambiente educativo dentro da CATI é uma grande conquista, mas também uma grande responsabilidade. E nos dá muito orgulho em ver que o projeto tem sido reconhecido como um local de referência, de encontros, de trocas de conhecimento e de construção de valores”, ressalta, informando que o objetivo é continuar proporcionando experiências capazes de despertar o encantamento pela natureza, o respeito à vida e a compreensão dos processos envolvidos na produção de alimentos saudáveis.
E, falando em reconhecimento, em 2025, o Projeto Fazendinha Feliz conquistou a terceira colocação na Categoria Poder Público e foi homenageado na 18.ª edição do Prêmio RAC-Sanasa de Responsabilidade Ambiental, que reconhece os melhores projetos em gestão ambiental da região.
As sementes que floresceram nos corações

A comemoração teve um significado especial ao reunir jovens que participaram da criação do projeto quando ainda eram crianças vinculadas ao Centro de Convivência Infantil da CATI. Homenageados como cofundadores da iniciativa, eles retornaram aos canteiros onde plantaram suas primeiras mudas, revivendo memórias e experiências que contribuíram para sua formação pessoal e cidadã.
Guilherme Latorre Diz, 17, relembrou a infância vivida nos canteiros da Fazendinha. “A comemoração de 15 anos do projeto da Fazendinha Feliz foi emocionante, lembrar de quando plantávamos a mudinhas de verduras ali nos canteiros no início de tudo e reproduzir novamente agora depois de bastante tempo. Reencontrar os amigos da época e, conversando, lembrar dos encontros e aprendizados que tivemos lá, foi tudo muito bom. Fico muito orgulhoso e grato de ter sido homenageado e também por fazer parte de um pouco disso, desse projeto incrível que a Fazendinha Feliz é.”
Outra homenageada, Maria Anita Magrinho de Medeiros, 17, relembrou a importância do projeto na sua vida. “Foi muito especial participar desse evento de comemoração dos 15 anos da Fazendinha. Foi uma surpresa muito boa para mim quando o Osmar ligou para minha mãe me convidando. Reencontrei amigos, as ‘tias’ e o Osmar. A Fazendinha e a CATI fizeram parte da minha infância e, com certeza, de quem eu sou hoje. Minha gratidão a todos! Que esse projeto da Fazendinha Feliz continue fazendo parte da vida de muitas crianças!
Outro que expressou seus sentimentos foi João Gabriel Pinheiro de Souza Confortin, conhecido como “João Beldroega”, apelido carinhoso recebido do Osmar pelo entusiasmo com que consumia essa PANC cultivada nos canteiros da Fazendinha. “A comemoração foi emocionante, pois reencontramos amigos de infância (e foi possível trocar telefone para nos aproximarmos de novo), as ‘tias’ do CCI e ouvir do ‘tio Osmar’ que eu até cavava buracos na horta procurando mais para comer, quando as folhas de cima sumiam (risos), me fez ter a certeza do motivo de eu gostar tanto de verduras hoje. Participar da Fazendinha foi uma experiência muito especial, porque aprendi, desde cedo, que os alimentos vêm da terra, das mãos de pessoas que dedicam sua vida e que precisamos cuidar da natureza para que ela continue nos oferecendo tudo isso. É uma experiência que levo para a vida inteira”.
Para Osmar, esse reencontro evidenciou o verdadeiro legado do projeto. “Não há princípio, virtude ou valor humano que não possa ser compreendido pelas crianças por meio da horta, uma verdadeira sala de aula ao ar livre, cuja mestra é a natureza. Esses jovens lançaram sementes à terra quando eram crianças. Hoje, retornam ao mesmo lugar para plantar novas mudas. É emocionante perceber que aquelas sementes germinaram também em seus corações.”

Educação alimentar que transforma hábitos
A nutricionista Denise Baldan, uma das idealizadoras do Projeto e responsável pela alimentação das crianças do CCI, na época de sua criação, também foi homenageada durante a celebração. Segundo ela, os resultados da Fazendinha Feliz demonstram o potencial da educação alimentar vivenciada na prática.
“Desde o início, percebemos que as crianças criavam uma relação diferente com os alimentos quando participavam de todo o processo, do plantio à colheita. Muitas passaram a experimentar verduras e hortaliças antes rejeitadas. A educação alimentar acontece de forma prazerosa, afetiva e integrada à natureza, contribuindo para hábitos saudáveis que podem acompanhar essas crianças por toda a vida.”

Homenageada durante a comemoração, Denise destacou emocionada: “Celebrar os 15 anos da Fazendinha é celebrar dedicação, inclusão, aprendizado e transformação social. É também reconhecer o trabalho coletivo de muitas pessoas que acreditaram nesse sonho e contribuíram para torná-lo realidade.”
Educação ambiental para além dos muros da CATI
O crescimento da Fazendinha Feliz foi construído coletivamente ao longo de sua trajetória, envolvendo servidores da CATI, voluntários, pesquisadores, extensionistas rurais, profissionais da saúde, educadores, nutricionistas, famílias e instituições parceiras.
Essa rede de colaboração transformou a antiga horta escolar em um espaço de convivência, aprendizagem e bem-viver, capaz de conectar diferentes gerações em torno da sustentabilidade, da cidadania e do cuidado com a vida.
Ao longo dos últimos 15 anos, ela ampliou significativamente seu alcance e hoje recebe regularmente estudantes (crianças, adolescentes e estudantes da educação especial), educadores, profissionais da saúde, representantes de instituições públicas e privadas e visitantes interessados em conhecer práticas de educação ambiental e alimentação saudável.
Educadores que participam regularmente das atividades destacam o valor pedagógico das experiências oferecidas pelo espaço. “Aqui, as crianças observam a natureza de perto, compreendem a origem dos alimentos e aprendem sobre biodiversidade, sustentabilidade e cidadania. São vivências que dificilmente seriam alcançadas apenas em sala de aula” é a fala comum de centenas de professores das redes públicas e privadas que já passaram e passam pelo projeto.
Mas as ações da Fazendinha Feliz também beneficiam grupos comunitários atendidos por serviços socioassistenciais e de saúde. A assistente social Pâmela Ferreira da Costa, do Distrito de Assistência Social Sudoeste da Prefeitura de Campinas, que acompanha grupos de idosos vinculados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), destaca os impactos positivos das atividades.
“A Fazendinha Feliz é um espaço de resistência porque podemos ter vivência rural no meio urbano e por ser um espaço de educação ambiental. Tive a oportunidade de implantar dois projetos de horta comunitária em unidades de CRAS, no município de Campinas, com o apoio e a assistência técnica da CATI. As hortas no âmbito da Assistência Social são espaços de convivência e fortalecimento de vínculos, os participantes são, em sua maioria, pessoas idosas, por isso as vivências na Fazendinha, bem como o acompanhamento técnico do Osmar, foram fundamentais para a boa evolução dos nossos projetos, promovendo convivência, bem-estar e integração social, fortalecendo a educação alimentar e a produção local de alimentos. Além disso, a Fazendinha Feliz também é especial por ser um espaço que possibilita, principalmente aos idosos, uma reconexão com a natureza e o resgate de memórias com o meio rural que tiveram na infância ou juventude, pois oferece um ambiente de desaceleração, reconexão e bem-estar físico e mental”, avalia Pâmela.
Compromisso com as futuras gerações
Ao celebrar seus 15 anos, a Fazendinha Feliz reafirma seu compromisso de continuar semeando conhecimento, saúde, cidadania, sustentabilidade e amor à terra. “O trabalho seguirá fortalecendo a atuação como Centro de Educação Ambiental e, agora, com o ânimo renovado pelo apoio ainda maior dos nossos dirigentes, para ampliar parcerias no desenvolvimento das ações voltadas à biodiversidade, à produção sustentável de alimentos e à formação de cidadãos conscientes; e com o mesmo propósito que nos norteia desde o primeiro dia: semear conhecimento, valores e esperança para as futuras gerações”, conclui Osmar.
A seguir, a galeria de imagens do evento.
















Evento, que contou com o apoio da CATI, teve palestra sobre cafeicultura familiar conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior; CATI Sementes e Mudas também teve um espaço aberto à visitação
A cidade de São José dos Campos sediou, no dia 18 de junho, o evento CAFÉS SP – Ciência e Tecnologia em Debate, iniciativa promovida pela APTA REGIONAL em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica (PIT). O encontro reuniu pesquisadores, extensionistas, produtores rurais, representantes da indústria, estudantes e profissionais da cadeia produtiva para discutir os desafios e as perspectivas da cafeicultura paulista.
Realizado como uma prévia das comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, o evento teve como tema central “O Legado e o Futuro”, promovendo uma ampla reflexão sobre a trajetória histórica da cultura cafeeira no Estado de São Paulo e os avanços científicos e tecnológicos que vêm impulsionando o setor.
Ao longo do dia, especialistas de instituições de pesquisa, extensão rural e representantes do mercado apresentaram informações estratégicas sobre produção, qualidade, consumo, inovação e desenvolvimento regional. A programação destacou desde a chegada do café ao Vale do Paraíba, região que marcou a chamada “Época de Ouro” da cafeicultura paulista, até as novas oportunidades associadas aos cafés Canephora, incluindo as variedades Robusta e Conilon.
Para o coordenador da APTA REGIONAL, pesquisador Daniel Gomes, o evento reforçou a importância da integração entre pesquisa, inovação e setor produtivo para o fortalecimento da cafeicultura paulista.
“Reunimos especialistas de diferentes instituições para discutir o passado, o presente e o futuro do café em São Paulo. O CAFÉS SP demonstrou como a ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais para ampliar a competitividade do setor, agregar valor à produção e criar novas oportunidades para os produtores paulistas”, destacou.
Entre os destaques da programação esteve a palestra do pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Julio Mistro, que apresentou as contribuições do programa de melhoramento genético responsável pelo desenvolvimento de variedades de café amplamente cultivadas no Brasil. O pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro, abordou o cenário atual do mercado cafeeiro e a crescente valorização dos cafés Canephora.
A programação também contou com a participação da diretora de Marketing e Comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Monica Pinto, que apresentou tendências de consumo e perspectivas para o mercado brasileiro.
Representando a APTA REGIONAL, o pesquisador científico Fernando Nakayama apresentou os avanços do programa Canephora.SP, iniciativa voltada ao desenvolvimento da cadeia dos cafés Robusta e Conilon no Estado de São Paulo. A pesquisadora Adriana Novais Martins abordou a competição de variedades de cafés Arábica, enquanto Raquel Nakazato destacou o potencial da Rota do Café para o fortalecimento do turismo rural e do desenvolvimento regional.
A programação incluiu ainda apresentações sobre cafeicultura familiar, conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior, da CATI, metodologias de avaliação da qualidade de cafés, ministrada por Aline Lafise, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), e uma palestra sobre a valorização dos Robustas Finos, conduzida por Camila Arcanjo, representante do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).

Além das palestras, os participantes tiveram a oportunidade de participar de momentos de networking durante os intervalos tecnológicos e de uma sessão prática de prova e degustação de cafés especiais, que encerrou a programação.
O evento contou com a realização da APTA REGIONAL e do Agropolo Vale, por meio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, e teve apoio do Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), CATI, CATI Sementes e Mudas, Coordenadoria das Câmaras Setoriais e Temáticas, Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).
Com ampla participação do público e debates qualificados, o CAFÉS SP consolidou-se como um importante espaço de integração entre pesquisa, inovação, mercado e produtores, reforçando o papel estratégico da ciência para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura paulista.
Premiação e reconhecimento no Programa Município Agro – Ranking Paulista se transformam em ações concretas para as famílias e produtores rurais, com investimentos em infraestrutura, segurança no campo, educação ambiental e diversificação produtiva
Monte Alto, município atendido pela CATI Regional Jaboticabal, vem consolidando importantes avanços no desenvolvimento rural sustentável por meio da atuação integrada entre a CATI, por intermédio da Casa da Agricultura local, a Prefeitura Municipal e os produtores rurais. E foi esse trabalho conjunto que resultou em reconhecimento estadual com a conquista de destaque no Programa Município Agro – Ranking Paulista, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, iniciativa que incentiva os municípios a estruturarem e fortalecerem políticas públicas voltadas ao desenvolvimento agropecuário sustentável.
Mais do que um prêmio, a conquista se transformou em investimentos estratégicos que beneficiam quem vive e produz no campo, ampliando oportunidades de renda, emprego e promovendo melhorias que impactam diretamente a qualidade de vida das famílias rurais.

Com os recursos obtidos por meio da premiação, o município realizou a aquisição de equipamentos para apoio às atividades agropecuárias, promoveu melhorias de infraestrutura rural, implantou o Projeto Muralha Caipira para reforçar a segurança no campo e criou uma sala de educação ambiental na Casa da Agricultura, destinada ao atendimento de estudantes e visitantes, com ações de conscientização e formação. Os investimentos também contribuíram para estimular a diversificação produtiva e a adoção de práticas sustentáveis, abrindo espaço para novas alternativas de geração de renda no meio rural, como a implantação da cultura do cacau e ampliação do ecoturismo.

Para a diretora da CATI e coordenadora do Programa, Fabiana Gouvêa, o Município Agro – Ranking Paulista se tornou uma importante ferramenta de incentivo à gestão pública municipal voltada ao fortalecimento do setor agropecuário.“O Município Agro estimula os municípios a planejarem e implementarem ações que promovam o desenvolvimento rural sustentável. A conquista de Monte Alto demonstra como o trabalho integrado entre a CATI, a Prefeitura Municipal e os produtores rurais pode gerar resultados concretos para o campo e para toda a sociedade. É um reconhecimento ao comprometimento da gestão pública municipal e ao trabalho técnico desenvolvido em parceria, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida das famílias rurais”.
Com a mesma percepção, Fábio Nascibem, ex-diretor de Educação Ambiental e Sustentabilidade de Monte Alto e que, além de interlocutor da Prefeitura no Programa Município Agro foi um dos organizadores da sala de educação ambiental na Casa da Agricultura, a experiência do município reforça a importância das políticas públicas construídas de forma participativa e alinhadas às demandas locais. “Ao transformar reconhecimento em investimentos e ações concretas, nosso município fortaleceu sua agricultura, ampliando oportunidades para os produtores e contribuindo para a construção de um meio rural cada vez mais sustentável, produtivo e inclusivo. Além disso, possibilitou acesso à educação ambiental para crianças e jovens, contribuindo para uma consciência entre as novas gerações”, ressalta, destacando que mais do que uma premiação, o resultado alcançado demonstra que planejamento, cooperação institucional e assistência técnica qualificada são caminhos capazes de promover transformações duradouras no campo paulista.
Trabalho integrado fortalece políticas públicas
Para os engenheiros agrônomos Ademar José de Sousa Junior, da Casa da Agricultura de Monte Alto, e Oracy Schuindt Júnior, chefe da CATI Regional Jaboticabal, os resultados refletem a importância da assistência técnica e da atuação articulada entre os diferentes atores envolvidos no desenvolvimento rural. “A CATI desempenha um papel fundamental nesse processo, atuando de forma próxima aos produtores rurais, levando assistência técnica, orientação e apoio para que eles possam desenvolver suas atividades com mais eficiência e sustentabilidade. Essa conquista também evidencia a importância da parceria com a Prefeitura Municipal, que tem sido essencial para a construção e implementação de ações e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor agropecuário e ao desenvolvimento das comunidades rurais”, avaliam.
Segundo eles, a proximidade com os agricultores permite identificar demandas locais e construir soluções alinhadas às necessidades do município, ampliando os resultados das políticas públicas voltadas ao campo.




Entre os exemplos dos impactos positivos das ações desenvolvidas está o trabalho realizado no Sítio Eucaliptos Ecoturismo, propriedade da produtora rural Janete Franco Fonseca. Com apoio técnico da CATI e da Prefeitura, a propriedade vem ampliando suas atividades por meio da diversificação produtiva, associando agricultura, conservação ambiental e ecoturismo.
“A implantação do cacau representa uma oportunidade de ampliar as atividades da propriedade e diversificar nossa fonte de renda. O apoio técnico recebido foi fundamental para planejar essa nova etapa, integrando produção agrícola, preservação ambiental e turismo. Esse acompanhamento nos dá segurança para investir e desenvolver o potencial da propriedade de forma sustentável, valorizando os recursos naturais e criando novas oportunidades para o futuro”, avalia a produtora.

O caso de Monte Alto evidencia que o desenvolvimento rural vai além dos números e indicadores. Quando planejamento, assistência técnica, gestão pública eficiente e participação dos produtores caminham juntos, os investimentos se transformam em oportunidades, fortalecem a agricultura e promovem mudanças reais na vida das famílias rurais.






Na feira, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também será tema de palestra de servidores da SAA-SP
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará presente, mais uma vez, na Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne). O evento, que chega à sua 22.ª edição em 2026, será realizado de 23 a 26 de junho em Presidente Prudente (SP).
Assim como na última edição, a CATI ficará com técnicos na área demonstrativa de sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que conta com dois mil metros quadrados para visitação e oferece uma experiência prática das tecnologias de produção sustentável de grãos, pastagens e árvores, com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa.
A instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), também terá espaço para palestra na Arena Feicorte. No dia 25, a partir das 8h, o engenheiro agrônomo da CATI Regional Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes, e o assessor da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Vivaldo Neto, vão comandar o painel “ILPF no Pontal Paulista: produzir mais, recuperar áreas e gerar novas oportunidades no campo”.
Considerada a maior feira voltada à cadeia da pecuária de corte do mundo, a Feicorte reúne empresários, produtores, tomadores de decisão e especialistas no setor. Em 2025, participaram aproximadamente 16 mil pessoas e mais de 100 expositores.

Serviço
22.ª Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne
Quando: de 23 a 26 de junho de 2026
Horário: das 8h às 22h
Onde: Recinto de Exposições Jacob Tosello em Presidente Prudente
Inscrições: feicorte.com.br
Na feira, órgão da SAA-SP apresentará projetos e orientará produtores rurais sobre CAR, Feap, SPDH, além de cultivares propícias para a região de Mogi Mirim
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará mais uma vez presente na Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. O evento, que chega à sua 31.ª edição em 2026, será realizado de 17 a 19 de junho no Recinto da Expoflora em Holambra (SP).
Considerada a principal feira de horticultura da América Latina, a Hortitec reúne empresários, produtores, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar inovações, tecnologias e tendências voltadas à produção hortícola. Em 2025, participaram aproximadamente 500 empresas e mais de 30 mil visitantes.
Assim como na última edição, a CATI contará com um estande na feira, onde produtores rurais poderão conhecer de perto os serviços de assistência técnica e extensão rural que são executados gratuitamente pela instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP).
Segundo o zootecnista Diego Barrozo, que é chefe de divisão da Regional de Mogi Mirim, o órgão da SAA-SP apresentará no evento o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), o Projeto Frutas Vermelhas SP, cultivares comercializadas pela CATI Sementes e Mudas, linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponíveis para horticultores, além de prestar atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Ainda de acordo com ele, no mesmo espaço da secretaria, a Diretoria de Defesa Agropecuária apresentará seus programas aos visitantes.
“Para a CATI Regional Mogi Mirim, participar de mais uma edição da Hortitec é uma oportunidade estratégica de se conectar ainda mais com o produtor rural. Em nosso estande, levaremos soluções práticas e inovadoras que impactam diretamente o dia a dia do campo, bem como disponibilizaremos as cultivares de alta qualidade da CATI Sementes e Mudas. Mais do que isso, nossa equipe estará pronta para oferecer atendimento especializado a respeito do CAR e orientar os horticultores sobre como acessar as linhas de crédito do Feap, reforçando o compromisso da SAA-SP com o desenvolvimento técnico, econômico e ambiental da nossa região”, afirma Barrozo.
Serviço
31.ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas
Quando: de 17 a 19 de junho de 2026
Horário: das 9h às 17h
Onde: Alameda Maurício de Nassau, 675 – Centro – Holambra
Pré-credenciamento: https://hortitec.inotech.com.br/hortitec2026
Evento reuniu agricultores, técnicos e interessados em conhecer experiências de sucesso com cacau em sistemas integrados, mostrando que inovação, sustentabilidade e agregação de valor já são realidade no noroeste paulista
SP tem cacau! E com amêndoas de qualidade, produzidas em sistemas integrados. Mais do que apresentar uma nova cultura agrícola, o Dia de Campo sobre o Projeto Cacau SP e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), organizado pela CATI Regional São José do Rio Preto, Rede ILPF e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou entusiasmo, levou conhecimento e novas perspectivas para os participantes.

O evento reuniu mais de 50 pessoas de municípios ligados às Regionais da CATI de Jaboticabal, Jales, Votuporanga, Mogi Mirim e São José do Rio Preto, para conhecer de perto experiências que estão transformando propriedades rurais e criando novas oportunidades de renda no interior paulista. A programação passou pelos municípios de Mendonça e Adolfo, onde os visitantes puderam acompanhar os resultados do Projeto Cacau SP (em sistema integrado), iniciativa que vem demonstrando a consolidação do cultivo do cacau em áreas consideradas não tradicionais. Além da produção agrícola, o grupo conheceu histórias de empreendedorismo, agregação de valor e desenvolvimento rural sustentável.
Em Mendonça, a visita teve como destaque a propriedade do produtor Diego Persegil e família, que, além de cultivar cacau em sistema integrado com banana, produz chocolates artesanais com amêndoas cultivadas em solo paulista. Sua trajetória se tornou referência regional por unir inovação, geração de renda e valorização da produção local. “O Projeto Cacau SP mudou completamente a minha visão sobre a propriedade e sobre o futuro da minha família. O que começou como uma aposta se transformou em uma atividade que gera renda para todos, com abertura de novos nichos de mercado, e sustentabilidade ambiental. Hoje, produzimos nosso próprio chocolate e mostramos que é possível inovar no campo e ter qualidade de vida”, destaca Diego, que, mesmo participando de um curso complementar de pós-graduação em outro país, fez questão de participar on-line do Dia de Campo.


“O caso do Rancho do Cacau, que se tornou uma vitrine tecnológica do Projeto Cacau SP, demonstra o potencial da cacauicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor às propriedades rurais paulistas. Ao longo dos últimos anos, a família conquistou avanços importantes, desde a implantação e consolidação do cultivo até a produção própria de chocolate, ampliando as oportunidades de mercado e a geração de renda. Outro aspecto que merece destaque é o comprometimento da nova geração com a atividade. O Diego tem se dedicado intensamente aos estudos sobre manejo, tecnologia e processamento, buscando aprimorar tanto o sistema de produção no campo quanto a qualidade dos chocolates elaborados pela família, principalmente pela sua mãe Jucileide e sua avó Geraci. Esse processo contínuo de capacitação e inovação é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva do cacau em São Paulo e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, destacou Eusébio Persegil, engenheiro agrônomo da CATI Regional São José do Rio Preto, que acompanha tecnicamente o projeto.
Na sequência, em Adolfo, o grupo visitou a vitrine tecnológica instalada na Fazenda Fartura e conheceu a produção integrada de cacau e seringueira do plantio à pós-colheita. A programação foi encerrada na Casa da Agricultura do município, onde está instalada uma minifábrica de chocolate utilizada para capacitações e demonstrações práticas.

“A Vitrine Tecnológica da Fazenda Fartura é um exemplo concreto de como o sistema integrado de produção de cacau e seringueira pode gerar conhecimento e oportunidades para os produtores e interessados de todas as regiões paulistas. Ao longo dos anos, a área foi estruturada para demonstrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo até a pós-colheita, permitindo que os visitantes conheçam na prática as tecnologias e os manejos recomendados. Esse trabalho é complementado pela minifábrica de chocolate instalada na Casa da Agricultura de Adolfo, que se tornou uma importante ferramenta para capacitações e demonstrações sobre a produção de chocolate artesanal desenvolvidas em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)”, explica o engenheiro agrônomo Fioravante Stucchi Neto, da CATI Regional São José do Rio Preto e membro do Grupo Técnico de Cacau, frisando que tanto a implantação da estrutura física desses espaços quanto o manejo das culturas e o atendimento aos produtores contam com a dedicação e o comprometimento do técnico agrícola Eloísio Capoia, cuja atuação – há mais de 40 anos na CATI e na Casa da Agricultura de Adolfo.

Segundo o engenheiro agrônomo Oracy Schuindt Júnior, chefe da CATI Regional Jaboticabal, a visita ampliou a visão dos produtores sobre as possibilidades de diversificação da produção. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Ver o cacau produzindo em condições semelhantes às nossas e conhecer toda a cadeia, desde o plantio até a fabricação do chocolate, dá mais segurança para quem está pensando em investir na cultura. Os produtores voltam para casa motivados e com novas ideias para aplicar em suas propriedades; e nós, técnicos mais capacitados para apoiar aqueles que já adotaram a cultura e os que desejam iniciar”.

Sistemas integrados mostram resultados promissores
Durante o evento, foram apresentados dados de monitoramento dos sistemas de Integração Lavoura-Floresta (ILF), modelo que combina o cultivo do cacau com banana e árvores de Corymbia, usada como quebra-vento no Rancho do Cacau. A técnica da Rede ILPF, Estella Mantovani, destacou os resultados iniciais observados na região. “Os indicadores que estamos acompanhando mostram que os sistemas integrados podem oferecer benefícios econômicos e ambientais importantes”.
“Em uma área implantada em 2023, observamos que a renda gerada pela banana no ano agrícola 2024/25 foi suficiente para cobrir os custos de implantação do cacau e remunerar a mão de obra familiar. Além disso, o sistema agregou valor à propriedade por meio de atividades ligadas ao turismo e à educação ambiental. São resultados muito promissores para uma cultura ainda em fase inicial na região”, informou, ressaltando que o projeto Integração Lavoura-Floresta desenvolvido no Rancho do Cacau, em Mendonça, é acompanhado pela CATI, Rede ILPF e Embrapa. Segundo ela, embora sejam necessários estudos de longo prazo para consolidar os dados, os resultados demonstram o potencial da integração para diversificar a produção, aumentar a rentabilidade e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.
O engenheiro agrônomo Fernando Miqueletti, chefe da CATI Regional São José do Rio Preto e integrante do grupo técnico do Projeto Cacau SP, ressaltou o papel da iniciativa na expansão da cultura pelo território paulista.

“O Projeto Cacau SP tem mostrado que o estado possui condições para desenvolver uma cadeia produtiva competitiva, sustentável e inovadora. Nosso trabalho vai muito além do plantio. Atuamos desde a implantação das áreas até a pós-colheita e a produção de chocolate, permitindo que os agricultores agreguem valor e tenham acesso a novas oportunidades de mercado”, salientou, afirmando que o Dia de Campo fez parte do calendário de eventos mensais (palestras, reuniões, visitas técnicas etc.), que o Grupo Técnico de Cacau realiza para levar conhecimento e sensibilizar agricultores, empresas e interessados. Para ele, o interesse crescente dos produtores demonstra que o cacau já deixou de ser apenas uma alternativa experimental. “Estamos vendo agricultores enxergar o cacau como uma oportunidade real de diversificação e geração de renda. Isso fortalece o desenvolvimento regional e cria novas perspectivas para a agricultura paulista.”
Sobre o Dia de Campo, Miqueletti avaliou positivamente os resultados e destacou o avanço da cultura em regiões onde, até pouco tempo atrás, o cultivo era considerado improvável. “O sucesso desse evento demonstra a força da assistência técnica, da pesquisa e da inovação quando trabalham de forma integrada. Estamos acompanhando o crescimento do cacau em regiões não tradicionais do estado, com resultados cada vez mais consistentes. Isso mostra a capacidade do agricultor paulista de incorporar novas tecnologias e construir sistemas produtivos mais resilientes e rentáveis”, ressaltou Miqueletti.
Segundo os integrantes do Grupo Técnico de Cacau que ministraram palestras no evento – Andrey Vetorelli, Eusébio Persegil e Fioravante Stucchi Neto –, o trabalho desenvolvido pelo Projeto Cacau SP representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento rural paulista. “O cacau está se consolidando como mais uma alternativa para diversificação das propriedades, geração de renda e agregação de valor. Ver produtores compartilhando experiências de sucesso e motivando novos agricultores é a prova de que estamos no caminho certo, mas sempre com olhar atento, pois o cultivo do cacau, como ocorre em qualquer outra cultura agrícola, envolve inúmeras variáveis e não é uma ciência exata, mas sim fruto de acompanhamento técnico-científico constante”, acrescentando: “O avanço e a consolidação do cacau em regiões consideradas não tradicionais confirmam o potencial da cultura como uma nova oportunidade para o agro paulista, fortalecendo a agricultura, especialmente a familiar, agregando valor à produção e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”.
Ao final do encontro, produtores e técnicos foram unânimes em destacar o aprendizado adquirido e o entusiasmo gerado pela atividade. Para muitos participantes, o Dia de Campo representou o primeiro passo para a implantação de novas áreas, reforçando o potencial da cultura como uma nova fronteira agrícola para São Paulo.

Compartilhando desse pensamento, Márcio Tonelli, que viajou de Campinas para participar do Dia de Campo, mostrou grande interesse em iniciar na produção de cacau. “Temos uma propriedade familiar entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu (cidades ligadas à CATI Regional Mogi Mirim) e estamos avaliando alternativas de cultivo que possam gerar renda para a família; e, de tudo que vimos, o cacau se mostrou uma opção muito promissora nessa região, pois vimos que outros produtores já tradicionais no cultivo de citros e café, por exemplo, estão se mostrando muito interessados em começar a plantar cacau. O que mais nos chamou atenção neste Dia de Campo foi o aprendizado sobre toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a produção de chocolate artesanal de qualidade. Também foi muito inspirador conhecer de perto o trabalho da CATI e do Governo do Estado no Projeto Cacau SP, incentivando a produção local, o turismo rural e novas oportunidades econômicas para produtores que buscam diversificar suas atividades. Saímos daqui maravilhados com tudo o que vimos, ouvimos e vivenciamos”.
Abaixo, a galeria de imagens do evento.


























