Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI celebra os 10 anos do Protocolo de Transição Agroecológica em evento internacional


Na Bio Brazil Fair 2026, órgão da SAA-SP estará em estande conjunto com a APTA REGIONAL

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará presente no maior evento de produtos saudáveis da América Latina, a Bio Brazil Fair. Na feira, que será realizada de 10 a 13 de junho, em São Paulo (SP), o órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) promoverá o encontro que celebrará os 10 anos do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA) paulista e uma roda de conversa sobre os resultados do PTA e a perspectiva de sua ampliação para todo o Brasil.

O tradicional “Encontro do PTA” será conduzido pelo diretor da CATI, Ricardo Pereira; pela engenheira agrônoma responsável pela Casa da Agricultura (CA) de Nazaré Paulista, Araci Kamiyama; e pela tecnóloga ambiental da CA de São Paulo, Aline Bernardes Candido. “O evento do PTA será realizado na quinta-feira (11), das 10h30 às 12h, na arena principal. Nesse encontro, vamos comemorar os 10 anos da assinatura do protocolo, que fortaleceu o compromisso com a produção de alimentos saudáveis, a conservação ambiental, a valorização da agricultura familiar e a promoção da agroecologia como caminho para um desenvolvimento mais justo e equilibrado”, informa Araci.

Segundo Pereira, como o PTA tem a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) como estratégia de apoio, ao longo dessa década, a CATI pôde unir esforços de técnicos, extensionistas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e instituições públicas para incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis pelos produtores rurais. “Por meio desse movimento, nesses 10 anos de PTA, contabilizamos mais de 600 agricultores certificados, que cultivam seus produtos orgânicos em mais de 10 mil hectares. Hoje, nosso trabalho de estímulo à produção orgânica é referência para outros estados brasileiros”, ressalta o diretor.

Estande no evento

No mesmo dia (11/06), das 14h às 15h, será realizada a “Roda de conversa sobre os resultados e perspectivas do Protocolo de Transição Agroecológica e de sua ampliação para todo o Brasil”. Essa reunião, que será realizada na Meetting Point 2, também é voltada a profissionais do setor, mas limitada a 40 participantes, devido à capacidade da sala.

“Além da promoção desses dois encontros, a CATI marcará presença na abertura da Bio Brazil Fair e apresentará seus trabalhos em um estande, que ficará aberto para visitação durante todo o período da feira”, destaca a engenheira agrônoma Araci Kamiyama.

Nesse estande, a APTA REGIONAL, instituição de pesquisa da SAA-SP, ainda apresentará estudos e inovações envolvendo sustentabilidade, conservação ambiental e agroecologia desenvolvidas em algumas de suas unidades de pesquisa espalhadas pelo território paulista. Entre os destaques estão as ações de reflorestamento e restauração ecológica de Pindorama alinhadas ao Refloresta-SP; os estudos sobre conversão de sistemas agrícolas convencionais para orgânicos conduzidos em São Roque; e os projetos de validação de óleos essenciais e manutenção do banco de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) de Pindamonhangaba, visando fortalecer a agricultura familiar e a geração de renda. Adicionalmente, a instituição divulgará os trabalhos da Rede de Agroecologia Regional (RAR), que articula pesquisadores em prol de sistemas produtivos mais resilientes diante das mudanças climáticas.

Serviço

20.ª Bio Brazil Fair

Quando: de 10 a 13 de junho de 2026

Horário: das 10h às 20h

Onde: Distrito Anhembi, São Paulo

Credenciamento: biobrazilfair.com.br/quero-visitar

Ferramenta desenvolvida pela CATI Regional Santos reúne dados estratégicos sobre produção, comercialização e acesso a políticas públicas, apoiando o planejamento das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e impulsionando o desenvolvimento sustentável no campo e no mar

A diversidade produtiva e social do litoral paulista e da Grande São Paulo acaba de ganhar uma importante aliada: a informação organizada. Neste contexto, a CATI Regional Santos lançou o infográfico “Organizações Urbanas e Rurais – Produção e Comercialização”, uma ferramenta inovadora que transforma dados técnicos em um panorama visual acessível, capaz de orientar ações de Ater em um território marcado por contrastes e potencialidades.

Responsável por atender 38 municípios – que incluem desde áreas altamente urbanizadas até comunidades tradicionais e regiões de forte produção agropecuária e compõem um território que abrange a Baixada Santista –, a CATI Regional Santos enfrenta o desafio de adaptar suas estratégias a uma realidade complexa. Nesse cenário, o infográfico surge como uma ponte entre o conhecimento técnico e a prática no campo, facilitando a compreensão e a tomada de decisão. O material, que contém informações coletadas pelos técnicos das Casas da Agricultura ligadas à CATI Regional Santos e estarão em constante e permanente construção, já reúne informações de 16 municípios e mapeia 53 organizações, formais e informais, que atuam em diversas cadeias produtivas, como olericultura, fruticultura, pesca, aquicultura, produção de alimentos à base de plantas alimentícias não convencionais (PANC), produtos de origem animal, floricultura e artesanato. Também identifica como essas organizações se estruturam, quantas pessoas envolvem, de que forma comercializam e se acessam políticas públicas e serviços de Ater.

Segundo o engenheiro agrônomo Hemerson Calgaro, um dos responsáveis pela elaboração do material, o impacto da ferramenta vai além da organização de dados. “Ter informações sistematizadas e disponíveis é fundamental para balizar o trabalho da extensão rural. Isso permite que nossas ações sejam mais assertivas, facilita o acesso de produtores e pescadores às políticas públicas e contribui diretamente para o fortalecimento das comunidades rurais e tradicionais, especialmente no litoral, onde as dinâmicas são muito específicas.”

Um dos destaques do levantamento é a presença significativa de organizações produtivas na Grande São Paulo. “Mesmo em áreas urbanizadas, 17 iniciativas demonstram que a produção de alimentos segue ativa, apoiada por parcerias entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil”, informa Lucas Volpato, chefe da Casa da Agricultura de São Paulo.

O infográfico também reflete a diversidade do público atendido pela CATI, que inclui agricultores, pescadores artesanais, aquicultores, comunidades quilombolas, indígenas, caiçaras, extrativistas e agricultores urbanos. “Para nós da extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, todos são considerados peças-chave na construção de um sistema produtivo mais inclusivo e sustentável”, explica o agrônomo Hemerson Calgaro.

Com atualização contínua, o documento é dinâmico e acompanha as transformações do território, servindo como base para planejamento da Regional no alcance de demandas potenciais ou reprimidas, capacitação e estratégias de comercialização, incluindo o acesso a políticas públicas e iniciativas de economia local. “Qualificamos o Infográfico, o qual já está sendo utilizado, pois se trata de uma ferramenta norteadora dos projetos CATI entre os quais, no âmbito desta Regional, foram eleitos como objetos principais das ações o Cacau SP, Frutas Vermelhas SP e Protocolo de Transição Agroecológica, cujas caracterização e identificação dos agricultores são de suma importância, principalmente na Grande São Paulo, como no caso das áreas produtoras da Zona Leste, de Guarulhos e de Osasco, onde reúnem-se agricultores urbanos produzindo em áreas ociosas ou sob concessão de empresas como a Enel e Transpetro. Nosso trabalho se acentua tanto no auxílio da produção como na comercialização”, explica Calgaro.

Além disso, a CATI Regional Santos já trabalha na elaboração de um novo infográfico, desta vez voltado exclusivamente às comunidades pesqueiras, atividade essencial para a economia e a cultura do litoral paulista. “Respeitando outra particularidade da nossa região, estamos construindo outro infográfico que trará informações sobre as comunidades pesqueiras, que são diversas e têm suas particularidades nos litorais sul e norte, sendo uma atividade relevante na economia do estado de São Paulo”, informa Calgaro.

Diante da abrangência do projeto, é possível dizer que ele, ao integrar informação, planejamento e ação, se consolida como uma iniciativa que reforça o papel da extensão rural como agente de desenvolvimento, conectando conhecimento técnico às necessidades reais de quem vive e produz no campo e no mar.

Infográficos

A arte do infográfico (desenho) ficou a cargo da servidora da Casa da Agricultura de Ubatuba, Taís Forte Garms (no centro da foto abaixo, de óculos e blusa azul, ladeada por representantes de organizações rurais).
Clique na imagem do infográfico para abri-lo em alta resolução.

Os infográficos são quadros informativos que utilizam simultaneamente texto e elementos visuais, sendo visualmente explicativos e associados a elementos não verbais, tais como imagens, gráficos e links de internet. Trata-se, portanto, de uma representação gráfica e visual oriunda da informação textual, utilizada para facilitar e transmitir, com rapidez, qualidade e precisão, o máximo de conteúdo e auxiliar o trabalho de Ater. “Em resumo, os infográficos são uma ferramenta de comunicação crucial, funcionando como uma ‘ponte’, conectando dados técnicos e científicos à compreensão prática e rápida por parte de todos os envolvidos na cadeia produtiva”, informa Calgaro.

Galeria de imagens

Reuniões e encontros com agricultores(as) e pescadores(as) para organização de ações em prol do desenvolvimento de políticas públicas e para levantamento de dados para elaboração do infográfico.

Integração, inovação e compromisso com o futuro do campo marcaram o 3.º Encontro Interestadual de Agricultura Orgânica e Turismo Rural

O município de Franca foi palco, no último dia 15 de abril, de um evento que reafirma o avanço da agricultura orgânica, da agroecologia e do turismo rural. Realizado nas dependências do Sesc – Franca, o 3.º Encontro Interestadual de Agricultura Orgânica e Turismo Rural reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições públicas e privadas de São Paulo e Minas Gerais.

Organizado pela Cooperativa das Agricultoras e Agricultores Familiares Orgânicos de Claraval e Região (Coorgânica) – em parceria com a CATI Regional Franca, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – Regional de Franca, a Emater Regional de Passos (MG), contando com apoio da Prefeitura Municipal de Claraval (MG) e diversos apoiadores –, o evento teve como foco principal integrar práticas de agricultura orgânica com o turismo rural, fortalecendo práticas sustentáveis e promovendo novas oportunidades de renda às famílias rurais e valorização do campo.

“A CATI, que participa ativamente desde a primeira edição, vem consolidando seu papel no fortalecimento da produção orgânica e sustentável, bem como do turismo rural em São Paulo”, explica Idelberto Miranda, extensionista da CATI Regional Franca e membro do Grupo Técnico (GT) de Agroecologia e Produção Orgânica e Agroecologia da instituição.

Um dos pontos altos do encontro foi a troca de experiências entre os participantes, que puderam conhecer casos práticos de sucesso e discutir desafios comuns, como acesso a novos mercados, certificação e produção em Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Segundo o extensionista da CATI e também membro do GT, Leandro Biral, responsável pela Casa da Agricultura de São Sebastião, ligada à CATI Regional Santos, o encontro foi essencial para fortalecer redes sociotécnicas e o aprendizado mútuo. “O Encontro proporcionou um ambiente de integração muito rico. A troca de experiências, especialmente na feira de sementes, reforça a importância da preservação das sementes crioulas e valorização da biodiversidade”.

Programação contribuiu para troca de experiências e apresentação de inovação no campo

A programação contou com palestras e painéis sobre políticas públicas, comercialização, certificação, pecuária orgânica e Sistemas Agroflorestais, além de relatos inspiradores de propriedades que já integram agricultura e turismo rural com sucesso.

A participação da CATI foi marcada pela apresentação de iniciativas concretas de apoio aos produtores, especialmente por meio do Protocolo de Transição Agroecológica, que orienta agricultores no processo de mudança para sistemas mais sustentáveis. “Além disso, a CATI tem atuado diretamente no acompanhamento técnico e na capacitação de produtores orgânicos, incentivando práticas como Sistemas Agroflorestais, certificação e acesso a mercados diferenciados”, explica Leandro Biral.

O turismo rural, aliás, ganhou destaque como estratégia para agregar valor à produção agrícola. De acordo com Biral, durante a programação, foram apresentadas as experiências do “Chalés da Serra”, propriedade destaque na recepção de turistas em Claraval (MG), e o Turismo de Base Comunitária (TBC) da Baía de Castelhanos, em Ilhabela (SP), desenvolvido como ferramenta estratégica para agregar valor à propriedade rural, promovendo vivências no campo, educação ambiental e aproximação entre produtores, pescadores artesanais e turistas. “As apresentações foram bastante relevantes e trocamos muitas experiências de como oferecer um serviço de melhor qualidade aos hóspedes” declarou Angélica dos Santos, atual gestora responsável pelo TBC de Castelhanos.

Já na área de produção orgânica, teve destaque a produção de cafés especiais e orgânicos na região, que tradicionalmente já produz cafés de alta qualidade. Durante as apresentações, os participantes puderam aprender mais sobre produção de microlotes de cafés orgânicos consorciados a outras culturas, como frutíferas e árvores nativas. “Nesse momento, foi aberto um espaço para homenagear a produtora Marina Limonta Prior, pioneira na certificação orgânica de café e leite na região de Franca, símbolo de uma trajetória que inspira novos produtores a adotarem práticas sustentáveis”, informa Miranda, extensionista da CATI Regional Franca.

Evento consolida espaço estratégico para o setor

Para Miranda, a realização do encontro reafirma a importância da articulação entre instituições e produtores. “A CATI tem orgulho de participar desde a primeira edição desse evento, que hoje se consolida como um espaço estratégico de diálogo, inovação e fortalecimento da agroecologia, da produção orgânica e do turismo rural. Esta edição foi um sucesso e já estamos trabalhando para tornar a próxima edição ainda mais abrangente”, ressaltou, enfatizando que, com forte presença institucional na maioria dos municípios, por meio das Casas da Agricultura, e resultados concretos no campo, a atuação da CATI segue sendo fundamental para impulsionar a transição agroecológica e fortalecer o desenvolvimento rural sustentável no estado de São Paulo.

Mais do que uma capacitação, o encontro promovido em Santo Antônio da Alegria, no âmbito do Programa Ali Rural do Sebrae-SP (que oferece orientação técnica e metas personalizadas para impulsionar o desenvolvimento sustentável), revelou a força da construção coletiva no campo, unindo conhecimento técnico, prática e a parceria entre instituições para transformar a realidade de produtores rumo à adoção da Agroecologia

A transição para uma agricultura mais sustentável ganha força quando conhecimento, prática e parceria caminham juntos. Foi com esse espírito que produtores rurais de diferentes municípios da região participaram de um encontro promovido em Santo Antônio da Alegria, com foco no Protocolo de Transição Agroecológica, uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) pública e gratuita da CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral) no segmento.

Realizado na Casa da Agricultura do município, ligado à área de atuação da CATI Regional Franca, o evento reuniu agricultores de cidades como Altinópolis, Brodowski, Cássia dos Coqueiros, Guatapará, Ribeirão Preto e Santo Antônio da Alegria, em uma imersão que combinou teoria e prática para fortalecer a adoção de técnicas sustentáveis no campo.

A iniciativa evidencia o papel estratégico da parceria entre instituições e o trabalho coletivo do Grupo Técnico (GT) de Agroecologia e Produção Orgânica da CATI, que atua diretamente na promoção de práticas sustentáveis e no apoio à transição de modelos produtivos convencionais para sistemas agroecológicos.

Durante o encontro, os participantes tiveram acesso às oficinas práticas sobre produção de caldas protetivas, biofertilizantes e bioinsumos – alternativas que contribuem para o fortalecimento das plantas, melhoria da fertilidade do solo e redução da dependência de insumos químicos.

Mais do que aprender técnicas, os produtores vivenciaram um espaço de troca de saberes, onde experiências do campo se somam ao conhecimento técnico. Essa construção coletiva permite transformar conceitos em práticas aplicáveis no dia a dia, fortalecendo a autonomia dos agricultores.

Responsável pela condução das oficinas, o engenheiro agrônomo Idelberto Miranda, da CATI Regional Franca e integrante do Grupo Técnico de Agroecologia, destacou a importância desse modelo de extensão rural participativa. “Esses encontros vão além da transmissão de conhecimento. Eles criam um ambiente de aprendizado coletivo, conectando produtores, técnicos, pesquisadores e comunidades, bem como criando um ambiente onde teoria e prática se encontram. Nestes espaços, podemos demonstrar algumas técnicas, mas também temos os relatos de experiências dos agricultores, transformando conhecimento teórico em aprendizado prático, permitindo a experimentação direta, ao realizarmos práticas como compostagem, biofertilizantes, produção de bioinsumos, controle natural de pragas e doenças, somando conhecimento tradicional com o técnico, onde todos aprendem, principalmente quem lida com as atividades diárias.

Idelberto também ressaltou o impacto direto das práticas demonstradas. “Neste contexto, o Protocolo de Transição Agroecológica da CATI é uma ferramenta fundamental, pois orienta o produtor de forma prática e progressiva, respeitando a realidade de cada propriedade”, afirmando que, ao aprender a fazer seu próprio biofertilizante ou a manejar melhor o solo com compostagem, o produtor reduz custos, melhora a qualidade da produção e ganha mais independência. Isso é transformação real no campo”, completou.

O Protocolo de Transição Agroecológica da CATI funciona como um guia estruturado para os produtores, avaliando a adoção de práticas como cobertura do solo, adubação orgânica e uso de insumos naturais. A cada etapa cumprida, o agricultor acumula pontos e, ao atingir a pontuação mínima, conquista o Certificado de Transição Agroecológica – um reconhecimento importante no caminho rumo à produção sustentável.

Em um movimento que une conhecimento técnico e compromisso com o futuro do campo, a CATI Regional Fernandópolis realizou, no dia 11 de março, um treinamento essencial sobre o Protocolo de Transição Agroecológica. A iniciativa prepara técnicos para levar aos produtores rurais soluções práticas que aumentam a produtividade, preservam o solo e reduzem a dependência de insumos químicos

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio de sua Regional de Fernandópolis, promoveu um treinamento estratégico voltado aos técnicos dos 12 municípios de sua área de atuação, com foco na implementação do Protocolo de Transição Agroecológica.

A capacitação foi conduzida pela engenheira agrônoma Araci Kamiyama e pela tecnóloga ambiental Aline Bernardes Cândido, que apresentaram conceitos fundamentais da Agroecologia de forma prática e aplicável à realidade dos produtores rurais. E o objetivo foi claro: preparar os técnicos para orientarem os agricultores na adoção de sistemas mais sustentáveis, produtivos e resilientes.

Durante o encontro, foram discutidas técnicas de manejo que contribuem para a conservação do solo, o uso eficiente da água e a valorização da biodiversidade, “fatores cada vez mais importantes diante dos desafios climáticos e das exigências do mercado por alimentos mais saudáveis”, destacaram as instrutoras da capacitação.

Além da parte teórica, os participantes analisaram um caso real de propriedade rural, propondo soluções baseadas em práticas agroecológicas. A atividade permitiu visualizar, na prática, como pequenas mudanças no manejo podem gerar grandes resultados ao longo do tempo. “A transição agroecológica não significa perder produtividade, mas sim produzir de forma mais inteligente. A Agroecologia oferece ferramentas para reduzir custos, melhorar a qualidade do solo e tornar a produção mais equilibrada e sustentável”, explicou Araci Kamiyama.

Para o chefe da CATI Regional Fernandópolis, Mauro Leitão Linhares, a ação reforça o papel da CATI como agente de transformação no campo. “Nosso compromisso é o de estar ao lado do produtor, oferecendo orientação técnica de qualidade e soluções que realmente funcionem no dia a dia da propriedade. Esse treinamento é um passo importante para levarmos alternativas sustentáveis, que aumentem a eficiência produtiva sem comprometer os recursos naturais”, destacou, enfatizando que a realização desse treinamento marca um passo significativo na estratégia da CATI Regional Fernandópolis em fomentar uma transição agroecológica nos municípios atendidos. “Os técnicos, agora capacitados, terão a responsabilidade de implementar as práticas aprendidas, promovendo mudanças que podem impactar diretamente a sustentabilidade rural e a saúde do solo, conferindo um futuro mais equilibrado para a agricultura local”.

Com os técnicos capacitados, a próxima etapa será a difusão desse conhecimento junto aos produtores rurais da região, ampliando o alcance das práticas agroecológicas e fortalecendo um modelo de agricultura mais consciente. A iniciativa reafirma o compromisso da CATI com o desenvolvimento sustentável, estimulando uma mudança de paradigmas na produção agrícola e contribuindo para um agronegócio mais consciente e integralmente relacionado com o meio ambiente.

A cidade de Nazaré Paulista (SP) recebe, nesta quarta-feira (3), o “1.º Encontro de Agroecologia” organizado pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em parceria com o Departamento de Agricultura da Prefeitura Municipal. Aberto ao público, o evento será realizado na Câmara Municipal de Nazaré Paulista, das 8h30 às 12h30.

O encontro objetiva apoiar os agricultores e a extensão rural agroecológica, integrando produção de alimentos, saúde e o bem-estar da população. Na ocasião, serão ministradas palestras voltadas à produção agrícola sustável, à preservação ambiental e à alimentação saudável.

São apoiadores do evento a Cooperativa Orgânicos Cooper e o Instituto Chão. “Além de estar situado em uma região de mananciais, o município de Nazaré Paulista foi escolhido para sediar esse encontro por contar com muitos produtores em transição pelo Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), que comercializam seus produtos em feiras e mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)”, informa a engenheira agrônoma da CATI, Araci Kamiyama, que será uma das palestrantes.

Programação

8h30: abertura.

Das 9h às 10h: “Agroecologia – integrando o rural e o urbano de Nazaré Paulista”, com o engenheiro agrícola do Instituto Agronômico (IAC), Afonso Peche Filho.

Das 10h às 10h40: “O PTA no Estado de São Paulo + Programas de financiamento e subvenções econômicas”, com Araci Kamiyama e o médico-veterinário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) paulista, Marcelo Baptista da Silva.

Das 10h40 às 11h40: “Transição agroecológica – experiências de agricultores”, roda de conversa com produtores, representantes de associações e da Casa da Agricultura de Nazaré Paulista.

Das 11h40 às 12h: “Acesso a mercados e Economia Solidária – uma experiência de São Paulo”, palestra com o Instituto Chão.

Das 12h às 12h30: debates e encerramento.

Serviço

1.º Encontro de Agroecologia

Quando: 3 de dezembro, das 8h30 às 12h30

Onde: Câmara Municipal de Nazaré Paulista, localizada na Avenida Comendador Vicente de Paula Penido, 245

Entrada: franca

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio de sua equipe técnica do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), participou de uma atividade do Programa Sampa+Rural, na Prefeitura de São Paulo, com o objetivo de aperfeiçoar conhecimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para ampliação da agroecologia na capital paulista.

Instituído pela Resolução Conjunta SAA/SIMA/SJC 01/2022, o PTA é um dos maiores instrumentos da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Peapo), que foi firmada em 2016 e visa apoiar agricultores que se encontram no processo de transição agroecológica em suas produções.

As especialistas ambientais da CATI, Andrea Mayumi Chin Sendoda (Casa da Agricultura de Suzano/Regional Mogi das Cruzes) e Aline Bernardes Candido (Casa da Agricultura de São Paulo/Regional Santos), promoveram a capacitação no último dia 22 de agosto, em parceria com a equipe do Sampa+Rural.

Após a atividade, foi realizada uma visita técnica à “Horta da Cidade”, localizada na Câmara Municipal de São Paulo. O espaço, que foi inaugurado em dezembro de 2024, faz parte de uma linha de ação do Sampa+Rural que objetiva desenvolver hortas modelos na capital, reforçando o aspecto produtivo e a agricultura urbana. Com mais de 2.100m2, a área é utilizada para a capacitação sobre Agroecologia, além da conscientização da população sobre segurança alimentar e consumo de alimentos saudáveis.

A produção é 100% agroecológica e os alimentos cultivados são doados para entidades assistenciais com atuação na região, que fornecem refeições para a população em situação de vulnerabilidade social. A Horta da Cidade é um espaço de convivência, aberto à visitação, com mais de 120 culturas plantadas, dentre temperos, hortaliças, legumes, frutas, Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), ervas medicinais e aromáticas com diferentes técnicas de plantio e manejo.

A Horta recebeu o Certificado de Transição Agroecológica durante o painel da Transição Agroecológica, que ocorreu no dia 12 de junho de 2025, na Bio Brazil Fair, maior feira de produtos orgânicos da América Latina.

Conexão

Desde 2020, o Sampa+Rural conecta áreas rurais à cidade de São Paulo, agregando informações sobre desenvolvimento rural sustentável, turismo, meio ambiente e alimentação saudável. O programa é coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, em conjunto com outras secretarias e órgãos paulistanos. Nessa plataforma, é possível encontrar dados sobre onde comprar produtos locais, quem são os agricultores do município e quem comercializa seus produtos.

Vale ressaltar que a Prefeitura de São Paulo é um dos maiores parceiros de aplicação do PTA desde o início da sua existência. No ano de 2021, em parceria com a Secretaria estadual de Agricultura, foi desenvolvido o Sistema de Assistência Técnica e Extensão Rural e Ambiental (SisRural), objetivando o apoio às políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável e de preservação ambiental, com a função de ser um instrumento de trabalho e ferramenta de gestão para o recebimento de informações do Protocolo, além de um banco de dados.

(com informações de Aline Bernardes Candido, da Casa da Agricultura de São Paulo/CATI Regional Santos)

Realizada na Paróquia São José, no município de Guarujá, local onde há uma horta comunitária conduzida pela comunidade, financiada pela Diocese de Santos, por meio da Campanha da Fraternidade, e assessorada tecnicamente pelo extensionista Claudimir Jorge, técnico de apoio agropecuário da CATI Regional Santos, a capacitação reuniu 44 pessoas interessadas em iniciar, ou que já estão na atividade da agricultura orgânica, em hortas comunitárias da Baixada Santista.

Em uma programação teórica e prática, Claudimir, que coordenou a atividade, abordou procedimentos para fortalecer a organização social nas hortas, aspectos de planejamento e condições técnicas para implantá-las. “As hortas comunitárias apresentam características de empreendimentos econômicos solidários, autogestionários e com participação da comunidade. Além de a produção servir para a alimentação das pessoas que trabalham nas hortas, também podem ser comercializadas nos bairros onde estão inseridas”, explica o extensionista, que atua em municípios da Baixada Santista, apoiando tecnicamente os agricultores e interessados, nas áreas de produção de alimentos e de insumos como composto orgânico, além de orientar a implantação de sistemas de captação de água de chuva.

“Um fato importante a se destacar sobre os participantes da capacitação é que, nos últimos anos, algumas hortas e alguns grupos foram contemplados com recursos da Campanha da Fraternidade de 2023 e 2024, com os quais já conseguiram implementar importantes melhorias como a captação de água de chuva, sistema de irrigação, aquisição de insumos agroecológicos para a condução das hortas, instalação de sistema de tratamento ecológico de esgoto e drenagem superficial, além de adquirir ferramentas para o trabalho no dia a dia das hortas. Isso com certeza contribuiu para o aumento no número de hortas e na qualidade dos alimentos ofertados”, explica Claudimir.

Foi um momento marcante, pois houve a participação massiva de grupos de economia solidária da Baixada Santista e que atuam na produção agroecológica de alimentos.

Outro tema abordado foi economia solidária, em palestra proferida por Guilherme Zangerolimo, extensionista da CATI Regional Santos, com enfoque na importância de os empreendimentos econômicos solidários terem regimento interno. Já o extensionista Luis Gustavo Vilella, da Casa da Agricultura de Peruíbe, ligada à Regional Santos, fez considerações sobre a relação entre o associativismo e a economia solidária.

Encerrando o ciclo de palestas, o extensionista Newton Rodrigues, também da CATI Regional Santos, convidou os representantes de cada empreendimento para fazerem uma apresentação das atividades que realizam e de como se organizam, bem como abordarem as dificuldades que enfrentam. Participaram:

  • Cooperativa Livres, representada por Isa Bueno e Jonas Ribeiro;
  • Horta do Bairro Santa Cruz dos Navegantes de Guarujá, representada por Zenaldi Duarte;
  • Associação Flor do México com a Horta e o grupo de mulheres da gastronomia Sabores do Coração, representados por Francisca Eliene;
  • Horta Bons Frutos com o Óleo Noel e as atividades comunitárias, representadas por André Leandro Nascimento;
  • Imaginacom e os cinco projetos de economia solidária dos bairros Cota de Cubatão, representados por Viviane Silva;
  • Grupo de Consumo Consciente de Peruíbe, representado por Valdirene Correia;
  • Horta da Paróquia São José, com seu sistema de captação de água de chuva, representada por Angélica Cruz, Irenita Francisca, Severino Maciel e Alexandre Porto.

Além das apresentações, os representantes desses grupos puderam trocar conhecimentos e experiências, o que tornou a formação muito mais produtiva, pois compartilharam soluções de problemas que eram comuns entre as hortas.

“Foi um momento marcante, pois houve a participação numerosa de grupos de economia solidária da Baixada Santista, que atuam na produção agroecológica de alimentos”, avalia Claudimir.

 

Protocolo de Transição Agroecológica

Por meio de seu trabalho de extensão rural, a CATI Regional Santos está aplicando seu Protocolo de Transição Agroecológica nas hortas comunitárias, como forma a alinhar a produção no sistema agroecológico.

Durante a Bio Brazil Fair, realizada de 11 a 14 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, capital, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado entregou certificados a agricultores em transição agroecológica. A cerimônia, que aconteceu em 12 de junho, começou com as boas-vindas do coordenador da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Ricardo Pereira, que entregou certificados do Protocolo de Transição Agroecológica para dois produtores rurais, representando os 610 certificados e declarações já emitidos, abrangendo mais de 10.700ha.

 

Saiba mais sobre o Protocolo de Transição Agroecológica em https://agricultura.sp.gov.br/cati/protocolo-de-transicao-agroecologica/

O evento prestou, ainda, homenagem aos destaques da transição ecológica − com dois exemplos de cooperativas que apoiam o Protocolo −, compradores de produtos oriundos desta forma de produção e entidades da sociedade civil que colaboram com a iniciativa.

A CATI, por meio de seus Grupos Técnicos (GT) de Agroecologia e Produção Orgânica e de Turismo Rural, marcou presença no II Encontro Interestadual de Agricultura Orgânica e Turismo Rural, que contou com um público de cerca de 200 pessoas, sendo a maioria composta por agricultores familiares. O evento foi realizado em Claraval (MG), município localizado na divisa com Franca (SP), no Portal do Beija-Flor.

O encontro foi promovido pela Cooperativa das Agricultoras e Agricultores Familiares Orgânicos de Claraval e Região (Coorgânica), com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), da CATI, da Prefeitura Municipal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de SP e MG, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Associação Brasileira de Homeopatia na Agricultura e Ambiente (Abhama).

Programação

A programação do evento foi composta por palestras relativas às iniciativas governamentais de incentivo à produção orgânica e ao turismo rural; técnicas de produção sustentável como o uso de bioinsumos, homeopatia e pó de rocha; dentre outras técnicas sustentáveis. Na área de turismo rural, a atividade foi apresentada como uma grande oportunidade na diversificação de renda e emprego nas propriedades e o crédito fundiário como alternativa para aquisição de terra para produtores e produtoras rurais, principalmente jovens rurais.

O engenheiro agrônomo Ricardo Moncorvo Tonet, da Casa de Agricultura Amparo, ligada à área de atuação da CATI Regional Bragança Paulista, e membro do GT de Turismo Rural, fez uma palestra sobre a atividade e as oportunidades de diversificação de renda, emprego e oportunidades.

Outra palestra proferida por extensionista da CATI foi a apresentação do Protocolo de Transição Agroecológica, realizada por Aline Bernardes Candido, diretora do Centro de Agroecologia e Serviços Ambientais da CATI e membro do GT de Agroecologia e Produção Orgânica. Na sequência, Araci Kamiyama, da Casa da Agricultura de Nazaré Paulista – ligada à área de atuação da CATI Regional Bragança Paulista, e membro do mesmo GT que Aline -, apresentou o Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica.

Ao longo do evento, os extensionistas da CATI também apresentaram programas e projetos executados pela instituição, com destaque aos ligados à implantação de sistemas agroflorestais.

 

Aline Bernardes Candido e Araci Kamiyama apresentaram programas e projetos executados pela CATI nas áreas de agroecologia e agricultura orgânica.

Ao final do evento, houve a entrega de Certificados de Transição Agroecológica para produtoras e produtores acompanhados tecnicamente pelo extensionista Idelberto Esch Miranda, da Casa de Agricultura de Santo Antônio da Alegria, ligada à área de atuação da CATI Regional Franca, com o apoio do Sebrae de Franca, que firmou uma parceria com a CATI para atender e aplicar o Protocolo de Transição Agroecológica nas propriedades da região.

O evento contou com uma feira de produtos da agricultura familiar

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