Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Estande da CATI na 31.ª Hortitec promoverá atendimento gratuito a horticultores


Na feira, órgão da SAA-SP apresentará projetos e orientará produtores rurais sobre CAR, Feap, SPDH, além de cultivares propícias para a região de Mogi Mirim

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará mais uma vez presente na Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. O evento, que chega à sua 31.ª edição em 2026, será realizado de 17 a 19 de junho no Recinto da Expoflora em Holambra (SP).

Considerada a principal feira de horticultura da América Latina, a Hortitec reúne empresários, produtores, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar inovações, tecnologias e tendências voltadas à produção hortícola. Em 2025, participaram aproximadamente 500 empresas e mais de 30 mil visitantes.

Assim como na última edição, a CATI contará com um estande na feira, onde produtores rurais poderão conhecer de perto os serviços de assistência técnica e extensão rural que são executados gratuitamente pela instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP).

Segundo o zootecnista Diego Barrozo, que é chefe de divisão da Regional de Mogi Mirim, o órgão da SAA-SP apresentará no evento o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), o Projeto Frutas Vermelhas SP, cultivares comercializadas pela CATI Sementes e Mudas, linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponíveis para horticultores, além de prestar atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Ainda de acordo com ele, no mesmo espaço da secretaria, a Diretoria de Defesa Agropecuária apresentará seus programas aos visitantes.

“Para a CATI Regional Mogi Mirim, participar de mais uma edição da Hortitec é uma oportunidade estratégica de se conectar ainda mais com o produtor rural. Em nosso estande, levaremos soluções práticas e inovadoras que impactam diretamente o dia a dia do campo, bem como disponibilizaremos as cultivares de alta qualidade da CATI Sementes e Mudas. Mais do que isso, nossa equipe estará pronta para oferecer atendimento especializado a respeito do CAR e orientar os horticultores sobre como acessar as linhas de crédito do Feap, reforçando o compromisso da SAA-SP com o desenvolvimento técnico, econômico e ambiental da nossa região”, afirma Barrozo.

Serviço

31.ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas

Quando: de 17 a 19 de junho de 2026

Horário: das 9h às 17h

Onde: Alameda Maurício de Nassau, 675 – Centro – Holambra

Pré-credenciamento: https://hortitec.inotech.com.br/hortitec2026

Ferramenta desenvolvida pela CATI Regional Santos reúne dados estratégicos sobre produção, comercialização e acesso a políticas públicas, apoiando o planejamento das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e impulsionando o desenvolvimento sustentável no campo e no mar

A diversidade produtiva e social do litoral paulista e da Grande São Paulo acaba de ganhar uma importante aliada: a informação organizada. Neste contexto, a CATI Regional Santos lançou o infográfico “Organizações Urbanas e Rurais – Produção e Comercialização”, uma ferramenta inovadora que transforma dados técnicos em um panorama visual acessível, capaz de orientar ações de Ater em um território marcado por contrastes e potencialidades.

Responsável por atender 38 municípios – que incluem desde áreas altamente urbanizadas até comunidades tradicionais e regiões de forte produção agropecuária e compõem um território que abrange a Baixada Santista –, a CATI Regional Santos enfrenta o desafio de adaptar suas estratégias a uma realidade complexa. Nesse cenário, o infográfico surge como uma ponte entre o conhecimento técnico e a prática no campo, facilitando a compreensão e a tomada de decisão. O material, que contém informações coletadas pelos técnicos das Casas da Agricultura ligadas à CATI Regional Santos e estarão em constante e permanente construção, já reúne informações de 16 municípios e mapeia 53 organizações, formais e informais, que atuam em diversas cadeias produtivas, como olericultura, fruticultura, pesca, aquicultura, produção de alimentos à base de plantas alimentícias não convencionais (PANC), produtos de origem animal, floricultura e artesanato. Também identifica como essas organizações se estruturam, quantas pessoas envolvem, de que forma comercializam e se acessam políticas públicas e serviços de Ater.

Segundo o engenheiro agrônomo Hemerson Calgaro, um dos responsáveis pela elaboração do material, o impacto da ferramenta vai além da organização de dados. “Ter informações sistematizadas e disponíveis é fundamental para balizar o trabalho da extensão rural. Isso permite que nossas ações sejam mais assertivas, facilita o acesso de produtores e pescadores às políticas públicas e contribui diretamente para o fortalecimento das comunidades rurais e tradicionais, especialmente no litoral, onde as dinâmicas são muito específicas.”

Um dos destaques do levantamento é a presença significativa de organizações produtivas na Grande São Paulo. “Mesmo em áreas urbanizadas, 17 iniciativas demonstram que a produção de alimentos segue ativa, apoiada por parcerias entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil”, informa Lucas Volpato, chefe da Casa da Agricultura de São Paulo.

O infográfico também reflete a diversidade do público atendido pela CATI, que inclui agricultores, pescadores artesanais, aquicultores, comunidades quilombolas, indígenas, caiçaras, extrativistas e agricultores urbanos. “Para nós da extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, todos são considerados peças-chave na construção de um sistema produtivo mais inclusivo e sustentável”, explica o agrônomo Hemerson Calgaro.

Com atualização contínua, o documento é dinâmico e acompanha as transformações do território, servindo como base para planejamento da Regional no alcance de demandas potenciais ou reprimidas, capacitação e estratégias de comercialização, incluindo o acesso a políticas públicas e iniciativas de economia local. “Qualificamos o Infográfico, o qual já está sendo utilizado, pois se trata de uma ferramenta norteadora dos projetos CATI entre os quais, no âmbito desta Regional, foram eleitos como objetos principais das ações o Cacau SP, Frutas Vermelhas SP e Protocolo de Transição Agroecológica, cujas caracterização e identificação dos agricultores são de suma importância, principalmente na Grande São Paulo, como no caso das áreas produtoras da Zona Leste, de Guarulhos e de Osasco, onde reúnem-se agricultores urbanos produzindo em áreas ociosas ou sob concessão de empresas como a Enel e Transpetro. Nosso trabalho se acentua tanto no auxílio da produção como na comercialização”, explica Calgaro.

Além disso, a CATI Regional Santos já trabalha na elaboração de um novo infográfico, desta vez voltado exclusivamente às comunidades pesqueiras, atividade essencial para a economia e a cultura do litoral paulista. “Respeitando outra particularidade da nossa região, estamos construindo outro infográfico que trará informações sobre as comunidades pesqueiras, que são diversas e têm suas particularidades nos litorais sul e norte, sendo uma atividade relevante na economia do estado de São Paulo”, informa Calgaro.

Diante da abrangência do projeto, é possível dizer que ele, ao integrar informação, planejamento e ação, se consolida como uma iniciativa que reforça o papel da extensão rural como agente de desenvolvimento, conectando conhecimento técnico às necessidades reais de quem vive e produz no campo e no mar.

Infográficos

A arte do infográfico (desenho) ficou a cargo da servidora da Casa da Agricultura de Ubatuba, Taís Forte Garms (no centro da foto abaixo, de óculos e blusa azul, ladeada por representantes de organizações rurais).
Clique na imagem do infográfico para abri-lo em alta resolução.

Os infográficos são quadros informativos que utilizam simultaneamente texto e elementos visuais, sendo visualmente explicativos e associados a elementos não verbais, tais como imagens, gráficos e links de internet. Trata-se, portanto, de uma representação gráfica e visual oriunda da informação textual, utilizada para facilitar e transmitir, com rapidez, qualidade e precisão, o máximo de conteúdo e auxiliar o trabalho de Ater. “Em resumo, os infográficos são uma ferramenta de comunicação crucial, funcionando como uma ‘ponte’, conectando dados técnicos e científicos à compreensão prática e rápida por parte de todos os envolvidos na cadeia produtiva”, informa Calgaro.

Galeria de imagens

Reuniões e encontros com agricultores(as) e pescadores(as) para organização de ações em prol do desenvolvimento de políticas públicas e para levantamento de dados para elaboração do infográfico.

Em um trabalho conjunto com as Regionais da CATI de Campinas (líder da implantação do Projeto Frutas Vermelhas no estado) e São José do Rio Preto, a CATI Regional Jales realizou uma reunião técnica com o objetivo de divulgar as ações desenvolvidas junto às culturas de mirtilo, framboesa e amora, para um público heterogêneo, que incluiu representantes da Secretaria de Agronegócios e Bem-Estar Animal de Jales e da Secretaria de Agricultura de São José do Rio Preto, representantes da Cooperiopreto, produtores rurais da região, técnicos e interessados em fruticultura.

Em uma palestra abrangente sobre o tema, o engenheiro agrônomo Rodrigo Baccan, diretor da CATI Regional Campinas, fez uma exposição do Projeto Frutas Vermelhas apresentando informações importantes sobre as culturas da amora-preta, da framboesa e do mirtilo. Houve grande participação dos técnicos e produtores, que puderam esclarecer diversas dúvidas quanto ao sistema de produção das frutas.

Segundo os engenheiros agrônomos Alessandro Nunes Ferreira e Gilberto Pelinson, chefe da Casa da Agricultura de Jales e assistente agropecuário da Regional, respectivamente, municiados com conhecimento relevante para a tomada de decisão, os produtores da região, bem como do entorno de São José do Rio Preto, foram convidados a participar do Projeto Frutas Vermelhas. “O evento foi muito interessante, pois assim como aconteceu em uma época passada, quando a cultura da uva foi adaptada para nossa região (e hoje é uma importante atividade econômica), as informações e os exemplos transmitidos permitem verificar que as culturas também podem ser adaptadas para a região, com um investimento em tecnologia e aquisição de mudas com qualidades genéticas e sanitárias garantidas, como as produzidas pela CATI Sementes e Mudas, bem como com informações consistentes sobre comercialização e mercado para essas frutas”, explicam Ferreira e Pelinson.

Protocolo de intenções é a formalização da primeira etapa da parceria entre os estados; um termo de cooperação técnica será assinado em março, na Fruit Attraction

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP (SAA) assinou, nesta terça-feira (04/02), um protocolo de intenções com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri) no âmbito da fruticultura. O documento prevê relacionamento constante entre as duas gestões com o objetivo de elaborar e implementar ações conjuntas para o desenvolvimento do setor agropecuário.

“A cooperação técnica na área de fruticultura, especialmente de frutas vermelhas, irá fomentar, de forma ainda mais incisiva, esse setor importante em ambos estados”, destacou o secretário Executivo da SAA, Edson Fernandes. A assinatura formaliza a primeira etapa da parceria, tendo como foco a formação de pessoal em áreas estratégicas, o auxílio técnico mútuo e o compartilhamento de dados, visando o desenvolvimento de projetos de agricultura familiar no âmbito da fruticultura.

O protocolo de intenções dará origem a um termo de cooperação técnica entre SP e DF, de maior abrangência no âmbito da agropecuária. O documento será assinado na Fruit Attraction de 2025, importante evento da fruticultura da América Latina que ocorre em março.

O encontro entre as Secretarias ocorreu em Campinas, na sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), que formula e executa o Projeto Frutas Vermelhas SP. “São Paulo tem muito a nos enriquecer na produção agropecuária. Também vamos disponibilizar nosso conhecimento gerado em prol do homem e da mulher do campo em SP e no DF, com o objetivo de levarmos qualidade de vida, geração de renda e progresso para as pessoas”, afirmou o secretário de Agricultura do DF, Rafael Borges Bueno.

Líder nacional, o setor de frutas paulistas cresceu 13% na exportação em relação a 2023. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), no ano passado foram comercializados mais de US$250 milhões. O destaque foi para limões e lima que totalizaram 50% de participação (US$121 milhões), com o envio de 112 mil toneladas. Outros produtos como a manga (US$14 milhões) e o mamão (US$1,5 milhão), também tiveram saldo positivo no ano. SP também lidera a produção nacional de banana, com 26% do total produzido.

Projeto Frutas Vermelhas SP

O Projeto Frutas Vermelhas SP, para as culturas de mirtilo, amora e framboesa, começou em 2018 por demanda dos produtores rurais da CATI Regional Campinas como forma de diversificar a produção e agregar valor em propriedades que já produziam goiaba, uva e morango.

O projeto já está presente em 12 regionais da CATI em diferentes regiões de SP, com 43 produtores cadastrados no projeto, muitos já com produção comercial. A partir de 2024, a CATI passou a oferecer mudas de mirtilo e framboesa para o mercado, com alta qualidade e valores atrativos, incentivando produtores interessados.

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