Cultivada principalmente no outono e inverno, a aveia-preta é uma alternativa para formação de palhada, cobertura do solo e alimentação animal
Cultura de ciclo relativamente curto, que vai muito além da produção de grãos, a aveia-preta é utilizada, na agricultura, como planta de cobertura, na formação de palhada e também como opção de forragem para os animais, especialmente durante o período de outono e inverno, quando outras pastagens apresentam menor desenvolvimento.
A CATI Sementes e Mudas, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, produz e comercializa sementes de aveia-preta da cultivar Embrapa 29 (Garoa), oferecendo aos produtores uma alternativa adaptada às condições de cultivo do estado de São Paulo. A cultura pode integrar sistemas de produção que buscam proteger o solo, melhorar suas condições físicas e contribuir para o manejo das áreas agrícolas.
“Entre os principais objetivos do cultivo está a formação de cobertura vegetal sobre o solo. A palhada deixada pela aveia ajuda a protegê-lo contra o impacto direto das chuvas e a erosão, além de contribuir para a conservação da umidade. Quando utilizada em sistemas de plantio direto ou em rotação de culturas, também participa da ciclagem de nutrientes e da melhoria da qualidade do solo, além de controlar plantas invasoras e aumentar a produtividade das culturas subsequentes como milho e soja”, explica o engenheiro agrônomo Ricardo Manfredini Requejo, chefe da Divisão de Sementes de Taubaté.
Para o produtor que utiliza a aveia como forragem, a cultura representa ainda uma alternativa para ampliar a oferta de alimento aos animais durante o inverno. Seu desenvolvimento vegetativo permite o aproveitamento da massa produzida antes da formação das sementes, conforme o sistema de produção e o manejo adotado na propriedade.
No estado de São Paulo, a aveia-preta é tradicionalmente cultivada durante o período mais frio e seco do ano. A época de semeadura varia de acordo com a região, condições de solo, disponibilidade de água e objetivo do cultivo, mas, de maneira geral, o plantio ocorre no outono, aproveitando as condições de umidade do solo após o início das chuvas, de acordo com Ricardo.
O agrônomo recomenda ao produtor que, antes da implantação da cultura, considere as características da área, faça o preparo ou manejo adequado do solo e utilize sementes de boa qualidade e procedência. A definição da quantidade de sementes e do manejo deve levar em conta a finalidade da lavoura e as recomendações técnicas para a cultivar e a região. Mais orientações podem ser obtidas com os técnicos da CATI nas Casas da Agricultura, unidades regionais ou unidades da CATI Sementes e Mudas.
“A aveia-preta é uma cultura muito interessante para o produtor porque pode cumprir diferentes funções dentro da propriedade. Ela pode ser utilizada para cobertura e proteção do solo, produção de palhada e também como forragem. O importante é que o agricultor defina previamente qual é o objetivo do cultivo e faça o planejamento da implantação e do manejo de acordo com as condições da sua propriedade e da região”, enfatiza.
No município de Socorro, no interior paulista, o produtor Adriano Mossoró, do Sítio Mosso, no bairro Jaboticabal, cultiva quatro hectares de aveia-preta, com sementes adquiridas da CATI Sementes e Mudas. O desenvolvimento da lavoura tem chamado atenção do agricultor.

Adriano compartilha a evolução das plantas e comemora o resultado com o técnico da CATI, Rodrigo Binotti, chefe da Casa da Agricultura de Socorro, que acompanha a propriedade. “Que coisa linda! Está dando as flores dela agora, na altura do meu peito”, orgulha-se o agricultor.

A qualidade da aveia também agradou aos produtores Luiz Batista Bustos e Antônio Carlos Neli, do Sítio Ouro Verde, em Tremembé (SP). Assentados, eles cultivaram aveia-branca e aveia-preta para produção de silagem e obtiveram resultados considerados muito positivos, uma alternativa para a produção de volumoso de qualidade para a alimentação dos animais.

Os relatos mostram, na prática, o potencial de desenvolvimento da cultura quando implantada e manejada de acordo com as condições da propriedade.
Para o agricultor paulista, a aveia-preta, mais do que uma cultura de inverno, é uma ferramenta de manejo e conservação do solo, produção de biomassa e diversificação do sistema produtivo. Com planejamento e orientação técnica, pode integrar diferentes estratégias de produção e contribuir para o aproveitamento das áreas agrícolas ao longo do ano.
Serviço
A CATI Sementes e Mudas produz e comercializa sementes de aveia-preta Embrapa 29 (Garoa). Produtores interessados podem buscar informações sobre disponibilidade, aquisição e recomendações de cultivo junto às unidades da CATI.
Na feira, órgão da SAA-SP apresentará projetos e orientará produtores rurais sobre CAR, Feap, SPDH, além de cultivares propícias para a região de Mogi Mirim
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará mais uma vez presente na Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. O evento, que chega à sua 31.ª edição em 2026, será realizado de 17 a 19 de junho no Recinto da Expoflora em Holambra (SP).
Considerada a principal feira de horticultura da América Latina, a Hortitec reúne empresários, produtores, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar inovações, tecnologias e tendências voltadas à produção hortícola. Em 2025, participaram aproximadamente 500 empresas e mais de 30 mil visitantes.
Assim como na última edição, a CATI contará com um estande na feira, onde produtores rurais poderão conhecer de perto os serviços de assistência técnica e extensão rural que são executados gratuitamente pela instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP).
Segundo o zootecnista Diego Barrozo, que é chefe de divisão da Regional de Mogi Mirim, o órgão da SAA-SP apresentará no evento o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), o Projeto Frutas Vermelhas SP, cultivares comercializadas pela CATI Sementes e Mudas, linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponíveis para horticultores, além de prestar atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Ainda de acordo com ele, no mesmo espaço da secretaria, a Diretoria de Defesa Agropecuária apresentará seus programas aos visitantes.
“Para a CATI Regional Mogi Mirim, participar de mais uma edição da Hortitec é uma oportunidade estratégica de se conectar ainda mais com o produtor rural. Em nosso estande, levaremos soluções práticas e inovadoras que impactam diretamente o dia a dia do campo, bem como disponibilizaremos as cultivares de alta qualidade da CATI Sementes e Mudas. Mais do que isso, nossa equipe estará pronta para oferecer atendimento especializado a respeito do CAR e orientar os horticultores sobre como acessar as linhas de crédito do Feap, reforçando o compromisso da SAA-SP com o desenvolvimento técnico, econômico e ambiental da nossa região”, afirma Barrozo.
Serviço
31.ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas
Quando: de 17 a 19 de junho de 2026
Horário: das 9h às 17h
Onde: Alameda Maurício de Nassau, 675 – Centro – Holambra
Pré-credenciamento: https://hortitec.inotech.com.br/hortitec2026
No evento, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) contará com estande e apresentará trabalhos em pavilhão
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) volta à Expo Fernandópolis em 2026. No evento, que tem início nesta sexta-feira (15), a instituição vai apresentar seus projetos ao público e prestará atendimento gratuito a produtores rurais, para fortalecimento do agronegócio na região.
Segundo o engenheiro agrônomo Mauro Leitão Linhares, que é chefe de divisão do órgão da SAA-SP, a CATI foi convidada pelo Sindicato Rural de Fernandópolis para apresentar, em um pavilhão, os trabalhos desenvolvidos nas 12 Casas da Agricultura ligadas à Regional.
“Depois de muitos anos, voltamos à Expo Fernandópolis, um dos principais eventos do noroeste paulista voltado ao agro. De hoje até 24 de maio, haverá em nosso estande orientação a produtores rurais e apresentação dos projetos que realizamos em benefício deles. Esse espaço também contará com exposição de cultivares comercializadas pela CATI Sementes e Mudas”, informa Linhares.
O chefe de divisão da Regional de Fernandópolis projeta muitos visitantes. “O pessoal gosta de ver o que existe na região. Muitas vezes, fica até surpreso por descobrir um cultivo de determinada cultura em sua cidade. Por isso, acredito que a área demonstrativa de plantios será uma das mais prestigiadas pelo público. Agradecemos ao Sindicato Rural pelos dois espaços que teremos no evento: o estande e o que está localizado no Pavilhão da Agricultura”, ressalta.
De acordo com o responsável pela CATI Sementes e Mudas na região, José Roberto Bois, serão demonstradas as seguintes cultivares na Expo Fernandópolis 2026: sorgos AL Precioso, Catissorgo e Vassoura; milhos AL Bandeirante e AL Piratininga; girassóis Multissol e Catissol; aveias Branca e Preta; feijão guandu; nabo forrageiro; crotalária juncea; painço; e triticale.


Serviço
Expo Fernandópolis 2026
Quando: de 15 a 24 de maio
Local: Avenida Augusto Cavalim, 2098 – Zona Rural – CEP: 15600-000
Entrada: gratuita
Realização: Sindicato Rural de Fernandópolis em parceria com o Grupo Bacana
Com parcerias estratégicas, tecnologia e extensão rural, a CATI, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, mostrou na Agrishow como políticas públicas e projetos sustentáveis estão gerando renda, oportunidades e dignidade no campo paulista
Balanço da participação da CATI na Agrishow 2026
Mais que um dever; a sensação é de missão cumprida! A presença da CATI na 31.ª Agrishow reafirmou um compromisso que vai muito além da difusão tecnológica, pois se trata de levar conhecimento, oportunidades e transformação real para quem vive e produz no campo. Em um dos maiores palcos do agronegócio no mundo, a instituição apresentou um conjunto robusto de políticas públicas, projetos e ações que impulsionam cadeias produtivas, promovem sustentabilidade e, sobretudo, impactam diretamente a vida de milhares de produtores rurais.
Ao longo da feira, realizada entre os dias 27 de abril e 1.° de maio, extensionistas e especialistas demonstraram como a atuação integrada da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com diversas instituições, tem fortalecido o desenvolvimento rural sustentável. Iniciativas como os Projetos CATI Leite, Solo + Fértil, Integra SP Agro, Cacau SP, Frutas Vermelhas SP e Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Cesta Verde mostraram, na prática, que é possível produzir mais, com qualidade e respeito ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que se amplia a geração de renda e emprego no campo.
Com este cenário, o estande da CATI se transformou em um verdadeiro ponto de encontro entre conhecimento técnico e histórias de vida. Produtores e técnicos compartilharam experiências, visitantes se emocionaram com resultados e gestores públicos conheceram modelos que podem ser replicados em diferentes regiões do país.
“Vivemos um momento histórico nessa edição, com recorde de público e um interesse impressionante nos nossos projetos. Projetos como o Cacau SP, Frutas Vermelhas e CATI Leite despertaram mais que curiosidade, levaram esperança de que é possível promover desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e econômica, transformando vidas com dignidade, renda e qualidade. O mais gratificante foi ouvir depoimentos de produtores e visitantes, muitos emocionados ao perceber que essas iniciativas estão, de fato, mudando realiddes e abrindo novos caminhos no campo”, comenta o diretor da CATI, Ricardo Domingos Luiz Pereira.
E são justamente esses relatos que dão sentido ao trabalho desenvolvido. Produtores destacaram o aumento da produtividade, a diversificação das atividades e a melhoria na qualidade de vida de suas famílias. Visitantes se surpreenderam com o alcance das ações e com a proximidade da assistência técnica oferecida pelas Casas da Agricultura, presentes na maioria dos municípios paulistas.
Sendo assim, a Agrishow 2026 consolidou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI, como protagonista na construção de um agro mais inclusivo, inovador e sustentável, pois, mais do que apresentar projetos, a instituição mostrou resultados concretos: vidas transformadas, cadeias produtivas fortalecidas e um futuro mais promissor para o campo paulista.
Projetos, programas e ações chamam atenção de todas as faixas etárias
A CATI marcou presença com um time de extensionistas e especialistas parceiros da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e do Governo de SP, apresentando e esclarecendo dúvidas sobre políticas públicas e projetos que impactam a geração de emprego e renda no campo, aliada ao desenvolvimento sustentável, destacando informações e orientações sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR); linhas de financiamento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap); projetos e programas como o Cacau SP; CATI Leite; Integra SP, com ILPF – Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta e Solo + Fértil; Frutas Vermelhas SP, PAA Cesta Verde, bem como comercialização de sementes e mudas com garantia de qualidade e apresentação de projetos da CATI Sementes e Mudas.
Na Agrishow, produtores rurais tiram dúvidas sobre o seu Cadastro Ambiental Rural (CAR)
“É um orgulho que CATI esteja presente na Agrishow, desde o seu início, há três décadas. Para nós da extensão rural, é uma oportunidade ímpar de apresentar nossas ações, bem como nossos programas e projetos executados não apenas para o público-alvo da instituição, os produtores rurais, como para todos os visitantes, incluindo gestores públicos que, muitas vezes, vêm de outros estados e até de outros países conhecer o trabalho de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) realizado como missão em todo o estado, pela capilariedade da nossa atuação, que tem nas Casas da Agricultura, instaladas na maioria dos municípios paulistas, a porta de acesso para que os agricultores acessem políticas públicas, projetos, capacitações e crédito rural; bem como o Governo de SP formalize parcerias público-privada para execução de ações e projetos com impacto nas áreas rural e urbana”, ressalta Ricardo Pereira, diretor da CATI.
Na Agrishow, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta com o Integra SP Agro e a Rede ILPF
Projeto Cacau SP
A CATI mostra o Projeto Cacau SP na Agrishow
No espaço do projeto, os visitantes foram recebidos pelo mascote “Cacauzinho” e puderam participar de oficinas que mostraram o processo desde a amêndoa até a produção do chocolate (saboreando este que é conhecido como o “alimento dos deuses”) e esclarecer dúvidas sobre o projeto com especialistas do Grupo Técnico de Cacau da CATI.




Durante a Feira, também foi lançado o Documento Técnico 137 “Cenário atual da cacauicultura paulista e estratégias para expansão sustentável”, publicação que passa a integrar o portfólio da instituição, que mantém mais de mil títulos, e que já está disponível para download gratuito no site da CATI.

Projeto Frutas Vermelhas SP
A CATI apresenta para os produtores, na Agrishow, o Projeto Frutas Vermelhas SP
Já no espaço do Projeto Frutas Vermelhas SP, os especialistas técnicos da CATI Regional Campinas, responsável pela execução e desenvolvimento em todo o território paulista, apresentaram as principais ações técnicas realizadas até o momento e esclareceram dúvidas de produtores e interessados em iniciar nas culturas de amora, mirtilo e framboesa, englobadas pelo projeto.
Por meio desse projeto, que está sendo desenvolvido para aprimorar a cadeia produtiva das frutas vermelhas, ampliando a área cultivada e a qualidade das frutas, a CATI tem difundido inovação, com tecnologia e variedades adaptadas para climas mais quentes, abrindo novas fronteiras para o cultivo dessas frutas de clima temperado em diversas regiões do estado, ao mesmo tempo em que disponibiliza mais uma opção rentável para os produtores rurais paulistas.




Atualmente, o projeto conta com o envolvimento de 10 Regionais da CATI e 47 produtores, incluindo a instalação de Unidades de Adaptação de Tecnologia e Unidades Demonstrativas. Além disso, já ultrapassou as fronteiras paulistas, por meio de termo de cooperação técnica assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal.
Outro ponto alto para os visitantes foi o lançamento da Instrução Prática 281 “Frutas Vermelhas – Cor, Sabor e Saúde”, que já está disponível para download gratuito, no site da CATI.

Projeto CATI Leite
Os produtores e visitantes do estande da CATI tiveram uma surpresa nesta edição. No espaço dedicado ao Projeto CATI Leite, foram recebidos pela mascote do projeto: a Catiana!
E todos foram unânimes: a Catiana, uma réplica fiel de uma vaca de leite, conquistou os corações e motivou muitos a obterem mais informações junto a especialistas do Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite sobre o projeto que, mais que levar tecnologia para aumentar a qualidade, a produtividade, a rentabilidade e a gestão nas propriedades leiteiras paulistas, além de melhoramento genético e conforto animal, principalmente em pequenas áreas, tem transformado vidas no campo.
De solicitações para levá-la para “passear” em outros eventos, levar a metodologia do Projeto CATI Leite para pastagens além das fronteiras do território paulista e encantar crianças e adultos, com lembranças emotivas, a Catiana também incentivou estudantes a querer aprofundar conhecimentos sobre os trabalhos da extensão rural paulista na cadeia produtiva do leite.




Uma dessas estudantes foi Giovana Denadai, aluna da graduação em Zootecnia na universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Ilha Solteira, que foi ao estande atraída pela mascote. “Eu tenho uma paixão pela área de bovinocultura de leite e não conhecia muito sobre projetos de extensão rural na área em São Paulo. E o CATI Leite me encantou, pois muda a vida de pessoas. Já vou entrar em contato com a responsável pelo Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite da CATI, e quem sabe consigo um estágio ou visita técnica?”, comentou enquanto tirava fotos com os colegas da Universidade.
CATI Sementes e Mudas

Outro destaque desta edição foi a atuação da CATI Sementes e Mudas, que evidenciou como a base produtiva começa com qualidade genética, inovação e acesso. Com tecnologias como a Ecopot – que substitui embalagens plásticas por soluções biodegradáveis – e projetos voltados à sanidade e produtividade de culturas como mandioca e batata-doce, a unidade reforça seu papel estratégico no fortalecimento das cadeias produtivas.
A CATI Sementes e Mudas apresenta vitrine tecnológica com materiais produzidos pela CATI
Para o coordenador da CATI Sementes e Mudas, Gerson Cazentini Filho, o impacto da participação na feira foi marcante. “Mais do que falar em números, e eles foram muito expressivos, é preciso destacar a importância do trabalho de extensão rural promovido junto a produtores de diversas partes do país e até de outros países, que puderam conhecer as sementes e mudas produzidas em núcleos de excelência instalados em diversas regiões paulistas”.
CATI Sementes e Mudas levando suas variedades na Agrishow 2026
Durante os cinco dias da Agrishow, foram comercializadas cerca de 4.000 mudas, sendo as mais vendidas de banana, frutas vermelhas (mirtilo, amora e framboesa), cacau e outras frutíferas comerciais, como manga, abacate e atemoia. “Entre vendas e orientação técnica, nossa equipe fez mais de mil atendimentos no estande. E muitos contatos foram feitos, os quais resultarão em atendimentos e vendas futuras”, celebra Cazentini.
CATI apresenta o AL Vassoura, o Sorgo-vassoura, que propicia aquelas vassouras naturais que usamos em casa
Balanço do Governo de SP na Agrishow
Acesse https://agricultura.sp.gov.br/arquivos/15588 e veja: SP fecha Agrishow com recorde de aporte a produtores rurais e 250 mil hectares regularizados
Sobre a Agrishow 2026
- A Feira tem alcance internacional, pois reúne mais de 800 marcas expositoras, incluindo grandes potências agrícolas do mundo, e atrai visitantes de dezenas de países.
- Mobiliza um volume bilionário de negócios, movimentando mais 11 bilhões de reais em intenções de negócios nesta 31.ª edição, consolidando-se como um termômetro econômico do setor.
- É uma vitrine de tecnologia, por ser um dos principais palcos mundiais para o lançamento de máquinas agrícolas, agricultura de precisão, drones, IA (Inteligência Artificial) e soluções de automação no campo.
- Tem uma dimensão física que ocupa uma área de mais de 520.000m², sendo frequentemente citada como a maior feira agrícola a céu aberto da América Latina e uma das maiores do mundo.
A seguir, a galeria de imagens:




























Na feira, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lançou uma publicação sobre frutas vermelhas e está divulgando diversos trabalhos voltados à extensão rural
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio de sua coordenadoria de Sementes e Mudas, está apresentando, na Agrishow 2026, 10 cultivares – variedades selecionadas por possuírem um conjunto único de características genéticas e aparentes que as distinguem de plantas semelhantes da mesma espécie –, com destaque para o sorgo da variedade AL Vitória, que é muito utilizado na confecção de vassoura caipira.
“Muita gente não sabe, mas é a panícula dessa espécie que é utilizada na produção de vassoura caipira, por isso que a variedade AL Vitória também é conhecida por Sorgo-vassoura. Em nosso estande, aqui na Agrishow, temos uma área demonstrativa de plantio dela, onde o produtor pode conhecer pessoalmente a qualidade da planta e adquirir sua semente”, explica o coordenador da CATI Sementes e Mudas, Gerson Cazentini Filho.
Ele destaca que essa cultivar também é procurada por agricultores para formação de palhada. “O sorgo-vassoura é formidável para o produtor que tem interesse em palha com vida útil mais longa”, ressalta.
Na feira, que está sendo realizada em Ribeirão Preto (SP), ainda estão sendo demonstrados pela CATI Sementes e Mudas outros sorgos, como o AL Precioso, voltado à produção de grãos, e o Catissorgo, destinado à forragem; os milhos AL Bandeirante e AL Piratininga; duas cultivares da família das leguminosas, que são a labe-labe IAC 697 e guandu IAC Fava Larga; o painço AL Tibagi; o nabo forrageiro CATI AL 1000; além do girassol da variedade Catissol 01.


Serviço
Exposição de cultivares no estande da CATI Sementes e Mudas na Agrishow
Quando: de 27 de abril a 1.º de maio de 2026
Horário: das 8h às 18h
Local: Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321, Ribeirão Preto
A CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral) reafirma seu papel estratégico como o braço de extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo durante a Agrishow 2026. No estande institucional, o público encontra um ecossistema focado na sustentabilidade econômica e ambiental, unindo tecnologias como realidade virtual ao atendimento especializado de seus extensionistas.

Integra SP Agro
Fruto de parceria com a Rede ILPF, o programa visa expandir os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) em São Paulo até 2030. O foco é a recuperação de pastagens degradadas e a melhoria da saúde do solo. Na feira, o público pode vivenciar uma experiência imersiva com óculos de realidade virtual, comparando áreas degradadas com fazendas que utilizam o sistema ILPF.
Os sistemas integrados são uma estratégia de produção que combina diferentes atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área, de forma sucessiva, alternada ou conjunta. Atualmente, 110 propriedades em todo o território paulista participam do projeto da CATI.
A adoção de sistemas integrados otimiza o uso do espaço e dos recursos naturais. A presença de árvores no sistema, além da renda, proporciona conforto térmico ao gado e proteção ao solo, enquanto a palhada da lavoura melhora a qualidade das pastagens. Tudo isso contribui para a resiliência e eficiência da atividade.
Não apenas o ganho econômico pela diversificação de receitas, o modelo se destaca como uma das principais ferramentas para a agricultura de baixa emissão de carbono. Ao recuperar pastagens degradadas por meio da integração, o produtor eleva a capacidade do solo de reter água e estocar nutrientes. A adoção de sistemas integrados representa um salto em sustentabilidade. Não só aumentam a rentabilidade por hectare das propriedades rurais como também auxiliam na mitigação dos gases de efeito estufa.
Na feira, junto do Integra SP Agro, um projeto e um programa destacam-se por se agregarem aos sistemas integrados em São Paulo, respectivamente Solo + Fértil e Milho + SP.
Solo + Fértil e Milho + SP
O projeto Solo + Fértil foca em elevar a produtividade paulista, com a promoção e adoção de práticas de análise e correção de solo para pequenos e médios produtores. Já o programa Milho + SP, iniciativa voltada para a produtividade da região noroeste, busca elevar a produção estadual para 11 milhões de toneladas de grãos até 2030, integrando práticas econômicas e sustentáveis.
CATI Leite
Baseado na metodologia “Balde Cheio” da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o projeto oferece acompanhamento técnico gratuito com foco na gestão da propriedade e manejo intensivo de pastagens. Atualmente, o CATI Leite atende mais de 250 propriedades paulistas, com o uso de tecnologias simples e recursos locais para garantir rentabilidade às famílias rurais.
Agente transformador de vidas, o projeto proporciona produtividade e sustentabilidade da atividade leiteira na propriedade, com mais de 50 vitrines tecnológicas espalhadas pelo território paulista, além de ser um excelente instrumento de extensão rural.
Por meio do registro minucioso de dados e do acompanhamento constante dos extensionistas, o produtor passa a enxergar sua propriedade como uma empresa rural. Mas a iniciativa não apenas melhora os índices zootécnicos; ela também promove a sucessão familiar e a dignidade no campo e a atividade leiteira como um negócio viável e competitivo.
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
Com investimento de R$ 4,2 milhões no ciclo atual, o PAA fortalece a agricultura familiar ao garantir o escoamento da produção diretamente para redes de assistência social. O programa cumpre o papel de unir a eficiência produtiva ao combate à insegurança alimentar.
A iniciativa cria um círculo virtuoso ao remunerar o produtor com preços justos, permitindo o reinvestimento na própria terra. Simultaneamente, garante que alimentos frescos e nutritivos cheguem às mesas de milhares de famílias vulneráveis em todo o estado.
Desde a implementação, em 2021, o programa já entregou mais de 640 mil cestas. Devem ser entregues, neste ciclo, 48 mil cestas, em 63 cidades paulistas. Isso representa cerca de 480 toneladas de alimentos variados que compõem cestas de 10 quilos de hortifrútis cada.
Cacau SP
O potencial paulista para o cultivo sustentável do cacau, seja em plantios solteiros ou consorciados com seringueira e banana, desponta no Cacau SP. Os visitantes podem conferir os avanços da cadeia produtiva e subprodutos como o chocolate.
Além da assistência técnica, a iniciativa fomenta a industrialização local, ao agregar valor pela produção de chocolates finos. Essa verticalização fortalece a economia regional e consolida São Paulo como novo polo cacaueiro.
Nascido como um piloto em São José do Rio Preto, em 2014, o Cacau SP, hoje, envolve diversos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e conta com parceiros da iniciativa privada. Mais de 10 anos após seu início, o projeto segue chamando atenção dos produtores rurais e está presente em diversas regiões paulistas, incluindo o Vale do Ribeira.
Frutas Vermelhas SP
O projeto difunde variedades de amora, mirtilo e framboesa adaptadas a climas quentes como opção viável para agregação de valor. Com unidades demonstrativas em 10 de suas Regionais, a CATI apresenta essas culturas como opções rentáveis de diversificação de renda.
A iniciativa surgiu para consolidar e expandir o cultivo dessas espécies que, antes, ficavam muito restritas a regiões de altitude e clima frio. O projeto foi desenhado para testar cultivares que suportam o clima mais quente de outras regiões paulistas, oferecer uma alternativa de alto valor agregado para o pequeno produtor e criar unidades demonstrativas para que os agricultores pudessem aprender o manejo correto antes de investir na cultura.
Deu tão certo que, hoje, o projeto é um dos pilares da CATI para a diversificação da fruticultura paulista.
CATI Sementes e Mudas
A CATI produz e comercializa sementes e mudas, bem como gera e adapta tecnologia de outros insumos estratégicos, em ações de extensão rural voltadas ao atendimento e fortalecimento dos produtores, com foco na agricultura familiar.
Em sua tradicional participação na Agrishow, os visitantes poderão adquirir mudas e conhecer as sementes produzidas com garantia de qualidade, tratamento natural com terra diatomácea e preços acessíveis. E, com o objetivo de aproximar ainda mais o público da realidade das ações realizadas pelos seus laboratórios (referências em todo o país), a equipe da CATI Sementes e Mudas mostrará como funcionam os trabalhos de análise de sementes e micropropagação.
Propaga SP
Visitantes poderão conhecer o sistema ecopot, que utiliza embalagens biodegradáveis de papel especial e substrato orgânico para a produção de mudas florestais e frutíferas, substituindo o uso de plástico no processo.
Revitalização das cadeias da mandioca e da batata-doce
Em parceria com o IAC-APTA e a APTA Regional, o projeto foca na limpeza fitossanitária de materiais de propagação. O objetivo é fornecer manivas e ramas livres de vírus e bactérias.
Por meio de matrizeiros e campos de demonstração, a CATI transfere tecnologia para que o produtor tenha acesso a materiais genéticos de ponta. Isso garante lavouras mais sadias e um aumento expressivo na produtividade tanto para o mercado de mesa quanto para a indústria.
Semeia SP
Pilar da produção de grãos e cereais, o programa visa à comercialização anual de 1.200 toneladas de sementes com alta qualidade genética. O destaque fica para o pioneirismo na produção de milho orgânico e na vasta coleção de adubação verde oferecida ao agricultor familiar.
Ação conjunta entre CATI, IAC, Prefeitura de Campinas e Associação Mata Ciliar reforça a biodiversidade local e utiliza tecnologia hídrica para garantir o estabelecimento das espécies
A Avenida Brasil, na região do Parque Chapadão, em Campinas, ganhou um novo fôlego verde nos últimos dias. A sede da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) finalizou uma etapa crucial em seu projeto de revitalização ambiental, com o plantio de 165 mudas de espécies nativas. A iniciativa, que visa ao enriquecimento arbóreo do Parque da CATI, é fruto de uma rede de colaboração interinstitucional que une preservação do bioma local e recuperação de áreas verdes urbanas.
O projeto foi viabilizado por meio de uma articulação estratégica entre a CATI, o Instituto Agronômico (IAC-Apta), a Associação Mata Ciliar e a Prefeitura Municipal de Campinas. Mais do que uma ação estética, o plantio seguiu rigorosos protocolos agronômicos para assegurar que as mudas prosperem no ambiente urbano.



Tecnologia e manejo do solo
Para garantir o sucesso do projeto, foram aplicadas técnicas modernas de manejo. Os “berços” para plantio foram preparados com maquinário e suporte técnico da Fazenda Santa Elisa (IAC-Apta). O solo recebeu correção de acidez e adubação com composto orgânico fornecido pela Usina Verde Sustentável da prefeitura.
Um diferencial técnico da ação foi o uso de gel para plantio, tecnologia que retém a água junto às raízes, garantindo a umidade necessária durante a fase crítica de adaptação das mudas ao solo.
Visão de futuro
Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, a ação simboliza a missão da instituição de ser um modelo de boas práticas ambientais.
“Este enriquecimento arbóreo não é apenas um ganho para a nossa sede, mas um presente para a cidade de Campinas e um exemplo do que a união entre instituições públicas e o terceiro setor pode realizar”, afirma.
“Ao transformarmos o Parque da CATI com espécies nativas e tecnologia de manejo, queremos enfatizar que a assistência técnica e a preservação ambiental caminham juntas. Nosso objetivo é que este espaço sirva de inspiração para outras áreas urbanas e lembre que é possível aliar o desenvolvimento institucional à sustentabilidade prática e efetiva”, complementa.
As mudas plantadas foram doadas pela Associação Mata Ciliar de Jundiaí, pelo Viveiro Municipal de Campinas e pela CATI Sementes e Mudas. O apoio operacional contou com o esforço conjunto de servidores das instituições envolvidas.
A execução direta do plantio foi acompanhada por uma equipe técnica dedicada, reforçando o papel das instituições ligadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA-SP) na vanguarda da recuperação ambiental no território paulista.


Expressamos nosso reconhecimento aos servidores que atuaram diretamente na execução:
Ricardo Domingos Luiz Pereira (CATI), Jairo Tcatchenco (CATI), Silvana Cristina Cuchi (CATI), Daniel Paulo Menegatti (CATI), Raimundo Gonçalves Monteiro (CATI), Roberto Maximiniano (CATI), Francisco de Assis Leitão de Moraes (IAC-Apta), Lucicleide Maria de Souza Barbosa (Associação Mata Ciliar) e Marco Brito (Viveiro Municipal Engenheiro Otávio Tisseli Filho).
Apoio Estratégico:
Gerson Cazentini Filho (CATI Sementes e Mudas) e Vinicius Roberto da Silva (Fazenda Santa Elisa/IAC-Apta).
Com o objetivo de fortalecer a produção de milho e levar tecnologia diretamente ao campo, a CATI Regional Jales, com a participação das Regionais da CATI de Fernandópolis e Votuporanga, promoveu, no último dia 4 de março, um Dia de Campo do Programa Milho+SP, no município de Santana da Ponte Pensa, reunindo cerca de 120 pessoas entre produtores, extensionistas, profissionais da iniciativa privada e lideranças do setor agropecuário do noroeste paulista.
Realizado no Sítio Nossa Senhora Aparecida, propriedade do casal de produtores Danilo Rodrigues Monção e Elidiane Mara Trombeta Maioli Monção, o encontro destacou, na prática, como o acompanhamento técnico e a adoção de tecnologia podem transformar a produtividade e a qualidade do milho produzido na região.
Em 11 de dezembro de 2025, uma área demonstrativa do Programa foi implantada na propriedade e agora, após 83 dias de desenvolvimento da cultura, o milho apresentou ponto adequado para o processo de ensilagem, permitindo a demonstração dos resultados obtidos com a adoção das tecnologias recomendadas.
Segundo o chefe de divisão da CATI Regional Jales, Luciano Martines, o evento teve como objetivo aproximar produtores das Boas Práticas Agrícolas e demonstrar resultados concretos. “O Programa Milho+SP tem justamente essa missão: levar tecnologia, orientação e acompanhamento ao produtor. Aqui, conseguimos mostrar, na prática, como a nutrição adequada da cultura, o uso correto dos equipamentos e o manejo fitossanitário contribuem para uma produção mais eficiente e rentável”, destacou Martines.



Estações técnicas promoveram aprendizado prático
Durante o Dia de Campo, os participantes percorreram quatro estações técnicas preparadas para apresentar diferentes aspectos do manejo da cultura.
Na Estação 1, os engenheiros agrônomos Dilma Ono, da Casa da Agricultura de Santana da Ponte Pensa, e Gilberto J. B. Pelinson, da CATI Regional Jales, conduziram a apresentação sobre as fases da cultura do milho e os tratos culturais realizados desde a implantação da lavoura. “O uso de tecnologias no tempo certo da cultura traz boa produtividade. Estamos falando de tecnologias como análise de solos, densidade de plantio, tempo certo de aplicação de defensivos e adubação”, enfatizou Dilma.

Na Estação 2, o engenheiro agrônomo João Vitor Ferrari, da Casa da Agricultura de Santa Albertina, abordou programas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ligados ao segmento. Ali, também foram apresentadas as ações da Defesa Agropecuária, pela médica-veterinária Kátia Suemi Gozi, da unidade de Jales.
Na Estação 3, o engenheiro agrônomo José Roberto Bois apresentou o portfólio de materiais da CATI Sementes e Mudas, destacando a importância da escolha de sementes adaptadas às condições regionais. “Quando o produtor tem acesso a sementes de qualidade e adaptadas à sua realidade, ele reduz riscos e custos, bem como aumenta o potencial produtivo da lavoura”, explicou.

Na Estação 4, o médico-veterinário Cláudio Camacho Pereira Menezes, da CATI Regional Jales, abordou o processo de ensilagem, com orientações técnicas para garantir qualidade do alimento destinado ao rebanho e reforçando como uma silagem bem-feita impacta diretamente a produtividade na pecuária.

Segundo os organizadores, o Dia de Campo reforçou o papel do Programa Milho+SP como uma estratégia do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em uma parceria público-privada, para ampliar a produtividade do milho paulista, incentivar a adoção de tecnologias e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.
Experiência positiva para os produtores
Para os produtores Elidiane e Danilo, anfitriões do evento, a participação no Programa Milho+SP trouxe aprendizado e resultados concretos na propriedade. “Foi muito importante para nós receber esse acompanhamento técnico. Aprendemos bastante sobre o manejo, a nutrição e o momento certo da ensilagem; pudemos ver, na prática, como as orientações e a adoção de tecnologia adequada fazem diferença no resultado da lavoura”, afirmaram.
O casal agradeceu à equipe da CATI Regional Jales pela parceria e se colocou à disposição para futuras iniciativas. “Ficamos muito felizes em receber o Dia de Campo aqui no sítio, pois foi uma oportunidade de trocar experiências com outros produtores e os técnicos, bem como mostrar que, com orientação correta, o produtor consegue melhorar cada vez mais seus resultados”.



Entre outras atrações, estande do órgão da SAA permitirá que produtores rurais consultem seu CAR e visitem gratuitamente uma feira de touros puros de origem
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) paulista, estará presente na 12.ª edição do Coplacampo, que será realizado entre 23 e 27 de fevereiro em Piracicaba (SP). Reconhecido como um dos maiores do agronegócio brasileiro, o evento da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) reúne produtores, empresas e instituições ligadas ao setor para a apresentação de tecnologias, soluções e oportunidades de negócios.
O Coplacampo 2026 funcionará das 8h às 17h, reunindo mais de 140 expositores. No estande da CATI, juntamente com a Defesa Agropecuária, produtores poderão consultar a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR); adquirir sementes e mudas com garantia de qualidade fitossanitária; além de visitar a “Feira Pró-Genética”, que é realizada em parceria da instituição com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
A entrada é gratuita, mediante cadastro antecipado no site https://inscricoes.eventos.site/Coplacampo. “Coplacampo é a maior feira agropecuária da região e a CATI Regional Piracicaba estará presente e apresentará seus projetos de extensão e divulgará as variedades da CATI Sementes e Mudas. Além disso, nossa instituição apoiará os produtores que fazem parte do programa Pró-Genética, os quais trarão animais para comercialização no evento. Estaremos, também, com uma equipe dando apoio aos agricultores e pecuaristas para verificar a situação do CAR das propriedades. O Coplacampo tem um público amplo e engajado! Convidamos a todos para visitar nosso estande”, ressalta o chefe da CATI Regional Piracicaba, Henrique Bellinaso.
Com foco na aptidão para corte, os primeiros animais do novo rebanho já estão sendo integrados à Fazenda Ataliba Leonel, unidade da CATI Sementes e Mudas
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo lançou, recentemente, um programa que visa disponibilizar genética de ponta aos criadores de bovinos da raça Guzerá. Os primeiros animais serão selecionados em uma unidade da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) localizada no município de Manduri, a Fazenda do Estado Ataliba Leonel.
“O Guzerá é uma raça que fala por números. Mesmo com um efetivo menor do que o de outras raças zebuínas, apresenta desempenho destacado em provas de ganho de peso, eficiência produtiva e consistência genética ao longo das gerações. Quando a SAA estrutura um programa como esse, ela transforma resultados técnicos em política pública, fazendo com que a genética comprovada chegue efetivamente à ponta, viabilizando que os produtores paulistas ganhem mais uma opção consistente para o melhoramento genético de seus rebanhos”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
Em parceria com a Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil (ACGB), os primeiros bovinos da raça chegaram à divisão produtiva da CATI Sementes e Mudas no final do ano de 2025. “Assim como acontece no trabalho com o Nelore Mocho, a demanda pelo melhoramento do Guzerá veio de criadores. Nosso foco será as características morfológicas e de rendimento para corte, sem perder a essência no leite, por ser uma raça com boa habilidade materna. O produtor merece um animal de qualidade”, explica o chefe da Divisão de Produção Ataliba Leonel, Braz Costa de Oliveira Junior.
O diretor da CATI, Ricardo Pereira, ressalta a importância estratégica dessa escolha para a pecuária estadual: “Optamos pelo Nelore e pelo Guzerá por serem zebuínos com presença expressiva no território paulista. Nosso objetivo é melhorar esse rebanho como um todo, democratizando e popularizando o uso de touros puros de origem. Queremos que os pequenos e médios produtores tenham acesso à mesma excelência genética dos grandes criadores”.
Ainda de acordo com Pereira, toda a rede da CATI está à disposição para orientar o setor. “Os produtores interessados podem procurar as Casas da Agricultura e nossos técnicos regionais. Estamos prontos para orientar sobre como escolher a melhor genética e como acessar esses materiais que a Secretaria disponibiliza”, destaca o diretor.
“Nosso propósito também é o de levar esse animal para uma pecuária sustentável, de modo a ser criado em ambientes com pastagens recuperadas e em sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, complementa Oliveira Junior.
O Programa Guzerá SP se encontra em fase de arrebanhamento, para ampliação do pool genético e formação de uma base sólida de matrizes e reprodutores, antes de dar início à seleção propriamente dita.

Sobre a raça Guzerá
Um dos primeiros zebuínos a ter entrado no Brasil, seu nome se deve ao porto indiano de Guzerat, localizado na região oeste da Índia, de onde eram inicialmente embarcados. Em seu país de origem, é chamado de Kankrej e apresenta aptidão para leite e tração, já que, por ser um animal sagrado na cultura hindu, o consumo de sua carne é vetado. No Brasil, a raça seguiu um caminho diferente e é criada mais com a finalidade de corte.
