Na feira, órgão da SAA-SP apresentará projetos e orientará produtores rurais sobre CAR, Feap, SPDH, além de cultivares propícias para a região de Mogi Mirim
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará mais uma vez presente na Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. O evento, que chega à sua 31.ª edição em 2026, será realizado de 17 a 19 de junho no Recinto da Expoflora em Holambra (SP).
Considerada a principal feira de horticultura da América Latina, a Hortitec reúne empresários, produtores, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar inovações, tecnologias e tendências voltadas à produção hortícola. Em 2025, participaram aproximadamente 500 empresas e mais de 30 mil visitantes.
Assim como na última edição, a CATI contará com um estande na feira, onde produtores rurais poderão conhecer de perto os serviços de assistência técnica e extensão rural que são executados gratuitamente pela instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP).
Segundo o zootecnista Diego Barrozo, que é chefe de divisão da Regional de Mogi Mirim, o órgão da SAA-SP apresentará no evento o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), o Projeto Frutas Vermelhas SP, cultivares comercializadas pela CATI Sementes e Mudas, linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponíveis para horticultores, além de prestar atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Ainda de acordo com ele, no mesmo espaço da secretaria, a Diretoria de Defesa Agropecuária apresentará seus programas aos visitantes.
“Para a CATI Regional Mogi Mirim, participar de mais uma edição da Hortitec é uma oportunidade estratégica de se conectar ainda mais com o produtor rural. Em nosso estande, levaremos soluções práticas e inovadoras que impactam diretamente o dia a dia do campo, bem como disponibilizaremos as cultivares de alta qualidade da CATI Sementes e Mudas. Mais do que isso, nossa equipe estará pronta para oferecer atendimento especializado a respeito do CAR e orientar os horticultores sobre como acessar as linhas de crédito do Feap, reforçando o compromisso da SAA-SP com o desenvolvimento técnico, econômico e ambiental da nossa região”, afirma Barrozo.
Serviço
31.ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas
Quando: de 17 a 19 de junho de 2026
Horário: das 9h às 17h
Onde: Alameda Maurício de Nassau, 675 – Centro – Holambra
Pré-credenciamento: https://hortitec.inotech.com.br/hortitec2026
Evento reuniu produtores, técnicos e interessados para discutir pastagens apícolas, conservação ambiental e fortalecimento da cadeia produtiva das abelhas no município
A importância das abelhas para a produção de alimentos, a preservação ambiental e a geração de renda no campo esteve no centro das discussões do Encontro de Apicultores e Meliponicultores realizado no último dia 9 de junho na Estação Agroecológica Municipal de Socorro. Com o tema “Conhecendo Pastagens Apícolas”, o evento reuniu apicultores, meliponicultores, técnicos, produtores rurais e interessados de Socorro e de cidades da região em uma iniciativa que combinou conhecimento técnico, conscientização ambiental e integração social.

Promovido por meio da parceria entre a Casa da Agricultura de Socorro (ligada à CATI Regional Bragança Paulista), Defesa Agropecuária, Associação Rural da Microbacia do Ribeirão dos Cubas – Casa do Mel e Secretaria Municipal de Agronegócio, o encontro foi marcado pela ampla participação do público, que acompanhou atentamente as palestras e contribuiu ativamente para o debate.
Para o engenheiro agrônomo Rodrigo da Silva Binoti, chefe de Seção da Casa da Agricultura de Socorro, o encontro reforça o potencial da atividade na região e a importância da união entre instituições públicas, produtores e entidades parceiras. “A apicultura e a meliponicultura representam atividades que geram renda, promovem a conservação ambiental e fortalecem a agricultura familiar. A Casa da Agricultura tem orgulho de participar dessa construção, seja por meio do apoio histórico à implantação da Casa do Mel, seja pela assistência técnica aos produtores. Ficamos muito satisfeitos com o interesse e o engajamento dos participantes, que contribuíram para tornar o evento extremamente produtivo”, salientou, ressaltando que a CATI continua disponibilizando sementes e mudas de espécies de interesse apícola por meio da Casa da Agricultura, ampliando as possibilidades para produtores interessados em diversificar suas propriedades.
Já o secretário municipal de Agronegócio, Marcelo José de Faria, ressaltou que o encontro faz parte de uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da apicultura e da meliponicultura em Socorro. “Estamos trabalhando para criar um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento dessas atividades, que têm enorme importância econômica, ambiental e social. Recentemente, o município aprovou a Lei Municipal n.º 5.027/2026, que institui a Política Municipal de Incentivo ao Desenvolvimento da Apicultura e da Meliponicultura. Além disso, implantamos um meliponário na Estação Agroecológica Municipal com finalidade educativa, para conscientizar a população sobre a importância da preservação das abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para a biodiversidade e para a produção de alimentos”.




Programação
Em sua palestra, o engenheiro agrônomo Luís Fernando de Aguiar, chefe de Seção da Casa da Agricultura de Monte Alegre do Sul, apresentou um panorama detalhado sobre as espécies vegetais que compõem as pastagens apícolas e sua importância para o desenvolvimento sustentável da apicultura e da meliponicultura.
Durante a apresentação, Aguiar destacou a necessidade de os produtores conhecerem profundamente a flora disponível nas áreas onde pretendem instalar apiários e meliponários, identificando as espécies fornecedoras de néctar, pólen e resinas ao longo do ano. “O conhecimento da flora apícola é uma ferramenta estratégica para o produtor. Ao conhecer os períodos de florescimento e o potencial de cada espécie, ele consegue planejar melhor sua atividade, aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação ambiental. Construímos junto com os participantes o Calendário da Flora Apícola de Socorro, que poderá servir de referência para futuras ações de recuperação ambiental e implantação de sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Segundo o agrônomo, o atual momento de implementação das ações relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) abre novas oportunidades para que os produtores integrem espécies de interesse apícola nos projetos de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), conciliando benefícios econômicos e ambientais.
Outro tema abordado durante o encontro foi a necessidade de regularização dos criatórios junto aos órgãos oficiais. O médico-veterinário César Krügger, da Defesa Agropecuária, orientou os participantes sobre a importância do cadastramento dos apiários e meliponários no sistema Gedave, reforçando os aspectos sanitários e de rastreabilidade da atividade.
A programação também contou com a participação da empresa Da Serra Ambiental, de Joanópolis, representada por Samuel Cortez Domingues, que apresentou ações ligadas à recuperação ambiental e distribuiu mudas de espécies nativas aos participantes, fortalecendo o vínculo entre produção rural e conservação dos recursos naturais.
Além do conteúdo técnico apresentado, o clima de troca de experiências e aprendizado foi um dos pontos mais elogiados pelos participantes. Ao final do encontro, produtores e técnicos destacaram a qualidade das informações compartilhadas e a relevância prática dos temas abordados para o dia a dia da atividade.
A avaliação dos organizadores foi extremamente positiva, reforçando a importância de promover eventos que aproximem conhecimento científico, produção rural e preservação ambiental. “Novas ações voltadas à apicultura e à meliponicultura já estão sendo planejadas para os próximos meses”, afirmaram os organizadores.
Sobre este tema, mais informações podem ser obtidas na Casa da Agricultura de Socorro, pelo telefone (19) 3855-3178, ou na Secretaria Municipal de Agronegócio, pelo telefone (19) 3895-6430.
No maior evento da bananicultura brasileira, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) prestará atendimentos gratuitos a produtores rurais do Vale do Ribeira
Consolidado como o maior evento da bananicultura do Brasil e um dos principais da América Latina, a Feibanana chega a sua 14.ª edição em 2026. Realizada em Pariquera-Açu (SP) pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), a feira contará com estande da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), aberto à visitação de 12 a 14 de maio.
Durante o evento, produtores rurais costumam tirar muitas dúvidas com técnicos da CATI, especialmente voltadas ao cultivo e manejo da fruta que ganhou selo de procedência da região. “Em um espaço conjunto com outros órgãos da SAA-SP, prestaremos serviço de orientação produtiva, divulgaremos nossos projetos, apresentaremos as linhas de crédito do Governo estadual que estão disponíveis aos bananicultores e faremos atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). É por meio de trabalhos como esse que, recentemente, a banana do Vale do Ribeira recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG). Por isso, na Feibanana 2026, também vamos celebrar muito essa conquista”, afirma a chefe de divisão da CATI Regional Registro, Tais Canola.
Na feira, ainda haverá uma palestra sobre adequação ambiental de imóveis rurais e políticas públicas no âmbito da CATI, que será ministrada pelo engenheiro agrônomo Eduardo Soares Zahn, responsável pela Casa da Agricultura de Jacupiranga.

“Em 2025, o evento reuniu aproximadamente 13 mil pessoas, entre profissionais do setor, estudantes, autoridades e comunidade local. Uma parte significativa desse público nos visita, criando um espaço fundamental para a troca de saberes e a construção compartilhada de conhecimentos. É uma oportunidade de fortalecer o agro paulista de forma participativa, valorizando as experiências locais e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”, destaca Taís.
Serviço
Feibanana 2026
Quando: 12 a 14 de maio
Horário: 12h às 23h30
Local: Centro de Eventos de Pariquera-Açu
Entrada: gratuita
Realização: Abavar
Evento promovido pela CATI e Defesa Agropecuária reuniu mais de 100 participantes para debater tecnologia, crédito e manejo sustentável da cultura
O Parque Duílio Maziero, em Atibaia, transformou-se em um centro de difusão tecnológica no último dia 6 de maio. O Dia de Campo sobre a Cultura do Morango reuniu mais de 100 pessoas, entre produtores, técnicos e especialistas, com o objetivo de elevar o padrão de qualidade e segurança das hortas e lavouras da região.
Organizado em conjunto pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e pela Defesa Agropecuária, órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento focou na profissionalização de todas as etapas do cultivo, desde o armazenamento de insumos até o acesso ao crédito rural.
Prática e segurança no campo
A programação matinal foi dedicada às atividades práticas. Os produtores receberam orientações sobre a calibração correta de equipamentos de pulverização e manutenção preventiva, por meio do programa “Aplique Bem”, orientações dadas pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC-APTA).
Um dos momentos de maior impacto foi a demonstração sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Os participantes puderam visualizar como a ausência do uso correto desses itens resulta na contaminação imediata da pele e das roupas. Além disso, as equipes da Defesa Agropecuária demonstraram as normativas vigentes para a organização e o armazenamento seguro de insumos nas propriedades.
Rastreabilidade e controle biológico
No período da tarde, as palestras técnicas destacaram o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (Peara-POV). Camila Grzybowski, gerente do programa pela Defesa Agropecuária, apresentou dados que reforçam a segurança do alimento no estado. Com 100% de rastreabilidade, o programa permite que o produtor demonstre a saudabilidade de seu produto ao mercado.
A substituição de químicos por métodos sustentáveis também esteve na pauta. A Dra. Fagoni Calegario, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), demonstrou que o uso de predadores naturais, iscas e controle orgânico deve ser a primeira escolha do produtor, deixando o uso de agroquímicos registrados como último recurso, sempre respeitando dosagens e períodos de carência.
Normas e crédito rural
O encerramento do evento trouxe atualizações regulatórias e financeiras essenciais para o setor. O chefe da Casa da Agricultura (CA) de Atibaia, Adriano Campbell, detalhou a Portaria MAPA n.º 886/2026, que estabelece os novos padrões de identidade e qualidade para a comercialização do morango. Já André Luiz Barreto, chefe da CA de Jarinu, explicou as linhas do Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) para 2026, orientando sobre a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a organização documental necessária para acessar subvenções.
Para Adriano Campbell, o evento cumpriu seu papel integrador. “Foi uma excelente oportunidade para o produtor ter acesso, em um só local, a informações que vão desde o manejo racional até linhas de crédito”, destacou.
André Barreto reforçou que a competitividade do mercado exige excelência. “O mercado busca qualidade no produto final e, para isso, a excelência deve estar presente em todas as fases do cultivo”, afirmou. O Dia de Campo contou com o apoio fundamental da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, representada pelo presidente Osvaldo José Maziero, e parcerias com a Associação Hortifrúti Flores, empresa Massey Ferguson (A9), Sicredi e Agroverde.






No litoral norte paulista, a terra voltou a respirar melhor junto com a história de um povo. No Quilombo da Caçandoca, em Ubatuba, práticas ancestrais de cultivo estão sendo retomadas, aliando sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e geração de renda. Neste processo, a Casa da Agricultura de Ubatuba, ligada à CATI Regional Santos, tem desempenhado um papel essencial ao oferecer assessoria técnica e apoio institucional à comunidade.
“Como extensionistas, temos apoiado esta comunidade quilombola no manejo da vegetação nativa, na implantação de roças tradicionais e de sistemas agroflorestais (SAFs), pois, com uma visão integrada da agricultura, é possível trabalhar diversos aspectos da sustentabilidade para essas comunidades, bem como gerar renda de forma coerente com o uso do território e da vegetação nativa, muito presente nesta área”, explica Maíra Formis, especialista ambiental da Casa da Agricultura de Ubatuba.



E todas as ações técnicas têm sido desenvolvidas em parceria e com base em uma iniciativa que reúne diferentes frentes que se fortalecem mutuamente. De um lado, o projeto “Sementes Quilombolas”, idealizado pela própria comunidade e pela Associação dos Remanescentes da Comunidade do Quilombo da Caçandoca; de outro, o projeto “Plantando Agrofloresta”, executado pela organização não governamental (ONG) – Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (Ipesa) e financiado pelo Comitê de Bacias do Litoral Norte. Juntos, eles viabilizaram a implantação de 1,5 hectare de sistemas agroflorestais integrados às tradicionais roças quilombolas.



Mais do que plantar alimentos, os projetos cultivam cultura, identidade e futuro. “As agroflorestas priorizam espécies nativas frutíferas, que impulsionam a culinária local e fortalecem o Turismo de Base Comunitária. Nos SAFs implementados pela comunidade, um dos destaques é a palmeira juçara (Euterpe edulis), espécie ameaçada de extinção, cuja polpa pode ser extraída e aproveitada de forma sustentável, gerando renda e contribuindo para a conservação da Mata Atlântica”, comenta Maíra.

Para o sucesso das ações, ela ressalta que as crianças também estão envolvidas, tanto por meio da alimentação e do resgate da cultura como pela merenda escolar adquirida diretamente dos quilombolas, via Projeto Catrapovos, de forma integrada a programas institucionais de Compras Públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que poderá incluir a polpa de juçara. “Esse círculo virtuoso conecta alimentação saudável para as crianças, geração de renda para os agricultores, educação e valorização cultural”.
As crianças e jovens, aliás, são o coração do projeto. Participam ativamente das hortas escolares e vivenciam o aprendizado que ultrapassa os muros da escola. A orientação técnica conta com o apoio do técnico agrícola José Carlos dos Santos, da CATI, especialista em produção orgânica, que deu as diretrizes para o início das atividades da horta escolar e tem trabalhado com a comunidade há alguns anos, prestando apoio para a construção de estufas e hortas orgânicas.
Para os moradores, o impacto vai além do campo produtivo, sendo também uma reconexão com o território e com a própria história. “Alcançar as crianças e os jovens é a finalidade principal de todo o trabalho realizado. Passamos a história e a cultura do quilombo para eles, para não deixar morrer”, afirma emocionado o quilombola Marcílio Gaspar, observando a área – antigamente utilizada para a roçada da família – ganhar nova vida com a implantação de uma agrofloresta.

Dona Maria, uma das matriarcas da comunidade, reforça o valor simbólico desse movimento: “O processo de reconhecimento do quilombo foi sofrido, e a luta pelo território continua. Voltar a trabalhar na terra com as pessoas queridas e ver os jovens retornando é plantar nossas raízes para os nossos netos”.
A atuação da CATI vai além do suporte técnico agrícola. Segundo Maíra, o trabalho exige sensibilidade e respeito ao conhecimento tradicional. “A maior preocupação é que os projetos sejam implantados considerando as áreas ancestralmente utilizadas como roçados, resgatando o uso agrícola e a cultura associada a esses espaços. Fazemos um trabalho minucioso de identificação das árvores existentes – muitas delas com potencial para agricultura que gere renda – e diferenciamos áreas de vegetação nativa daquelas historicamente manejadas, tanto em campo quanto nos mapas do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além disso, a articulação institucional promovida pela CATI com órgãos ambientais e fundiários é fundamental para garantir segurança às comunidades, evitando a criminalização de práticas tradicionais de manejo”.
Essa integração entre saber técnico e saber tradicional é o que torna o projeto um exemplo de desenvolvimento sustentável na prática. Em Caçandoca, a agrofloresta não é apenas um modelo produtivo, é um caminho de resistência, autonomia e cuidado com o meio ambiente, pois, ao cultivar a terra, a comunidade cultiva também o futuro, com raízes firmes na ancestralidade e olhos voltados para as próximas gerações.
Conheça mais um pouco do trabalho realizado nos projetos com a comunidade: https://www.instagram.com/reel/DQK234kEeKF/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==
Foto da capa: Maíra Formis
Fotos desta matéria: Ramon Soares dos Santos
Há mais de seis décadas, a presença da CATI no campo paulista ajuda a contar a história de uma das cadeias produtivas mais reconhecidas do Brasil: o café. E foi com esse legado de parceria, confiança e evolução técnica que a instituição marcou presença na 6.ª edição da Alta Café, reafirmando seu papel essencial no fortalecimento da cafeicultura da Alta Mogiana, uma das regiões mais reconhecidas do país pela qualidade de seus grãos.
Muito além de um evento, a Alta Café se consolidou como um espaço onde tradição e inovação caminham juntas, conectando produtores, pesquisadores, empresas e instituições em torno de um objetivo comum: produzir mais e melhor, com sustentabilidade e valor agregado. Desde as primeiras edições, a CATI segue como parceira ativa dessa construção coletiva, levando assistência técnica, políticas públicas e conhecimento ao produtor rural.
Nesta edição, a atuação integrada da equipe de extensionistas da CATI Regional Franca e da CATI Sementes e Mudas evidenciou a força dessa conexão contínua com o setor cafeeiro. No estande, produtores encontraram orientação sobre regularização ambiental por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), acesso a linhas de financiamento do Feap, além de informações sobre Boas Práticas sustentáveis que impactam diretamente a produtividade e a qualidade do café, do plantio à pós-colheita, bem como puderam adquirir mudas de espécies frutíferas e essências florestais.
A abertura do evento contou com a presença do vice-governador Felício Ramuth, reforçando o peso econômico e social da cafeicultura para o estado de São Paulo e, especialmente, para a região da Alta Mogiana, onde o café é mais do que cultura agrícola, tendo se tornado identidade, tradição e fonte de renda para milhares de famílias. Para o chefe da CATI Regional Franca, Geraldo Nascimento Junior, a participação na feira simboliza a continuidade de um trabalho que atravessa gerações. “A CATI está presente na história da cafeicultura da Alta Mogiana desde a década de 1960, sempre ao lado do produtor, levando orientação técnica e construindo soluções conjuntas. E todo este contato gerou mais que uma conexão de técnico e produtor, onde nos encontramos é uma relação de amizade e troca de experiências. E, na Alta Café, essa relação cotidiana que temos nas Casas da Agricultura se consolida com a força da parceria, pois esta feira, que tem crescido ano a ano, consegue aproximar ainda mais os elos da cadeia produtiva, promover inovação e garantir que o produtor tenha acesso ao que há de mais atual para seguir produzindo com qualidade e sustentabilidade”.
Abaixo, a galeria de imagens do evento:





















Entre outras atrações, estande do órgão da SAA permitirá que produtores rurais consultem seu CAR e visitem gratuitamente uma feira de touros puros de origem
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) paulista, estará presente na 12.ª edição do Coplacampo, que será realizado entre 23 e 27 de fevereiro em Piracicaba (SP). Reconhecido como um dos maiores do agronegócio brasileiro, o evento da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) reúne produtores, empresas e instituições ligadas ao setor para a apresentação de tecnologias, soluções e oportunidades de negócios.
O Coplacampo 2026 funcionará das 8h às 17h, reunindo mais de 140 expositores. No estande da CATI, juntamente com a Defesa Agropecuária, produtores poderão consultar a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR); adquirir sementes e mudas com garantia de qualidade fitossanitária; além de visitar a “Feira Pró-Genética”, que é realizada em parceria da instituição com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
A entrada é gratuita, mediante cadastro antecipado no site https://inscricoes.eventos.site/Coplacampo. “Coplacampo é a maior feira agropecuária da região e a CATI Regional Piracicaba estará presente e apresentará seus projetos de extensão e divulgará as variedades da CATI Sementes e Mudas. Além disso, nossa instituição apoiará os produtores que fazem parte do programa Pró-Genética, os quais trarão animais para comercialização no evento. Estaremos, também, com uma equipe dando apoio aos agricultores e pecuaristas para verificar a situação do CAR das propriedades. O Coplacampo tem um público amplo e engajado! Convidamos a todos para visitar nosso estande”, ressalta o chefe da CATI Regional Piracicaba, Henrique Bellinaso.
A CATI Regional Santos realizou, em 5 de agosto, encontro técnico sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) entre seus servidores, para alinhar os procedimentos e fluxograma, desde a chegada da demanda até o encaminhamento das respostas.
O CAR é um registro público eletrônico nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, autodeclaratório, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Foi criado pela Lei n.º 12.651/2012, art. 29.
Conforme estipulado na Lei n.º 12.651/2012, o CAR não será considerado título para fins de reconhecimento do direito de propriedade ou posse, tampouco substitui o cadastramento junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), conforme exigido no art. 2.º, da Lei n.º 10.267, de 28 de agosto de 2001, e a necessidade de certificação da poligonal do perímetro do imóvel junto ao Incra, previsto no § 5.º, do art. 176, da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973.
Desde a chegada da demanda de ações e solicitações do CAR na Regional Santos, sejam elas oriundas do Tribunal de Justiça (TJ) e Ministério Público (MP), sejam solicitações provenientes do FaleCar ou do próprio possuidor do imóvel, cartório, dentre outras fontes, passam por fluxograma, criado pela Regional, que insere a demanda/solicitação no expediente do sistema SEI, onde são juntados todos os documentos relacionados ao imóvel e tramitados para o técnico analista que, após a análise e elaboração da informação técnica, os tramita para ao Gabinete da Coordenadoria da CATI. Todo o acompanhamento nos processos do SEI sobre o CAR é realizado pelo DAOC – Departamento de Atendimento aos Órgãos de Controle da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Após análise, o agricultor é acionado, via sistema do SiCAR, para que tome providências, indicadas pelo técnico analista, quando houver. Para tanto, há um prazo o qual, não sendo atendido, este agricultor é notificado via e-mail e, posteriormente, pelos Correios e, por fim, publicado no Diário Oficial, em decorrência de um regramento de prazos para atendimento. Os atendimentos para o TJ e MP são arbitrados com prazos, obedecendo critérios de ordem de chegada e capacidade de respostas dos técnicos analistas.
Há duas etapas em todo o processo de atendimento da temática do CAR, uma administrativa e outra técnica. A CATI Regional tem técnicos de apoio que desenvolvem atividades junto com os técnicos do CAR e os técnicos analistas.
O encontro surtiu efeito ao ampliar o entendimento e alinhar as expectativas quanto à função de cada membro da equipe no fluxo de trabalho, consolidando um procedimento já adotado pela Regional Santos, quanto a lidar com o CAR, padronizando e dando celeridade nos atendimentos e cumprindo prazos junto aos órgãos do Judiciário.

(Com informações da CATI Regional Santos)
A CATI Regional Itapeva teve participação ativa em diferentes municípios durante a Semana do Agricultor, entre os dias 22 e 30 de julho, reforçando seu compromisso com a assistência técnica, as políticas públicas e a valorização do produtor rural.

Em Apiaí, a Regional atuou na organização da 2.ª Festa do Agricultor, realizada nos dias 22 e 23, na praça de eventos. O evento contou com ampla programação técnica, cultural e institucional. A CATI esteve presente com palestra e atendimento aos produtores em relação ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Em Ribeirão Branco, sob a liderança do secretário Flávio de Paula, foi realizado um Ciclo de Palestras nos bairros, com foco técnico e institucional. A extensionista Francine Tomaz, da CATI, abordou temas ligados às políticas públicas e ao Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). Já o engenheiro agrônomo Julio Cesar de Lima falou sobre viroses no tomate, com destaque para a geminivirose, que tem causado grandes perdas nos últimos anos. A palestra contribuiu para ampliar a segurança dos produtores no início da safra. Mesmo com o frio, houve forte presença do público à noite, encerrando cada encontro com churrasco e confraternização.


Em Guapiara, a convite da secretária Regina Colhassi, a CATI participou do evento sobre “Crédito rural” no dia 24. Francine apresentou informações sobre políticas públicas e o CAF e o papel do Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) no desenvolvimento local. Na ocasião, os representantes da CATI, ao lado do técnico Heli Moraes, da Defesa Agropecuária, foram homenageados com medalhas, simbolizando o reconhecimento ao trabalho conjunto do Estado com os produtores do município.


A presença ativa da CATI na Semana do Agricultor reafirma sua missão de promover o desenvolvimento rural sustentável com foco no produtor rural e na construção de soluções locais junto às secretarias municipais e parceiros.
(Com informações da CATI Regional Itapeva)
Curso é resultado de parceria do Crea-SP com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI)
O Crea-SP, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI, realizou, no dia 6 de maio, o 2.º Módulo do Curso de Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais | CAR. A capacitação foi promovida pela plataforma Crea-SP Capacita e contou com uma programação híbrida — presencial, no Teatro Municipal de Fernandópolis, e on-line pelas plataformas digitais do conselho.
Com o objetivo de capacitar, orientar e atualizar os profissionais sobre a atuação técnica na regularização ambiental dos imóveis rurais, o curso abordou aspectos legais e práticos, manejo de áreas protegidas, preenchimento de instrumentos pós-Cadastro Ambiental Rural (CAR), compensação de Reserva Legal, regularização de áreas incendiadas e estratégias de comunicação com órgãos competentes.
De acordo com o diretor da CATI Regional Jaú e técnico responsável pelo CAR, Julio Simões Marcondes, o público tem respondido bem a esse tipo de curso e parceria. “Todo o corpo técnico tem se empenhado nos trabalhos para a regularização ambiental das propriedades rurais no estado. A parceria com o Crea-SP segue agregando a esse empenho e estamos muito satisfeitos tanto com a parceria quanto com o interesse e a participação do público”, enfatizou.
Entre os temas discutidos estiveram: responsabilidade técnica dos engenheiros na regularização ambiental; manejo em Reserva Legal e APP; preenchimento de IARA, MRA e PRADA no pós-CAR; compensação de Reserva Legal; regularização de áreas incendiadas com base na Resolução SAA 73/2024; termos de compromisso e revisão de compromissos anteriores.
A programação contou com especialistas renomados nas áreas ambiental e rural, como Eduardo Silva Telles Bicudo do Valle, Everton Aparecido da Silva Ferreira, Guaraci Belo de Oliveira, Julio Simões Marcondes, Leandro Galindo Vitor e Luís Gustavo de Souza Ferreira, os quais compartilharam suas experiências e esclareceram dúvidas dos participantes e promoveram um importante intercâmbio técnico.