CATI recebeu 395 amostras produzidas por cafeicultores de 80 municípios paulistas
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) recebeu 395 amostras de cafés, em cinco categorias, para o 25.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O número de inscritos é recorde nos últimos cinco anos. Depois de classificadas, as amostras de grãos de arábica e canephora foram encaminhadas ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), em Campinas (SP), onde já estão sendo avaliadas pela Comissão Classificadora e Julgadora do certame.
De 5 a 9 de outubro, as 387 amostras classificadas passam pela torra com seis mestres e, na sequência, seguem para a etapa de provas, quando 10 provadores profissionais as avaliam sensorialmente.
O concurso elegerá os melhores cafés nas categorias natural, cereja descascado, fermentado e orgânico, para cafés arábica, e na categoria natural, para cafés canephora. Estão concorrendo cafeicultores de 80 municípios paulistas. As provas estão sendo realizadas no Ital e a cerimônia de premiação está prevista para novembro.
Números impressionam
“Neste ano, produtores de todo o estado enfrentaram muitas adversidades climáticas. Mesmo assim, superamos os números de inscritos e municípios participantes em 2026. Isso demonstra a força da cafeicultura paulista, que, cada vez mais, produz cafés de excelente qualidade”, afirma a diretora da CATI, Fabiana Gouvêa.
Participam da organização do certame, além da CATI, a Câmara Setorial de Café; a Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro); a Defesa Agropecuária; a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), por meio de seus institutos APTA REGIONAL, Ital e Instituto Agronômico (IAC-APTA); a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag); além de sindicatos e associações do setor.
Em 2025, a Comissão Classificadora e Julgadora contabilizou 391 amostras recebidas; dessas, 376 foram selecionadas para provas. Naquele ano, o número de municípios participantes foi 77.

Evento, que contou com o apoio da CATI, teve palestra sobre cafeicultura familiar conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior; CATI Sementes e Mudas também teve um espaço aberto à visitação
A cidade de São José dos Campos sediou, no dia 18 de junho, o evento CAFÉS SP – Ciência e Tecnologia em Debate, iniciativa promovida pela APTA REGIONAL em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica (PIT). O encontro reuniu pesquisadores, extensionistas, produtores rurais, representantes da indústria, estudantes e profissionais da cadeia produtiva para discutir os desafios e as perspectivas da cafeicultura paulista.
Realizado como uma prévia das comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, o evento teve como tema central “O Legado e o Futuro”, promovendo uma ampla reflexão sobre a trajetória histórica da cultura cafeeira no Estado de São Paulo e os avanços científicos e tecnológicos que vêm impulsionando o setor.
Ao longo do dia, especialistas de instituições de pesquisa, extensão rural e representantes do mercado apresentaram informações estratégicas sobre produção, qualidade, consumo, inovação e desenvolvimento regional. A programação destacou desde a chegada do café ao Vale do Paraíba, região que marcou a chamada “Época de Ouro” da cafeicultura paulista, até as novas oportunidades associadas aos cafés Canephora, incluindo as variedades Robusta e Conilon.
Para o coordenador da APTA REGIONAL, pesquisador Daniel Gomes, o evento reforçou a importância da integração entre pesquisa, inovação e setor produtivo para o fortalecimento da cafeicultura paulista.
“Reunimos especialistas de diferentes instituições para discutir o passado, o presente e o futuro do café em São Paulo. O CAFÉS SP demonstrou como a ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais para ampliar a competitividade do setor, agregar valor à produção e criar novas oportunidades para os produtores paulistas”, destacou.
Entre os destaques da programação esteve a palestra do pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Julio Mistro, que apresentou as contribuições do programa de melhoramento genético responsável pelo desenvolvimento de variedades de café amplamente cultivadas no Brasil. O pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro, abordou o cenário atual do mercado cafeeiro e a crescente valorização dos cafés Canephora.
A programação também contou com a participação da diretora de Marketing e Comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Monica Pinto, que apresentou tendências de consumo e perspectivas para o mercado brasileiro.
Representando a APTA REGIONAL, o pesquisador científico Fernando Nakayama apresentou os avanços do programa Canephora.SP, iniciativa voltada ao desenvolvimento da cadeia dos cafés Robusta e Conilon no Estado de São Paulo. A pesquisadora Adriana Novais Martins abordou a competição de variedades de cafés Arábica, enquanto Raquel Nakazato destacou o potencial da Rota do Café para o fortalecimento do turismo rural e do desenvolvimento regional.
A programação incluiu ainda apresentações sobre cafeicultura familiar, conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior, da CATI, metodologias de avaliação da qualidade de cafés, ministrada por Aline Lafise, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), e uma palestra sobre a valorização dos Robustas Finos, conduzida por Camila Arcanjo, representante do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).

Além das palestras, os participantes tiveram a oportunidade de participar de momentos de networking durante os intervalos tecnológicos e de uma sessão prática de prova e degustação de cafés especiais, que encerrou a programação.
O evento contou com a realização da APTA REGIONAL e do Agropolo Vale, por meio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, e teve apoio do Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), CATI, CATI Sementes e Mudas, Coordenadoria das Câmaras Setoriais e Temáticas, Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).
Com ampla participação do público e debates qualificados, o CAFÉS SP consolidou-se como um importante espaço de integração entre pesquisa, inovação, mercado e produtores, reforçando o papel estratégico da ciência para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura paulista.
Na Bio Brazil Fair 2026, órgão da SAA-SP estará em estande conjunto com a APTA REGIONAL
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará presente no maior evento de produtos saudáveis da América Latina, a Bio Brazil Fair. Na feira, que será realizada de 10 a 13 de junho, em São Paulo (SP), o órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) promoverá o encontro que celebrará os 10 anos do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA) paulista e uma roda de conversa sobre os resultados do PTA e a perspectiva de sua ampliação para todo o Brasil.
O tradicional “Encontro do PTA” será conduzido pelo diretor da CATI, Ricardo Pereira; pela engenheira agrônoma responsável pela Casa da Agricultura (CA) de Nazaré Paulista, Araci Kamiyama; e pela tecnóloga ambiental da CA de São Paulo, Aline Bernardes Candido. “O evento do PTA será realizado na quinta-feira (11), das 10h30 às 12h, na arena principal. Nesse encontro, vamos comemorar os 10 anos da assinatura do protocolo, que fortaleceu o compromisso com a produção de alimentos saudáveis, a conservação ambiental, a valorização da agricultura familiar e a promoção da agroecologia como caminho para um desenvolvimento mais justo e equilibrado”, informa Araci.
Segundo Pereira, como o PTA tem a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) como estratégia de apoio, ao longo dessa década, a CATI pôde unir esforços de técnicos, extensionistas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e instituições públicas para incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis pelos produtores rurais. “Por meio desse movimento, nesses 10 anos de PTA, contabilizamos mais de 600 agricultores certificados, que cultivam seus produtos orgânicos em mais de 10 mil hectares. Hoje, nosso trabalho de estímulo à produção orgânica é referência para outros estados brasileiros”, ressalta o diretor.
Estande no evento
No mesmo dia (11/06), das 14h às 15h, será realizada a “Roda de conversa sobre os resultados e perspectivas do Protocolo de Transição Agroecológica e de sua ampliação para todo o Brasil”. Essa reunião, que será realizada na Meetting Point 2, também é voltada a profissionais do setor, mas limitada a 40 participantes, devido à capacidade da sala.
“Além da promoção desses dois encontros, a CATI marcará presença na abertura da Bio Brazil Fair e apresentará seus trabalhos em um estande, que ficará aberto para visitação durante todo o período da feira”, destaca a engenheira agrônoma Araci Kamiyama.
Nesse estande, a APTA REGIONAL, instituição de pesquisa da SAA-SP, ainda apresentará estudos e inovações envolvendo sustentabilidade, conservação ambiental e agroecologia desenvolvidas em algumas de suas unidades de pesquisa espalhadas pelo território paulista. Entre os destaques estão as ações de reflorestamento e restauração ecológica de Pindorama alinhadas ao Refloresta-SP; os estudos sobre conversão de sistemas agrícolas convencionais para orgânicos conduzidos em São Roque; e os projetos de validação de óleos essenciais e manutenção do banco de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) de Pindamonhangaba, visando fortalecer a agricultura familiar e a geração de renda. Adicionalmente, a instituição divulgará os trabalhos da Rede de Agroecologia Regional (RAR), que articula pesquisadores em prol de sistemas produtivos mais resilientes diante das mudanças climáticas.

Serviço
20.ª Bio Brazil Fair
Quando: de 10 a 13 de junho de 2026
Horário: das 10h às 20h
Onde: Distrito Anhembi, São Paulo
Credenciamento: biobrazilfair.com.br/quero-visitar
Maior evento do agronegócio do Vale do Paranapanema destaca a atuação integrada da Secretaria junto ao produtor rural
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) participou da abertura da Coopershow 2026, realizada de 27 a 30 de janeiro, em Cândido Mota. A presença institucional reúne institutos de pesquisa, assistência técnica, defesa agropecuária e ações voltadas à transferência de tecnologia, inovação e sustentabilidade no campo.
Durante a abertura da feira, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, destacou o papel da Secretaria na escuta ativa do setor produtivo e na integração entre pesquisa, cooperativismo e tecnologia.
“A Secretaria de Agricultura e Abastecimento segue de portas abertas, ouvindo as prefeituras, produtores e colocando toda a sua estrutura técnica aqui presente — IAC, Apta Regional, Instituto Biológico, Instituto de Zootecnia, CATI e Defesa Agropecuária — ao lado do cooperativismo, da tecnologia e do conhecimento que fortalecem o agro paulista e brasileiro”, afirmou.
Pesquisa aplicada e inovação no campo
Pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC-APTA) e da APTA Regional também integram a programação técnica do VI Simpósio “Mandioca e Mudanças: Rusticidade, Inovação e Sustentabilidade”, no dia 29 de janeiro, com temas que abordam desde condições hídricas do solo e época de plantio até novas cultivares de mandioca de mesa e manejo sustentável da cultura.
O IAC também participa da Coopershow com estande institucional e áreas demonstrativas no campo experimental, apresentando cultivares e tecnologias voltadas à realidade regional. Entre os destaques estão as culturas da mandioca, batata-doce biofortificada, citros, feijão, café e cana-de-açúcar.

O Instituto Biológico (IB-APTA) leva à Coopershow conhecimento técnico sobre controle biológico de pragas da mandioca, com foco no uso de fungos e bactérias entomopatogênicas. A atuação do Instituto reforça estratégias de manejo sustentável, contribuindo para a redução do uso de defensivos químicos na agricultura.
Já o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) participa com a Caravana Giro do Leite, um laboratório móvel que realiza análises em tempo real da qualidade do leite, avaliando composição, contagem de células somáticas e orientando produtores para a melhoria da saúde do rebanho. O serviço inclui ainda detecção de fraudes, identificação de leite A2, análises para o Selo de Pureza 100% Búfalo e testes genéticos voltados ao maior rendimento na produção de queijos.
Transferência de tecnologia e atendimento ao produtor
A APTA Regional marca presença com unidades de Assis, Presidente Prudente e Monte Alegre, apresentando experimentos e tecnologias aplicadas às culturas da mandioca, batata-doce, cana-de-açúcar e uva Niágara Rosada. Pesquisadores também participam do simpósio técnico, abordando novas cultivares de mandioca para a indústria e a gastronomia como ferramenta de valorização da mandiocultura, com foco em produtividade, diversificação de renda e adaptação regional.
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) participa da feira em espaço conjunto com a APTA, Defesa Agropecuária e Embrapa, oferecendo atendimento direto aos produtores sobre programas, serviços e políticas públicas executadas pela diretoria. A ação inclui divulgação do programa Milho + SP e atuação da CATI Sementes e Mudas, com oferta de sementes de grãos, plantas de cobertura e mudas nativas, frutíferas e silvestres, além da ampliação prevista para mandioca e batata-doce.

A Defesa Agropecuária também integra a programação da Coopershow com atendimento ao público e palestras técnicas sobre temas estratégicos para a sanidade animal e vegetal, como controle e erradicação da brucelose, cadastro de áreas de produção de soja e orientações sobre o Sisp Artesanal e o Selo Arte.
Com presença institucional robusta, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento reforça, na Coopershow 2026, o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a aproximação entre ciência, políticas públicas e o produtor rural paulista.
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