Evento promovido pela CATI e Defesa Agropecuária reuniu mais de 100 participantes para debater tecnologia, crédito e manejo sustentável da cultura
O Parque Duílio Maziero, em Atibaia, transformou-se em um centro de difusão tecnológica no último dia 6 de maio. O Dia de Campo sobre a Cultura do Morango reuniu mais de 100 pessoas, entre produtores, técnicos e especialistas, com o objetivo de elevar o padrão de qualidade e segurança das hortas e lavouras da região.
Organizado em conjunto pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e pela Defesa Agropecuária, órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento focou na profissionalização de todas as etapas do cultivo, desde o armazenamento de insumos até o acesso ao crédito rural.
Prática e segurança no campo
A programação matinal foi dedicada às atividades práticas. Os produtores receberam orientações sobre a calibração correta de equipamentos de pulverização e manutenção preventiva, por meio do programa “Aplique Bem”, orientações dadas pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC-APTA).
Um dos momentos de maior impacto foi a demonstração sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Os participantes puderam visualizar como a ausência do uso correto desses itens resulta na contaminação imediata da pele e das roupas. Além disso, as equipes da Defesa Agropecuária demonstraram as normativas vigentes para a organização e o armazenamento seguro de insumos nas propriedades.
Rastreabilidade e controle biológico
No período da tarde, as palestras técnicas destacaram o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (Peara-POV). Camila Grzybowski, gerente do programa pela Defesa Agropecuária, apresentou dados que reforçam a segurança do alimento no estado. Com 100% de rastreabilidade, o programa permite que o produtor demonstre a saudabilidade de seu produto ao mercado.
A substituição de químicos por métodos sustentáveis também esteve na pauta. A Dra. Fagoni Calegario, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), demonstrou que o uso de predadores naturais, iscas e controle orgânico deve ser a primeira escolha do produtor, deixando o uso de agroquímicos registrados como último recurso, sempre respeitando dosagens e períodos de carência.
Normas e crédito rural
O encerramento do evento trouxe atualizações regulatórias e financeiras essenciais para o setor. O chefe da Casa da Agricultura (CA) de Atibaia, Adriano Campbell, detalhou a Portaria MAPA n.º 886/2026, que estabelece os novos padrões de identidade e qualidade para a comercialização do morango. Já André Luiz Barreto, chefe da CA de Jarinu, explicou as linhas do Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) para 2026, orientando sobre a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a organização documental necessária para acessar subvenções.
Para Adriano Campbell, o evento cumpriu seu papel integrador. “Foi uma excelente oportunidade para o produtor ter acesso, em um só local, a informações que vão desde o manejo racional até linhas de crédito”, destacou.
André Barreto reforçou que a competitividade do mercado exige excelência. “O mercado busca qualidade no produto final e, para isso, a excelência deve estar presente em todas as fases do cultivo”, afirmou. O Dia de Campo contou com o apoio fundamental da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, representada pelo presidente Osvaldo José Maziero, e parcerias com a Associação Hortifrúti Flores, empresa Massey Ferguson (A9), Sicredi e Agroverde.





