Estado contabiliza 14 IGs, sendo que seis delas envolvem a produção de café
O agronegócio paulista celebrou mais uma conquista neste mês: o registro de Indicação Geográfica (IG) da procedência das variedades de banana Cavendish (Nanica) e Prata do Vale do Ribeira. Atualmente, das 14 IGs reconhecidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no estado, 10 são relacionadas ao agro.
O selo abrange os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. Ele foi solicitado ao INPI pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), com apoio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Segundo a chefe de divisão da CATI Regional Registro, Tais Canola, essa indicação representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem de suas produções e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. “Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto e promove a justiça social para quem vive da terra. Para nós, da CATI, é uma honra ver que a dedicação dos produtores e suas organizações agora possui um diferencial competitivo que assegura a sustentabilidade das comunidades rurais e o orgulho de pertencer ao maior polo produtor de banana do estado de São Paulo”, afirma ela.
“Esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ela representa o compromisso do Vale do Ribeira com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Essa IG sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”, comenta o presidente da Abavar, Augusto Aranha.

IGs do agro paulista
Em abril de 2026, o Brasil contabiliza 169 IGs, somando 127 Indicações de Procedência (IPs) – 126 nacionais e uma estrangeira – e 42 Denominações de Origem (DOs) – 32 nacionais e 10 estrangeiras. Abaixo, confira a lista dos selos relacionados ao agronegócio paulista:
- Alta Mogiana (café);
- Jundiahy (uva niagara rosada);
- Nova Alta Paulista (café);
- Região de Garça (café);
- Região de Pinhal (café);
- Torrinha (café);
- Vale da Grama (café);
- Vale do Paraíba (mel e própolis);
- Vale do Ribeira (palmito pupunha);
- Vale do Ribeira (bananas Cavendish e Prata).
As outras quatro IGs paulistas são de Birigui (calçado infantil), Franca (calçados), Porto Ferreira (cerâmica artística) e Taubaté (figuras modeladas em argila). Vale ressaltar que a IP de uma Indicação Geográfica reconhece o nome de um país, cidade, região ou localidade que se tornou conhecido como centro de produção, fabricação ou extração de determinado produto. Já a DO vai além e exige que as características e qualidades do produto sejam essencialmente ou exclusivamente atribuídas ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.
Em uma ação que reforça o compromisso com o desenvolvimento rural sustentável, Bragança Paulista recebeu, dia 10/12, um grande mutirão de políticas públicas, reunindo a CATI Regional local, a Prefeitura Municipal, o Sindicato Rural, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Jundiaí, para orientar e apoiar quem faz o agro da região se destacar com geração de renda, emprego e qualidade de vida.
Foram 20 produtores atendidos em suas demandas técnicas e cerca de 70 atendimentos gerais realizados, ampliando o acesso à informação e aos serviços essenciais para ampliar cidadania no campo.
“O evento teve como objetivos aproximar os produtores rurais das políticas públicas e impulsionar o desenvolvimento rural sustentável, fortalecendo a gestão das propriedades, incentivando a inovação e ampliando ações que garantem cidadania ampla à população rural. Porém, mais que um evento, foi um encontro de oportunidades, diálogo e fortalecimento do produtor rural, reconhecendo seu papel essencial na economia, na segurança alimentar e no cuidado com a terra”, avalia Marcelo Baptista, chefe da CATI Regional Bragança Paulista.
Os serviços ofertados durante o mutirão incluíram:
• consulta e correção do CAR – Cadastro Ambiental Rural;
• informações sobre crédito rural;
• orientações do Programa Pró-Trator;
• apresentação de calendário de cursos do Senar;
• informações sobre plano de saúde pela Santa Casa;
• informações sobre a Nota Fiscal Eletrônica para produtor rural;
• consultoria contábil, fiscal e trabalhista;
• apresentação do Projeto Integrar – Censo Rural;
• apresentação do Programa de Transição Agroecológica da CATI;
• apresentação do Rotas Rurais, com atualização e localização de propriedades;
• Tenda da Saúde, comaferição de pressão e glicemia e orientações gerais.








