A CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral) reafirma seu papel estratégico como o braço de extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo durante a Agrishow 2026. No estande institucional, o público encontra um ecossistema focado na sustentabilidade econômica e ambiental, unindo tecnologias como realidade virtual ao atendimento especializado de seus extensionistas.

Integra SP Agro
Fruto de parceria com a Rede ILPF, o programa visa expandir os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) em São Paulo até 2030. O foco é a recuperação de pastagens degradadas e a melhoria da saúde do solo. Na feira, o público pode vivenciar uma experiência imersiva com óculos de realidade virtual, comparando áreas degradadas com fazendas que utilizam o sistema ILPF.
Os sistemas integrados são uma estratégia de produção que combina diferentes atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área, de forma sucessiva, alternada ou conjunta. Atualmente, 110 propriedades em todo o território paulista participam do projeto da CATI.
A adoção de sistemas integrados otimiza o uso do espaço e dos recursos naturais. A presença de árvores no sistema, além da renda, proporciona conforto térmico ao gado e proteção ao solo, enquanto a palhada da lavoura melhora a qualidade das pastagens. Tudo isso contribui para a resiliência e eficiência da atividade.
Não apenas o ganho econômico pela diversificação de receitas, o modelo se destaca como uma das principais ferramentas para a agricultura de baixa emissão de carbono. Ao recuperar pastagens degradadas por meio da integração, o produtor eleva a capacidade do solo de reter água e estocar nutrientes. A adoção de sistemas integrados representa um salto em sustentabilidade. Não só aumentam a rentabilidade por hectare das propriedades rurais como também auxiliam na mitigação dos gases de efeito estufa.
Na feira, junto do Integra SP Agro, um projeto e um programa destacam-se por se agregarem aos sistemas integrados em São Paulo, respectivamente Solo + Fértil e Milho + SP.
Solo + Fértil e Milho + SP
O projeto Solo + Fértil foca em elevar a produtividade paulista, com a promoção e adoção de práticas de análise e correção de solo para pequenos e médios produtores. Já o programa Milho + SP, iniciativa voltada para a produtividade da região noroeste, busca elevar a produção estadual para 11 milhões de toneladas de grãos até 2030, integrando práticas econômicas e sustentáveis.
CATI Leite
Baseado na metodologia “Balde Cheio” da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o projeto oferece acompanhamento técnico gratuito com foco na gestão da propriedade e manejo intensivo de pastagens. Atualmente, o CATI Leite atende mais de 250 propriedades paulistas, com o uso de tecnologias simples e recursos locais para garantir rentabilidade às famílias rurais.
Agente transformador de vidas, o projeto proporciona produtividade e sustentabilidade da atividade leiteira na propriedade, com mais de 50 vitrines tecnológicas espalhadas pelo território paulista, além de ser um excelente instrumento de extensão rural.
Por meio do registro minucioso de dados e do acompanhamento constante dos extensionistas, o produtor passa a enxergar sua propriedade como uma empresa rural. Mas a iniciativa não apenas melhora os índices zootécnicos; ela também promove a sucessão familiar e a dignidade no campo e a atividade leiteira como um negócio viável e competitivo.
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
Com investimento de R$ 4,2 milhões no ciclo atual, o PAA fortalece a agricultura familiar ao garantir o escoamento da produção diretamente para redes de assistência social. O programa cumpre o papel de unir a eficiência produtiva ao combate à insegurança alimentar.
A iniciativa cria um círculo virtuoso ao remunerar o produtor com preços justos, permitindo o reinvestimento na própria terra. Simultaneamente, garante que alimentos frescos e nutritivos cheguem às mesas de milhares de famílias vulneráveis em todo o estado.
Desde a implementação, em 2021, o programa já entregou mais de 640 mil cestas. Devem ser entregues, neste ciclo, 48 mil cestas, em 63 cidades paulistas. Isso representa cerca de 480 toneladas de alimentos variados que compõem cestas de 10 quilos de hortifrútis cada.
Cacau SP
O potencial paulista para o cultivo sustentável do cacau, seja em plantios solteiros ou consorciados com seringueira e banana, desponta no Cacau SP. Os visitantes podem conferir os avanços da cadeia produtiva e subprodutos como o chocolate.
Além da assistência técnica, a iniciativa fomenta a industrialização local, ao agregar valor pela produção de chocolates finos. Essa verticalização fortalece a economia regional e consolida São Paulo como novo polo cacaueiro.
Nascido como um piloto em São José do Rio Preto, em 2014, o Cacau SP, hoje, envolve diversos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e conta com parceiros da iniciativa privada. Mais de 10 anos após seu início, o projeto segue chamando atenção dos produtores rurais e está presente em diversas regiões paulistas, incluindo o Vale do Ribeira.
Frutas Vermelhas SP
O projeto difunde variedades de amora, mirtilo e framboesa adaptadas a climas quentes como opção viável para agregação de valor. Com unidades demonstrativas em 10 de suas Regionais, a CATI apresenta essas culturas como opções rentáveis de diversificação de renda.
A iniciativa surgiu para consolidar e expandir o cultivo dessas espécies que, antes, ficavam muito restritas a regiões de altitude e clima frio. O projeto foi desenhado para testar cultivares que suportam o clima mais quente de outras regiões paulistas, oferecer uma alternativa de alto valor agregado para o pequeno produtor e criar unidades demonstrativas para que os agricultores pudessem aprender o manejo correto antes de investir na cultura.
Deu tão certo que, hoje, o projeto é um dos pilares da CATI para a diversificação da fruticultura paulista.
CATI Sementes e Mudas
A CATI produz e comercializa sementes e mudas, bem como gera e adapta tecnologia de outros insumos estratégicos, em ações de extensão rural voltadas ao atendimento e fortalecimento dos produtores, com foco na agricultura familiar.
Em sua tradicional participação na Agrishow, os visitantes poderão adquirir mudas e conhecer as sementes produzidas com garantia de qualidade, tratamento natural com terra diatomácea e preços acessíveis. E, com o objetivo de aproximar ainda mais o público da realidade das ações realizadas pelos seus laboratórios (referências em todo o país), a equipe da CATI Sementes e Mudas mostrará como funcionam os trabalhos de análise de sementes e micropropagação.
Propaga SP
Visitantes poderão conhecer o sistema ecopot, que utiliza embalagens biodegradáveis de papel especial e substrato orgânico para a produção de mudas florestais e frutíferas, substituindo o uso de plástico no processo.
Revitalização das cadeias da mandioca e da batata-doce
Em parceria com o IAC-APTA e a APTA Regional, o projeto foca na limpeza fitossanitária de materiais de propagação. O objetivo é fornecer manivas e ramas livres de vírus e bactérias.
Por meio de matrizeiros e campos de demonstração, a CATI transfere tecnologia para que o produtor tenha acesso a materiais genéticos de ponta. Isso garante lavouras mais sadias e um aumento expressivo na produtividade tanto para o mercado de mesa quanto para a indústria.
Semeia SP
Pilar da produção de grãos e cereais, o programa visa à comercialização anual de 1.200 toneladas de sementes com alta qualidade genética. O destaque fica para o pioneirismo na produção de milho orgânico e na vasta coleção de adubação verde oferecida ao agricultor familiar.
Projeto sediado no Ital e na Unicamp, em Campinas-SP, envolve 91 profissionais de onze instituições
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, anunciou nesta terça-feira (3) os 18 temas prioritários do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em SP (Cacau 360°). O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp), será liderado pelo Ital e executado em parceria com outras dez instituições brasileiras de pesquisa e extensão, nos próximos cinco anos.
Com sede no Ital e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o CCD Cacau 360° tem como missão fomentar o cultivo de cacau, a produção de chocolate e o desenvolvimento de ingredientes inovadores em SP com foco em produtividade, qualidade e aproveitamento integral do fruto.
Para ampliar a produtividade da cacauicultura paulista, a Plataforma I – Sistemas produtivos de cacau em áreas não tradicionais terá como prioridades a comparação de sistemas agroflorestais (SAFs) com sistemas a pleno sol, incluindo sistemas de irrigação, controle biológico de pragas, mecanização e uso de inteligência artificial. Inicialmente estão envolvidos 26 profissionais, sob coordenação do pesquisador Charleston Gonçalves, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), e do docente Anderson Ferreira da Cunha, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Quanto à qualidade do cacau produzido, a Plataforma II – Desenvolvimento de sistemas fermentativos priorizará a avaliação da influência genética, influência edafoclimática e de safra, sistemas de fermentação natural e induzida, isolamento de micro-organismos e uso como “startes” e protocolos de fermentação. Para conduzir esses trabalhos, estão previstos 20 profissionais sob coordenação da docente Priscilla Efraim, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
A sustentabilidade será foco da Plataforma III – Bioprocessos para o aproveitamento integral do cacau pós-colheita, também liderada pela Unicamp através da docente Gabriela Alves Macedo. A equipe a princípio composta por 19 profissionais terá como prioridades pesquisar processos biotecnológicos (fermentativos e enzimáticos), obtenção de novos ingredientes e novos materiais para embalagem a partir de resíduos e coprodutos, e estudos de funcionalidade de ingredientes com testes pré-clínicos.
Os aspectos de saúde serão abordados pela Plataforma IV – Produtos alimentícios contendo compostos bioativos e funcionais, coordenada pela pesquisadora Gisele Camargo, diretora de Programação de Pesquisa e vice-coordenadora do Ital, além de gestora executiva do Cacau 360°. Serão 26 profissionais dedicados ao desenvolvimento de novos alimentos com viés de funcionalidade e saudabilidade, com estudos de estabilidade e vida útil dos produtos e avaliação da bioacessibilidade.
Por fim, a Plataforma V – Métricas de gestão de risco para controle de contaminantes químicos, sob coordenação do pesquisador Marcelo Morgano, vice-diretor do Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos (CCQA) do Ital, terá como prioridade a avaliação toxicológica do cacau e de produtos derivados. Com nove profissionais previstos para a equipe, o foco será contaminantes orgânicos e inorgânicos, abrangendo micotoxinas, bactérias patogênicas, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), metais pesados e acrilamida.
“É um projeto que congrega o ideal da Secretaria de Agricultura de SP, que é juntar as competências para fazer algo melhor para a sociedade, para a economia, para nosso estado e para o Brasil”, ressaltou a coordenadora do Ital, Eloísa Garcia, durante encontro on-line que oficializou o início do CCD Cacau 360°. “Eu me sinto bastante honrado em coordenar um projeto tão estratégico e dessa magnitude ao lado de pessoas e lideranças tão qualificadas”, frisou o pesquisador responsável pelo projeto e do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) do Ital, Valdecir Luccas, lembrando que mais 32 bolsistas devem ser agregados à equipe.
“O essencial é a união dos esforços, dos saberes, dos conhecimentos, para trazer uma nova oportunidade para nossos agricultores e para nossos consumidores – a população paulista e até do mundo – de terem acesso a produtos de cacau de qualidade com ciência, com compromisso e, o mais importante, com todo nosso amor envolvido nesse projeto”, destacou Ricardo Pereira, diretor da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati), que coordena o Cacau SP, programa da Secretaria de Agricultura que inspirou o Cacau 360°.
Sobre o Cacau 360°
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em São Paulo (Cacau 360°) reúne 91 profissionais de pesquisa e extensão para fomentar o cultivo de cacau, a produção de chocolate e o desenvolvimento de ingredientes inovadores no estado com foco em produtividade, qualidade e aproveitamento integral do fruto. Aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp), tem como sede o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuam em parceria com nove instituições e duas empresas e contam com oito apoiadores.
Também representam a Secretaria no projeto o Instituto Agronômico (IAC-APTA), o Instituto Biológico (IB-APTA), a Apta Regional e a Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Completam as parcerias a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a BioinFood, startup sediada no Ital, a Gencau e a Harald.
Apoiam o Cacau 360° a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), o FoodTech Hub Latam, a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos (Abiam), a Associação para o Desenvolvimento da Indústria de Produção de Alimentos (Adipa), a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp) e a Prefeitura Municipal de Campinas.
O que antes parecia improvável virou exemplo de inovação, confiança e desenvolvimento sustentável. Uma reportagem da Revista Globo Rural revelou como o cacau está transformando paisagens e histórias de produtores no interior paulista e em outras regiões não tradicionais. E o texto ganhou reconhecimento nacional ao conquistar o Prêmio ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) de Jornalismo.

Produzida pelos jornalistas Cleyton Vilarino e Marcos Fantin, a reportagem premiada mostrou a expansão da cultura do cacau em áreas não tradicionais, especialmente no estado de São Paulo, a partir do Programa Cacau SP, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e parceiros, com forte atuação no Noroeste paulista.
A matéria deu voz a produtores rurais que decidiram apostar em uma cultura pouco comum na região, como é o caso do produtor Diego Francisco Ferreira da Silva, do município de Mendonça, que estampou a capa da Revista e integra o Programa Cacau SP desde o início das ações. “Com acompanhamento técnico e cursos promovidos pela CATI em parceria com o Instituto de Tecnologia dos Alimentos (ITAL)/APTA/SAA, o Diego tem colhido excelentes frutos com a verticalização da produção, tendo consolidado uma marca própria de chocolate e diversificado ainda mais a propriedade, investindo em Turismo Rural”, informa Andrey Vetorelli, membro do Grupo Técnico de Cacau e da CATI Regional São José do Rio Preto.





Neste contexto, pode-se dizer que, mais do que diversificar a produção, os produtores paulistas têm confiado em um trabalho técnico contínuo, baseado em orientação, pesquisa e acompanhamento de campo realizados pelos extensionistas do Grupo Técnico de Cacau e das Casas da Agricultura. Ao longo da reportagem, os técnicos também foram entrevistados e explicaram como a adaptação do cacau ao clima e aos sistemas produtivos paulistas vem sendo construída de forma planejada e sustentável.
Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, essa premiação simboliza mais do que o reconhecimento jornalístico. “Esse prêmio valoriza o elo de confiança entre os produtores paulistas e os técnicos da CATI, que tem este trabalho como uma missão de mais que transformar paisagens, transformar vidas. E a reportagem evidenciou o resultado de um trabalho coletivo, que promove o desenvolvimento sustentável da cacauicultura em São Paulo”, afirmou, salientando que, além do Noroeste paulista, a cultura também vem se mostrando uma excelente alternativa em outras regiões do estado, como o Vale do Ribeira.
Diante da repercussão da reportagem, pode-se afirmar que, ao unir emoção, histórias reais e informação técnica qualificada, a reportagem evidenciou que inovação no campo nasce do diálogo, da assistência técnica, extensão rural e pesquisa, e da coragem de produtores que acreditam em novos caminhos. “Essa premiação recebida pelos jornalistas da Revista Globo Rural, reforça o potencial do cacau como símbolo de uma agricultura paulista cada vez mais diversificada, rentável e sustentável”, destaca Pereira.





Programa Cacau SP
O Programa Cacau SP tem como foco a implantação da cultura em sistemas de produção integrada, conciliando rentabilidade, conservação ambiental, diversificação e segurança para o produtor. Os resultados apresentados na reportagem mostram que o cacau já se consolida como uma alternativa economicamente viável para pequenas e médias propriedades, especialmente em regiões que buscavam novas opções produtivas.
Autor: Cleusa Pinheiro – Jornalista (MTb 28.487) – Serviço de Comunicação Rural/CATI – cleusa.pinheiro@sp.gov.br

“Hoje, temos a alegria de compartilhar algo que os produtores rurais nos pediam muito, que são as máquinas. Uma pá carregadeira, um rolo compactador e um trator agrícola podem dar suporte, principalmente para os pequenos produtores, e apoiar as prefeituras na manutenção de estradas, por exemplo, o que possibilita que as crianças cheguem à escola, que a produção seja escoada, que as famílias rurais tenham seu direito de ir e vir garantidos”, frisou Tarcísio de Freitas, diante de um público de mais de 300 pessoas de todas as regiões paulistas.

O governador destacou, também, outros motivos para que o evento fosse especial. “Este evento também é uma homenagem ao agro, representando um fortalecimento a este segmento que, com sua gama de produtos – carne, frutas, café, leite, ovos, grãos, cana, hortaliças, amendoim etc. -, eleva São Paulo ao posto de maior produtor e exportador em muitas frentes. Onde a gente chega, encontramos o maior produtor ou exportador, em nível nacional ou mundial, de alguma cadeia”, destacou o governador, compartilhando outro motivo de alegria: “E a entrega estes maquinários aqui, em Campinas, é muito especial também, principalmente sendo realizada aqui na Fazenda Santa Elisa, do IAC, que fica ao lado da Escola de Cadetes, a Especex, onde, há 33 anos, eu estudei e passei momentos marcantes da minha vida”.

Durante o evento, outros anúncios e acordos foram firmados, como o que promoverá o estreitamento do trabalho conjunto entre a Secretaria de Agricultura e a Defesa Civil: “A partir de hoje, a Defesa Civil e a Secretaria de Agricultura estarão cada vez mais conectadas, por meio do acordo assinado hoje, que vai nos ajudar nas questões de prevenção, alertas e preparação para o enfrentamento de desastres, especialmente nas áreas rurais. E as máquinas aqui entregues terão um papel importante nessa prevenção”, ressaltou o governador.


Entregas
Trator, retroescavadeira, rolo compactador e roçadeira hidráulica fazem parte dos equipamentos que, segundo Ricardo Pereira, diretor da CATI, serão utilizados em ações de adequação de estradas rurais, conservação do solo e da água, bem como no plantio e manejo de culturas que geram renda e emprego no campo. “Mais que números, esta entrega significa mais qualidade de vida, infraestrutura, escoamento da produção, conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável do agro paulista”, avalia Pereira.
E aproveitando o momento de entregas especiais, o diretor da CATI entregou ao governador, Tarcísio de Freitas, uma caixa de chocolates produzidos com amêndoas de cacau cultivado em solo paulista por produtores que integram o Programa Cacau SP, da Secretaria de Agricultura, desenvolvido pela CATI e por parceiros, mostrando que, entre tantas cadeias produtivas destacadas durante o evento, agora São Paulo tem cacau!

Ricardo Pereira, diretor da CATI, entregou, ao lado do secretário Guilherme Piai, uma caixa de chocolates artesanais com amêndoas de cacau produzido no âmbito do Programa Cacau SP.
Uma abençoada e doce ação! Assim pode ser definida a entrega de chocolates fabricados pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), com amêndoas doadas por produtores que recebem acompanhamento técnico da CATI, no âmbito do Programa Cacau SP.

Os chocolates entregues no Lar São João – entidade social referência no cuidado de idosos na região e localizada em José Bonifácio, com mais de 100 internos beneficiários – foram elaborados pela técnica Maria Angélica Razze de Carvalho e membros da equipe do Ital, com amêndoas doadas pelas produtoras Simone Caldeira, Ditinha Gumieiro e Juscilene Persegil, em propriedades acompanhadas pela equipe técnica do Cacau SP, em especial pelos engenheiros agrônomos Fioravante Stucchi Neto, da Casa da Agricultura de Adolfo, e Eusébio Osvaldo Persegil, da Casa da Agricultura local, unidades ligadas à CATI Regional São José do Rio Preto.
Entre os internos, os chocolates foram recebidos com alegria e aprovação do sabor e da qualidade. “Para nós do Cacau SP, que iniciamos os trabalhos há uma década, com alguns parceiros e produtores que acreditaram em uma ideia que parecia loucura para muitos, a de plantar cacau em São Paulo – zona não tradicional de cultivo e em sistema de produção integrada com outras culturas, como a seringueira e a banana -, é uma grande alegria poder entregar chocolate genuinamente paulista a pessoas com uma vasta história de vida. E como extensionistas da CATI, que no dia a dia trabalhamos para o desenvolvimento rural sustentável, de forma ampla no cuidar das pessoas e do meio ambiente, com geração de renda, emprego e qualidade de vida no campo e na cidade, é uma satisfação difícil de traduzir em palavras. E tudo isso na Páscoa, período símbolo de renovação da vida, como acreditamos que é o Programa Cacau SP: uma renovação de novas oportunidades para os agricultores paulistas”, avalia Stucchi Neto.

A ação integra o Programa Cacau SP, iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo coordenada pela CATI
Como parte das ações do Programa Cacau SP, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Limeira promoveu, no dia 14 de abril, uma visita técnica à Fazenda Santa Terezinha, localizada em Palmares Paulista (SP). A atividade, que contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Limeira, teve como objetivo apresentar aos produtores rurais da região sistemas produtivos inovadores e sustentáveis, com foco na introdução da cultura do cacau.
A visita aconteceu na propriedade da produtora Mônica Munhoz, que é referência estadual no cultivo de cacau consorciado com banana e na produção de chocolates finos. Os participantes puderam conhecer, na prática, o sistema de produção adotado na fazenda e avaliar a viabilidade técnica e econômica de implementação em suas propriedades.
A ação integra o Programa Cacau SP, iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, coordenada pela CATI, que visa fortalecer a cadeia produtiva do cacau, fomentar a diversificação agrícola, estimular a geração de renda e promover a sustentabilidade nas propriedades rurais paulistas.
O diretor técnico da CATI Regional Limeira, médico-veterinário Fernando Tufanin Borboni, destacou a importância da atividade para o desenvolvimento do setor agrícola regional. “A CATI tem atuado de forma estratégica na identificação de alternativas produtivas viáveis para os agricultores. O cultivo do cacau representa uma oportunidade real de inovação, agregação de valor e sustentabilidade para os produtores da nossa região”, afirmou.
Também acompanharam a visita o engenheiro agrônomo Juliano Quarteroli Silva, assistente de planejamento da unidade, e a engenheira agrônoma Carla de Meo, chefe da Casa da Agricultura de Limeira. Para ambos, o contato direto com a propriedade modelo reforça o papel da assistência técnica na tomada de decisões no campo.

A comitiva contou ainda com a presença do diretor da CATI Regional Catanduva, Cláudio Giusti, e da secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Limeira, Antonieta Polatto, que destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do agronegócio local.
A visita técnica complementa um conjunto de ações desenvolvidas pela CATI Regional Limeira para fomentar o cultivo do cacau na região. Em março, cerca de 60 viveiristas participaram de uma capacitação específica voltada à produção de mudas de cacau, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento técnico e sustentável da agricultura paulista.
(Com informações da CATI Regional Limeira)
Conheça um pouco mais desse exemplo de sucesso com diversificação de atividade, agregação de valor e geração de renda na propriedade rural, como fruto do trabalho de extensão rural da CATI
Marcelo Franzine é produtor rural em Tanabi, município ligado à área de atuação da CATI Regional São José do Rio Preto, onde extensionistas da unidade, com apoio de parceiros, deram inicío, há uma década, ao Programa Cacau SP.
Com apoio e acompanhamento da equipe técnica da CATI que executa o Cacau SP, o produtor acreditou na cultura como uma nova opção de renda e diversificação, adotando todas as orientações para o plantio e manejo adequados. Após quatro anos da implantação da cultura, Marcelo colhe os frutos, recebendo das mãos do engenheiro agrônomo Fioravante Stucchi Neto − membro do GT que faz o acompanhamento técnico na sua propriedade − o primeiro chocolate feito com amêndoas de sua área, elaborado pela técnica do Instituto de Tecnologia dos Alimentos (Ital), Angélica Razze que, ao lado do pesquisador científico Valdecir Luccas, também do Ital, integra a equipe técnica do Programa. O evento simbólico, mas cheio de significado, foi acompanhado pelos membros da equipe técnica do Programa e pelo coordenador da CATI, Ricardo Pereira, durante a IV Festa do Cacau, realizada no Instituto Biológico (IB), que abriga o maior cacaual urbano do Brasil, implantado pelo Cacau SP.

Formação faz parte do Programa Cacau SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Cerca de 60 viveiristas participaram, na última quinta-feira (13/3), do curso de formação para produção de mudas de cacau, promovido pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio de sua Regional Limeira, com o apoio da prefeitura do município. A atividade ocorreu na Fazenda Citra e contou com a presença do prefeito Murilo Félix. A iniciativa integra o Programa Cacau SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, do Governo do Estado de São Paulo.

“Nós dialogamos com esses produtores e eles abraçaram a proposta, já que existe uma grande oportunidade de mercado surgindo”, afirma a secretária de Meio Ambiente e Agricultura de Limeira, Antonieta Polatto.
O diretor técnico de divisão da CATI Regional Limeira, Fernando Borboni, frisa que, com o Programa Cacau SP, diversos produtores têm se interessado em realizar o cultivo da fruta; no entanto ainda há pouca oferta de mudas. “A agricultura começa na semente e na muda e aqui em Limeira nós temos um polo consolidado com grande potencial para atender a essa demanda”, reforça. De acordo com Fernando, as expectativas para o curso foram superadas. “Foi necessário ampliar a oferta de vagas para esta primeira edição do curso e nós já estamos trabalhando em uma lista de espera”, diz.

O curso foi ministrado pela CATI Sementes e Mudas, departamento responável pela produção de sementes e mudas, que levou, por meio de seus palestrantes, uma valorosa programação técnica, além das mudas de cacau, “estrelas” do curso.
Os interessados devem entrar em contato com a CATI Regional Limeira pelo telefone (19) 3441-2514.
(Com informações da CATI Regional Limeira)