A CATI Regional Ourinhos reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar ao participar de evento promovido pela Associação de Produtores do Vale do Paranapanema (Aprovale), que teve como foco a difusão de tecnologia e conhecimento para impulsionar o desenvolvimento rural sustentável em pequenas áreas.
Realizada no município de Ribeirão do Sul, a iniciativa reuniu um público expressivo de produtores rurais e parceiros do setor, consolidando-se como um espaço estratégico de troca de experiências e acesso a novas tecnologias. “O evento destacou inovações em mecanização agrícola de pequeno porte e empresas parceiras realizaram demonstrações práticas de implementos e tratores, evidenciando soluções que tornam o trabalho no campo mais eficiente, produtivo e sustentável”, explicou Alfredo Ferrari, especialista agropecuário da CATI Regional Ourinhos, que participou da atividade.
Além da tecnologia, temas essenciais para o fortalecimento da atividade rural também estiveram em pauta, como a reforma tributária e a recuperação de ICMS e PIS/Cofins, bem como o uso de bioestimulantes na produção de olerícolas, que tem se mostrado uma alternativa que contribui para a melhoria da renda e da qualidade da produção.
Neste contexto, Ferrari conduziu uma palestra sobre linhas de crédito voltadas à agricultura familiar, com destaque para o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), reforçando o papel da CATI no apoio contínuo aos agricultores. “O trabalho da CATI junto à agricultura familiar é contínuo por meio das Casas da Agricultura, levando orientação técnica, acesso à informação e apoio no acesso ao crédito. Nosso objetivo é fortalecer a produção, garantir renda e promover mais qualidade de vida no campo. E o Feap é uma ferramenta importante nesse processo, e novas linhas virão para ampliar ainda mais essas oportunidades”.
Segundo o especialista agropecuário, a Aprovale, com forte atuação na região de Ourinhos, tem sido uma parceira fundamental no desenvolvimento da agricultura familiar, atuando desde a produção até a comercialização, com destaque para programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Esse trabalho conjunto tem sido um instrumento essencial para impulsionar a atividade rural de forma inclusiva e sustentável, valorizando o agricultor familiar no cenário do desenvolvimento regional”.
Em um encontro que movimentou 42 municípios e reuniu profissionais de diversas áreas ligadas ao setor público, a CATI Regional Ourinhos promoveu um evento técnico para discutir os principais desafios e avanços das políticas públicas voltadas à agricultura familiar – área estratégica para o desenvolvimento rural e a segurança alimentar
A CATI Regional Ourinhos realizou, no mês de novembro, um evento técnico voltado ao debate e aprimoramento das políticas públicas destinadas à agricultura familiar. O encontro reuniu 160 participantes, incluindo nutricionistas, secretários municipais de agricultura, técnicos e servidores responsáveis pelos setores de compras das prefeituras, representando 42 municípios da região.
O objetivo do evento foi promover a troca de experiências e ampliar o entendimento sobre a implantação e a melhoria dos programas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e as Políticas Públicas de Aquisição Institucional (PPAIs).
Durante as palestras, especialistas abordaram temas essenciais para a execução dessas políticas, como o enquadramento do agricultor familiar, as atualizações da legislação do PNAE, os procedimentos para implantação do programa e o potencial de comercialização de produtos de origem animal por meio do SISP Artesanal. Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação do técnico Maurício da Conceição Barbosa, da CATI Regional Ourinhos, que detalhou o passo a passo para a elaboração de um edital de Chamada Pública, ferramenta fundamental para a compra direta de produtos da agricultura familiar pelos municípios.
Encerrando o encontro, uma mesa-redonda reuniu diferentes perspectivas do setor: um produtor rural, uma nutricionista, um representante municipal e um técnico da CATI. O grupo debateu oportunidades e dificuldades enfrentadas na execução dos programas de compras públicas, destacando a importância da integração entre poder público, agricultores e equipes técnicas. “O evento reforçou o nosso papel, como órgão de extensão rural, na transferência de conhecimento e organização de capacitações, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e para a melhoria da gestão pública nos municípios da região”, avalia Sérgio Tambara, chefe da CATI Regional Ourinhos.

Família Roza Rodrigues e alunos da escola do Quilombo do Jaó: frutos das mãos que semeiam e colhem com gratidão
chegam ao prato das crianças que crescerm saudáveis

Em Itapeva, essa dinâmica tem como facilitador o trabalho de extensionistas da CATI, que acompanham tecnicamente a produção nas pequenas propriedades, incentivando também a organização rural, em associações e/ou cooperativas, para que um número cada vez mais maior de agricultores familiares possa acessar os certames do PNAE‒ com um volume muito maior de produtos ‒, que sozinhos seria impossível alcançarem.

Capacitação e troca de experiências fazem parte do dia a dia do trabalho da CATI Regional Itapeva.
Na foto, a especialista agropecuária Francine Tomaz se reúne com produtores da Associação do Bairro dos Lemes.

Organização rural e adoção de Boas Práticas Agropecuárias são incentivadas pelos extensionistas da CATI
Um exemplo de que a união entre poder público, produtores e educadores gera ganhos para todos vem da Associação dos Produtores do Bairro dos Lemes e da Escola do Quilombo do Jaó, em uma dinâmica onde os produtores plantam e colhem alimentos que geram renda e permitem a sua fixação no campo juntamente com suas famílias, ao mesmo tempo em que os alunos se beneficiam de alimentos que nem sempre fazem parte de seu cotidiano.
O reflexo pode ser visto no prato das crianças. No colorido das verduras, legumes e frutas consumidos in natura ou transformados, na cozinha da escola, em sucos, saladas, bolos, tortas, as crianças têm aprendido a importância da alimentação saudável e a valorizar a produção e os agricultores locais.

E os relatos emocionados de quem tem a agropecuária como missão e pode continuar a viver dela e dos olhares risonhos daqueles que, a cada dia, descobrem novos, sabores, texturas e nutrientes, resumem a alegria e gratidão dos extensionistas da CATI Regional Itapeva, que seguem dia a dia trabalhando para transformar vidas, caminhando lado a lado com os produtores rurais!
Na manhã do dia 13 de agosto de 2025, o Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap) promoveu mais uma reunião da Câmara Técnica de Agricultura e Meio Ambiente, realizada no Centro Cultural Laércio Boim, em Rancharia, município atendido pela CATI Regional Presidente Prudente. O Civap, fundado em 1985, é um símbolo da cooperação entre 56 municípios que atuam de forma conjunta em projetos e ações que visam à eficácia em questões regionais sustentáveis e à integração das comunidades.

O encontro contou com a presença das palestrantes Araci Kamiyama, engenheira agrônoma da Casa da Agricultura de Nazaré Paulista, pertencente à CATI Regional Bragança Paulista, e Aline Bernardes Candido, especialista ambiental da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural. Na ocasião, foram apresentados o Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Pleapo) e um histórico sobre a agricultura orgânica e o Protocolo de Transição Agroecológica, destacando ações para incentivar sistemas produtivos sustentáveis, promover a produção orgânica e fortalecer a governança territorial.

A reunião ainda contou com a apresentação de iniciativas do Civap, pela engenheira ambiental Jéssica Diniz, coordenadora da Câmara Técnica.
Foram abordados programas de educação ambiental, projetos de arborização urbana e início das obras de uma central de tratamento e geração de energia com resíduos sólidos urbanos, que fará a conversão dos resíduos urbanos de 15 municípios em energia elétrica renovável, gerando também créditos de carbono.
No dia seguinte, a Associação dos Produtores Orgânicos e Agroecológicos de Assis e Região (Aproa) promoveu a “Jornada da Transição Agroecológica: do conhecimento à prática, um encontro especial para fortalecer nosso trabalho e trocar experiências”, com os 22 produtores participantes do Protocolo da Transição Agroecológica da área, pertencentes a nove municípios integrantes do Civap.

O encontro ocorreu em uma propriedade familiar agroecológica que integra o Protocolo, no Sítio São Carlos (família Hartmann), localizada no município de Tarumã, com o objetivo de fortalecer a transição agroecológica, valorizar o saber dos agricultores e ampliar as redes de apoio técnico. O sítio, que fica em uma localização peculiar, em meio a uma área canavieira, se baseia no cultivo e comercialização de produtos agroecológicos e entrega em domicílio. O produtor Julio Cesar Fascina Hartmann aderiu ao Protocolo de Transição Agroecológica em 2024; desde então, vem se comprometendo a seguir as diretivas de Boas Práticas agroambientais previstas.

No mesmo dia, foi feita uma visita à Vila Agro, espaço conhecido como a “casa do produtor rural” em Assis. A visita foi acompanhada pelo diretor de Agricultura e Abastecimento, Júlio Cesar Rosa, da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (Seama) da cidade e membro fundador da Aproa. Localizada no antigo espaço da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a Vila Agro foi criada com o objetivo central de fortalecer a agricultura familiar, bem como fomentar e auxiliar na organização dos produtores do município, ampliar a participação nos programas de incentivo ‒ como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) ‒, além de estruturar a Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável.

Semanalmente, o local acolhe uma feira com produtos comercializados diretamente pelos produtores da região, oferecendo alimentos frescos e de qualidade à população. Além disso, o espaço conta com uma programação cultural e de lazer aberta à visitação da comunidade.
Sempre presente, a equipe do Protocolo de Transição Agroecológica pode conferir de perto ações de fortalecimento da agroecologia e das redes locais de produção sustentável, contribuindo para o avanço das políticas públicas voltadas à agroecologia e ao desenvolvimento rural sustentável em todo território paulista.
(Com informações da equipe do Protocolo de Transição Agroecológica)
Lançado em março de 2025, o Projeto PNAE Agroecológico é uma iniciativa do Instituto Comida do Amanhã, em parceria com Instituto Regenera e o Instituto Fome Zero (IFZ), com apoio institucional do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil e apoio da Fundação Rockefeller.
“O projeto tem como objetivo promover a transição agroecológica por meio da alimentação escolar, ampliando a produção e a oferta local de alimentos agroecológicos de base familiar, sendo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) o motor dessa transformação. E como órgão de extensão rural, a CATI atua continuamente junto aos agricultores, especialmente os familiares, seu público prioritário, para fortalecer os sistemas produtivos, incluindo o avanço do seu Protocolo de Transição Agroecólogia, que tem garantindo, aos produtores que fazem adesão, maior inserção no mercado com produtos de qualidade”, explica Aline Bernardes Candido, extensionista rural e membro do Grupo Técnico de Agroecologia e Produção Orgânica da CATI, que, no início de julho, participou de uma oficina sobre o tema, no Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil, em Brasília (DF).
De acordo com Aline, o evento foi um espaço para fomentar o diálogo e a escuta de organizações governamentais e não governamentais, objetivando a identificação dos principais desafios para tornar a regulamentação do PNAE mais orientada à transição agroecológica e elencar possíveis caminhos e recomendações para que eventuais barreiras sejam superadas.
“Ter um espaço de fala, durante a oficina, possibilitou que pudéssemos compartilhar a expertise da CATI nos temas que versam sobre alimentação escolar, agroecologia e Compras Institucionais e, principalmente, na troca de experiências quanto à nossa Política Pública do Protocolo de Transição Agroecológica (instituída pela Resolução Conjunta SAA/SIMA/SJC 01/2022), que estimula a agroecologia e produção orgânica no estado de São Paulo, visando ao uso sustentável dos recursos naturais, bem como ao aumento da oferta e do consumo de alimentos saudáveis”, avalia a extensionista.
Sobre o evento
Segundo os organizadores, a produção em base agroecológica para inclusão no PNAE, além de representar o acesso a alimentos mais saudáveis e de maior valor nutricional, aumenta a fertilidade do solo, a produtividade, a proteção das culturas, a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos, bem como o enaltecimento das tradições culturais, contribuindo com a valorização e o fortalecimento da agricultura familiar.
Para ampliar o alcance dos temas debatidos, a oficina contou um público diverso, que incluiu, além das entidades organizadoras, outras instituições representantes das esferas municipais, estaduais e federal, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de integrantes dos diferentes Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional e da sociedade civil das cidades selecionadas nas quais serão implantados os projetos-piloto: São José dos Pinhais (PR), Caxias do Sul (RS), Barcarena (PA) e Caruaru (PE).
“Nestes territórios serão realizados estudos sobre os sistemas alimentares presentes, modos de produção e os contextos das Compras Públicas para implementação de melhorias e incentivos que viabilizem a aquisição de produtos em transição agroecológica destinados à alimentação escolar, identificando os desafios e potencialidades”, salienta Aline, informando que, após as atividades realizadas durante o ano de 2025, almeja-se que os desenhos dos projetos-piloto estejam disponíveis para implementação em 2026 e sejam executados ao longo dos próximos três anos.
Recomendados para os diversos sistemas de produção orgânica e agroecológica, os bioinsumos são usados na proteção das plantas e na melhoria da fertilidade do solo
A Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Peapo), estabelecida pela Lei n.° 16.684/2018, define a transição agroecológica como “processo gradual orientado de transformação das bases produtivas e sociais para recuperar a fertilidade e o equilíbrio ecológico do agroecossistema, em acordo com os princípios da Agroecologia”. Além disso, reconhece como um fator determinante para a transição, a adoção pelos agricultores de práticas agroecológicas. Sendo assim, no cenário de implementação de transição agroecológica e produção orgânica, o uso de bioinsumos apresenta-se como importante e eficaz tecnologia social para viabilização técnica, econômica e ambiental da atividade agrícola.
Neste contexto, a CATI Regional Santos organizou a “Oficina de Elaboração e Aplicação de Bioinsumos”, no município de Itanhaém. A atividade contou com apoio de diferentes organizações, como: Fórum de Economia Solidária da Baixada Santista; Movimento dos Pequenos Agricultores; Associação dos Produtores Rurais da Microbacia Hidrográfica do Rio Branco (Amibra); Unesp – câmpus de São Vicente e Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Coodenadoria de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Trabalho. “A atividade foi realizada no Sítio Santo Antônio, de propriedade de Marcos Gonçalves Jesus, que, além de produtor de olerícolas e banana, ocupa a presidência da Amibra. Os 53 participantes vieram de diversos municípios como Guarujá, Peruíbe, Mongaguá, São Paulo, Santos, São Vicente e Embu Guaçu, sendo eles principalmente agricultores familiares, agricultores urbanos, pesquisadores, estudantes de Biologia e extensionistas rurais”, informa Edna Maddarena, chefe da CATI Regional Santos.
Segundo Hemerson Calgaro, extensionista da CATI Regional Santos, os bioinsumos são usados tanto na proteção das plantas como na melhoria da fertilidade do solo, em sistemas de produção orgânicos e agroecológicos e mesmo no sistema convencional em alguns aspectos e momentos específicos. “Assim, as formações relacionadas à elaboração e ao uso de bioinsumos estão contempladas no Pleapo”, explica, salientando que a CATI, a Fundação Itesp e outras instituições formam agricultores, cumprindo essa função no estado de São Paulo. “No contexto federal, recentemente foi aprovada a Lei n.° 15.070, de 23 de dezembro de 2024, que estabelece o marco regulatório para a produção, o uso e a comercialização de bioinsumos na agricultura brasileira, além dos setores pecuário, aquícola e florestal. O objetivo é promover e incentivar a produção sustentável e o desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário, abrangendo produção, importação, exportação, registro, inspeção, fiscalização, pesquisa, experimentação, embalagem, rotulagem, propaganda, transporte, armazenamento, destinação de resíduos e incentivos à produção de bioinsumos”, complementa.

Programação
A programação que contou com palestras e atividades práticas foi bem abrangente e incentivou a produção agroecológica, por meio da utilização de produtos naturais, permitidos na produção orgânica, os quais, em alguns casos, podem ser encontrados e produzidos na propriedade, reduzindo o custo do bioinsumo e, consequentemente, da produção.

Os engenheiros agrônomos Davi Ferreira Junior e Wilson Tavares dos Santos, ambos da Casa da Agricultura Ecológica (CAE) de Parelheiros, ligada à Prefeitura Municipal de São Paulo, conduziram os ensinamentos teóricos e a parte prática da formação. Na ocasião, elaboraram duas receitas: a “Água de Vidro”, utilizada para proteção de plantas e prevenção dos efeitos das geadas; e o biofertilizante “Nitrogênio 1”. “Durante a oficina, foi possível apresentar o ’mundo dos bioinsumos’ e contribuir para que extensionistas, pesquisadores e produtores rurais possam planejar e implementar ações que se fundamentarão de forma permanente na pesquisa-ação e extensão rural junto às organizações de produtores. Apesar da chuva ininterrupta e do frio, houve uma participação efetiva dos participantes com diversos questionamentos, mostrando grande interesse, inclusive para conhecer a Fábrica de Bioinsumos da CAE em Parelheiros”, explicaram os instrutores.

Segundo a chefe da CATI Regional Santos, a atividade contou com alguns aspectos importantes além da formação. “Essa oficina proporcionou aos participantes conhecerem a realidade e história da Amibra, uma associação que foi apoiada pelo Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, executado pela CATI, entre 2011 e 2018, sendo, atualmente, uma grande fornecedora de alimentos para diversas prefeituras por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e, em alguns municípios, para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Trata-se de uma organização que faz uma gestão profissional, aproveitando com competência as políticas públicas quanto às compras governamentais, entregando alimentos de boa qualidade, oriundos da agricultura familiar, o que contribui para a melhoria de renda de seus associados e a economia do local. Houve também a oportunidade de conhecerem a política pública da Prefeitura de São Paulo, que fortalece a agricultura familiar urbana e periurbana e se articula com outra política pública de âmbito federal, a qual viabiliza o Programa Operação e Trabalho (POT), que concede remuneração ao trabalhador desempregado, com base em proximidades do território”.


Pausa para troca de conhecimentos e experiências
O café solidário e o almoço foram momentos de trocas de informações, onde os instrutores continuaram as conversas com os participantes e estes entre si. Dona Véva, mãe do produtor anfitrião, serviu almoço com parte dos ingredientes produzidos no próprio sítio, além de ofertar pães e doces de banana produzidos por ela. Segundo os participantes, o evento possibilitou a criação de vínculos, os quais foram fortalecidos por intermédio do tema que os uniu: a Agroecologia. “Vínculos de amizade, mas também para gerar renda, consolidar uma produção agrícola sustentável na região, na satisfação de pertencer a uma organização com objetivos comuns, contribuindo com mais qualidade de vida para as famílias rurais e os consumidores, bem como para um futuro melhor”, avaliam os organizadores.
Hortifrútis compõem as cestas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Graças ao Programa de Aquisição de Alimentos, entregas têm sido realizadas em todo o estado de São Paulo
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Guaratinguetá realizou a terceira entrega do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no município de Piquete, no dia 11 de março. Divididos em cestas de aproximadamente 10 quilos cada, foram entregues cerca de 1.100kg de alimentos, beneficiando 110 famílias da cidade.

“Por meio do PAA, é possível melhorar não apenas a vida de quem recebe o alimento num momento de necessidade, mas também a vida dos produtores rurais. É uma política pública que tem atraído o interesse de agricultores, com bastante satisfação de quem já participa”, diz Osmar Felipe Júnior, diretor técnico da CATI Regional Guaratinguetá.
Os técnicos da CATI Regional Guaratinguetá − Osmar Felipe Júnior, Madison Nogueira, Mariele Santana, Paula dos Reis, com apoio administrativo de Danielle Maria e Nicole Roberta − estiveram à frente das entregas, que foram realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Piquete.

Sobre o PAA
Programa do Governo Federal, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, executada pela CATI, o PAA promove o acesso à alimentação e incentiva o desenvolvimento da agricultura familiar nos municípios. O programa é uma política de apoio e incentivo à agricultura familiar, por meio de agricultores, cooperativas e associações, a venderem seus produtos para órgãos públicos.
Em 2015, um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou os resultados do Programa de Aquisição de Alimentos e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). De acordo com a publicação Demanda Estruturada e Agricultores Familiares no Brasil: o caso do PAA e do PNAE, os dois programas de compras institucionais são fundamentais para a superação da pobreza e da fome no Brasil.
Por meio do programa, órgãos públicos compram os alimentos da agricultura familiar, de produtores detentores do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), sem necessidade de licitação, e os destinam às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, à rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e à rede pública e filantrópica de ensino.
Os alimentos são comprados na modalidade executada pela CATI − compra com doação simultânea − e o público consumidor são populações em situação de risco alimentar, atendidas pela rede de proteção social nos estados e municípios. O programa tem a finalidade de contribuir, como complementação, para o abastecimento alimentar de famílias que estejam em situação de vulnerabilidade social ou em estado de insegurança alimentar e nutricional por meio da distribuição gratuita, buscando também fortalecer o setor produtivo local e a agricultura familiar.
Acesse https://agricultura.sp.gov.br/cati/programa-de-aquisicao-de-alimentos/ para saber mais.
(Com informações da CATI Regional Guaratinguetá)
