Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI apresentará vantagens do sistema ILPF na Feicorte 2026


Na feira, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também será tema de palestra de servidores da SAA-SP

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará presente, mais uma vez, na Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne). O evento, que chega à sua 22.ª edição em 2026, será realizado de 23 a 26 de junho em Presidente Prudente (SP).

Assim como na última edição, a CATI ficará com técnicos na área demonstrativa de sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que conta com dois mil metros quadrados para visitação e oferece uma experiência prática das tecnologias de produção sustentável de grãos, pastagens e árvores, com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa.

A instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), também terá espaço para palestra na Arena Feicorte. No dia 25, a partir das 8h, o engenheiro agrônomo da CATI Regional Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes, e o assessor da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Vivaldo Neto, vão comandar o painel “ILPF no Pontal Paulista: produzir mais, recuperar áreas e gerar novas oportunidades no campo”.

Considerada a maior feira voltada à cadeia da pecuária de corte do mundo, a Feicorte reúne empresários, produtores, tomadores de decisão e especialistas no setor. Em 2025, participaram aproximadamente 16 mil pessoas e mais de 100 expositores.

Serviço

22.ª Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne

Quando: de 23 a 26 de junho de 2026

Horário: das 8h às 22h

Onde: Recinto de Exposições Jacob Tosello em Presidente Prudente

Inscrições: feicorte.com.br


Evento reuniu agricultores, técnicos e interessados em conhecer experiências de sucesso com cacau em sistemas integrados, mostrando que inovação, sustentabilidade e agregação de valor já são realidade no noroeste paulista

SP tem cacau! E com amêndoas de qualidade, produzidas em sistemas integrados. Mais do que apresentar uma nova cultura agrícola, o Dia de Campo sobre o Projeto Cacau SP e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), organizado pela CATI Regional São José do Rio Preto, Rede ILPF e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou entusiasmo, levou conhecimento e novas perspectivas para os participantes.

O evento reuniu mais de 50 pessoas de municípios ligados às Regionais da CATI de Jaboticabal, Jales, Votuporanga, Mogi Mirim e São José do Rio Preto, para conhecer de perto experiências que estão transformando propriedades rurais e criando novas oportunidades de renda no interior paulista. A programação passou pelos municípios de Mendonça e Adolfo, onde os visitantes puderam acompanhar os resultados do Projeto Cacau SP (em sistema integrado), iniciativa que vem demonstrando a consolidação do cultivo do cacau em áreas consideradas não tradicionais. Além da produção agrícola, o grupo conheceu histórias de empreendedorismo, agregação de valor e desenvolvimento rural sustentável.

Em Mendonça, a visita teve como destaque a propriedade do produtor Diego Persegil e família, que, além de cultivar cacau em sistema integrado com banana, produz chocolates artesanais com amêndoas cultivadas em solo paulista. Sua trajetória se tornou referência regional por unir inovação, geração de renda e valorização da produção local. “O Projeto Cacau SP mudou completamente a minha visão sobre a propriedade e sobre o futuro da minha família. O que começou como uma aposta se transformou em uma atividade que gera renda para todos, com abertura de novos nichos de mercado, e sustentabilidade ambiental. Hoje, produzimos nosso próprio chocolate e mostramos que é possível inovar no campo e ter qualidade de vida”, destaca Diego, que, mesmo participando de um curso complementar de pós-graduação em outro país, fez questão de participar on-line do Dia de Campo.

“O caso do Rancho do Cacau, que se tornou uma vitrine tecnológica do Projeto Cacau SP, demonstra o potencial da cacauicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor às propriedades rurais paulistas. Ao longo dos últimos anos, a família conquistou avanços importantes, desde a implantação e consolidação do cultivo até a produção própria de chocolate, ampliando as oportunidades de mercado e a geração de renda. Outro aspecto que merece destaque é o comprometimento da nova geração com a atividade. O Diego tem se dedicado intensamente aos estudos sobre manejo, tecnologia e processamento, buscando aprimorar tanto o sistema de produção no campo quanto a qualidade dos chocolates elaborados pela família, principalmente pela sua mãe Jucileide e sua avó Geraci. Esse processo contínuo de capacitação e inovação é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva do cacau em São Paulo e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, destacou Eusébio Persegil, engenheiro agrônomo da CATI Regional São José do Rio Preto, que acompanha tecnicamente o projeto.

Na sequência, em Adolfo, o grupo visitou a vitrine tecnológica instalada na Fazenda Fartura e conheceu a produção integrada de cacau e seringueira do plantio à pós-colheita. A programação foi encerrada na Casa da Agricultura do município, onde está instalada uma minifábrica de chocolate utilizada para capacitações e demonstrações práticas.

“A Vitrine Tecnológica da Fazenda Fartura é um exemplo concreto de como o sistema integrado de produção de cacau e seringueira pode gerar conhecimento e oportunidades para os produtores e interessados de todas as regiões paulistas. Ao longo dos anos, a área foi estruturada para demonstrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo até a pós-colheita, permitindo que os visitantes conheçam na prática as tecnologias e os manejos recomendados. Esse trabalho é complementado pela minifábrica de chocolate instalada na Casa da Agricultura de Adolfo, que se tornou uma importante ferramenta para capacitações e demonstrações sobre a produção de chocolate artesanal desenvolvidas em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)”, explica o engenheiro agrônomo Fioravante Stucchi Neto, da CATI Regional São José do Rio Preto e membro do Grupo Técnico de Cacau, frisando que tanto a implantação da estrutura física desses espaços quanto o manejo das culturas e o atendimento aos produtores contam com a dedicação e o comprometimento do técnico agrícola Eloísio Capoia, cuja atuação – há mais de 40 anos na CATI e na Casa da Agricultura de Adolfo.

Segundo o engenheiro agrônomo Oracy Schuindt Júnior, chefe da CATI Regional Jaboticabal, a visita ampliou a visão dos produtores sobre as possibilidades de diversificação da produção. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Ver o cacau produzindo em condições semelhantes às nossas e conhecer toda a cadeia, desde o plantio até a fabricação do chocolate, dá mais segurança para quem está pensando em investir na cultura. Os produtores voltam para casa motivados e com novas ideias para aplicar em suas propriedades; e nós, técnicos mais capacitados para apoiar aqueles que já adotaram a cultura e os que desejam iniciar”.

Sistemas integrados mostram resultados promissores

Durante o evento, foram apresentados dados de monitoramento dos sistemas de Integração Lavoura-Floresta (ILF), modelo que combina o cultivo do cacau com banana e árvores de Corymbia, usada como quebra-vento no Rancho do Cacau. A técnica da Rede ILPF, Estella Mantovani, destacou os resultados iniciais observados na região. “Os indicadores que estamos acompanhando mostram que os sistemas integrados podem oferecer benefícios econômicos e ambientais importantes”.

“Em uma área implantada em 2023, observamos que a renda gerada pela banana no ano agrícola 2024/25 foi suficiente para cobrir os custos de implantação do cacau e remunerar a mão de obra familiar. Além disso, o sistema agregou valor à propriedade por meio de atividades ligadas ao turismo e à educação ambiental. São resultados muito promissores para uma cultura ainda em fase inicial na região”, informou, ressaltando que o projeto Integração Lavoura-Floresta desenvolvido no Rancho do Cacau, em Mendonça, é acompanhado pela CATI, Rede ILPF e Embrapa. Segundo ela, embora sejam necessários estudos de longo prazo para consolidar os dados, os resultados demonstram o potencial da integração para diversificar a produção, aumentar a rentabilidade e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.

O engenheiro agrônomo Fernando Miqueletti, chefe da CATI Regional São José do Rio Preto e integrante do grupo técnico do Projeto Cacau SP, ressaltou o papel da iniciativa na expansão da cultura pelo território paulista.

“O Projeto Cacau SP tem mostrado que o estado possui condições para desenvolver uma cadeia produtiva competitiva, sustentável e inovadora. Nosso trabalho vai muito além do plantio. Atuamos desde a implantação das áreas até a pós-colheita e a produção de chocolate, permitindo que os agricultores agreguem valor e tenham acesso a novas oportunidades de mercado”, salientou, afirmando que o Dia de Campo fez parte do calendário de eventos mensais (palestras, reuniões, visitas técnicas etc.), que o Grupo Técnico de Cacau realiza para levar conhecimento e sensibilizar agricultores, empresas e interessados. Para ele, o interesse crescente dos produtores demonstra que o cacau já deixou de ser apenas uma alternativa experimental. “Estamos vendo agricultores enxergar o cacau como uma oportunidade real de diversificação e geração de renda. Isso fortalece o desenvolvimento regional e cria novas perspectivas para a agricultura paulista.”

Sobre o Dia de Campo, Miqueletti avaliou positivamente os resultados e destacou o avanço da cultura em regiões onde, até pouco tempo atrás, o cultivo era considerado improvável. “O sucesso desse evento demonstra a força da assistência técnica, da pesquisa e da inovação quando trabalham de forma integrada. Estamos acompanhando o crescimento do cacau em regiões não tradicionais do estado, com resultados cada vez mais consistentes. Isso mostra a capacidade do agricultor paulista de incorporar novas tecnologias e construir sistemas produtivos mais resilientes e rentáveis”, ressaltou Miqueletti.

Segundo os integrantes do Grupo Técnico de Cacau que ministraram palestras no evento – Andrey Vetorelli, Eusébio Persegil e Fioravante Stucchi Neto –, o trabalho desenvolvido pelo Projeto Cacau SP representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento rural paulista. “O cacau está se consolidando como mais uma alternativa para diversificação das propriedades, geração de renda e agregação de valor. Ver produtores compartilhando experiências de sucesso e motivando novos agricultores é a prova de que estamos no caminho certo, mas sempre com olhar atento, pois o cultivo do cacau, como ocorre em qualquer outra cultura agrícola, envolve inúmeras variáveis e não é uma ciência exata, mas sim fruto de acompanhamento técnico-científico constante”, acrescentando: “O avanço e a consolidação do cacau em regiões consideradas não tradicionais confirmam o potencial da cultura como uma nova oportunidade para o agro paulista, fortalecendo a agricultura, especialmente a familiar, agregando valor à produção e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”.

Ao final do encontro, produtores e técnicos foram unânimes em destacar o aprendizado adquirido e o entusiasmo gerado pela atividade. Para muitos participantes, o Dia de Campo representou o primeiro passo para a implantação de novas áreas, reforçando o potencial da cultura como uma nova fronteira agrícola para São Paulo.

Compartilhando desse pensamento, Márcio Tonelli, que viajou de Campinas para participar do Dia de Campo, mostrou grande interesse em iniciar na produção de cacau. “Temos uma propriedade familiar entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu (cidades ligadas à CATI Regional Mogi Mirim) e estamos avaliando alternativas de cultivo que possam gerar renda para a família; e, de tudo que vimos, o cacau se mostrou uma opção muito promissora nessa região, pois vimos que outros produtores já tradicionais no cultivo de citros e café, por exemplo, estão se mostrando muito interessados em começar a plantar cacau. O que mais nos chamou atenção neste Dia de Campo foi o aprendizado sobre toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a produção de chocolate artesanal de qualidade. Também foi muito inspirador conhecer de perto o trabalho da CATI e do Governo do Estado no Projeto Cacau SP, incentivando a produção local, o turismo rural e novas oportunidades econômicas para produtores que buscam diversificar suas atividades. Saímos daqui maravilhados com tudo o que vimos, ouvimos e vivenciamos”.

Abaixo, a galeria de imagens do evento.

Com parcerias estratégicas, tecnologia e extensão rural, a CATI, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, mostrou na Agrishow como políticas públicas e projetos sustentáveis estão gerando renda, oportunidades e dignidade no campo paulista

Balanço da participação da CATI na Agrishow 2026

Mais que um dever; a sensação é de missão cumprida! A presença da CATI na 31.ª Agrishow reafirmou um compromisso que vai muito além da difusão tecnológica, pois se trata de levar conhecimento, oportunidades e transformação real para quem vive e produz no campo. Em um dos maiores palcos do agronegócio no mundo, a instituição apresentou um conjunto robusto de políticas públicas, projetos e ações que impulsionam cadeias produtivas, promovem sustentabilidade e, sobretudo, impactam diretamente a vida de milhares de produtores rurais.

Ao longo da feira, realizada entre os dias 27 de abril e 1.° de maio, extensionistas e especialistas demonstraram como a atuação integrada da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com diversas instituições, tem fortalecido o desenvolvimento rural sustentável. Iniciativas como os Projetos CATI Leite, Solo + Fértil, Integra SP Agro, Cacau SP, Frutas Vermelhas SP e Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Cesta Verde mostraram, na prática, que é possível produzir mais, com qualidade e respeito ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que se amplia a geração de renda e emprego no campo.

Com este cenário, o estande da CATI se transformou em um verdadeiro ponto de encontro entre conhecimento técnico e histórias de vida. Produtores e técnicos compartilharam experiências, visitantes se emocionaram com resultados e gestores públicos conheceram modelos que podem ser replicados em diferentes regiões do país.

“Vivemos um momento histórico nessa edição, com recorde de público e um interesse impressionante nos nossos projetos. Projetos como o Cacau SP, Frutas Vermelhas e CATI Leite despertaram mais que curiosidade, levaram esperança de que é possível promover desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e econômica, transformando vidas com dignidade, renda e qualidade. O mais gratificante foi ouvir depoimentos de produtores e visitantes, muitos emocionados ao perceber que essas iniciativas estão, de fato, mudando realiddes e abrindo novos caminhos no campo”, comenta o diretor da CATI, Ricardo Domingos Luiz Pereira.

E são justamente esses relatos que dão sentido ao trabalho desenvolvido. Produtores destacaram o aumento da produtividade, a diversificação das atividades e a melhoria na qualidade de vida de suas famílias. Visitantes se surpreenderam com o alcance das ações e com a proximidade da assistência técnica oferecida pelas Casas da Agricultura, presentes na maioria dos municípios paulistas.

Sendo assim, a Agrishow 2026 consolidou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI, como protagonista na construção de um agro mais inclusivo, inovador e sustentável, pois, mais do que apresentar projetos, a instituição mostrou resultados concretos: vidas transformadas, cadeias produtivas fortalecidas e um futuro mais promissor para o campo paulista.

Projetos, programas e ações chamam atenção de todas as faixas etárias

A CATI marcou presença com um time de extensionistas e especialistas parceiros da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e do Governo de SP, apresentando e esclarecendo dúvidas sobre políticas públicas e projetos que impactam a geração de emprego e renda no campo, aliada ao desenvolvimento sustentável, destacando informações e orientações sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR); linhas de financiamento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap); projetos e programas como o Cacau SP; CATI Leite; Integra SP, com ILPF – Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta e Solo + Fértil; Frutas Vermelhas SP, PAA Cesta Verde, bem como comercialização de sementes e mudas com garantia de qualidade e apresentação de projetos da CATI Sementes e Mudas.

Na Agrishow, produtores rurais tiram dúvidas sobre o seu Cadastro Ambiental Rural (CAR)

“É um orgulho que CATI esteja presente na Agrishow, desde o seu início, há três décadas. Para nós da extensão rural, é uma oportunidade ímpar de apresentar nossas ações, bem como nossos programas e projetos executados não apenas para o público-alvo da instituição, os produtores rurais, como para todos os visitantes, incluindo gestores públicos que, muitas vezes, vêm de outros estados e até de outros países conhecer o trabalho de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) realizado como missão em todo o estado, pela capilariedade da nossa atuação, que tem nas Casas da Agricultura, instaladas na maioria dos municípios paulistas, a porta de acesso para que os agricultores acessem políticas públicas, projetos, capacitações e crédito rural; bem como o Governo de SP formalize parcerias público-privada para execução de ações e projetos com impacto nas áreas rural e urbana”, ressalta Ricardo Pereira, diretor da CATI.

Na Agrishow, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta com o Integra SP Agro e a Rede ILPF

Projeto Cacau SP

 A CATI mostra o Projeto Cacau SP na Agrishow

No espaço do projeto, os visitantes foram recebidos pelo mascote “Cacauzinho” e puderam participar de oficinas que mostraram o processo desde a amêndoa até a produção do chocolate (saboreando este que é conhecido como o “alimento dos deuses”) e esclarecer dúvidas sobre o projeto com especialistas do Grupo Técnico de Cacau da CATI.

Durante a Feira, também foi lançado o Documento Técnico 137 “Cenário atual da cacauicultura paulista e estratégias para expansão sustentável”, publicação que passa a integrar o portfólio da instituição, que mantém mais de mil títulos, e que já está disponível para download gratuito no site da CATI.

https://storage.googleapis.com/saa-repositorio/prd/saa-sites/cati/documentos/DT-137-Cacau-SP-3_2026.pdf

Projeto Frutas Vermelhas SP

 A CATI apresenta para os produtores, na Agrishow, o Projeto Frutas Vermelhas SP

Já no espaço do Projeto Frutas Vermelhas SP, os especialistas técnicos da CATI Regional Campinas, responsável pela execução e desenvolvimento em todo o território paulista, apresentaram as principais ações técnicas realizadas até o momento e esclareceram dúvidas de produtores e interessados em iniciar nas culturas de amora, mirtilo e framboesa, englobadas pelo projeto.

Por meio desse projeto, que está sendo desenvolvido para aprimorar a cadeia produtiva das frutas vermelhas, ampliando a área cultivada e a qualidade das frutas, a CATI tem difundido inovação, com tecnologia e variedades adaptadas para climas mais quentes, abrindo novas fronteiras para o cultivo dessas frutas de clima temperado em diversas regiões do estado, ao mesmo tempo em que disponibiliza mais uma opção rentável para os produtores rurais paulistas.

Atualmente, o projeto conta com o envolvimento de 10 Regionais da CATI e 47 produtores, incluindo a instalação de Unidades de Adaptação de Tecnologia e Unidades Demonstrativas. Além disso, já ultrapassou as fronteiras paulistas, por meio de termo de cooperação técnica assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal.

Outro ponto alto para os visitantes foi o lançamento da Instrução Prática 281 “Frutas Vermelhas – Cor, Sabor e Saúde”, que já está disponível para download gratuito, no site da CATI. 

https://storage.googleapis.com/saa-repositorio/prd/saa-sites/cati/documentos/IP-281-Frutas-Vermelhas.pdf

Projeto CATI Leite

Os produtores e visitantes do estande da CATI tiveram uma surpresa nesta edição. No espaço dedicado ao Projeto CATI Leite, foram recebidos pela mascote do projeto: a  Catiana!

E todos foram unânimes: a Catiana, uma réplica fiel de uma vaca de leite, conquistou os corações e motivou muitos a obterem mais informações junto a especialistas do Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite sobre o projeto que, mais que levar tecnologia para aumentar a qualidade, a produtividade, a rentabilidade e a gestão nas propriedades leiteiras paulistas, além de melhoramento genético e conforto animal, principalmente em pequenas áreas, tem transformado vidas no campo.

De solicitações para levá-la para “passear” em outros eventos, levar a metodologia do Projeto CATI Leite para pastagens além das fronteiras do território paulista e encantar crianças e adultos, com lembranças emotivas, a Catiana também incentivou estudantes a querer aprofundar conhecimentos sobre os trabalhos da extensão rural paulista na cadeia produtiva do leite.

Uma dessas estudantes foi Giovana Denadai, aluna da graduação em Zootecnia na universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Ilha Solteira, que foi ao estande atraída pela mascote. “Eu tenho uma paixão pela área de bovinocultura de leite e não conhecia muito sobre projetos de extensão rural na área em São Paulo. E o CATI Leite me encantou, pois muda a vida de pessoas. Já vou entrar em contato com a responsável pelo Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite da CATI, e quem sabe consigo um estágio ou visita técnica?”, comentou enquanto tirava fotos com os colegas da Universidade.

CATI Sementes e Mudas

Outro destaque desta edição foi a atuação da CATI Sementes e Mudas, que evidenciou como a base produtiva começa com qualidade genética, inovação e acesso. Com tecnologias como a Ecopot – que substitui embalagens plásticas por soluções biodegradáveis – e projetos voltados à sanidade e produtividade de culturas como mandioca e batata-doce, a unidade reforça seu papel estratégico no fortalecimento das cadeias produtivas.

A CATI Sementes e Mudas apresenta vitrine tecnológica com materiais produzidos pela CATI

Para o coordenador da CATI Sementes e Mudas, Gerson Cazentini Filho, o impacto da participação na feira foi marcante. “Mais do que falar em números, e eles foram muito expressivos, é preciso destacar a importância do trabalho de extensão rural promovido junto a produtores de diversas partes do país e até de outros países, que puderam conhecer as sementes e mudas produzidas em núcleos de excelência instalados em diversas regiões paulistas”.

 CATI Sementes e Mudas levando suas variedades na Agrishow 2026

Durante os cinco dias da Agrishow, foram comercializadas cerca de 4.000 mudas, sendo as mais vendidas de banana, frutas vermelhas (mirtilo, amora e framboesa), cacau e outras frutíferas comerciais, como manga, abacate e atemoia. “Entre vendas e orientação técnica, nossa equipe fez mais de mil atendimentos no estande. E muitos contatos foram feitos, os quais resultarão em atendimentos e vendas futuras”, celebra Cazentini.

CATI apresenta o AL Vassoura, o Sorgo-vassoura, que propicia aquelas vassouras naturais que usamos em casa

Balanço do Governo de SP na Agrishow

Acesse https://agricultura.sp.gov.br/arquivos/15588 e veja: SP fecha Agrishow com recorde de aporte a produtores rurais e 250 mil hectares regularizados

Sobre a Agrishow 2026

  • A Feira tem alcance internacional, pois reúne mais de 800 marcas expositoras, incluindo grandes potências agrícolas do mundo, e atrai visitantes de dezenas de países.
  • Mobiliza um volume bilionário de negócios, movimentando mais 11 bilhões de reais em intenções de negócios nesta 31.ª edição, consolidando-se como um termômetro econômico do setor.
  • É uma vitrine de tecnologia, por ser um dos principais palcos mundiais para o lançamento de máquinas agrícolas, agricultura de precisão, drones, IA (Inteligência Artificial) e soluções de automação no campo.
  • Tem uma dimensão física que ocupa uma área de mais de 520.000m², sendo frequentemente citada como a maior feira agrícola a céu aberto da América Latina e uma das maiores do mundo.

A seguir, a galeria de imagens:

Atividade leiteira tem grande importância econômica na região e o evento realizado anualmente tem se consolidado como espaço de atualização de tecnologias e conhecimento

O município de Mococa, ligado à área de atuação da CATI Regional São João da Boa Vista, sediou o “Encontro de Produtores de Leite de Mococa e Região 2025”, com a presença de cerca de 80 pessoas, entre produtores, técnicos das redes pública e privada, lideranças regionais, representantes de empresas atuantes na região, estudantes, bem como de extensionistas de outras Regionais da CATI, como Mogi das Cruzes e Jaboticabal, que viabilizaram a participação de produtores de suas regiões.

Com uma programação interativa realizada no Sítio Indaiá, que contou com palestras e demonstrações práticas, o evento foi coordenado pelos engenheiros agrônomos Valdo Prado Nunes e Daniel Bruno Belutti, sendo este último chefe da CATI Regional São João da Boa Vista. “Os participantes tiveram a oportunidade de interagir com os especialistas, bem como trocar experiências. Na visita à propriedade, se mostraram muito impressionados com a qualidade do pasto neste período de inverno, onde são adotadas técnicas preconizadas pelo Projeto CATI Leite. Além disso, destacaram a importância das informações sobre nutrição de vacas leiteiras e os ajustes necessários para alimentação concentrada, dependendo do alimento volumoso utilizado na dieta delas”, explicam os coordenadores da atividade.

Outro ponto que ganhou destaque na programação foi a apresentação feita pelo médico-veterinário José Ricardo Lobo a respeito da planilha de custo de produção da matriz leiteira, do nascimento ao primeiro parto, a qual foi muito debatida entre os participantes, que observaram na prática a relevância do uso dessa ferramenta. “Podemos afirmar que as expectativas da comissão organizadora, para a transferência das tecnologias, foram superadas”, avalia Valdo.

Ciclo de palestras

A programação teve início com um café da manhã oferecido pelos Laticínios Coqueiros e Leite Fazenda Bela Vista, durante o qual os produtores puderam entregar amostras de leite e volumosos para análise no trailer da Caravana do Giro do Leite, que contou com acompanhamento do pesquisador doutor Luiz Carlos Roma Júnior, do Instituto de Zootecnia, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

A abertura do evento foi realizada pelos extensionistas Daniel e Valdo, que deram as boas-vindas aos presentes, ressaltando a importância da participação dos produtores rurais como protagonistas da atividade e agradecendo aos proprietários do Sítio Indaiá, Silvandir Ribeiro da Silva e Juliano Gaspar da Silva, pela disponibilização da infraestrutura e do local, bem como pelo cuidado com zelo profissional para a produção de leite com qualidade e segurança sanitária.

O Ciclo de Palestras teve início com uma apresentação do Sítio Indaiá, como Unidade Demonstrativa dos Projetos CATI Leite e Integra SP/Rede ILPF, ministrada pelo engenheiro agrônomo Valdo, que destacou o trabalho realizado na propriedade, nos últimos cinco anos, que elevou a produtividade de leite de 15.642 litros/hectare/ano, em 2020, para 26.072 litros/hectare/ano, em 2025, impactando positivamente o aumento da renda mensal obtida. “Nesse período, foi implantado na propriedade um sistema de pasto rotacionado irrigado com integração lavoura e pecuária, tendo acompanhamento técnico da CATI, o que vem possibilitando a agregação de um volume maior de renda na atividade leiteira”, explica Valdo.

O agrônomo ressaltou ainda que, em pequenas propriedades, há uma maior dificuldade de implantação do componente floresta no sistema, mas destacou que existe um planejamento de plantio de cerca de 1.000 árvores de eucalipto ao longo das valetas de drenagem dessa propriedade, visando proporcionar conforto térmico às vacas leiteiras, cujas árvores irão contribuir para a drenagem da área de pastejo rotacionado e terão utilização futura da madeira produzida, no processo produtivo da propriedade.

Ainda em sua apresentação, o agrônomo apresentou métodos e procedimentos para realizar o processo de sobressemeadura de aveia em área de pastejo rotacionado de tifton, descrevendo os materiais necessários e detalhando os custos do procedimento. “Para implementação dessa tecnologia, é indispensável o uso de um sistema de irrigação eficiente, o que permitirá produzir alimento volumoso de alta qualidade para 6UA/ha, com um custo diário de R$ 3,30 vaca/dia, valor muito menor quando comparado aos R$ 12,25 vaca/dia, para alimentação com silagem de milho. A economia é muito grande”.

No decorrer da apresentação, ele também detalhou o procedimento de plantio e o manejo do Sistema, destacando que 1ha do sistema produzirá alimento volumoso para 6UA, por um período de 100 dias, ou seja , de junho a setembro, gerando um incremento de R$ 5.370,00 na renda mensal da propriedade. Após a descrição do método, os participantes se dirigiram para os pastos rotacionados da propriedade − onde observaram a semeadura de aveia e azevém, implantados sobre a pastagem de tifton e grama-estrela da propriedade, 40 dias antes do evento.

A segunda palestra teve o tema “Manejo nutricional de vacas leiteiras em sistema de produção de pastejo rotacionado”, e foi ministrada pelo zootecnista Bruno Henrique Araújo, responsável técnico do setor de agropecuária da Coopercitrus. Em sua apresentação, ele explicou a dinâmica do sistema digestivo de vacas leiteiras e as diferenças entre alimentos volumosos e concentrados utilizados na dieta desses animais, desvendando vários mitos inerentes ao manejo nutricional. Durante sua palestra, o zootecnista elogiou a qualidade dos alimentos volumosos produzidos nas propriedades assistidas pelo Projeto CATI Leite, destacando que o pasto rotacionado é um alimento de excelência para alimentar vacas leiteiras, sendo a base do sucesso econômico dos produtores de leite que tem visitado na região.

A terceira palestra enfocou o “Sistema de criação da matriz leiteira do nascimento ao primeiro parto – planilha de custo de criação da matriz leiteira”, e foi ministrada pelo médico-veterinário José Ricardo Lobo − da Casa da Agricultura de Santo Antônio do Jardim (ligada à área de atuação da CATI Regional São João da Boa Vista) −, que detalhou todo o Sistema Recria de fêmeas leiteiras no Sítio Indaiá, desde o nascimento até o primeiro parto.

Durante sua palestra, José Ricardo apresentou a planilha de cálculo do custo para a produção da matriz leiteira e realizou uma dinâmica para o seu preenchimento, com apoio do criador Juliano Gaspar da Silva. Os participantes interagiram de forma muito interessada para aprendizagem do uso desta ferramenta, que influencia na redução de custos.

O evento foi encerrado por Valdo Nunes, responsável técnico pela atividade, com agradecimento especial aos parceiros, aos participantes e às autoridades presentes, já anunciando a edição do próximo ano e de outras atividades que ainda serão realizadas na cadeia produtiva.

Logo Governo