Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Homenagem | Artur Chinelato de Camargo – 30/8/1959 – 16/3/2026

É com pesar que comunicamos o falecimento, ocorrido no dia 16 de março de 2026, do pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste e idealizador do Programa Balde Cheio – que leva assistência técnica estruturada, visão de gestão e acompanhamento contínuo às propriedades leiteiras e sedimentou as bases para o desenvolvimento do Projeto CATI Leite -, Artur Chinelato de Camargo.

Engenheiro agrônomo formado pela Universidade de São Paulo (USP), Chinelato foi mais que um pesquisador que cumpriu com amor e dedicação seu papel na cadeia leiteira no Brasil. Ele foi um “extensionista” por vocação e paixão.

Nos despedimos prestando nossas condolências à família e celebrando sua vida, que deixou uma marca no trabalho da extensão rural dentro e fora da CATI e na vida de centenas de famílias transformadas pelo Programa Balde Cheio e pelo Projeto CATI Leite, como é o caso da família Ferrari, do município de Potirendaba, cujo depoimento é o espelho do fruto deixado pelo seu trabalho:

“Quando o técnico da Casa da Agricultura nos falou sobre o projeto, estávamos passando por um momento difícil e doloroso, com a perda do meu pai, que era nosso esteio e da nossa propriedade. Com 20 e poucos anos, me vi com uma pequena área, muitas dúvidas e pouca rentabilidade; em alguns momentos, tivemos dúvidas se seria possível continuar. Hoje, posso dizer que o CATI Leite proporcionou à nossa família a esperança de progressão, condições e estrutura para entender a atividade leiteira, aprendendo e aprimorando as técnicas que nos são transmitidas. Nesse meio-tempo, tivemos a benção de gerar um filho e a esperança de continuidade; estamos sustentáveis no sítio, com renda e qualidade de vida. Foi um divisor de águas”, declara emocionado o produtor Luis Fernando Ferrari, ao lado da esposa Daiane e do pequeno Artur – que recebeu este nome em homenagem a Artur Chinelato –, que não vai para a escola sem antes abraçar o pai na sala de ordenha e dar “bom dia” para as vacas, as quais conhece cada uma pelo nome.

Com este depoimento emocionado, deixamos neste espaço uma pequena homenagem a este grande homem, escrita pela Família CATI, representada pelos integrantes do Grupo Técnico de Pecuária de Leite.

“Querido Artur,

O nosso sentimento já é de muitas saudades e eterna gratidão. Saudades do grande amigo, que era para todos a mais pura inspiração. Gratidão eterna por ter sido para nós, Catianos, um farol para a extensão rural, especialmente a envolvida na arte da pecuária leiteira, e no desafio de transferir (e construir) conhecimentos e tecnologias aos homens e mulheres do campo.

Com seu jeito simples, você conseguiu nos ensinar sobre assuntos complexos e, aprendendo com você, nos tornamos melhores, não só como técnicos, mas como seres humanos. Você foi, com certeza, um dos maiores extensionistas entre todos os nossos grandes pesquisadores. Tenha certeza, grande amigo, que, entre nós Catianos, seus ensinamentos serão transmitidos e suas histórias contadas através das gerações e não permitiremos jamais que o seu legado seja esquecido. Você sempre estará presente em nossas rodas de conversas e nossos encontros. Fica aqui, assim, o nosso singelo muito obrigado por tudo e por tanto! Descanse em paz, grande Mestre. Um dia nos reencontraremos nos campos do Céu!”

É com pesar que comunicamos o falecimento, ocorrido dia 3 de dezembro de 2025, de nossa servidora da área administrativa da CATI Regional Marília, Osmarina Aparecida de Souza, aos 55 anos, deixando o esposo Lourival da Silva e os filhos Maria Luisa e Eduardo.

Nascida em Marília (SP), Osmarina ingressou na CATI, em 1992, na Casa da Agricultura de Maracaí, ligada à antiga Delegacia Agrícola de Paraguaçu Paulista, se transferindo, no ano seguinte, para a Divisão Regional Agrícola (Dira) de Marília.

Com sua alegria característica, vontade de aprender e dedicação a todo trabalho e toda ação que pudessem resultar em benefícios aos produtores rurais e aos colegas da extensão rural, a servidora, que iniciou sua vida funcional como auxiliar de serviços gerais – com dedicação, esforço e muito estudo (estava cursando a faculdade de Administração) –, enfrentou desafios e colheu grandes conquistas, chegando ao posto de diretora administrativa da CATI Regional Marília, local em que atuava até o momento.

“A Osmarina fazia toda diferença na nossa ‘família’ Regional de Marília, não apenas como profissional, mas como a mulher e amiga de valor que ela era. Sempre com um sorriso nos lábios, recebendo e tratando a todos muito bem, mesmo em meio aos desafios que a vida traz. Ela era uma profissional dedicada e competente na sua área de atuação, mas que tinha um olhar atento e uma disposição enorme para auxiliar a área técnica, para que o melhor trabalho fosse prestado aos produtores e aos colegas não apenas da Regional, mas das Casa da Agricultura. Para nós, era muito claro o orgulho dela em ser da CATI − instituição em que ela amava trabalhar −, bem como o cuidado por todos aqueles que com ela conviviam”, destacam os colegas da Regional, lembrando dela como como um exemplo a ser seguido: uma profissional alegre, atenciosa, prestativa, espontânea, vocacionada e com grande amor pela extensão rural. “Vamos sentir muita falta da profissional que ela foi, mas muito mais da nossa amiga que iluminava e inspirava a vida de todos nós”, afirma Luiz Felipe de Onofre Borges, chefe da CATI Regional Marília. Mais do que de uma servidora que cumpriu com amor e dedicação seu papel na área pública, nos despedimos de uma amiga, prestando nossas condolências à família, mas celebrando sua vida, que deixou uma marca no trabalho da extensão rural dentro e fora da CATI!

Gerson Cazentini Filho, coordenador da CATI Sementes e Mudas, foi o premiado pela Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), na 53.ª edição da Cerimônia Deusa Ceres, tradicional solenidade que homenageia os destaques da Agronomia nas áreas da Ação Ambiental, Assistência Técnica e Extensão Rural, Defesa Agropecuária, Ensino, Iniciativa Privada e Pesquisa, reconhecendo também profissionais do setor, instituições e empresas que contribuem para o desenvolvimento sustentável e fortalecimento do agronegócio

Na cerimônia realizada com auditório lotado, na sede do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, e criada para valorizar profissionais e instituições que deixam um legado na agropecuária paulista, a qual leva o nome da Deusa Ceres, que simboliza fertilidade, prosperidade e o compromisso com o futuro do campo, Cazentini Filho demonstrou toda a sua alegria em receber a Medalha Fernando Costa, na Categoria Assistência Técnica e Extensão Rural, outorgada aos destaques nas áreas da Ação Ambiental, Assistência Técnica e Extensão Rural, Defesa Agropecuária, Ensino, Iniciativa Privada e Pesquisa na Categoria Assistência Técnica e Extensão Rural.

“É uma alegria e uma honra ter sido indicado por tantos colegas e poder receber esta homenagem, que não é só minha, mas de todos os engenheiros agrônomos da CATI, que é a nossa casa, onde desenvolvemos mais que um trabalho, desenvolvemos uma missão, pois tudo que é feito com amor não é trabalho. Tudo que sou como profissional da Agronomia e extensionista rural tem sido construído, há mais de 30 anos, na escola chamada CATI”, declarou emocionado Cazentini, contando um pouco de sua vida, sua trajetória profissional e o trabalho diário junto aos produtores rurais.

Para o diretor da CATI, Ricardo Domingos Luiz Pereira, o agrônomo premiado personifica o espírito da instituição e da extensão rural. “Além de um excelente profissional, o Gerson é um grande amigo e um catiano que honra a extensão rural, pois caminha lado a lado com o produtor rural todos os dias. E sempre disposto e aberto a transferir conhecimento e apoiar os colegas na missão que é o trabalho da CATI”, comentou Pereira, parabenizando a todos os premiados. “Valorizar esses profissionais é também preservar o futuro do agro e o fortalecimento dos produtores rurais”.

Da esq. para a dir., o diretor da CATI, Ricardo Pereira; o presidente da Agroesp, Victor Branco de Araújo; os engenheiros agrônomos Celso Roberto Panzani, Fernando Alves dos Santos e Marcos Augusto Franco Júnior, da CATI Sementes e Mudas, celebraram a premiação do eng. agr. Gerson Cazentini.

 

Um pouco sobre o homenageado

Nascido em Ribeirão Preto (SP), onde residiu até 1982, quando saiu para estudar Agronomia em Paraguaçu Paulista, local em que se formou engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agronomia de Paraguaçu Paulista (ESAPP) em 1985.

Gerson é servidor público da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, atuando na Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), ingressando como efetivo no concurso realizado em setembro de 1991 no município de Paulo de Faria.

Iniciou sua carreira  atuando como engenheiro agrônomo da Prefeitura Municipal de Pontes Gestal, por meio de convênio com a Secretaria de Agricultura e Abstecimento, entre os anos de 1987 e 1991, em trabalhos de assistência técnica e extensão rural aos produtores do município, na cultura do algodão e, principalmente, no Manejo Integrado de Pragas (MIP). Ainda em 1991, ingressou como servidor público da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, atuando na CATI, após realização de concurso, passando a atuar no município de Paulo de Faria.

A convite, em 1996, atuou no Centro de Testes e Avaliação e Divulgação (Cetadi) do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes – DSMM (atual CATI Sementes e Mudas), lotado no Núcleo de Produção de Sementes de São José do Rio Preto, onde trabalhou entre os anos de 1996 e 1998. Após esse período, passou a atuar na Casa da Agricultura de Cardoso, entre 1998 e 2008, desenvolvolvendo ações principalmente na área de agricultura irrigada, orientando e regularizando a implantação de pivôs centrais. Participou também da introdução do plantio direto na palha e o desenvolvimento da cultura da soja na região, onde se especializou nas culturas de cereais irrigados de alta produção.

Transferiu-se, também a convite, para o Núcleo de Produção de Sementes de Fernandópolis, onde atuou, entre 2008 e 2016, na produção de sementes de feijão e sorgo, assumindo a direção da unidade, em 2012.

Em 2016, foi designado como diretor do Centro de Produção de Sementes (CPS) na sede do DSMM, em Campinas, onde, até 2020, planejou e acompanhou  os campos de  produção de sementes dos Núcleos do Departamento e da Fazenda Ataliba Leonel, realizando  vários trabalhos de desenvolvimento e reorganização das unidades.

A partir de 2021 (até o momento), assumiu a Diretoria Geral do DSMM, o qual foi reorganizado e modernizado, passando a ser denominado CATI Sementes e Mudas, unidade que recentemente se tornou uma coordenadoria da CATI. Participa dos trabalhos de Ater, organização de produtores, experimentação agrícola, organização de cursos, palestras, Dias de Campo, acompanhamento da produção, distribuição e venda de sementes e mudas junto às Casas da Agricultura, bem como participa de programas especiais da CATI e do Governo do Estado, produzindo insumos estratégicos e prestando suporte técnico como facilitador e orientação aos extensionistas da CATI. Participou de 16 publicações de resultados de testes regionais realizados pela CATI em todo estado, sendo membro da Comissão Técnica de Grãos da CATI.

É com pesar que comunicamos o falecimento, ocorrido dia 10 de abril 2025, de nosso extensionista aposentado, José Orilton Franco Pereira, deixando a esposa Maria Estela, os filhos João Paulo e Lucas, e dois netos.

Nascido em Piraju (SP), José Franco, como era conhecido, era engenheiro agrônomo de profissão, mas extensionista por vocação e paixão. Começou sua vida funcional na Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em 1992, ingressando no Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da CATI (atual CATI Sementes e Mudas), começando sua atuação no Núcleo de Produção de Sementes (atual Núcleo de Sementes) Fazenda Ataliba Leonel. Depois, atuou como chefe de Seção Técnica, no Núcleo de Produção de Sementes de Águas de Santa Bárbara, voltando, em 1997, para Ataliba Leonel, onde se tornou diretor técnico em 2000, cargo exercido até o ano de 2004. Em 2005, transferiu-se para a CATI Regional Ourinhos, onde inicialmente atuou na Casa da Agricultura de Piraju, sendo transferido posteriormente para a chefia da Casa da Agricultura de Tejupá, unidade em que se aposentou no ano de 2022.

“O Zé Franco desenvolveu muitos trabalhos durante sua trajetória na CATI. Sempre foi um profissional atuante, com grande conhecimento técnico nas áreas de extensão rural, produção de sementes e na cafeicultura, uma de suas paixões. Como pessoa era muito alegre, iluminando e animando os locais onde chegava, sempre disposto a trocar experiências e compartilhar os seus saberes com respeito e escutando os produtores e colegas. Para nós, ele sempre foi um exemplo a ser seguido, pela dedicação, amizade, competência e sorriso espontâneo que abria as ‘portas’ para as parcerias, que foram muitas, ao longo de mais de três décadas de trabalho, com muito orgulho de ser ‘catiano’!”, relembram e celebram os colegas da CATI Regional Ourinhos e da CATI Sementes e Mudas.

Nos despedimos de um amigo, prestando nossas condolências à família, mas celebrando sua vida, que deixou uma marca no trabalho da extensão rural na base de uma produção agrícola sustentável, com foco nos homens e mulheres do campo!

É com pesar que comunicamos o falecimento, ocorrido dia 1.° de abril de 2025, de nosso extensionista Johannes Peter Feldenheimer, deixando a esposa Laurecy, as filhas Karen e Kamila, e a netinha, Olivia.

Nascido em São Paulo (SP), Johannes era engenheiro agrônomo de profissão, mas extensionista por vocação e paixão. Começou sua vida funcional na Prefeitura Municipal de Reginópolis, onde atuou no período de 1988 a 1991. Como extensionista, ingressou na Secretaria de Agricultura por meio de concurso realizado em 1991, iniciando sua jornada na Divisão Regional Agrícola (Dira) de Bauru (atual CATI Regional), ocupando o cargo de assistente agropecuário na Casa da Agricultura de Reginópolis.

Em 1999, passou a ocupar o cargo de assistente de planejamento na CATI Regional Bauru, função na qual trabalhou até 2011, ano em que passou a ocupar o cargo de diretor técnico da unidade, até o ano de 2016. Após esse período, retornou ao seu cargo de origem, na Casa da Agricultura de Reginópolis, onde trabalhava atualmente.

“Johannes desenvolveu muitos trabalhos durante sua trajetória na CATI. Sempre foi um profissional atuante nos projetos desenvolvidos pela instituição, tendo trabalhado em diversas iniciativas, como os Programas Microbacias I e II, na área de fruticultura, entre muitos outros. Para nós, era muito claro o orgulho dele em ser um extensionista, com frequentes demonstrações de carinho e dedicação pela CATI − instituição em que ele amava trabalhar − bem como pelos produtores rurais e por todos que com ele conviviam”, destacam os colegas da Regional Bauru lembrando do amigo e profissional como um exemplo a ser seguido; um profissional sereno, dedicado e apaixonado por sua profissão. “Vamos sentir muita falta, tanto do profissional quanto do amigo”.

Nos despedimos de um amigo, prestando nossas condolências à família, mas celebrando sua vida, que deixou uma marca no trabalho da extensão rural na base de uma produção agrícola sustentável, com foco nos homens e mulheres do campo!

É com pesar que comunicamos o falecimento, ocorrido dia 18 de março de 2025, de nosso extensionista aposentado Otávio Franco de Oliveira, deixando esposa, filhos e netos.

Nascido em Jaboticabal (SP), Otávio era engenheiro agrônomo de profissão, formado em 1978 na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp)/Jaboticabal, mas extensionista por vocação e paixão. Ingressou na Secretaria de Agricultura no mesmo ano em que se formou, como pesquisador científico no Instituto Agronômico (IAC), onde atuou até 1982, quando se transferiu para a CATI, assumindo a Casa da Agricultura de Monte Alto. Em 1985, assumiu a Casa da Agricultura de Taiaçu (ligada à área de atuação da CATI Regional Jaboticabal), unidade em que permaneceu até a sua aposentadoria em 2014.

Ao longo de sua carreira como extensionista, focou o seu trabalho no desenvolvimento sustentável e na diversificação de atividades, para que os produtores rurais tivessem maior rentabilidade e qualidade de vida para permanecer no campo. Neste contexto, atuou no desenvolvimento, com transmissão de conhecimento e tecnologia, de diversas cadeias produtivas como a de frutas e grãos, com destaque especial para cultura da cebola, que ganhou destaque na região com seu trabalho junto aos produtores.

Com um perfil agregador, receptivo e generoso, mantinha a Casa da Agricultura com suas portas abertas para todos os interessados e como a “verdadeira” casa do produtor rural.

Com seu exemplo diário, foi determinante para que o filho Otávio Augusto Franco de Oliveira escolhesse a Agronomia como profissão e abraçasse a extensão rural como vocação, atuando hoje como engenheiro agrônomo conveniado na Casa da Agricultura de Taiúva, também na esfera da Regional Jaboticabal.

Nos despedimos de um amigo, prestando nossas condolências à família, mas celebrando sua vida, que deixou uma marca no trabalho da extensão rural na base de uma produção agrícola sustentável, com foco nos homens e mulheres do campo!

É com pesar que comunicamos o falecimento, no dia 19/3/2025, de Paulo Anestar Galeti, que, mais que engenheiro agrônomo o qual dedicou sua vida ao trabalho de conservação do solo, era um extensionista que personificou a história da CATI. Ele deixa esposa, dois filhos e três netos.

Nascido em Lucélia (SP), em 10 de agosto de 1931, o dr. Paulo, como sempre foi chamado, era conhecido pela sua generosidade em compartilhar seu extenso conhecimento e pela gentileza e humanidade com que tratava a todos à sua volta. Um apaixonado pela conservação do solo, desde que ingressou, em 1.º de junho de 1960, no Departamento de Engenharia e Mecânica da Agricultura (Dema), na Divisão de Conservação do Solo, da Secretaria da Agricultura, após a formação em Agronomia na Universidade Federal de Lavras (MG) e estágio na Associação de Crédito. Teve uma trajetória de sucesso como servidor público, ocupando diversos cargos na CATI e na Secretaria, a qual, em sua humildade, creditava ao trabalho conjunto com os colegas e os produtores que o ajudavam na construção do conhecimento e dos saberes práticos no dia a dia do campo.

Testemunha ocular da evolução do trabalho da assistência técnica e extensão rural paulista, dr. Paulo participou do grupo que promoveu a reorganização administrativa da Secretaria, bem como a consequente criação da CATI em 1967. Em depoimento na celebração dos 50 anos da CATI, em 2017, ele disse: “Na década de 1960, a Secretaria contava com cerca de 70 unidades, sendo as maiores o Departamento de Produção Vegetal, o Departamento de Produção Animal e o Dema. Era uma estrutura muito grande, que estava desarticulada. Diante dessa constatação, o Governo do Estado decidiu por uma reestruturação para estabelecer ações mais coordenadas nas diversas frentes de atuação. Eu integrei o grupo que “desenhou” a reorganização, o que para mim foi uma honra, pois a minha vocação sempre foi de extensionista e não de prestador de serviço, que era a função do Dema, onde eu trabalhava. Por isso, poder contribuir para a criação de um órgão que tinha como propósito promover a extensão rural, com foco educacional, foi gratificante demais”.

Pàulo Galeti (primeiro à esquerda) entrega certificado a produtor participante de concurso de conservação do solo no final da década de 1970.

Na área de conservação do solo, dr. Paulo atuou ao lado de outros extensionistas e pesquisadores, enfatizando que a educação era a base para qualquer projeto de desenvolvimento sustentável. “Em 1961, fui trabalhar na Microbacia do Ribeirão Santo Anastácio (o primeiro programa de microbacias no território paulista, com foco na conservação do solo, foi implementado na década de 1960), onde coloquei em prática as tecnologias conservacionistas utilizadas na época; o foco da extensão rural no período era prestação de serviços, com a elaboração de projetos de terraços e outras práticas. Com a criação da CATI, foram priorizados trabalhos educacionais, período a partir do qual teve início uma maior preocupação com a análise do que era melhor para cada propriedade e com a elaboração de projetos que conscientizassem os agricultores sobre a importância do solo, porque dele dependia toda a existência e não apenas porque os técnicos diziam que era necessário”, comentou à época dos 50 anos da CATI.

Extensionista aposentado que, durante anos, caminhou lado a lado com o dr. Paulo e com quem teve “o mais rico” aprendizado, Mário Ivo Drugowich  declara: “Só consigo defini-lo como a gentileza em pessoa e a personificação da história da CATI. Como extensionista, era um símbolo de competência. Como colega, foi para mim um professor, mestre e mentor; um verdadeiro “pai”, que me fez permanecer na CATI, quando tive dúvidas sobre a minha vocação, e aprender a amar a Extensão Rural”.

Para o engenheiro agrônomo João Brunelli Júnior, que há mais de 40 anos trabalha na CATI, e atuou com o dr. Paulo na Assessoria de Planejamento da instituição, ele era um dos grandes especialistas em conservação do solo e mecanização agrícola da extensão rural, não apenas de São Paulo, mas do país. “Em sua vida profissional, trabalhou incansavelmente na difusão de tecnologia e práticas conservacionistas integradas para os produtores rurais, gestores públicos e extensionistas paulistas, coordenando, na Assessoria da CATI, a implantação de projetos de assistência técnica e extensão rural em todas as Divisões Regionais Agrícolas − Diras (atuais Regionais), em todo o estado, e nos ensinando, na prática, a ser melhores extensionistas a cada dia”.

Como autor de inúmeros livros e publicações técnicas na área, Microbacias e de história da agricultura, como o editado pelo Centro de Comunicação Rural da CATI, com enfoque na cafeicultura, e ações desenvolvidas em todas as regiões paulistas, seu trabalho e dedicação como Servidor Público e Extensionista (com letra maiúscula) é um legado, pois como ele ensinava: “um solo bem preservado é a base para o desenvolvimento da agropecuária e da vida”.

Nos despedimos de um amigo e mestre, no mais puro sentido da palavra, deixando nossas condolências à família, mas celebrando sua vida, que gerou muitos “frutos”, os quais continuarão a ser semeados pelos extensionistas paulistas, produtores rurais, pesquisadores e por todos aqueles que foram agraciados pela sua companhia e por seus ensinamentos!

O dia 4 de fevereiro de 2025 ficará marcado pela despedida de nossa amiga e extensionista na área administrativa, Solange Narcizo, servidora da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), efetiva do Departamento CATI Sementes e Mudas, que há alguns anos atuava como diretora no Departamento de Integração da Coordenadoria de Recursos Humanos (CORH) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Natural de Campinas, Solange deixa a irmã Simone Narcizo (servidora da Coordenadoria de Defesa Agropecuária) e outros familiares.

Ingressante no Serviço Público na CATI, contratada como CLT, em 1982, regime em que trabalhou até 31/10/1991, data a partir da qual passou a exercer a função de secretária em regime comissionado, Solange prestou concurso nesse período e, a partir de 1/9/1994, ingressou como servidora efetiva como oficial de apoio agropecuário. Em uma trajetória de grande dedicação, que a elevou a ocupar cargos de direção, em 2012 assumiu a diretoria de RH do então Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM) – atual CATI Sementes e Mudas. Na reorganização da Secretaria de Agricultura, ocorrida há alguns anos, passou a atuar na CORH, onde permaneceu até seu falecimento.

Para saber um pouco mais sobre esta servidora pública, que dedicou mais de 40 anos da sua vida à extensão rural na área administrativa, deixamos as palavras das colegas Nicete da Silva Balieiro e Borges, diretora administrativa da CATI Sementes e Mudas, e Ana Paula Alexandre Gomes, diretora no Núcleo de Integração de Pessoas.

“Mulher de gênio forte, carinhosa e com inúmeras outras qualidades que fomos descobrindo ao longo de 36 anos de convivência. Precisava saber chegar, com jeitinho. Aos poucos, fomos demonstrando a ela que era preciosa para nós e, principalmente, para Deus, e ela se permitiu ser amada e cuidada. Construímos ali uma amizade sincera, superando as dificuldades diárias impostas pelo trabalho. Enfim, construímos um relacionamento duradouro de carinho e amor ao próximo. E ela estará sempre em nossos corações, pois foram 36 anos de convivência no trabalho, praticamente uma vida inteira. Com uma dedicação e amor ímpares à sua vocação de servidora pública, sem falar na sua vontade de viver, trabalhou até onde Deus permitiu!”, Nicete Balieiro.

Solange Narcizo (de blusa azul, sentada à direita) em confraternização da CATI Sementes e Mudas em dezembro de 2024

“Solange foi muito mais do que uma colega de trabalho, ela foi uma amiga que a Secretaria me deu. Nos conhecemos em 1996 e, no ano de 2014, tive o privilégio de trabalhar com ela, na época em que era a diretora do Núcleo de Pessoal do DSMM,  e como aprendi com ela, sou grata por isso. Mas o que me marcou nessa jornada de amizade e companheirismo foi a sua imensa vontade de viver: mesmo diante das lutas com essa doença cruel que a acometeu, as químios, os enjoos e as limitações não a impediram de trabalhar. Ela tinha paixão pelo trabalho e, em especial, pelo seu amado DSMM, hoje CATI Sementes e Mudas. E Deus, na sua infinita bondade e amor, permitiu que nos reuníssemos na última reunião do Departamento, em Ataliba Leonel, onde estávamos todos ali para celebrar a vida!”

Nos despedimos de uma servidora e amiga, deixando nossas condolências à família, mas celebrando sua vida, que gerou muitos “frutos”, os quais continuarão a ser semeados pelos extensionistas paulistas da área administrativa e por todos aqueles que foram agraciados pela sua companhia, seu trabalho e seus conhecimentos!

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