Com parcerias estratégicas, tecnologia e extensão rural, a CATI, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, mostrou na Agrishow como políticas públicas e projetos sustentáveis estão gerando renda, oportunidades e dignidade no campo paulista
Balanço da participação da CATI na Agrishow 2026
Mais que um dever; a sensação é de missão cumprida! A presença da CATI na 31.ª Agrishow reafirmou um compromisso que vai muito além da difusão tecnológica, pois se trata de levar conhecimento, oportunidades e transformação real para quem vive e produz no campo. Em um dos maiores palcos do agronegócio no mundo, a instituição apresentou um conjunto robusto de políticas públicas, projetos e ações que impulsionam cadeias produtivas, promovem sustentabilidade e, sobretudo, impactam diretamente a vida de milhares de produtores rurais.
Ao longo da feira, realizada entre os dias 27 de abril e 1.° de maio, extensionistas e especialistas demonstraram como a atuação integrada da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com diversas instituições, tem fortalecido o desenvolvimento rural sustentável. Iniciativas como os Projetos CATI Leite, Solo + Fértil, Integra SP Agro, Cacau SP, Frutas Vermelhas SP e Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Cesta Verde mostraram, na prática, que é possível produzir mais, com qualidade e respeito ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que se amplia a geração de renda e emprego no campo.
Com este cenário, o estande da CATI se transformou em um verdadeiro ponto de encontro entre conhecimento técnico e histórias de vida. Produtores e técnicos compartilharam experiências, visitantes se emocionaram com resultados e gestores públicos conheceram modelos que podem ser replicados em diferentes regiões do país.
“Vivemos um momento histórico nessa edição, com recorde de público e um interesse impressionante nos nossos projetos. Projetos como o Cacau SP, Frutas Vermelhas e CATI Leite despertaram mais que curiosidade, levaram esperança de que é possível promover desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e econômica, transformando vidas com dignidade, renda e qualidade. O mais gratificante foi ouvir depoimentos de produtores e visitantes, muitos emocionados ao perceber que essas iniciativas estão, de fato, mudando realiddes e abrindo novos caminhos no campo”, comenta o diretor da CATI, Ricardo Domingos Luiz Pereira.
E são justamente esses relatos que dão sentido ao trabalho desenvolvido. Produtores destacaram o aumento da produtividade, a diversificação das atividades e a melhoria na qualidade de vida de suas famílias. Visitantes se surpreenderam com o alcance das ações e com a proximidade da assistência técnica oferecida pelas Casas da Agricultura, presentes na maioria dos municípios paulistas.
Sendo assim, a Agrishow 2026 consolidou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI, como protagonista na construção de um agro mais inclusivo, inovador e sustentável, pois, mais do que apresentar projetos, a instituição mostrou resultados concretos: vidas transformadas, cadeias produtivas fortalecidas e um futuro mais promissor para o campo paulista.
Projetos, programas e ações chamam atenção de todas as faixas etárias
A CATI marcou presença com um time de extensionistas e especialistas parceiros da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e do Governo de SP, apresentando e esclarecendo dúvidas sobre políticas públicas e projetos que impactam a geração de emprego e renda no campo, aliada ao desenvolvimento sustentável, destacando informações e orientações sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR); linhas de financiamento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap); projetos e programas como o Cacau SP; CATI Leite; Integra SP, com ILPF – Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta e Solo + Fértil; Frutas Vermelhas SP, PAA Cesta Verde, bem como comercialização de sementes e mudas com garantia de qualidade e apresentação de projetos da CATI Sementes e Mudas.
Na Agrishow, produtores rurais tiram dúvidas sobre o seu Cadastro Ambiental Rural (CAR)
“É um orgulho que CATI esteja presente na Agrishow, desde o seu início, há três décadas. Para nós da extensão rural, é uma oportunidade ímpar de apresentar nossas ações, bem como nossos programas e projetos executados não apenas para o público-alvo da instituição, os produtores rurais, como para todos os visitantes, incluindo gestores públicos que, muitas vezes, vêm de outros estados e até de outros países conhecer o trabalho de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) realizado como missão em todo o estado, pela capilariedade da nossa atuação, que tem nas Casas da Agricultura, instaladas na maioria dos municípios paulistas, a porta de acesso para que os agricultores acessem políticas públicas, projetos, capacitações e crédito rural; bem como o Governo de SP formalize parcerias público-privada para execução de ações e projetos com impacto nas áreas rural e urbana”, ressalta Ricardo Pereira, diretor da CATI.
Na Agrishow, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta com o Integra SP Agro e a Rede ILPF
Projeto Cacau SP
A CATI mostra o Projeto Cacau SP na Agrishow
No espaço do projeto, os visitantes foram recebidos pelo mascote “Cacauzinho” e puderam participar de oficinas que mostraram o processo desde a amêndoa até a produção do chocolate (saboreando este que é conhecido como o “alimento dos deuses”) e esclarecer dúvidas sobre o projeto com especialistas do Grupo Técnico de Cacau da CATI.




Durante a Feira, também foi lançado o Documento Técnico 137 “Cenário atual da cacauicultura paulista e estratégias para expansão sustentável”, publicação que passa a integrar o portfólio da instituição, que mantém mais de mil títulos, e que já está disponível para download gratuito no site da CATI.

Projeto Frutas Vermelhas SP
A CATI apresenta para os produtores, na Agrishow, o Projeto Frutas Vermelhas SP
Já no espaço do Projeto Frutas Vermelhas SP, os especialistas técnicos da CATI Regional Campinas, responsável pela execução e desenvolvimento em todo o território paulista, apresentaram as principais ações técnicas realizadas até o momento e esclareceram dúvidas de produtores e interessados em iniciar nas culturas de amora, mirtilo e framboesa, englobadas pelo projeto.
Por meio desse projeto, que está sendo desenvolvido para aprimorar a cadeia produtiva das frutas vermelhas, ampliando a área cultivada e a qualidade das frutas, a CATI tem difundido inovação, com tecnologia e variedades adaptadas para climas mais quentes, abrindo novas fronteiras para o cultivo dessas frutas de clima temperado em diversas regiões do estado, ao mesmo tempo em que disponibiliza mais uma opção rentável para os produtores rurais paulistas.




Atualmente, o projeto conta com o envolvimento de 10 Regionais da CATI e 47 produtores, incluindo a instalação de Unidades de Adaptação de Tecnologia e Unidades Demonstrativas. Além disso, já ultrapassou as fronteiras paulistas, por meio de termo de cooperação técnica assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal.
Outro ponto alto para os visitantes foi o lançamento da Instrução Prática 281 “Frutas Vermelhas – Cor, Sabor e Saúde”, que já está disponível para download gratuito, no site da CATI.

Projeto CATI Leite
Os produtores e visitantes do estande da CATI tiveram uma surpresa nesta edição. No espaço dedicado ao Projeto CATI Leite, foram recebidos pela mascote do projeto: a Catiana!
E todos foram unânimes: a Catiana, uma réplica fiel de uma vaca de leite, conquistou os corações e motivou muitos a obterem mais informações junto a especialistas do Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite sobre o projeto que, mais que levar tecnologia para aumentar a qualidade, a produtividade, a rentabilidade e a gestão nas propriedades leiteiras paulistas, além de melhoramento genético e conforto animal, principalmente em pequenas áreas, tem transformado vidas no campo.
De solicitações para levá-la para “passear” em outros eventos, levar a metodologia do Projeto CATI Leite para pastagens além das fronteiras do território paulista e encantar crianças e adultos, com lembranças emotivas, a Catiana também incentivou estudantes a querer aprofundar conhecimentos sobre os trabalhos da extensão rural paulista na cadeia produtiva do leite.




Uma dessas estudantes foi Giovana Denadai, aluna da graduação em Zootecnia na universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Ilha Solteira, que foi ao estande atraída pela mascote. “Eu tenho uma paixão pela área de bovinocultura de leite e não conhecia muito sobre projetos de extensão rural na área em São Paulo. E o CATI Leite me encantou, pois muda a vida de pessoas. Já vou entrar em contato com a responsável pelo Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite da CATI, e quem sabe consigo um estágio ou visita técnica?”, comentou enquanto tirava fotos com os colegas da Universidade.
CATI Sementes e Mudas

Outro destaque desta edição foi a atuação da CATI Sementes e Mudas, que evidenciou como a base produtiva começa com qualidade genética, inovação e acesso. Com tecnologias como a Ecopot – que substitui embalagens plásticas por soluções biodegradáveis – e projetos voltados à sanidade e produtividade de culturas como mandioca e batata-doce, a unidade reforça seu papel estratégico no fortalecimento das cadeias produtivas.
A CATI Sementes e Mudas apresenta vitrine tecnológica com materiais produzidos pela CATI
Para o coordenador da CATI Sementes e Mudas, Gerson Cazentini Filho, o impacto da participação na feira foi marcante. “Mais do que falar em números, e eles foram muito expressivos, é preciso destacar a importância do trabalho de extensão rural promovido junto a produtores de diversas partes do país e até de outros países, que puderam conhecer as sementes e mudas produzidas em núcleos de excelência instalados em diversas regiões paulistas”.
CATI Sementes e Mudas levando suas variedades na Agrishow 2026
Durante os cinco dias da Agrishow, foram comercializadas cerca de 4.000 mudas, sendo as mais vendidas de banana, frutas vermelhas (mirtilo, amora e framboesa), cacau e outras frutíferas comerciais, como manga, abacate e atemoia. “Entre vendas e orientação técnica, nossa equipe fez mais de mil atendimentos no estande. E muitos contatos foram feitos, os quais resultarão em atendimentos e vendas futuras”, celebra Cazentini.
CATI apresenta o AL Vassoura, o Sorgo-vassoura, que propicia aquelas vassouras naturais que usamos em casa
Balanço do Governo de SP na Agrishow
Acesse https://agricultura.sp.gov.br/arquivos/15588 e veja: SP fecha Agrishow com recorde de aporte a produtores rurais e 250 mil hectares regularizados
Sobre a Agrishow 2026
- A Feira tem alcance internacional, pois reúne mais de 800 marcas expositoras, incluindo grandes potências agrícolas do mundo, e atrai visitantes de dezenas de países.
- Mobiliza um volume bilionário de negócios, movimentando mais 11 bilhões de reais em intenções de negócios nesta 31.ª edição, consolidando-se como um termômetro econômico do setor.
- É uma vitrine de tecnologia, por ser um dos principais palcos mundiais para o lançamento de máquinas agrícolas, agricultura de precisão, drones, IA (Inteligência Artificial) e soluções de automação no campo.
- Tem uma dimensão física que ocupa uma área de mais de 520.000m², sendo frequentemente citada como a maior feira agrícola a céu aberto da América Latina e uma das maiores do mundo.
A seguir, a galeria de imagens:




























O município de Urupês, tradicionalmente reconhecido pela produção agropecuária, especialmente de limão Taiti, ganhou um novo motivo para orgulho em 2025: uma queijaria local conquistou duas premiações nacionais e colocou a cidade no mapa da produção artesanal de excelência. À frente dessa história, estão Éder Augusto Duarte e Eliete Roman Duarte, casal que transformou uma pequena produção de leite em um empreendimento sólido e premiado – sempre acompanhado de perto pela CATI Regional Catanduva (que abrange o município de Urupês em sua área de atuação) e adoção das orientações técnicas do Projeto CATI Leite.
Do emprego urbano ao sonho no campo
A trajetória na pecuária leiteira começou em 2017. Éder trabalhava na indústria, Eliete era professora. O vínculo com a terra sempre existiu, mas a vida ainda não havia permitido a mudança. Isso durou até o momento em que o casal decidiu investir na recém-adquirida propriedade rural.
Com pouca experiência, mas muita vontade de aprender, buscaram auxílio na Casa da Agricultura de Urupês, onde foram apresentados ao Projeto CATI Leite – iniciativa de assistência técnica e extensão rural alierçada no modelo do Programa Balde Cheio, da Embrapa Pecuária Sudeste.
“Foi ali que tudo começou a mudar”, lembra Éder. “Entramos com 57 litros de leite por dia, seis vacas em lactação e mais dúvidas do que certezas.”


O papel do CATI Leite: gestão, técnica e parceria
A adesão imediata do casal ao projeto abriu caminho para um acompanhamento próximo. Os técnicos iniciaram o controle econômico e zootécnico da produção, ajustaram práticas de manejo, recomendaram análises de solo, correção das pastagens, melhorias nutricionais e orientações sanitárias.
Para o médico-veterinário Ricardo Santos da Silva, da CATI Regional Catanduva e integrante do Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite da CATI, que faz o acompanhamento técnico da propriedade, o envolvimento da família foi decisivo: “Traçamos juntos as metas desde o início. A dedicação e o capricho do Éder e da Eliete são os pilares do sucesso da propriedade e da queijaria. Eles são um exemplo de que a pecuária de leite pode ser rentável com gestão e foco.”
Com o tempo, a relação técnica evoluiu para uma parceria constante. “O extensionista caminha de mãos dadas com o produtor, tanto nas dificuldades quanto nas conquistas”, explica Ricardo.



Resultados: da ordenha à queijaria premiada
Oito anos após os primeiros passos, os números impressionam. A produção saltou de 57 para 250 litros de leite diários, agora com 15 vacas em lactação. Já a transformação do leite em queijo tomou proporções inesperadas.
A Elied Queijaria, criada pelo casal, começou processando cerca de 300 litros por mês. Hoje, chega a 2.800 litros mensais, produzindo, de forma 100% artesanal, minas frescal, coalhada e o queijo curado, que se tornaria um dos carros-chefe: o queijo “Bambu”, premiado em eventos nacionais em 2024 e 2025.
“Não havíamos pensado em inscrever nossos queijos em premiações, até pelo pouco tempo de produção, mas com apoio recebido e as orientações e incentivos da CATI, especialmente do Ricardo, que nos ajuda inclusive na parte de inseminação, inscrevemos o queijo Bambu em uma premiação nacional e logo veio a surpresa boa: conquistamos a Medalha de Ouro no Concurso Queijo Brasil, em 2024, e o 3. º lugar no Prêmio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Brasil Artesanal -, na categoria Queijo Tradicional (Maturado), agora em 2025”, celebram Eder e Eliete.
Ainda em 2025, outra premiação, agora do queijo “Nevoeiro”, coroou ainda mais o trabalho realizado dia a dia. “Foi uma surpresa maravilhosa a conquista da Medalha de Ouro no Concurso Queijo Brasil, para o nosso queijo Nevoeiro– artesanal de casca natural e branca, com maturação de mais de 40 dias -, em um concurso nacional com mais de 2.200 participantes”, conta emocionada Eliete
O reconhecimento obtido impulsionou a regulamentação da queijaria no SISP Artesanal e a abertura de novos mercados. “Para nós, como agricultores familiares, é um orgulho e também uma grande responsabilidade, pois ser produtor de leite e queijo é uma paixão, mas sabemos a importância e os desafios para se ter um produto de qualidade em sabor e sanidade, que seja seguro para aqueles que o consomem. Mas poder contar com o apoio da CATI na adoção das metodologias do CATI Leite, as quais fizeram com que pudéssemos nos estabelecer como produtores rurais (Eliete ainda exerce o magistério por amor à educação e à formação de cidadãos), tem sido determinante para o nosso sucesso e manutenção da propriedade.



Uma história que inspira
Hoje, a Chácara Vó Emília e a Elied Queijaria são referência regional em organização, produtividade e qualidade. Mas, para o casal Duarte, a maior conquista é outra: a transformação de vida proporcionada pelo conhecimento, dedicação e muita paixão pela agropecuária.
“Quando olhamos para trás e vemos de onde começamos, percebemos o quanto valeu a pena acreditar”, diz Eliete, que celebra, junto com Eder e o extensionista Ricardo, a inclusão da propriedade no Programa Rota do Queijo Paulista, uma iniciativa do Governo de São Paulo que visa promover o turismo rural e fortalecer os produtores de queijos artesanais em todo o território paulista, integrando diversas queijarias em circuitos de visitação e gastronomia.
E assim, entre pastagens bem manejadas, planilhas preenchidas e muito queijo curado, Urupês segue revelando que a força da agricultura familiar – quando aliada à assistência técnica e extensão rural – é capaz de construir histórias premiadas.
Balde Cheio, Feap e nova fase do CATI Leite
Nos últimos anos, o CATI Leite passou por reestruturação, que culminou em seu relançamento em 2025. Hoje, cada região conta com um monitor conectado diretamente à equipe do Programa Balde Cheio da Embrapa Pecuária Sudeste. “A integração aumenta a rede de apoio técnico e oferece soluções mais precisas aos produtores paulistas”, explica.
Além disso, produtores acompanhados pelo projeto têm acesso facilitado ao crédito orientado do Feap-Leite Agro SP, que financia até R$ 120 mil para investimentos estruturais, com juros entre 3% e 5% ao ano e prazos de até sete anos. Outras linhas – como Feap-DRS (Desenvolvimento Rural Sustentável) e Feap-PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) – também apoiam energia solar, manejo sustentável da água, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) e conservação de solo.
“O crédito, quando aplicado numa propriedade já acompanhada pelo CATI Leite, se transforma em ferramenta estratégica. O técnico conhece a realidade do produtor e orienta exatamente para onde os recursos devem ir”, destaca Ricardo.