Evento on-line, no dia 5 de maio, detalha diretrizes de governança e participação social para o novo ciclo de desenvolvimento rural sustentável de São Paulo
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio da CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral), realiza, no próximo dia 5 de maio, às 10h, o lançamento oficial do Plano de Envolvimento das Partes Interessadas (PEPI). O evento será transmitido ao vivo pelo canal oficial da instituição no YouTube (@catiextensaorural).
O PEPI é uma peça central na estruturação do Projeto Agro Paulista Mais Verde, fruto de um acordo de empréstimo entre o Governo do Estado e o Banco Mundial. O plano estabelece mecanismos transparentes de diálogo com produtores rurais, associações e instituições, para garantir que o desenho das políticas públicas seja colaborativo, legítimo e alinhado aos padrões internacionais de gestão.
“O Agro Paulista Mais Verde é um compromisso de Estado e seu sucesso depende da união de esforços. O Plano amplifica a voz do produtor rural e das entidades do setor. Cada parte interessada pode contribuir para um modelo de agricultura ainda mais resiliente e sustentável”, aponta o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho.
Agro Paulista Mais Verde
O Projeto Agro Paulista Mais Verde visa consolidar a produção agropecuária, unindo produtividade à preservação ambiental. O impacto na sociedade é abrangente, e envolve, além do desenvolvimento econômico, a segurança alimentar e a resiliência climática.
O projeto encontra-se em fase de ajustes, para assinatura do Acordo de Empréstimo junto ao Banco Mundial. Com um investimento de aproximadamente US$ 200 milhões, os recursos serão destinados ao estímulo da adoção de sistemas e práticas sustentáveis na produção agropecuária; ao fortalecimento da resiliência climática das propriedades rurais; à facilitação do acesso dos agricultores familiares ao mercado; e à modernização da infraestrutura de assistência técnica e extensão rural da CATI.
Nesta etapa, o projeto prioriza a comunicação interna e o desenvolvimento dos instrumentos que serão utilizados em campo. Paralelamente, as equipes de extensão rural passam por uma preparação técnica para a execução das atividades.
Participação e governança
Durante a transmissão, serão detalhados os perfis de envolvimento das partes interessadas — desde os implementadores diretos até os produtores afetados pelos resultados. Embora as ações destinadas ao público finalístico estejam previstas para o segundo semestre de 2027, a fase atual de preparação e escuta é vital para ampliar a efetividade das intervenções.
“O lançamento do PEPI estabelece um marco fundamental na governança do setor. Queremos que o Agro Paulista Mais Verde seja construído de forma a garantir que a inovação tecnológica se converta em mais lucratividade para o produtor e em um meio ambiente preservado para toda a sociedade”, destaca o diretor da CATI, Ricardo Pereira.
Serviço
Evento: Lançamento do Plano de Envolvimento das Partes Interessadas (PEPI) – Projeto Agro Paulista Mais Verde
Data: 5/5/2026
Horário: 10h
Local: youtube.com/@catiextensaorural
Recém reformado, o Laboratório de Micropropagação da CATI, em Tietê (SP), produz até 120 mil mudas matrizes de morango e banana por ano, que dão origem a milhões de mudas utilizadas na fruticultura do Estado de São Paulo
Antes de chegar às feiras, mercados e à mesa do consumidor, frutas amplamente consumidas como morango e banana passam por uma etapa essencial e pouco conhecida da cadeia produtiva: o trabalho científico realizado em laboratório. É nesse ambiente controlado que se inicia o primeiro passo para frutas de qualidade, com reflexos diretos na produtividade e no desempenho das lavouras no campo.
O trabalho é desenvolvido no Laboratório de Micropropagação do Núcleo de Produção de Mudas de Tietê, unidade da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. No local, são produzidas mudas matrizes com alta qualidade genética e fitossanitária, utilizadas por viveiristas e produtores rurais em todo o estado.
O que são Mudas Micropropragadas?
Mudas micropropagadas são plantas produzidas em laboratório a partir de uma planta-mãe saudável. Por meio de uma técnica de clonagem em ambiente controlado, é possível obter, em pouco tempo, grande quantidade de mudas idênticas, livres de pragas e doenças e com alto padrão de qualidade. Após essa etapa em laboratório, as plantas passam por um período de adaptação em estufas, antes de serem destinadas ao plantio no campo.

Legenda: Laboratório dispõe de salas climatizadas para preservar material que dá origem às matrizes
Segundo Laura Becker, diretora técnica do laboratório, a produção é realizada exclusivamente com material vegetal regularizado. Ela explica que o laboratório trabalha com espécies já comerciais, a partir de matrizes mantidas em estufas registradas no Ministério da Agricultura. “A multiplicação ocorre conforme a demanda dos produtores, principalmente para as culturas de banana e morango, além da mandioca. A capacidade de produção da unidade é de até 120 mil mudas por ano, com expectativa de ampliação, especialmente para atender à crescente demanda por mudas de banana”, acrescenta.
O laboratório de Tietê foi inaugurado em 2018, a partir de uma demanda de produtores da região de Atibaia e Jarinu, e desde então a unidade se consolidou como referência no fornecimento de mudas matrizes adaptadas ao microclima paulista, produzidas em condições estéreis e livres de pragas e doenças.
No mês de dezembro, o Governo do Estado de São Paulo entregou a reforma completa do laboratório, com adequações estruturais e modernização das instalações. A unidade recebeu investimentos em tecnologia, incluindo um sistema de biorreatores, que permite ampliar a capacidade produtiva com maior eficiência e menor utilização de mão de obra.

Legenda: Secretário executivo, Alberto Amorim, descerra placa de reforma da unidade de Tietê (SP)
Com isso, o laboratório reforça seu papel estratégico no apoio à fruticultura paulista, ao garantir material vegetal confiável, padronizado e de alto desempenho, contribuindo para a competitividade do setor e para o desenvolvimento rural no Estado de São Paulo.
Crédito para fortalecer a cadeia do morango
Como ação complementar de fomento, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de 3 milhões de reais em crédito por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista para o cultivo de morango.
A linha de crédito permite investimentos em estufas, túneis, sistemas de irrigação e aquisição de mudas certificadas. Produtores pessoa física podem financiar até 250 mil reais, pessoas jurídicas até 500 mil reais e associações ou cooperativas até 800 mil reais. Até 30 por cento do valor pode ser destinado ao custeio, com prazo de pagamento de até 84 meses e carência de 12 meses.
Para acessar a linha do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), procure a Casa da Agricultura do seu município ou a unidade do ITESP.