Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI apresentará vantagens do sistema ILPF na Feicorte 2026


Na feira, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também será tema de palestra de servidores da SAA-SP

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estará presente, mais uma vez, na Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne). O evento, que chega à sua 22.ª edição em 2026, será realizado de 23 a 26 de junho em Presidente Prudente (SP).

Assim como na última edição, a CATI ficará com técnicos na área demonstrativa de sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que conta com dois mil metros quadrados para visitação e oferece uma experiência prática das tecnologias de produção sustentável de grãos, pastagens e árvores, com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa.

A instituição, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), também terá espaço para palestra na Arena Feicorte. No dia 25, a partir das 8h, o engenheiro agrônomo da CATI Regional Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes, e o assessor da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Vivaldo Neto, vão comandar o painel “ILPF no Pontal Paulista: produzir mais, recuperar áreas e gerar novas oportunidades no campo”.

Considerada a maior feira voltada à cadeia da pecuária de corte do mundo, a Feicorte reúne empresários, produtores, tomadores de decisão e especialistas no setor. Em 2025, participaram aproximadamente 16 mil pessoas e mais de 100 expositores.

Serviço

22.ª Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne

Quando: de 23 a 26 de junho de 2026

Horário: das 8h às 22h

Onde: Recinto de Exposições Jacob Tosello em Presidente Prudente

Inscrições: feicorte.com.br

Por meio do ‘Artesanal + Legal’, agricultores familiares são auxiliados pela CATI no processo de registro de seus produtos para venda

Agricultores familiares do Estado de São Paulo já podem subsidiar até 95% de suas despesas para viabilizar o registro de suas agroindústrias nos órgãos sanitários competentes, por meio do Projeto Artesanal + Legal, que é coordenado pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). Financiado pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), o projeto deve beneficiar cerca de 100 produtores rurais em sua primeira fase, que disponibilizará o montante global de R$ 3 milhões.

São beneficiários do Artesanal + Legal produtores rurais enquadrados como agricultores familiares, nos termos da Lei Federal n.º 11.326/2006, que realizem processamento de alimentos em suas propriedades – situadas no território paulista – e utilizem, no mínimo, 50% de matéria-prima própria. Além disso, devem possuir Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, já estar em processo de registro agroindustrial junto ao serviço de inspeção ou à vigilância sanitária competente e apresentar projeto técnico elaborado em conjunto com os técnicos da CATI ou da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), o qual será analisado e aprovado pelo grupo gestor responsável.

Foco na regularização

“Altos custos estruturais, dificuldade para aquisição de equipamentos e falta de auxílio em serviços especializados são alguns dos gargalos enfrentados pelas agroindústrias familiares em nosso estado. Então, o Artesanal + Legal foi desenhado para ajudar o produtor a obter o registro da sua produção artesanal junto aos órgãos sanitários competentes. A subvenção econômica não reembolsável é a ferramenta que ataca diretamente esses entraves, tornando a regularização uma meta alcançável”, explica Mônica Fagundes, especialista agropecuária e integrante do grupo gestor do Artesanal + Legal.

Ainda de acordo com ela, o recurso do Feap viabiliza a compra de equipamentos e utensílios, reformas estruturais, serviços especializados diversos para, por exemplo, elaboração de plantas baixas, memoriais econômico-sanitários, programas de autocontrole, manuais de Boas Práticas, além de serviços de consultoria contábeis e jurídicos. “Nesse processo, a CATI atua como pilar de apoio técnico, acompanhando o produtor beneficiário desde o início, o que garante a correta aplicação do investimento para que a formalização se concretize, de modo a assegurar não apenas a produção de alimentos seguros, mas o acesso a novos mercados e a agregação de valor que fortalece a agricultura familiar”, ressalta Mônica.

Incentivo de até R$ 50 mil

O valor máximo a ser reembolsado é de até 95% das despesas, limitado a R$ 50 mil, para empreendimentos geridos exclusivamente por mulheres; e de até 90% das despesas, limitado a R$ 50 mil, para os demais beneficiários. O pagamento da subvenção ocorrerá mediante comprovação documental e vistoria técnica de conclusão. O recurso será concedido conforme a disponibilidade orçamentária e financeira do Feap e o projeto deverá ser executado em até 12 meses após sua aprovação. Caberão à CATI a análise, a aprovação e o acompanhamento dos projetos técnicos, além da verificação da execução das práticas subsidiadas.

Para mais informações sobre o Projeto Artesanal + Legal, acesse: agricultura.sp.gov.br/cati/projeto-artesanal-legal.

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Recém reformado, o Laboratório de Micropropagação da CATI, em Tietê (SP), produz até 120 mil mudas matrizes de morango e banana por ano, que dão origem a milhões de mudas utilizadas na fruticultura do Estado de São Paulo

Antes de chegar às feiras, mercados e à mesa do consumidor, frutas amplamente consumidas como morango e banana passam por uma etapa essencial e pouco conhecida da cadeia produtiva: o trabalho científico realizado em laboratório. É nesse ambiente controlado que se inicia o primeiro passo para frutas de qualidade, com reflexos diretos na produtividade e no desempenho das lavouras no campo.

O trabalho é desenvolvido no Laboratório de Micropropagação do Núcleo de Produção de Mudas de Tietê, unidade da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. No local, são produzidas mudas matrizes com alta qualidade genética e fitossanitária, utilizadas por viveiristas e produtores rurais em todo o estado.

O que são Mudas Micropropragadas?

Mudas micropropagadas são plantas produzidas em laboratório a partir de uma planta-mãe saudável. Por meio de uma técnica de clonagem em ambiente controlado, é possível obter, em pouco tempo, grande quantidade de mudas idênticas, livres de pragas e doenças e com alto padrão de qualidade. Após essa etapa em laboratório, as plantas passam por um período de adaptação em estufas, antes de serem destinadas ao plantio no campo.

Legenda: Laboratório dispõe de salas climatizadas para preservar material que dá origem às matrizes

Segundo Laura Becker, diretora técnica do laboratório, a produção é realizada exclusivamente com material vegetal regularizado. Ela explica que o laboratório trabalha com espécies já comerciais, a partir de matrizes mantidas em estufas registradas no Ministério da Agricultura. “A multiplicação ocorre conforme a demanda dos produtores, principalmente para as culturas de banana e morango, além da mandioca. A capacidade de produção da unidade é de até 120 mil mudas por ano, com expectativa de ampliação, especialmente para atender à crescente demanda por mudas de banana”, acrescenta.

O laboratório de Tietê foi inaugurado em 2018, a partir de uma demanda de produtores da região de Atibaia e Jarinu, e desde então a unidade se consolidou como referência no fornecimento de mudas matrizes adaptadas ao microclima paulista, produzidas em condições estéreis e livres de pragas e doenças.

No mês de dezembro, o Governo do Estado de São Paulo entregou a reforma completa do laboratório, com adequações estruturais e modernização das instalações. A unidade recebeu investimentos em tecnologia, incluindo um sistema de biorreatores, que permite ampliar a capacidade produtiva com maior eficiência e menor utilização de mão de obra.

Legenda: Secretário executivo, Alberto Amorim, descerra placa de reforma da unidade de Tietê (SP)

Com isso, o laboratório reforça seu papel estratégico no apoio à fruticultura paulista, ao garantir material vegetal confiável, padronizado e de alto desempenho, contribuindo para a competitividade do setor e para o desenvolvimento rural no Estado de São Paulo.

Crédito para fortalecer a cadeia do morango

Como ação complementar de fomento, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de 3 milhões de reais em crédito por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista para o cultivo de morango.

A linha de crédito permite investimentos em estufas, túneis, sistemas de irrigação e aquisição de mudas certificadas. Produtores pessoa física podem financiar até 250 mil reais, pessoas jurídicas até 500 mil reais e associações ou cooperativas até 800 mil reais. Até 30 por cento do valor pode ser destinado ao custeio, com prazo de pagamento de até 84 meses e carência de 12 meses.

Para acessar a linha do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), procure a Casa da Agricultura do seu município ou a unidade do ITESP.

Com a participação de 40 técnicos e produtores, o Dia de Campo sobre Milhos CATI, evento realizado pela CATI Sementes e Mudas, em Tremembé (SP), no Vale do Paraíba, marcou o final de janeiro.

O objetivo, segundo Ricardo Manfredini H. Requejo, engenheiro agrônomo da CATI Sementes e Mudas, foi o de demonstrar os resultados obtidos com o cultivo do milho CATI AL Piratininga, no Assentamento Fazenda Conquista, considerados excelentes.

 

Milho AL Piratininga

“Apesar de o cultivo de milho da propriedade ser destinado à produção de silagem ensacada, comenta Ricardo, não poderíamos deixar de aproveitar o momento para apresentar aos produtores, principalmente aos assentados de reforma agrária, a versatilidade do milho variedade, característica que confere tripla aptidão às sementes de milho CATI: silagem, milho verde e grãos, possibilitando outras oportunidades de renda aos agricultores”, enaltece Manfredini.

Ainda, segundo Ricardo, foram destacadas outras qualidades das sementes de Milho CATI, como o baixo custo, produtividade semelhante aos melhores materiais existentes no mercado, rusticidade e adaptabilidade às condições de cultivo do produtor.

Aspecto do desenvolvimento do milho AL Piratininga

Demonstração dos resultados do cultivo do milho AL Piratininga no Sítio Ouro Verde

O produtor Luís Batista Bustos, anfitrião e proprietário do Sítio Ouro Verde, apresentou detalhes dos tratos culturais realizados na propriedade que levaram ao ótimo desempenho alcançado nos seis hectares cultivados com milho CATI AL Piratininga, tendo 40 toneladas de massa verde por hectare de silagem de milho como previsão de colheita.

Produtor Luís Batista Bustos (ao fundo, cultivo do milho AL Piratininga)

Para isto, sr. Luís segue à risca as recomendações técnicas: aduba conforme o resultado da análise de solo, faz calagem, controla o mato com herbicidas específicos, realiza rotação de culturas, além de utilizar plantas de cobertura no inverno, como a aveia-branca IAC 7, melhoradora de solo por excelência, a qual também produzida e comercializada pela CATI Sementes e Mudas.

Ricardo Manfredini H. Requejo da CATI Sementes e Mudas

Apresentação dos programas da CATI Sementes e Mudas ( Eng. Agr. Thaís Frigeri à esquerda)

O Dia de Campo também foi uma oportunidade para apresentar outros programas da CATI Sementes e Mudas aos produtores e técnicos presentes. Estes programas têm o objetivo de trazer inovação, desenvolvimento e fortalecimento ao setor agrícola paulista. Bons exemplos são a produção de mudas de mandioca em andamento; o Projeto Frutas Vermelhas SP; o trabalho desenvolvido em batata-doce; o Programa Cacau SP e projeto com pinhão, que foram explicados pela engenheira agrônoma da CATI Sementes e Mudas, Thaís Frigeri.

De acordo com Thaís, “os programas desenvolvidos pela CATI Sementes e Mudas têm promovido ainda mais o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento das cadeias produtivas”.

Homenagens

O evento contou com a participação do prefeito Clemente Lima e do vice-prefeito da administração municipal de Tremembé, Cal Nogaroto. Receberam homenagens, por todos os anos de trabalho e dedicação aos produtores rurais de Tremembé e do Vale do Paraíba, o sr. Armando de Souza Araújo, secretário municipal de Agricultura de Tremembé; Benedito Antônio Gomes, engenheiro agrônomo da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp); e Glênio Wilson de Campos, engenheiro agrônomo aposentado da CATI Sementes e Mudas.

 

Público presente ao Dia de Campo

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