Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI organiza Dia de Campo e inspira produtores paulistas a iniciar o cultivo de cacau em sistema de produção integrada


Evento reuniu agricultores, técnicos e interessados em conhecer experiências de sucesso com cacau em sistemas integrados, mostrando que inovação, sustentabilidade e agregação de valor já são realidade no noroeste paulista

SP tem cacau! E com amêndoas de qualidade, produzidas em sistemas integrados. Mais do que apresentar uma nova cultura agrícola, o Dia de Campo sobre o Projeto Cacau SP e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), organizado pela CATI Regional São José do Rio Preto, Rede ILPF e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou entusiasmo, levou conhecimento e novas perspectivas para os participantes.

O evento reuniu mais de 50 pessoas de municípios ligados às Regionais da CATI de Jaboticabal, Jales, Votuporanga, Mogi Mirim e São José do Rio Preto, para conhecer de perto experiências que estão transformando propriedades rurais e criando novas oportunidades de renda no interior paulista. A programação passou pelos municípios de Mendonça e Adolfo, onde os visitantes puderam acompanhar os resultados do Projeto Cacau SP (em sistema integrado), iniciativa que vem demonstrando a consolidação do cultivo do cacau em áreas consideradas não tradicionais. Além da produção agrícola, o grupo conheceu histórias de empreendedorismo, agregação de valor e desenvolvimento rural sustentável.

Em Mendonça, a visita teve como destaque a propriedade do produtor Diego Persegil e família, que, além de cultivar cacau em sistema integrado com banana, produz chocolates artesanais com amêndoas cultivadas em solo paulista. Sua trajetória se tornou referência regional por unir inovação, geração de renda e valorização da produção local. “O Projeto Cacau SP mudou completamente a minha visão sobre a propriedade e sobre o futuro da minha família. O que começou como uma aposta se transformou em uma atividade que gera renda para todos, com abertura de novos nichos de mercado, e sustentabilidade ambiental. Hoje, produzimos nosso próprio chocolate e mostramos que é possível inovar no campo e ter qualidade de vida”, destaca Diego, que, mesmo participando de um curso complementar de pós-graduação em outro país, fez questão de participar on-line do Dia de Campo.

“O caso do Rancho do Cacau, que se tornou uma vitrine tecnológica do Projeto Cacau SP, demonstra o potencial da cacauicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor às propriedades rurais paulistas. Ao longo dos últimos anos, a família conquistou avanços importantes, desde a implantação e consolidação do cultivo até a produção própria de chocolate, ampliando as oportunidades de mercado e a geração de renda. Outro aspecto que merece destaque é o comprometimento da nova geração com a atividade. O Diego tem se dedicado intensamente aos estudos sobre manejo, tecnologia e processamento, buscando aprimorar tanto o sistema de produção no campo quanto a qualidade dos chocolates elaborados pela família, principalmente pela sua mãe Jucileide e sua avó Geraci. Esse processo contínuo de capacitação e inovação é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva do cacau em São Paulo e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, destacou Eusébio Persegil, engenheiro agrônomo da CATI Regional São José do Rio Preto, que acompanha tecnicamente o projeto.

Na sequência, em Adolfo, o grupo visitou a vitrine tecnológica instalada na Fazenda Fartura e conheceu a produção integrada de cacau e seringueira do plantio à pós-colheita. A programação foi encerrada na Casa da Agricultura do município, onde está instalada uma minifábrica de chocolate utilizada para capacitações e demonstrações práticas.

“A Vitrine Tecnológica da Fazenda Fartura é um exemplo concreto de como o sistema integrado de produção de cacau e seringueira pode gerar conhecimento e oportunidades para os produtores e interessados de todas as regiões paulistas. Ao longo dos anos, a área foi estruturada para demonstrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo até a pós-colheita, permitindo que os visitantes conheçam na prática as tecnologias e os manejos recomendados. Esse trabalho é complementado pela minifábrica de chocolate instalada na Casa da Agricultura de Adolfo, que se tornou uma importante ferramenta para capacitações e demonstrações sobre a produção de chocolate artesanal desenvolvidas em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)”, explica o engenheiro agrônomo Fioravante Stucchi Neto, da CATI Regional São José do Rio Preto e membro do Grupo Técnico de Cacau, frisando que tanto a implantação da estrutura física desses espaços quanto o manejo das culturas e o atendimento aos produtores contam com a dedicação e o comprometimento do técnico agrícola Eloísio Capoia, cuja atuação – há mais de 40 anos na CATI e na Casa da Agricultura de Adolfo.

Segundo o engenheiro agrônomo Oracy Schuindt Júnior, chefe da CATI Regional Jaboticabal, a visita ampliou a visão dos produtores sobre as possibilidades de diversificação da produção. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Ver o cacau produzindo em condições semelhantes às nossas e conhecer toda a cadeia, desde o plantio até a fabricação do chocolate, dá mais segurança para quem está pensando em investir na cultura. Os produtores voltam para casa motivados e com novas ideias para aplicar em suas propriedades; e nós, técnicos mais capacitados para apoiar aqueles que já adotaram a cultura e os que desejam iniciar”.

Sistemas integrados mostram resultados promissores

Durante o evento, foram apresentados dados de monitoramento dos sistemas de Integração Lavoura-Floresta (ILF), modelo que combina o cultivo do cacau com banana e árvores de Corymbia, usada como quebra-vento no Rancho do Cacau. A técnica da Rede ILPF, Estella Mantovani, destacou os resultados iniciais observados na região. “Os indicadores que estamos acompanhando mostram que os sistemas integrados podem oferecer benefícios econômicos e ambientais importantes”.

“Em uma área implantada em 2023, observamos que a renda gerada pela banana no ano agrícola 2024/25 foi suficiente para cobrir os custos de implantação do cacau e remunerar a mão de obra familiar. Além disso, o sistema agregou valor à propriedade por meio de atividades ligadas ao turismo e à educação ambiental. São resultados muito promissores para uma cultura ainda em fase inicial na região”, informou, ressaltando que o projeto Integração Lavoura-Floresta desenvolvido no Rancho do Cacau, em Mendonça, é acompanhado pela CATI, Rede ILPF e Embrapa. Segundo ela, embora sejam necessários estudos de longo prazo para consolidar os dados, os resultados demonstram o potencial da integração para diversificar a produção, aumentar a rentabilidade e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.

O engenheiro agrônomo Fernando Miqueletti, chefe da CATI Regional São José do Rio Preto e integrante do grupo técnico do Projeto Cacau SP, ressaltou o papel da iniciativa na expansão da cultura pelo território paulista.

“O Projeto Cacau SP tem mostrado que o estado possui condições para desenvolver uma cadeia produtiva competitiva, sustentável e inovadora. Nosso trabalho vai muito além do plantio. Atuamos desde a implantação das áreas até a pós-colheita e a produção de chocolate, permitindo que os agricultores agreguem valor e tenham acesso a novas oportunidades de mercado”, salientou, afirmando que o Dia de Campo fez parte do calendário de eventos mensais (palestras, reuniões, visitas técnicas etc.), que o Grupo Técnico de Cacau realiza para levar conhecimento e sensibilizar agricultores, empresas e interessados. Para ele, o interesse crescente dos produtores demonstra que o cacau já deixou de ser apenas uma alternativa experimental. “Estamos vendo agricultores enxergar o cacau como uma oportunidade real de diversificação e geração de renda. Isso fortalece o desenvolvimento regional e cria novas perspectivas para a agricultura paulista.”

Sobre o Dia de Campo, Miqueletti avaliou positivamente os resultados e destacou o avanço da cultura em regiões onde, até pouco tempo atrás, o cultivo era considerado improvável. “O sucesso desse evento demonstra a força da assistência técnica, da pesquisa e da inovação quando trabalham de forma integrada. Estamos acompanhando o crescimento do cacau em regiões não tradicionais do estado, com resultados cada vez mais consistentes. Isso mostra a capacidade do agricultor paulista de incorporar novas tecnologias e construir sistemas produtivos mais resilientes e rentáveis”, ressaltou Miqueletti.

Segundo os integrantes do Grupo Técnico de Cacau que ministraram palestras no evento – Andrey Vetorelli, Eusébio Persegil e Fioravante Stucchi Neto –, o trabalho desenvolvido pelo Projeto Cacau SP representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento rural paulista. “O cacau está se consolidando como mais uma alternativa para diversificação das propriedades, geração de renda e agregação de valor. Ver produtores compartilhando experiências de sucesso e motivando novos agricultores é a prova de que estamos no caminho certo, mas sempre com olhar atento, pois o cultivo do cacau, como ocorre em qualquer outra cultura agrícola, envolve inúmeras variáveis e não é uma ciência exata, mas sim fruto de acompanhamento técnico-científico constante”, acrescentando: “O avanço e a consolidação do cacau em regiões consideradas não tradicionais confirmam o potencial da cultura como uma nova oportunidade para o agro paulista, fortalecendo a agricultura, especialmente a familiar, agregando valor à produção e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”.

Ao final do encontro, produtores e técnicos foram unânimes em destacar o aprendizado adquirido e o entusiasmo gerado pela atividade. Para muitos participantes, o Dia de Campo representou o primeiro passo para a implantação de novas áreas, reforçando o potencial da cultura como uma nova fronteira agrícola para São Paulo.

Compartilhando desse pensamento, Márcio Tonelli, que viajou de Campinas para participar do Dia de Campo, mostrou grande interesse em iniciar na produção de cacau. “Temos uma propriedade familiar entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu (cidades ligadas à CATI Regional Mogi Mirim) e estamos avaliando alternativas de cultivo que possam gerar renda para a família; e, de tudo que vimos, o cacau se mostrou uma opção muito promissora nessa região, pois vimos que outros produtores já tradicionais no cultivo de citros e café, por exemplo, estão se mostrando muito interessados em começar a plantar cacau. O que mais nos chamou atenção neste Dia de Campo foi o aprendizado sobre toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a produção de chocolate artesanal de qualidade. Também foi muito inspirador conhecer de perto o trabalho da CATI e do Governo do Estado no Projeto Cacau SP, incentivando a produção local, o turismo rural e novas oportunidades econômicas para produtores que buscam diversificar suas atividades. Saímos daqui maravilhados com tudo o que vimos, ouvimos e vivenciamos”.

Abaixo, a galeria de imagens do evento.

Evento foi idealizado pelas Casas da Agricultura de Rafard e Capivari, da CATI Regional Piracicaba, e reuniu cerca de 50 pessoas para palestra e atividades práticas

O sucesso de uma safra começa muito antes da colheita e passa pela precisão com a qual a semente é depositada no solo. Com esse foco, o Sítio Boa Vista, em Rafard, recebeu, na última sexta-feira, 15 de maio, produtores e técnicos para um Dia de Campo sobre Plantabilidade de Grãos, com ênfase em culturas de soja, milho e sorgo.

Nem a chuva, que caiu desde as primeiras horas da manhã, foi capaz de impedir que os produtores comparecessem ao evento, realizado por meio de uma parceria entre a CATI Regional Piracicaba e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Câmpus de Botucatu, que envolveu o Grupo de Plantio Direto (GPD) da universidade.

Cerca de 50 pessoas participaram do Dia de Campo, promovido pelas Casas da Agricultura de Rafard e Capivari, que focou em treinamentos práticos de inspeção e regulagem de plantadeiras, fundamentais para reduzir o desperdício e maximizar o estande de plantas.

A precisão na distribuição das sementes é o que define a uniformidade da lavoura, de acordo com o instrutor Leonardo Marconi, estudante de Agronomia e membro do GPD, em sua apresentação.

“Temos que plantar bem para ter uma boa colheita. A plantabilidade é o começo de tudo. O produtor atento a esses aspectos aprenderá como avaliar para ter a certeza de que está começando a lavoura bem. Se deixarmos para avaliar se um plantio foi bom ou não no meio da lavoura, já teremos perdido produtividade”, comenta Leonardo.

Durante a estação prática, especialistas da Unesp demonstraram como pequenas falhas na regulagem dos discos e na regulagem do maquinário podem resultar em “vazios” ou plantas duplas, prejudicando a produtividade final.

Para a CATI, o evento reforça a missão de levar o conhecimento e a pesquisa aplicados diretamente ao dia a dia do agricultor.

“Depois de muitos anos de trabalho no município de Rafard, constatei que o plantio não era valorizado como deveria ser entre os agricultores locais. Essa valorização faz toda a diferença, e sem a necessidade de investimentos. A atenção à plantabilidade e ao plantio não aumenta o custo de produção e apenas com isso já temos maior rendimento de produção”, diz o engenheiro agrônomo Décio de Leite, responsável pela Casa da Agricultura de Rafard.

Para o engenheiro agrônomo Ricardo Stipp Paterniani, responsável pelas Casas da Agricultura de Capivari e de Rio das Pedras, a união entre CATI e universidade só traz benefícios para todos.  “Nosso objetivo é o de levar tecnologia para o pequeno produtor, para os produtores familiares que têm suas áreas de plantio de milho e soja, as quais têm crescido na região. Entre nossas principais ações estão os treinamentos e a Unesp é uma parceira estratégica, pois tem know-how técnico consolidado. E nós, da CATI, temos a missão de levar esse conhecimento ao campo”, explica.

Valdir Conrado de Santa Rita, presidente da Associação de Agricultura Familiar de Rafard e Região, que envolve cerca de 30 famílias de produtores, estava entre os produtores presentes. Valdir, que produz hortaliças, grãos de milho e um pouco de goiaba em Capivari, acredita que essas oportunidades fortalecem a agricultura local.

“Excelente para o produtor. Temos que ficar informados, assimilar e colocar em prática essas informações no nosso dia a dia. O produtor fica no sítio e, muitas vezes, a tecnologia avança e o produtor fica estagnado”, comenta.

Entre os participantes, o sentimento era de que a reciclagem de conhecimentos é indispensável, especialmente com a chegada de novas tecnologias de plantio pneumático, sensores de monitoramento e aplicativos mobile. Ao final do dia, o consenso entre organizadores e produtores foi de que a atenção à manutenção é tão importante quanto à qualidade do insumo.

Com dieta de “puro grão”, experimento da CATI Regional Jales demonstra como transformar o bezerro leiteiro em um produto de alto valor agregado e rentabilidade

Um desafio histórico para o produtor de leite é o baixo valor de mercado dos bezerros machos de origem europeia, muitas vezes desvalorizados no momento da venda. Para mudar esse cenário, a CATI Regional Jales, em parceria com a Prefeitura de Urânia e a iniciativa privada, realizou um Dia de Campo focado na terminação desses animais utilizando a dieta de “puro grão”. O evento reuniu técnicos e produtores de 18 municípios da região.

A técnica apresentada foca na intensificação do ganho de peso, permitindo que o bezerro leiteiro atinja precocemente o padrão de “Boi China” (animal jovem, com excelente acabamento de gordura e dente de leite), alcançando preços competitivos no mercado de carne.

Os resultados apresentados foram colhidos em uma vitrine tecnológica conduzida pelo médico-veterinário Ivan Soubhia Garcia, chefe da Casa da Agricultura de Urânia, no Sítio São Paulo. O lote experimental passou por um período de adaptação de 16 dias e, em seguida, recebeu uma dieta composta exclusivamente por 85% de milho grão inteiro e 15% de núcleo peletizado.

A dieta de “puro grão” dispensa o uso de volumoso (como silagem ou pasto) na fase final, reduzindo a necessidade de grandes áreas de pastagem e simplificando o manejo operacional no confinamento.

Os números da vitrine tecnológica, realizada entre setembro de 2025 e abril de 2026, impressionaram pela eficiência em ganho de peso, conversão alimentar e qualidade da carcaça. Os animais entraram no sistema com 120,6kg e, após 216 dias, atingiram a média de 421,8kg. O ganho médio diário foi de quase 1,4kg por animal. Foram necessários apenas 4,79kg de ração para produzir 1kg de peso vivo. No abate, o rendimento médio foi de 51%, com acabamento de gordura considerado ideal para a exportação.

A viabilidade econômica foi o ponto alto do debate. O experimento demonstrou um lucro bruto expressivo, que variou entre R$ 982,52 e R$ 1.444,95 por animal, dependendo das oscilações do preço da arroba no período.

Segundo Ivan Soubhia Garcia, o sucesso da atividade depende de um tripé fundamental com atenção total ao protocolo sanitário, à adaptação rigorosa dos animais e ao bem-estar. “Além disso, o produtor precisa de planejamento estratégico para a compra do milho no momento certo”, pontuou. Para a CATI Regional Jales, a técnica é uma ferramenta de fortalecimento para as famílias atendidas, especialmente pelo Projeto CATI Leite. Luciano Martines, chefe de divisão da Regional, reforçou que o objetivo é levar essa assistência técnica a mais propriedades. “A terminação em ‘puro grão’ não é apenas uma técnica de manejo, é uma alternativa real para agregar valor ao que antes era um subproduto, garantindo mais dinheiro no bolso do produtor”, finalizou.

Evento promovido pela CATI e Defesa Agropecuária reuniu mais de 100 participantes para debater tecnologia, crédito e manejo sustentável da cultura

O Parque Duílio Maziero, em Atibaia, transformou-se em um centro de difusão tecnológica no último dia 6 de maio. O Dia de Campo sobre a Cultura do Morango reuniu mais de 100 pessoas, entre produtores, técnicos e especialistas, com o objetivo de elevar o padrão de qualidade e segurança das hortas e lavouras da região.

Organizado em conjunto pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e pela Defesa Agropecuária, órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento focou na profissionalização de todas as etapas do cultivo, desde o armazenamento de insumos até o acesso ao crédito rural.

Prática e segurança no campo

A programação matinal foi dedicada às atividades práticas. Os produtores receberam orientações sobre a calibração correta de equipamentos de pulverização e manutenção preventiva, por meio do programa “Aplique Bem”, orientações dadas pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC-APTA).

Um dos momentos de maior impacto foi a demonstração sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Os participantes puderam visualizar como a ausência do uso correto desses itens resulta na contaminação imediata da pele e das roupas. Além disso, as equipes da Defesa Agropecuária demonstraram as normativas vigentes para a organização e o armazenamento seguro de insumos nas propriedades.

Rastreabilidade e controle biológico

No período da tarde, as palestras técnicas destacaram o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (Peara-POV). Camila Grzybowski, gerente do programa pela Defesa Agropecuária, apresentou dados que reforçam a segurança do alimento no estado. Com 100% de rastreabilidade, o programa permite que o produtor demonstre a saudabilidade de seu produto ao mercado.

A substituição de químicos por métodos sustentáveis também esteve na pauta. A Dra. Fagoni Calegario, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), demonstrou que o uso de predadores naturais, iscas e controle orgânico deve ser a primeira escolha do produtor, deixando o uso de agroquímicos registrados como último recurso, sempre respeitando dosagens e períodos de carência.

Normas e crédito rural

O encerramento do evento trouxe atualizações regulatórias e financeiras essenciais para o setor. O chefe da Casa da Agricultura (CA) de Atibaia, Adriano Campbell, detalhou a Portaria MAPA n.º 886/2026, que estabelece os novos padrões de identidade e qualidade para a comercialização do morango. Já André Luiz Barreto, chefe da CA de Jarinu, explicou as linhas do Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) para 2026, orientando sobre a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a organização documental necessária para acessar subvenções.

Para Adriano Campbell, o evento cumpriu seu papel integrador. “Foi uma excelente oportunidade para o produtor ter acesso, em um só local, a informações que vão desde o manejo racional até linhas de crédito”, destacou.

André Barreto reforçou que a competitividade do mercado exige excelência. “O mercado busca qualidade no produto final e, para isso, a excelência deve estar presente em todas as fases do cultivo”, afirmou. O Dia de Campo contou com o apoio fundamental da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, representada pelo presidente Osvaldo José Maziero, e parcerias com a Associação Hortifrúti Flores, empresa Massey Ferguson (A9), Sicredi e Agroverde.

Com o objetivo de fortalecer a produção de milho e levar tecnologia diretamente ao campo, a CATI Regional Jales, com a participação das Regionais da CATI de Fernandópolis e Votuporanga, promoveu, no último dia 4 de março, um Dia de Campo do Programa Milho+SP, no município de Santana da Ponte Pensa, reunindo cerca de 120 pessoas entre produtores, extensionistas, profissionais da iniciativa privada e lideranças do setor agropecuário do noroeste paulista.

Realizado no Sítio Nossa Senhora Aparecida, propriedade do casal de produtores Danilo Rodrigues Monção e Elidiane Mara Trombeta Maioli Monção, o encontro destacou, na prática, como o acompanhamento técnico e a adoção de tecnologia podem transformar a produtividade e a qualidade do milho produzido na região.

Em 11 de dezembro de 2025, uma área demonstrativa do Programa foi implantada na propriedade e agora, após 83 dias de desenvolvimento da cultura, o milho apresentou ponto adequado para o processo de ensilagem, permitindo a demonstração dos resultados obtidos com a adoção das tecnologias recomendadas.

Segundo o chefe de divisão da CATI Regional Jales, Luciano Martines, o evento teve como objetivo aproximar produtores das Boas Práticas Agrícolas e demonstrar resultados concretos. “O Programa Milho+SP tem justamente essa missão: levar tecnologia, orientação e acompanhamento ao produtor. Aqui, conseguimos mostrar, na prática, como a nutrição adequada da cultura, o uso correto dos equipamentos e o manejo fitossanitário contribuem para uma produção mais eficiente e rentável”, destacou Martines.

 Estações técnicas promoveram aprendizado prático

Durante o Dia de Campo, os participantes percorreram quatro estações técnicas preparadas para apresentar diferentes aspectos do manejo da cultura.

Na Estação 1, os engenheiros agrônomos Dilma Ono, da Casa da Agricultura de Santana da Ponte Pensa, e Gilberto J. B. Pelinson, da CATI Regional Jales, conduziram a apresentação sobre as fases da cultura do milho e os tratos culturais realizados desde a implantação da lavoura. “O uso de tecnologias no tempo certo da cultura traz boa produtividade. Estamos falando de tecnologias como análise de solos, densidade de plantio, tempo certo de aplicação de defensivos e adubação”, enfatizou Dilma.

Na Estação 2, o engenheiro agrônomo João Vitor Ferrari, da Casa da Agricultura de Santa Albertina, abordou programas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ligados ao segmento. Ali, também foram apresentadas as ações da Defesa Agropecuária, pela médica-veterinária Kátia Suemi Gozi, da unidade de Jales.

Na Estação 3, o engenheiro agrônomo José Roberto Bois apresentou o portfólio de materiais da CATI Sementes e Mudas, destacando a importância da escolha de sementes adaptadas às condições regionais. “Quando o produtor tem acesso a sementes de qualidade e adaptadas à sua realidade, ele reduz riscos e custos, bem como aumenta o potencial produtivo da lavoura”, explicou.

Na Estação 4, o médico-veterinário Cláudio Camacho Pereira Menezes, da CATI Regional Jales, abordou o processo de ensilagem, com orientações técnicas para garantir qualidade do alimento destinado ao rebanho e reforçando como uma silagem bem-feita impacta diretamente a produtividade na pecuária.

Segundo os organizadores, o Dia de Campo reforçou o papel do Programa Milho+SP como uma estratégia do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em uma parceria público-privada, para ampliar a produtividade do milho paulista, incentivar a adoção de tecnologias e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.

Experiência positiva para os produtores

Para os produtores Elidiane e Danilo, anfitriões do evento, a participação no Programa Milho+SP trouxe aprendizado e resultados concretos na propriedade. “Foi muito importante para nós receber esse acompanhamento técnico. Aprendemos bastante sobre o manejo, a nutrição e o momento certo da ensilagem; pudemos ver, na prática, como as orientações e a adoção de tecnologia adequada fazem diferença no resultado da lavoura”, afirmaram.

O casal agradeceu à equipe da CATI Regional Jales pela parceria e se colocou à disposição para futuras iniciativas. “Ficamos muito felizes em receber o Dia de Campo aqui no sítio, pois foi uma oportunidade de trocar experiências com outros produtores e os técnicos, bem como mostrar que, com orientação correta, o produtor consegue melhorar cada vez mais seus resultados”.

O sol acabou de nascer e no sítio São João, em Potirendaba, município ligado à área de atuação da CATI Regional São José do Rio Preto, o cuidado com o rebanho já está a todo vapor. Na “sala” de ordenha – adaptada para garantir o bem-estar animal e otimizar a coleta do leite com equipamento mecânico -, uma a uma, as vacas em lactação são preparadas, respeitando as regras sanitárias para manter a qualidade do leite. Assim começa o dia da família Ferrari, que, desde 2013, integra o Projeto CATI Leite.

Mas para chegar ao status de propriedade-modelo para centenas de produtores, especialmente os familiares, que se reúnem em vivências práticas e Dias de Campo organizados pela CATI, por meio da Casa da Agricultura local, um longo caminho foi percorrido.

“Quando eu conheci o Projeto, estávamos passando por um momento difícil e doloroso, com a perda do meu pai, que era nosso esteio e da nossa propriedade. Com 20 e poucos anos, me vi com uma pequena área, muitas dúvidas e pouca rentabilidade; em alguns momentos, tivemos dúvidas se seria possível continuar. Hoje, posso dizer que o CATI Leite proporcionou à nossa família a esperança de progressão, condições e estrutura para entender a atividade leiteira, aprendendo e aprimorando as técnicas que nos são transmitidas. Nesse meio-tempo, tivemos a benção de gerar um filho e a esperança de continuidade; estamos sustentáveis no sítio, com renda e qualidade de vida. Foi um divisor de águas”, declara emocionado o produtor Luis Fernando Ferrari, ao lado da esposa Daiane e do pequeno Artur, de cinco anos, que não vai para a escola sem antes abraçar o pai na sala de ordenha e dar “bom dia” para as vacas, as quais conhece cada uma pelo nome.

E para os produtores que visitam a propriedade (como aconteceu em setembro, quando 150 pessoas, de diversas regiões paulistas, participaram do Dia de Campo de relançamento do CATI Leite), o produtor enfatiza sua experiência e incentiva: “Eu sempre digo, tanto para os vizinhos como para os que nos visitam, que acreditem no Projeto e tenham confiança no trabalho do técnico da CATI, como temos aqui no Junior da Casa da Agricultura, que para nós foi um anjo que Deus enviou na nossa vida e hoje se tornou um irmão e um exemplo para o meu filho, que ama tudo na propriedade e adora ouvir os ensinamentos do ‘tio Junior’”, comenta emocionado.

E o “tio Junior”, Clodoveu Nicola Junior Colombo, médico-veterinário responsável pela Casa da Agricultura, também se emociona ao falar do projeto, em que atua como missão e não apenas trabalho, e da proximidade com as famílias envolvidas, como a de Luis Fernando.

“Não tem preço ver o fruto do nosso trabalho refletido na transformação de vida das famílias que integram o Projeto. Quando iniciamos aqui, falei para o Fernando o que repito para os outros produtores interessados em ingressar: as ações só serão positivas, se eles confiarem no trabalho que a gente direciona, acreditando em si mesmos e executando as metodologias propostas. E isso se concretizou aqui no sítio São João; saímos de uma produção de 146 litros/dia, em 2013, para os atuais 750 litros/dia. Mas, por si só, esse dado não é o mais importante, pois o que tem trazido qualidade de vida e a possibilidade de eles continuarem na atividade, com real perspectiva da sucessão familiar, foi a evolução e sustentabilidade econômica, saindo de uma renda bruta e um fluxo de caixa iniciais de R$ 59 mil para os atuais R$ 334 mil, ou seja, de quase R$ 28 mil mensais. Diante desse fato, não é preciso falar mais nada”, relata Junior, complementando: “Este é o valor da extensão rural, que faz a gente acordar de manhã, apesar de todos os desafios, e seguir!”.

Resultados do Projeto CATI Leite no Sítio São João

Em 2013, o cenário encontrado na propriedade era de uma produção de 146 litros/dia, com um rebanho de 17 vacas – sendo 15 em lactação, com uma média de 9,7L/v/dia na lactação; e 8,5L/v/dia no rebanho. A situação atual, impressa nas planilhas de gestão da propriedade, é de uma produção de 750L/dia, com um rebanho de 38 vacas, sendo 37 em lactação, com uma média de 20,2L/v/dia na lactação; e 19,7L/v/dia no rebanho.

Hoje, na área de pouco mais de 17 hectares, o rebanho tem alimento de qualidade e farto a pasto, em pleno inverno, cultivado em piquetes rotacionados com irrigação; silagem de qualidade, cujo excedente pode até ser comercializado; modelo de gestão integral, com anotação dos mínimos detalhes do custo de produção. Além disso, a família Ferrari segue à risca os compromissos assumidos diante da adoção da metodologia, entre os quais: preenchimento de planilhas de controle econômico e zootécnico; realização das vacinações obrigatórias e exames sanitários, bem como de análise de solo; e receber técnicos e outros produtores em ações de extensão rural.

O ganho ambiental também tem sido enorme. Após o cercamento da Área de Preservação Permanente (APP), acabou-se o trilheiro do gado, a mata nativa se regenerou e o curso d’água deixou de ser assoreado. A erosão também deixou de ter lugar no Sítio São João.

O Dia de Campo “Frutas Vermelhas São Paulo”, realizado em 26 de novembro, na Agrofloresta Emilinha, em Cerqueira César (SP), reuniu cerca de 40 participantes — entre técnicos, produtores rurais, estudantes, indígenas e representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). 

Organizado pela CATI Regional Avaré, o encontro teve como objetivo apresentar tecnologias, resultados e práticas sustentáveis para o cultivo de amora, mirtilo e framboesa, reforçando o papel essencial da assistência técnica e extensão rural no desenvolvimento das propriedades agrícolas.

Durante o evento, foram abordadas as principais características das três culturas, com destaque para o mercado, os valores praticados e as possibilidades de agregação de valor à produção. O produtor anfitrião, Rodolfo Jubran Chapchap, compartilhou sua experiência na implantação do sistema, explicando desde o preparo do solo, aquisição de mudas, adubação e podas, até a condução das plantas, o manejo de pragas e doenças, a colheita e comercialização das frutas.

Os participantes também puderam conhecer as mudas produzidas pela CATI Sementes e Mudas, disponíveis para venda no local, além das frutas congeladas oferecidas pelo produtor. A iniciativa integra o Projeto Frutas Vermelhas SP, que vem se consolidando como uma alternativa viável e de alto valor agregado para pequenas áreas, especialmente para a agricultura familiar.

Além de apresentar práticas atualizadas de manejo, o Dia de Campo fortaleceu a relação entre a CATI e os produtores interessados em ingressar ou expandir sua atuação no segmento. O encontro também estimulou a criação de uma rede de produtores, facilitando a troca de informações e abrindo novas possibilidades comerciais para quem aposta nas frutas vermelhas como fonte de renda e diversificação produtiva. 

“Esse evento reafirma a importância da extensão rural e do acompanhamento técnico contínuo oferecido pela CATI, fundamentais para a adoção de tecnologias adequadas, o aumento da produtividade e o fortalecimento das cadeias agrícolas no estado de São Paulo”, encerra Euvaldo Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré.

3.ª edição do evento reuniu um público diversificado e interessado nas inovações e no manejo da cultura do caqui, em Santa Isabel, município ligado à área de atuação da CATI Regional Mogi das Cruzes

Com o tema “Fortalecendo a Cadeia Produtiva do Caqui”, o 3.° Dia de Campo da Cultura do Caqui do Alto Tietê foi realizado com grande sucesso no município de Santa Isabel. O evento reuniu produtores rurais, extensionistas da CATI, pesquisadores, autoridades e representantes de instituições públicas e privadas ligadas ao setor agropecuário, em uma programação que contou com palestras e demonstrações práticas em campo.

Criado em 2023, a partir da articulação entre técnicos da CATI e produtores locais, o evento já se consolidou como parte do calendário da fruticultura regional. A edição deste ano foi coordenada pelo engenheiro agrônomo Alexandre Duboc, da Casa da Agricultura de Santa Isabel, e teve como foco a integração entre saberes técnicos e práticos, além de estimular a organização dos produtores e o acesso a inovações.

“Mais do que um dia de palestras, esse evento é um ponto de encontro entre o campo e a pesquisa, entre o conhecimento técnico e a experiência de quem vive da terra”, destacou Duboc na abertura, realizada na Câmara Municipal de Santa Isabel.

Palestras e demonstrações de campo enriqueceram o conteúdo técnico

A programação abordou os principais desafios e as oportunidades da cadeia do caqui, com ênfase em organizações rurais (associações e cooperativas), mercado, produção de mudas, manejo da copa e recuperação de pomares.

Alexandre Duboc falou sobre a importância da rastreabilidade de produtos de origem vegetal para a conquista de novos mercados. Na sequência, o engenheiro agrônomo Gabriel Vicente Bitencourt de Almeida, da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), abordou o tema “Mercado e comercialização do caqui”.

Marcos Augusto Franco Júnior, chefe da Divisão de Mudas, da CATI Sementes e Mudas, destacou a necessidade de garantir qualidade na produção de mudas, enquanto Tadeu Donizeti da Veiga, chefe de operações de campo do Núcleo de Mudas de Itaberá, da CATI Sementes e Mudas, realizou demonstrações práticas de diferentes técnicas de enxertia.

O consultor Theodorus Antonius Johannes Daamen, Theo Dam, ministrou uma palestra com orientações práticas sobre poda, adubação e recuperação de pomares abandonados ou afetados por queimadas.

Participação ativa e apoio institucional marcaram o evento

Com o apoio de diversas instituições, o evento contou com estrutura completa, incluindo tendas, alimentação, materiais técnicos e ações de campo. Entre os apoiadores estavam a Prefeitura Municipal de Santa Isabel, a Associação Isabelense de Produtores Rurais (Aipro), a Cooperativa de Produtores Familiares de Santa Isabel e Região (Cooaipro), além de empresas e outras cooperativas.

Durante o evento, foram distribuídos materiais informativos sobre prevenção de queimadas, devolução de embalagens de agrotóxicos e atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Os participantes também receberam kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para aplicação de defensivos agrícolas. Além disso, houve sorteios de brindes e prêmios, incentivando ainda mais a participação e o engajamento dos produtores.

Integração e reconhecimento

O almoço e os coffee breaks, oferecidos com o apoio dos parceiros, proporcionaram momentos de confraternização e troca de experiências. Técnicos da CATI, familiares de produtores, servidores da prefeitura e voluntários se mobilizaram na organização e no preparo das refeições, promovendo um ambiente acolhedor e colaborativo.

“Foi um dia especial. Aprendi coisas novas, reencontrei amigos e saí mais animado para investir no caqui”, relatou João Carlos, produtor rural de Mogi das Cruzes.

Expectativas para 2026

Com a avaliação positiva dos participantes e o fortalecimento das parcerias institucionais, a organização já projeta a realização da quarta edição do evento em 2026.

“Queremos ampliar ainda mais o alcance do evento e continuar levando conhecimento, inovações, integração e articulação aos produtores da região”, finalizou Duboc.

(Com informações da Casa da Agricultura de Santa Isabel – CATI Regional Mogi das Cruzes)

Projeto Conhecendo o Campo, em Arealva, e Dia de Campo, em Paulistânia, reforçam a importância da sustentabilidade no meio rural

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Bauru realizou, nos dias 10 e 11 de abril, duas importantes ações voltadas à conscientização ambiental e ao fortalecimento da sustentabilidade no meio rural.

Em Arealva, foi promovida a segunda etapa do Projeto Conhecendo o Campo, com foco na conservação do solo e da água. A atividade reuniu alunos de escolas do município em uma visita monitorada, com o objetivo de aproximá-los da realidade rural e apresentar práticas sustentáveis. Os participantes conheceram áreas de pastagem utilizadas na pecuária, áreas de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de visitarem uma exposição fotográfica da fauna local.

Durante a ação, os estudantes puderam compreender, de forma prática, a importância da conservação dos recursos naturais, por meio de temas como alternativas de cultivo, rotação de pastagens e manejo adequado do solo.

Já no dia 11, no município de Paulistânia, a CATI Regional Bauru promoveu a primeira etapa do Dia de Campo: Sistema de Proteção de Fonte Modelo Caxambu. A atividade foi conduzida pelo extensionista Osmar Mosca e contou com a presença de 25 participantes, entre produtores rurais, técnicos, extensionistas e servidores da Prefeitura de Paulistânia.

No período da manhã, houve a apresentação teórica do Modelo Caxambu e a montagem do tubo que será utilizado na prática. Durante a tarde, os participantes visitaram quatro nascentes da região para avaliar qual delas será utilizada na segunda etapa do projeto, marcada para o dia 29 de maio.

O sistema Caxambu é conhecido por seu baixo custo de implantação e pelos benefícios diretos à conservação da água e do solo, tornando-se uma alternativa eficaz para pequenos e médios produtores rurais.

A atividade foi elogiada pelos participantes e teve a colaboração dos instrutores Engenheiro Agrônomo  Milaine Trabuco Labella e Médico-veterinário José Adriano Bandeira Moreira Jorge.

(Com informações da CATI Regional Bauru)

Com a presença de mais de 80 pessoas, entre extensionistas, produtores, pesquisadores e representantes do segmento, o Dia de Campo sobre o Cultivo da Uva de Mesa trouxe para o centro do debate as novas tecnologias e os desafios da cultura, a qual se apresenta como mais uma alternativa para os produtores da região conhecida como Cinturão Verde de São Paulo.

 

“Em 2019, em conjunto com o Núcleo de Mudas de São Bento do Sapucaí, da CATI Sementes e Mudas, e o Centro de Frutas do Instituto Agronômico (IAC), iniciamos um projeto de instalação de uma área de referência de uva Niágara no município de Biritiba Mirim. O objetivo dessa área é realizar um acompanhamento técnico para uma adequada implantação de parreirais no município. A área foi implantada utilizando mudas de “raiz nua” envoltas com espuma fenólica e mudas estaqueadas e enraizadas em sacos plásticos”, explica Fabiana Ribeiro Rossi, engenheira agrônoma da CATI Regional Mogi das Cruzes e uma das responsáveis pelo Projeto de Uva de Mesa, ressaltando que o produtor Claudio Hideo Gunji, proprietário do Sítio Gunji, onde foi instalada a área de referência, recebeu capacitações sobre o manejo das videiras deste a implantação.

 “Com os resultados positivos de desenvolvimento das mudas no campo e de produtividade obtidos nas últimas safras, verificou-se que a cultura tem boa adaptabilidade na região, podendo ser uma tecnologia passível de ser irradiada. Sendo assim, iniciou-se um processo para organizar ações coletivas, especialmente Dias de Campo como este, para demonstrar possibilidades de diversificação da fruticultura local aos produtores”, informa Fabiana.

 

Para João Paulo Nikolaus, diretor da CATI Regional Mogi das Cruzes, todas as etapas de instalação e condução dessa unidade demonstrativa foram acompanhadas pelos técnicos pertencentes aos órgãos envolvidos, evidenciando a importância do desenvolvimento de projetos em parceria. “Este Dia de Campo foi, além de um evento de difusão de conhecimento e tecnologia, um espaço para troca de experiências e estreitamento das parcerias entre as entidades participantes e as empresas do segmento, que disponibilizam diversas tecnologias para o desenvolvimento da cultura”.

 

Logo Governo