Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI celebra 15 anos do Projeto Fazendinha Feliz


Projeto da CATI, que nasceu como horta escolar para crianças do Centro de Convivência Infantil, tornou-se oficialmente um Centro de Educação Ambiental de Campinas, reconhecido por promover sustentabilidade, saúde, incentivo à alimentação saudável, cidadania, conexão com a natureza e respeito à vida

Em um dia marcado por emoção, reencontros e celebração da vida, o Centro de Educação Ambiental (CEA) Fazendinha Feliz, da CATI, comemorou seus 15 anos de existência reunindo crianças, jovens, servidores, parceiros, educadores e representantes de diversas instituições que ajudaram a construir a trajetória de um projeto que ultrapassou os limites de uma horta para se tornar uma referência em educação ambiental e alimentação saudável.

A programação contou com palestras, apresentações musicais, visita de alunos da Educação Infantil de Campinas, Feira Agroecológica, plantio de mudas e homenagens. “O aniversário da Fazendinha foi um momento de congraçamento, de recordar histórias e homenagear os jovens que, em 2011, na época em que eram crianças vinculadas ao Centro de Convivência Infantil (CCI), os quais foram a razão da criação do projeto e se tornaram seus cofundadores. Foi uma alegria celebrar essa trajetória com todos que contribuíram e contribuem para transformar, dia após dia, esse sonho em realidade”, destacou o engenheiro agrônomo da CATI, Osmar Mosca Diz, um dos idealizadores e responsável pelo projeto.

Presente na abertura do evento, o subsecretário de Agricultura de São Paulo, Luiz Henrique Barrochelo, destacou a relevância do projeto e o apoio ao seu desenvolvimento, enaltecendo a trajetória do espaço que começou como um projeto de horta escolar voltada às crianças do CCI e que, ao longo dos anos, transformou-se nesse importante espaço de educação ambiental da cidade de Campinas.

Também participaram da abertura, Antoniane Arantes, representando a diretora da CATI, Fabiana Gouvêa, e a diretora da Defesa Agropecuária, Érica Melo, que, na ocasião, mostrou grande alegria, por receber a notícia de que serão acrescentadas ações ligadas às questões sanitárias e de fitossanidade às atividades cotidianas.

Em sua fala, Arantes destacou a importância da iniciativa para a instituição e para a sociedade. “Em nome da direção da CATI, parabenizamos esse projeto que é uma referência, valorizando o rural e sua conexão com o meio ambiente, e demonstrando que a educação ambiental pode transformar vidas, promover hábitos saudáveis e fortalecer valores humanos essenciais. Que a comemoração desses 15 anos seja um marco de felicidade distribuído a muitos outros espaços paulistas. Parabéns Osmar e equipe, pela perseverança, esforço e competência na condução desse projeto de sucesso”.

De horta escolar a Centro de Educação Ambiental

Criada com o objetivo de aproximar as crianças do CCI da terra, dos alimentos e dos ciclos da natureza, a Fazendinha Feliz nasceu como uma horta escolar voltada à promoção da educação alimentar e ambiental por meio do cultivo de hortaliças, frutas e plantas orgânicas.

Ao longo dos anos, o espaço ampliou sua atuação e passou a desenvolver atividades relacionadas à educação ambiental, Agroecologia, compostagem, conservação da biodiversidade, promoção da alimentação saudável e formação de educadores e multiplicadores dos saberes compartilhados. Entre os destaques está o meliponário educacional, consolidado no Parque das Abelhas, que contribui para sensibilizar visitantes ˗ crianças, jovens e adultos ˗ sobre a importância dos polinizadores para os ecossistemas, a produção de alimentos e a biodiversidade.

Outro destaque, segundo Osmar, foi a implantação da coleção de PANC no projeto. “Nestes 15 anos, a Fazendinha Feliz consolidou importantes iniciativas voltadas à educação ambiental e à valorização da biodiversidade. Um dos marcos desse trabalho foi a implantação, em 2012, da primeira coleção de Plantas Alimentícias Não Convencionais, as PANC, da CATI. Essa coleção pioneira não apenas ampliou o conhecimento sobre essas espécies, mas também serviu de base para a criação do Horto de Plantas Medicinais e PANC da CATI, que hoje funciona como uma extensão do Projeto Fazendinha Feliz, fortalecendo as ações de pesquisa, educação e difusão de práticas sustentáveis para produtores, estudantes e toda a comunidade.”

Segundo Osmar, atualmente, a Fazendinha Feliz representa uma importante conquista institucional e um espaço permanente de aprendizagem. “Ter este ambiente educativo dentro da CATI é uma grande conquista, mas também uma grande responsabilidade. E nos dá muito orgulho em ver que o projeto tem sido reconhecido como um local de referência, de encontros, de trocas de conhecimento e de construção de valores”, ressalta, informando que o objetivo é continuar proporcionando experiências capazes de despertar o encantamento pela natureza, o respeito à vida e a compreensão dos processos envolvidos na produção de alimentos saudáveis.

E, falando em reconhecimento, em 2025, o Projeto Fazendinha Feliz conquistou a terceira colocação na Categoria Poder Público e foi homenageado na 18.ª edição do Prêmio RAC-Sanasa de Responsabilidade Ambiental, que reconhece os melhores projetos em gestão ambiental da região.

As sementes que floresceram nos corações

A comemoração teve um significado especial ao reunir jovens que participaram da criação do projeto quando ainda eram crianças vinculadas ao Centro de Convivência Infantil da CATI. Homenageados como cofundadores da iniciativa, eles retornaram aos canteiros onde plantaram suas primeiras mudas, revivendo memórias e experiências que contribuíram para sua formação pessoal e cidadã.

Guilherme Latorre Diz, 17, relembrou a infância vivida nos canteiros da Fazendinha. “A comemoração de 15 anos do projeto da Fazendinha Feliz foi emocionante, lembrar de quando plantávamos a mudinhas de verduras ali nos canteiros no início de tudo e reproduzir novamente agora depois de bastante tempo. Reencontrar os amigos da época e, conversando, lembrar dos encontros e aprendizados que tivemos lá, foi tudo muito bom. Fico muito orgulhoso e grato de ter sido homenageado e também por fazer parte de um pouco disso, desse projeto incrível que a Fazendinha Feliz é.”

Outra homenageada, Maria Anita Magrinho de Medeiros, 17, relembrou a importância do projeto na sua vida. “Foi muito especial participar desse evento de comemoração dos 15 anos da Fazendinha. Foi uma surpresa muito boa para mim quando o Osmar ligou para minha mãe me convidando. Reencontrei amigos, as ‘tias’ e o Osmar. A Fazendinha e a CATI fizeram parte da minha infância e, com certeza, de quem eu sou hoje. Minha gratidão a todos! Que esse projeto da Fazendinha Feliz continue fazendo parte da vida de muitas crianças!

Outro que expressou seus sentimentos foi João Gabriel Pinheiro de Souza Confortin, conhecido como “João Beldroega”, apelido carinhoso recebido do Osmar pelo entusiasmo com que consumia essa PANC cultivada nos canteiros da Fazendinha. “A comemoração foi emocionante, pois reencontramos amigos de infância (e foi possível trocar telefone para nos aproximarmos de novo), as ‘tias’ do CCI e ouvir do ‘tio Osmar’ que eu até cavava buracos na horta procurando mais para comer, quando as folhas de cima sumiam (risos), me fez ter a certeza do motivo de eu gostar tanto de verduras hoje. Participar da Fazendinha foi uma experiência muito especial, porque aprendi, desde cedo, que os alimentos vêm da terra, das mãos de pessoas que dedicam sua vida e que precisamos cuidar da natureza para que ela continue nos oferecendo tudo isso. É uma experiência que levo para a vida inteira”.

Para Osmar, esse reencontro evidenciou o verdadeiro legado do projeto. “Não há princípio, virtude ou valor humano que não possa ser compreendido pelas crianças por meio da horta, uma verdadeira sala de aula ao ar livre, cuja mestra é a natureza. Esses jovens lançaram sementes à terra quando eram crianças. Hoje, retornam ao mesmo lugar para plantar novas mudas. É emocionante perceber que aquelas sementes germinaram também em seus corações.”

Educação alimentar que transforma hábitos

A nutricionista Denise Baldan, uma das idealizadoras do Projeto e responsável pela alimentação das crianças do CCI, na época de sua criação, também foi homenageada durante a celebração. Segundo ela, os resultados da Fazendinha Feliz demonstram o potencial da educação alimentar vivenciada na prática.

“Desde o início, percebemos que as crianças criavam uma relação diferente com os alimentos quando participavam de todo o processo, do plantio à colheita. Muitas passaram a experimentar verduras e hortaliças antes rejeitadas. A educação alimentar acontece de forma prazerosa, afetiva e integrada à natureza, contribuindo para hábitos saudáveis que podem acompanhar essas crianças por toda a vida.”

Homenageada durante a comemoração, Denise destacou emocionada: “Celebrar os 15 anos da Fazendinha é celebrar dedicação, inclusão, aprendizado e transformação social. É também reconhecer o trabalho coletivo de muitas pessoas que acreditaram nesse sonho e contribuíram para torná-lo realidade.”

Educação ambiental para além dos muros da CATI

O crescimento da Fazendinha Feliz foi construído coletivamente ao longo de sua trajetória, envolvendo servidores da CATI, voluntários, pesquisadores, extensionistas rurais, profissionais da saúde, educadores, nutricionistas, famílias e instituições parceiras.

Essa rede de colaboração transformou a antiga horta escolar em um espaço de convivência, aprendizagem e bem-viver, capaz de conectar diferentes gerações em torno da sustentabilidade, da cidadania e do cuidado com a vida.

Ao longo dos últimos 15 anos, ela ampliou significativamente seu alcance e hoje recebe regularmente estudantes (crianças, adolescentes e estudantes da educação especial), educadores, profissionais da saúde, representantes de instituições públicas e privadas e visitantes interessados em conhecer práticas de educação ambiental e alimentação saudável.

Educadores que participam regularmente das atividades destacam o valor pedagógico das experiências oferecidas pelo espaço. “Aqui, as crianças observam a natureza de perto, compreendem a origem dos alimentos e aprendem sobre biodiversidade, sustentabilidade e cidadania. São vivências que dificilmente seriam alcançadas apenas em sala de aula” é a fala comum de centenas de professores das redes públicas e privadas que já passaram e passam pelo projeto.

Mas as ações da Fazendinha Feliz também beneficiam grupos comunitários atendidos por serviços socioassistenciais e de saúde. A assistente social Pâmela Ferreira da Costa, do Distrito de Assistência Social Sudoeste da Prefeitura de Campinas, que acompanha grupos de idosos vinculados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), destaca os impactos positivos das atividades.

“A Fazendinha Feliz é um espaço de resistência porque podemos ter vivência rural no meio urbano e por ser um espaço de educação ambiental. Tive a oportunidade de implantar dois projetos de horta comunitária em unidades de CRAS, no município de Campinas, com o apoio e a assistência técnica da CATI. As hortas no âmbito da Assistência Social são espaços de convivência e fortalecimento de vínculos, os participantes são, em sua maioria, pessoas idosas, por isso as vivências na Fazendinha, bem como o acompanhamento técnico do Osmar, foram fundamentais para a boa evolução dos nossos projetos, promovendo convivência, bem-estar e integração social, fortalecendo a educação alimentar e a produção local de alimentos. Além disso, a Fazendinha Feliz também é especial por ser um espaço que possibilita, principalmente aos idosos, uma reconexão com a natureza e o resgate de memórias com o meio rural que tiveram na infância ou juventude, pois oferece um ambiente de desaceleração, reconexão e bem-estar físico e mental”, avalia Pâmela.

Compromisso com as futuras gerações

Ao celebrar seus 15 anos, a Fazendinha Feliz reafirma seu compromisso de continuar semeando conhecimento, saúde, cidadania, sustentabilidade e amor à terra. “O trabalho seguirá fortalecendo a atuação como Centro de Educação Ambiental e, agora, com o ânimo renovado pelo apoio ainda maior dos nossos dirigentes, para ampliar parcerias no desenvolvimento das ações voltadas à biodiversidade, à produção sustentável de alimentos e à formação de cidadãos conscientes; e com o mesmo propósito que nos norteia desde o primeiro dia: semear conhecimento, valores e esperança para as futuras gerações”, conclui Osmar.

A seguir, a galeria de imagens do evento.


Evento reuniu produtores, técnicos e interessados para discutir pastagens apícolas, conservação ambiental e fortalecimento da cadeia produtiva das abelhas no município

A importância das abelhas para a produção de alimentos, a preservação ambiental e a geração de renda no campo esteve no centro das discussões do Encontro de Apicultores e Meliponicultores realizado no último dia 9 de junho na Estação Agroecológica Municipal de Socorro. Com o tema “Conhecendo Pastagens Apícolas”, o evento reuniu apicultores, meliponicultores, técnicos, produtores rurais e interessados de Socorro e de cidades da região em uma iniciativa que combinou conhecimento técnico, conscientização ambiental e integração social.

Promovido por meio da parceria entre a Casa da Agricultura de Socorro (ligada à CATI Regional Bragança Paulista), Defesa Agropecuária, Associação Rural da Microbacia do Ribeirão dos Cubas – Casa do Mel e Secretaria Municipal de Agronegócio, o encontro foi marcado pela ampla participação do público, que acompanhou atentamente as palestras e contribuiu ativamente para o debate.

Para o engenheiro agrônomo Rodrigo da Silva Binoti, chefe de Seção da Casa da Agricultura de Socorro, o encontro reforça o potencial da atividade na região e a importância da união entre instituições públicas, produtores e entidades parceiras. “A apicultura e a meliponicultura representam atividades que geram renda, promovem a conservação ambiental e fortalecem a agricultura familiar. A Casa da Agricultura tem orgulho de participar dessa construção, seja por meio do apoio histórico à implantação da Casa do Mel, seja pela assistência técnica aos produtores. Ficamos muito satisfeitos com o interesse e o engajamento dos participantes, que contribuíram para tornar o evento extremamente produtivo”, salientou, ressaltando que a CATI continua disponibilizando sementes e mudas de espécies de interesse apícola por meio da Casa da Agricultura, ampliando as possibilidades para produtores interessados em diversificar suas propriedades.

Já o secretário municipal de Agronegócio, Marcelo José de Faria, ressaltou que o encontro faz parte de uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da apicultura e da meliponicultura em Socorro. “Estamos trabalhando para criar um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento dessas atividades, que têm enorme importância econômica, ambiental e social. Recentemente, o município aprovou a Lei Municipal n.º 5.027/2026, que institui a Política Municipal de Incentivo ao Desenvolvimento da Apicultura e da Meliponicultura. Além disso, implantamos um meliponário na Estação Agroecológica Municipal com finalidade educativa, para conscientizar a população sobre a importância da preservação das abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para a biodiversidade e para a produção de alimentos”.

Programação

Em sua palestra, o engenheiro agrônomo Luís Fernando de Aguiar, chefe de Seção da Casa da Agricultura de Monte Alegre do Sul, apresentou um panorama detalhado sobre as espécies vegetais que compõem as pastagens apícolas e sua importância para o desenvolvimento sustentável da apicultura e da meliponicultura.

Durante a apresentação, Aguiar destacou a necessidade de os produtores conhecerem profundamente a flora disponível nas áreas onde pretendem instalar apiários e meliponários, identificando as espécies fornecedoras de néctar, pólen e resinas ao longo do ano. “O conhecimento da flora apícola é uma ferramenta estratégica para o produtor. Ao conhecer os períodos de florescimento e o potencial de cada espécie, ele consegue planejar melhor sua atividade, aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação ambiental. Construímos junto com os participantes o Calendário da Flora Apícola de Socorro, que poderá servir de referência para futuras ações de recuperação ambiental e implantação de sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Segundo o agrônomo, o atual momento de implementação das ações relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) abre novas oportunidades para que os produtores integrem espécies de interesse apícola nos projetos de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), conciliando benefícios econômicos e ambientais.

Outro tema abordado durante o encontro foi a necessidade de regularização dos criatórios junto aos órgãos oficiais. O médico-veterinário César Krügger, da Defesa Agropecuária, orientou os participantes sobre a importância do cadastramento dos apiários e meliponários no sistema Gedave, reforçando os aspectos sanitários e de rastreabilidade da atividade.

A programação também contou com a participação da empresa Da Serra Ambiental, de Joanópolis, representada por Samuel Cortez Domingues, que apresentou ações ligadas à recuperação ambiental e distribuiu mudas de espécies nativas aos participantes, fortalecendo o vínculo entre produção rural e conservação dos recursos naturais.

Além do conteúdo técnico apresentado, o clima de troca de experiências e aprendizado foi um dos pontos mais elogiados pelos participantes. Ao final do encontro, produtores e técnicos destacaram a qualidade das informações compartilhadas e a relevância prática dos temas abordados para o dia a dia da atividade.

A avaliação dos organizadores foi extremamente positiva, reforçando a importância de promover eventos que aproximem conhecimento científico, produção rural e preservação ambiental. “Novas ações voltadas à apicultura e à meliponicultura já estão sendo planejadas para os próximos meses”, afirmaram os organizadores.

Sobre este tema, mais informações podem ser obtidas na Casa da Agricultura de Socorro, pelo telefone (19) 3855-3178, ou na Secretaria Municipal de Agronegócio, pelo telefone (19) 3895-6430.

Evento promovido pela CATI e Defesa Agropecuária reuniu mais de 100 participantes para debater tecnologia, crédito e manejo sustentável da cultura

O Parque Duílio Maziero, em Atibaia, transformou-se em um centro de difusão tecnológica no último dia 6 de maio. O Dia de Campo sobre a Cultura do Morango reuniu mais de 100 pessoas, entre produtores, técnicos e especialistas, com o objetivo de elevar o padrão de qualidade e segurança das hortas e lavouras da região.

Organizado em conjunto pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e pela Defesa Agropecuária, órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento focou na profissionalização de todas as etapas do cultivo, desde o armazenamento de insumos até o acesso ao crédito rural.

Prática e segurança no campo

A programação matinal foi dedicada às atividades práticas. Os produtores receberam orientações sobre a calibração correta de equipamentos de pulverização e manutenção preventiva, por meio do programa “Aplique Bem”, orientações dadas pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC-APTA).

Um dos momentos de maior impacto foi a demonstração sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Os participantes puderam visualizar como a ausência do uso correto desses itens resulta na contaminação imediata da pele e das roupas. Além disso, as equipes da Defesa Agropecuária demonstraram as normativas vigentes para a organização e o armazenamento seguro de insumos nas propriedades.

Rastreabilidade e controle biológico

No período da tarde, as palestras técnicas destacaram o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (Peara-POV). Camila Grzybowski, gerente do programa pela Defesa Agropecuária, apresentou dados que reforçam a segurança do alimento no estado. Com 100% de rastreabilidade, o programa permite que o produtor demonstre a saudabilidade de seu produto ao mercado.

A substituição de químicos por métodos sustentáveis também esteve na pauta. A Dra. Fagoni Calegario, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), demonstrou que o uso de predadores naturais, iscas e controle orgânico deve ser a primeira escolha do produtor, deixando o uso de agroquímicos registrados como último recurso, sempre respeitando dosagens e períodos de carência.

Normas e crédito rural

O encerramento do evento trouxe atualizações regulatórias e financeiras essenciais para o setor. O chefe da Casa da Agricultura (CA) de Atibaia, Adriano Campbell, detalhou a Portaria MAPA n.º 886/2026, que estabelece os novos padrões de identidade e qualidade para a comercialização do morango. Já André Luiz Barreto, chefe da CA de Jarinu, explicou as linhas do Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) para 2026, orientando sobre a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a organização documental necessária para acessar subvenções.

Para Adriano Campbell, o evento cumpriu seu papel integrador. “Foi uma excelente oportunidade para o produtor ter acesso, em um só local, a informações que vão desde o manejo racional até linhas de crédito”, destacou.

André Barreto reforçou que a competitividade do mercado exige excelência. “O mercado busca qualidade no produto final e, para isso, a excelência deve estar presente em todas as fases do cultivo”, afirmou. O Dia de Campo contou com o apoio fundamental da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, representada pelo presidente Osvaldo José Maziero, e parcerias com a Associação Hortifrúti Flores, empresa Massey Ferguson (A9), Sicredi e Agroverde.

Especialistas alertam que a preservação do solo é vital para garantir segurança alimentar e resiliência econômica. Manejo técnico e práticas conservacionistas são ações centrais de estratégia produtiva 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo realizou, nesta quarta-feira, 15 de abril, o XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais em Campinas (SP). O evento, que celebrou o Dia Nacional da Conservação do Solo, reuniu cerca de 150 participantes entre técnicos, pesquisadores e produtores para debater práticas sustentáveis e medidas de impacto direto no campo. 

Para Alberto Amorim, secretário executivo de Agricultura, o seminário integra um conjunto de iniciativas estratégicas que conferem transparência às ações da Pasta e reiteram o compromisso do Estado com a sustentabilidade. 

“O protagonismo tecnológico alcançado pelo setor, nos últimos 50 anos, deixou claro que a segurança alimentar e energética é indissociável da saúde do solo. Por ser um recurso finito e de lenta renovação, sua preservação é o alicerce de qualquer modelo econômico resiliente”, destaca. “Este evento consolida a integração entre a pesquisa científica e a prática no campo. O objetivo central é fortalecer uma rede de conhecimento que assegure a integridade desse patrimônio ambiental e produtivo para a população e para as futuras gerações”, diz. 

Durante a programação, a Defesa Agropecuária lançou oficialmente a cartilha educativa de conservação de solos “O sítio que voltou a sorrir”. O Instituto Agronômico (IAC-Apta) apresentou um documento atualizado sobre Manejo Conservacionista, consolidando décadas de pesquisa em diretrizes aplicáveis à realidade. 

O diretor da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Ricardo Pereira, destacou a importância da integração entre a pesquisa e a extensão rural durante o encontro. “O sucesso do trabalho está nas ações integradas. Temos orgulho de levar as tecnologias de conservação de solo para os produtores rurais e ajudar em sua implantação. São práticas que não transformam apenas as paisagens, mas a vida das pessoas”, comenta. 

Da teoria ao campo

A programação teve início no período da manhã, no anfiteatro do IAC-Apta, com painéis sobre a história da conservação no território paulista e palestras técnicas. À tarde, o aprendizado foi levado para a prática na Fazenda Santa Elisa, do IAC-Apta. Antoniane Arantes, líder do Grupo Técnico de Conservação de Solo da CATI, explicou que a proposta combina técnicas, metodologias e tecnologias de conservação à aplicação prática. Sob a coordenação de especialistas, os participantes percorreram estações de campo que abordaram aspectos da paisagem, pedologia e tecnologias de precisão. 

O evento foi promovido pela SAA, por meio da CATI, do IAC-Apta, da Defesa Agropecuária e da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), consolidando a relevância do tema nas discussões sobre a preservação do maior patrimônio do produtor rural: o solo.

Abaixo, a galeria de imagens do evento:

Evento, que vai celebrar o Dia Nacional da Conservação do Solo, já está com inscrições abertas

Em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, 15 de abril, será realizado, em Campinas (SP), o XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. O evento, que deve contar com a participação de 250 pessoas, está sendo promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, por meio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), Instituto Agronômico (IAC-Apta), Defesa Agropecuária, além da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

O seminário reunirá especialistas em conservação do solo, profissionais do segmento agropecuário, técnicos dos setores público e privado, pesquisadores, professores e estudantes para debaterem as melhores práticas para reverter os processos de degradação do solo agrícola. “Consideramos que o solo é um recurso natural não renovável e um importante componente dos ecossistemas, responsável por serviços ambientais como regular o ciclo da água. O solo é base da produção agropecuária; por isso, é fundamental também para a segurança alimentar da população”, diz a pesquisadora do IAC e coordenadora técnica do evento, Isabella Clerici De Maria.

Da teoria à prática

No primeiro período, das 8h às 12h30, o seminário acontecerá no anfiteatro do Instituto Agronômico, localizado na Avenida Barão de Itapura, 1481. Após o almoço, a partir das 14h, os participantes vão concluir as atividades na Fazenda Santa Elisa (IAC-Apta), situada na Avenida Dr. Theodureto de Almeida Camargo, 1500. O encerramento está previsto para as 17h, com a avaliação do evento.

 “Esperamos que o seminário traga um conjunto de entendimentos, técnicas e conhecimentos aplicáveis a manejos conservacionistas no meio rural, visando à redução da erosão e à garantia de um agro que preserve o elemento base de sua produção: o solo”, afirma o engenheiro agrícola da CATI e coordenador pedagógico desta capacitação, Antoniane Arantes de Oliveira Roque.

Programação

8h – Recepção

8h30 – Abertura (IAC, CATI, Defesa Agropecuária e Fundag)

8h50 – A história da conservação do solo paulista e a importância de intervenções sistêmicas – Afonso Peche Filho e Isabella Clerici De Maria (IAC)

9h20 – O Projeto Agro Paulista Mais Verde – Marcia Cristina de Moraes (CATI)

9h45 – Apresentação do mapa “Propriedade Rural Amiga da Água” – Melissa Pin Luchetti Sampaio, Denis Herisson da Silva, Kátia Gotardi e Miguel Madalena Milinski (PCJ)

10h10 – Lançamento da cartilha sobre conservação de solos – Ana Flavia Mangeti Metzner e Gustavo Bissoli (Defesa Agropecuária)

10h35 – Intervalo para o café

10h50 – Webmapas para planejamento da conservação do solo – Antoniane Arantes de Oliveira Roque (CATI)

11h15 – Gestão de risco e fiscalização do uso do solo em São Paulo – Marcelo Zonta (Defesa Agropecuária)

11h40 – Clima e recursos hídricos na conservação do solo – Orivaldo Brunini (Fundag)

12h05 – Agricultura conservacionista de precisão para pequenas propriedades – Leandro Guimarães Maranha (CATI)

12h30 – Almoço (por conta do participante)

14h – Tópicos fundamentais para a conservação de solos em microbacias (campo)

14h05 – Aspectos da paisagem – Afonso Peche Filho (IAC)

14h45 – Aspectos conservacionistas – Isabella Clerici De Maria (IAC)

15h25 – Aspectos pedológicos – Ricardo Marques Coelho (IAC)

16h05 – Aspectos tecnológicos – Antoniane Arantes de Oliveira Roque (CATI)

16h45 – Encerramento e avaliação final

Serviço

XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais

Quando: 15 de abril de 2026

Onde: Anfiteatro do IAC, das 8h às 12h30; Fazenda Santa Elisa, das 14h às 17h

Inscrições: https://tinyurl.com/2aks68jv

Quando conhecimento técnico, cooperação institucional e saber popular se encontram, o resultado vai muito além de um evento: transforma realidades. Foi exatamente isso que aconteceu nos dias 12 e 13 de março, durante a V Famel – Feira dos Apicultores e Meliponicultores do Estado de São Paulo. Realizada no câmpus da Uneduvale, a feira reuniu centenas de pessoas em torno de um propósito comum: fortalecer a cadeia produtiva da apicultura e da meliponicultura, impulsionando desenvolvimento, sustentabilidade e oportunidades no campo.

Fruto de uma rede de cooperação sociotécnica, a V Famel mostrou, na prática, como a integração entre universidade, pesquisa, extensão rural, instituições públicas e produtores pode gerar impactos concretos. A iniciativa conectou entidades estratégicas como a Uneduvale, a CATI Regional Avaré, a Cadeia Produtiva Local (CPL) de Itatinga, Avaré e Botucatu, a Defesa Agropecuária e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), formando uma articulação comprometida com o avanço do setor no estado de São Paulo.

Mais do que uma vitrine de comercialização de produtos das abelhas, a feira teve como eixo central a capacitação e o fortalecimento técnico dos participantes. Ao todo, 27 expositores de diferentes municípios apresentaram produtos apícolas diversos, inovadores e nutritivos, demonstrando a força e a diversidade do setor. A presença expressiva de estudantes, técnicos, pesquisadores, produtores e público em geral interessado no tema evidenciou o papel estratégico do conhecimento na construção de uma cadeia produtiva mais eficiente e sustentável.

A CATI marcou presença com um estande voltado à orientação técnica e à difusão de políticas públicas. Produtores iniciantes e experientes puderam esclarecer dúvidas, conhecer Boas Práticas e acessar informações essenciais para melhorar sua produção. Outro ponto alto foi a atuação da CATI Sementes e Mudas, que apresentou mudas melitófilas – fundamentais para a alimentação das abelhas – e a tecnologia Ecopot, que alia produção agrícola à sustentabilidade por meio de embalagens biodegradáveis.

Para além dos números, o evento deixou um legado de conexão e inspiração. “Como membro da Comissão Organizadora, posso dizer que esta quinta edição foi um sucesso, atraindo produtores em quantidade superior à das demais edições. Além disso, um grande número de alunos participou das atividades, o que possibilitou uma ampla disseminação de conhecimento sobre abelhas para as gerações futuras”, destacou o engenheiro agrônomo Victor Periccin, da CATI Regional Avaré. Segundo ele, cerca de 500 pessoas circularam diariamente pela feira, com resultados expressivos também na comercialização dos expositores. A 5.ª edição da Famel reafirmou que o futuro da apicultura e da meliponicultura passa, necessariamente, pela parceria, pois, quando diferentes atores se unem em torno de um objetivo comum, o impacto ultrapassa o campo produtivo e alcança a educação, a economia local e a preservação ambiental.

Abaixo, a galeria de imagens do evento:

Ao promover o diálogo entre extensão rural, pesquisa, Defesa Agropecuária e segurança pública, a iniciativa reforçou o conceito de que não há desenvolvimento sustentável sem conservação; e nem conservação eficaz sem cooperação

Em um momento marcado por desafios crescentes na preservação ambiental e no uso sustentável do território rural, uma parceria entre a CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral), o Instituto Agronômico (IAC), a Defesa Agropecuária e o 5.º Batalhão da Polícia Militar Ambiental ganhou um novo e significativo capítulo. Nos dias 24 e 27 de março, cerca de 100 policiais participaram do treinamento técnico “Visão Sistêmica do Ambiente Natural e Rural de Produção”, uma iniciativa que uniu teoria e prática, em uma formação que integrou conhecimento técnico, gestão territorial e proteção dos recursos naturais, com incentivo para aprimoramento de instrumentos que visam coibir crimes e infrações ambientais.

A formação aconteceu em Campinas, em dois ambientes complementares, sendo a parte teórica realizada no Anfiteatro do 5.º Batalhão da Polícia Militar Ambiental, enquanto as atividades práticas ocorreram na Fazenda Santa Elisa, área vinculada ao IAC. O curso teve como foco a padronização de operações ambientais, o planejamento de missões em campo e a aplicação de metodologias de leitura da paisagem, “ferramentas essenciais para uma atuação mais estratégica e eficiente no território rural”, segundo Antoniane Arantes, especialista agropecuário da CATI, responsável pela palestra sobre Webmapas (mapas interativos disponíveis na internet, que permitem aos usuários visualizarem, explorarem e, muitas vezes, manipularem dados geográficos diretamente no navegador, sem precisar de softwares complexos de GIS (Sistemas de Informação Geográfica).

Mais do que capacitação técnica, o encontro simbolizou a retomada de uma aproximação institucional fundamental, pois a integração entre os órgãos reforça a importância do alinhamento de práticas agronômicas à conservação ambiental, criando uma base sólida para o desenvolvimento rural sustentável.

Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, a iniciativa representa um avanço significativo na construção de políticas públicas integradas. “Essa parceria mostra que é possível unir conhecimento técnico, gestão territorial e ação em campo para promover um modelo de desenvolvimento rural mais equilibrado. A conservação do solo e dos recursos naturais precisa estar no centro das estratégias; e isso só se fortalece com instituições trabalhando juntas, com objetivos comuns”.

Durante a programação, Arantes conduziu a referida palestra sobre o uso de webmapas aplicados à gestão ambiental, destacando o papel da tecnologia no apoio às ações de fiscalização e planejamento. “As ferramentas de geotecnologia permitem uma leitura mais precisa do território, ajudando a identificar alterações na paisagem, padrões de uso do solo e possíveis irregularidades. Isso amplia a capacidade de resposta das equipes em campo e contribui para decisões mais assertivas na proteção dos recursos naturais”, explicou.

Atividades de campo conduzidas pela CATI

A formação teve como objetivo atender às diretrizes do Comando de Policiamento Ambiental, especialmente no fortalecimento do policiamento rural e das ações de fiscalização. A proposta foi oferecer aos participantes uma visão sistêmica do ambiente natural e produtivo, capacitando-os a identificar perturbações antrópicas e naturais, muitas vezes associadas a infrações ambientais.

Para o capitão da Polícia Militar Ambiental, André Manoel, o impacto da capacitação vai além da sala de aula. “Essa formação técnica amplia nossa capacidade de atuar na preservação da ordem pública, assim como na fiscalização de infrações contra o meio ambiente em áreas especialmente protegidas, contra a flora e fauna, assim como pesca, o combate às queimadas, ao tráfico de animais, dentre outras”, destacou, frisando que “trabalhar de forma integrada com a área agrícola é essencial para resultados mais efetivos”.

Com o objetivo de fortalecer a produção de milho e levar tecnologia diretamente ao campo, a CATI Regional Jales, com a participação das Regionais da CATI de Fernandópolis e Votuporanga, promoveu, no último dia 4 de março, um Dia de Campo do Programa Milho+SP, no município de Santana da Ponte Pensa, reunindo cerca de 120 pessoas entre produtores, extensionistas, profissionais da iniciativa privada e lideranças do setor agropecuário do noroeste paulista.

Realizado no Sítio Nossa Senhora Aparecida, propriedade do casal de produtores Danilo Rodrigues Monção e Elidiane Mara Trombeta Maioli Monção, o encontro destacou, na prática, como o acompanhamento técnico e a adoção de tecnologia podem transformar a produtividade e a qualidade do milho produzido na região.

Em 11 de dezembro de 2025, uma área demonstrativa do Programa foi implantada na propriedade e agora, após 83 dias de desenvolvimento da cultura, o milho apresentou ponto adequado para o processo de ensilagem, permitindo a demonstração dos resultados obtidos com a adoção das tecnologias recomendadas.

Segundo o chefe de divisão da CATI Regional Jales, Luciano Martines, o evento teve como objetivo aproximar produtores das Boas Práticas Agrícolas e demonstrar resultados concretos. “O Programa Milho+SP tem justamente essa missão: levar tecnologia, orientação e acompanhamento ao produtor. Aqui, conseguimos mostrar, na prática, como a nutrição adequada da cultura, o uso correto dos equipamentos e o manejo fitossanitário contribuem para uma produção mais eficiente e rentável”, destacou Martines.

 Estações técnicas promoveram aprendizado prático

Durante o Dia de Campo, os participantes percorreram quatro estações técnicas preparadas para apresentar diferentes aspectos do manejo da cultura.

Na Estação 1, os engenheiros agrônomos Dilma Ono, da Casa da Agricultura de Santana da Ponte Pensa, e Gilberto J. B. Pelinson, da CATI Regional Jales, conduziram a apresentação sobre as fases da cultura do milho e os tratos culturais realizados desde a implantação da lavoura. “O uso de tecnologias no tempo certo da cultura traz boa produtividade. Estamos falando de tecnologias como análise de solos, densidade de plantio, tempo certo de aplicação de defensivos e adubação”, enfatizou Dilma.

Na Estação 2, o engenheiro agrônomo João Vitor Ferrari, da Casa da Agricultura de Santa Albertina, abordou programas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ligados ao segmento. Ali, também foram apresentadas as ações da Defesa Agropecuária, pela médica-veterinária Kátia Suemi Gozi, da unidade de Jales.

Na Estação 3, o engenheiro agrônomo José Roberto Bois apresentou o portfólio de materiais da CATI Sementes e Mudas, destacando a importância da escolha de sementes adaptadas às condições regionais. “Quando o produtor tem acesso a sementes de qualidade e adaptadas à sua realidade, ele reduz riscos e custos, bem como aumenta o potencial produtivo da lavoura”, explicou.

Na Estação 4, o médico-veterinário Cláudio Camacho Pereira Menezes, da CATI Regional Jales, abordou o processo de ensilagem, com orientações técnicas para garantir qualidade do alimento destinado ao rebanho e reforçando como uma silagem bem-feita impacta diretamente a produtividade na pecuária.

Segundo os organizadores, o Dia de Campo reforçou o papel do Programa Milho+SP como uma estratégia do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em uma parceria público-privada, para ampliar a produtividade do milho paulista, incentivar a adoção de tecnologias e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.

Experiência positiva para os produtores

Para os produtores Elidiane e Danilo, anfitriões do evento, a participação no Programa Milho+SP trouxe aprendizado e resultados concretos na propriedade. “Foi muito importante para nós receber esse acompanhamento técnico. Aprendemos bastante sobre o manejo, a nutrição e o momento certo da ensilagem; pudemos ver, na prática, como as orientações e a adoção de tecnologia adequada fazem diferença no resultado da lavoura”, afirmaram.

O casal agradeceu à equipe da CATI Regional Jales pela parceria e se colocou à disposição para futuras iniciativas. “Ficamos muito felizes em receber o Dia de Campo aqui no sítio, pois foi uma oportunidade de trocar experiências com outros produtores e os técnicos, bem como mostrar que, com orientação correta, o produtor consegue melhorar cada vez mais seus resultados”.

Entre outras atrações, estande do órgão da SAA permitirá que produtores rurais consultem seu CAR e visitem gratuitamente uma feira de touros puros de origem

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) paulista, estará presente na 12.ª edição do Coplacampo, que será realizado entre 23 e 27 de fevereiro em Piracicaba (SP). Reconhecido como um dos maiores do agronegócio brasileiro, o evento da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) reúne produtores, empresas e instituições ligadas ao setor para a apresentação de tecnologias, soluções e oportunidades de negócios.

O Coplacampo 2026 funcionará das 8h às 17h, reunindo mais de 140 expositores. No estande da CATI, juntamente com a Defesa Agropecuária, produtores poderão consultar a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR); adquirir sementes e mudas com garantia de qualidade fitossanitária; além de visitar a “Feira Pró-Genética”, que é realizada em parceria da instituição com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).            

A entrada é gratuita, mediante cadastro antecipado no site https://inscricoes.eventos.site/Coplacampo. “Coplacampo é a maior feira agropecuária da região e a CATI Regional Piracicaba estará presente e apresentará seus projetos de extensão e divulgará as variedades da CATI Sementes e Mudas. Além disso, nossa instituição apoiará os produtores que fazem parte do programa Pró-Genética, os quais trarão animais para comercialização no evento. Estaremos, também, com uma equipe dando apoio aos agricultores e pecuaristas para verificar a situação do CAR das propriedades. O Coplacampo tem um público amplo e engajado! Convidamos a todos para visitar nosso estande”, ressalta o chefe da CATI Regional Piracicaba, Henrique Bellinaso.

Maior evento do agronegócio do Vale do Paranapanema destaca a atuação integrada da Secretaria junto ao produtor rural

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) participou da abertura da Coopershow 2026, realizada de 27 a 30 de janeiro, em Cândido Mota. A presença institucional reúne institutos de pesquisa, assistência técnica, defesa agropecuária e ações voltadas à transferência de tecnologia, inovação e sustentabilidade no campo.

Durante a abertura da feira, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, destacou o papel da Secretaria na escuta ativa do setor produtivo e na integração entre pesquisa, cooperativismo e tecnologia.

“A Secretaria de Agricultura e Abastecimento segue de portas abertas, ouvindo as prefeituras, produtores e colocando toda a sua estrutura técnica aqui presente — IAC, Apta Regional, Instituto Biológico, Instituto de Zootecnia, CATI e Defesa Agropecuária — ao lado do cooperativismo, da tecnologia e do conhecimento que fortalecem o agro paulista e brasileiro”, afirmou.

Pesquisa aplicada e inovação no campo

Pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC-APTA) e da APTA Regional também integram a programação técnica do VI Simpósio “Mandioca e Mudanças: Rusticidade, Inovação e Sustentabilidade”, no dia 29 de janeiro, com temas que abordam desde condições hídricas do solo e época de plantio até novas cultivares de mandioca de mesa e manejo sustentável da cultura. 

O IAC também participa da Coopershow com estande institucional e áreas demonstrativas no campo experimental, apresentando cultivares e tecnologias voltadas à realidade regional. Entre os destaques estão as culturas da mandioca, batata-doce biofortificada, citros, feijão, café e cana-de-açúcar.

O Instituto Biológico (IB-APTA) leva à Coopershow conhecimento técnico sobre controle biológico de pragas da mandioca, com foco no uso de fungos e bactérias entomopatogênicas. A atuação do Instituto reforça estratégias de manejo sustentável, contribuindo para a redução do uso de defensivos químicos na agricultura.

Já o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) participa com a Caravana Giro do Leite, um laboratório móvel que realiza análises em tempo real da qualidade do leite, avaliando composição, contagem de células somáticas e orientando produtores para a melhoria da saúde do rebanho. O serviço inclui ainda detecção de fraudes, identificação de leite A2, análises para o Selo de Pureza 100% Búfalo e testes genéticos voltados ao maior rendimento na produção de queijos.

Transferência de tecnologia e atendimento ao produtor

A APTA Regional marca presença com unidades de Assis, Presidente Prudente e Monte Alegre, apresentando experimentos e tecnologias aplicadas às culturas da mandioca, batata-doce, cana-de-açúcar e uva Niágara Rosada. Pesquisadores também participam do simpósio técnico, abordando novas cultivares de mandioca para a indústria e a gastronomia como ferramenta de valorização da mandiocultura, com foco em produtividade, diversificação de renda e adaptação regional.

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) participa da feira em espaço conjunto com a APTA, Defesa Agropecuária e Embrapa, oferecendo atendimento direto aos produtores sobre programas, serviços e políticas públicas executadas pela diretoria. A ação inclui divulgação do programa Milho + SP e atuação da CATI Sementes e Mudas, com oferta de sementes de grãos, plantas de cobertura e mudas nativas, frutíferas e silvestres, além da ampliação prevista para mandioca e batata-doce.

A Defesa Agropecuária também integra a programação da Coopershow com atendimento ao público e palestras técnicas sobre temas estratégicos para a sanidade animal e vegetal, como controle e erradicação da brucelose, cadastro de áreas de produção de soja e orientações sobre o Sisp Artesanal e o Selo Arte.

Com presença institucional robusta, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento reforça, na Coopershow 2026, o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a aproximação entre ciência, políticas públicas e o produtor rural paulista.

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