No maior evento da bananicultura brasileira, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) prestará atendimentos gratuitos a produtores rurais do Vale do Ribeira
Consolidado como o maior evento da bananicultura do Brasil e um dos principais da América Latina, a Feibanana chega a sua 14.ª edição em 2026. Realizada em Pariquera-Açu (SP) pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), a feira contará com estande da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), aberto à visitação de 12 a 14 de maio.
Durante o evento, produtores rurais costumam tirar muitas dúvidas com técnicos da CATI, especialmente voltadas ao cultivo e manejo da fruta que ganhou selo de procedência da região. “Em um espaço conjunto com outros órgãos da SAA-SP, prestaremos serviço de orientação produtiva, divulgaremos nossos projetos, apresentaremos as linhas de crédito do Governo estadual que estão disponíveis aos bananicultores e faremos atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). É por meio de trabalhos como esse que, recentemente, a banana do Vale do Ribeira recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG). Por isso, na Feibanana 2026, também vamos celebrar muito essa conquista”, afirma a chefe de divisão da CATI Regional Registro, Tais Canola.
Na feira, ainda haverá uma palestra sobre adequação ambiental de imóveis rurais e políticas públicas no âmbito da CATI, que será ministrada pelo engenheiro agrônomo Eduardo Soares Zahn, responsável pela Casa da Agricultura de Jacupiranga.

“Em 2025, o evento reuniu aproximadamente 13 mil pessoas, entre profissionais do setor, estudantes, autoridades e comunidade local. Uma parte significativa desse público nos visita, criando um espaço fundamental para a troca de saberes e a construção compartilhada de conhecimentos. É uma oportunidade de fortalecer o agro paulista de forma participativa, valorizando as experiências locais e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”, destaca Taís.
Serviço
Feibanana 2026
Quando: 12 a 14 de maio
Horário: 12h às 23h30
Local: Centro de Eventos de Pariquera-Açu
Entrada: gratuita
Realização: Abavar
Estado contabiliza 14 IGs, sendo que seis delas envolvem a produção de café
O agronegócio paulista celebrou mais uma conquista neste mês: o registro de Indicação Geográfica (IG) da procedência das variedades de banana Cavendish (Nanica) e Prata do Vale do Ribeira. Atualmente, das 14 IGs reconhecidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no estado, 10 são relacionadas ao agro.
O selo abrange os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. Ele foi solicitado ao INPI pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), com apoio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Segundo a chefe de divisão da CATI Regional Registro, Tais Canola, essa indicação representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem de suas produções e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. “Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto e promove a justiça social para quem vive da terra. Para nós, da CATI, é uma honra ver que a dedicação dos produtores e suas organizações agora possui um diferencial competitivo que assegura a sustentabilidade das comunidades rurais e o orgulho de pertencer ao maior polo produtor de banana do estado de São Paulo”, afirma ela.
“Esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ela representa o compromisso do Vale do Ribeira com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Essa IG sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”, comenta o presidente da Abavar, Augusto Aranha.

IGs do agro paulista
Em abril de 2026, o Brasil contabiliza 169 IGs, somando 127 Indicações de Procedência (IPs) – 126 nacionais e uma estrangeira – e 42 Denominações de Origem (DOs) – 32 nacionais e 10 estrangeiras. Abaixo, confira a lista dos selos relacionados ao agronegócio paulista:
- Alta Mogiana (café);
- Jundiahy (uva niagara rosada);
- Nova Alta Paulista (café);
- Região de Garça (café);
- Região de Pinhal (café);
- Torrinha (café);
- Vale da Grama (café);
- Vale do Paraíba (mel e própolis);
- Vale do Ribeira (palmito pupunha);
- Vale do Ribeira (bananas Cavendish e Prata).
As outras quatro IGs paulistas são de Birigui (calçado infantil), Franca (calçados), Porto Ferreira (cerâmica artística) e Taubaté (figuras modeladas em argila). Vale ressaltar que a IP de uma Indicação Geográfica reconhece o nome de um país, cidade, região ou localidade que se tornou conhecido como centro de produção, fabricação ou extração de determinado produto. Já a DO vai além e exige que as características e qualidades do produto sejam essencialmente ou exclusivamente atribuídas ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.
Nos dias 18 e 19 de março, as Faculdades Integradas de Bauru (FIB) testemunharam um marco histórico para a extensão rural paulista: o I Encontro de Mulheres Extensionistas da CATI. O evento reuniu mais de 70 profissionais da instituição para dois dias de imersão técnica, troca de experiências e discussões sobre o papel da mulher tanto na estrutura organizacional quanto no atendimento às produtoras rurais de São Paulo.
O diretor da CATI, Ricardo Pereira, abriu o encontro destacando a trajetória de 58 anos da instituição, construída com a força feminina. “Nossa instituição sempre foi firme graças ao apoio de muitas mulheres que transformam a vida dos nossos produtores”, afirmou. O evento contou com o apoio do Sicredi, da Agroesp (Associação dos Assistentes Agropecuários do Estado de São Paulo) e das Agroligadas.

Debates e valorização profissional
A programação teve início com a palestra de Claudia de Mori (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa), que abordou a valorização do trabalho técnico das mulheres, discutindo os desafios e enfrentamentos da carreira. Na sequência, Carolina Darcie, da Assessoria Técnica da CATI, liderou o debate sobre a institucionalização das ações de gênero e a criação de redes de apoio entre as extensionistas, visando consolidar o tema “Mulher Rural” dentro das diretrizes da CATI.
Com foco na liderança, Natália Pivaro de Sá e Nataly Herrero Garcia, representantes das Agroligadas, conduziram uma roda de conversa sobre mediação de conflitos e como ampliar a voz feminina em espaços de decisão, reforçando o lema “Ampliar a voz, cultivar espaço”.
Tecnologia e políticas públicas
A inovação também esteve no centro das atenções com a oficina prática sobre o uso de drones. Os técnicos Júlio Simões e Erica Godoy (CATI Regionais de Jaú e Araraquara) demonstraram como a tecnologia de levantamento de áreas e a elaboração de projetos podem ser aplicadas para otimizar o trabalho de campo em todas as propriedades. A escolha deste treinamento veio da identificação e da reflexão sobre a ausência de mulheres em algumas áreas técnicas relevantes.
Para encerrar o ciclo de palestras, Erica Oliveira, da CATI Regional Registro, abordou as Políticas Públicas para Mulheres Rurais, sensibilizando as técnicas extensionistas sobre o papel das mulheres rurais em suas famílias e propriedades. O painel discutiu estratégias para ampliar o acesso das produtoras a programas governamentais, garantindo que a renda e a autonomia cheguem efetivamente às mãos de quem trabalha na terra.
Compromisso com o futuro
Para a organização do evento, o encontro superou as expectativas ao unir as técnicas que já atuam conectadas digitalmente. A proposta agora é que o evento passe a constar oficialmente no calendário anual da CATI em março, servindo como uma plataforma permanente de atualização técnica e fortalecimento da extensão rural voltada à mulher técnica e rural.

Estado contabilizada 12 IGs, sendo que metade delas envolve a produção de café
O estado de São Paulo celebrou, recentemente, mais uma conquista envolvendo o agronegócio: o registro de Indicação Geográfica (IG) da procedência do palmito pupunha do Vale do Ribeira. Até a última sexta-feira (9), das 12 IGs reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no âmbito paulista, nove são relacionadas ao agro.
O selo abrange os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Iporanga, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. A região contabiliza mais de 1.800 produtores familiares, que cultivam pupunha em aproximadamente 10 mil hectares.
O engenheiro agrônomo da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Registro, Rogério Sakai, destaca as condições ideais que fizeram do Vale do Ribeira um polo que concentra cerca de 80% da produção estadual. “O cultivo do palmito pupunha é feito, em sua maioria, por pequenos e médios produtores. No geral, os plantios são em terras altas, com terreno levemente ondulado e sem a necessidade de irrigação, devido à incidência de chuvas bem distribuídas durante o ano, favorecendo o desenvolvimento da planta”, informa o técnico da CATI, órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) paulista.
“No passado, a região explorava o palmito juçara da Mata Atlântica. Com a proibição da extração dessa espécie na floresta, as fábricas migraram para a pupunha, porque já tinham expertise no processamento. Como a pupunheira perfilha, os produtores aderiram ao cultivo”, ressalta Sakai.

Pesquisa e melhoramento genético
As primeiras sementes de pupunheira chegaram ao estado em 1940, trazidas pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta/SAA). A adaptação positiva levou, a partir dos anos de 1970, ao tratamento da cultura como atividade comercial em ascensão. Na década de 1980, estudos do IAC identificaram o Vale do Ribeira como área ideal devido ao clima tropical úmido e solo favorável, consolidando novas bases para o desenvolvimento regional.
Atualmente, o instituto segue com um programa de melhoramento genético de pupunheira voltado à obtenção de variedades com maior produtividade e qualidade de palmito. “O IAC possui, ainda, uma coleção de palmeiras que conta com mais de 400 espécies, nativas e exóticas, com potencial para uso ornamental ou de produção de palmito. Essa coleção está em estudo, pois diferentes espécies de palmeiras, com distintas características de cultivo, podem produzir palmito com sabor, cor e textura inerentes a cada uma delas”, acrescenta a pesquisadora do IAC, Valéria Modolo.
IGs do agro paulista
No mês passado, o Brasil chegou à marca de 150 Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI. Ao todo, o país contabiliza 161 IGs, somando 120 Indicações de Procedência (IPs) – 119 nacionais e uma estrangeira – e 41 Denominações de Origem (DOs) – 31 nacionais e 10 estrangeiras). Abaixo, confira a lista dos selos relacionados ao agronegócio do estado de São Paulo:
- Alta Mogiana (café);
- Jundiahy (uva niagara rosada);
- Nova Alta Paulista (café);
- Região de Garça (café);
- Região de Pinhal (café);
- Torrinha (café);
- Vale da Grama (café);
- Vale do Paraíba (mel e própolis);
- Vale do Ribeira (palmito pupunha).
As outras três IGs paulistas são de Birigui (calçado infantil), Franca (calçados) e Porto Ferreira (cerâmica artística). Lembrando que a IP de uma Indicação Geográfica reconhece o nome de um país, cidade, região ou localidade que se tornou conhecido como centro de produção, fabricação ou extração de determinado produto. Já a Denominação de Origem vai além e exige que as características e qualidades do produto sejam essencialmente ou exclusivamente atribuídas ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.