Nesta etapa do Programa de Aquisição de Alimentos, 48 mil famílias paulistas receberão hortifrútis cultivados por produtores rurais assistidos pela CATI; desde 2021, cerca de 640 mil cestas foram entregues no Estado de São Paulo
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, executa, desde 2021, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no território paulista. Por meio dessa iniciativa, pessoas em situação de vulnerabilidade social recebem gratuitamente cestas de 10kg com hortifrútis, que são cultivados por agricultores familiares e adquiridos por prefeituras. Em 2026, uma das primeiras entregas foi feita em Pompeia, por meio da CATI Regional Marília.
No âmbito paulista, o PAA é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Governo de São Paulo. Os municípios contemplados estão no CADInsans, um Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave Municipal, a partir do Cadastro Único (CadÚnico), que é elaborado pelo MDS.
Neste ano, 63 prefeituras foram selecionadas para as compras de cestas, que contêm folhosas, frutas, legumes, raízes e tubérculos, cultivados de modo convencional ou orgânico por produtores locais. O diretor da CATI, Ricardo Pereira, explica que, nesta etapa, estão sendo destinados R$ 4,2 milhões para aquisição de hortifrútis de produtores paulistas e distribuição às famílias que mais precisam. “Com a execução do PAA, a CATI apoia o agricultor familiar desde a produção, com assistência técnica e extensão rural, até a comercialização de seus produtos”, comenta Pereira.
640 mil cestas entregues
Em Pompeia, a segunda entrega do Programa de Aquisição de Alimentos de 2026 foi realizada 11 de março. Segundo o responsável pela CATI Regional Marília, Luiz Felipe de Onofre Borges, foram distribuídas 200 cestas. “Estão programadas mais quatro entregas quinzenais na cidade, sempre às quartas-feiras, beneficiando cerca de 200 famílias pompeianas”, informa Borges.
A coordenadora do PAA no Estado de São Paulo, Fabiana Gouvêa, afirma que o programa já entregou aproximadamente 640 mil cestas, desde a sua implantação. “No território paulista, esse trabalho é executado pela CATI, com o propósito de unir famílias: as que plantam e as que necessitam dos alimentos. Nesta fase, entregaremos mais 48 mil cestas para pessoas em situação de vulnerabilidade social”, destaca a coordenadora. Vale ressaltar que, no ciclo 2024/2025, a SAA beneficiou 417 agricultores familiares paulistas, produtores de mais de 50 tipos de hortifrútis elegíveis ao programa.
Voltado a um público estratégico que executa obras e projetos na área, formado por operadores de máquinas, encarregados de estradas e engenheiros de prefeituras, o curso “Manutenção e Adequação de Estradas Rurais” reuniu mais de 40 pessoas, na sede do Sindicato Rural de Garça, município ligado à área de atuação da CATI Regional Marília, que, por meio da Casa da Agricultura local, foi a responsável técnica pela atividade, que contou, como principal instrutor, o engenheiro agrônomo Cláudio Giusti de Souza, diretor da CATI Regional Catanduva, o qual integra o Grupo Técnico (GT) de Conservação do Solo e da Água, que abrange o componente de estradas rurais.
Capacitações como essa, que têm ocorrido também no âmbito de outras Regionais da CATI, se fazem necessárias, pois, de acordo com Cláudio Giusti, que tem grande histórico de atuação na área, a adequação e conservação das estradas rurais implicam diretamente a melhoria das condições sociais, econômicas e ambientais das populações rurais. “Nesse sentido, a CATI, por meio do GT, propõe ações que, integradas à outras, proporcionam a conservação dos recursos naturais e a melhoria da infraestrutura do setor agropecuário e de abastecimento. Por isso, constantemente são realizados cursos para subsidiar um sistema de gerenciamento das estradas municipais, das vias e melhorias ambientais, em especial voltadas à qualidade de vida regional e à conservação do solo e da água”, explica, ressaltando que as capacitações integram as temáticas de trabalho da CATI. “A capacitação para operadores de máquinas potencializa o uso correto de equipamentos, especialmente os cedidos às prefeituras municipais pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento”.
Para o diretor da CATI Regional Marília, Luiz Felipe de Onofre Borges, a realização do curso no município foi muito importante. “É por meio das estradas rurais que a produção agropecuária é escoada, os alunos vão para a escola e os produtores rurais podem se deslocar para os centros urbanos. Por isso, capacitar os agentes envolvidos nesta manutenção, sem dúvida, colabora para que o serviço seja executado com mais qualidade, além de preservar o meio ambiente”.

Com uma carga horária de 16 horas, o curso contou com uma programação abrangente. Durante o ciclo de palestras, foram abordados os temas: Conceitos de estradas rurais; Legislação de conservação do solo e estradas; Erosão em estradas: causas e soluções; Manutenção preventiva e corretiva; Dispositivos de drenagem; Manutenção adequada de estradas rurais.
Na parte prática, os participantes – que avaliaram positivamente a atividade, destacando a sua importância para melhoria de seu trabalho cotidiano e conservação dos equipamentos – visitaram uma estrada a ser adequada, onde viram in loco a construção de lombada, canaletas e dispositivos de drenagem, bem como adequação da pista de rolamento.