Em Torrinha, a união entre a CATI, a prefeitura municipal e os produtores rurais vem escrevendo um novo capítulo de desenvolvimento no campo. A participação da cidade no Programa Município Agro – Ranking Paulista – e a sua premiação entre centenas de cidades participantes possibilitou importantes investimentos em tecnologia e infraestrutura, que hoje já se refletem diretamente na qualidade da produção cafeeira e na vida das famílias rurais.
Instalados na Casa da Agricultura, novos equipamentos passaram a auxiliar os cafeicultores na preparação de amostras com mais precisão, qualidade e segurança. “Esses equipamentos permitem que os produtores beneficiem amostras de seu café, permitindo o conhecimento da qualidade da sua colheita e preparo de amostras para concursos. Este avanço fortalece a comercialização do café torrinhense, garantindo melhores condições de negociação e acesso a mercados mais valorizados”, avalia o engenheiro agrônomo Ricardo Cassola, chefe da Casa da Agricultura de Torrinha.
Segundo o chefe da CATI Regional Jaú, Júlio Simões Marcondes, o trabalho conjunto entre poder público e produtores tem sido essencial para os resultados alcançados. “Quando unimos assistência técnica, investimento público e dedicação do produtor rural, conseguimos gerar oportunidades reais de desenvolvimento. Torrinha é, hoje, um exemplo de como a parceria transforma a produção agrícola e melhora a vida das famílias no campo”.
Um dos exemplos mais marcantes dessa transformação é a trajetória do cafeicultor Jesus Donizeti Minatel. Utilizando os equipamentos disponíveis na Casa da Agricultura, ele preparou a amostra de café que conquistou o 4.º lugar no Concurso Estadual de Qualidade do Café, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento em 2025.
O reconhecimento motivou ainda mais a família a investir no sonho de perpetuar sua história na cafeicultura. Assim nasceu a marca própria de café Regalo da Serra, criada para levar ao consumidor não apenas qualidade, mas também tradição, dedicação e identidade familiar. “Esse resultado mudou nossa visão sobre o potencial do nosso café. A tecnologia, o apoio técnico da CATI e o incentivo que recebemos da prefeitura fizeram toda a diferença. Hoje, temos orgulho de lançar nossa própria marca e continuar a história da nossa família no campo”, afirmou Minatel.
Outro destaque da parceria entre CATI e prefeitura foi o fortalecimento da Patrulha Agrícola, que vem auxiliando principalmente pequenos produtores, reduzindo custos de produção e incentivando práticas de conservação do solo e sustentabilidade nas propriedades rurais.
“Mais do que investimentos em equipamentos, Torrinha vive um momento de valorização das pessoas, do trabalho no campo e da sucessão familiar rural”, conclui Júlio Marcondes.








Nos dias 18 e 19 de março, as Faculdades Integradas de Bauru (FIB) testemunharam um marco histórico para a extensão rural paulista: o I Encontro de Mulheres Extensionistas da CATI. O evento reuniu mais de 70 profissionais da instituição para dois dias de imersão técnica, troca de experiências e discussões sobre o papel da mulher tanto na estrutura organizacional quanto no atendimento às produtoras rurais de São Paulo.
O diretor da CATI, Ricardo Pereira, abriu o encontro destacando a trajetória de 58 anos da instituição, construída com a força feminina. “Nossa instituição sempre foi firme graças ao apoio de muitas mulheres que transformam a vida dos nossos produtores”, afirmou. O evento contou com o apoio do Sicredi, da Agroesp (Associação dos Assistentes Agropecuários do Estado de São Paulo) e das Agroligadas.

Debates e valorização profissional
A programação teve início com a palestra de Claudia de Mori (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa), que abordou a valorização do trabalho técnico das mulheres, discutindo os desafios e enfrentamentos da carreira. Na sequência, Carolina Darcie, da Assessoria Técnica da CATI, liderou o debate sobre a institucionalização das ações de gênero e a criação de redes de apoio entre as extensionistas, visando consolidar o tema “Mulher Rural” dentro das diretrizes da CATI.
Com foco na liderança, Natália Pivaro de Sá e Nataly Herrero Garcia, representantes das Agroligadas, conduziram uma roda de conversa sobre mediação de conflitos e como ampliar a voz feminina em espaços de decisão, reforçando o lema “Ampliar a voz, cultivar espaço”.
Tecnologia e políticas públicas
A inovação também esteve no centro das atenções com a oficina prática sobre o uso de drones. Os técnicos Júlio Simões e Erica Godoy (CATI Regionais de Jaú e Araraquara) demonstraram como a tecnologia de levantamento de áreas e a elaboração de projetos podem ser aplicadas para otimizar o trabalho de campo em todas as propriedades. A escolha deste treinamento veio da identificação e da reflexão sobre a ausência de mulheres em algumas áreas técnicas relevantes.
Para encerrar o ciclo de palestras, Erica Oliveira, da CATI Regional Registro, abordou as Políticas Públicas para Mulheres Rurais, sensibilizando as técnicas extensionistas sobre o papel das mulheres rurais em suas famílias e propriedades. O painel discutiu estratégias para ampliar o acesso das produtoras a programas governamentais, garantindo que a renda e a autonomia cheguem efetivamente às mãos de quem trabalha na terra.
Compromisso com o futuro
Para a organização do evento, o encontro superou as expectativas ao unir as técnicas que já atuam conectadas digitalmente. A proposta agora é que o evento passe a constar oficialmente no calendário anual da CATI em março, servindo como uma plataforma permanente de atualização técnica e fortalecimento da extensão rural voltada à mulher técnica e rural.


Voltado a um público estratégico que executa obras e projetos na área, formado por operadores de máquinas, encarregados de estradas e engenheiros de prefeituras municipais, o curso “Manutenção e Adequação de Estradas Rurais” foi organizado pela CATI Regional Jaú, com apoio da prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Agricultura local.
Com uma programação abrangente, realizada nos dias 7 e 8/10, a capacitação contou com palestra e atividade prática, que possibilitaram aos participantes um grande aprendizado técnico e atualização de conhecimento prático. Conduzido pelo engenheiro agrônomo Cláudio Giusti de Souza, diretor da CATI Regional Catanduva e integrante do Grupo Técnico (GT) de Conservação do Solo e da Água, que abrange o componente de estradas rurais, o curso reuniu mais de 30 pessoas.
Capacitações como essa, as quais têm ocorrido também no âmbito de outras Regionais da CATI, se fazem necessárias, pois, de acordo com Giusti, que tem grande histórico de atuação na área, a adequação e conservação das estradas rurais implicam diretamente a melhoria das condições sociais, econômicas e ambientais das populações rurais. “Nesse sentido, a CATI, por meio do GT, propõe ações que, integradas a outras, proporcionam a conservação dos recursos naturais e a melhoria da infraestrutura do setor agropecuário e de abastecimento. Por isso, constantemente são realizados cursos para subsidiar um sistema de gerenciamento das estradas municipais das vias e melhorias ambientais, em especial voltadas à qualidade de vida regional e à conservação do solo e da água”, explica, ressaltando que as capacitações estão dentro das temáticas de trabalho da CATI. “A capacitação para operadores de máquina potencializa o uso correto de equipamentos, especialmente os cedidos às prefeituras municipais pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento”.
Para o diretor da CATI Regional Jaú, Julio Marcondes, a realização do curso foi muito importante para toda a região. “Além dos técnicos e operadores de máquinas da Prefeitura de Jaú, contamos com a participação de representantes dos municípios de Bariri, Lençóis Paulista, Torrinha, Brotas, Macatuba e Itajú, que pertencem a nossa esfera de atuação. Com uma programação que abrangeu desde as legislações pertinentes na área de conservação do solo e estrada rural até a adequação de trechos críticos e manutenção para combater a erosão, o curso cumpriu o seu objetivo”.
Com uma carga horária de 16 horas, o curso contou com uma programação abrangente. Durante o ciclo de palestras, ricas em ilustrações e exemplos práticos de diversas regiões, foram abordados os temas: Conceitos de estradas rurais; Legislação de conservação do solo e estradas; Erosão em estradas: causas e soluções; Manutenção preventiva e corretiva; Dispositivos de drenagem; Manutenção adequada de estradas rurais.
Na parte prática, os participantes – que avaliaram positivamente a atividade, destacando a sua importância para melhoria de seu trabalho cotidiano e conservação dos equipamentos – visitaram uma estrada, onde viram in loco um trabalho de manutenção de um trecho com abaulamento do leito carroçavel e construção de lombada, canaletas e dispositivos de drenagem, para impedir o escoamento superficial de água no leito da estrada.
Curso é resultado de parceria do Crea-SP com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI)
O Crea-SP, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI, realizou, no dia 6 de maio, o 2.º Módulo do Curso de Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais | CAR. A capacitação foi promovida pela plataforma Crea-SP Capacita e contou com uma programação híbrida — presencial, no Teatro Municipal de Fernandópolis, e on-line pelas plataformas digitais do conselho.
Com o objetivo de capacitar, orientar e atualizar os profissionais sobre a atuação técnica na regularização ambiental dos imóveis rurais, o curso abordou aspectos legais e práticos, manejo de áreas protegidas, preenchimento de instrumentos pós-Cadastro Ambiental Rural (CAR), compensação de Reserva Legal, regularização de áreas incendiadas e estratégias de comunicação com órgãos competentes.
De acordo com o diretor da CATI Regional Jaú e técnico responsável pelo CAR, Julio Simões Marcondes, o público tem respondido bem a esse tipo de curso e parceria. “Todo o corpo técnico tem se empenhado nos trabalhos para a regularização ambiental das propriedades rurais no estado. A parceria com o Crea-SP segue agregando a esse empenho e estamos muito satisfeitos tanto com a parceria quanto com o interesse e a participação do público”, enfatizou.
Entre os temas discutidos estiveram: responsabilidade técnica dos engenheiros na regularização ambiental; manejo em Reserva Legal e APP; preenchimento de IARA, MRA e PRADA no pós-CAR; compensação de Reserva Legal; regularização de áreas incendiadas com base na Resolução SAA 73/2024; termos de compromisso e revisão de compromissos anteriores.
A programação contou com especialistas renomados nas áreas ambiental e rural, como Eduardo Silva Telles Bicudo do Valle, Everton Aparecido da Silva Ferreira, Guaraci Belo de Oliveira, Julio Simões Marcondes, Leandro Galindo Vitor e Luís Gustavo de Souza Ferreira, os quais compartilharam suas experiências e esclareceram dúvidas dos participantes e promoveram um importante intercâmbio técnico.