Evento reuniu agricultores, técnicos e interessados em conhecer experiências de sucesso com cacau em sistemas integrados, mostrando que inovação, sustentabilidade e agregação de valor já são realidade no noroeste paulista
SP tem cacau! E com amêndoas de qualidade, produzidas em sistemas integrados. Mais do que apresentar uma nova cultura agrícola, o Dia de Campo sobre o Projeto Cacau SP e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), organizado pela CATI Regional São José do Rio Preto, Rede ILPF e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou entusiasmo, levou conhecimento e novas perspectivas para os participantes.

O evento reuniu mais de 50 pessoas de municípios ligados às Regionais da CATI de Jaboticabal, Jales, Votuporanga, Mogi Mirim e São José do Rio Preto, para conhecer de perto experiências que estão transformando propriedades rurais e criando novas oportunidades de renda no interior paulista. A programação passou pelos municípios de Mendonça e Adolfo, onde os visitantes puderam acompanhar os resultados do Projeto Cacau SP (em sistema integrado), iniciativa que vem demonstrando a consolidação do cultivo do cacau em áreas consideradas não tradicionais. Além da produção agrícola, o grupo conheceu histórias de empreendedorismo, agregação de valor e desenvolvimento rural sustentável.
Em Mendonça, a visita teve como destaque a propriedade do produtor Diego Persegil e família, que, além de cultivar cacau em sistema integrado com banana, produz chocolates artesanais com amêndoas cultivadas em solo paulista. Sua trajetória se tornou referência regional por unir inovação, geração de renda e valorização da produção local. “O Projeto Cacau SP mudou completamente a minha visão sobre a propriedade e sobre o futuro da minha família. O que começou como uma aposta se transformou em uma atividade que gera renda para todos, com abertura de novos nichos de mercado, e sustentabilidade ambiental. Hoje, produzimos nosso próprio chocolate e mostramos que é possível inovar no campo e ter qualidade de vida”, destaca Diego, que, mesmo participando de um curso complementar de pós-graduação em outro país, fez questão de participar on-line do Dia de Campo.


“O caso do Rancho do Cacau, que se tornou uma vitrine tecnológica do Projeto Cacau SP, demonstra o potencial da cacauicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor às propriedades rurais paulistas. Ao longo dos últimos anos, a família conquistou avanços importantes, desde a implantação e consolidação do cultivo até a produção própria de chocolate, ampliando as oportunidades de mercado e a geração de renda. Outro aspecto que merece destaque é o comprometimento da nova geração com a atividade. O Diego tem se dedicado intensamente aos estudos sobre manejo, tecnologia e processamento, buscando aprimorar tanto o sistema de produção no campo quanto a qualidade dos chocolates elaborados pela família, principalmente pela sua mãe Jucileide e sua avó Geraci. Esse processo contínuo de capacitação e inovação é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva do cacau em São Paulo e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, destacou Eusébio Persegil, engenheiro agrônomo da CATI Regional São José do Rio Preto, que acompanha tecnicamente o projeto.
Na sequência, em Adolfo, o grupo visitou a vitrine tecnológica instalada na Fazenda Fartura e conheceu a produção integrada de cacau e seringueira do plantio à pós-colheita. A programação foi encerrada na Casa da Agricultura do município, onde está instalada uma minifábrica de chocolate utilizada para capacitações e demonstrações práticas.

“A Vitrine Tecnológica da Fazenda Fartura é um exemplo concreto de como o sistema integrado de produção de cacau e seringueira pode gerar conhecimento e oportunidades para os produtores e interessados de todas as regiões paulistas. Ao longo dos anos, a área foi estruturada para demonstrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo até a pós-colheita, permitindo que os visitantes conheçam na prática as tecnologias e os manejos recomendados. Esse trabalho é complementado pela minifábrica de chocolate instalada na Casa da Agricultura de Adolfo, que se tornou uma importante ferramenta para capacitações e demonstrações sobre a produção de chocolate artesanal desenvolvidas em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)”, explica o engenheiro agrônomo Fioravante Stucchi Neto, da CATI Regional São José do Rio Preto e membro do Grupo Técnico de Cacau, frisando que tanto a implantação da estrutura física desses espaços quanto o manejo das culturas e o atendimento aos produtores contam com a dedicação e o comprometimento do técnico agrícola Eloísio Capoia, cuja atuação – há mais de 40 anos na CATI e na Casa da Agricultura de Adolfo.

Segundo o engenheiro agrônomo Oracy Schuindt Júnior, chefe da CATI Regional Jaboticabal, a visita ampliou a visão dos produtores sobre as possibilidades de diversificação da produção. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Ver o cacau produzindo em condições semelhantes às nossas e conhecer toda a cadeia, desde o plantio até a fabricação do chocolate, dá mais segurança para quem está pensando em investir na cultura. Os produtores voltam para casa motivados e com novas ideias para aplicar em suas propriedades; e nós, técnicos mais capacitados para apoiar aqueles que já adotaram a cultura e os que desejam iniciar”.

Sistemas integrados mostram resultados promissores
Durante o evento, foram apresentados dados de monitoramento dos sistemas de Integração Lavoura-Floresta (ILF), modelo que combina o cultivo do cacau com banana e árvores de Corymbia, usada como quebra-vento no Rancho do Cacau. A técnica da Rede ILPF, Estella Mantovani, destacou os resultados iniciais observados na região. “Os indicadores que estamos acompanhando mostram que os sistemas integrados podem oferecer benefícios econômicos e ambientais importantes”.
“Em uma área implantada em 2023, observamos que a renda gerada pela banana no ano agrícola 2024/25 foi suficiente para cobrir os custos de implantação do cacau e remunerar a mão de obra familiar. Além disso, o sistema agregou valor à propriedade por meio de atividades ligadas ao turismo e à educação ambiental. São resultados muito promissores para uma cultura ainda em fase inicial na região”, informou, ressaltando que o projeto Integração Lavoura-Floresta desenvolvido no Rancho do Cacau, em Mendonça, é acompanhado pela CATI, Rede ILPF e Embrapa. Segundo ela, embora sejam necessários estudos de longo prazo para consolidar os dados, os resultados demonstram o potencial da integração para diversificar a produção, aumentar a rentabilidade e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.
O engenheiro agrônomo Fernando Miqueletti, chefe da CATI Regional São José do Rio Preto e integrante do grupo técnico do Projeto Cacau SP, ressaltou o papel da iniciativa na expansão da cultura pelo território paulista.

“O Projeto Cacau SP tem mostrado que o estado possui condições para desenvolver uma cadeia produtiva competitiva, sustentável e inovadora. Nosso trabalho vai muito além do plantio. Atuamos desde a implantação das áreas até a pós-colheita e a produção de chocolate, permitindo que os agricultores agreguem valor e tenham acesso a novas oportunidades de mercado”, salientou, afirmando que o Dia de Campo fez parte do calendário de eventos mensais (palestras, reuniões, visitas técnicas etc.), que o Grupo Técnico de Cacau realiza para levar conhecimento e sensibilizar agricultores, empresas e interessados. Para ele, o interesse crescente dos produtores demonstra que o cacau já deixou de ser apenas uma alternativa experimental. “Estamos vendo agricultores enxergar o cacau como uma oportunidade real de diversificação e geração de renda. Isso fortalece o desenvolvimento regional e cria novas perspectivas para a agricultura paulista.”
Sobre o Dia de Campo, Miqueletti avaliou positivamente os resultados e destacou o avanço da cultura em regiões onde, até pouco tempo atrás, o cultivo era considerado improvável. “O sucesso desse evento demonstra a força da assistência técnica, da pesquisa e da inovação quando trabalham de forma integrada. Estamos acompanhando o crescimento do cacau em regiões não tradicionais do estado, com resultados cada vez mais consistentes. Isso mostra a capacidade do agricultor paulista de incorporar novas tecnologias e construir sistemas produtivos mais resilientes e rentáveis”, ressaltou Miqueletti.
Segundo os integrantes do Grupo Técnico de Cacau que ministraram palestras no evento – Andrey Vetorelli, Eusébio Persegil e Fioravante Stucchi Neto –, o trabalho desenvolvido pelo Projeto Cacau SP representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento rural paulista. “O cacau está se consolidando como mais uma alternativa para diversificação das propriedades, geração de renda e agregação de valor. Ver produtores compartilhando experiências de sucesso e motivando novos agricultores é a prova de que estamos no caminho certo, mas sempre com olhar atento, pois o cultivo do cacau, como ocorre em qualquer outra cultura agrícola, envolve inúmeras variáveis e não é uma ciência exata, mas sim fruto de acompanhamento técnico-científico constante”, acrescentando: “O avanço e a consolidação do cacau em regiões consideradas não tradicionais confirmam o potencial da cultura como uma nova oportunidade para o agro paulista, fortalecendo a agricultura, especialmente a familiar, agregando valor à produção e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo”.
Ao final do encontro, produtores e técnicos foram unânimes em destacar o aprendizado adquirido e o entusiasmo gerado pela atividade. Para muitos participantes, o Dia de Campo representou o primeiro passo para a implantação de novas áreas, reforçando o potencial da cultura como uma nova fronteira agrícola para São Paulo.

Compartilhando desse pensamento, Márcio Tonelli, que viajou de Campinas para participar do Dia de Campo, mostrou grande interesse em iniciar na produção de cacau. “Temos uma propriedade familiar entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu (cidades ligadas à CATI Regional Mogi Mirim) e estamos avaliando alternativas de cultivo que possam gerar renda para a família; e, de tudo que vimos, o cacau se mostrou uma opção muito promissora nessa região, pois vimos que outros produtores já tradicionais no cultivo de citros e café, por exemplo, estão se mostrando muito interessados em começar a plantar cacau. O que mais nos chamou atenção neste Dia de Campo foi o aprendizado sobre toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a produção de chocolate artesanal de qualidade. Também foi muito inspirador conhecer de perto o trabalho da CATI e do Governo do Estado no Projeto Cacau SP, incentivando a produção local, o turismo rural e novas oportunidades econômicas para produtores que buscam diversificar suas atividades. Saímos daqui maravilhados com tudo o que vimos, ouvimos e vivenciamos”.
Abaixo, a galeria de imagens do evento.



























Com dieta de “puro grão”, experimento da CATI Regional Jales demonstra como transformar o bezerro leiteiro em um produto de alto valor agregado e rentabilidade
Um desafio histórico para o produtor de leite é o baixo valor de mercado dos bezerros machos de origem europeia, muitas vezes desvalorizados no momento da venda. Para mudar esse cenário, a CATI Regional Jales, em parceria com a Prefeitura de Urânia e a iniciativa privada, realizou um Dia de Campo focado na terminação desses animais utilizando a dieta de “puro grão”. O evento reuniu técnicos e produtores de 18 municípios da região.
A técnica apresentada foca na intensificação do ganho de peso, permitindo que o bezerro leiteiro atinja precocemente o padrão de “Boi China” (animal jovem, com excelente acabamento de gordura e dente de leite), alcançando preços competitivos no mercado de carne.
Os resultados apresentados foram colhidos em uma vitrine tecnológica conduzida pelo médico-veterinário Ivan Soubhia Garcia, chefe da Casa da Agricultura de Urânia, no Sítio São Paulo. O lote experimental passou por um período de adaptação de 16 dias e, em seguida, recebeu uma dieta composta exclusivamente por 85% de milho grão inteiro e 15% de núcleo peletizado.

Os números da vitrine tecnológica, realizada entre setembro de 2025 e abril de 2026, impressionaram pela eficiência em ganho de peso, conversão alimentar e qualidade da carcaça. Os animais entraram no sistema com 120,6kg e, após 216 dias, atingiram a média de 421,8kg. O ganho médio diário foi de quase 1,4kg por animal. Foram necessários apenas 4,79kg de ração para produzir 1kg de peso vivo. No abate, o rendimento médio foi de 51%, com acabamento de gordura considerado ideal para a exportação.
A viabilidade econômica foi o ponto alto do debate. O experimento demonstrou um lucro bruto expressivo, que variou entre R$ 982,52 e R$ 1.444,95 por animal, dependendo das oscilações do preço da arroba no período.
Segundo Ivan Soubhia Garcia, o sucesso da atividade depende de um tripé fundamental com atenção total ao protocolo sanitário, à adaptação rigorosa dos animais e ao bem-estar. “Além disso, o produtor precisa de planejamento estratégico para a compra do milho no momento certo”, pontuou. Para a CATI Regional Jales, a técnica é uma ferramenta de fortalecimento para as famílias atendidas, especialmente pelo Projeto CATI Leite. Luciano Martines, chefe de divisão da Regional, reforçou que o objetivo é levar essa assistência técnica a mais propriedades. “A terminação em ‘puro grão’ não é apenas uma técnica de manejo, é uma alternativa real para agregar valor ao que antes era um subproduto, garantindo mais dinheiro no bolso do produtor”, finalizou.









Cuidar do solo é cuidar da vida. Com esse propósito, técnicos das Casas da Agricultura ligadas à CATI Regional Fernandópolis participaram de uma capacitação, no dia 31 de março, sobre o Boletim 100, publicação técnica do Instituto Agronômico (IAC) – referência na área de conservação do solo -, reforçando práticas sustentáveis que impactam diretamente a produtividade agrícola e a preservação dos recursos naturais.
O treinamento, intitulado “Utilização Prática do Boletim 100”, reuniu os extensionistas em um momento de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento do compromisso com a conservação do solo. A iniciativa integra o Projeto Solo Mais Fértil, que vem se consolidando como uma importante estratégia para promover o manejo sustentável e aumentar a eficiência produtiva no campo.
O curso teve como foco atualizar os profissionais no uso do Boletim 100, ferramenta fundamental para a correta interpretação das análises de solo. A partir dessas informações, os técnicos conseguem orientar os produtores rurais com maior precisão sobre práticas de correção e adubação, promovendo não apenas melhores colheitas, mas também a preservação da saúde do solo a longo prazo.
A engenheira agrônoma Monalisa Verginia Felicio Ferreira, da Casa da Agricultura de Estrela d’Oeste, destacou a importância da capacitação para o trabalho no campo. “Esse treinamento fortalece nossa atuação junto aos produtores. Quando entendemos profundamente a análise de solo, conseguimos recomendar práticas mais assertivas, que preservam o solo e aumentam a produtividade de forma sustentável. É um ganho para o agricultor e para o meio ambiente.”
A condução do curso ficou a cargo do engenheiro agrônomo Gilberto José Batista Pelinson, da CATI Regional Jales, especialista no tema, que trouxe uma abordagem prática e aplicada ao dia a dia dos técnicos. Durante a capacitação, foram trabalhados exemplos reais de análises de solo, permitindo uma compreensão detalhada dos parâmetros da publicação técnica e sua aplicação nas diferentes culturas. Para Gilberto, o impacto vai além do conteúdo técnico: “O Boletim 100 é uma ferramenta estratégica. Quando bem utilizado, ele evita desperdícios, melhora o uso de insumos e, principalmente, contribui para a conservação do solo. Nosso objetivo é que cada técnico possa aplicar os conceitos aprendidos no atendimento aos produtores rurais, contribuindo para o aumento da eficiência na utilização dos recursos naturais e melhoria da qualidade do solo nas propriedades assistidas”.
A engenheira agrônoma Monalisa Verginia, da Casa da Agricultura de Estrela d’Oeste, destacou a importância da capacitação para o trabalho no campo. “Esse treinamento fortalece nossa atuação junto aos produtores. Quando entendemos profundamente a análise de solo, conseguimos recomendar práticas mais assertivas, que preservam o solo e aumentam a produtividade de forma sustentável. É um ganho para o agricultor e para o meio ambiente”, ressaltou a agrônoma, acrescentando que, além do conteúdo técnico, o encontro também promoveu a integração entre os participantes, incentivando a troca de experiências e o alinhamento de práticas entre os municípios da região. Segundo Mauro Leitão, chefe da CATI Regional Fernandópolis, ao investir na capacitação contínua de seus profissionais, a unidade reforça seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável. “Promover uma agenda de capacitação contínua para os nossos técnicos é ferramenta fundamental para o desenvolvimento agropecuário aliado à conservação do meio ambiente e dos recursos naturais; além disso, fortalece o desenvolvimento das ações do Projeto Solo Mais Fértil na região, o qual evidencia que produtividade e conservação do solo devem caminhar juntas”.






Com o objetivo de fortalecer a produção de milho e levar tecnologia diretamente ao campo, a CATI Regional Jales, com a participação das Regionais da CATI de Fernandópolis e Votuporanga, promoveu, no último dia 4 de março, um Dia de Campo do Programa Milho+SP, no município de Santana da Ponte Pensa, reunindo cerca de 120 pessoas entre produtores, extensionistas, profissionais da iniciativa privada e lideranças do setor agropecuário do noroeste paulista.
Realizado no Sítio Nossa Senhora Aparecida, propriedade do casal de produtores Danilo Rodrigues Monção e Elidiane Mara Trombeta Maioli Monção, o encontro destacou, na prática, como o acompanhamento técnico e a adoção de tecnologia podem transformar a produtividade e a qualidade do milho produzido na região.
Em 11 de dezembro de 2025, uma área demonstrativa do Programa foi implantada na propriedade e agora, após 83 dias de desenvolvimento da cultura, o milho apresentou ponto adequado para o processo de ensilagem, permitindo a demonstração dos resultados obtidos com a adoção das tecnologias recomendadas.
Segundo o chefe de divisão da CATI Regional Jales, Luciano Martines, o evento teve como objetivo aproximar produtores das Boas Práticas Agrícolas e demonstrar resultados concretos. “O Programa Milho+SP tem justamente essa missão: levar tecnologia, orientação e acompanhamento ao produtor. Aqui, conseguimos mostrar, na prática, como a nutrição adequada da cultura, o uso correto dos equipamentos e o manejo fitossanitário contribuem para uma produção mais eficiente e rentável”, destacou Martines.



Estações técnicas promoveram aprendizado prático
Durante o Dia de Campo, os participantes percorreram quatro estações técnicas preparadas para apresentar diferentes aspectos do manejo da cultura.
Na Estação 1, os engenheiros agrônomos Dilma Ono, da Casa da Agricultura de Santana da Ponte Pensa, e Gilberto J. B. Pelinson, da CATI Regional Jales, conduziram a apresentação sobre as fases da cultura do milho e os tratos culturais realizados desde a implantação da lavoura. “O uso de tecnologias no tempo certo da cultura traz boa produtividade. Estamos falando de tecnologias como análise de solos, densidade de plantio, tempo certo de aplicação de defensivos e adubação”, enfatizou Dilma.

Na Estação 2, o engenheiro agrônomo João Vitor Ferrari, da Casa da Agricultura de Santa Albertina, abordou programas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ligados ao segmento. Ali, também foram apresentadas as ações da Defesa Agropecuária, pela médica-veterinária Kátia Suemi Gozi, da unidade de Jales.
Na Estação 3, o engenheiro agrônomo José Roberto Bois apresentou o portfólio de materiais da CATI Sementes e Mudas, destacando a importância da escolha de sementes adaptadas às condições regionais. “Quando o produtor tem acesso a sementes de qualidade e adaptadas à sua realidade, ele reduz riscos e custos, bem como aumenta o potencial produtivo da lavoura”, explicou.

Na Estação 4, o médico-veterinário Cláudio Camacho Pereira Menezes, da CATI Regional Jales, abordou o processo de ensilagem, com orientações técnicas para garantir qualidade do alimento destinado ao rebanho e reforçando como uma silagem bem-feita impacta diretamente a produtividade na pecuária.

Segundo os organizadores, o Dia de Campo reforçou o papel do Programa Milho+SP como uma estratégia do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em uma parceria público-privada, para ampliar a produtividade do milho paulista, incentivar a adoção de tecnologias e fortalecer a sustentabilidade das propriedades rurais.
Experiência positiva para os produtores
Para os produtores Elidiane e Danilo, anfitriões do evento, a participação no Programa Milho+SP trouxe aprendizado e resultados concretos na propriedade. “Foi muito importante para nós receber esse acompanhamento técnico. Aprendemos bastante sobre o manejo, a nutrição e o momento certo da ensilagem; pudemos ver, na prática, como as orientações e a adoção de tecnologia adequada fazem diferença no resultado da lavoura”, afirmaram.
O casal agradeceu à equipe da CATI Regional Jales pela parceria e se colocou à disposição para futuras iniciativas. “Ficamos muito felizes em receber o Dia de Campo aqui no sítio, pois foi uma oportunidade de trocar experiências com outros produtores e os técnicos, bem como mostrar que, com orientação correta, o produtor consegue melhorar cada vez mais seus resultados”.



Nesta etapa do Programa de Aquisição de Alimentos, 48 mil famílias paulistas receberão hortifrútis cultivados por produtores rurais assistidos pela CATI; desde 2021, cerca de 640 mil cestas foram entregues no Estado de São Paulo
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, executa, desde 2021, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Por meio dessa iniciativa, pessoas em situação de vulnerabilidade social recebem gratuitamente cestas de 10kg com hortifrútis, que são cultivados por agricultores familiares e adquiridos por prefeituras. Em 2026, uma das primeiras entregas foi feita em Nova Canaã Paulista, por meio da CATI Regional Jales, na última quinta-feira (5).
No estado, o PAA é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Governo de São Paulo. Os municípios contemplados estão no CADInsans, um Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave Municipal, a partir do Cadastro Único (CadÚnico), que é elaborado pelo MDS.
Neste ano, 63 prefeituras foram selecionadas para as compras de cestas, que contêm folhosas, frutas, legumes, raízes e tubérculos, cultivados de modo convencional ou orgânico por produtores locais. O diretor da CATI, Ricardo Pereira, explica que, nesta etapa, estão sendo destinados R$ 4,2 milhões para aquisição de hortifrútis de produtores paulistas e distribuição às famílias que mais precisam. “Com a execução do PAA, a CATI apoia o agricultor familiar desde a produção, com assistência técnica e extensão rural, até a comercialização de seus produtos”, comenta Pereira.




640 mil cestas entregues
Em Nova Canaã Paulista, o Programa de Aquisição de Alimentos está sendo realizado pela primeira vez em 2026. Segundo a técnica da CATI Regional Jales, Rute Bernardo Pinto, serão realizadas entregas quinzenais até junho, sempre às quintas-feiras, beneficiando 125 famílias novacanaenses.
A coordenadora do PAA no Estado de São Paulo, Fabiana Gouvêa, afirma que o programa já distribuiu aproximadamente 640 mil cestas, desde a sua implantação. “No território paulista, esse trabalho é executado pela CATI, com o propósito de unir famílias: as que plantam e as que necessitam dos alimentos. Nesta fase, entregaremos mais 48 mil cestas para pessoas em situação de vulnerabilidade social”, destaca a coordenadora. Vale ressaltar que, no ciclo 2024/2025, a SAA beneficiou 417 agricultores familiares paulistas, produtores de mais de 50 tipos de hortifrútis elegíveis ao programa.
Em 2025, a cadeia produtiva da fruticultura correspondeu à metade dos atendimentos realizados pelas Casas da Agricultura e CATI Regional Jales
A região de Jales se destaca no agronegócio paulista pela produção de frutas, principalmente laranja, limão, tangerina e uva. No ano passado, por meio de suas Casas da Agricultura e Regional, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, prestou aproximadamente 8.000 atendimentos, com cerca de 50% correspondentes à cadeia produtiva de fruticultura.
A estratificação geral das Unidades de Produção Agropecuária (UPAs) caracteriza-se por áreas menores que 50 hectares e predomínio da mão de obra familiar. Esse é um dos motivos da diversificação agrícola na região, de acordo com o chefe de Divisão da CATI Regional Jales, Luciano Martines. “A citricultura está presente em todos os 22 municípios da região. Atualmente, contabilizamos aproximadamente cinco milhões de plantas de citros, sendo 3,5 milhões de pés de laranja, o que demanda atendimento em várias frentes, seja para crédito, projetos de financiamento, regularização ambiental e políticas públicas, para os mais de 1.500 produtores envolvidos nessa cadeia produtiva. Essa produção abastece mercados regionais, grandes centros e outros estados”, informa.



Já as pastagens ocupam 56% da área total, com a atividade de bovinocultura de leite e de corte em 5.200 propriedades. Segundo Martines, a pecuária leiteira possui alta demanda de orientação técnica, pois envolve, em sua maioria, pequenos produtores, com desenvolvimento do Projeto CATI Leite em suas UPAs.



Na olericultura, há destaque para a produção de tomate e demais olerícolas em Paranapuã e Mesópolis, sendo observada expansão nos últimos anos em outros municípios da região. “A participação dos produtores em políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estimula a atividade de olericultura. Isso nos permite oferecer diversos cursos na área”, ressalta o chefe de Divisão.



Menos tradicionais
“O açaí é uma novidade, com algumas pequenas áreas produtivas e outras em início de implantação, destacando as que são cultivadas em consórcio com cacau. Também aumentou o interesse pelas frutas vermelhas, em especial o mirtilo. Como nossa região possui produtores com o perfil para a fruticultura, existe uma perspectiva positiva para a introdução dessa cultura”, complementa Martines.
Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, a SAA atua como a ponte entre a tradição e o novo potencial da região. “Estamos atentos ao movimento dos produtores e às novas exigências do mercado. Nosso compromisso é fortalecer as culturas que já são o coração econômico da Regional Jales, bem como dar o suporte técnico necessário para que o mirtilo, o cacau e o açaí deixem de ser promessas e se tornem realidades lucrativas”, destaca Pereira.
Os municípios atendidos pela Regional são: Aparecida d’Oeste, Aspásia, Dirce Reis, Dolcinópolis, Jales, Marinópolis, Mesópolis, Nova Canaã Paulista, Palmeira d’Oeste, Paranapuã, Pontalinda, Rubinéia, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Rita d’Oeste, Santa Salete, Santana da Ponte Pensa, São Francisco, Três Fronteiras, Urânia e Vitória Brasil.


Com objetivo de orientar produtores rurais, técnicos e interessados na identificação, propagação e cultivo de plantas medicinais e aromáticas, a CATI Regional Jales organizou o curso “Introdução ao Cultivo Agroecológico de Plantas Medicinais e Aromáticas”, o qual foi conduzido pelo engenheiro agrônomo Idoraldo Dassi Gonçales Júnior, da CATI Regional Tupã.
Com uma programação abrangente – teórica e prática –, a capacitação abordou temas ligados à identificação de plantas medicinais, com ênfase nos nomes populares e científicos e em técnicas de propagação e cultivo, bem como fez um resgate do conhecimento tradicional associado ao uso terapêutico das plantas.

Durante a parte prática, os participantes fizeram a implantação de uma horta medicinal em uma propriedade rural, que será utilizada como área de propagação e fornecimento de mudas para outros produtores, a comunidade e a pastoral da saúde, cujos representantes também participaram da atividade.
“Nosso foco foi mostrar que é possível aliar o conhecimento técnico com o saber popular que já existe na comunidade”, explicou Idoraldo Gonçales, afirmando que as plantas medicinais fazem parte da cultura das famílias rurais e podem ser aliadas tanto na saúde quanto na geração de renda.
A atividade prática permitiu aos participantes vivenciar o processo de implantação de uma horta medicinal, com orientações sobre as formas de propagação, escolha das espécies, espaçamento e cuidados ao longo do cultivo.

O engenheiro agrônomo Alessandro Nunes Ferreira, da Casa da Agricultura de Jales, enfatizou a importância da realização do curso. “Cada ação com as plantas medicinais fortalece nossos vínculos com a comunidade, cria possibilidades junto à agricultura familiar e promove a interação, troca de saberes e histórias, bem como o resgate da nossa cultura ancestral, possibilitando o repasse para as próximas gerações”, salienta Alessandro, informando que também participaram do curso produtores e técnicos de outros municípios da região, “os quais levarão esse conhecimento e serão disseminadores da iniciativa”.

Realizado pela Casa da Agricultura de Jales – ligada à CATI Regional Jales –, em parceria com diversas entidades públicas e privadas, o Ciclo de Palestras “Desafios, Greening e Boas Práticas na Citricultura” atraiu um público, que incluiu produtores, técnicos e interessados, ávido por informações técnicas e troca de experiências para o desenvolvimento sustentável da citricultura, que na região, é uma importante atividade econômica.
Na abertura do evento, o engenheiro agrônomo Alessandro Nunes Ferreira, chefe da Casa da Agricultura e um dos organizadores, falou sobre a importância do evento e apresentou o novo projeto de cooperação celebrado entre a CATI e a prefeitura municipal – representada pela Secretaria Municipal de Agronegócio e Bem-estar, na pessoa da engenheira agrônoma Silvia Andreu Avelhaneda -, onde os municípios paulistas poderão apresentar um projeto para o apoio de iniciativas, visando ao desenvolvimento da agropecuária apoiada pelo município para acumular pontos no Município Agro − Ranking Paulista.
“O nosso objetivo com a realização deste evento é promover um espaço para levar o conhecimento técnico e gerencial a um maior número de propriedades, promovendo o fortalecimento da citricultura não apenas no município, mas na região”, explica Nunes Ferreira.
Programação
O analista de campo da Fundação SOLIDARIDAD, Lucas Fim Torres abordou o tema Boas Práticas Agropecuárias e Conservação de Solo, apresentando exemplos dos atendimentos realizados pela entidade na região.
A engenheira agrônoma e técnica de Campo Nayara Garcia, do Senar-SP, apresentou o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), por meio do qual a entidade realiza um trabalho junto aos produtores rurais de fruticultura perene na região, especialmente os dedicados à citricultura. “Durante os últimos dois anos estamos em um processo de evolução contínua, com foco no planejamento da produção, na adoção de Boas Práticas Agrícolas e no fortalecimento da gestão das propriedades. Estamos encerrando uma etapa, mas logo iniciaremos um novo ciclo do ATeG, que irá atender um novo grupo de 30 produtores pelos próximos 24 meses, com visitas técnicas mensais e acompanhamento individualizado”.
O greening foi tema da palestra do engenheiro agrônomo do Fundecitrus, Éder Cardoso, que apresentou os principais desafios e estratégias de combate à doença, com orientações técnicas voltadas ao controle, destacando a importância da adoção de práticas coordenadas e contínuas.
Encerrando o ciclo de palestras, o engenheiro agrônomo Mauricio Rotundo, da Defesa Agropecuária – Unidade Jales, relatou a importância da cadeia produtiva da citricultura em Jales, que possui 110 citricultores e conta com aproximadamente 530.000 plantas cítricas. “O cancro cítrico tem sido grande problema desde a década de 1990, mas mudanças nas legislações nos últimos anos possibilitou que os pomares não fossem mais erradicados em função da doença. Quanto ao HLB/Greening a situação é de alerta, apesar das estatísticas mostrarem que a região apresenta os menores índices da doença do estado, novos levantamentos e fiscalizações tem mostrado a preocupação em todo setor, devido ao aumento de plantas contaminadas na região”.
Mostrando que os recursos naturais e a harmonia entre agropecuária e meio ambiente são questões centrais nas ações de extensão rural, a Casa da Agricultura de Pontalinda, ligada à área de atuação da CATI Regional Jales, organizou pelo 15.º ano a Semana da Água, em parceria com a Vigilância Sanitária do município.
“Este evento já está no calendário municipal e, a cada edição, tem seu alcance ampliado, promovendo conscientização sobre a importância da água como bem essencial para a vida e para a produção de alimentos”, explica Alessandro Nunes Ferreira, engenheiro agrônomo responsável pela Casa da Agricultura local.
Programação
Com uma programação abrangente, realizada durante cinco dias, o evento envolve atividades de educação ambiental realizadas com alunos de escolas locais, professores, agricultores, servidores públicos de diversas divisões municipais, como as de Agricultura, Educação, Obras Públicas, Fundo Social e também da Câmara Municipal. As atividades foram realizadas com apoio da Sabesp e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São José dos Dourados (CBH –SJD).
A primeira atividade foi uma palestra na Sabesp realizada com os alunos da Escola Estadual Zélia de Lourdes Z. Lopes.

No segundo dia, o evento contou com uma apresentação de teatro na Creche Escola Odocia Maria de Jesus, com o tema “A importância da água e do combate à dengue”. Na Emei Prof.ª Lucilei A. S. Cardoso, a atividade foi a realização de uma peça teatral sobre a importância da água e do combate à dengue, com a organização de uma gincana com alunos, professores e funcionários.

No terceiro dia, foi realizada, para um grupo de terceira idade, uma palestra sobre “Hortas Domésticas e Plantas Medicinais”, proferida pelo agrônomo Alessandro Nunes da CATI; e também uma palestra sobre Orientações do Combate à Dengue, proferida por Ronivaldo Moura, no Centro de Convivência de Idoso.
No quarto dia, na Emef Geraldo Hortêncio Trindade, foi realizado um bate-papo com alunos, professores e funcionários sobre a importância da água e uso consciente e orientações do combate à dengue, finalizado com gincana com os presentes.
No quinto dia, as atividades aconteceram na Câmara Municipal, com a realização do II Seminário Comemorativo ao Dia Mundial da Água (celebrado em 22 de março), com ciclo de palestras.

Durante o evento, a engenheira agrônoma Monalisa Verginia Felicio Ferreira, da Casa da Agricultura de Estrela d´Oeste, ligada à CATI Regional Fernandópolis, ministrou palestra com o tema “Conservação do solo e infiltração de água no solo”, direcionada especialmente aos produtores rurais. Já o engenheiro agrônomo Alessandro ministrou palestra sobre o “Plano de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica”, apresentando projetos relacionados à proteção de nascentes e à preservação do meio ambiente.
Com parceria do Programa Aplique Bem, desenvolvido há 18 anos pelo Instituto Agronômico (IAC), a CATI Regional Jales, em conjunto com a Fundação Solidaridad – representada pelo analista de campo, Lucas Fim Torres -, a Prefeitura Municipal de Jales, representada pelo Secretário de Agricultura, Ademir Molina, organizou uma capacitação voltada aos produtores rurais da região, com foco no uso adequado de defensivos agrícolas, visando à garantia da saúde dos aplicadores e ao menor impacto nas culturas e nos recursos naturais.

Com a participação de quase 40 pessoas, entre produtores, gestores municipais e técnicos da região noroeste paulista, o treinamento contou com uma programação abrangente, tendo parte teórica e outra prática, realizada em uma propriedade rural com a cultura de citros, localizada no Bairro das Perobas, no município de Jales.
“Organizamos esta capacitação atendendo à demanda dos produtores sobre regulagem de pulverizadores e aplicação adequada de defensivos, que em nossa região têm investido no desenvolvimento sustentável das atividades agrícolas”, explicam Luciano Martines, diretor da CATI Regional Jales, e Alessandro Nunes Ferreira, responsável pela Casa da Agricultura de Jales, organizadores da atividade.

