Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Lorena fortalece parcerias para impulsionar a regularização de produtos de origem animal

Ação conjunta entre CATI e prefeitura municipal promove conscientização sobre o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e abre portas para o mercado formal na região

A Casa da Agricultura de Lorena sediou, no último dia 5 de maio, uma etapa estratégica para o fortalecimento da economia rural e da saúde pública local. A iniciativa, que uniu a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Prefeitura Municipal de Lorena, focou na regularização do processamento de produtos de origem animal por meio do Serviço de Inspeção Municipal.

O encontro teve como objetivo principal desmistificar o registro sanitário, apresentando-o não como uma barreira burocrática, mas como uma ferramenta indispensável para a valorização comercial e a segurança jurídica do produtor rural.

A atividade reforçou o papel colaborativo das instituições em guiar o empreendedor do campo rumo à conformidade. A CATI e a prefeitura reafirmaram o compromisso de oferecer suporte técnico contínuo.

A regularização pelo SIM permite que itens como leite, carnes, mel e ovos alcancem novos mercados e garante um alimento com procedência controlada e rigorosos padrões de higiene para o consumidor final. A abordagem institucional prioriza o controle de riscos e a qualidade total, indo além da infraestrutura física das unidades de processamento.

Sob a condução técnica do médico-veterinário Pedro Costa e Silva, representante da prefeitura municipal, os participantes puderam aprofundar conhecimentos sobre o fluxo de produção e as normas vigentes. O ponto alto da jornada foi a visita técnica a dois estabelecimentos que já operam com sucesso sob o selo do SIM em Lorena.

Durante a demonstração em campo, os produtores visualizaram a aplicação real dos conceitos de higiene e organização. Ver o selo de inspeção estampado nos produtos e o funcionamento dinâmico das áreas de processamento serviu como um exemplo concreto de que a conformidade sanitária é um passo viável e lucrativo. Ao final da atividade, o consenso entre técnicos e produtores foi de que a parceria institucional é o melhor caminho para garantir a saúde pública e robustecer o setor agrícola de Lorena. “Com orientação adequada, a transição para a formalidade deixa de ser um desafio isolado e torna-se um projeto coletivo de desenvolvimento regional”, afirma Osmar Felipe Junior, chefe de divisão da CATI Regional Guaratinguetá, à qual se vincula a Casa da Agricultura de Lorena.

Hortifrútis compõem as cestas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Graças ao Programa de Aquisição de Alimentos, entregas têm sido realizadas em todo o estado de São Paulo

 

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Guaratinguetá realizou a terceira entrega do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no município de Piquete, no dia 11 de março. Divididos em cestas de aproximadamente 10 quilos cada, foram entregues cerca de 1.100kg de alimentos, beneficiando 110 famílias da cidade.

“Por meio do PAA, é possível melhorar não apenas a vida de quem recebe o alimento num momento de necessidade, mas também a vida dos produtores rurais. É uma política pública que tem atraído o interesse de agricultores, com bastante satisfação de quem já participa”, diz Osmar Felipe Júnior, diretor técnico da CATI Regional Guaratinguetá.

Os técnicos da CATI Regional Guaratinguetá − Osmar Felipe Júnior, Madison Nogueira, Mariele Santana, Paula dos Reis, com apoio administrativo de Danielle Maria e Nicole Roberta − estiveram à frente das entregas, que foram realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Piquete.

 

 

Sobre o PAA

Programa do Governo Federal, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, executada pela CATI, o PAA promove o acesso à alimentação e incentiva o desenvolvimento da agricultura familiar nos municípios. O programa é uma política de apoio e incentivo à agricultura familiar, por meio de agricultores, cooperativas e associações, a venderem seus produtos para órgãos públicos.

Em 2015, um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou os resultados do Programa de Aquisição de Alimentos e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). De acordo com a publicação Demanda Estruturada e Agricultores Familiares no Brasil: o caso do PAA e do PNAE, os dois programas de compras institucionais são fundamentais para a superação da pobreza e da fome no Brasil.

Por meio do programa, órgãos públicos compram os alimentos da agricultura familiar, de  produtores detentores do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), sem necessidade de licitação, e os destinam às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, à rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e à rede pública e filantrópica de ensino.

Os alimentos são comprados na modalidade executada pela CATI − compra com doação simultânea − e o público consumidor são populações em situação de risco alimentar, atendidas pela rede de proteção social nos estados e municípios. O programa tem a finalidade de contribuir, como complementação, para o abastecimento alimentar de famílias que estejam em situação de vulnerabilidade social ou em estado de insegurança alimentar e nutricional por meio da distribuição gratuita, buscando também fortalecer o setor produtivo local e a agricultura familiar.

Acesse https://agricultura.sp.gov.br/cati/programa-de-aquisicao-de-alimentos/ para saber mais.

 

(Com informações da CATI Regional Guaratinguetá)

Nos dias 11 e 12 de fevereiro, a Casa da Agricultura de Cunha – ligada à área de atuação da CATI Regional Guaratinguetá -, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Florestas, promoveu um treinamento prático de enxertia da araucária. O evento integrou uma iniciativa desenvolvida com duas escolas rurais do município: a Escola do Bairro da Barra e a Escola do Bairro da Bocaina.

Ambas as escolas estão situadas em regiões de grande relevância para a coleta de pinhão, e muitos de seus alunos pertencem a famílias que têm nessa atividade uma importante fonte de renda. Com isso, a Casa da Agricultura de Cunha, em colaboração com as escolas, desenvolveu um projeto para a produção de mudas de araucária enxertadas pelos próprios alunos.

“A iniciativa teve início em abril de 2024 e foi conduzida ao longo do ano letivo, proporcionando aos estudantes o aprendizado de técnicas de produção de mudas de araucária de alta qualidade. O processo culminou na enxertia das mudas cultivadas por eles, em uma experiência prática enriquecedora. Além disso, os conteúdos abordados nas diferentes disciplinas foram integrados ao projeto, permitindo que os alunos aplicassem, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula”, explica César Frizo, engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Cunha e um dos responsáveis pelo projeto.

  

Este projeto está inserido no contexto do Projeto Pinhão Paulista, uma iniciativa voltada para o fortalecimento e a dinamização da sociobioeconomia da cadeia produtiva do pinhão de araucária. “O pinhão representa uma importante fonte de renda para inúmeras famílias rurais nas regiões serranas do Vale do Paraíba, especialmente em áreas inaptas para outras atividades agropecuárias. Além do aspecto socioeconômico, a araucária é uma espécie nativa do Brasil e encontra-se em risco de extinção. Dessa forma, o projeto visa incentivar o plantio e, com isso, aumentar a presença da espécie no território e promover a conservação ambiental. Paralelamente, a ampliação do cultivo reduz a pressão sobre os remanescentes nativos, contribuindo para a preservação da araucária e de seu ecossistema”, explica Frizo, que está à frente do Projeto Pinhão Paulista na CATI.

 

As atividades dos dias 11 e 12/2 contaram com a participação do pesquisador Dr. Ivar Wendling, da Embrapa Florestas, um dos principais responsáveis pelo aprimoramento da técnica de enxertia e parceiro do Projeto Pinhão Paulista. Durante o treinamento, ele conduziu a atividade prática, onde centenas de participantes puderam executar a enxertia da araucária sob a orientação da equipe da Casa da Agricultura e da Embrapa.

O envolvimento das escolas tem sido essencial para a expansão do projeto nas comunidades. “A capacitação dos jovens rurais não apenas fortalece a cadeia produtiva do pinhão, mas também contribui para a valorização do meio rural. Ao adquirirem conhecimento técnico e perceberem novas oportunidades no campo, esses jovens podem aprimorar a atividade familiar e fomentar um modelo de produção sustentável, aliando conservação ambiental e geração de renda”, avalia Frizo.

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