Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI participa de encontro interestadual de fortalecimento de agricultura orgânica e turismo rural, que reuniu mais de 200 participantes em Franca

Integração, inovação e compromisso com o futuro do campo marcaram o 3.º Encontro Interestadual de Agricultura Orgânica e Turismo Rural

O município de Franca foi palco, no último dia 15 de abril, de um evento que reafirma o avanço da agricultura orgânica, da agroecologia e do turismo rural. Realizado nas dependências do Sesc – Franca, o 3.º Encontro Interestadual de Agricultura Orgânica e Turismo Rural reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições públicas e privadas de São Paulo e Minas Gerais.

Organizado pela Cooperativa das Agricultoras e Agricultores Familiares Orgânicos de Claraval e Região (Coorgânica) – em parceria com a CATI Regional Franca, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – Regional de Franca, a Emater Regional de Passos (MG), contando com apoio da Prefeitura Municipal de Claraval (MG) e diversos apoiadores –, o evento teve como foco principal integrar práticas de agricultura orgânica com o turismo rural, fortalecendo práticas sustentáveis e promovendo novas oportunidades de renda às famílias rurais e valorização do campo.

“A CATI, que participa ativamente desde a primeira edição, vem consolidando seu papel no fortalecimento da produção orgânica e sustentável, bem como do turismo rural em São Paulo”, explica Idelberto Miranda, extensionista da CATI Regional Franca e membro do Grupo Técnico (GT) de Agroecologia e Produção Orgânica e Agroecologia da instituição.

Um dos pontos altos do encontro foi a troca de experiências entre os participantes, que puderam conhecer casos práticos de sucesso e discutir desafios comuns, como acesso a novos mercados, certificação e produção em Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Segundo o extensionista da CATI e também membro do GT, Leandro Biral, responsável pela Casa da Agricultura de São Sebastião, ligada à CATI Regional Santos, o encontro foi essencial para fortalecer redes sociotécnicas e o aprendizado mútuo. “O Encontro proporcionou um ambiente de integração muito rico. A troca de experiências, especialmente na feira de sementes, reforça a importância da preservação das sementes crioulas e valorização da biodiversidade”.

Programação contribuiu para troca de experiências e apresentação de inovação no campo

A programação contou com palestras e painéis sobre políticas públicas, comercialização, certificação, pecuária orgânica e Sistemas Agroflorestais, além de relatos inspiradores de propriedades que já integram agricultura e turismo rural com sucesso.

A participação da CATI foi marcada pela apresentação de iniciativas concretas de apoio aos produtores, especialmente por meio do Protocolo de Transição Agroecológica, que orienta agricultores no processo de mudança para sistemas mais sustentáveis. “Além disso, a CATI tem atuado diretamente no acompanhamento técnico e na capacitação de produtores orgânicos, incentivando práticas como Sistemas Agroflorestais, certificação e acesso a mercados diferenciados”, explica Leandro Biral.

O turismo rural, aliás, ganhou destaque como estratégia para agregar valor à produção agrícola. De acordo com Biral, durante a programação, foram apresentadas as experiências do “Chalés da Serra”, propriedade destaque na recepção de turistas em Claraval (MG), e o Turismo de Base Comunitária (TBC) da Baía de Castelhanos, em Ilhabela (SP), desenvolvido como ferramenta estratégica para agregar valor à propriedade rural, promovendo vivências no campo, educação ambiental e aproximação entre produtores, pescadores artesanais e turistas. “As apresentações foram bastante relevantes e trocamos muitas experiências de como oferecer um serviço de melhor qualidade aos hóspedes” declarou Angélica dos Santos, atual gestora responsável pelo TBC de Castelhanos.

Já na área de produção orgânica, teve destaque a produção de cafés especiais e orgânicos na região, que tradicionalmente já produz cafés de alta qualidade. Durante as apresentações, os participantes puderam aprender mais sobre produção de microlotes de cafés orgânicos consorciados a outras culturas, como frutíferas e árvores nativas. “Nesse momento, foi aberto um espaço para homenagear a produtora Marina Limonta Prior, pioneira na certificação orgânica de café e leite na região de Franca, símbolo de uma trajetória que inspira novos produtores a adotarem práticas sustentáveis”, informa Miranda, extensionista da CATI Regional Franca.

Evento consolida espaço estratégico para o setor

Para Miranda, a realização do encontro reafirma a importância da articulação entre instituições e produtores. “A CATI tem orgulho de participar desde a primeira edição desse evento, que hoje se consolida como um espaço estratégico de diálogo, inovação e fortalecimento da agroecologia, da produção orgânica e do turismo rural. Esta edição foi um sucesso e já estamos trabalhando para tornar a próxima edição ainda mais abrangente”, ressaltou, enfatizando que, com forte presença institucional na maioria dos municípios, por meio das Casas da Agricultura, e resultados concretos no campo, a atuação da CATI segue sendo fundamental para impulsionar a transição agroecológica e fortalecer o desenvolvimento rural sustentável no estado de São Paulo.

Mais do que uma capacitação, o encontro promovido em Santo Antônio da Alegria, no âmbito do Programa Ali Rural do Sebrae-SP (que oferece orientação técnica e metas personalizadas para impulsionar o desenvolvimento sustentável), revelou a força da construção coletiva no campo, unindo conhecimento técnico, prática e a parceria entre instituições para transformar a realidade de produtores rumo à adoção da Agroecologia

A transição para uma agricultura mais sustentável ganha força quando conhecimento, prática e parceria caminham juntos. Foi com esse espírito que produtores rurais de diferentes municípios da região participaram de um encontro promovido em Santo Antônio da Alegria, com foco no Protocolo de Transição Agroecológica, uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) pública e gratuita da CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral) no segmento.

Realizado na Casa da Agricultura do município, ligado à área de atuação da CATI Regional Franca, o evento reuniu agricultores de cidades como Altinópolis, Brodowski, Cássia dos Coqueiros, Guatapará, Ribeirão Preto e Santo Antônio da Alegria, em uma imersão que combinou teoria e prática para fortalecer a adoção de técnicas sustentáveis no campo.

A iniciativa evidencia o papel estratégico da parceria entre instituições e o trabalho coletivo do Grupo Técnico (GT) de Agroecologia e Produção Orgânica da CATI, que atua diretamente na promoção de práticas sustentáveis e no apoio à transição de modelos produtivos convencionais para sistemas agroecológicos.

Durante o encontro, os participantes tiveram acesso às oficinas práticas sobre produção de caldas protetivas, biofertilizantes e bioinsumos – alternativas que contribuem para o fortalecimento das plantas, melhoria da fertilidade do solo e redução da dependência de insumos químicos.

Mais do que aprender técnicas, os produtores vivenciaram um espaço de troca de saberes, onde experiências do campo se somam ao conhecimento técnico. Essa construção coletiva permite transformar conceitos em práticas aplicáveis no dia a dia, fortalecendo a autonomia dos agricultores.

Responsável pela condução das oficinas, o engenheiro agrônomo Idelberto Miranda, da CATI Regional Franca e integrante do Grupo Técnico de Agroecologia, destacou a importância desse modelo de extensão rural participativa. “Esses encontros vão além da transmissão de conhecimento. Eles criam um ambiente de aprendizado coletivo, conectando produtores, técnicos, pesquisadores e comunidades, bem como criando um ambiente onde teoria e prática se encontram. Nestes espaços, podemos demonstrar algumas técnicas, mas também temos os relatos de experiências dos agricultores, transformando conhecimento teórico em aprendizado prático, permitindo a experimentação direta, ao realizarmos práticas como compostagem, biofertilizantes, produção de bioinsumos, controle natural de pragas e doenças, somando conhecimento tradicional com o técnico, onde todos aprendem, principalmente quem lida com as atividades diárias.

Idelberto também ressaltou o impacto direto das práticas demonstradas. “Neste contexto, o Protocolo de Transição Agroecológica da CATI é uma ferramenta fundamental, pois orienta o produtor de forma prática e progressiva, respeitando a realidade de cada propriedade”, afirmando que, ao aprender a fazer seu próprio biofertilizante ou a manejar melhor o solo com compostagem, o produtor reduz custos, melhora a qualidade da produção e ganha mais independência. Isso é transformação real no campo”, completou.

O Protocolo de Transição Agroecológica da CATI funciona como um guia estruturado para os produtores, avaliando a adoção de práticas como cobertura do solo, adubação orgânica e uso de insumos naturais. A cada etapa cumprida, o agricultor acumula pontos e, ao atingir a pontuação mínima, conquista o Certificado de Transição Agroecológica – um reconhecimento importante no caminho rumo à produção sustentável.

Há mais de seis décadas, a presença da CATI no campo paulista ajuda a contar a história de uma das cadeias produtivas mais reconhecidas do Brasil: o café. E foi com esse legado de parceria, confiança e evolução técnica que a instituição marcou presença na 6.ª edição da Alta Café, reafirmando seu papel essencial no fortalecimento da cafeicultura da Alta Mogiana, uma das regiões mais reconhecidas do país pela qualidade de seus grãos.

Muito além de um evento, a Alta Café se consolidou como um espaço onde tradição e inovação caminham juntas, conectando produtores, pesquisadores, empresas e instituições em torno de um objetivo comum: produzir mais e melhor, com sustentabilidade e valor agregado. Desde as primeiras edições, a CATI segue como parceira ativa dessa construção coletiva, levando assistência técnica, políticas públicas e conhecimento ao produtor rural.

Nesta edição, a atuação integrada da equipe de extensionistas da CATI Regional Franca e da CATI Sementes e Mudas evidenciou a força dessa conexão contínua com o setor cafeeiro. No estande, produtores encontraram orientação sobre regularização ambiental por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), acesso a linhas de financiamento do Feap, além de informações sobre Boas Práticas sustentáveis que impactam diretamente a produtividade e a qualidade do café, do plantio à pós-colheita, bem como puderam adquirir mudas de espécies frutíferas e essências florestais.

A abertura do evento contou com a presença do vice-governador Felício Ramuth, reforçando o peso econômico e social da cafeicultura para o estado de São Paulo e, especialmente, para a região da Alta Mogiana, onde o café é mais do que cultura agrícola, tendo se tornado identidade, tradição e fonte de renda para milhares de famílias. Para o chefe da CATI Regional Franca, Geraldo Nascimento Junior, a participação na feira simboliza a continuidade de um trabalho que atravessa gerações. “A CATI está presente na história da cafeicultura da Alta Mogiana desde a década de 1960, sempre ao lado do produtor, levando orientação técnica e construindo soluções conjuntas. E todo este contato gerou mais que uma conexão de técnico e produtor, onde nos encontramos é uma relação de amizade e troca de experiências. E, na Alta Café, essa relação cotidiana que temos nas Casas da Agricultura se consolida  com a força da parceria, pois esta feira, que tem crescido ano a ano, consegue aproximar ainda mais os elos da cadeia produtiva, promover inovação e garantir que o produtor tenha acesso ao que há de mais atual para seguir produzindo com qualidade e sustentabilidade”.

Abaixo, a galeria de imagens do evento:

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, participará da “6.ª Alta Café – Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana”, que acontece de 24 a 26 de março, no Clube de Campo de Franca, com entrada gratuita.

O evento tem como objetivo criar um ambiente de negócios voltado, principalmente, aos cafeicultores da região, destacando a importância econômica de suas produções. Seguindo o conceito “da semente à xícara”, a programação vai abranger desde as propriedades até a indústria, o comércio, os serviços e o turismo rural, ligados ao cultivo do café, nos 23 municípios da Alta Mogiana.

Na feira, será lançado o boletim “CATI Responde 66”, publicação técnica que aborda a cultura do café canephora. “Além do tradicional estande para atendimento a produtores, na Alta Café 2026, faremos o lançamento do CATI Responde sobre canephora, mais um material estratégico para a disseminação de conhecimento sobre a cafeicultura paulista”, afirma o chefe de divisão da CATI Regional Franca, Geraldo Nascimento Junior. A publicação ficará disponível para acesso on-line, gratuitamente, pelo site agricultura.sp.gov.br/cati/publicacoes.

Sobre o canephora

 “O cultivo de variedades canephora (conilon e robusta) tem se mostrado uma alternativa viável e rentável para a diversificação das propriedades rurais em nosso estado. Com o lançamento desse boletim técnico, a CATI cumpre seu papel de levar informação atualizada e suporte prático para que o produtor possa investir com segurança, aproveitando a demanda crescente do mercado por essa espécie”, destaca o diretor da CATI, Ricardo Pereira.

Atualmente, a espécie canephora representa cerca de 40% da produção mundial de café e aproximadamente 30% do cultivo cafeeiro no Brasil. “A procura por suas variedades conilon e robusta vem aumentando especialmente porque proporcionam uma bebida mais encorpada e com menos acidez. Vale ressaltar que o preço pago ao produtor está próximo do arábica e, como a produtividade do canephora é superior, seu cultivo já é considerado um bom negócio no Estado de São Paulo”, ressalta Geraldo, que atua em uma região onde predomina o cultivo do café arábica.

Serviço

6.ª Alta Café – Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana

Quando: 24 a 26 de março de 2026

Horário: 8h às 17h

Onde: Clube de Campo da Franca Saiba mais: altacafe.com.br

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