Premiada em concursos nacionais em 2024 e 2025, a Queijaria Elied integra o CATI Leite desde 2017, mostrando a força da agricultura familiar
No coração do noroeste paulista, em Uurupês – município ligado à CATI Regional Catanduva –, uma pequena propriedade familiar prova que dedicação, assistência técnica e compromisso com a qualidade transformam sonhos em conquistas. A Elied Queijaria, dos produtores Éder e Eliete Duarte, celebrou, no final de fevereiro, mais um marco em sua trajetória: a conquista do selo Agro SP, concedido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária e da Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios, a propriedades certificadamente livres de brucelose e tuberculose.
Mais do que um certificado, o selo representa anos de investimento em sanidade, manejo responsável e aprimoramento contínuo do rebanho. Para os consumidores, é a garantia de que os queijos produzidos na propriedade não são apenas saborosos, mas também seguros. Para outros produtores, abre portas: a certificação assegura que a comercialização de animais do plantel seja feita sem o risco de disseminação dessas doenças de grande impacto na bovinocultura.


Desde 2017, quando passou a integrar o Projeto CATI Leite, com acompanhamento da equipe da CATI Regional Catanduva, sob a responsabilidade do médico-veterinário Ricardo Santos Silva, a propriedade construiu uma trajetória marcada por evolução constante. “Ao longo desses anos, o casal Éder e Eliete transformou a realidade da produção: ampliaram a produtividade leiteira, aprimoraram a gestão financeira, estruturaram a queijaria artesanal registrada no Serviço Estadual de Inspeção Sanitária (SISP) e conquistaram prêmios nacionais pelo alto padrão de qualidade de seus queijos.
Projeto CATI Leite: base para a conquista do selo artesanal
A história da Elied Queijaria se confunde com a própria atuação do Projeto CATI Leite. Desde o início, a propriedade recebeu acompanhamento técnico sistemático, orientação sobre Boas Práticas Agropecuárias, controle sanitário rigoroso e suporte para estruturação da agroindústria artesanal.
Esse acompanhamento foi decisivo para que a propriedade alcançasse não somente o selo Agro SP, mas também o reconhecimento como queijaria artesanal regularizada, apta a competir em nível nacional.
O médico-veterinário Ricardo destaca o simbolismo da conquista dessa certificação, salientando que a queijaria Elied é a personificação do sonho de muitos produtores da pecuária leiteira de pequena escala. “Ficamos orgulhosos em participar desse projeto e ver os frutos do esforço do Éder e da Eliete. O selo Agro SP comprova que é possível produzir com excelência sanitária, organização e visão empreendedora de forma artesanal. Nesse contexto, o Projeto CATI Leite tem o papel de orientar, acompanhar e dar base técnica para que os produtores conquistem certificações como essa, agreguem valor ao leite e transformem sua realidade, com rentabilidade e sustentabilidade. Nosso objetivo, como extensionistas atuando no CATI Leite, é que cada dia mais tenhamos pequenas propriedades certificadas e mais queijos premiados”.
E para os produtores Éder e Eliete, a nova conquista reafirma o compromisso com a qualidade e aumenta a responsabilidade com os consumidores que, cada vez mais, tem buscado os produtos. “Para nós, como agricultores familiares, é um orgulho e também uma grande responsabilidade, pois ser produtor de leite e queijo é uma paixão, mas sabemos a importância e os desafios para se produzir um produto de qualidade em sabor e sanidade, que seja seguro para aqueles que o consomem. Mas poder contar com o apoio da CATI na adoção das metodologias do CATI Leite, as quais fizeram com que pudéssemos nos estabelecer como produtores rurais (Eliete ainda exerce o magistério por amor à educação e à formação de cidadãos), tem sido determinante para o nosso sucesso e manutenção da propriedade. E agora, o recebimento do selo Agro SP veio coroar ainda mais a nossa dedicação e esforço, nos impulsionando a abrir ainda mais mercados para o nosso queijo, que, acima de tudo, é feito com muito amor!”, avalia o casal.



Segurança para o consumidor e fortalecimento da pecuária paulista
Segundo Ricardo, a certificação de propriedade livre de brucelose e tuberculose é resultado de anos de seleção criteriosa do rebanho e rígido controle sanitário. “Essas doenças, além de comprometerem a produtividade, representam riscos sanitários importantes e podem causar grandes prejuízos econômicos”, explica, enfatizando que, ao receber o selo Agro SP, a Elied Queijaria “reforça a confiança do consumidor e contribui para o fortalecimento da pecuária leiteira paulista, mostrando que pequenas propriedades, quando bem-assistidas e comprometidas com a qualidade, podem alcançar padrões elevados de excelência”.
A conquista não é apenas da família produtora, é também um exemplo de como políticas públicas bem-estruturadas, assistência técnica contínua e dedicação no campo podem gerar resultados concretos, sustentáveis e inspiradores para todo o setor.
O município de Urupês, tradicionalmente reconhecido pela produção agropecuária, especialmente de limão Taiti, ganhou um novo motivo para orgulho em 2025: uma queijaria local conquistou duas premiações nacionais e colocou a cidade no mapa da produção artesanal de excelência. À frente dessa história, estão Éder Augusto Duarte e Eliete Roman Duarte, casal que transformou uma pequena produção de leite em um empreendimento sólido e premiado – sempre acompanhado de perto pela CATI Regional Catanduva (que abrange o município de Urupês em sua área de atuação) e adoção das orientações técnicas do Projeto CATI Leite.
Do emprego urbano ao sonho no campo
A trajetória na pecuária leiteira começou em 2017. Éder trabalhava na indústria, Eliete era professora. O vínculo com a terra sempre existiu, mas a vida ainda não havia permitido a mudança. Isso durou até o momento em que o casal decidiu investir na recém-adquirida propriedade rural.
Com pouca experiência, mas muita vontade de aprender, buscaram auxílio na Casa da Agricultura de Urupês, onde foram apresentados ao Projeto CATI Leite – iniciativa de assistência técnica e extensão rural alierçada no modelo do Programa Balde Cheio, da Embrapa Pecuária Sudeste.
“Foi ali que tudo começou a mudar”, lembra Éder. “Entramos com 57 litros de leite por dia, seis vacas em lactação e mais dúvidas do que certezas.”


O papel do CATI Leite: gestão, técnica e parceria
A adesão imediata do casal ao projeto abriu caminho para um acompanhamento próximo. Os técnicos iniciaram o controle econômico e zootécnico da produção, ajustaram práticas de manejo, recomendaram análises de solo, correção das pastagens, melhorias nutricionais e orientações sanitárias.
Para o médico-veterinário Ricardo Santos da Silva, da CATI Regional Catanduva e integrante do Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite da CATI, que faz o acompanhamento técnico da propriedade, o envolvimento da família foi decisivo: “Traçamos juntos as metas desde o início. A dedicação e o capricho do Éder e da Eliete são os pilares do sucesso da propriedade e da queijaria. Eles são um exemplo de que a pecuária de leite pode ser rentável com gestão e foco.”
Com o tempo, a relação técnica evoluiu para uma parceria constante. “O extensionista caminha de mãos dadas com o produtor, tanto nas dificuldades quanto nas conquistas”, explica Ricardo.



Resultados: da ordenha à queijaria premiada
Oito anos após os primeiros passos, os números impressionam. A produção saltou de 57 para 250 litros de leite diários, agora com 15 vacas em lactação. Já a transformação do leite em queijo tomou proporções inesperadas.
A Elied Queijaria, criada pelo casal, começou processando cerca de 300 litros por mês. Hoje, chega a 2.800 litros mensais, produzindo, de forma 100% artesanal, minas frescal, coalhada e o queijo curado, que se tornaria um dos carros-chefe: o queijo “Bambu”, premiado em eventos nacionais em 2024 e 2025.
“Não havíamos pensado em inscrever nossos queijos em premiações, até pelo pouco tempo de produção, mas com apoio recebido e as orientações e incentivos da CATI, especialmente do Ricardo, que nos ajuda inclusive na parte de inseminação, inscrevemos o queijo Bambu em uma premiação nacional e logo veio a surpresa boa: conquistamos a Medalha de Ouro no Concurso Queijo Brasil, em 2024, e o 3. º lugar no Prêmio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Brasil Artesanal -, na categoria Queijo Tradicional (Maturado), agora em 2025”, celebram Eder e Eliete.
Ainda em 2025, outra premiação, agora do queijo “Nevoeiro”, coroou ainda mais o trabalho realizado dia a dia. “Foi uma surpresa maravilhosa a conquista da Medalha de Ouro no Concurso Queijo Brasil, para o nosso queijo Nevoeiro– artesanal de casca natural e branca, com maturação de mais de 40 dias -, em um concurso nacional com mais de 2.200 participantes”, conta emocionada Eliete
O reconhecimento obtido impulsionou a regulamentação da queijaria no SISP Artesanal e a abertura de novos mercados. “Para nós, como agricultores familiares, é um orgulho e também uma grande responsabilidade, pois ser produtor de leite e queijo é uma paixão, mas sabemos a importância e os desafios para se ter um produto de qualidade em sabor e sanidade, que seja seguro para aqueles que o consomem. Mas poder contar com o apoio da CATI na adoção das metodologias do CATI Leite, as quais fizeram com que pudéssemos nos estabelecer como produtores rurais (Eliete ainda exerce o magistério por amor à educação e à formação de cidadãos), tem sido determinante para o nosso sucesso e manutenção da propriedade.



Uma história que inspira
Hoje, a Chácara Vó Emília e a Elied Queijaria são referência regional em organização, produtividade e qualidade. Mas, para o casal Duarte, a maior conquista é outra: a transformação de vida proporcionada pelo conhecimento, dedicação e muita paixão pela agropecuária.
“Quando olhamos para trás e vemos de onde começamos, percebemos o quanto valeu a pena acreditar”, diz Eliete, que celebra, junto com Eder e o extensionista Ricardo, a inclusão da propriedade no Programa Rota do Queijo Paulista, uma iniciativa do Governo de São Paulo que visa promover o turismo rural e fortalecer os produtores de queijos artesanais em todo o território paulista, integrando diversas queijarias em circuitos de visitação e gastronomia.
E assim, entre pastagens bem manejadas, planilhas preenchidas e muito queijo curado, Urupês segue revelando que a força da agricultura familiar – quando aliada à assistência técnica e extensão rural – é capaz de construir histórias premiadas.
Balde Cheio, Feap e nova fase do CATI Leite
Nos últimos anos, o CATI Leite passou por reestruturação, que culminou em seu relançamento em 2025. Hoje, cada região conta com um monitor conectado diretamente à equipe do Programa Balde Cheio da Embrapa Pecuária Sudeste. “A integração aumenta a rede de apoio técnico e oferece soluções mais precisas aos produtores paulistas”, explica.
Além disso, produtores acompanhados pelo projeto têm acesso facilitado ao crédito orientado do Feap-Leite Agro SP, que financia até R$ 120 mil para investimentos estruturais, com juros entre 3% e 5% ao ano e prazos de até sete anos. Outras linhas – como Feap-DRS (Desenvolvimento Rural Sustentável) e Feap-PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) – também apoiam energia solar, manejo sustentável da água, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) e conservação de solo.
“O crédito, quando aplicado numa propriedade já acompanhada pelo CATI Leite, se transforma em ferramenta estratégica. O técnico conhece a realidade do produtor e orienta exatamente para onde os recursos devem ir”, destaca Ricardo.

Voltado a um público estratégico que executa obras e projetos na área, formado por operadores de máquinas, encarregados de estradas e engenheiros de prefeituras municipais, o curso “Manutenção e Adequação de Estradas Rurais” foi organizado pela CATI Regional Jaú, com apoio da prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Agricultura local.
Com uma programação abrangente, realizada nos dias 7 e 8/10, a capacitação contou com palestra e atividade prática, que possibilitaram aos participantes um grande aprendizado técnico e atualização de conhecimento prático. Conduzido pelo engenheiro agrônomo Cláudio Giusti de Souza, diretor da CATI Regional Catanduva e integrante do Grupo Técnico (GT) de Conservação do Solo e da Água, que abrange o componente de estradas rurais, o curso reuniu mais de 30 pessoas.
Capacitações como essa, as quais têm ocorrido também no âmbito de outras Regionais da CATI, se fazem necessárias, pois, de acordo com Giusti, que tem grande histórico de atuação na área, a adequação e conservação das estradas rurais implicam diretamente a melhoria das condições sociais, econômicas e ambientais das populações rurais. “Nesse sentido, a CATI, por meio do GT, propõe ações que, integradas a outras, proporcionam a conservação dos recursos naturais e a melhoria da infraestrutura do setor agropecuário e de abastecimento. Por isso, constantemente são realizados cursos para subsidiar um sistema de gerenciamento das estradas municipais das vias e melhorias ambientais, em especial voltadas à qualidade de vida regional e à conservação do solo e da água”, explica, ressaltando que as capacitações estão dentro das temáticas de trabalho da CATI. “A capacitação para operadores de máquina potencializa o uso correto de equipamentos, especialmente os cedidos às prefeituras municipais pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento”.
Para o diretor da CATI Regional Jaú, Julio Marcondes, a realização do curso foi muito importante para toda a região. “Além dos técnicos e operadores de máquinas da Prefeitura de Jaú, contamos com a participação de representantes dos municípios de Bariri, Lençóis Paulista, Torrinha, Brotas, Macatuba e Itajú, que pertencem a nossa esfera de atuação. Com uma programação que abrangeu desde as legislações pertinentes na área de conservação do solo e estrada rural até a adequação de trechos críticos e manutenção para combater a erosão, o curso cumpriu o seu objetivo”.
Com uma carga horária de 16 horas, o curso contou com uma programação abrangente. Durante o ciclo de palestras, ricas em ilustrações e exemplos práticos de diversas regiões, foram abordados os temas: Conceitos de estradas rurais; Legislação de conservação do solo e estradas; Erosão em estradas: causas e soluções; Manutenção preventiva e corretiva; Dispositivos de drenagem; Manutenção adequada de estradas rurais.
Na parte prática, os participantes – que avaliaram positivamente a atividade, destacando a sua importância para melhoria de seu trabalho cotidiano e conservação dos equipamentos – visitaram uma estrada, onde viram in loco um trabalho de manutenção de um trecho com abaulamento do leito carroçavel e construção de lombada, canaletas e dispositivos de drenagem, para impedir o escoamento superficial de água no leito da estrada.
Voltado a um público estratégico que executa obras e projetos na área, formado por operadores de máquinas, encarregados de estradas e engenheiros de prefeituras, o curso “Manutenção e Adequação de Estradas Rurais” reuniu mais de 40 pessoas, na sede do Sindicato Rural de Garça, município ligado à área de atuação da CATI Regional Marília, que, por meio da Casa da Agricultura local, foi a responsável técnica pela atividade, que contou, como principal instrutor, o engenheiro agrônomo Cláudio Giusti de Souza, diretor da CATI Regional Catanduva, o qual integra o Grupo Técnico (GT) de Conservação do Solo e da Água, que abrange o componente de estradas rurais.
Capacitações como essa, que têm ocorrido também no âmbito de outras Regionais da CATI, se fazem necessárias, pois, de acordo com Cláudio Giusti, que tem grande histórico de atuação na área, a adequação e conservação das estradas rurais implicam diretamente a melhoria das condições sociais, econômicas e ambientais das populações rurais. “Nesse sentido, a CATI, por meio do GT, propõe ações que, integradas à outras, proporcionam a conservação dos recursos naturais e a melhoria da infraestrutura do setor agropecuário e de abastecimento. Por isso, constantemente são realizados cursos para subsidiar um sistema de gerenciamento das estradas municipais, das vias e melhorias ambientais, em especial voltadas à qualidade de vida regional e à conservação do solo e da água”, explica, ressaltando que as capacitações integram as temáticas de trabalho da CATI. “A capacitação para operadores de máquinas potencializa o uso correto de equipamentos, especialmente os cedidos às prefeituras municipais pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento”.
Para o diretor da CATI Regional Marília, Luiz Felipe de Onofre Borges, a realização do curso no município foi muito importante. “É por meio das estradas rurais que a produção agropecuária é escoada, os alunos vão para a escola e os produtores rurais podem se deslocar para os centros urbanos. Por isso, capacitar os agentes envolvidos nesta manutenção, sem dúvida, colabora para que o serviço seja executado com mais qualidade, além de preservar o meio ambiente”.

Com uma carga horária de 16 horas, o curso contou com uma programação abrangente. Durante o ciclo de palestras, foram abordados os temas: Conceitos de estradas rurais; Legislação de conservação do solo e estradas; Erosão em estradas: causas e soluções; Manutenção preventiva e corretiva; Dispositivos de drenagem; Manutenção adequada de estradas rurais.
Na parte prática, os participantes – que avaliaram positivamente a atividade, destacando a sua importância para melhoria de seu trabalho cotidiano e conservação dos equipamentos – visitaram uma estrada a ser adequada, onde viram in loco a construção de lombada, canaletas e dispositivos de drenagem, bem como adequação da pista de rolamento.
Evento teve como objetivo atualizar e qualificar o corpo técnico da CATI
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio do Grupo Técnico (GT) de Pecuária Leiteira, realizou, entre 22 e 24 de abril de 2025, o treinamento “Importância dos controles econômicos e zootécnicos para a tomada de decisão nas propriedades CATI Leite”. O evento ocorreu na CATI Regional Catanduva e reuniu profissionais para capacitação em gestão eficiente da atividade leiteira.

Ministrado pelo médico-veterinário da CATI, Ricardo dos Santos da Silva, e pelo chefe adjunto da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pecuária Sudeste, André Monteiro Novo, o curso combinou análise técnica − como apresentação das planilhas de controle das propriedades atendidas pela Regional de Catanduva − com prática em campo, incluindo visitas a unidades produtivas para aplicação dos conceitos discutidos.

Os participantes exploraram indicadores zootécnicos, ferramentas gerenciais e estratégias para otimização de resultados, com ênfase em: manejo de pastagens e produção de volumosos suplementares; nutrição animal no período de seca e criação de bezerros; e demais temas prioritários para a cadeia leiteira.

A iniciativa buscou atualizar e qualificar o corpo técnico da CATI, fortalecendo sua atuação no Projeto CATI Leite. A abordagem teórico-prática permitiu a troca de experiências e consolidação de conhecimentos para orientação mais assertiva aos produtores rurais.
(Com informações do GT de Pecuária Leiteira)
A ação integra o Programa Cacau SP, iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo coordenada pela CATI
Como parte das ações do Programa Cacau SP, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Limeira promoveu, no dia 14 de abril, uma visita técnica à Fazenda Santa Terezinha, localizada em Palmares Paulista (SP). A atividade, que contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Limeira, teve como objetivo apresentar aos produtores rurais da região sistemas produtivos inovadores e sustentáveis, com foco na introdução da cultura do cacau.
A visita aconteceu na propriedade da produtora Mônica Munhoz, que é referência estadual no cultivo de cacau consorciado com banana e na produção de chocolates finos. Os participantes puderam conhecer, na prática, o sistema de produção adotado na fazenda e avaliar a viabilidade técnica e econômica de implementação em suas propriedades.
A ação integra o Programa Cacau SP, iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, coordenada pela CATI, que visa fortalecer a cadeia produtiva do cacau, fomentar a diversificação agrícola, estimular a geração de renda e promover a sustentabilidade nas propriedades rurais paulistas.
O diretor técnico da CATI Regional Limeira, médico-veterinário Fernando Tufanin Borboni, destacou a importância da atividade para o desenvolvimento do setor agrícola regional. “A CATI tem atuado de forma estratégica na identificação de alternativas produtivas viáveis para os agricultores. O cultivo do cacau representa uma oportunidade real de inovação, agregação de valor e sustentabilidade para os produtores da nossa região”, afirmou.
Também acompanharam a visita o engenheiro agrônomo Juliano Quarteroli Silva, assistente de planejamento da unidade, e a engenheira agrônoma Carla de Meo, chefe da Casa da Agricultura de Limeira. Para ambos, o contato direto com a propriedade modelo reforça o papel da assistência técnica na tomada de decisões no campo.

A comitiva contou ainda com a presença do diretor da CATI Regional Catanduva, Cláudio Giusti, e da secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Limeira, Antonieta Polatto, que destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do agronegócio local.
A visita técnica complementa um conjunto de ações desenvolvidas pela CATI Regional Limeira para fomentar o cultivo do cacau na região. Em março, cerca de 60 viveiristas participaram de uma capacitação específica voltada à produção de mudas de cacau, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento técnico e sustentável da agricultura paulista.
(Com informações da CATI Regional Limeira)