Capacitação reuniu especialistas e extensionistas para alinhar metodologias de manejo, gestão e reprodução, visando ao aumento da rentabilidade dos pequenos produtores
Com o objetivo de impulsionar a assistência técnica e a extensão rural no sudoeste paulista, as Regionais da CATI de Avaré, Itapeva e Itapetininga realizaram, nos dias 6 e 7 de maio, em Avaré, um encontro de nivelamento técnico do Projeto CATI Leite. A atividade reuniu 15 técnicos (do próprio quadro e conveniados) para uma imersão em metodologias voltadas à retomada estratégica das ações junto aos produtores da região.
O treinamento focou na padronização do atendimento em campo, garantindo que as ferramentas de gestão e as práticas produtivas cheguem de forma eficiente às propriedades, especialmente aquelas inseridas na agricultura familiar.
A zootecnista Ana Paula Roque, da CATI Regional Itapetininga, conduziu os painéis sobre manejo de pastagens e gestão de custos. Durante a capacitação, ela reforçou que o CATI Leite é uma iniciativa vital para elevar a rentabilidade da atividade. “O encontro foi essencial para atualizar as equipes e apresentar ferramentas que aprimoram nossa atuação. O foco é transformar a prática produtiva em um negócio sustentável”, destacou.
No âmbito da eficiência biológica, o manejo reprodutivo foi o tema central da palestra ministrada pelo médico-veterinário Francisco César de Moura e Silva, da CATI Regional Itapeva. O especialista enfatizou que o planejamento reprodutivo é essencial para a produtividade constante nas propriedades leiteiras. A integração entre as três Regionais foi apontada como um dos pontos altos do evento. O chefe de divisão da CATI Regional Avaré, Euvaldo Neves Pereira Junior, ressaltou que o nivelamento das ações é o que garante a qualidade do serviço prestado pela instituição. “Nosso foco principal são os pequenos produtores. Por meio do gerenciamento da atividade, buscamos a redução de custos e o aumento real da produtividade para garantir a viabilidade econômica dessas famílias”, afirmou.









Quando conhecimento técnico, cooperação institucional e saber popular se encontram, o resultado vai muito além de um evento: transforma realidades. Foi exatamente isso que aconteceu nos dias 12 e 13 de março, durante a V Famel – Feira dos Apicultores e Meliponicultores do Estado de São Paulo. Realizada no câmpus da Uneduvale, a feira reuniu centenas de pessoas em torno de um propósito comum: fortalecer a cadeia produtiva da apicultura e da meliponicultura, impulsionando desenvolvimento, sustentabilidade e oportunidades no campo.




Fruto de uma rede de cooperação sociotécnica, a V Famel mostrou, na prática, como a integração entre universidade, pesquisa, extensão rural, instituições públicas e produtores pode gerar impactos concretos. A iniciativa conectou entidades estratégicas como a Uneduvale, a CATI Regional Avaré, a Cadeia Produtiva Local (CPL) de Itatinga, Avaré e Botucatu, a Defesa Agropecuária e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), formando uma articulação comprometida com o avanço do setor no estado de São Paulo.
Mais do que uma vitrine de comercialização de produtos das abelhas, a feira teve como eixo central a capacitação e o fortalecimento técnico dos participantes. Ao todo, 27 expositores de diferentes municípios apresentaram produtos apícolas diversos, inovadores e nutritivos, demonstrando a força e a diversidade do setor. A presença expressiva de estudantes, técnicos, pesquisadores, produtores e público em geral interessado no tema evidenciou o papel estratégico do conhecimento na construção de uma cadeia produtiva mais eficiente e sustentável.
A CATI marcou presença com um estande voltado à orientação técnica e à difusão de políticas públicas. Produtores iniciantes e experientes puderam esclarecer dúvidas, conhecer Boas Práticas e acessar informações essenciais para melhorar sua produção. Outro ponto alto foi a atuação da CATI Sementes e Mudas, que apresentou mudas melitófilas – fundamentais para a alimentação das abelhas – e a tecnologia Ecopot, que alia produção agrícola à sustentabilidade por meio de embalagens biodegradáveis.
Para além dos números, o evento deixou um legado de conexão e inspiração. “Como membro da Comissão Organizadora, posso dizer que esta quinta edição foi um sucesso, atraindo produtores em quantidade superior à das demais edições. Além disso, um grande número de alunos participou das atividades, o que possibilitou uma ampla disseminação de conhecimento sobre abelhas para as gerações futuras”, destacou o engenheiro agrônomo Victor Periccin, da CATI Regional Avaré. Segundo ele, cerca de 500 pessoas circularam diariamente pela feira, com resultados expressivos também na comercialização dos expositores. A 5.ª edição da Famel reafirmou que o futuro da apicultura e da meliponicultura passa, necessariamente, pela parceria, pois, quando diferentes atores se unem em torno de um objetivo comum, o impacto ultrapassa o campo produtivo e alcança a educação, a economia local e a preservação ambiental.
Abaixo, a galeria de imagens do evento:





















Na região de Avaré (SP), a lichia deixou de ser apenas uma fruta de festividades de final de ano para se tornar protagonista de uma cadeia produtiva moderna. Por meio de novos métodos de conservação, processamento e o cultivo de variedades tardias, produtores locais conseguem estender o período de comercialização e agregar valor a uma fruta que, até pouco tempo, dependia exclusivamente do frescor imediato.
No interior da casca rígida e áspera, a lichia esconde uma polpa carnuda e uma fragrância floral exótica. Embora no Brasil sua presença seja o símbolo das festividades de final de ano – com o ápice da colheita entre novembro e janeiro –, em sua terra natal, a China, ela carrega o título de “fruta do amor”.
No pomar da Britchis, em Itaí (SP), a fruta milenar ganha escala e tecnologia. A empresa de agricultura familiar, que conta com o apoio técnico da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da CATI Regional Avaré, dedica 114 de seus 194 hectares exclusivamente à lichia. Ali, a variedade clássica, ou bengal, que é a mais encontrada nos mercados do Sudeste brasileiro, divide espaço com outras sete: fogo, ouro, tutti-frutti, crocante, laranja, gigante e coração.
A diversidade impressiona: enquanto uma lichia clássica pesa cerca de 20 gramas, a gigante chega a pesar 40 gramas. Já a variedade coração se destaca pela facilidade com que a casca se rompe sob uma leve pressão. “O que nos atraiu é que se trata de uma fruta que é vendida por um preço relativamente alto. E a gente via uma grande oportunidade de trabalhar de forma disruptiva no marketing, na criação de novos produtos, que víamos que não era o foco de produtores brasileiros até então”, explica o produtor Ricardo Pinto que, junto à esposa Adriana e filhos, exportou, em 2025, quase metade de toda a lichia do Brasil para o mercado europeu.
A expansão para o mercado externo, há cerca de três anos, trouxe um desafio: o descarte. Frutas com pequenas imperfeições estéticas, embora perfeitas para o consumo, eram rejeitadas pelo comprador internacional. Para atender a essa exigência de maneira sustentável, ambiental e economicamente, a solução veio por meio da tecnologia de processamento.

Hoje, a polpa descascada e descaroçada é congelada em ultracongeladores, garantindo renda durante o ano todo. Outra parte da produção é liofilizada, transformando-se em um snack crocante que preserva os açúcares naturais da fruta. A versatilidade não para por aí: a lichia também dá origem a uma aguardente cristalina e perfumada, além da “passa de lichia”, que abre caminho para geleias e a exótica lichiada.
Essa operação bem-sucedida também é reflexo do fortalecimento da Cadeia Produtiva Local (CPL), que envolve 18 municípios do sudeste paulista. Em 2025, o projeto recebeu aporte de recursos do Governo do Estado para fomentar o desenvolvimento dos pequenos produtores. De acordo com o engenheiro agrônomo Euvaldo Neves Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré, a região possui vocação para a fruticultura. “Além disso, nossa produção foge da época tradicional de outros mercados, o que nos permite oferecer um produto diferenciado quando a oferta global diminui”, aponta Junior.

Fruta do amor
Se por fora a lichia ostenta uma armadura vibrante, por dentro ela guarda uma alma translúcida – uma dualidade que, na China, resume a essência do romance.
Mais do que o formato de coração, o título de “fruta do amor” nasceu na Dinastia Tang no século VIII. A lenda conta que o Imperador Tang Minghuang, em um gesto de devoção extrema, ordenava que mensageiros cruzassem o império em cavalos velozes, dia e noite, apenas para entregar lichias frescas à sua concubina favorita, Yang Yuhuan. Até hoje, presentear com lichias é um gesto que simboliza paixão, sorte e nobreza.
Parceria possibilitou a implantação do Projeto REG – Responsabilidade Social, Extensão Rural e Geração de Renda e está levando assistência técnica, insumos agrícolas e estímulo à geração de renda para famílias do Assentamento Zumbi dos Palmares
Em um exemplo concreto de como a cooperação entre poder público, sociedade civil organizada e iniciativa privada pode gerar resultados reais no campo, o Projeto REG vem promovendo avanços significativos na vida de agricultores familiares do interior paulista.
Formalizado em 15 de setembro de 2025, por meio de Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por intermédio da CATI, e a Associação Cânions Paulistas, com apoio da Suzano S.A., o projeto tem como foco o desenvolvimento rural local e regional, apostando na qualificação, capacitação e geração de renda das famílias beneficiárias.

Entre as organizações atendidas pelo projeto está a Cooperativa de Produção, Industrialização, Comercialização e Assistência Técnica (Coopcat), que reúne agricultores do Assentamento da Reforma Agrária Zumbi dos Palmares, no município de Iaras, pertencente à área de atuação da CATI Regional Avaré. “Ao todo, 80 cooperados participam das ações do Projeto REG, com o objetivo de ampliar a produtividade e a qualidade das hortaliças produzidas, fortalecendo a renda e a segurança econômica das famílias”, explica o engenheiro agrônomo Alexandre Mendes, chefe da Divisão de Políticas Públicas da CATI.
CATI Regional Avaré está à frente das ações de assistência técnica e extensão rural em Iaras
A CATI Regional Avaré exerce papel central nessa iniciativa. A equipe técnica atua diretamente junto aos produtores, oferecendo acompanhamento sistemático, orientação técnica e estímulo à adoção de Boas Práticas Agropecuárias, com foco na eficiência produtiva, no uso racional de recursos e na sustentabilidade dos sistemas de produção.
Um dos marcos do projeto ocorreu em 18 de dezembro de 2025, quando os agricultores beneficiários da Coopcat receberam kits com ferramentas, insumos e equipamentos de irrigação, custeados por recursos da Suzano S.A., adquiridos e doados por intermédio da Associação Cânions Paulistas.






“A ação representa mais do que a entrega de materiais: simboliza investimento direto na autonomia produtiva dos agricultores e no fortalecimento da agricultura familiar assentada”, explica o engenheiro agrônomo Renan Vinícius Rodrigues, da CATI Regional Avaré, que, juntamente com a Casa da Agricultura de Iaras, acompanha o projeto no Assentamento da Reforma Agrária Zumbi dos Palmares.
Para a CATI, iniciativas como o Projeto REG reafirmam o compromisso da extensão rural pública com o desenvolvimento humano e produtivo no campo. “Quando assistência técnica qualificada se alia a parcerias sólidas, o resultado aparece na lavoura, na renda e na dignidade das famílias rurais”, destaca Euvaldo Neves Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré.
O Projeto REG segue como um exemplo de que parcerias bem estruturadas geram impacto social positivo, promovendo inclusão produtiva, fortalecimento das organizações rurais e um futuro mais promissor para quem vive e trabalha no campo.
O Dia de Campo “Frutas Vermelhas São Paulo”, realizado em 26 de novembro, na Agrofloresta Emilinha, em Cerqueira César (SP), reuniu cerca de 40 participantes — entre técnicos, produtores rurais, estudantes, indígenas e representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Organizado pela CATI Regional Avaré, o encontro teve como objetivo apresentar tecnologias, resultados e práticas sustentáveis para o cultivo de amora, mirtilo e framboesa, reforçando o papel essencial da assistência técnica e extensão rural no desenvolvimento das propriedades agrícolas.
Durante o evento, foram abordadas as principais características das três culturas, com destaque para o mercado, os valores praticados e as possibilidades de agregação de valor à produção. O produtor anfitrião, Rodolfo Jubran Chapchap, compartilhou sua experiência na implantação do sistema, explicando desde o preparo do solo, aquisição de mudas, adubação e podas, até a condução das plantas, o manejo de pragas e doenças, a colheita e comercialização das frutas.
Os participantes também puderam conhecer as mudas produzidas pela CATI Sementes e Mudas, disponíveis para venda no local, além das frutas congeladas oferecidas pelo produtor. A iniciativa integra o Projeto Frutas Vermelhas SP, que vem se consolidando como uma alternativa viável e de alto valor agregado para pequenas áreas, especialmente para a agricultura familiar.

Além de apresentar práticas atualizadas de manejo, o Dia de Campo fortaleceu a relação entre a CATI e os produtores interessados em ingressar ou expandir sua atuação no segmento. O encontro também estimulou a criação de uma rede de produtores, facilitando a troca de informações e abrindo novas possibilidades comerciais para quem aposta nas frutas vermelhas como fonte de renda e diversificação produtiva.
“Esse evento reafirma a importância da extensão rural e do acompanhamento técnico contínuo oferecido pela CATI, fundamentais para a adoção de tecnologias adequadas, o aumento da produtividade e o fortalecimento das cadeias agrícolas no estado de São Paulo”, encerra Euvaldo Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré.

Por meio da Casa da Agricultura de Itaporanga, a CATI Regional Avaré promoveu, nos dias 12 e 13 de agosto, o I Encontro de Bananicultores de Itaporanga. Encabeçada pelo técnico agrícola da CATI, Roberto Ramos, com o apoio da Prefeitura Municipal de Itaporanga e do Sicredi, o evento foi realizado no Bairro São Sebastião, município de Itaporanga. Cerca de 30 produtores de banana local participaram do encontro, em que foram abordados variados temas.
O primeiro dia de encontro foi dedicado a atualizações sobre a cultura e manejo, com o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Jacupiranga, Agnaldo José de Oliveira; variedades de mudas de banana, com a engenheira agrônoma da CATI Sementes e Mudas, do Núcleo de Itaberá, Sandra Ramos; cadastro no Gedave, com a engenheira agrônoma Telma Martins, da Defesa Agropecuária de Avaré, além das palestras sobre crédito rural do banco Sicredi; e sobre o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), com o técnico Renan Rodrigues, também da CATI Regional Avaré. Estiveram presentes o prefeito municipal de Itaporanga, Fabio Bruno Benini; o vice-prefeito Jeferson Amaral; o presidente da Câmara, José Roberto Bezerra; e vereadores do município.

No dia 13, no período da manhã, foi realizada a parte prática nas propriedades Sítio Neves e Sítio Bergamo, ministrada por Agnaldo Oliveira, onde os produtores puderam aprender as técnicas a campo.

Bem recebido pelos produtores, o evento deve se tornar tradição. Os produtores participantes, que ainda não eram acompanhados pela CATI, solicitaram o acompanhamento do órgão, a fim de melhorarem a sua produtividade e para a adoção de novas técnicas na cultura da banana.
O município de Itaporanga conta, hoje, com 36 produtores de banana, grande maioria de agricultores familiares, com uma área total de 48 hectares, a qual vem aumentando ano a ano.

Segundo o prefeito Fabio Benini, este tipo de evento, em parceria com a CATI, é fundamental para o desenvolvimento do agronegócio local e geração de renda para o município. O prefeito finalizou “cobrando” a realização do II Encontro para o próximo ano.
(Com informações da CATI Regional Avaré)