Com objetivo de orientar produtores rurais, técnicos e interessados na identificação, propagação e cultivo de plantas medicinais e aromáticas, a CATI Regional Jales organizou o curso “Introdução ao Cultivo Agroecológico de Plantas Medicinais e Aromáticas”, o qual foi conduzido pelo engenheiro agrônomo Idoraldo Dassi Gonçales Júnior, da CATI Regional Tupã.
Com uma programação abrangente – teórica e prática –, a capacitação abordou temas ligados à identificação de plantas medicinais, com ênfase nos nomes populares e científicos e em técnicas de propagação e cultivo, bem como fez um resgate do conhecimento tradicional associado ao uso terapêutico das plantas.

Durante a parte prática, os participantes fizeram a implantação de uma horta medicinal em uma propriedade rural, que será utilizada como área de propagação e fornecimento de mudas para outros produtores, a comunidade e a pastoral da saúde, cujos representantes também participaram da atividade.
“Nosso foco foi mostrar que é possível aliar o conhecimento técnico com o saber popular que já existe na comunidade”, explicou Idoraldo Gonçales, afirmando que as plantas medicinais fazem parte da cultura das famílias rurais e podem ser aliadas tanto na saúde quanto na geração de renda.
A atividade prática permitiu aos participantes vivenciar o processo de implantação de uma horta medicinal, com orientações sobre as formas de propagação, escolha das espécies, espaçamento e cuidados ao longo do cultivo.

O engenheiro agrônomo Alessandro Nunes Ferreira, da Casa da Agricultura de Jales, enfatizou a importância da realização do curso. “Cada ação com as plantas medicinais fortalece nossos vínculos com a comunidade, cria possibilidades junto à agricultura familiar e promove a interação, troca de saberes e histórias, bem como o resgate da nossa cultura ancestral, possibilitando o repasse para as próximas gerações”, salienta Alessandro, informando que também participaram do curso produtores e técnicos de outros municípios da região, “os quais levarão esse conhecimento e serão disseminadores da iniciativa”.

Realizado pela Casa da Agricultura de Jales – ligada à CATI Regional Jales –, em parceria com diversas entidades públicas e privadas, o Ciclo de Palestras “Desafios, Greening e Boas Práticas na Citricultura” atraiu um público, que incluiu produtores, técnicos e interessados, ávido por informações técnicas e troca de experiências para o desenvolvimento sustentável da citricultura, que na região, é uma importante atividade econômica.
Na abertura do evento, o engenheiro agrônomo Alessandro Nunes Ferreira, chefe da Casa da Agricultura e um dos organizadores, falou sobre a importância do evento e apresentou o novo projeto de cooperação celebrado entre a CATI e a prefeitura municipal – representada pela Secretaria Municipal de Agronegócio e Bem-estar, na pessoa da engenheira agrônoma Silvia Andreu Avelhaneda -, onde os municípios paulistas poderão apresentar um projeto para o apoio de iniciativas, visando ao desenvolvimento da agropecuária apoiada pelo município para acumular pontos no Município Agro − Ranking Paulista.
“O nosso objetivo com a realização deste evento é promover um espaço para levar o conhecimento técnico e gerencial a um maior número de propriedades, promovendo o fortalecimento da citricultura não apenas no município, mas na região”, explica Nunes Ferreira.
Programação
O analista de campo da Fundação SOLIDARIDAD, Lucas Fim Torres abordou o tema Boas Práticas Agropecuárias e Conservação de Solo, apresentando exemplos dos atendimentos realizados pela entidade na região.
A engenheira agrônoma e técnica de Campo Nayara Garcia, do Senar-SP, apresentou o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), por meio do qual a entidade realiza um trabalho junto aos produtores rurais de fruticultura perene na região, especialmente os dedicados à citricultura. “Durante os últimos dois anos estamos em um processo de evolução contínua, com foco no planejamento da produção, na adoção de Boas Práticas Agrícolas e no fortalecimento da gestão das propriedades. Estamos encerrando uma etapa, mas logo iniciaremos um novo ciclo do ATeG, que irá atender um novo grupo de 30 produtores pelos próximos 24 meses, com visitas técnicas mensais e acompanhamento individualizado”.
O greening foi tema da palestra do engenheiro agrônomo do Fundecitrus, Éder Cardoso, que apresentou os principais desafios e estratégias de combate à doença, com orientações técnicas voltadas ao controle, destacando a importância da adoção de práticas coordenadas e contínuas.
Encerrando o ciclo de palestras, o engenheiro agrônomo Mauricio Rotundo, da Defesa Agropecuária – Unidade Jales, relatou a importância da cadeia produtiva da citricultura em Jales, que possui 110 citricultores e conta com aproximadamente 530.000 plantas cítricas. “O cancro cítrico tem sido grande problema desde a década de 1990, mas mudanças nas legislações nos últimos anos possibilitou que os pomares não fossem mais erradicados em função da doença. Quanto ao HLB/Greening a situação é de alerta, apesar das estatísticas mostrarem que a região apresenta os menores índices da doença do estado, novos levantamentos e fiscalizações tem mostrado a preocupação em todo setor, devido ao aumento de plantas contaminadas na região”.
Em um trabalho conjunto com as Regionais da CATI de Campinas (líder da implantação do Projeto Frutas Vermelhas no estado) e São José do Rio Preto, a CATI Regional Jales realizou uma reunião técnica com o objetivo de divulgar as ações desenvolvidas junto às culturas de mirtilo, framboesa e amora, para um público heterogêneo, que incluiu representantes da Secretaria de Agronegócios e Bem-Estar Animal de Jales e da Secretaria de Agricultura de São José do Rio Preto, representantes da Cooperiopreto, produtores rurais da região, técnicos e interessados em fruticultura.
Em uma palestra abrangente sobre o tema, o engenheiro agrônomo Rodrigo Baccan, diretor da CATI Regional Campinas, fez uma exposição do Projeto Frutas Vermelhas apresentando informações importantes sobre as culturas da amora-preta, da framboesa e do mirtilo. Houve grande participação dos técnicos e produtores, que puderam esclarecer diversas dúvidas quanto ao sistema de produção das frutas.

Segundo os engenheiros agrônomos Alessandro Nunes Ferreira e Gilberto Pelinson, chefe da Casa da Agricultura de Jales e assistente agropecuário da Regional, respectivamente, municiados com conhecimento relevante para a tomada de decisão, os produtores da região, bem como do entorno de São José do Rio Preto, foram convidados a participar do Projeto Frutas Vermelhas. “O evento foi muito interessante, pois assim como aconteceu em uma época passada, quando a cultura da uva foi adaptada para nossa região (e hoje é uma importante atividade econômica), as informações e os exemplos transmitidos permitem verificar que as culturas também podem ser adaptadas para a região, com um investimento em tecnologia e aquisição de mudas com qualidades genéticas e sanitárias garantidas, como as produzidas pela CATI Sementes e Mudas, bem como com informações consistentes sobre comercialização e mercado para essas frutas”, explicam Ferreira e Pelinson.
