A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) recebeu, na manhã de hoje (23), representantes da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) do Espírito Santo e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para trocar experiências sobre a execução de programas de desenvolvimento rural no estado de São Paulo. Na ocasião, a comitiva ainda foi informada sobre as diretrizes do Agro Paulista Mais Verde, projeto que será executado pela CATI por meio de financiamento do Banco Mundial.
“O Espírito Santo teve uma carta consulta aprovada em 2025 pelo Banco Mundial, no valor de 148,5 milhões de dólares – com 20% de contrapartida do estado –, para execução de trabalhos na área de desenvolvimento rural nos próximos seis anos. A partir daí, a instituição financeira tem nos estimulado a conhecer projetos exitosos no Brasil, como o de São Paulo, que já está na terceira fase de experiências dessa natureza e é um bom case para nós”, explicou o coordenador de Projetos da Seag, Wellington Alvim da Cunha.
Segundo ele, as informações coletadas na reunião servirão de base para construção do projeto capixaba. “Como estamos na fase de planejamento, essa troca de experiências é muito importante. Aqui, pudemos conhecer melhor a CATI e seus desafios para execução do projeto – Agro Paulista Mais Verde – no estado de São Paulo”, ressaltou o líder da comitiva.
O engenheiro agrônomo da CATI, João Brunelli Júnior, classificou o encontro como muito positivo. “A comitiva vê nossos projetos com o Banco Mundial como cases de sucesso. Então, compartilhamos um pouco da nossa experiência, procurando atender à proposta que o próprio Banco estimula, de troca de informações, para que facilite a implantação e traga mais segurança para quem está inciando um novo projeto”, afirmou Brunelli Júnior, que recepcionou os visitantes.

Durante a semana, especialistas internacionais da instituição financeira, gestores públicos e diferentes players do setor produtivo e do mercado dialogaram para o refinamento da iniciativa
Entre os dias 18 e 21 de maio, a sede da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em Campinas, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, sediou a Missão do Banco Mundial para o projeto Agro Paulista Mais Verde. O encontro técnico e consultivo representa uma etapa crucial de articulação para o desenho e a futura implementação da iniciativa. O propósito central é transformar a paisagem do agronegócio paulista, com foco na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento socioeconômico, transformando a vida de quem trabalha e vive no campo.
A agenda de quatro dias foi estruturada como um espaço de escuta ativa e diálogo. Os debates reuniram especialistas internacionais da instituição financeira, gestores públicos e diferentes players do setor produtivo e do mercado para analisar e projetar os mecanismos operacionais do projeto. O foco é estabelecer bases sólidas para uma transição sustentável, que preserve os recursos naturais e potencialize a competitividade e a resiliência do produtor rural em todo o estado de São Paulo.
Para Diógenes Kassaoka, secretário executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a missão consolida o compromisso da Pasta em atrair investimentos globais que conversem diretamente com a realidade do agronegócio paulista. “Ter o Banco Mundial como principal parceiro na validação e construção do Agro Paulista Mais Verde nos dá a segurança de que estamos construindo uma política pública robusta”, fala o secretário.
No mesmo sentido, Alexandre Grassi, coordenador de extensão rural da CATI, representando o diretor Ricardo Pereira durante a missão, acredita que o contato direto e presencial com o Banco Mundial é uma oportunidade estratégica de unir a referência global em desenvolvimento sustentável à força técnica da CATI. “É um momento de alinhar visões, refinar metodologias de extensão rural e, principalmente, pensar em como potencializar o impacto das nossas políticas públicas na ponta, junto ao produtor rural”, comenta.
Durante as sessões de trabalho, os participantes se debruçam sobre análises prévias de viabilidade, metodologias de fomento a práticas de menor impacto de carbono e estratégias de fortalecimento da extensão rural, da conectividade no campo e do acesso ao mercado, entre outros pontos. Além de debater indicadores e estruturas de governança, as discussões buscam caminhos práticos para que a inovação tecnológica no campo resulte em melhoria real na qualidade de vida dos produtores rurais.
“Estamos aqui apoiando o Estado na avaliação final do desenho do projeto, após muitas discussões internas, externas, com consultas públicas ao setor privado, comunidade, potenciais beneficiários e parceiros. O próximo passo é preparar as documentações para as aprovações internas, tanto dentro do Banco quanto no Estado e junto ao Governo Federal. O trabalho continua: de preparação e elaboração dos materiais do projeto, como os editais; as agendas de engajamento, de mobilização dos beneficiários. Uma vez que todos esses trâmites aconteçam, o projeto estará mais pronto para estar em contato com os beneficiários e para começar os investimentos”, explica a economista Barbara Farinelli, representante do Banco Mundial.
Os direcionamentos resultantes do trabalho ao longo da semana nortearão as próximas fases do projeto.






Evento on-line, no dia 5 de maio, detalha diretrizes de governança e participação social para o novo ciclo de desenvolvimento rural sustentável de São Paulo
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio da CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral), realiza, no próximo dia 5 de maio, às 10h, o lançamento oficial do Plano de Envolvimento das Partes Interessadas (PEPI). O evento será transmitido ao vivo pelo canal oficial da instituição no YouTube (@catiextensaorural).
O PEPI é uma peça central na estruturação do Projeto Agro Paulista Mais Verde, fruto de um acordo de empréstimo entre o Governo do Estado e o Banco Mundial. O plano estabelece mecanismos transparentes de diálogo com produtores rurais, associações e instituições, para garantir que o desenho das políticas públicas seja colaborativo, legítimo e alinhado aos padrões internacionais de gestão.
“O Agro Paulista Mais Verde é um compromisso de Estado e seu sucesso depende da união de esforços. O Plano amplifica a voz do produtor rural e das entidades do setor. Cada parte interessada pode contribuir para um modelo de agricultura ainda mais resiliente e sustentável”, aponta o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho.
Agro Paulista Mais Verde
O Projeto Agro Paulista Mais Verde visa consolidar a produção agropecuária, unindo produtividade à preservação ambiental. O impacto na sociedade é abrangente, e envolve, além do desenvolvimento econômico, a segurança alimentar e a resiliência climática.
O projeto encontra-se em fase de ajustes, para assinatura do Acordo de Empréstimo junto ao Banco Mundial. Com um investimento de aproximadamente US$ 200 milhões, os recursos serão destinados ao estímulo da adoção de sistemas e práticas sustentáveis na produção agropecuária; ao fortalecimento da resiliência climática das propriedades rurais; à facilitação do acesso dos agricultores familiares ao mercado; e à modernização da infraestrutura de assistência técnica e extensão rural da CATI.
Nesta etapa, o projeto prioriza a comunicação interna e o desenvolvimento dos instrumentos que serão utilizados em campo. Paralelamente, as equipes de extensão rural passam por uma preparação técnica para a execução das atividades.
Participação e governança
Durante a transmissão, serão detalhados os perfis de envolvimento das partes interessadas — desde os implementadores diretos até os produtores afetados pelos resultados. Embora as ações destinadas ao público finalístico estejam previstas para o segundo semestre de 2027, a fase atual de preparação e escuta é vital para ampliar a efetividade das intervenções.
“O lançamento do PEPI estabelece um marco fundamental na governança do setor. Queremos que o Agro Paulista Mais Verde seja construído de forma a garantir que a inovação tecnológica se converta em mais lucratividade para o produtor e em um meio ambiente preservado para toda a sociedade”, destaca o diretor da CATI, Ricardo Pereira.
Serviço
Evento: Lançamento do Plano de Envolvimento das Partes Interessadas (PEPI) – Projeto Agro Paulista Mais Verde
Data: 5/5/2026
Horário: 10h
Local: youtube.com/@catiextensaorural
Entre os dias 15 e 19 de setembro, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recebeu a primeira missão técnica do Banco Mundial para acompanhamento do projeto Agro Paulista Mais Verde.
O projeto, anunciado em julho pelo Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial, prevê investimento de R$ 1,1 bilhão ao longo de seis anos, com foco em desenvolvimento rural sustentável, aumento da renda do agricultor e recuperação ambiental.
Nos três primeiros dias, a missão concentrou-se em reuniões técnicas, realizadas na sede da CATI, em Campinas. Os encontros tiveram como objetivo alinhar expectativas, discutir o modelo de governança do programa e definir critérios de monitoramento e avaliação das ações que chegarão às propriedades rurais, quando do início da execução no campo.
“O Banco Mundial está visitando o Estado para dar início ao processo de preparação deste novo projeto que é o Agro Paulista Mais Verde, com intuito de apoiar e promover a agricultura familiar paulista, trazendo mais competividade, resiliência climática, gestão e ganhos ambientais, para tornar a agricultura cada vez mais sustentável”, explicou Barbara Farinelli, gerente de projeto do Banco Mundial.

Visitas de campo
Na quinta-feira, 18, a equipe realizou visitas técnicas em municípios do interior paulista. O grupo conheceu a experiência da Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia (APROD), que atua na cadeia do café. Em seguida, visitou o Sítio Boa Vista, também dedicado à cafeicultura, onde foram apresentadas práticas de manejo e produção sustentável, com foco em agricultura regenerativa.
“A Associação é de pequenos produtores, certificada Fairtrade, movimento internacional de comércio justo. Trabalhamos um café de alta qualidade, e a ideia é agora introduzir práticas de agricultura sustentável, que chamamos de agricultura regenerativa”, diz Francisco Sérgio Lange, cafeicultor e diretor da APROD.
A missão seguiu para Mococa, no Sítio Indaiá, voltado à pecuária leiteira, onde foram observadas questões de infraestrutura, manejo sustentável da produção e qualidade do leite. A propriedade participa do Integra SP Agro e do CATI Leite, ambos programas executados pela CATI. As visitas permitiram uma avaliação direta das necessidades e potencialidades do setor produtivo, servindo de base para os ajustes do projeto.
Próximos passos
O trabalho foi concluído na sexta-feira, 19, com uma reunião de encerramento em Campinas. Representantes do Banco Mundial, da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento discutiram os principais pontos observados durante a semana e traçaram os primeiros encaminhamentos para a implementação do Agro Paulista Mais Verde.
“A implementação de um projeto do porte e abrangência do Agro Paulista Mais Verde é, ao mesmo tempo, um grande desafio e uma enorme expectativa, tanto para os extensionistas e parceiros compromissados com a execução, como para o público beneficiário, agricultores familiares, associações e cooperativas de produtores rurais e comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras. Com o apoio financeiro e técnico do Banco Mundial vamos aumentar a resiliência climática, econômica e social da agricultura familiar paulista”, explica João Brunelli Jr, engenheiro agrônomo da CATI, gerente do projeto.
As orientações incluem a definição de prioridades regionais, fortalecimento das cooperativas e associações, incentivo à adoção de tecnologias sustentáveis e ampliação da participação de mulheres, jovens e povos tradicionais na produção rural.