A zootecnista Fabiana Ferreira da Costa Gouvêa assume o cargo de diretora da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) responsável pela extensão rural junto a pequenos e médios produtores agropecuários paulistas. Sua nomeação foi publicada na edição desta quinta-feira (25/06) do Diário Oficial do Estado (DOE).
Fabiana nasceu em 27 de setembro de 1979, em Jaboticabal, onde cresceu, constituiu família e iniciou uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento do setor agropecuário paulista. É graduada em zootecnia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde também concluiu um mestrado, visando fortalecer sua formação técnica e científica voltada à produção animal, ao desenvolvimento sustentável e à extensão rural. Casada e mãe de três filhas, sempre conciliou a dedicação à família com uma sólida carreira no serviço público estadual.
Sua trajetória profissional teve início na Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), em Ribeirão Preto, como servidora concursada. Pouco tempo depois, ingressou na CATI para atuar diretamente junto a produtores rurais da região de Jaboticabal. Por meio desse trabalho de assistência técnica agropecuária, começou a se destacar pelo diálogo, pela liderança e pelo fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.
Ao longo de sua carreira, exerceu funções técnicas e de gestão, destacando-se como chefe de Divisão da CATI Regional Jaboticabal, cargo em que liderou equipes, coordenou projetos estratégicos e fortaleceu a parceria entre Estado e municípios. Também teve atuação em iniciativas estaduais, como as coordenações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Município Agro – Ranking Paulista, além da participação em câmaras temáticas e grupos técnicos relacionados à sustentabilidade no campo, segurança alimentar e ao fortalecimento da agricultura paulista. Em 2025, foi convidada para integrar a Assessoria de Relações Institucionais, Câmaras Setoriais e Temáticas da SAA-SP, ampliando seu trabalho na formulação e articulação de políticas públicas para o setor agropecuário.
Em seu novo cargo, Fabiana colaborará com o fortalecimento da agricultura paulista, pela valorização dos servidores, pelo desenvolvimento dos municípios e apoio aos produtores rurais.
“Minha trajetória é marcada pela convicção de que a assistência técnica e a extensão rural são instrumentos essenciais para transformar a realidade do campo e melhorar a qualidade de vida das famílias rurais paulistas”, resume a nova diretora da CATI, que pautará seu trabalho pelo compromisso, ética, diálogo, inovação e busca constante por resultados que promovam o desenvolvimento agropecuário sustentável do Estado de São Paulo.
O Dia de Campo “Frutas Vermelhas São Paulo”, realizado em 26 de novembro, na Agrofloresta Emilinha, em Cerqueira César (SP), reuniu cerca de 40 participantes — entre técnicos, produtores rurais, estudantes, indígenas e representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Organizado pela CATI Regional Avaré, o encontro teve como objetivo apresentar tecnologias, resultados e práticas sustentáveis para o cultivo de amora, mirtilo e framboesa, reforçando o papel essencial da assistência técnica e extensão rural no desenvolvimento das propriedades agrícolas.
Durante o evento, foram abordadas as principais características das três culturas, com destaque para o mercado, os valores praticados e as possibilidades de agregação de valor à produção. O produtor anfitrião, Rodolfo Jubran Chapchap, compartilhou sua experiência na implantação do sistema, explicando desde o preparo do solo, aquisição de mudas, adubação e podas, até a condução das plantas, o manejo de pragas e doenças, a colheita e comercialização das frutas.
Os participantes também puderam conhecer as mudas produzidas pela CATI Sementes e Mudas, disponíveis para venda no local, além das frutas congeladas oferecidas pelo produtor. A iniciativa integra o Projeto Frutas Vermelhas SP, que vem se consolidando como uma alternativa viável e de alto valor agregado para pequenas áreas, especialmente para a agricultura familiar.

Além de apresentar práticas atualizadas de manejo, o Dia de Campo fortaleceu a relação entre a CATI e os produtores interessados em ingressar ou expandir sua atuação no segmento. O encontro também estimulou a criação de uma rede de produtores, facilitando a troca de informações e abrindo novas possibilidades comerciais para quem aposta nas frutas vermelhas como fonte de renda e diversificação produtiva.
“Esse evento reafirma a importância da extensão rural e do acompanhamento técnico contínuo oferecido pela CATI, fundamentais para a adoção de tecnologias adequadas, o aumento da produtividade e o fortalecimento das cadeias agrícolas no estado de São Paulo”, encerra Euvaldo Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré.

Desde 2022, a família de produtores rurais recebe acompanhamento da CATI, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, dentro do Programa CATI Leite
Em Itapetininga, no sudoeste do estado de São Paulo, o casal de produtores rurais José Geraldo Soares Júnior e Fátima de Medeiros Soares tem visto seu rebanho leiteiro prosperar e sua rentabilidade aumentar com o CATI Leite. A rotina na propriedade, onde vivem com seus dois filhos, é dividida entre o cuidado com a produção de leite e outros animais e tarefas.

Atendidos pela zootecnista Ana Paula Roque, da CATI Regional Itapetininga, José e Fátima acolhem as orientações técnicas e o acompanhamento do CATI Leite, desde 2022, quando se mudaram para a atual propriedade de seis hectares, menor do que a anterior, que tinha 20 hectares, e sentiram necessidade de otimizar seu trabalho e seus ganhos.
Abaixo, assista ao vídeo desta reportagem:
“Somos produtores de leite, mas não tecnificados. Procuramos acompanhamento para melhorar nossa condição de vida e de produção”, conta Geraldo. Ali, foram implantados controles zootécnicos e financeiros. O planejamento das atividades foi feito desde o início do atendimento na propriedade, de acordo com Ana Paula. “Fizemos amostragem de solo, correções de calagem e adubação, tanto nas áreas em que seriam implantados os pastos rotacionados quanto nas áreas de produção de milho para silagem”, comenta.
Ana frisa que, entre as vantagens do sistema rotacionado, está a facilidade do manejo pela própria família. “Isso libera mão de obra da família para outras atividades dentro da propriedade”, diz.

Se na atual área a produção leiteira chega a 320 litros ao dia, com 19 animais em ordenha, na propriedade anterior, a família produzia 120 litros; um aumento de mais de 150%, que se refletiu de forma positiva também financeiramente.
Com mais produtividade e retorno financeiro, a família já investiu na melhoria das instalações e em novos implementos, estruturando seu negócio e deixando um legado para as próximas gerações. “Eu queria que meus filhos continuassem. Se os dois não ficarem, pelo menos um. Porque nós já somos filhos de produtor. Eu já sou neta de produtor de leite e gosto do que faço”, encerra Fátima.
Sobre o CATI Leite
O programa fortalece a cadeia produtiva do leite em São Paulo, oferecendo orientação técnica, capacitação e incentivo à adoção de Boas Práticas de manejo, nutrição e sanidade animal. A iniciativa busca aumentar a produtividade, a qualidade do leite e a renda dos produtores, ao mesmo tempo em que promove sistemas de produção mais sustentáveis e competitivos. Técnicos e extensionistas rurais da Diretoria de Assistência Técnica Integral, a CATI, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, conduzem as orientações e o acompanhamento de forma gratuita para o produtor rural.
Para mais informações, o produtor deve procurar a Casa da Agricultura ou a Regional da CATI mais próxima.
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio de sua equipe técnica do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), participou de uma atividade do Programa Sampa+Rural, na Prefeitura de São Paulo, com o objetivo de aperfeiçoar conhecimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para ampliação da agroecologia na capital paulista.

Instituído pela Resolução Conjunta SAA/SIMA/SJC 01/2022, o PTA é um dos maiores instrumentos da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Peapo), que foi firmada em 2016 e visa apoiar agricultores que se encontram no processo de transição agroecológica em suas produções.
As especialistas ambientais da CATI, Andrea Mayumi Chin Sendoda (Casa da Agricultura de Suzano/Regional Mogi das Cruzes) e Aline Bernardes Candido (Casa da Agricultura de São Paulo/Regional Santos), promoveram a capacitação no último dia 22 de agosto, em parceria com a equipe do Sampa+Rural.

Após a atividade, foi realizada uma visita técnica à “Horta da Cidade”, localizada na Câmara Municipal de São Paulo. O espaço, que foi inaugurado em dezembro de 2024, faz parte de uma linha de ação do Sampa+Rural que objetiva desenvolver hortas modelos na capital, reforçando o aspecto produtivo e a agricultura urbana. Com mais de 2.100m2, a área é utilizada para a capacitação sobre Agroecologia, além da conscientização da população sobre segurança alimentar e consumo de alimentos saudáveis.

A produção é 100% agroecológica e os alimentos cultivados são doados para entidades assistenciais com atuação na região, que fornecem refeições para a população em situação de vulnerabilidade social. A Horta da Cidade é um espaço de convivência, aberto à visitação, com mais de 120 culturas plantadas, dentre temperos, hortaliças, legumes, frutas, Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), ervas medicinais e aromáticas com diferentes técnicas de plantio e manejo.
A Horta recebeu o Certificado de Transição Agroecológica durante o painel da Transição Agroecológica, que ocorreu no dia 12 de junho de 2025, na Bio Brazil Fair, maior feira de produtos orgânicos da América Latina.

Conexão
Desde 2020, o Sampa+Rural conecta áreas rurais à cidade de São Paulo, agregando informações sobre desenvolvimento rural sustentável, turismo, meio ambiente e alimentação saudável. O programa é coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, em conjunto com outras secretarias e órgãos paulistanos. Nessa plataforma, é possível encontrar dados sobre onde comprar produtos locais, quem são os agricultores do município e quem comercializa seus produtos.
Vale ressaltar que a Prefeitura de São Paulo é um dos maiores parceiros de aplicação do PTA desde o início da sua existência. No ano de 2021, em parceria com a Secretaria estadual de Agricultura, foi desenvolvido o Sistema de Assistência Técnica e Extensão Rural e Ambiental (SisRural), objetivando o apoio às políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável e de preservação ambiental, com a função de ser um instrumento de trabalho e ferramenta de gestão para o recebimento de informações do Protocolo, além de um banco de dados.
(com informações de Aline Bernardes Candido, da Casa da Agricultura de São Paulo/CATI Regional Santos)