Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Cafés SP reúne especialistas e destaca o legado e o futuro da cafeicultura paulista em São José dos Campos

Evento, que contou com o apoio da CATI, teve palestra sobre cafeicultura familiar conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior; CATI Sementes e Mudas também teve um espaço aberto à visitação

A cidade de São José dos Campos sediou, no dia 18 de junho, o evento CAFÉS SP – Ciência e Tecnologia em Debate, iniciativa promovida pela APTA REGIONAL em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica (PIT). O encontro reuniu pesquisadores, extensionistas, produtores rurais, representantes da indústria, estudantes e profissionais da cadeia produtiva para discutir os desafios e as perspectivas da cafeicultura paulista.

Realizado como uma prévia das comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, o evento teve como tema central “O Legado e o Futuro”, promovendo uma ampla reflexão sobre a trajetória histórica da cultura cafeeira no Estado de São Paulo e os avanços científicos e tecnológicos que vêm impulsionando o setor.

Ao longo do dia, especialistas de instituições de pesquisa, extensão rural e representantes do mercado apresentaram informações estratégicas sobre produção, qualidade, consumo, inovação e desenvolvimento regional. A programação destacou desde a chegada do café ao Vale do Paraíba, região que marcou a chamada “Época de Ouro” da cafeicultura paulista, até as novas oportunidades associadas aos cafés Canephora, incluindo as variedades Robusta e Conilon.

Para o coordenador da APTA REGIONAL, pesquisador Daniel Gomes, o evento reforçou a importância da integração entre pesquisa, inovação e setor produtivo para o fortalecimento da cafeicultura paulista.

“Reunimos especialistas de diferentes instituições para discutir o passado, o presente e o futuro do café em São Paulo. O CAFÉS SP demonstrou como a ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais para ampliar a competitividade do setor, agregar valor à produção e criar novas oportunidades para os produtores paulistas”, destacou.

Entre os destaques da programação esteve a palestra do pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Julio Mistro, que apresentou as contribuições do programa de melhoramento genético responsável pelo desenvolvimento de variedades de café amplamente cultivadas no Brasil. O pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro, abordou o cenário atual do mercado cafeeiro e a crescente valorização dos cafés Canephora.

A programação também contou com a participação da diretora de Marketing e Comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Monica Pinto, que apresentou tendências de consumo e perspectivas para o mercado brasileiro.

Representando a APTA REGIONAL, o pesquisador científico Fernando Nakayama apresentou os avanços do programa Canephora.SP, iniciativa voltada ao desenvolvimento da cadeia dos cafés Robusta e Conilon no Estado de São Paulo. A pesquisadora Adriana Novais Martins abordou a competição de variedades de cafés Arábica, enquanto Raquel Nakazato destacou o potencial da Rota do Café para o fortalecimento do turismo rural e do desenvolvimento regional.

A programação incluiu ainda apresentações sobre cafeicultura familiar, conduzida pelo extensionista Osmar de Almeida Júnior, da CATI, metodologias de avaliação da qualidade de cafés, ministrada por Aline Lafise, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), e uma palestra sobre a valorização dos Robustas Finos, conduzida por Camila Arcanjo, representante do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).

Em sua apresentação, Osmar abordou a importância social, econômica e ambiental da cafeicultura familiar para o Estado de São Paulo, destacando as ações de assistência técnica e extensão rural desenvolvidas junto aos produtores, os programas de apoio à produção sustentável, a adoção de tecnologias para aumento da produtividade e da qualidade, bem como as oportunidades de agregação de valor por meio da melhoria da gestão, da comercialização e da participação em concursos e mercados diferenciados. A palestra também ressaltou o papel estratégico da atividade na manutenção das comunidades rurais e no fortalecimento da cafeicultura paulista

Além das palestras, os participantes tiveram a oportunidade de participar de momentos de networking durante os intervalos tecnológicos e de uma sessão prática de prova e degustação de cafés especiais, que encerrou a programação.

O evento contou com a realização da APTA REGIONAL e do Agropolo Vale, por meio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, e teve apoio do Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), CATI, CATI Sementes e Mudas, Coordenadoria das Câmaras Setoriais e Temáticas, Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (SINDICAFÉ-SP).

Com ampla participação do público e debates qualificados, o CAFÉS SP consolidou-se como um importante espaço de integração entre pesquisa, inovação, mercado e produtores, reforçando o papel estratégico da ciência para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura paulista.

Especialistas alertam que a preservação do solo é vital para garantir segurança alimentar e resiliência econômica. Manejo técnico e práticas conservacionistas são ações centrais de estratégia produtiva 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo realizou, nesta quarta-feira, 15 de abril, o XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais em Campinas (SP). O evento, que celebrou o Dia Nacional da Conservação do Solo, reuniu cerca de 150 participantes entre técnicos, pesquisadores e produtores para debater práticas sustentáveis e medidas de impacto direto no campo. 

Para Alberto Amorim, secretário executivo de Agricultura, o seminário integra um conjunto de iniciativas estratégicas que conferem transparência às ações da Pasta e reiteram o compromisso do Estado com a sustentabilidade. 

“O protagonismo tecnológico alcançado pelo setor, nos últimos 50 anos, deixou claro que a segurança alimentar e energética é indissociável da saúde do solo. Por ser um recurso finito e de lenta renovação, sua preservação é o alicerce de qualquer modelo econômico resiliente”, destaca. “Este evento consolida a integração entre a pesquisa científica e a prática no campo. O objetivo central é fortalecer uma rede de conhecimento que assegure a integridade desse patrimônio ambiental e produtivo para a população e para as futuras gerações”, diz. 

Durante a programação, a Defesa Agropecuária lançou oficialmente a cartilha educativa de conservação de solos “O sítio que voltou a sorrir”. O Instituto Agronômico (IAC-Apta) apresentou um documento atualizado sobre Manejo Conservacionista, consolidando décadas de pesquisa em diretrizes aplicáveis à realidade. 

O diretor da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Ricardo Pereira, destacou a importância da integração entre a pesquisa e a extensão rural durante o encontro. “O sucesso do trabalho está nas ações integradas. Temos orgulho de levar as tecnologias de conservação de solo para os produtores rurais e ajudar em sua implantação. São práticas que não transformam apenas as paisagens, mas a vida das pessoas”, comenta. 

Da teoria ao campo

A programação teve início no período da manhã, no anfiteatro do IAC-Apta, com painéis sobre a história da conservação no território paulista e palestras técnicas. À tarde, o aprendizado foi levado para a prática na Fazenda Santa Elisa, do IAC-Apta. Antoniane Arantes, líder do Grupo Técnico de Conservação de Solo da CATI, explicou que a proposta combina técnicas, metodologias e tecnologias de conservação à aplicação prática. Sob a coordenação de especialistas, os participantes percorreram estações de campo que abordaram aspectos da paisagem, pedologia e tecnologias de precisão. 

O evento foi promovido pela SAA, por meio da CATI, do IAC-Apta, da Defesa Agropecuária e da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), consolidando a relevância do tema nas discussões sobre a preservação do maior patrimônio do produtor rural: o solo.

Abaixo, a galeria de imagens do evento:

Evento, que vai celebrar o Dia Nacional da Conservação do Solo, já está com inscrições abertas

Em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, 15 de abril, será realizado, em Campinas (SP), o XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. O evento, que deve contar com a participação de 250 pessoas, está sendo promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, por meio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), Instituto Agronômico (IAC-Apta), Defesa Agropecuária, além da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

O seminário reunirá especialistas em conservação do solo, profissionais do segmento agropecuário, técnicos dos setores público e privado, pesquisadores, professores e estudantes para debaterem as melhores práticas para reverter os processos de degradação do solo agrícola. “Consideramos que o solo é um recurso natural não renovável e um importante componente dos ecossistemas, responsável por serviços ambientais como regular o ciclo da água. O solo é base da produção agropecuária; por isso, é fundamental também para a segurança alimentar da população”, diz a pesquisadora do IAC e coordenadora técnica do evento, Isabella Clerici De Maria.

Da teoria à prática

No primeiro período, das 8h às 12h30, o seminário acontecerá no anfiteatro do Instituto Agronômico, localizado na Avenida Barão de Itapura, 1481. Após o almoço, a partir das 14h, os participantes vão concluir as atividades na Fazenda Santa Elisa (IAC-Apta), situada na Avenida Dr. Theodureto de Almeida Camargo, 1500. O encerramento está previsto para as 17h, com a avaliação do evento.

 “Esperamos que o seminário traga um conjunto de entendimentos, técnicas e conhecimentos aplicáveis a manejos conservacionistas no meio rural, visando à redução da erosão e à garantia de um agro que preserve o elemento base de sua produção: o solo”, afirma o engenheiro agrícola da CATI e coordenador pedagógico desta capacitação, Antoniane Arantes de Oliveira Roque.

Programação

8h – Recepção

8h30 – Abertura (IAC, CATI, Defesa Agropecuária e Fundag)

8h50 – A história da conservação do solo paulista e a importância de intervenções sistêmicas – Afonso Peche Filho e Isabella Clerici De Maria (IAC)

9h20 – O Projeto Agro Paulista Mais Verde – Marcia Cristina de Moraes (CATI)

9h45 – Apresentação do mapa “Propriedade Rural Amiga da Água” – Melissa Pin Luchetti Sampaio, Denis Herisson da Silva, Kátia Gotardi e Miguel Madalena Milinski (PCJ)

10h10 – Lançamento da cartilha sobre conservação de solos – Ana Flavia Mangeti Metzner e Gustavo Bissoli (Defesa Agropecuária)

10h35 – Intervalo para o café

10h50 – Webmapas para planejamento da conservação do solo – Antoniane Arantes de Oliveira Roque (CATI)

11h15 – Gestão de risco e fiscalização do uso do solo em São Paulo – Marcelo Zonta (Defesa Agropecuária)

11h40 – Clima e recursos hídricos na conservação do solo – Orivaldo Brunini (Fundag)

12h05 – Agricultura conservacionista de precisão para pequenas propriedades – Leandro Guimarães Maranha (CATI)

12h30 – Almoço (por conta do participante)

14h – Tópicos fundamentais para a conservação de solos em microbacias (campo)

14h05 – Aspectos da paisagem – Afonso Peche Filho (IAC)

14h45 – Aspectos conservacionistas – Isabella Clerici De Maria (IAC)

15h25 – Aspectos pedológicos – Ricardo Marques Coelho (IAC)

16h05 – Aspectos tecnológicos – Antoniane Arantes de Oliveira Roque (CATI)

16h45 – Encerramento e avaliação final

Serviço

XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais

Quando: 15 de abril de 2026

Onde: Anfiteatro do IAC, das 8h às 12h30; Fazenda Santa Elisa, das 14h às 17h

Inscrições: https://tinyurl.com/2aks68jv

Inseto se alimenta de inimigos dos cultivos, se tornando aliada do produtor

Pequenas, coloridas e facilmente ignoradas, as joaninhas escondem um papel imprescindível no campo: são verdadeiras guardiãs das plantações. Essenciais no controle biológico de pragas, esses insetos se tornaram valiosos aliados dos produtores, garantindo a segurança e a proteção dos cultivos.

“Ela se alimenta de vários insetos, ácaros, cochonilhas, pulgões e moscas brancas, presentes em várias culturas. Geralmente, a joaninha beneficia todas as culturas que podem sofrer com estas pragas. Elas podem comer, por exemplo, cerca de 50 pulgões por dia”, explica Erica Tomé, Engenheira Agrônoma da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de Araraquara.

O hábito alimentar das joaninhas se estende por quase todo o seu ciclo de vida, predando pragas desde a fase larval até a adulta. Adicionalmente, algumas espécies também se alimentam de fungos que causam doenças, a exemplo do que ocorre em plantas de quiabeiro.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio da equipe de entomologistas do Instituto Biológico (IB – APTA) de Ribeirão Preto, desenvolve pesquisas em laboratório e campo. O foco dos estudos é a avaliação da diversidade de espécies de joaninhas em culturas agrícolas, sua preferência e consumo de pragas, além do comportamento e eficiência no combate a esses inimigos nas plantações. Táticas para a conservação das joaninhas nas lavouras também são objeto de investigação.

A pesquisadora do IB, Terezinha Monteiro trabalha desde o seu mestrado na análise do inseto; para além disso, ela acabou se interessando e se especializando em trabalhar com a importância delas para a agricultura como protetoras de plantações.

“Devido ao hábito alimentar polífago e alta voracidade, as joaninhas, tanto na fase jovem (larva) e adulta, controlam com sucesso uma variedade de pragas em hortaliças, em culturas de produção de cereais e de grãos, pomares de laranja, além de plantas ornamentais. Deste modo, este pequeno predador proporciona benefícios aos agricultores que produzem alimentos que compõem a refeição do dia a dia da população”.

Além disso, ela cita a diversidade das joaninhas nas plantações. “Em uma única planta podemos encontrar uma diversidade de espécies de joaninhas. Por exemplo, em pomares de laranja existem muitas espécies de joaninhas, aquelas que preferem consumir pulgões, outras que consomem cochonilhas, ácaros e também psilídeos”.

A pesquisadora também ressaltou que o estado de São Paulo é um grande beneficiário da proteção de joaninhas, pela sua diversidade de culturas, sobretudo, da laranja.

“O estado de São Paulo é agraciado por ser o maior produtor de laranja do Brasil e o maior exportador de suco de laranja do mundo. Em pomares dessa fruta cítrica, destaca-se a ação de variadas espécies de joaninhas no controle de pragas dos citros, como cochonilhas, pulgões e ácaros. Um grande exemplo de controle biológico de pragas no Brasil”, ressaltou Terezinha.

Não são apenas as áreas de citricultura que apresentam uma grande concentração de joaninhas. Segundo Erica Ybarra, chefe de Divisão da CATI Regional de Araraquara, as joaninhas também demonstram preferência por áreas de cultivo orgânico e locais que adotam o Manejo Integrado de Pragas (MIP), especialmente nas plantações de soja. “Geralmente, em áreas de culturas orgânicas, com Certificação Orgânica, e naquelas onde são aplicadas as técnicas de MIP, a presença de joaninhas tende a ser maior”.

Flores: aliadas para manter e atrair joaninhas na lavoura

Além do manejo adequado, a diversidade das flores é um fator crucial para atrair e manter esses insetos nas lavouras. Plantações que contam com plantas ricas em pólen e néctar tornam-se verdadeiros ímãs para as joaninhas, criando um ecossistema favorável à sua permanência. A pesquisadora Terezinha explica como essa integração vegetal potencializa a presença delas no campo:

“Além de conservar as joaninhas que já estão nos cultivos, é possível atraí-las ainda mais. Isso porque, na fase adulta, além de caçarem pragas, elas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar, o que garante sua sobrevivência em épocas de falta de alimento. Essas plantas também servem como abrigo, promovendo um ambiente adequado que favorece a reprodução e a permanência delas na área”, destacou a pesquisadora.

Discretas, mas eficientes, as joaninhas mostram que nem sempre a solução para grandes problemas está em grandes intervenções. No campo, muitas vezes, o equilíbrio da natureza é o melhor aliado do produtor.

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) lançará, no próximo sábado (28), o e-book “Cenário atual da cacauicultura paulista e estratégias para expansão sustentável”, uma publicação técnica que visa promover o cultivo do cacau no Estado de São Paulo.

Classificado no acerco bibliográfico da CATI como “Documento Técnico 137”, o material ficará disponível para download gratuito a partir de seu lançamento, que será realizado durante a 5.ª Festa do Cacau.

“Vamos participar desse evento do Instituto Biológico (IB-APTA) com seis técnicos, que contarão as realidades produtivas do cacau no Vale do Ribeira, litoral e demais regiões do território paulista, com destaque para o comportamento da cultura nessas diversas localidades, as quais têm particularidades climáticas”, explicou o chefe de divisão da CATI Regional São José do Rio Preto, Fernando Miqueletti.

Segundo ele, o público presente terá a oportunidade de conhecer melhor a cultura do cacau. “Mostraremos como é feita a poda do cacaueiro, a colheita do fruto, sua fermentação e secagem, até chegar no chocolate. Além disso, vamos lançar o Documento Técnico 137, que mostra a evolução da cacauicultura paulista desde a década de 1990 até os dias de hoje”, ressaltou.

A 5.ª Festa do Cacau acontece de 28 a 29 de março, das 11h às 19h na sede do IB-APTA. O evento, que integra a programação do 35.º Instituto Biológico de Portas Abertas, também contará com oficinas, exposições e degustação de chocolates. Para participar, cada pessoa deve doar 1kg de alimento não perecível.

Serviço

5.ª Festa do Cacau e 35.º Instituto Biológico de Portas Abertas

Quando: 28 e 29 de março de 2026

Horário: das 11h às 19h

Local: Instituto Biológico – Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo (SP)

Entrada: 1kg de alimento não perecível

Programação: https://tinyurl.com/2ntakufm

Onde baixar o PDF do Documento Técnico 137: https://agricultura.sp.gov.br/cati/publicacoes

Tecnologia, sustentabilidade e compras públicas impulsionam a cadeia da alface em SP

Nutritiva e popular nos pratos de milhões de brasileiros, o estado de São Paulo é o maior produtor e consumidor nacional de alface. De acordo com os dados levantados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA – APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no ano passado, foram cultivadas mais de 220 mil toneladas da hortaliça, o que representa um montante estimado de R$ 947 milhões.

As principais regiões produtoras estão localizadas no Cinturão Verde, sendo um polo de distribuição importante para o abastecimento da Grande São Paulo, com destaque para o cultivo da variedade crespa.

O engenheiro agrônomo da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da SAA, Thiago Costa, destaca que a alface tem manejo simples, mas exige atenção contínua, já que se trata de uma cultura bastante sensível. Segundo ele, boas condições de água, solo e insolação são determinantes para a qualidade do cultivo. “A água sem contaminantes físicos, químicos e biológicos. O solo com uma boa disponibilidade de nutrientes e matérias orgânicas. Além de análise de solo, anualmente, e adubação equilibrada, seguindo cuidadosamente as recomendações agronômicas. Além de uma boa insolação, sem excesso de temperatura”, explicou Thiago Costa.

Para o diretor executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), Manoel Oliveira, a cadeia de folhosas tem passado por um processo de profissionalização e investimentos nos últimos anos, o que estimula a produção em maior escala. “O avanço tecnológico está contribuindo para o aumento da produtividade com o cultivo protegido e para a redução de perdas e rupturas no fornecimento ao varejo”, ressaltou Oliveira.

Fortalecimento da produção com impacto social e compras públicas

Além de ser referência produtiva no cenário nacional, o estado de SP também é o maior comprador da folhosa oriunda da agricultura familiar paulista. Em 2025, foram adquiridas mais de 80 toneladas, movimentando cerca de R$ 800 mil através do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). Os produtos são destinados a escolas, universidades e unidades prisionais, aproximando o campo das políticas públicas e gerando impacto direto na renda das famílias produtoras.

A Cooperativa dos Produtores Familiares de Piedade (COFARP) atua principalmente no comércio varejista, com cerca de 50 cooperados, que produzem diversos alimentos hortifrutigranjeiros, como pepino, escarola, almeirão, salsa, brócolis e alface. A média de produção da folhosa fica em torno de 6 mil unidades mensais.

A COFARP é uma das cooperativas que comercializam diretamente ao Estado. “Hoje, para nós, esse programa do PPAIS está sendo muito importante, porque conseguimos ter uma garantia de venda. Por isso, nós fazemos uma programação de plantio já com a quantidade e as datas certas para entregar o produto”, destacou o presidente da COFARP, José Roberto.

Presidente da COFARP, José Roberto

Inovação Tecnológica e Sustentável: Alface Hidropônico

São Paulo foi pioneira na implantação e tornou-se o maior produtor hidropônico de alface. Esse tipo de produção utiliza técnicas como fazendas verticais e estufas para cultivo sem solo, otimizando o uso de água e espaço disponível.

A SAA, através do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), oferece crédito para produtores que desejam investir em sistemas hidropônicos, por meio do Projeto Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista (DRS).

“No caso da hidroponia, os recursos podem ser utilizados para implantação ou modernização de estufas agrícolas, sistemas automatizados de irrigação e fertirrigação, equipamentos de controle ambiental, além de obras de infraestrutura e adequações tecnológicas nas propriedades rurais”, explicou o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves.

Os financiamentos podem chegar a R$ 250 mil para produtores rurais pessoa física, R$500 mil para pessoa jurídica e R$800 mil para cooperativas ou associações, com juros a partir de 3% ao ano e prazo de pagamento de até 84 meses, incluindo carência de até 12 meses.

Promovido pela SAA, 24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo bateu recorde de participação em 2025

A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) divulgou, nesta segunda-feira (17), a lista com os nomes dos 50 finalistas do “24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo”. A cerimônia de premiação será amanhã (18), a partir das 8h, no Instituto Agronômico (IAC), em Campinas.

A edição deste ano ranqueará os 40 cafés mais bem pontuados da espécie arábica – nas categorias natural, cereja descascado, fermentado e orgânico –, e os 10 melhores da espécie canephora (conilon e robusta). Estão concorrendo 328 cafeicultores, que tiveram 376 amostras selecionadas pela CATI, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA-SP).

Ganhadores da 23.ª edição do Concurso de Qualidade do Café de São Paulo

Foto: Divulgação/Governo de SP

Além da CATI, também participam da organização do certame a Coordenação das Câmaras Setoriais, a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) e a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), por meio da Apta Regional, do Instituto Biológico (IB-Apta) e do IAC-Apta.

Com recorde de inscritos, em 2025 – 391, de 77 municípios –, o concurso é realizado em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), Sindicato da Indústria de Café de Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Syngenta, Carmomaq, Kaleido, Bunn e Cropster.

Saiba quem são os 50 finalistas e suas respectivas cidades:

AdamantinaAndré Tiveron TeixeiraCanephora
AdamantinaBerenice Tiveron TeixeiraCanephora
AdamantinaEdson Frasson TeixeiraCanephora
AdamantinaGumercindo Fernandes da SilvaCanephora
Águas da PrataJosué Augusto PanciniConvencional via seca
AltinópolisGuilherme Custodio VicentiniOrgânico
Barra do TurvoOzico PereiraConvencional via úmida
Bragança PaulistaJose Adil BraggionConvencional via seca
Bragança PaulistaLuis Eduardo dos SantosConvencional via úmida
BrotasRodrigo de OliveiraConvencional via seca
CacondeJoão Hamilton dos SantosConvencional via fermentação
CacondeJoão Hamilton dos SantosConvencional via seca
CampinasTito Enrique da Silva NetoConvencional via fermentação
CatanduvaTalles Gabriel Martins da ConceiçãoCanephora
Cristais PaulistaAgropecuária Minamihara OrgânicosOrgânico
DescalvadoMelhen KhalilConvencional via úmida
DivinolândiaPaulo Izidro ArchanjoConvencional via fermentação
DivinolândiaMateus Valeiti MengaliConvencional via seca
DivinolândiaPaulo Izidro ArchanjoConvencional via seca
Espírito Santo do PinhalFábio Colletti BarbosaConvencional via fermentação
Espírito Santo do PinhalJonas Tadeu RagazzoConvencional via fermentação
FrancaAlexandre Henrique LeonelOrgânico
GarçaCassiano Terciotti TostaConvencional via úmida
GetulinaPaulo SoneharaCanephora
ItapiraRicardo Maklouf JuniorConvencional via fermentação
ItapiraRicardo Maklouf JuniorConvencional via úmida
ItapiraEduardo Secchi MunhozOrgânico
ItapiraRicardo Maklouf JuniorOrgânico
PaulicéiaAltair Aparecido BertonCanephora
RegistroAlex Mendonça de CarvalhoCanephora
Ribeirão CorrenteAndre Luis da CunhaOrgânico
Ribeirão CorrenteLuis Claudio CunhaOrgânico
São Sebastião da GramaAlexandre Magno Belchior RibeiroConvencional via seca
São Sebastião da GramaAlexandre Magno Belchior RibeiroConvencional via úmida
São Sebastião da GramaAndre Stein Carvalho DiasConvencional via úmida
São Sebastião da GramaArnaldo Alves VieiraConvencional via úmida
São Sebastião da GramaHomero Teixeira de Macedo JuniorConvencional via úmida
Serra NegraRoberto Broto MarchiConvencional via fermentação
Serra NegraRosana Ap. Preto da Silva MarchiConvencional via fermentação
Serra NegraVinicius Vicente de Carvalho Faria SantosConvencional via fermentação
Serra NegraRoberto Broto MarchiConvencional via seca
Serra NegraRosana Aparecida Preto da Silva MarchiConvencional via seca
Serra NegraEdevarde FonteOrgânico
Serra NegraReginaldo Farias SantosOrgânico
SocorroJoão Paulo Ribeiro CapobiancoConvencional via fermentação
SocorroJoão Ferreira da RochaConvencional via seca
SocorroLuiz Eduardo de BoviConvencional via úmida
SocorroJoão Paulo Ribeiro CapobiancoOrgânico
Tupi PaulistaÁlvaro TroianoCanephora
Tupi PaulistaVanderlei Benites ScabilabrimCanephora

Serviço

Cerimônia de premiação do 24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo

Quando: 18/11/2015, a partir das 8h

Onde: IAC-Apta, situado na Avenida Barão de Itapura, 1481 – Campinas (SP)

Regulamento: https://bit.ly/4lu5TmB

Promovido pela SAA, 24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo bateu recorde de participação em 2025

Os melhores cafés paulistas, em 2025, serão revelados na próxima terça-feira (18), no Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, em cerimônia de premiação do “24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo”, a partir das 8h. Organizado pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o certame recebeu 391 inscrições, de 77 municípios.

A edição deste ano ranqueará os 40 cafés mais bem pontuados da espécie arábica – nas categorias natural, cereja descascado, fermentado e orgânico –, e os 10 melhores da espécie canéphora (conilon e robusta). Estão concorrendo 328 cafeicultores, que tiveram 376 amostras selecionadas pela CATI, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA-SP).

Além da CATI, também participam da organização do concurso a Coordenação das Câmaras Setoriais, a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) e a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), por meio da Apta Regional, do Instituto Biológico (IB-Apta) e do IAC-Apta.

Esta edição é realizada em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Syngenta, Carmomaq, Kaleido, Bunn e Cropster.

Serviço

Cerimônia de premiação do 24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo

Quando: 18/11/2015, a partir das 8h

Onde: IAC-Apta, situado na Avenida Barão de Itapura, 1481 – Campinas (SP)

Regulamento: https://bit.ly/4lu5TmB

A extensionista Kenia Barbosa, da Casa da Agricultura de Ubatuba, ligada à CATI Regional Santos, participou do evento Apta de Portas Abertas – Conexão Agroecologia, promovido pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) Regional de São Roque no dia 17 de outubro. Na ocasião, ela ministrou a palestra “Raízes e Sabores — Comer para Fortalecer a Sociobiodiversidade”, durante a atividade que reuniu pesquisadores e profissionais da região, com o objetivo de aproximar a pesquisa da prática, destacando iniciativas que valorizam a diversidade biológica e cultural ligada à alimentação local. 

Em sua palestra, o debate versou sobre os conceitos e a importância da sociobiodiversidade, enfocando a interdependência entre a diversidade de espécies, os saberes tradicionais e as práticas culturais que sustentam sistemas alimentares locais, saudáveis e resilientes. “Promovemos reflexões sobre como reconhecer, proteger e promover esses saberes e espécies para garantir segurança alimentar, conservação ambiental e valorização cultural. Também enfatizamos a relação entre pesquisa e extensão, mostrando como o conhecimento técnico pode fortalecer modos de vida tradicionais e práticas agroecológicas”, explica Kenia.

Como extensionista da Casa da Agricultura de Ubatuba, bióloga botânica, nutricionista e mestre em sociobiodiversidade, a extensionista apresentou resultados e experiências de extensão rural realizadas com comunidades tradicionais e agricultores familiares em Ubatuba. O evento contou com a participação de outros palestrantes que abordaram temas regionais relacionados à sociobiodiversidade, reforçando o caráter colaborativo entre pesquisa e campo. A ação foi realizada em parceria entre a Apta, a CATI e outros parceiros locais, fortalecendo a troca de saberes entre pesquisadores, técnicos e produtores.

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