Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Dia 6 de dezembro – Dia do Extensionista Rural, profissional com múltiplas funções que atua ao lado do produtor rural

Dia 6 de dezembro – Dia do Extensionista Rural, profissional com múltiplas funções que atua ao lado do produtor rural

Dia 6 de dezembro – Dia do Extensionista Rural, profissional com múltiplas funções que atua ao lado do produtor rural

Comemorado em todo o Brasil no dia 6 de dezembro, o Dia do Extensionista Rural foi criado em 1948, ano que registra a criação da primeira instituição de extensão rural no Brasil. A data celebra, homenageia e reconhece o extensionista como um importante agente de mudanças e ações que buscam o bem-estar social, a geração de emprego e renda no campo e o desenvolvimento rural sustentável. Suas ações se refletem na segurança alimentar, na qualidade dos alimentos produzidos, na conservação dos recursos naturais, na oferta de produtos de qualidade para a alimentação humana e animal.

No Estado de São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por intermédio da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CATI/CDRS), atua em extensão rural há 54 anos, sendo reconhecida internacionalmente, levando não só conhecimento e tecnologia ao campo, mas promovendo transformação social. Para cumprir essa missão, os extensionistas rurais não trabalham sozinhos, mas em consonância e cooperação com os demais órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, como com pesquisadores dos institutos de pesquisa ligados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária. O objetivo e a meta é ter os produtores rurais, em especial os pequenos e médios, em especial da agricultura familiar, amparados pelas políticas públicas existentes e com capacidade de produzir com eficiência e produtividade, para que as produtivas terras paulistas continuem abastecendo a população local, regional, nacional e também galgando cada vez mais espaço no mercado internacional.

Atualmente, a CATI/CDRS é comandada pelo engenheiro agrônomo Alexandre Manzoni Grassi, que com 13 anos de instituição já passou por diversas experiências, atuando na assessoria técnica da instituição. Hoje, conta com o suporte e apoio de extensionistas rurais de diversas áreas de conhecimento − engenharia agronômica, medicina veterinária, zootecnia, engenharia agrícola, sociologia, nutrição, comunicação −, que atuam na sede, em Campinas, nos Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) espalhados em todo o Estado e nas Casas da Agricultura. As Casas da Agricultura, como costumam dizer os que nela trabalham, são ‘o braço da Secretaria de Agricultura e Abastecimento mais próximo do produtor rural’, são a casa do produtor rural e têm o intuito de, estando próximo, atendê-lo em suas necessidades e auxiliá-lo nas mais prementes e diferenciadas situações que se fazem presentes no dia a dia, em função de clima, solo, demanda de mercado, entre outras necessidades. A Casa da Agricultura, que muitas vezes reúne parceiros de prefeituras municipais por meio de convênios, é a porta de entrada para os agricultores que contam com o Estado para auxiliá-los, tanto em conhecimento como em políticas públicas, bem como em organização rural, todas ações em prol do produtor rural.

“Ser extensionista rural, optar por atuar nessa área, é ter um compromisso com as famílias dos produtores rurais, é ser parte dessas famílias rurais, é entender as situações e ajudá-los a encontrar as alternativas, é trocar conhecimentos e vivências, levar os caminhos das novas tecnologias, os caminhos do conhecimento. É ser muito mais do que um profissional com formação na área rural e que promove a produção no campo, é ser alguém capaz de ouvir e entender os anseios, é dividir a responsabilidade de conter o êxodo rural e manter as famílias no campo com dignidade e qualidade de vida, é garantir a herança de uma terra boa e produtiva para as futuras gerações”, garante Alexandre Grassi, que complementa: “Ser extensionista é ter orgulho, todos os dias, desde que o sol se levanta até o pôr do sol, no mesmo ritmo do homem do campo; é ter, a cada dia, uma nova meta, um desafio a mais e persegui-lo buscando parcerias com entidades afins que venham a beneficiar os produtores rurais, elevando o seu patamar de vida”.

Reinventar-se: o papel do extensionista durante a pandemia

Ao longo do tempo e das mudanças, políticas e/ou climáticas, o principal papel tanto dos extensionistas quanto dos produtores rurais foi se reinventarem a cada dia. E, após um primeiro momento, quando foi anunciada a pandemia, em março de 2020, até os dias atuais, novidades nem sempre boas têm surgido. Mas o que há a ser comemorado foi a resiliência, a criatividade, a rapidez nas ações que fizeram com que em nenhum momento houvesse desabastecimento. Esse olhar para a garantia da oferta de alimentos não foi só para atender os consumidores que se tornaram mais exigentes quanto a uma alimentação mais saudável, mas também para que as famílias em vulnerabilidade social conseguissem ter uma boa alimentação. Como uma teia de muitos laços, os extensionistas foram buscar os que podiam e sabiam produzir para entregar alimentos àqueles que não tinham como comprar, as milhares de famílias vulneráveis que foram beneficiadas pelo Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Cesta Verde.

Essas ações conjuntas em todo o âmbito paulista permitiram que 400 mil famílias de 149 municípios recebessem, semanalmente, durante 10 meses, 4.000 toneladas de alimentos, as quais foram capitaneadas pelos extensionistas Fabiana Ferreira Gouveia (zootecnista), Maurício Konrad (engenheiro agrônomo) e Rolando Nascimento Salomão (engenheiro agrônomo). Estes três personagens comandaram uma equipe composta por vários outros extensionistas espalhados pelo Estado de São Paulo, que levantaram as possibilidades de ofertas de produtos variados, de acordo com as épocas e as regiões, fizessem parcerias junto às assistências sociais de prefeituras e não permitissem que a fome fosse aliada da pandemia. Com isso, conseguiram atender as duas pontas: de um lado, o produtor, que passou a receber por seu trabalho e sua produção; e de outro, as famílias vulneráveis, mostrando um trabalho o qual, muito mais do que econômico e com vistas à produção, se constituiu num trabalho social.

Outros exemplos que se multiplicaram durante a pandemia foram o fortalecimento das redes solidárias e a entrada forte do sistema delivery na vida da população em geral, fato que aproximou o produtor do seu consumidor final. Os grupos de WhatsApps e multiplicaram para dar suporte e, mesmo em teletrabalho, de portas fechadas e/ou atendendo muitas vezes o produtor rural usando recursos próprios de internet e telefonia celular, o ideal falou mais alto e muitos foram exemplo de uma faceta do perfil da extensão rural: estar ao lado do produtor, para ensinar, para aprender e para trocar.

Complementando o pensamento dos companheiros extensionistas, Fabiana conclui que: “Ser extensionista é trabalhar para melhorar a qualidade de vida do homem do campo, promovendo ações, mudando a situação da família rural para uma nova realidade, com independência, autoestima e geração de renda dentro e fora da porteira. Este trabalho é desafiador; no meio rural, o trabalho ainda é feito majoritariamente por homens, todavia o nosso papel diário busca o empoderamento feminino, tanto nas instituições como para as mulheres do campo”.

Então, neste vosso dia, só é possível dizer: extensionistas rurais, parabéns a vocês todos que escolheram esta profissão e este ideal!

 

Graça Moreira D’Auria – Jornalista – Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI/CDRS/SAA)

 

 

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